Aeroporto de Guarulhos poderá ter até duas estações de trem e metrô

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

O presidente da Concessionária Aeroporto Internacional de Guarulhos S.A., Antonio Miguel Marques, afirmou, na manhã desta quarta-feira, que Cumbica poderá ter duas estações de trem e metrô para os próximos anos. De acordo com o empresário, a ideia é que a Linha 13 - Jade, da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) chegue ao aeroporto até a Copa do Mundo de 2014, que será realizada no Brasil. A principal obra, a construção do Terminal 3, possibilitará o fluxo de aviões de classe F, de maior porte, como o Airbus-380 e o Jumbo 747-800. 

"Estão previstos no projeto da Linha 13 duas estações, uma em frente ao terminal 4 (terminal de carga) e a outra, que ainda está em fase de definição, vai ser provavelmente em frente ao terminal 3, mas ainda não é a posição final", afirmou Marques, que oficializou o início das obras do terminal 3 do aeroporto para esta quarta.


Porém, quando questionado se o prazo seria cumprido pelo governo do Estado que, segundo ele, prometeu uma das estações para o Mundial de futebol, Marques afirmou que a responsabilidade está com a CPTM.

"Quem tem que responder essa pergunta é a CPTM, mas o governador diz que estão fazendo todo esforço para o trem estar funcionando até a Copa. A previsão da CPTM é que seja concluído até a Copa", completou.

Além da melhoria no acesso ao aeroporto que deve ser feita através das estações de trem, o projeto do novo aeroporto prevê mais 6 mil vagas de estacionamento até a Copa do Mundo de 2014. Outro fato que irá melhorar a locomoção dos usuários é a construção de um "mini terminal rodoviário", que irá funcionar onde hoje ficam os táxis.

A chegada do Rodoanel ao Aeroporto de Guarulhos também foi citada pelo presidente da Concessionária, porém, o novo acesso não estará pronto para o evento.

Hotéis no aeroporto

A ideia da Concessionária é construir hotéis dentro do próprio aeroporto, que possam receber passageiros em voos de conexão, que passam a noite no país. Os estabelecimentos serão de três, quatro e cinco estrelas.

Apenas o terminal 3, que ficará pronto para a Copa, um hotel com 50 quartos será construído, localizado dentro do próprio terminal em área restrita e antes da imigração. Essa obra será feita pela concessionária, que depois negociará com redes hoteleiras para a definição da bandeira de administração do prédio.

Por Thiago Tufano / Portal Terra

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No Recife, Protesto surte efeito e CTTU não retira ciclofaixa na Estrada do Arraial

O protesto realizado por ciclistas na noite de terça-feira (4) e na madrugada desta quarta-feira (5) contra a retirada da ciclofaixa da Estrada do Arraial, na Tamarineira, Zona Norte do Recife, surtiu o efeito desejado para o grupo. Após o ato de parte dos moradores da localidade, a Companhia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU) informou, na manhã desta quarta-feita (5),  que a ciclofaixa não foi retirada nesta madrugada, como estava previsto.  Não existe uma nova data para que ela seja retirada.

Pelo menos 42 ciclistas participaram da manifestação denominada "Ocupe Arraial". Com a vitória da participantes do protesto, os 350 metros que compõem a ciclofaixa serão mantidos. Durante o ato, técnicos da CTTU passaram pelo local algumas vezes, mas não pararam nem realizaram abordagens. A polícia militar esteve no local, mas não precisou intervir.

A publicitária Tandra Burgos, moradora da área, era uma das participantes do protesto. "Tenho um filho de 15 anos que pretendia ir para o colégio de bicicleta. Já tínhamos feito o percurso juntos, mas agora, sem a faixa para ciclistas, não confio mais", declarou.

Para o participante do protesto, Mauro Neves, a retirada da ciclofaixa seria considerada um retrocesso. "Isso seria simplesmente um absurdo. Ficamos indignados. O retirada da ciclofaixa não vai impedir a circulação de bicicletas na região, pelo contrário, só irá tornar mais perigoso", comentou.

Durante o protesto, os manifestantes ameaçaram pintar uma nova ciclofaixa na Avenida Conselheiro Rosa e Silva, que não tem área exclusiva para ciclistas.

Fonte: JC Online

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Cidade de Taboão da Serra ganha 10 novos ônibus

Mais 10 ônibus compõem a frota municipal de Taboão da Serra, da Viação Pirajuçara. A linha Circular e Intermunicipal agora conta com ônibus adaptados e menos poluentes, pois são movidos a biodiesel. Os novos ônibus foram apresentados no último sábado. 

Outra novidade é o itinerário ‘Parque das Hortênsias- Metrô Campo Limpo’ que começam a circular a partir do dia 15 de setembro. “Essa nova linha que está sendo implantada vai começar com apenas cinco ônibus, mas já farão a diferença porque ajudará a desafogar o fluxo de pessoas nos ônibus como Pinheiros e Clínicas, sem contar que a nova linha passará por dentro do município. Passará pela Kizaemon Takeuti, Pelo Shopping Taboão e pelo centro da cidade”, disse ao Portal O Taboanense, o secretário de Transporte e Mobilidade de Taboão da Serra, Zoroastro Júnior.

Foto: Ricardo Vaz
Os veículos são do modelo Mercedes geração 5, que são mais silenciosos e poluem menos. Com esse novo motor e o biodiesel, a taxa de poluição causada pelos ônibus em Taboão da Serra será quase zero.  Acredita-se que dentro de 30 dias, mais 10 novos ônibus serão entregues na cidade.

Para ter acesso as informações sobre o itinerário de todas as linhas municipais, acesse o site da prefeitura www.taboaodaserra.sp.gov.br.   

Informações: O Taboanense

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Cidade de Niterói terá ônibus com designer inovador

Chegou em Niterói nessa última semana, o primeiro veículo de piso-baixo da cidade. No novo sistema de transportes da cidade, foi prometida a substituição da frota por veículos de piso-baixo. Então nessa emana chegou para atuar pelo Consórcio TransNit. Trata-se da Auto Ônibus Brasília que adquiriu um Caio, Millenium BRT, Mercedes Benz O-500U; no novo padrão de pintura da cidade.

Informações: Ônibus em Foco

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Em São Paulo, Expresso Tiradentes tem aprovação de 81% dos usuários

Dominante em Curitiba, o uso do BRT em São Paulo não chega nem perto de fazer cosquinha no metrô: os 9,7 quilômetros do primeiro transportam 81 mil pessoas diariamente, segundo a SPTrans, enquanto os 74 quilômetros do transporte subterrâneo dão conta de 4,5 milhões de viagens todos os dias. 

Mas quando se trata de avaliação, o único corredor BRT da cidade se sai até melhor. Na última pesquisa da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP), 81% dos passageiros acham o Expresso Tiradentes excelente ou bom, índice que cai para 74% no metrô. Os ônibus convencionais ficaram com 40%.

O tempo de viagem entre o Terminal Sacomã e o Parque Dom Pedro II foi enormemente encurtado: caiu de 70 para 14 minutos, segundo a SPTrans.

Em relação ao BRT “ideal”, o Expresso Tiradente perde apenas porque foi construído em via elevada. “Deveria ser na (altura da) rua, porque tem vantagem do ponto de vista da acessibilidade. Mas em relação a velocidade, o benefício foi plenamente atingido”, afirma Otávio Cunha, da NTU.

Fonte: Veja Abril

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No BRT Transoeste já conta com 90% de aprovação dos usuários

Como diz a máxima, quem ri por último, ri melhor. Quando se trata de BRT, o Rio de Janeiro pode ter chegado atrasado, mas saiu na frente na nova leva de munícipios onde o sistema está sendo implantado por causa da Copa. O Transoeste foi inaugurado em junho.

O Rio segue as regras dos BRTs, a mais importante delas sendo as vias com ultrapassagem, que permitem a existência de linhas expressas e semiexpressas. Quem quer ir de uma ponta a outra o pode fazer sem demoras.
Em pesquisa realizada pelo Instituto Mapear, a aprovação chegou a 90%, resultado de quem demorava até 2h30 no trajeto entre Santa Cruz e Barra da Tijuca e agora o faz em 40 minutos.

Dentro dos ônibus articulados, uma gravação informa a próxima estação de parada, como em metrôs. Os GPS nos ônibus permitem que se saiba quando chegarão às estações, como em outros BRTs desta galeria. Mas o governo precisará resolver os atropelamentos, que têm sido constantes.

Na capital carioca, mais três corredores estão em construção para serem inaugurados até o Mundial de 2014 e as Olimpíadas.

Fonte: Veja Abril

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Sistema BRT chega a rivalizar com o metrô onde este existe

Como criação tipicamente brasileira, é estranho que tão poucas cidades do país – dá para contar nos dedos das mãos – tenham aderido ao BRT, o chamado Bus Rapid Transit, uma solução de transporte público inventada em Curitiba há quase 40 anos.

Quando criou o BRT, em 1974, o então prefeito da cidade, o arquiteto Jaime Lerner, provavelmente não imaginava que, décadas depois, 130 cidades do mundo estariam utilizando o sistema ou uma variação muito próxima dele, segundo a Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU).

De maneira sintetizada, o BRT tenta colocar na superfície o que o metrô faz abaixo dela: regularidade, rapidez e conforto. Para isso, exige – em um plano ideal – faixas segregadas dos carros; paradas de ônibus que são como estações, com pagamento antecipado; pelo menos duas faixas para permitir ultrapassagens entre os ônibus; e coletivos articulados, que chegam a transportar até 270 pessoas, com controle mais estrito dos horários.

Embora com capacidade pouco inferior ao metrô, são tidos também como transporte coletivo de massa. 

O resultado é que, seja em São Paulo, no Rio ou Goiânia (onde são limitados, mas existem), os BRTs são muito melhor avaliados que os ônibus convencionais – tidos muitas vezes como um transporte sucateado, lento e desconfortável – e chegam a rivalizar com o metrô onde este existe. 

Clique nas imagens para conhecer as cidades brasileira que acordaram, antes da outras, para o papel do BRT na mobilidade urbana, embora a participação destes ainda seja pequena.

Trinta e oito anos após ser inventado, com uma Copa e Olimpíadas batendo às portas, o Brasil corre para recuperar o tempo perdido. Das 12 cidades do mundial de 2014, nove estão com projetos ou obras engatilhadas, segundo a NTU. 

Fonte: Veja Abril

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Cidade de Uberlândia é a única cidade com menos de um milhão de habitantes com BRT


Única cidade com menos de um milhão de habitantes com BRT, a mineira Uberlândia, com pouco mais de 600 mil pessoas, tem um corredor de 7,5 quilômetros na Avenida João Naves de Ávila há seis anos.

Levando o preceito de ser na superfície o que o metrô é abaixo da terra, até mesmo shopping em uma das estações o BRT de Uberlândia tem, o que deve soar familiar para moradores de São Paulo.


A imagem ao lado mostra uma das vantagens do sistema: a acessibilidade. Deficientes físicos adentram o coletivo tão rápido quanto os demais passageiros, já que as estações são elevadas. 

O corredor deu tão certo que o governo já tem mais quatro projetos aguardando verba do governo federal.

Fonte: Veja Abril

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Eixo Anhanguera em Goiânia Sistema BRT dará lugar a um VLT (Veículo Leve sobre Trilhos)

Nenhuma cidade entendeu tão rápido quanto Goiânia que o sistema projetado em Curitiba era uma maneira eficaz de transporte público de massa. Dois anos depois, o conceito de Jaime Lerner foi inaugurado em Goiânia, na Avenida Anhanguera.

Na imagem, ônibus da nova frota comprada no ano passado.

Apesar do pioneirismo (na reprodução), os 13,5 quilômetros do Eixo Anhanguera em Goiânia tem data para sumir do mapa: o BRT dará lugar a um VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) que tem que estar operacional até 2014. Mas não é que a cidade desistiu dos ônibus eficientes - outro corredor BRT será construído no eixo norte-sul da capital goiana.
O caso de Goiânia ilustra a importância em implementar o BRT de maneira completa. Segundo a Rede Metropolitana de Transporte Coletivo de Goiânia, o acúmulo de ônibus nas paradas – onde não há ultrapassagem e com um movimento que só aumentou nas últimas décadas - acaba limitando a velocidade média do corredor, que já foi melhor. Hoje é de 17km/h. O VLT poderá atingir um pouco mais: 24km/h. 

Fonte: Veja Abril

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Em Fortaleza, Obras de mobilidade devem ficar prontas até o fim de 2013

Com investimento total orçado em R$ 232,5 milhões, as obras para a Copa do Mundo de 2014, que estão em andamento na Capital, devem ser concluídas até dezembro de 2013. Os trabalhos de reestruturação foram retomados, no último dia 13 de agosto, na Avenida Alberto Craveiro, após retorno dos serviços paralisados com a quebra de contrato com a Construtora Delta.

Mais quatro avenidas passarão por intervenções: Dedé Brasil, Raul Barbosa, Paulino Rocha e Via Expressa. O objetivo é requalificar a integração da principal zona hoteleira de Fortaleza, além do Terminal de Integração da Parangaba e da BR-116, ao estádio Castelão, que sediará os jogos. Os dados foram divulgados, ontem, durante coletiva de imprensa, na Prefeitura, que tratou do andamento e cronograma das obras de mobilidade sob responsabilidade do Município.

Reestruturações

De acordo com o coordenador do Programa de Transporte Urbano de Fortaleza (Transfor), Daniel Lustosa, as obras no entorno no Castelão são as mais importantes, como a da Avenida Alberto Craveiro, cujas obras estão 5% concluídas e seguem até maio de 2013. Elas compreendem implantação do BRT (Bus Rapid Transit) e da ciclovia, além de alargamento, passando a ter 45 metros de largura e quatro faixas por sentido. Serviços de drenagem, pavimentação e sinalização também farão parte das mudanças.

A Avenida Dedé Brasil receberá viadutos nos cruzamentos com as Avenidas Osório de Paiva e Germano Frank, além de serviços de pavimentação e padronização de calçadas e canteiros centrais. As obras devem começar neste mês. Já na Avenida Paulino Rocha, também a partir de setembro, será construído um túnel no cruzamento com as avenidas Alberto Craveiro e Dedé Brasil, mantendo-se a rotatória. A previsão é de que a reforma esteja pronta em maio de 2013.

Atrasos
Obras na Via Expressa também estão previstas, porém, já estão atrasadas devido aos processos de desapropriação dos imóveis e terrenos no local, que ainda não aconteceram e são de responsabilidade do governo do Estado, de acordo com o com o titular da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Infra-Estrutura (Seinf), Luciano Feijão. "O fator principal para viabilizar a construção dos túneis na Via Expressa são as desapropriações, cuja responsabilidade, na Via Expressa, não é da Prefeitura e, sim, do Estado. Portanto, não temos responsabilidade nenhuma no atraso das obras no local", afirmou o Secretário.

Segundo Luciano Feijão, as desapropriações por parte do Estado deveriam ter sido iniciadas em julho, mas, até o momento, não começaram. "Não aceitamos ser culpados pelo atraso ocasionado por uma responsabilidade que não é nossa", ressaltou. O secretário afirmou compreender que todo o processo de desapropriação não é simples, sendo necessário paciência e diálogo, porém, os prazos devem ser respeitados. Ainda de acordo com o gestor, a construtora responsável pelos túneis está contratada e pronta para iniciar as obras no local. A Prefeitura também informou que procurou o governo do Estado, por meio de um ofício no último dia 13, mas não obteve retorno.

Na Via Expressa deverão ser construídos quatro túneis, três deles, nos cruzamentos com as avenidas Santos Dumont, Padre Antônio Tomás e Alberto Sá. O quarto túnel será na própria Via Expressa, no trecho entre as Avenidas Padre Antônio Tomás e Santos Dumont.

Sem data

Conforme a assessoria de imprensa da Secretaria da Infraestrutura do Estado (Seinfra), as áreas dos túneis e do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), na Via Expressa, não foram desapropriadas e não possuem datas previstas. O local por onde passará o VLT só será desapropriado quando for concluída a construção do condomínio Cidade Jardim, no José Walter, para onde as pessoas deverão ser levadas.

Mudanças
45 metros deve passar a ter a Avenida Alberto Craveiro após o alargamento. A via também vai ganhar faixa prioritária de ônibus e quatro faixas por sentido

Falta de política sustentável de mobilidade preocupa
Sair de casa para ir ao trabalho, médico, deixar o filho na escola ou mesmo para se divertir virou um tormento nas grandes capitais diante da grande quantidade de carros circulando nas vias. Em Fortaleza, a situação não é diferente, e a ausência de uma política sustentável que envolva mobilidade urbana, educação e saúde preocupa entidades que temem por problemas nas cidades sedes da Copa do Mundo de 2014 e Olimpíadas de 2016.

O problema foi debatido, ontem, no auditório do Instituto Federal do Ceará (IFCE), durante o seminário "Copa, Olimpíadas e Eleições: Qual é o legado para a sua cidade"? O evento contou com a presença de representantes da Rede Social Brasileira por Cidades Justas e Sustentáveis (RSBCJS), Istituto Ethos, candidatos a Prefeitura de Fortaleza e diversas instituições que discutem a sustentabilidade.

No encontro, foram divulgados 12 eixos da Plataforma Cidades Sustentáveis. Segundo Naia Oliveira, coordenadora da entidade S.O.S Clima Terra, seção Ceará, a proposta é unir forças através do Movimento Nossa Fortaleza para fiscalizar a prática dos eixos sustentáveis.

De acordo com ela, a diminuição de gases poluentes na atmosfera está diretamente ligada a um projeto de mobilidade urbana sustentável, e Fortaleza não possui essa prática definida atualmente.

"É necessário informar melhor as pessoas o que está acontecendo com o nosso planeta e oferecer a elas opções sustentáveis para locomoverem-se. A utilização de uma energia limpa já é um bom começo para uma cidade sustentável", diz Naia.

O gerente executivo de mobilização do Instituto Ethos, Emílio Martos, diz que as entidades estão aproveitando o período eleitoral para reunir os candidatos para propor três pactos: cidades sustentáveis que ofereçam qualidade de vida, a transparência na execução de orçamentos e o pacto pelo esporte nas cidades.

Locomoção

Para ele, a maioria das cidades brasileiras está longe de se tornar sustentável, pois as pessoas não conseguem se locomover adequadamente. O cidadão vive com uma qualidade de vida precária, e os grandes centros passam por um apagão de mão de obra devido à falta de investimento em educação.

Conforme Martos, a RSBCJS desenvolveu 12 eixos temáticos com indicadores e os oferece para os que gestores públicos comecem a refletir. Ele acrescenta que uma cidade sustentável é aquela onde o cidadão consegue se deslocar até o seu destino final em 15 minutos. "Para que isso aconteça, a indústria automobilística tem que passar a ser uma indústria de mobilidade e pensar em outras formas de transporte urbano. Esse é o grande desafio".

Conforme Maurício Broiniz Pereira, diretor executivo do Programa Cidades Sustentáveis da Rede Social Brasileira por Cidades Justas e Sustentáveis, uma mobilidade sustentável significa a forma como a cidade se organiza levando o menor tempo possível. Segundo ele, nas cidades do mundo onde houve avanço neste sentido a única solução foi o transporte coletivo.

Por Lívia Lopes / Diário do Nordeste

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Em BH, Governo anuncia obras para melhorar acesso a vetor Norte

Calejados por intervenções que se estendem há décadas, quem precisa usar uma das principais avenidas de Belo Horizonte, a Cristiano Machado, e sua extensão, a MG-010, terá mais alguns anos de obras pela frente. Com elas, mais poeira, riscos aos pedestres, congestionamentos e promessas de solução para o trânsito ainda caótico. A intervenção desta vez é um conjunto de seis obras, que fazem parte das ações de mobilidade para a Copa de 2014. Com previsão para término no ano do mundial, a expectativa é que os turistas que visitem a capital, inclusive para a Copa das Confederações, em 2013, desembarquem em um canteiro de obras.

As intervenções têm um orçamento de R$ 570 milhões. Os recursos virão do governo estadual, por meio de financiamento com o Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES), e de parcerias público-privadas - as empresas ainda não foram selecionadas. Estão previstas a construção de viadutos, trincheiras, uma ponte, além da revitalização de 19,5 km de rodovias (veja ao lado).

Para especialistas, o cronograma é apertado, as obras serão feitas às pressas e, além de não resolverem o problema, podem criar novos gargalos. 

Permanente.  A maioria das intervenções será feita na Cristiano Machado, que corta 32 bairros e já passa por obras do BRT (sigla em inglês para transporte rápido por ônibus). Desde sua criação, há 40 anos, ela sofre intervenções praticamente de dois em dois anos, sendo que, nos últimos sete, o movimento de máquinas se intensificou - apenas em 2010 não houve obra.

O pesquisador do Departamento de Trânsito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Dimas Gazolla afirma que as intervenções na avenida deveriam ter sido planejadas há seis anos, quando a Linha Verde começou a ser construída. "As obras são uma extensão tardia da Linha Verde. O fluxo de veículos vai aumentar de forma ainda inestimável por causa do shopping novo e também da catedral que vão construir na área".

Além disso, a duplicação da LMG 800 até o trevo de Confins e da MG-010, em Lagoa Santa, vai permitir a criação de um novo acesso ao Aeroporto Internacional Tancredo Neves. Para o especialista em mobilidade urbana José Aparecido Ribeiro, as intervenções são bem vindas, mas não resolvem o problema. "O investimento vai melhorar o acesso a Confins, mas a curto prazo. Em menos de cinco anos, o fluxo de veículo deverá ser bem maior do que as duas obras esperam. Aí novas ações serão necessárias".

As intervenções vão afetar 3 milhões de pessoas que vivem em nove cidades da região metropolitana. Segundo o secretário de Estado de Transportes e Obras Públicas, Fuad Noman, a expectativa é reduzir de cerca de 45 minutos para 30 minutos o trajeto do centro da capital até o aeroporto - meta proposta na implementação da Linha Verde, mas que não foi cumprida.


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Aluguel de bikes funcionará a partir de setembro em Porto Alegre

A prefeitura de Porto Alegre anunciou, nesta terça-feira, a empresa Serttel como responsável por implantar o sistema de aluguel de bicicletas na cidade. A iniciativa funcionará nos mesmos moldes do que já existe no Rio de Janeiro e São Paulo, praças onde a mesma empresa é responsável pelo serviço. A meta da prefeitura é implantar ao menos cinco estações até o dia 22 de setembro, quando é celebrado o dia mundial sem carro.

As primeiras estações devem, segundo a Empresa Pública de Transporte Circulação (EPTC), ser instaladas na região central: prefeitura ou Mercado Público, na Casa de Cultura Mario Quintana, na Usina do Gasômetro, na Câmara de Vereadores e no Campus da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. A projeção prevê a instalação de 40 estações de aluguel de bicicleta até abril de 2013.

Segundo o gerente de projetos de mobilidade urbana da EPTC, Antonio Vigna, o local para a retirada das bicicletas será construído ao lado de estações de transporte público. "A ideia não é transformar o aluguel de bicicletas em lazer, mas sim em um complemento para transporte de pequenas distâncias", afirma.

Para alugar a bicicleta, a pessoa deverá possuir um cartão de crédito com limite mínimo de R$ 350. O valor é de R$ 10 por mês ou R$ 5 por 24 horas. As bicicletas podem ser usadas por um período de 30 minutos, com intervalos de 15 minutos entre cada novo uso.

Segundo a EPTC, está em estudo a possibilidade do aluguel ser feito através do cartão Tri, um sistema integrado de bilhetagem eletrônica, mas isso ainda depende de discussões técnicas entre a prefeitura e a empresa que disponibilizará o serviço.

Também está previsto a disponibilização de um aplicativo para smartphone que disponibilizará informações sobre tempo de uso, locais para retirada de bicicletas, vagas disponíveis e rotas mais seguras.

Serão ainda feitas campanhas de conscientização no trânsito para promover um maior respeito e segurança para os ciclistas. "A cidade de Londres, quem conhece sabe que é uma cidade com transito caótico, que possui poucas ciclovias, mas é uma questão cultural. O número de ciclistas aumenta dia-a-dia e com isso ocorre a mudança da cultura do cidadão em relação à bicicleta", disse o prefeito.

Por Daniel Favero / Terra

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