VLT do Rio inaugura Linha 3

quinta-feira, 31 de outubro de 2019

O VLT do Rio começou neste sábado, 26, a operar a Linha 3, atingindo a operação completa do sistema de trem de superfície do centro da capital, que foi inaugurado em 2016 para os Jogos Olímpicos. A inauguração do trecho que faltava só foi possível após a concessionária do VLT Carioca, que tem o Grupo CCR como principal acionista, e a prefeitura do Rio retomarem as negociações em torno do reequilíbrio do contrato de parceria público-privada (PPP), numa disputa que chegou a parar no Judiciário.

A concessionária acionou a prefeitura judicialmente alegando que o poder público estava atrasando os pagamentos mensais da contrapartida da PPP desde maio de 2018. Segundo a concessionária, em setembro, a prefeitura acumulava uma dívida de R$ 170 milhões por causa desses atrasos. As obras da Linha 3 estavam prontas desde dezembro, mas, conforme a concessionária, faltava a autorização da prefeitura para começar a operação.

Com a retomada das conversas entre o poder municipal e a concessionária, a autorização de operação foi dada. Pelo acordo, "um grupo de trabalho formado por técnicos da prefeitura e da concessionária se reunirá uma vez por semana, durante dez meses, para ajustar todas as questões contratuais", diz uma nota divulgada pela concessionária.

As divergências giravam em torno do contrato da PPP. A PPP previa que a concessionária seria responsável tanto pela construção quanto pela operação do VLT. As obras contaram com investimento público direto do governo federal e mais um empréstimo de R$ 750 milhões tomado pela concessionária junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), em 2015.

Em contrapartida, a PPP previa que a prefeitura pagaria contraprestação mensal de R$ 9 milhões, para cobrir custos operacionais, compensar os investimentos e completar a receita tarifária. Além disso, pelo contrato, a prefeitura arcaria com o "risco de demanda", ou seja, pagaria a diferença caso a receita com tarifas ficasse abaixo do mínimo projetado em estudos. Esse gasto extra com o "risco de demanda" só passaria a ser devido quando todo o sistema do VLT estivesse funcionamento plenamente - esse seria um dos motivos para a prefeitura resistir a dar a autorização de funcionamento da Linha 3.

O problema é que as projeções de demanda contidas no contrato da PPP foram feitas antes da recessão e ainda no período de boom econômico do Rio em meio às obras de preparação para a Copa do Mundo de 2014 e para os Jogos Olímpicos de 2016. Segundo a prefeitura, a estimativa do contrato era que o VLT transportasse cerca de 260 mil passageiros por dia. Em setembro, sem a Linha 3, a demanda atual estava em 87 mil pessoas por dia útil, conforme a concessionária.

Desde que os problemas com a concessionária do VLT vieram a público, a prefeitura vinha informando que, "diante de problemas encontrados no contrato de concessão do VLT, assinado pela gestão anterior", decidiu "rever os termos" da PPP e que esse processo de revisão estava "em andamento".

O prefeito Marcelo Crivella (PRB) participou de uma viagem inaugural da Linha 3, antes do início da operação com passageiros, na manhã deste sábado. "Pelo contrato original, teríamos que pagar 120 mil passagens por dia, para cumprir o previsto lá atrás. Isso representaria R$ 1,8 bilhão em dez anos. Tivemos uma longa conversa com o pessoal do VLT. Foram meses de discussão para que a gente pudesse mostrar a eles que a cidade, na crise atual, não tem condições de atender a essa demanda", disse Crivella ao jornal O Dia.

Antes do acordo para formar o grupo de trabalho, criado por decreto municipal no último dia 15, a concessionária vinha afirmando que estava disposta a discutir o reequilíbrio do contrato, para viabilizar a retomada dos pagamentos da contrapartida da prefeitura na PPP. Apenas com a entrada em operação da Linha 3, a estimativa é que o fluxo de passageiros suba para cerca de 100 mil usuários por dia útil.

Numa palestra em setembro, o presidente da concessionária VLT Carioca, Marcio Hannas, disse que o contrato da PPP já previa reequilíbrios econômico-financeiros caso a demanda ficasse 20% acima ou 20% abaixo da projetada. A demanda foi projetada pressupondo ações do poder público para impulsionar o fluxo de passageiros, como o incentivo à ocupação imobiliária da região portuária e a reorganização das linhas de ônibus do centro, o que, segundo a concessionária, não foi feito. A expectativa é que esses itens entrem na renegociação do contrato.

Informações: Terra
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Sistema BRT de Belém ganha ampliação a partir de quinta-feira, 31

O sistema BRT Belém ganha uma série de novidades a partir da próxima quinta-feira, dia 31. De forma experimental, o Terminal Maracacuera abre suas portas, não só para mais uma extensão de itinerário dos ônibus articulados do BRT, mas também para receber a chamada linha Troncal, com ônibus padrón, que são veículos com capacidade para 83 passageiros, com portas dos dois lados, que permitem que seja feito embarque e desembarque, não só nas paradas comuns, como também nos terminais e estações BRT.

Esses veículos circularão a partir do Terminal Macacuera até o Terminal São Brás, pela canaleta exclusiva, e de lá seguirão viagem em pista comum até a avenida Visconde de Souza Franco, rua Marechal Hermes, avenida Presidente Vargas, avenida Nazaré, avenida Magalhães Barata e avenida Almirante Barroso, em mais uma alternativa de interligação do sistema com o centro da cidade, com o usuário pagando uma única passagem.

Trajetos - Também a partir do dia 31, a linha Paricás - Águas Negras - São Brás passará a integrar no Terminal Maracacuera, de onde fará retorno ao bairro, portanto não seguirá mais viagem até o Terminal São Brás. A partir do dia 5 de novembro, as linhas Outeiro/Brasília - São Brás, Outeiro/Itaiteua - São Brás e Fama - São Brás também passarão a fazer a mesma integração no Maracacuera.

Quem se utiliza dessas linhas deve ficar atento de que precisará fazer o transbordo do ônibus comum, que vem dos bairros, e integrar, no Terminal Maracacuera, para seguir viagem, seja num ônibus BRT (até São Brás), ou no padrón até a Doca.

“Inicialmente os veículos padrón entram em circulação para atender prioritariamente a comunidade de Outeiro e entorno, que passa a ter essa mudança na forma de circulação e ganha uma possibilidade de seguir até o Centro. Também é importante ressaltar que, ao não ir mais até São Brás, essas linhas comuns voltam mais rapidamente para suas origens, o que vai gerar uma maior oferta dos veículos aos usuários nos bairros”, detalha Gilberto Barbosa, à frente da Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana de Belém (SeMOB).

“Outra vantagem é que essas linhas seguiam até São Brás na pista comum, não eram expressas, e agora, com a viagem pelo BRT ou padrón na canaleta, este usuário ganhará em tempo de viagem”, comemora Gilberto.

Lazer - Uma outra vantagem será sentida pelo público que não reside ou trabalha em Outeiro, mas que busca o distrito nos momentos de lazer, em especial no veraneio, já que este usuário não precisará mais se concentrar em São Brás para o embarque, e poderá fazê-lo em estações, terminais, ou menos no trajeto do ônibus padrón pelo centro de Belém. “Este usuário também ganhará em tempo e conforto para aproveitar os momentos de lazer”, acrescenta o superintendente da SeMOB.

Estações - Outra novidade é que, a partir do dia 31, mais estações passarão a funcionar em caráter experimental, aumentando as possibilidades de embarque e desembarque de usuários ao longo do trajeto. Inicialmente, junto com o Terminal Maracacuera serão ativadas as estações Homobono (próximo à Celpa, na Augusto Montenegro), Maguari, Grêmio Português, Eduardo Angelim e Castro Moura.

A previsão é que, até o fim de novembro, todas as estações localizadas nas avenidas Augusto Montenegro e Almirante Barroso sejam ativadas, inclusive o segundo módulo localizado em São Brás, que dará suporte aos veículos que seguirão para a avenida Governador José Malcher.

Horário - Também, a partir do dia 31, passará a ser ampliado o horário de atendimento do Sistema BRT, com terminais e estações funcionando das 6 horas às 23h30 de segunda-feira a sábado. Nesta etapa os ônibus padrón não acessarão o Terminal Mangueirão, para dar ainda mais conforto e velocidade a quem fez o embarque nos terminais Maracacuera - onde será seu ponto inicial e final - e Tapanã, mas nada impede que um usuário que esteja no Terminal Mangueirão, por exemplo, acesse um veículo BRT e faça o transbordo ao padrón em uma das estações.

Padrón - Ao todo, seis veículos padrón entram no sistema no dia 31. A partir do dia 5 de novembro já serão 20 veículos e até o final de novembro a previsão é de 50 ônibus padrón circulando do Maracacuera até ao centro de Belém. O número de veículos articulados BRT, que circulam atualmente, também aumenta de nove, para 15, sendo nove com origem no Terminal Maracacuera e seis no Terminal Tapanã.   

Integração - Com essas mudanças, os usuários devem estar atentos à forma correta de se utilizar do benefício da integração. Como para fazer a integração entre as linhas que irão apenas até o Maracacuera com o sistema BRT e/ou os veículos padrón será preciso fazer o deslocamento entre a parada comum e o Terminal, os usuários deverão portar um cartão que dará acesso a este segundo embarque.

Quem possui Vale-Digital, Passe Fácil Sênior ou Passe Fácil Especial fará o acesso diretamente. Quem possui Passe Fácil Estudantil precisa colocar créditos em seu cartão, até hoje utilizado por muitos apenas como uma espécie de “identidade” apresentada junto a um pagamento em dinheiro.

“Já temos muitos estudantes que utilizam o Sistema BRT e que se habituaram a colocar créditos no cartão, alguns para a semana toda”, detalha Natanael Romero, do Sindicato das Empresas de Transporte de Belém (Setransbel).

Quem não possui nenhum desses cartões precisará adquirir o Cartão Expresso, que pode ser comprado e alimentado em qualquer terminal ou estação do sistema BRT, e que tem o custo de R$ 4, podendo ser carregado com o valor que o usuário desejar.

Esse sistema de cartões é fundamental não só para a integração, como para o embarque de passageiros ao longo do trajeto em direção ao centro de Belém, fora da canaleta, já que não haverá presença do cobrador no veículo.

“Grande parte do itinerário é feito dentro do Sistema BRT, que já tem cobrança da passagem do lado de fora, nas bilheterias. Essa não comercialização dentro dos veículos também aumenta a segurança de motoristas e passageiros, já que não haverá a circulação de dinheiro dentro dos veículos”, reforça o superintendente da SeMOB.

Novo transporte público - Todas essas novidades são mais uma etapa no caminho de uma mudança estrutural no sistema de transporte público de Belém, que avança para uma licitação com abertura prevista para janeiro de 2020.

“É importante ressaltar que a Prefeitura de Belém continua caminhando para a realização da licitação, inclusive estamos com consulta pública aberta no site da SeMOB para receber contribuições da sociedade até o dia 30 de outubro. No dia 30 de setembro, fizemos uma audiência pública com ampla participação popular. Passado o período da consulta pública iremos seguir os trâmites legais para a realização da licitação”, esclarece Gilberto Barbosa.

A aquisição desses novos veículos faz parte da exigência feita pelo prefeito Zenaldo Coutinho de que os operadores do sistema público de transporte investissem em cerca de 200 novos veículos 0 km. Segundo o superintendente da SeMOB, as novidades não só dão funcionalidade ao novo trecho de obra a ser entregue em breve, do Tapanã ao Maracacuera, como já permitem que o usuário experimente, desde já, algumas mudanças estruturais que ocorrerão de forma ampliada quando o sistema estiver todo reconfigurado.

“Agora os moradores de áreas como Outeiro poderão ter uma experiência mais clara sobre como funcionam linhas alimentadoras e linhas troncais padrón e BRT. Em breve, essa experiência será ampliada para outros bairros de Belém”, anuncia o superintendente da SeMOB.

Informações: Rede Pará
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Prefeitura de SP instala validadores no Expresso Tiradentes para pagamento da tarifa com cartão de débito e crédito

Boa notícia para quem utiliza o Expresso Tiradentes, que interliga os terminais Mercado, Sacomã e Vila Prudente e liga a região central à Zona Leste.  Agora, estes terminais contam com validadores adaptados para receber o pagamento da tarifa por meio dos cartões de crédito, débito e pré-pago.

Além dos cartões os passageiros poderão utilizar smartphones ou smartwatches, com a tecnologia NFC, proporcionando praticidade e agilidade para aqueles que passam pelo Expresso Tiradentes.

Diariamente, cerca de 61 mil passageiros passam pelo corredor. De um total de 18 pontos com validadores no local, agora dez contam com NFC, sendo cinco no Terminal Sacomã, três no Terminal Mercado e dois no Terminal Vila Prudente. Os equipamentos estão identificados com as bandeiras Visa e MasterCard.

O pagamento por essa tecnologia não permite integração tarifária com outros ônibus ou com outros modais, como os sistemas de trilhos, e inicialmente não está disponível nas estações intermediárias do Expresso.

Para a SPTrans oferecer esse novo meio de pagamento é uma forma de beneficiar os cidadãos da capital e contemplar turistas brasileiros e estrangeiros que visitam a cidade, já que os cartões bancários emitidos fora do país (internacionais) também são aceitos. O piloto ainda prevê o uso de cartões com a bandeira Elo, que está em processo de inclusão.

O projeto piloto teve início no dia 16 de setembro em 200 ônibus que atendem a 12 linhas e dois atendimentos (complemento da linha base). A escolha dessas linhas foi feita com o objetivo de atender a todas as regiões da cidade, além de terminais e avenidas com grande fluxo de turistas.

Vale destacar que para a implantação do projeto piloto não há custos para a Prefeitura de São Paulo, uma vez que isso ficou a cargo dos parceiros.

Entenda como funciona a tecnologia NFC, a comunicação entre o validador e seus parceiros:

Para utilizar esse sistema de pagamento é preciso que o cartão de débito, crédito ou qualquer equipamento eletrônico móvel tenha a tecnologia de pagamento por aproximação (NFC) desbloqueada previamente, ou seja, que já tenha sido utilizada em alguma transação anteriormente. Para usar, é preciso aproximar o cartão do validador, assim como faz com o Bilhete Único.  O equipamento que aceita o novo meio de pagamento está identificado com as bandeiras Mastercard e Visa. A cobrança da tarifa aparecerá na fatura ou no extrato da conta corrente do usuário.

Participam do projeto piloto as empresas de ônibus Ambiental Transportes, Auto Viação Transcap, Mobibrasil Transporte, Movebuss, Sambaíba, Transpass, Transunião Transportes, Transwolff, Via Sul,  Viação Gato Preto, Viação Grajaú, Viação Metrópole Paulista, e Viação Santa Brígida.

Duração do projeto

O projeto piloto durará por três meses ou até que atinja o limite pré-definido de 500 mil transações.

Informações: SPTrans
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CBTU ultrapassa marca de 7,5 bilhões passageiros transportados

A Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), ultrapassou a marca de 7,5 bilhões de passageiros transportados em seus 35 anos de atividade. Com cinco Unidades em operação no país, a Companhia vem acumulando crescimento no número de usuários a cada ano e aumentando a sua participação no segmento de transporte de passageiros no país. No ano que vem, só o sistema de Recife, atingirá os 2 bilhões de passageiros transportados e Belo Horizonte se aproximará da casa de 1,1 bilhão de usuários.

Com uma frota operacional de 119 veículos ferroviários, entre Veículos Leves sobre Trilhos (VLTs), Trens Unidade Elétrico (TUEs), locomotivas diesel e carros de passageiros, a CBTU se mantém na vanguarda do transporte ferroviário de passageiros nas Regiões Metropolitanas onde atua. Ao todo, são 105 estações, 21 Terminais de Integração, que proporcionam economia, acessibilidade ao transporte público de qualidade, ofeecendo mobilidade à população pelos 220,55 km de ferrovia que cortam as cidades.

A CBTU garante um transporte público, com economia e rapidez, assegurando o deslocamento a uma população atendida de quase 10 milhões de pessoas, em 17 municípios de cinco Estados. A cada dia, são transportados, em média, 550 mil passageiros. A cada mês são mais de 23 mil viagens, correspondendo a cerca de 420 mil km rodados. "Eu não vejo o transporte público sem o VLT", afirma a professora Érica Alves. Ela argumenta que durante a viagem de trem, foge do congestionamento, do trânsito e da poluição. "É muito mais rápido e cômodo. Só o fato de ter a via livre para trafegar já me assegura chegar ao trabalho na hora prevista", acrescenta.

Esse privilégio, de contar com transporte ferroviário de passageiros de qualidade oferecido pela CBTU, só pode ser usufruído pelos moradores e visitantes das capitais de Belo Horizonte, em Minas Gerais; Maceió, no Estado das Alagoas; em Recife, Pernambuco; na cidade de João Pessoa, na Paraíba e em Natal, capital do Rio Grande do Norte. "Uma pena que lá em Sergipe não existe CBTU", diz a aposentada aracajuana Telma Lucena, durante passeio turístico pelo Nordeste.

Com sede na cidade do Rio de Janeiro, a CBTU possui 9 oficinas em seus sistemas. A Companhia também participa do crescimento da indústria ferroviária no Brasil. Além disso, suas tarifas, mais baratas do que as praticadas pelo transporte rodoviário em grande parte das capitais, asseguram a acessibilidade do trabalhador ao transporte público, com economia, segurança, pontualidade e rapidez.

Informações: CBTU
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Pesquisa mostra que transporte público coletivo gratuito é possível

quarta-feira, 30 de outubro de 2019

A oferta de transporte público coletivo gratuito ou com tarifas reduzidas é possível, de acordo com o estudo Financiamento Extratarifário da Operação dos Serviços de Transporte Público Urbano no Brasil, produzido pelo Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc).

O estudo demonstra como é possível criar fontes de recursos diferentes para subsidiar os gastos da população com ônibus, trem e metrô. Hoje os usuários arcam com quase 90% da receita do sistema de transporte público urbano no Brasil. Segundo o instituto, há estados, como São Paulo e Distrito Federal, que utilizam algum tipo de subsídio público, mas eles são exceções.

O documento foi escrito pelo especialista em mobilidade urbana Carlos Henrique de Carvalho e as conclusões serão apresentadas hoje (30), às 15h30, durante audiência pública na Câmara dos Deputados que trata da regulamentação do transporte como direito social.

“O transporte é um direito assim como a saúde e a educação. E assim como a saúde e a educação, ele tem que ser bancado por impostos. Além disso, o transporte é aquele que faz com que as pessoas acessem os outros direitos, porque em um país tão desigual quanto o nosso, se as pessoas não tem condição de pagar a tarifa, elas não acessam hospital, não acessam escola pública, não acessam o centro da cidade para procurar emprego”, disse Cleo Manhas, assessora política do Inesc.

Emenda Constitucional
Em 2015, foi aprovada a Emenda Constitucional 90, de autoria da deputada federal Luiza Erundina (PSOL-SP), que inclui o transporte como direito social, assim como são a saúde e a educação. No entanto, é necessário que haja a regulamentação para que a emenda comece a valer. A proposta do fundo é que o sistema funcione com outras fontes de financiamento que não a tarifa, utilizando essa lógica do transporte como direito.

“É muito importante que os parlamentares tomem conhecimento e que esse projeto vingue, porque a gente precisa regulamentar o direito social ao transporte. E principalmente porque a gente precisa ver o transporte como direito e não como uma mercadoria”, disse Cleo.

A assessora explicou que os custos do sistema de transporte seriam pagos com impostos que já existem. “Não é a criação de nenhum imposto novo, eles já existem e são todos ligados à mobilidade urbana, teriam pequenos acréscimos de tarifa na gasolina, no Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), no Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). Teríamos a [arrecadação da] mobilidade por transporte individual motorizado contribuindo para o transporte público urbano”, disse Cleo. Além disso, haveria recursos do estado e arrecadação na iniciativa privada.

As justificativas do estudo para a escolha dessas receitas são: quem tem imóveis em regiões valorizadas pela oferta de ônibus e metrô no local deve pagar um IPTU maior; donos de automóveis aceitariam um aumento no IPVA, pois com mais gente migrando para um transporte coletivo barato, menos trânsito terão no seu trajeto.

O estado, que abrirá mão de uma pequena parte da arrecadação com o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), cumprirá seu papel social e os empresários devem participar do rateio, porque recebem em contrapartida o aumento na circulação de potenciais clientes pela cidade, além de reduzir ou zerar o valor pago em vale-transporte aos seus funcionários.

Custo do sistema
Segundo o estudo, atualmente, o transporte coletivo no país se mantém com R$ 59 bilhões ao ano, sendo que 89,8% (R$ 52,9 bi) vem de tarifas cobradas dos passageiros. Os incentivos públicos representam 10,2% desse montante, enquanto as receitas não tarifárias (publicidade, por exemplo) correspondem a R$ 375 mil.

“Para chegar na tarifa zero, nós teremos que ter um fundo de cerca de R$ 70,8 bilhões, isso em termos de políticas públicas e de orçamento público juntando União, estados e municípios, não é um número assustador, não é muito [dinheiro] e é muito viável”, avaliou Cleo.

O estudo apresenta três cenários: no primeiro, haveria redução da tarifa de transporte em 30%; no segundo, a redução chegaria a 60%; e no terceiro cenário a tarifa teria custo zero. Para isso, os valores do IPVA aumentariam de 6% a 20%; o IPTU, de 4% a 11%; o combustível, de 10% a 53%; e a arrecadação com empregadores de 3,9% a 8,9%. O Inesc ressalta que a arrecadação dos recursos ocorreria de maneira progressiva, ou seja, quem tem maior renda paga mais.

“As pessoas vão dizer o seguinte 'vai onerar as pessoas que usam e que não usam transporte público urbano', mas hoje, por exemplo, a infraestrutura para transporte individual motorizado, que é o maior gasto dos orçamentos público com mobilidade, quem paga isso são os impostos de todas as pessoas, proprietários usuários ou não do transporte individual motorizado. E isso não é visto como uma coisa absurda”, disse Cleo.

Benefícios
A assessora diz que a população como um todo se beneficia da redução de tarifa do transporte público por diversos motivos, seja pela redução do número de automóveis nas vias, seja porque leva as pessoas para trabalhar. “Da mesma forma que os impostos bancam a infraestrutura para automóveis, pode também financiar o sistema de transporte público urbano”.

Segundo o estudo, o prejuízo econômico gerado pelos ônibus – a poluição, os danos ambientais e os acidentes – é de R$ 16,6 bilhões por ano, já a circulação de carros e motos provoca uma perda oito vezes maior (R$ 137,8 bilhões). “Não faz sentido só os passageiros sustentarem o transporte coletivo, quando cada ônibus consegue tirar 50 carros da rua, e uma composição de metrô elimina 800 automóveis das vias públicas”, disse Cleo.

Informações: Folha de Pernambuco
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Porto Alegre tem o menor índice de roubos a ônibus dos últimos 15 anos

A Associação dos Transportadores de Passageiros (ATP) divulgou na manhã desta terça-feira (29) que Porto Alegre tem neste ano o menor índice de roubo a ônibus nos últimos 15 anos. Com dados das órgãos de segurança do Estado, a Capital teve 171 assaltos a coletivos até setembro, e a projeção é de que o número chegue a 235 até o final do ano. Em 2007, por exemplo, auge da série histórica, foram 1.737 casos.

Em relação aos nove primeiros meses de 2018, a redução até aqui em 2019 é de 39%. Foram 171 assaltos de janeiro a setembro deste ano contra 280 no mesmo período de 2018.

Os dados são do Fórum Transporte Seguro, criado há 10 anos e integrado por órgãos do Estado, da prefeitura, empresas de transporte coletivo e entidades de classe. O delegado Daniel Mendelski, titular da Delegacia de Repressão a Roubos em Transporte Coletivo (DRTC), diz que o trabalho integrado, o uso de tecnologia e o apoio dos passageiros foram fundamentais, resultando em quase 300 prisões em três anos e meio, sendo 60 somente desde janeiro de 2019.

— Os crimes são sazonais e não têm uma região específica, já que os roubos ocorrem em vários pontos da Capital, dependendo da região em que uma quadrilha resolve escolher para atuar — diz Mendelski.

Segundo o delegado, contando os roubos a ônibus e também a lotações, a redução até setembro deste ano é de 61,29% em relação ao mesmo período de 2016, quando foi criada uma força-tarefa para combater este tipo de crime.

A ATP informa que, somente em ônibus, são transportados 18 milhões de passageiros por mês. A associação cita como fatores que contribuíram para a redução dos índices desde 2007 a bilhetagem eletrônica, a aproximação das posições de motorista e cobrador dentro dos coletivos, o embarque pela porta dianteira, a instalação de GPS e câmeras de segurança em toda a frota e terminais.

Informações: Gaúcha ZH
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Rio tem nova linha de ônibus entre Ilha do Governador e Copacabana

Os consórcios Internorte e Intersul são responsáveis pela linha, que conta com 12 ônibus. Os veículos vão circular, diariamente, das 5h às 22h, durante a semana, e entre 6h e 20h, aos sábados e domingos. A estimativa de intervalo médio entre os veículos é de 30 minutos. Os ônibus farão o trajeto entre o bairro de Bancários (Ilha) e a Avenida Prado Júnior (Copacabana).

No início de outubro, o prefeito Marcelo Crivella anunciou a criação da linha, uma reivindicação antiga dos moradores que hoje precisam pegar até duas condições para chegar à região.

Informações: Diário do Rio
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No Rio, Mais de 6 mil usuários são multados no primeiro ano de fiscalização no BRT

A Guarda Municipal do Rio (GM-Rio) registrou 6.870 multas no primeiro ano de fiscalização para coibir a evasão do pagamento da passagem nas estações do sistema de transporte BRT. Após período de ações educativas e de conscientização da população, em outubro de 2018, os guardas municipais atuam em estações indicadas pelo consórcio que mais registram casos de calote, nas Zonas Norte e Oeste, aplicando a multa nos casos flagrados. Os dados são de multas aplicadas até o dia 23/10 de 2019.

“Foi um ano de muito trabalho e tivemos quase sete mil multas aplicadas, além de diversos impedimentos com a fiscalização nas estações do BRT. Nesse período, nossos guardas ainda detectaram e coibiram diversas desordens e abusos sexuais, além de orientar e auxiliar os usuários. O resultado comprova que estamos contribuindo para a melhoria da qualidade do transporte em nossa cidade”, disse a comandante da Guarda Municipal, inspetora geral Tatiana Mendes.

A fiscalização é realizada com base na lei nº 6.299, de 3 de dezembro de 2017, que estabelece penalidades aos usuários do BRT que não efetuarem o pagamento espontâneo da tarifa ao utilizar o serviço. As multas previstas são de R$ 170,00 (cento e setenta reais) e de R$ 255,00 (multa mais 50%), no caso de reincidência.

Durante a fiscalização, as equipes da Guarda Municipal também coíbem diversas desordens, delitos e crimes, além de prestar auxílio aos passageiros. Até o momento, foram registradas 19 ocorrências de prisões, apreensões ou de conduções para a delegacia, incluindo casos de importunação sexual, furtos, roubos e também casos de resistência após flagrante de calote. Houve ainda registro de auxílio a passageiros, como no primeiro atendimento em acidentes no entorno e no interior das estações ou ainda em casos de pessoas perdidas, sendo um idoso com Alzheimer e uma criança de 10 anos que, após ação dos guardas municipais, foram devolvidos às suas famílias.

Vagões exclusivos para mulheres
Em maio de 2019, passou a vigorar a reserva de espaço exclusivo para mulheres e crianças nos ônibus articulados do BRT, de acordo com a lei nº 6.274, de 13 de novembro de 2017. O vagão exclusivo funciona no período das 6h às 10h e das 17h às 21h, com o objetivo de prevenir e coibir oportunidades de assédio sexual. A GM-Rio atua na orientação dos passageiros e durante as ações de patrulhamento preventivo e de fiscalização nas estações do BRT já registrou quatro ocorrências de importunação sexual e uma prisão por desrespeito ao vagão exclusivo das mulheres.

Informações: Diário do Rio
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Em SP, Linhas da Zona Sul terão ponto alterado para atender ao Hospital Dia

A SPTrans informa que, a pedido da população, alterará o ponto inicial da linha 6801/51 Jd. Ibirapuera – Term. João Dias e o ponto final da 6258/31 Jd. Sta. Margarida – Jd. Ibirapuera, para a calçada do hospital na Rua Monforte da Beira - Jd. São Luís, a partir de 4 de novembro, segunda-feira. Desta forma, os pacientes e funcionários do local poderão embarcar com segurança. Além disso, alterou o horário de uma das partidas da linha 6801/51 Jd Ibirapuera - Term. João Dias para 19h15, garantindo o embarque dos profissionais, uma vez que as atividades se encerram às 19 horas.

A mudança na localização dos pontos visa o conforto dos usuários, uma vez que os pontos antigos eram sinalizados por totens e os novos abrigos terão coberturas e bancos e estão localizados na calçada do Hospital Dia – Rede Hora Certa. Com isso, os usuários do Hospital não precisam mais fazer a travessia para acessar a parada de ônibus.

Quanto a operação da linha 6801/51 Jd. Ibirapuera – Term. João Dias  houve aumento de duas partidas em cada sentido de viagem da linha. Veja os novos horários das partidas nos dias úteis:

- no ponto inicial (Jd. Ibirapuera), no sentido centro, a primeira partida será às 6h e a última será às 19h45 (antes era às 19h30)
- no ponto final (Term João Dias), sentido bairro, a primeira partida será às 6h25 (antes era 06h29) e a última às 20h15 (antes era às 20h).

O ponto da Rua Domênico Scarlatti, nº 351, será desativado e os passageiros poderão embarcar no novo ponto inicial, na Rua Monforte da Beira, s/nº (calçada do Hospital Dia – Rede Hora Certa).

Confira os itinerários:
6801/51 Jd. Ibirapuera – Term. João Dias
Ponto inicial: Rua Monforte da Beira, s/nº – calçada do Hospital Dia – Rede Hora
Ponto final: sem alteração.
Ida: Rua Monforte da Beira, Rua Philippe de Vitry, prosseguindo normal.
Volta: normal até a Rua Vicente Decara Neto, Rua Philippe de Vitry, Rua Monforte da Beira.

6258/31 Jd. Sta. Margarida – Jd. Ibirapuera
Ponto inicial: sem alteração.
Ponto final: Rua Monforte da Beira, s/nº – calçada do Hospital Dia – Rede Hora Certa.
Ida: normal até a Rua Vicente Decara Neto, Rua Philippe de Vitry, Rua Monforte da Beira
Volta: Rua Monforte da Beira, Rua Philippe de Vitry, prosseguindo normal.

Para informações sobre itinerários, ligue 156.

Informações: SPTrans
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'Uber do ônibus': entenda a confusão entre a UBus e a prefeitura de SP

segunda-feira, 14 de outubro de 2019

A UBus, depois de poucos dias em operação, teve sua atividade proibida pela prefeitura de São Paulo e veículos apreendidos pelo município. O serviço, que criou uma espécie de “transporte público” por aplicativo, se envolveu em confusão com Edson Caram, atual secretário municipal de Mobilidade e Transportes de São paulo que, por sua vez, quer estudar impactos do app antes de permitir a circulação dos ônibus.

A UBus estava em fase inicial do serviço. Tanto a Metra — dona dos ônibus e possuidora da concessão da rota —, quanto a UBus, são propriedades do mesmo grupo, embora funcionem paralelamente.

Antes de começar as atividades, a UBus garantiu autorização da Empresa Metropolitana de Transporte Urbano (EMTU), ligada ao governo do Estado de São Paulo e responsável por linhas intermunicipais, para atuar; mas não foi o bastante para impedir as ordens de Edson Caram.

“Para usar o meu corredor, do município, ele tem que ter autorização da secretaria municipal. Independentemente de quem tenha dado autorização antes.”, disse o secretário ao justificar a apreensão. Caram exige que estudos sobre os impactos causados pelo serviço sejam apresentados antes de autorizar a circulação dos veículos.

Quem é a UBus?
O UBus é uma espécie de serviço de transporte coletivo. Os ônibus da marca proporcionam alguns luxos para os passageiros, incluindo WiFi, tomadas para carregadores e lugares reservados.

O percurso, por enquanto, era único. Transportava passageiros entre a avenida Engenheiro Luís Carlos Berrini, na capital de São Paulo, até São Bernardo do Campo, município vizinho localizado na região metropolitana.

A atividade foi considerada clandestina pelo secretário e ele ordenou a apreensão dos veículos do serviço até que uma autorização municipal seja dada.

Autorizações inconsistentes
O site Tilt, da UOL, teve acesso aos registros do trâmite da aprovação do serviço e constatou que tudo ia bem até o documento chegar às mãos do secretário.

O processo começou no início de setembro e a UBus garantiu autorização do EMTU — incluindo adesivos colados no ônibus; SPTrans e até pela assessoria jurídica da secretaria municipal. No entanto, ao chegar ao gabinete do secretário, a situação mudou e o processo foi suspenso.

“Quando veio para o meu gabinete para que eu assinasse e verifiquei que se tratava de aplicativo, mandei suspender,”, disse o secretário em entrevista para o site.

A Metra afirma que não foi notificada da mudança de posição do secretário Caram. A empresa considera a apreensão dos 15 novos ônibus irregular, justamente por já contar com autorização da EMTU para circular.

Além disso, o secretário ainda pede calma para a aprovação: “quanto mais pressão tiver no processo, pior fica.”, disse ele. A prefeitura afirma que não há prazo para a resolução dos problemas e os veículos seguirão apreendidos.

Um momento delicado
Recentemente, a prefeitura de São Paulo anunciou que o transporte público paulistano está inaugurando o pagamento com cartão de débito, crédito ou por smartphone por proximidade — embora ainda esteja em fase de testes.

Caram também revela que a próxima novidade será o pagamento por QR Code, parecido com o que já existe em algumas estações de metrô igualmente de São Paulo.

Portanto, é no mínimo curioso a mudança de posição do secretário e a ordem de suspensão do serviço da UBus. O grupo responsável pela empresa deve tentar acelerar o processo de autorização e ter a posse de seus veículos novamente.

Até lá, os cidadãos que precisam circular entre São Paulo e São Bernardo do Campo precisarão se contentar com o serviço autorizado pela prefeitura.

Informações: Tecmundo

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Moradores de Curitiba vão pagar R$ 4,50 na Linha Turismo

Para incentivar os moradores de Curitiba a usar a Linha Turismo, a Prefeitura de Curitiba vai permitir a utilização do cartão-transporte para embarque no ônibus que passa pelos principais pontos turísticos da cidade. A medida começa a valer na próxima terça-feira (15/10).

O usuário do cartão-transporte vai pagar o mesmo preço da passagem do ônibus convencional, R$ 4,50, por embarque na Linha Turismo. O valor vale para terças, quartas e quintas-feiras.

A medida está prevista em um decreto do prefeito Rafael Greca, assinado em 30 de setembro. O projeto, batizado de Primavera Turística, vai até o fim da estação, em 20 de dezembro. A Urbanização de Curitiba (Urbs) estima um aumento de 12 mil passageiros na linha por mês.

Não serão permitidas utilizações repetidas no mesmo veículo e sua reutilização somente estará habilitada após decorrer o tempo de 30 minutos.

A utilização só vale para pessoa física com o cartão usuário com créditos adquiridos após a publicação do decreto.  

Linha especial
A Linha Turismo é uma linha de ônibus especial que passa por 26 pontos turísticos de Curitiba. Com ela, é possível conhecer os principais parques, praças e atrações da cidade. Considerada uma das melhores do país, a Linha Turismo circula a cada 30 minutos, percorrendo aproximadamente 45 quilômetros em cerca de três horas.

O roteiro começa na Praça Tiradentes, mas é possível iniciar o trajeto em qualquer um dos pontos. De janeiro a agosto desse ano foram 371 mil passageiros na Linha Turismo, com picos nos meses de férias - janeiro (71,4 mil) e julho (81,4 mil).

O preço do passeio para turistas continua R$ 50. Para embarcar, o passageiro adquire um cartão turismo individual, que dá direito a embarque ilimitados na linha, em um período de 24 horas, após a sua 1ª utilização de embarque.

Informações: Urbs

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Utilização da BikePOA aumenta quase 60% neste ano

O uso de meios alternativos alcançou marca histórica, com aumento de quase 60% nos usos da BikePOA com relação ao ano passado. Além disso, os patinetes e bicicletas elétricas, que iniciaram a operação em fevereiro, conquistam a cada dia mais adeptos. As alternativas, somadas a outras medidas implantadas, mudam a priorização da mobilidade da cidade. 

O sistema de bicicletas de aluguel com estação teve a sua substituição por um modelo mais moderno concluída em março de 2018. A Capital passou a contar com 410 bicicletas, em 40 estações instaladas em pontos estratégicos. De março até setembro do ano passado, foram registradas 345.279 viagens. No mesmo período desde ano, foram 548.964, 59% de viagens a mais. 

As estações com maior número de retiradas de bicicletas são as da região do prédio de arquitetura da Ufrgs, próximo ao Centro Histórico, e a da Usina do Gasômetro. “Isso demonstra dois perfis diferentes de usuários, os que utilizam para o lazer, nos fins de semana na orla, e os que escolhem a bicicleta de aluguel como alternativa para o deslocamento”, explica o técnico da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), Antônio Vigna. “São muito amplas as possibilidades desta nova mobilidade. Uma das vantagens é a liberdade de escolha e a possibilidade de integração com outros modais ao longo do dia”, complementa a coordenadora de Projetos de Mobilidade Sustentável da EPTC, Alessandra Both. O mês recorde de usos no ano passado foi agosto, com 60.003 viagens. Em 2019, esse número cresceu em mais de 35%, 81.590. Os dias que a população mais utilizou as BikePOA foram 19 de maio de 2018, com 3829 usos, e 8 de outubro de 2019, com 3947. Isso significa que, em média, cada bicicleta foi utilizada nove vezes por dia nessas datas.

Outra novidade que chegou em fevereiro conquista cada dia mais adeptos. Em seis meses, os usuários de patinetes elétricos e bicicletas compartilhadas sem estação percorreram, em média, 70 mil quilômetros mensais em Porto Alegre, segundo a Grow, responsável pelas operações da Grin e Yellow. Isso equivale a três vezes e meia a distância entre a capital gaúcha e a cidade de Xangai, na China. Desde o início da operação da empresa, o número de corridas de bicicleta na cidade aumentou cerca de 10% ao mês. Já os patinetes tiveram um alto crescimento nos dois primeiros meses, triplicando a quantidade de viagens, que depois mantiveram-se constantes. Os dados são do primeiro balanço da empresa, já encaminhado à prefeitura. "O sistema de compartilhamento de bicicletas e patinetes se apresenta como ator relevante na mudança de paradigma necessária, tornando as cidades mais inteligentes, sustentáveis e humanas", diz a gerente de Relações Governamentais e Institucionais da Grow, Fernanda Laranja.

Os patinetes e as bicicletas de aluguel sem estação tiveram a operação autorizada em razão do Decreto 19.701, de março de 2017, que permite o teste de novas tecnologias que contribuam com questões de relevância pública. Porto Alegre foi a única cidade do país a realizar um período de testes do serviço antes de sua regulamentação. A medida possibilitou, com a colaboração da consulta popular que ficou online por 15 dias, a criação de uma legislação de acordo com a realidade do mercado. Além disso, ao encaminhar o pedido de credenciamento, as empresas terão de informar de que maneira atenderão as pessoas que podem ter dificuldade de alcance aos equipamentos por morarem em bairros mais afastados ou por questões financeiras.

Uma nova Mobilidade Urbana – Desde o início da gestão, Porto Alegre busca alternativas inovadoras para qualificar a mobilidade urbana. Medidas como a priorização do transporte coletivo, que vai implantar mais 22 quilômetros de faixas exclusivas, a ampliação da malha cicloviária, como a conclusão da ciclovia da Ipiranga (da orla até Antônio de Carvalho), a publicação do decreto para uso dos patinetes – e a possibilidade de testes que serviram para a elabora dessa legislação – seguem conceitos utilizados em diversos países para democratizar a priorização do transporte. “Quanto mais espaço para veículos forem disponibilizados, mais carros teremos nas ruas. No mundo todo, o trabalho das administrações municipais é viabilizar a democratização do espaço público com a diversificação dos meios de transporte, o que prioriza o coletivo e a fluidez das vias, para qualificar os deslocamentos da população”, explica o secretário Extraordinário de Mobilidade Urbana, Rodrigo Tortoriello. “Ganhos diários de tempo significam mais tempo com a família, para descansar, trabalhar ou praticar um esporte – isso quando a atividade não é feita durante o deslocamento, com uma bicicleta por exemplo”, complementa Tortoriello.

Dicas para uma circulação mais segura: 
- Carros devem se manter, no mínimo, 1,5 m de ciclistas
- Mesmo sem a obrigatoriedade, use itens de segurança como capacetes
- No trânsito, a preferência é sempre do mais frágil. Os ciclistas devem cuidar dos pedestres, os carros dos ciclistas, pedestres e usuários de patinetes e assim por diante. 
- Respeite o limite de velocidade nos patinetes: até 20 km/h nas ciclovias e até 6 km/h nas calçadas. Os condutores do equipamento não podem circular em ruas e avenidas. 
- As bicicletas elétricas só podem circular em ciclofaixas, ciclovias, ruas e avenidas. A velocidade máxima permitida é 25 km/h.
- Não deixe os patinetes e bicicletas sem estação de forma que bloqueie a passagem de pedestres.

Informações: EPTC

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Grande Recife põe em operação a linha 229 – Marcos Freire (Opcional)

sábado, 12 de outubro de 2019

Atendendo ao pedido da Associação de Moradores de Marcos Freire, o Grande Recife põe em operação a linha 229 – Marcos Freire (Opcional), a partir desta segunda-feira (14). Inicialmente, quatro ônibus farão, ao longo dos dias úteis, 18 viagens saindo do Conjunto Residencial Marcos Freire, em Jaboatão dos Guararapes, em direção ao Cais de Santa Rita, no Centro do Recife.

Por se tratar de uma linha Opcional, não haverá gratuidade. Ou seja, a passagem será cobrada integralmente. Os ônibus serão operados pela empresa Vera Cruz e a tarifa custará R$ 6,45, assim como outras Opcionais. Confira, abaixo, o itinerário e os pontos de parada dos ônibus:

Sentido terminal/ponto de retorno: Conjunto Residencial Marcos Freire, Av. Barreto de Menezes, Rua Felipe Camarão, Av. Fernandes Vieira, Av. Domingos Fernandes (via de acesso ao Conjunto Marcos Freire), Estrada da Muribeca, Rodovia BR-101, Av. Doutor Júlio Maranhão, Estrada da Batalha, Av. Mal. Mascarenhas de Moraes, Ponte Motocolombó, Av. Sul, Cais de Santa Rita.

Sentido ponto de retorno/terminal: Terminal de Passageiros Santa Rita, Av. Martins de Barros, R. Primeiro de Março, Av. Dantas Barreto (Pista Leste), Av. Dantas Barreto (Pista Oeste), Av. Nossa Senhora do Carmo, Av. Martins de Barros, Cais de Santa Rita, Travessa do Forte, R. São João, Av. Dantas Barreto, Av. Sul, R. da Paz, Praça da Paz, R. Motocolombó, Ponte Motocolombó, Av. Mal. Mascarenhas de Moraes, Estrada da Batalha, Av. Doutor Júlio Maranhão, Rodovia BR-101, Rodovia BR-101 (RETORNO), Rodovia BR-101, Estrada da Muribeca, Av. Domingos Fernandes (via de acesso ao Conjunto Marcos Freire), Av. Fernandes Vieira, Rua Felipe Maranhão, Av. Barreto de Menezes, Rua André Dias de França, Conjunto Residencial Marcos Freire.

Com estes percursos, os ônibus da linha atenderão as seguintes paradas no Centro do Recife:

Sentido subúrbio/cidade:

– Parada nº 180559, que fica na Avenida Sul, antes do Terminal Integrado Largo da Paz;

– Parada nº 180019, também na Avenida Sul, antes do cruzamento com o Viaduto das Cinco Pontas.

Sentido cidade/subúrbio:

– Parada nº 180290, na Rua Primeiro de Março, ao lado do Edif. Seguradora, em frente à Pracinha do Diário;

– Parada nº 180230, na Avenida Nossa Senhora do Carmo, em frente ao CEBRAC – Central de Cursos Brasileiro, antes do cruzamento com a Rua do Fogo;

– Parada nº 180247, na Avenida Dantas Barreto, em frente ao imóvel nº 1.246, lado oposto à escada do Camelódromo;

– Parada nº 180456, no Largo da Paz, em Afogados, primeira parada da Praça da Paz.

Para tirar dúvidas ou enviar sugestões e reclamações, o usuário pode entrar em contato com a Central de Atendimento ao Cliente (0800 081 0158) ou WhatsApp (99488.3999), exclusivo para reclamações.

Informações: GRCT

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