Em Campinas, Corredor Campo Grande tem primeiro trecho entregue para circulação de veículos

quinta-feira, 1 de agosto de 2019

O dia 1º de agosto de 2019 entra para a história dos moradores do Distrito do Campo Grande. Em manhã ensolarada e com “céu de brigadeiro”, o prefeito Jonas Donizette entregou o primeiro trecho para circulação de veículos do Corredor BRT (Bus Rapid Transit, Ônibus de Trânsito Rápido) Campo Grande. O trecho, com quase 5 km, está inserido na Avenida John Boyd Dunlop, entre o viaduto da Rodovia dos Bandeirantes (região do Jardim Ipaussurama) até o viaduto da linha férrea (Região do Florence).

A cerimônia de entrega também contou com a participação do assessor especial do ministro para Mobilidade Urbana, Jean Carlos Pejo; do vice-prefeito Henrique Magalhães Teixeira; secretários municipais; vereadores; empresários, comerciantes e moradores da região; representantes dos operadores do transporte público coletivo de Campinas; diretores e funcionários da empresa responsável pela obra; e funcionários da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec). Músicos do Instituto Anelo fizeram uma apresentação no evento, que ocorreu na futura Estação Florence.

“Estou muito feliz de iniciar o mês de agosto com a liberação desse trecho do BRT. Foram muitas ações feitas para melhorar a região do Campo Grande. A iluminação do corredor é de LED, com fios subterrâneos. É melhor do que a iluminação da Avenida Norte-Sul. Estamos trazendo aqui para o Campo Grande algo ainda melhor do que existe lá na região do Cambuí”, enfatizou o prefeito Jonas.

Esta é a terceira liberação de trechos do BRT: em junho ocorreu abertura de trecho no Corredor Ouro Verde; e em maio, no Corredor Perimetral. A ação traz vantagens como: requalificação da circulação dos ônibus com faixas de piso rígido; organização das linhas; redução de veículos nas vias marginais; redução do tempo de viagem das linhas; redução dos intervalos dos ônibus; e melhoria da fluidez viária.

Além do novo piso de concreto rígido para o BRT, as vias laterais receberam novo pavimento asfáltico; novas sinalizações horizontais e verticais; implantação de grama; iluminação à LED no corredor. A estrutura das estações Bandeirantes, Bela Aliança e Florence, além do novo Terminal Satélite Íris, estão montadas.

“A região do Campo Grande está passando por uma grande reorganização urbana; e é isso que estamos entregando para a população, com a liberação deste trecho do BRT e após o término total da obra. É uma obra de grande impacto e esforço, que nos deixa muito felizes. Queria destacar a importância da parceira com a empresa responsável pela obra e a equipe da Emdec por este trabalho”, destacou o secretário de Transportes e presidente da Emdec, Carlos José Barreiro.

Barreiro explicou, com imagens projetadas por um telão, a transformação que a região vem sofrendo, desde o início das obras do BRT.

Nova circulação
A liberação do novo trecho para circulação ocorre ao longo desta quinta-feira, 1º de agosto; e sexta, dia 2. A ação impacta, diretamente, em 15 linhas do atual sistema de transporte público coletivo do município; dez delas já irão circular pelo corredor, com pontos de embarque / desembarque provisórios junto às estações. São 69 mil passageiros beneficiados.

Confira AQUI as linhas impactadas.

Confira AQUI o mapa da nova dinâmica de circulação.

O trecho liberado para uso está inserido no Lote 2 do projeto BRT. O Lote 2 reúne os trechos 2, 3 e 4 do Corredor BRT Campo Grande. Esses trechos contemplam a ligação da Vila Aurocan até o Terminal Itajaí, totalizando 13,6 km.

O trecho 2 é da Vila Aurocan até o viaduto sobre a Rodovia dos Bandeirantes, com 5 km. O trecho 3 compreende o viaduto da Rodovia dos Bandeirantes até o Terminal Campo Grande, totalizando 6,4 km. E o trecho 4, do Terminal Campo Grande até o Terminal Itajaí, totalizando 2,2 km. A responsável é a empresa Construcap – CCPS Engenharia e Comércio. O valor total do lote é de R$ 191,1 milhões.

Informações: EMDEC


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Valor da passagem de ônibus sobe para R$ 4,40 em Ribeirão Preto

O valor da passagem dos ônibus foi reajustado e passou a custar R$ 4,40 nesta quarta-feira (31) em Ribeirão Preto (SP). A cobrança nas linhas alimentadoras também subiu e, agora, é de R$ 1,70. O aumento de 4,03% foi publicado pela Prefeitura em Diário Oficial no dia 5 de julho.

O serviço de integração continua sendo permitido no prazo de 120 minutos a contar do primeiro embarque. A passagem pode ser utilizada em até três linhas de ônibus, desde que pertençam a grupos distintos.

O aumento está previsto em contrato que, desde 2012, estabelece o mês de julho para reajuste da tarifa do transporte coletivo da cidade.

Em nota, a Empresa de Trânsito e Transporte Urbano (Transerp) diz que o aumento acontece porque teve reajuste de 5% no salário dos motorista e porque a inflação entre maio do ano passado a maio deste ano foi também de quase 5%.

Estudantes das redes municipal e estadual cadastrados continuarão sendo beneficiados com isenção da tarifa. A redução de 50% no valor da tarifa também continua mantida aos alunos de escolas particulares, cursos técnicos, cursos preparatórios para vestibular e cursos de graduação e pós-graduação em nível superior.

Análise

O engenheiro de tráfego Fernando Velázquez concorda com o posicionamento de Anderson e explica ainda que a falta de qualidade oferecida pelo transporte somada a facilidade de conseguir crédito resultam na compra de veículos particulares.

"O cidadão faz uma conta rápida em que fica mais barato ele parcelar, por exemplo, a prestação de uma moto do que ele depender do transporte público. Vai ficando defasado e, em consequência disso, a tarifa do transporte público vai ficando cada vez mais cara e afugentando as pessoas. A gente precisa trabalhar questões para facilitar o acesso ao transporte público", diz o especialista.

Em Ribeirão Preto, segundo a Transerp, a frota de ônibus é composta por 536 veículos e realizou no primeiro semestre uma média de 2,5 milhões de viagens pagas por mês. Para Velázquez, ainda tem muito a ser feito no sistema de transporte da cidade.

"A gente precisa que o transporte público seja atraente. Para isso, não basta mexer só na tarifa, tem que mexer na qualidade e, principalmente, no tempo de espera. É questão de planejamento nesse primeiro momento. Precisa entender a demanda, avaliar as linhas de desejo e as linhas características para trabalhar forte com políticas públicas", diz.



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