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Salvador pode se tornar a cidade com mais quilômetros de ciclovias do Brasil

sábado, 3 de setembro de 2011

O zigue-zague dos ciclistas entre carros, ônibus e pedestres é cena natural na cidade de Salvador, que atualmente resume a malha cicloviária a 20 km, composta por aproximadamente 17,5 km de ciclovia e 2,5 km de ciclofaixas. Nenhum bicicletário e nenhum vestiário municipal dão suporte ao cotidiano dos adeptos do veículo, que também são impedidos se deslocar por meio do transporte convencional, como o ônibus, ou através dos típicos Elevador Lacerda e Plano Inclinado, que ligam a cidade alta à baixa. 

Há 15 anos, o pedreiro Carlos de Jesus, de 47 anos, usa a bicicleta como único meio de transporte. Morador do bairro de Mussurunga, em Salvador, ele pedala mais de 20 km até o trabalho, no bairro de Ondina, todos os dias. “Quando penso em pegar um ônibus é uma tristeza, mas quando eu apanho a bicicleta, eu vou embora e esqueço do mundo”, conta. Para chegar ao destino final, Carlos evita o percurso que seria menor, a Avenida Paralela, por medo de acidentes – prefere ir pedalando partindo de Itapuã. “Não aconselho que nenhum ciclista transite pela Paralela, lá os ônibus têm a linha expressa e eles não respeitam a bicicleta”, afirma.

O arquiteto Reinaldo Cezimbra, 30 anos, poderia fazer o mesmo todos os dias. Mas, ao contrário do pedreiro, o arquiteto prefere circular do trabalho para casa em seu carro por medo de acidente.

“Pedalo há 14 anos e até hoje não tive coragem de ir ao trabalho de bicicleta. Moro na Pituba e trabalho na Barra, justamente um trecho que não tem ciclovia”, pontua. Para poder usufruir o hobby de andar de biclicleta, Cezimbra participa do grupo Mural de Aventuras, que percorre canteiros urbanos e promove viagens.
Entre os principais projetos de mobilidade urbana de Salvador para a Copa 2014, está o intitulado ‘Cidade Bicicleta – Mobilidade para Todos’, sob responsabilidade da Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia - Conder e que tem sido agenciado pela Secretaria Extraordinária para Assuntos da Copa do Mundo Fifa 2014 - Secopa.

A Reportagem convidou Ney Campello, gestor da Secopa, para experimentar o drama de quem se aventura pelas ruas soteropolitanas por algumas horas. No dia 6 agosto, o secretário visitou, sobre duas rodas, três trechos da cidade: do Porto até o Farol da Barra (sem ciclovia), da Amaralina até a Pituba (com ciclovia) e Piatã (com ciclofaixa). (Confira passeio no vídeo ao lado).

“Realmente há uma diferença muito grande entre enfrentar os percalços da rua e andar em vias com faixas sinalizadas, que dá muito mais conforto. A gente viu material de construção no meio da ciclovia, trechos que se interrompem, que podiam ser interligados. São dificuldades que precisam ser superadas”, reflete Campello.

O único projeto no âmbito estadual voltado para o ciclista começou a ser pensado em 2008, e agora ganha força com vistas à Copa do Mundo 2014, com custo estimado de R$ 41 milhões. O ‘Cidade Bicicleta – Mobilidade para Todos’ prevê a implantação de 217 km de malha cicloviária em Salvador e Lauro de Freitas. O coordenador do projeto, Itamar Mussi, da Companhia de Desenvolvimento Urbanístico da Bahia (Conder), conta que serão beneficiadas todas as principais avenidas expressas como a Avenida Luis Viana Filho, mais conhecida como Paralela, Av. Vasco da Gama, Av. Anita Garibaldi, Av. Mário Leal Ferreira, também conhecida como Bonocô, além do centro da cidade.

“A intenção é que seja implantado em todo o mapa viário, incluindo a qualificação e recuperação da estrutura que já existe, que não chega a 20 km. Uma grande parte da classe média não utiliza por falta de infraestrutura e por ter oportunidade de andar de carro. Potencialmente é o público, nosso interesse é que eles passem a aderir, que mude o hábito cultural, que as crianças sejam instruídas ao uso da bicicleta”, conta.

Cerca de 4 mil questionários foram aplicados durante o ano de 2009 para entender a cultura da bicicleta na cidade e fundamentar a execução do projeto. Com base no levantamento, a Conder constatou que há uso intensivo do equipamento por parte da classe trabalhadora. “Do total, 80% dos entrevistados recebem até três salários mínimos, têm mais de 18 anos e são homens”, relata Mussi.

Sobre os principais entraves da mobilidade, o coordenador expõe que 80% apontaram o perigo do tráfego e apenas 4% indicaram as ladeiras como dificuldades, o que, de acordo com Mussi, derruba o mito da inviabilidade topográfica. “O uso para deslocamento até o trabalho foi a principal motivação acusada pelas pessoas. A partir desse estudo, começamos a iniciar o planejamento cicloviário para Salvador e Lauro de Freitas, como também para mais quatro cidades: Cruz das Almas, Itamaraju, Prado e Porto Seguro”, indica.

A nova órbita

De acordo com Itamar Mussi, 70 km do percurso cicloviário estarão acoplados ao modelo de transporte que será implantado entre o Aeroporto e a Rótula do Abacaxi.

Os cerca de 140 km restantes serão aplicados em pontos distintos da cidade, que ainda passa por avaliação de prioridade, em prazo que se estende até 2014. Um dos pré-requisitos, no entanto, é a integração com todos os tipos de transporte, seja metrô, BRT ou os trens do Subúrbio Ferroviário da capital. Outra premissa é a menor interferência no trânsito diário.

“Estamos pensando a possibilidade de criar estruturas nas vias de modo que não sejam prejudicadas a pista e a calçada. Assim, se temos uma via com três faixas, a largura de cada uma delas pode ser diminuída. Será um redimensionamento, combinação da demanda com a malha que já tem”, diz.

Bicicletários estão contemplados no projeto – o estágio atual do ‘Cidade Bicicleta’ propõe a instalação de 53 espaços dedicados à acomodação do equipamento ao longo dos 217 km da malha infraviária. “Eu acho que nós teríamos que oferecer, no início do funcionamento da Arena da Fonte Nova, que quem for de bicicleta e estacionar no bicicletário vai pagar meio ingresso na Copa”, revela Ney Campello. Por outro lado, vestiários não foram incluídos na concepção do projeto e, na prática, segundo Mussi, só existirão por livre iniciativa dos terminais de transporte coletivo, de responsabilidade da prefeitura.

Se todos os 217 km do projeto ‘Cidade Bicicleta’ forem concretizados, o secretário Ney Campello afirma que a Bahia ultrapassará os 200 km do Rio de Janeiro, hoje recorde brasileiro. “Salvador será a segunda cidade com maior oferta desse tipo de mobilidade na América Latina, só menor que o Bogotá [Colômbia]. Vai ser uma revolução”, defende.
tabela de preços de construção de vias bahia (Foto: Arte/G1)
Legislação

O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) se refere à bicicleta como “veículo de propulsão humana, dotado de suas rodas, não sendo similar à motocicleta, motoneta e ciclomotor”.

Para o uso da bicicleta, o Contran (Conselho Nacional de Trânsito) estabelece a obrigatoriedade de equipamentos como campainha, a sinalização noturna dianteira, traseira, lateral e nos pedais, além de retrovisor no lado esquerdo.
Entre as infrações firmadas no Código, o condutor de um veículo motorizado pode sofrer sanção caso não mantenha distância mínima lateral do ciclista de um metro e meio (infração média e multa) ou não reduzir a velocidade quando ultrapassar a bicicleta (infração grave e multa).

Fonte: G1.com.br

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Grande Recife reforça frota de ônibus as praias do litoral norte

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

O Grande Recife Consórcio de Transporte incluiu a linha 906 – Igarassu/Paulista na programação especial de veículos no fim de semana para as praias do litoral norte do Estado. Além desta novidade o esquema especial de transporte que acontecerá sábado e domingo (03 e 04/09), contará com mais três linhas.

Para o sábado (03), a linha 968-Ilha de Itamaracá/Igarassu irá operar com dois ônibus extras, realizando 14 viagens a mais que em sábados comuns. Ao todo, serão oito veículos e 72 viagens.

Já para o domingo (04), dia de maior demanda para as praias, as linhas 946-Igarassu (BR-101), 905 – Igarassu/Paulista e 968-Ilha de Itamaracá/Igarassu, juntas, totalizarão sete ônibus a mais que realizarão 66 atendimentos extras.

Além disso, a linha 964-Igarassu/Macaxeira, que opera com quatro veículos e faz 29 viagens nos domingos normais, terá uma substituição de todos os ônibus que realizam o transporte, passando de alongados para articulados, que são maiores e transportam até 120 pessoas.

No total, a programação especial, que envolve quatro linhas, somará 40 ônibus que realizarão 370 viagens, um acréscimo de nove coletivos e 80 viagens. Para outras informações sobre o itinerário das linhas, o usuário pode ligar para a Central de Atendimento ao Cliente, pelo telefone 0800 081 0158, ou acessar site
www.granderecife.pe.gov.br.


Fonte: CGRT


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São Paulo tem dia de caos com pane no Metrô e recorde de congestionamento

A capital paulista entrentou um dia de caos no transporte nesta sexta-feira (2). Uma pane no Metrô suspendeu a circulação dos trens da linha 3-Vermelha no começo da tarde desta sexta-feira. Às 19h, os motoristas que voltavam para casa enfrentaram o maior engarrafamento do ano, com 220 km de congestionamento. 
Por volta das 20h, porém, o índice já tinha caído, segundo a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego). Dos 868 km monitorados, 119 km tinha lentidão. A zona sul era a mais congestionada da cidade, com 53 km de lentidão. A zona central da capital vinha em seguida, com 23 km, seguida pela zona norte, com 14 km de São Paulo.
Veja a situação do trânsito agora

O último recorde tinha sido no dia 4 de março, véspera de Carnaval. A CET registrou, às 18h30, congestionamento de 214 km. Apesar dos altos índices de lentidão, o número ainda está abaixo do recorde da história, de 293 km registrados às 19h do dia 10 de junho de 2009.
Metrô
Um problema na estação Sé do Metrô de São Paulo suspendeu a circulação dos trens da linha 3-Vermelha no início da tarde desta sexta-feira (2). Segundo a empresa que administra a linha, a situação começou a ser normalizada às 13h20.

A assessoria do Metrô informou que houve uma falha elétrica em um trem que estava na estação da Sé. A composição ficou parada e alterou o funcionamento de todos os trens da linha 3-Vermelha, nos dois sentidos (Corinthians/Itaquera e Palmeiras/Barra Funda). Segundo as testemunhas, porém, fogo teria saído de um dos trens na Sé e os passageiros teriam quebrado as portas de emergência para sair do local.
O Metrô negou ainda que tenha havido uma explosão em um trem. Usuários de redes sociais, como Twitter e Facebook, que estavam no Metrô no momento da falha elétrica na Estação Sé, relataram ter ouvido um barulho semelhante a uma explosão. (Foto: Paulo Liebert/AE)
 
Fonte: R7.com

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Curitiba: Urbs testa câmeras de vigilância em ônibus, estações e terminais

A Urbs está iniciando testes para implantação de câmeras em estações tubo, terminais e ônibus do transporte coletivo. As câmeras serão instaladas ainda neste mês nos terminais Cabral e Capão da Imbuia, nas estações tubo Rodoferroviária e Central e em quatro ônibus biarticulados.

 A instalação das câmeras de CFTV (Circuito Fechado de Televisão) está prevista em projetos piloto apresentados pelas empresas Conexão Total e J. Oliveira. Empresas interessadas podem apresentar projetos para avaliação da Urbs, o que deve ser feito de acordo com norma disponível na página inicial do site da Urbs (
www.urbs.curitiba.pr.gov.br). Os projetos apresentados à Urbs são publicados na Internet.

A avaliação da Urbs para definir a melhor tecnologia é feita no prazo de 60 dias a partir da instalação dos equipamentos. A implantação de câmeras de monitoramento faz parte de um amplo projeto de melhoria do transporte coletivo de Curitiba o que inclui o Sistema Integrado de Mobilidade (SIM) que permitirá a gestão integrada de trânsito e transporte. A instalação de câmeras vai representar mais segurança para usuários e operadores do transporte coletivo.

A Rede Integrada de Transporte de Curitiba transporta, por dia, 2,3 milhões passageiros. A Rede tem 355 linhas, frota operante de 1.915 ônibus, 31 terminais urbanos e 364 estações tubo.

Informações da Prefeitura de Curitiba

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Em Cuiabá, VLT e BRT provocam discussão em audiência pública

Num debate que durou, pelo menos, cinco horas, as opiniões sobre a melhor alternativa de transporte público - VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) ou BRT (ônibus articulado)- para Cuiabá e Várzea Grande, no contexto da Copa do Mundo de 2014, foram divididas, em uma audiência pública promovida pela Assembléia Legislativa.

Representantes de associações de moradores, entidades de classe, ONGs, setores político, empresarial e dos transportes públicos, se reuniram no Plenário do Legislativo.

"É uma oportunidade de mostrar à população as vantagens e as opções existentes no mercado", disse o presidente da AL, José Riva (PP), autor da proposta e que convidou especialistas nos modais VLT  e BRT para o debate.

Citando estudos, Riva reafirmou sua luta pela implantação do "melhor sistema para a Capital". Para o parlamentar, o VLT é infinitamente mais ágil, moderno, seguro e tem custo de R$ 696 milhões, sem contar com as vantagens no consumo de energia, operacionalidade e obras civis. “Se houver determinação, o Governo vai conseguir implantar o VLT”, disse.

Isa Sousa
Fonte: Midia News

O presidente fez ressalva, no entanto, que é preciso transparência e diálogo com a sociedade para se fazer uma escolha bem feita.

O presidente da Agecopa, Eder Moraes, reafirmou, em entrevista coletiva, num dos intervalos da audiência, a viabilidade do VLT, lembrando que essa é a proposta do governador Silval Barbosa.

O executivo lembrou que a própria presidente Dilma Rousseff já sinalizou positivamente para esse modal, autorizando o governador a agilizar todos os trâmites necessários, no âmbito dos ministérios, para viabilizar o sistema, com vistas à Copa de 2014.

Líderes comunitários e representantes de entidades, em debate durante a audiência, se dividiram entre o BRT e o VLT, porém revelaram pontos em comum: defendem que o modal seja implantado com agilidade e transparência, com o fim de evitar a prática de corrupção, na aplicação dos recursos públicos.

Os que defendem o BRT afirmam que é preciso cuidado com o VLT, que pode ser caro, enquanto o Estado tem também outras prioridades como Saúde e Educação.
Aqueles que defenderam o VLT pontuaram que é preciso "pensar além", já que o modal é moderno, ágil e não precisará de manutenção de sete em sete anos como o BRT.

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VLT de Fortaleza recebe licença ambiental para iniciar construção

O Conselho Estadual do Meio Ambiente (Coema) concedeu na manhã desta sexta-feira (2) licença prévia para projeto do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) em Fortaleza. A obra é uma das previstas para a Copa do Mundo de 2014 e será executada pelo Governo do Estado. Na reunião para votação do parecer técnico sobre a obra elaborado pela Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace), 24 dos 35 conselheiros do Coema estiveram presentes, 17 votaram a favor do projeto, um contra e seis se abstiveram.

Com o Coema considerando o projeto do VLT ambientalmente viável, a Secretaria de Infra-estrutura do Estado (Seinfra) solicitará a licença de instalação e visitará comunidade por comunidade para apresentar o projeto. Entre as recomendações dadas com a licença prévia, a Semace sugeriu que as obras do VLT tenham um programa detalhado de comunicação para minimizar as dúvidas da população afetada e que as comunidades tenham liberdade para escolher se serão indenizadas ou reassentadas.

Representantes do Movimento de Luta dos Moradores do Trilho em Defesa da Moradia acompanharam a reunião nesta manhã e questionaram a aprovação da licença prévia. A Semace diz que acompanhará todo o processo e que os parâmetros sociambientais ainda serão levados em consideração na aprovação das outras licenças.

Governo apresenta plano para as famílias
No plano encaminhado para o Coema e aprovado nesta manhã junto ao relatório técnico da Semace, o Governo do Estado propõe, para adequar as famílias que terão suas moradias comprometidas com as obras do VLT, a entrega de uma moradia e uma indenização em dinheiro.

De acordo com a Seinfra, pelo projeto, as famílias que terão suas moradias totalmente utilizadas ou com uso do terreno que descaracterize o bem para moradia e avaliadas em até R$ 40 mil, receberão um apartamento de 52 metros quadrados totalmente quitado, além do valor da indenização.

Para as famílias que vão receber valores de desapropriação acima de R$ 40 mil, a secretaria informa que o apartamento será entregue mediante compromisso dos moradores de pagar prestações ao Programa Minha Casa Minha Vida, que variam de R$ 50 a R$ 100 de acordo com a renda. As moradias serão construídas em terrenos na zona sul da Capital, próximo ao conjunto José Walter, com licença de instalação.

Informações do G1.com.br

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Terminal Cidade de Florianópolis passa a receber novas linhas

No próximo sábado (03), o transporte coletivo de Florianópolis passará por alterações. Haverá a transferência de 15 linhas intermunicipais (seis da empresa Santa Teresinha e nove da empresa Biguaçu) do TICEN (Terminal de Integração Central) para o Terminal Cidade de Florianópolis.
Além disso, todas as linhas executivas das empresas Canasvieiras, Insular, Estrela, Emflotur e Transol também serão realocadas (ponto de partida e chegada) para o Terminal Cidade de Florianópolis.
 
“Além de melhor atender à população, o comércio local também recebe mais segurança pela movimentação no espaço hoje ocioso”, explica o Vice Prefeito e Secretário de Transportes, Mobilidade e Terminais, João Batista Nunes.
 
O motivo das mudanças é reorganizar o terminal central, que hoje não oferece mais segurança para os usuários pela quantidade de linhas intermunicipais. Muitos ônibus param fora da plataforma, oferecendo risco aos usuários.
 
Linhas Executivas
Empresa Canasvieiras: Canasvieiras Via Jurerê, Costa do Moçambique,Ingleses/Santinho, Jurerê, Brava e Rio Vermelho.
Empresa Insular: Caieira da Barra do Sul, Campeche, Corredor Sudoeste,Pântano do Sul e Ribeirão da Ilha.
Empresa Transol: Barra da Lagoa, Córrego Grande via Gama D´Eça, João Paulo, Lagoa da Conceição, Parque São Jorge, Santa Mônica, Joaquina eCórrego Grande Via Mauro Ramos.
Empresa Emflotur: Jardim Atlântico.
Empresa Estrela: Abraão, Bom Abrigo e Campinas VIP.
 
Linhas intermunicipais
Empresa Santa Teresinha: Flor de Nápolis, Sertão do Maruim, Santana, São Pedro de Alcântara, Univali e Univali Expressa.
Empresa Biguaçu: Bom Viver, Bom Viver Expressa, Dona Adélia, Dona Adélia Expressa, Jardim Janaína, Jardim Janaína Via Expressa, José Nitro, José Nitro Expressa e Jardim das Acácias.


Fonte: ASCOM/PMF
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Metrô de São Paulo abre estações Luz e República no dia 15

As estações Luz e República da Linha 4 - Amarela serão abertas no dia 15 deste mês, segundo informou o Metrô ontem. O anúncio foi feito depois de o governador Geraldo Alckmin (PSDB) fazer o anúncio durante entrevista no Programa do Jô, exibido na madrugada de ontem, pela TV Globo.

As duas paradas são as últimas da primeira fase da Linha 4 - Amarela. O restante do ramal deverá ser concluído em 2014, segundo o governo.

Atualmente as paradas já abertas, Paulista, Faria Lima, Pinheiros e Butantã, operam das 4h40 às 21h. Até ontem, o Metrô não soube precisar qual será o horário de operação das estações Luz e República.

Foto: Rodrigo Soldon
Em anúncios anteriores - feitos pelo governador, pelo secretário de Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, e em notas à imprensa elaboradas pelo Metrô - havia a informação de que Luz e República abririam já em horário integral (das 4h40 à 0h), assim como as já em operação. O prazo, porém, era até 30 de setembro.

De certo é que será possível fazer a integração na Luz (Linha 1 - Azul) já no dia 15 de setembro, diz a companhia.

Atualmente, o trecho da Linha 4 - Amarela já em operação transporta cerca de 190 mil pessoas, que poderão dobrar ainda neste ano. A estimativa é de que a República (onde será possível fazer a integração com a Linha 3 - Vermelha) deva ter um acréscimo de 100 mil passageiros/dia na demanda, assim como a Luz, que passará a ter 132 mil passageiros a mais.

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Prefeitura do Recife abre inscrições para 200 agentes de trânsito (CTTU)

Mais uma ação do Plano de Trânsito do Recife será implantada. A Prefeitura do Recife publica, nesta quinta-feira (01), no Diário Oficial do Município, o edital do concurso público para a contratação de 200 guardas municipais. As inscrições para a seleção abrem no mesmo dia da publicação e seguem até o dia 20 de setembro. Com o concurso, o Recife passa a ser a capital com mais agentes de trânsito no Nordeste. “Estamos avançando para melhorar o trânsito na cidade. Depois de contratados, esses guardas serão, gradualmente, transferidos para a fiscalização de trânsito. O objetivo é aumentar nossa capacidade de monitoramento do tráfego das ruas da cidade com o acréscimo desse efetivo”, explica o prefeito do Recife, João da Costa.

O certame será organizado pelo Instituto de Apoio à Universidade de Pernambuco (IAUPE) e as inscrições, que custarão R$ 60,00, podem ser feitas pelo site www.upenet.com.br. O processo de seleção para Agente de Segurança Municipal (classe I, nível CGM 1) será feito em duas etapas.  A primeira delas é dividida em quatro fases (prova escrita objetiva, exame de saúde, exame de aptidão e exame psicológico). Na segunda etapa do certame, os classificados participarão de outras duas fases que consistem em um Curso de Formação para Guarda e, finalmente, um processo de investigação social.

A prova objetiva será realizada no dia 09 de outubro e terá caráter eliminatório e classificatório. O exame conterá 50 questões objetivas de múltipla escolha de Noções Básicas de Direito (20), de português (10), História e Geografia do Recife (10), Noções de Informática (05) e Raciocínio Lógico (05). Além disso, os postulantes às vagas terão que escrever uma redação sobre tema da atualidade. O resultado final com o ranking dos classificados será divulgado no dia 29 de outubro.

Depois da prova escrita, serão convocados pela IAUPE os 600 candidatos melhor colocados para exames de saúde. Em seguida, no dia 23 de novembro, serão chamados os aprovados nos testes de saúde para as provas de aptidão física. A primeira etapa do certame será concluída nos dias 17 e 18 de dezembro com uma avaliação psicológica dos candidatos que superarem as três primeiras fases. O resultado final da primeira etapa do concurso será divulgado no dia 03 de janeiro de 2012.

A segunda etapa do certame convocará os 300 candidatos melhor posicionados nas fases anteriores, sendo 10% dessas vagas destinadas a portadores de deficiência. A partir do dia 06 de janeiro de 2012, esses concorrentes participarão de um Curso de Formação de Guarda Municipal com grade curricular do DENATRAN, 386 horas de duração e voltado para preparação em agente de autoridade de trânsito. Ao término das aulas, os alunos passarão por um prova final acerca do conteúdo do curso. Os 200 melhores colocados serão contratados após uma investigação social.

Os 200 guardas municipais selecionados pelo concurso terão salário inicial de R$ 1.056,44 e a jornada de trabalho é de 120 horas mensais. Mais informações sobre o concurso também poderão ser obtidas pelos telefones 3183-3710 ou 3183-3752.

Confira o edital do concurso da Guarda Municipal AQUI.
Informações da Prefeitura do Recife

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No Grande ABC, Usuários reclamam da qualidade do transporte coletivo

Quase 30% da população do ABC - cerca de 700 mil pessoas – depende hoje de ônibus para ir ao trabalho ou passeio. Para o serviço, os municípios disponibilizam 1,2 mil ônibus, com até 4,7 anos de uso.  As passagens mais caras são cobradas em Santo André, São Bernardo e Mauá: R$ 2,90. Diadema e Ribeirão Pires cobram R$ 2,80 e São Caetano, R$ 2,75. Em Rio Grande da Serra, os R$ 2,30 do bilhete não terão  reajuste antes de 2012, conforme licitação.

Entre as tarifas intermunicipais, a praticada no Corredor ABD (que atravessa Mauá, Santo André, São Bernardo e Diadema) está entre as mais baixas: R$ 2,90. Assim, quem faz o percurso Rio Grande da Serra (Centro) a São Bernardo (Terminal Metropolitano) desembolsa R$ 4. Já o trajeto de Mauá (jardim Zaíra) até Diadema (Centro), passando por Santo André (Centro) e São Bernardo (Pauliceia), custa R$ 6,50.
Mesmo com a tarifa cara - opinião defendida por estudiosos e usuários do sistema -, o serviço é sinônimo de reclamação entre os usuários. Ônibus superlotado, desrespeitos dos horários, insegurança, desatenção aos idosos e portadores de necessidades especiais, e falta de educação dos motoristas encabeçam o rosário de queixas feitas por 23 passageiros ouvidos esta semana pelo Repórter Diário nos pontos de ônibus dos sete municípios da região.

Creso de Franco Peixoto, mestre em Transportes e professor da FEI, explica que os contratos acordados entre prefeituras e companhias viárias podem estabelecer cobrança a partir da quantidade de passageiros - o que implica na questão da superlotação - ou levando em conta o montante de ônibus oferecidos - o que pode causar congestionamentos.

“Infelizmente, estatísticas comprovam existência de até 12 passageiros por m² no transporte público”, destaca. Neste caso, quando a fiscalização do poder público não é efetiva, a recomendação é para que a população reclame junto aos órgãos de defesa do consumidor ou no Poder Judiciário, ensina o mestre em Transportes .

A qualidade do serviço seria melhorada a partir da integração total do Metrô com o ônibus BRT (Bus Rapid Transit), segundo o especialista. “Com isso, mais gente usaria o transporte público, que seria eficiente financeiramente”, comenta.

O Consórcio Intermunicipal do ABC discute meios de integrar ônibus municipais e intermunicipais. Porém, mudanças pontuais ainda estão longe de ocorrer, porque a maior parte dos contratos entre as empresas de transporte e as prefeituras tem validade por mais 15 ou até 25 anos.

Sistema não é bem de consumo, diz especialista
Os reajustes das tarifas levam em conta as variações observadas no período, como dissídios coletivos, alta no preço dos combustíveis e dos ônibus, e gastos com manutenção. Segundo Silvana Maria Zione, professora de Planejamento Urbano e Transportes da UFABC (Universidade Federal do ABC), estes itens colocam o transporte coletivo como bem de consumo ao invés de serviço urbano. “Calcular uma tarifa baseada em custos, como na região, é uma ideia deturpada que não encontra paralelo em nenhum lugar do mundo”, comenta.

A especialista defende a inclusão no cálculo do custo-benefício social, que o transporte público propicia. “Até quem não usa ônibus é beneficiado. Se todos optassem pelo transporte individual, não haveria mais mobilidade”, diz, referindo-se ao trânsito. Silvana garante que não existe transporte barato e de qualidade no Brasil e, quando comparado com outros países da América Latina e até mesmo com os Estados Unidos e Europa, o valor cobrado no País é o mais caro.

Silvana observa que o poder aferido às empresas de ônibus no Brasil é curioso. “É vantajoso ter uma empresa de ônibus devido a essa visão neoliberalista de calcular custo da tarifa como se fosse uma produção”, diz.

Intolerância, insegurança e  demora encabeçam queixas
Tarifas elevadas, longos períodos de espera, superlotação, motoristas impacientes e desrespeito aos bancos preferenciais. Essas são algumas das queixas ouvidas pelo Repórter Diário, que conversou esta semana com 23 usuários de ônibus nas sete cidades do ABC.

A superlotação e a quebra constante são as principais reclamações em Diadema, principalmente da linha 22, sentido Terminal Diadema. “Os ônibus são verdadeiras sucatas, vivem quebrando e demoram muito para passar, principalmente finais de semana”, enfatiza o aposentado José Carlos Silva.

Em São Caetano, a linha com mais reclamações foi a Boa Vista. Segundo a recepcionista Alessandra Basilio, ela já ficou 40 minutos no ponto à espera de ônibus. “Os veículos não possuem limpeza adequada e o preço da passagem não é justo”, pontua.

Em Rio Grande da Serra, a principal queixa é a demora do ônibus. A aposentada Odete Brito afirma que a culpa é da fiscalização ineficiente. “Para a linha da Vila Niwa sair da estação, os fiscais esperam cinco trens chegarem, aí já está tudo lotado”, reclama. “Todos os horários estão dentro da normalidade”, se defende Leandro Ricardo Pereira, sócio-proprietário da empresa Talismã.

A espera também é alvo de reclamações em Mauá. “Se tivesse ônibus toda hora, o preço da passagem valeria a pena, mas não tem”, conta Nelsi Lopes, aposentada. Para Hélio José da Rocha, auxiliar de pedreiro, a demora resulta na superlotação.

Além da demora, os usuários de Ribeirão Pires reclamam da má educação dos motoristas. “Os motoristas correm muito e não têm educação com os idosos”, afirma Maria de Fátima dos Santos, cabeleireira.

O tempo de espera nos horários de pico também é queixa em São Bernardo. Luzinete Paulo dos Santos, auxiliar de serviços gerais, afirma que os ônibus nunca têm horário para passar. “Passa ônibus para o inferno, mas não passa para a Balsa”, esbraveja .

De acordo com Maria do Socorro dos Santos, cobradora de ônibus, falta segurança para os motoristas e cobradores trabalharem. “Nós não temos segurança, as linhas que passam pela rua dos Vianas são sempre assaltadas”, conta.
Segundo Nilson Mattioli, gerente de Planejamento da SBCTrans, em 2011 foi registrada média de seis assaltos/mês, já em 2010 a média era de 12.

Idosos
Os idosos, que muitas vezes têm dificuldades em realizar atividades simples, como subir em ônibus, reclamam do descaso. “Tenho problema de artrose e muitas vezes os motoristas nem esperam a gente subir no ônibus, fico até com medo”, afirma Odete Teixeira, aposentada de 79 anos.

Naul Teixeira, aposentado de 61 anos, conta que os motoristas não param nos pontos. “Eles demoram muito e como eu uso bengala, os ônibus não param, eles sempre me deixam no ponto”, reclama.

Segundo Odete, os assentos preferenciais são outro problema. “Outro dia o ônibus estava lotado e uma moça colocou a criança num assento, esperei três pontos e pedi para sentar, pois aquele lugar era reservado para mim”, conta a idosa.

Consórcio prepara edital para integração regional
A tão esperada integração entre os ônibus das sete cidades do ABC depende do resultado de pesquisa sobre o transporte coletivo e a mobilidade na região. Porém, o documento, que apontará a viabilidade técnica e financeira destas conexões, não tem data para ser finalizado.   

Andréa Brísida, coordenadora do GT (Grupo de Trabalho) Mobilidade, do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC, diz que o edital do estudo está em fase de elaboração. “O Consórcio está solicitando verba ao Estado para viabilização, que nos dará um raio-x da mobilidade do ABC e nos dirá se é ou não viável e o que temos de fazer para integrar os ônibus da região”, explica.

A expectativa é finalizar o processo licitatório nos próximos dois ou três meses para, a partir daí, contratar o estudo. “Quando o levantamento começar, imaginamos que em seis meses fique pronto para, então, estabelecermos cronograma de trabalho”, explica.

Apesar de ainda não haver nada palpável, Andréa está otimista quanto à integração. “O transporte caminha para isso, a integração. Esta é a solução para o trânsito, pois temos de tornar o sistema atrativo para que a população deixe o carro em casa”, analisa. “Porém, não podemos iludir, pois é algo de médio ou longo prazo, devido a implicações técnicas e jurídicas, como tarifas e contratos de cada município com as empresas”, adianta.

Integração metropolitana
Além da integração municipal, que envolve apenas os ônibus em circulação, o Consórcio tenta tirar do papel a integração metropolitana, que também agrega ônibus da EMTU, trens da CPTM e o Metrô. “Esta ação é um pouco mais complicada, pois precisa de negociação com o Estado. Estamos fazendo isso, mas a municipal é mais viável”, conta a coordenadora.

Mais de 670 mil utilizam 1.232 ônibus por dia no ABC
Cerca de 27,2% da população da região utiliza o transporte público todos os dias. São mais de 667 mil passageiros que trafegam de 1.232 ônibus pelas cidades do ABC, exceto Rio Grande da Serra, que não respondeu à reportagem.

Santo André possui a maior frota, com 402 veículos e até o final do ano mais 10 novos entram em circulação. A idade média da frota é de 3,5 anos. Duas empresas prestam serviço de transporte na cidade: Expresso Guarará e Consórcio União Santo André (composto por mais seis empresas).

De acordo com Paulo Lemos de Oliveira, diretor da SA-Trans, órgão gerenciador dos transportes públicos do município, o contrato de concessão com as duas empresas acaba em 2023. “No caso da Guarará, o contrato prevê renovação por mais 25 anos e com o Consórcio União Santo André a renovação pode ser feita por mais 15 anos. Esta possibilidade, porém, fica sujeita à avaliação da Administração”, relata. Ambas as empresas repassam 2% da arrecadação à SA-Trans.

Em São Bernardo, que possui a mesma média diária de passageiros que Santo André - 215 mil usuários – são 367 veículos. A idade média da frota é de 4,7 anos. Apesar de possuir um território maior do que a cidade vizinha, São Bernardo tem 35 ônibus a menos que Santo André. O serviço é prestado pelo Consórcio SBC Trans, cujo contrato com a Prefeitura vence em 2013, mas pode ser renovado por mais cinco anos. A concessionária paga 0,5% da arrecadação a título de outorga variável.

Em Mauá, 128 mil passageiros circulam pelo serviço municipal de transporte, prestado pela Leblon e Viação Cidade de Mauá, que assinaram contrato de 10 anos: primeira em 2010 e a Cidade de Mauá em 2009. Segundo a Administração, Mauá tem uma frota fixa de 200 veículos, 140 deles novos. As empresas repassam um valor fixo por ônibus, montante que está em fase de reformulação, em virtude do recente aumento da tarifa. Além disso, recolhem 4% do faturamento equivalentes a ISS e repassam 10% dos valores obtidos com a exploração da publicidade.

No Em Diadema, a ETCD (Empresa de Transportes Coletivos Diadema) e a Viação Imigrantes transportam 72 mil passageiros/dia. Mas a empresa deixará de operar no município em novembro, quando entrará em vigor o contrato com a Transportadora Turística Benfica Ltda. O contrato foi assinado em julho. Já com a Viação Imigrantes, o contrato foi assinado em 2003, por 15 anos, prorrogáveis por mais cinco. Diadema possui atualmente 168 veículos. Os ônibus têm de zero a 10 anos, com idade média de quatro anos.

Em São Caetano, os 21 mil passageiros diários utilizam a frota de 50 veículos, todos equipados com GPS e de propriedade da empresa Vipe. O contrato vence em 2017 e o repasse é de R$ 21 mil por ano.

A menor e mais nova
Com a idade mais nova da frota e a menor do ABC, Ribeirão Pires conta com 45 veículos, com idade média de uso de 2,2 anos para transportar média de 17 mil passageiros. O serviço é prestado pela Rigras Transporte Coletivo e Turismo, cujo contrato vence em 15 anos. A empresa começou a operar no município em abril deste ano, com previsão de repasse anual para os cofres públicos de pouco mais de R$ 1 milhão.

Fala Povo
“Acho o degrau do ônibus alto demais para idosos e deficientes físicos, mas nunca tive problemas com os motoristas”. - Moacir Pereira de Andrade, aposentado, de Rio Grande da Serra.
“Sempre à tarde é muito cheio, mas acho o valor da passagem, justo. Sem dúvida a linha que dá mais problema é a da Santa Luzia”. - Alzenir Souza Santos, balconista, de
 Ribeirão Pires.
“A linha que dá mais problema é a 22, sentido terminal Diadema. Os ônibus estão sempre quebrados e sujos”. - Jeane Maria, dona de casa, de Diadema.
“A tarifa está muito alta e o ônibus está sempre lotado. Nunca tem lugar para sentar, principalmente na linha 39, da Represa”. - Guilherme Soares, estudante, de São Bernardo.





READ MORE - No Grande ABC, Usuários reclamam da qualidade do transporte coletivo

VLT de Santos reduzirá tempo de viagem pela metade

O Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) reduzirá pela metade o tempo médio do percurso feito de ônibus entre a Esplanada dos Barreiros, em São Vicente, e o bairro do Macuco, em Santos. Hoje, esse trajeto de 11 quilômetros é feito em uma hora. Com o novo meio de locomoção, o tempo cairá para cerca de 35 minutos.

Além disso, o intervalo de chegada dos vagões em cada uma das 21 estações instaladas ao longo do percurso será de 4,5 a 6 minutos. O embarque e desembarque de passageiros será feito em 20 segundos.


Orçado em R$ 690 milhões e previsto para iniciar as operações em 2014, esse novo sistema terá uma tarifa igual a do ônibus intermunicipal entre ambas cidades (atualmente R$ 3,10).

As garantias são do assessor da Diretoria de Gestão Operacional da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU) e coordenador do projeto do VLT, Silvio José Rosa.

Ele foi um dos participantes da audiência pública realizada nesta terça-feira, sobre o Sistema Integrado Metropolitano (SIM) da Baixada Santista, que busca reestruturar o transporte público na região.

A frota do VLT será composta por 20 veículos, com capacidade para até 400 passageiros. Espera-se que 70 mil pessoas utilizem o serviço diariamente. Vale destacar que os cidadãos poderão embarcar com bicicletas nos vagões.

Cruzamento
A distância de cada estação varia de 600 a 800 metros. Serão três terminais (Barreiros, Valongo e Porto, na Avenida Senador Dantas), duas estações de transferências (Avenida Conselheiro Nébias e Linha Amarela – na altura da Rua Frei Gaspar) e 16 paradas. A velocidade média dos trens deve variar de 20 km/h a 25 km/h.

Em alguns trechos, o VLT terá de cruzar avenidas, como a Francisco Glicério (na altura do Restaurante Sideral) e a Conselheiro Nébias. Nesses locais, haverá um semáforo, bem como nos demais cruzamentos.Francisco Glicério
O VLT ficará na faixa central da Avenida Francisco Glicério, em Santos (da Rua Piauí à Rua Campos Melo). A ciclovia será preservada ao lado da linha do trem. Essa estrutura terá 19,9 metros de largura.

Uma pista dessa via será repassada à EMTU. Por outro lado, o espaço que pertence ao Estado (onde ficava a linha férrea – 19,85 metros) será transferido à Prefeitura. Na cidade, será preciso ainda realizar o alargamento do túnel no José Menino.

Em São Vicente, serão necessárias a construção de um trecho subterrâneo sob a Rodovia dos Imigrantes e uma intervenção no Viaduto Antônio Emmerich.

Rosa destacou que o trânsito sobre o segundo local citado não será paralisado.


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Fonte: A Tribuna

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