Em Cuiabá, VLT e BRT provocam discussão em audiência pública

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Num debate que durou, pelo menos, cinco horas, as opiniões sobre a melhor alternativa de transporte público - VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) ou BRT (ônibus articulado)- para Cuiabá e Várzea Grande, no contexto da Copa do Mundo de 2014, foram divididas, em uma audiência pública promovida pela Assembléia Legislativa.

Representantes de associações de moradores, entidades de classe, ONGs, setores político, empresarial e dos transportes públicos, se reuniram no Plenário do Legislativo.

"É uma oportunidade de mostrar à população as vantagens e as opções existentes no mercado", disse o presidente da AL, José Riva (PP), autor da proposta e que convidou especialistas nos modais VLT  e BRT para o debate.

Citando estudos, Riva reafirmou sua luta pela implantação do "melhor sistema para a Capital". Para o parlamentar, o VLT é infinitamente mais ágil, moderno, seguro e tem custo de R$ 696 milhões, sem contar com as vantagens no consumo de energia, operacionalidade e obras civis. “Se houver determinação, o Governo vai conseguir implantar o VLT”, disse.

Isa Sousa
Fonte: Midia News

O presidente fez ressalva, no entanto, que é preciso transparência e diálogo com a sociedade para se fazer uma escolha bem feita.

O presidente da Agecopa, Eder Moraes, reafirmou, em entrevista coletiva, num dos intervalos da audiência, a viabilidade do VLT, lembrando que essa é a proposta do governador Silval Barbosa.

O executivo lembrou que a própria presidente Dilma Rousseff já sinalizou positivamente para esse modal, autorizando o governador a agilizar todos os trâmites necessários, no âmbito dos ministérios, para viabilizar o sistema, com vistas à Copa de 2014.

Líderes comunitários e representantes de entidades, em debate durante a audiência, se dividiram entre o BRT e o VLT, porém revelaram pontos em comum: defendem que o modal seja implantado com agilidade e transparência, com o fim de evitar a prática de corrupção, na aplicação dos recursos públicos.

Os que defendem o BRT afirmam que é preciso cuidado com o VLT, que pode ser caro, enquanto o Estado tem também outras prioridades como Saúde e Educação.
Aqueles que defenderam o VLT pontuaram que é preciso "pensar além", já que o modal é moderno, ágil e não precisará de manutenção de sete em sete anos como o BRT.

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