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São Paulo: Trólebus será recuperado e ganhará novos modelos

terça-feira, 16 de novembro de 2010

O sistema de trólebus de São Paulo, que chegou a contar com 1.200 veículos na década de 1980 e reduziu a frota para 200 nos últimos anos, começa a ganhar novos investimentos. No ano que vem, a SPTrans deve realizar uma licitação para definir a empresa que irá assumir a manutenção da rede elétrica dos trólebus. Até o final do próximo mês esse serviço é de responsabilidade da Eletropaulo.
De acordo com o Sindicato dos Motoristas de Ônibus de São Paulo, o  sistema de trólebus foi sucateado pelas últimas administrações. A cada 58 metros existe uma emenda na rede elétrica. "Além do problema com a rede é preciso substituir a frota. A média de idade chega a 30 anos", disse Valdemir dos Santos Soares, diretor de patrimônio do sindicato. 
A Prefeitura já está pronta para iniciar a troca da frota. Até 2012 serão adquiridas  140 novas unidades. Com a substituição dos ônibus, a idade média dos trólebus da capital será de  30 anos. Para se ter uma ideia do potencial do sistema, um ônibus a diesel tem que ser trocado a cada 10 anos de uso por questões técnicas e de poluição. Já foram incorporados à frota 11 trólebus novos e outros modelos estão sendo testados.
Desde o mês passado foram iniciados também os testes do ônibus híbrido, que poderá ser adotado em São Paulo nos próximos meses. Desenvolvido pela Volvo, o veículo carrega dois motores: um impulsionado a biodiesel e outro, a eletrecidade. O motor elétrico é utilizado para dar partida no veículo e acelerá-lo até uma velocidade aproximada de 20 km/h. Ele também gera energia durante as frenagens. Já o motor biodiesel entra em funcionamento após o ônibus alcançar velocidades altas.
O engenheiro Adriano Murgel Branco, especialista em trânsito e tio do atual secretário municipal de Transportes, diz que a cidade deve investir cada vez mais em um modelo de transporte menos poluente. "Cerca de 75% da poluição da cidade vêm dos veículos. Quando a gente investe em ônibus elétricos não estamos só restrigindo a emissão de gases, mas também há uma economia para os cofres públicos. Sem contar com a melhora da qualidade de vida. Estes veículos não apresentam ruído e são mais confortáveis", disse.
Segundo ele, a cidade agora precisa ampliar os corredores de ônibus. "É preciso pensar em corredores sem cruzamento, o que pode aumentar a capacidade de transporte. E se o ônibus for elétrico, melhor ainda", diz.
No final do governo Marta Suplicy, em 2004, a Prefeitura planejava vender os últimos 200 trólebus que restavam da frota. O secretário municipal do Verde e Meio Ambiente, Eduardo Jorge, intercedeu junto ao prefeito recém-eleito José Serra (PSDB) para que as vendas fossem suspensas e desde então trabalha para a recuperação e expansão do sistema. "Desde que a cidade assumiu a política municipal de mudanças climáticas a secretaria viu a importância de manter, resgatar e expandir a frota", conta. O principal responsável pelo efeito estufa é o dióxido de carbono que sai dos escapamentos dos automóveis.
A vantagem do trólebus é que ele é a alternativa de transporte totalmente não poluente. "Em todas  as grandes cidades do mundo o trólebus está sendo apoiado. Além de não poluir, esse tipo de transporte é mais confortável e silencioso", elogia o secretário.  Segundo relatório do Instituto de Políticas de Desenvolvimento e Transporte (ITDP), existem aproximadamente 340 sistemas de trólebus operando hoje no mundo.
"A posição da secretaria, do ponto de vista ambiental, é que o local ideal para a expansão deve ser nos corredores de ônibus", diz Jorge. Segundo o secretário, é preciso rever os preços cobrados pelo órgão regulador federal (Aneel) para a energia gasta no transporte. "É inacreditável que eles cobrem a tarifa mais alta para um transporte que beneficia a saúde pública", diz.
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Especialistas discutem desafio de associar desenvolvimento urbano e qualidade de vida

A urbanização é um dos principais desafios para a saúde pública mundial, afirmam especialistas do setor reunidos em Kobe, no Japão. Para eles, as oportunidades oferecidas pelas grandes cidades devem ser associadas à qualidade de vida. A advertência é da Organização Mundial da Saúde (OMS), que coordena as discussões. Por isso há recomendações explícitas para o aperfeiçoamento do sistema de transporte coletivo e restrições ao fumo.

"O desafio é elaborar propostas tendo como base as oportunidades oferecidas nos núcleos de concentração urbana. O impacto pode ser dramático ou positivo sobre a saúde de suas sociedades", disse a diretora–geral da OMS, Margaret Chan.

Ela sintetizou as orientações transmitidas aos representantes de cada país: “É necessário proporcionar transporte público seguro, investindo em serviços, e reduzir a poluição do ar, proibindo o fumo em locais públicos”.

As orientações foram baseadas em casos considerados emblemáticos. Um deles é o da cidade de Lagos – localizada na Nigéria, a segunda maior concentração urbana da África depois do Cairo, no Egito – onde o trânsito é apontado como um dos mais caóticos do mundo, segundo estudos internacionais.

Para os especialistas, o congestionamento das principais cidades do país afeta a qualidade de vida da população. O governador da região de Lagos, Babatunde Raji Fashola, afirmou que o sistema rápido de ônibus foi intensificado, aumentando a oferta de transporte seguro e eficiente para a população.

As recomendações sobre a proibição do fumo se basearam em ambientes de Xangai, na China. Para os especialistas, as autoridades devem definir vetos ao fumo em restaurantes e também à venda de cigarros, assim como à publicidade.

Paralelamente, especialistas de vários continentes promovem debates sobre as ações específicas relativas às suas áreas. No Sudeste Asiático, os ministros da Saúde aprovaram uma proposta de ação sobre urbanismo e saúde, em setembro. Nas Américas e no Pacífico Ocidental, os ministros da Saúde se comprometeram a promover ambientes mais saudáveis em áreas urbanas.

Fonte: Pernambuco.com
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Programa de transporte e trânsito para Niterói ainda não saiu do papel

Um ano após o anúncio do Plano Integrado de Transporte e Trânsito, baseado no sistema Bus Rapid Transit (BRT), a Prefeitura de Niterói ainda não teria tomado uma das principais iniciativas para sua implantação: a criação de um grupo de gerenciamento para execução do projeto. De acordo com o consultor internacional do Instituto de Políticas de Transporte e Desenvolvimento (ITDP), Enrique Peñalosa, as secretarias municipais precisam de respaldo técnico para a implantação desse tipo de projeto.
A Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor) declarou a intenção de criar um modelo de gerenciamento de transporte integrado a toda a Região Metropolitana.
“Esse é um projeto de alta complexidade, que demanda demais das secretarias municipais. Não há condições de se executar um projeto desse porte sem uma grande gerência de projeto, porque uma secretaria municipal tem outras atribuições”, destaca o Enrique Peñalosa.
Ainda de acordo com Peñalosa, antes de mais nada, o sistema de BRTs consiste em um projeto urbanístico multisetorial. Ele acredita que o projeto represente uma profunda transformação urbanística. Nas cidades onde já foi implantado corretamente, o sistema teria gerado resultados positivos, aumentando, inclusive, a sensação de segurança pública.
O presidente da Fetranspor, Lélis Marcos Teixeira, contou que a federação pretende auxiliar os municípios da Região Metropolitana na implantação do sistema BRT. Uma reunião já estaria marcada com representantes dos 20 municípios.
“Estamos acompanhando toda a situação e sabemos que Niterói já tem projetos sendo estudados. Mas nossa ideia é que haja um conjunto de sistemas integrados nos 20 municípios”, anuncia.
A Prefeitura informou, por meio de nota, que tão logo seja implantado o projeto existirá um grupo gestor na cidade que fará o gerenciamento da operação do Plano Integrado de Transporte e Trânsito. O município informou, ainda, que todas as obras e mudanças que estão sendo executadas na cidade já visam a implantação do BRT, mas que não há previsão de tempo de conclusão.

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Metrô Rio: Estação Cidade Nova opera em horário integral e gratuitamente

Inaugurada no dia 1º de novembro, a Estação Cidade Nova do Metrô passa a funcionar em horário integral, a partir desta terça-feira. Desde sua abertura inicial, a operação estava restrita ao horário das 10h às 14h, para realização dos últimos ajustes. A gratuidade será mantida até 1º de dezembro.
A estação Cidade Nova do metrô, a 35ª do sistema no Rio, recebeu investimento de R$ 80 milhões no projeto, que inclui uma passarela e a revitalização do entorno. Outros R$ 120 milhões foram gastos na ligação da estação à de São Cristóvão.
A expectativa da concessionária Metrô Rio é que, no primeiro ano e meio de operação, cerca de dez mil passageiros passem diariamente pela Cidade Nova. O presidente da concessionária, José Gustavo de Souza Costa, disse não acreditar que o sistema fique ainda mais comprometido, pois, inicialmente, passageiros que já utilizam o meio de transporte vão apenas mudar sua estação de embarque ou desembarque.

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Rio de Janeiro: Circulação de trens no ramal de Saracuruna é suspensa

A circulação de trens no ramal de Saracuruna chegou a ser suspensa na manhã desta terça-feira. Neste momento, as estações da Central até Caxias já estão operando normalmente, segundo informou a concessionária. Continuam fechadas as estações de Gramacho a Saracuruna.
Mais cedo, nove estações ficaram sem operar. O problema foi causado por um trem que seguia de Saracuruna para a Central do Brasil e apresentou um defeito operacional após a estação Gramacho, prejudicando o fornecimento de energia no ramal.
Os técnicos da empresa já estão no local para tomar as devidas providências e liberar a circulação no trecho que continua parado. Segundo a SuperVia, ainda não há previsão de quando o trem voltará circular normalmente até Saracuruna.
Durante o período que o transporte esteve suspenso, informou a SuperVia, as estações de Saracuruna a Penha foram fechadas para evitar aglomeração de passageiros. Não há registro de tumulto nas estações.
A Agência Reguladora de Transportes Aquaviários, Ferroviários e Metroviários e de Rodovias do Estado do Rio de Janeiro (Agetransp) informou, em nota, que instaurou processo regulatório para apurar as causas da paralisação parcial do ramal de Gramacho, ocorrida às 7h30m desta terça-feira.

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DF: Empresas de ônibus querem um aumento de 30,75% nas passagens de ônibus

Os empresários do sistema de transporte público voltaram a pressionar o Governo do Distrito Federal por aumento das passagens de ônibus. Eles alegam que o atual faturamento de R$ 50 milhões por mês oriundos da frota de 2.800 veículos é insuficiente para a manutenção da normalidade do serviço prestado à população e pedem um aumento de 30,75% em média nos atuais valores da tarifa. Caso o governador do DF, Rogério Rosso, não atenda as reivindicações “imediatamente”, os empresários ameaçam não pagar o óleo diesel para circulação dos ônibus, além de atrasar o salário e o 13º dos funcionários, o que resultaria em greve da categoria e, consequentemente, prejuízos para a população. Especialistas e usuários de coletivos rechaçam a ideia de reajustes, uma vez que consideram o serviço prestado pelas empresas de péssima qualidade. Ainda em agosto, Rosso descartou a possibilidade reajuste de passagens em sua gestão.

Em entrevista exclusiva ao Correio, na tarde de ontem, o presidente do Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo do DF e dono da Viação Planalto (Viplan), Wagner Canhedo Filho, alegou que a as passagens deveriam render pelo menos R$ 70 milhões para o sistema de transporte público “sobreviver”. Para isso, ele propõe o aumento das passagens de R$ 2 para R$ 3 (50%); de R$ 3 para R$ 4 (33%); de R$ 1,50 para R$ 1,80 (20%); e de R$ 2,50 para R$ 3 (20%). “Nosso último reajuste de tarifas foi em 1º de janeiro de 2006. Ou seja, vamos para quase cinco anos sem aumento. Nesse período, aumentamos em 40% os salários dos rodoviários. Isso prejudica em demasia as empresas. Corremos o risco de não honrar nossos compromissos com os rodoviários”, explicou. No próximo dia 20, as empresas devem pagar os salários dos funcionários. A primeira parcela do 13º será transferida em dia 30. Os rodoviários garantem que, caso não recebam no fim do mês, vão parar imediatamente.

Fonte: Correio Braziliense
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São Paulo: Sucesso do Bilhete Único depende de corredores de ônibus

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Desde que o Bilhete Único foi implantado em São Paulo, em maio de 2004, na gestão da ex-prefeita Marta Suplicy (PT), os próprios passageiros do transporte coletivo paulistano inventam soluções para contornar problemas operacionais do sistema, como é o caso do limite de duas horas de validade do cartão. Quando o trajeto a percorrer é muito longo, os passageiros não passam o bilhete pela catraca, permanecendo na parte da frente do ônibus para economizar tempo. Assim o usuário pode pegar outro ônibus antes de terminar a validade de duas horas.
Mas, diferentemente do Rio, São Paulo criou corredores para a circulação dos ônibus, faixas exclusivas que livram os coletivos dos corriqueiros congestionamentos do trânsito. Mesmo com o fluxo de veículos parado, os corredores dão fluidez ao tráfego dos coletivos e agilidade para os passageiros, que ficam menos pressionados com o tempo da viagem.

A 2ª maior integração do mundo, após Hong Kong
Atualmente o problema que mais tem afetado os usuários do Bilhete Único de São Paulo são as falhas no sistema na recarga do cartão em todos os seis mil postos da cidade. Esta semana foram registradas panes frequentes que deixaram lento o serviço, chegando a interrompê-lo em diversos momentos. Estudantes e portadores de vale-transporte, principalmente, reclamaram porque não conseguiram recarregar o bilhete nos últimos dias.
No começo da semana, na maioria dos postos de recarga, o sistema da SPtrans, empresa municipal que administra o Bilhete Único, ficou completamente indisponível. Os 60 pontos localizados dentro das estações de metrô, por exemplo, não chegaram a ficar totalmente fora do ar, mas, como a rede estava lenta, os usuários também foram prejudicados.  
Até 2006 a empresa municipal havia expedido mais de 8,5 milhões de cartões. A frota de 15 mil ônibus e 7,3 milhões de viagens é provavelmente a segunda maior solução em bilhetagem eletrônica no mundo, logo depois do cartão Octopus, de Hong Kong.

Fonte: O Globo
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Salvador: Atraso na conclusão do metrô deixa trens sem garantia de fábrica

Alterações no contrato original de compra e venda dos trens do metrô de Salvador deixaram os equipamentos fornecidos pela empresa Mitsui & Companhia Ltda praticamente sem garantia de manutenção, dificultando qualquer ação para defender o município caso ocorram falhas no sistema. Algumas mudanças foram feitas para tentar compensar  os constantes atrasos na conclusão da obra que começou em 1999.
Uma das modificações, contidas em um dos cinco termos aditivos, prevê o fim da garantia de fábrica dos trens, 27 meses após o desembarque em Salvador. Como o equipamento chegou no início de novembro de 2008, restam apenas mais três meses para fim do prazo. No contrato original, a garantia era de apenas 12 meses após a entrega. Mas o atraso do projeto é tanto que nem a ampliação do prazo para 27 meses foi suficiente.
Convênio - Os trens foram pagos pelo governo da Bahia e doados à prefeitura dentro do que prevê o convênio firmado com o governo federal.  Ao contrato de compra e venda firmado em 26 de novembro de 2003 entre a Companhia de Transportes de Salvador (CTS) e a Mitsui para o fornecimento de seis trens e peças sobressalentes no valor de R$ 108,9 milhões foram  acrescentados cinco termos aditivos, com conhecimento do prefeito João Henrique, do governador Jaques Wagner e todos os diretores de órgãos públicos envolvidos no processo. Os aditivos eliminam trechos que preservavam direitos do comprador contidos no contrato original.
Uma das obrigações cortadas, constante no 2º termo aditivo, é a retirada das garantias do fabricante às “peças sobressalentes ou a qualquer parte delas, de seu design, engenharia, materiais, fabricação e montagem”. Outra das mudanças está no 5° aditivo que livra a Mitsui das responsabilidades relativas a inspeções e testes dos trens. O item das inspeções e testes é repaginado com várias alterações desfavoráveis ao município. Eliminou-se, por exemplo, a seguinte obrigação que constava no contrato original: “Antes dos testes, o fornecedor deverá fazer todos os ajustes e verificações para garantir que os trens para o metrô correspondam inteiramente às especificações”. Desobrigou-se a Mitsui também do seguinte item: “Se forem encontrados defeitos de fabricação ou de montagem nos trens para o metrô, o fornecedor deverá corrigi-lo sem ônus adicional para o comprador, e os testes serão suspensos”.
Em substituição a essas  obrigações, o aditivo estipula o prazo de 17 de outubro de 2010 como data-limite para o município concluir “os trabalhos de construção civil, o sistema de energia e da infraestrutura necessários à execução dos testes dinâmicos e ensaios para o comissionamento dos trens do metrô”. Se o prazo não for cumprido, “o fornecedor não estará mais obrigado a executar os testes dinâmicos e ensaios de comissionamento”.
Prefeitura culpa Conder, que responsabiliza município - A Secretaria de Transportes e Infraestrutura do Município (Setin), por meio de sua assessoria de imprensa, disse que a partir de 30 de junho de 2006, quando foi firmado “instrumento de cessão de direitos e obrigações do contrato de compra e venda dos trens”, ao Estado, assumido pela Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder), “a CTS e o município de Salvador não tiveram mais qualquer ingerência nesta relação contratual, jamais sendo consultados sobre os termos aditivos subsequentes à cessão”.  Alega que as “reduções de escopo do contrato ocorridas após a cessão (a exemplo de fixação de prazo final para comissionamento e exclusão de treinamento de operação e manutenção) não contaram com a participação do município”.
A Conder disse, em nota oficial, que os aditivos foram acrescentados ao documento “a  fim de adequar a realidade contratual à circunstância de as obras do metrô não terem sido concluídas”. Além do atraso nas obras civis e de energização, a empresa cita também que a prefeitura não conseguiu terminar a Oficina de Pirajá nem o Pátio Auxiliar de Manutenção (PAM) impossibilitando “a realização dos testes de comissionamento e à emissão do Certificado de Aceitação Provisório” dos equipamentos.
Esclarece ainda que o estabelecimento de data-limite de 17 de outubro de 2010 para o início dos testes dos trens, foi acordada com a Prefeitura de Salvador e CTS, que se comprometeram a finalizar, naquela data, as obras adequadas para os testes.
Sem acusar diretamente a prefeitura pelo enfraquecimento das garantias em relação aos equipamentos do metrô, a Conder deixa claro que os gestores municipais tinham total conhecimento das mudanças no contrato e as motivações disso ao citar trechos do “Termo de Transferência de Guarda, (dos trens) entre Estado da Bahia, Conder,  município de Salvador, Setin e CTS”.

Fonte: A Tarde
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Natal: Licitação do transporte público ficou para 2011

A licitação do transporte público de Natal será feita somente em 2011. O prazo para o lançamento do edital era dia 31 de dezembro de 2010, mas devido ao atraso na entrega do Plano de Mobilidade Urbana, o processo não será feito esse ano. Diante disso, a Prefeitura provavelmente irá renovar o contrato com os empresários de ônibus por mais algum tempo, até que o edital seja publicado. As empresas estão há mais de 50 anos operando no sistema de transporte sem passar por uma concorrência. O Sindicato de Transporte Urbano do Rio Grande do Norte (Seturn) acredita que a licitação não será "a salvação da lavoura" como vem sendo defendido por várias entidades públicas, porém, se diz a favor da mudança.

O último contrato entre o Município e os empresários de ônibus foi feito em 1996 com prazo de dez anos. Terminado esse prazo em 2006, a então secretária municipal de Trânsito, Elequicina dos Santos, tentou iniciar o processo licitatório. Entretanto, uma decisão judicial permitiu às empresas explorarem o mercado natalense até 31 de dezembro deste ano, sendo essa a data final para o lançamento da licitação. Segundo o secretário adjunto de Transporte da Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob), Haroldo Maia, no final de 2008 um estudo de Mobilidade Urbana no valor de R$ 800 mil foi encomendado ao Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coope) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) para traçar o planejamento de Natal nos próximos 20 anos, inclusive, a licitação. Com prazo de entrega para o final de 2009, um ano depois, o plano ainda não foi concluído. "Ele está praticamente feito. A cada volume concluído nós sentamos e discutimos com os técnicos da Semob. Em dezembro do ano passado, eles entregaram um relatório para a apreciação da secretaria", justificou Haroldo.
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Lei aprovada em Angra dos Reis visa acabar com a superlotação nos ônibus

Projeto de Lei que garante melhorias no serviço de ônibus de Angra é aprovado

Foi aprovado nessa semana o projeto de Lei que obriga a empresa  de ônibus Senhor do Bonfim a prestar melhores serviços à população de Angra dos Reis. Há tempos, as condições do transporte público tem gerado indignação na cidade. Apenas uma viação atende a todos os bairros. Por isso, reclamações como atraso no horário das linhas; descaso; e estacionamento irregular são constantes.
E no intuito de tentar resolver essa questão, um projeto de lei foi aprovado nessa semana. O vereador Jorge Eduardo Mascote (PMDB) elaborou um projeto que obriga a empresa Senhor do Bonfim a se adequar às normas que venham a atender de forma satisfatória a população. Entre as exigências do projeto estão a saída dos ônibus dos pontos no horário certo, sem atraso, e a fixação dos horários nos pontos em locais visíveis.
A intenção do projeto é estabelecer medidas respaldadas na lei para acabar com a superlotação que coloca em risco a vida dos usuários, além dos frequentes atrasos que tem complicado a vida dos trabalhadores angrenses. Se for desrespeitada, a lei prevê ainda advertência, multa e, se forem constatadas cinco infrações, o alvará poderá ser cassado. 
- Ninguém aguenta mais os transtornos com essa empresa. Há tempos, a população está me cobrando. Não dá mais para esperar, a empresa Senhor do Bonfim tem que atender melhor à população, pois é uma das tarifas mais caras do estado (R$ 2,40). E é por isso fiquei tão feliz com a aprovação dessa lei. Espero que a situação melhore, e os usuários sejam tratados com dignidade - disse o vereador Mascote.
A determinação busca dar mais segurança aos usuários, evitando a superlotação. Para entrar em vigor, só falta a sanção do prefeito municipal. A intenção dos vereadores é de que a lei para garantir as melhorias no transporte de ônibus comecem a valer até o final do ano.

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Fortaleza: Transporte público é apontado como solução ao crescimento


Os desafios da expansão imobiliária em Fortaleza foi tema abordado pelo presidente da Comissão de Licitação do Transporte Urbano de Fortaleza (Transfor), Harisson Marques Cardoso, durante o terceiro dia do 46º Encontro da Associação Brasileira do Mercado Imobiliário (ABMI), que está sendo realizado na Capital.
Segundo Cardoso, a principal ação para que uma cidade como Fortaleza possa permanecer crescendo é o investimento em transporte público. “É importante adotar ônibus, metrôs para desafogar as áreas populosas e descentralizar os investimentos, de forma que a cidade possa crescer”, avalia.

Para o mercado imobiliário, saber que esse tipo de investimento está sendo feito pelo poder público é fundamental, já que as perspectivas apontadas pelo empresário do setor Silvio Oliveira, são de que o Brasil passe de R$16,2 milhões em investimentos atuais, para R$446,7 bilhões em 2030. (Henriette de Salvi)

Fonte: O Povo Online
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Em Salvador, Sistema BRT é discutido durante reunião da Câmara de Engenharia Civil

Foto Ilustrativa
O Sistema BRT (Bus Rapid Transit - transporte operado por ônibus de grande capacidade por vias exclusivas) foi discutido na noite da última terça-feira (09/11) na reunião da Câmara Especializada de Engenharia Civil do Crea-BA. A palestra foi proferida pelo arquiteto, mestre e doutorando em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal da Bahia (Ufba), Francisco Ulisses Santos Rocha, que por meio de slides e de animação demonstrou como o trânsito de Salvador ficará com mais uma opção de transporte e investimentos em novas vias.

Considerado pelo palestrante como “metrolização do ônibus”, o sistema BRT já é um sucesso em países da América Latina como a Colômbia e em cidades brasileiras como Curitiba (desde 1975), custando um décimo do valor de implantação do metrô. Segundo Francisco Ulisses, a Prefeitura de Salvador desenvolve o projeto de implantação do sistema desde 2007 e já possui três fases cumpridas: implantação de bilhetagem, integração das linhas e sistema amarelinho. “A FIFA chegou aqui e incorporou o projeto para a Copa de 2014. Salvador e nove cidades do Brasil optaram pelo BRT em função dos custos, prazos e capacidade, além da tecnologia, que é brasileira, versatilidade, rapidez na implantação e flexibilidade”, justifica, fazendo comparações com a implantação do metrô na capital baiana, que já dura 15 anos e até agora apenas 6 km foram concluídos.

O arquiteto informou que 94% das viagens realizadas em Salvador são por meio de ônibus e que a capital já abriga 700 mil veículos. Para a implantação do sistema BRT serão construídas cinco novas vias, alargadas nove e duplicadas as avenidas Gal Gosta, Orlando Gomes e Regional, Dorival Caymi, Via Aeroporto e Jorge Amado. O custo da obra é de U$ 803 milhões.

Na primeira fase, para atender a demanda da Copa de 2014, Francisco Ulisses afirma que 42 km serão concluídos no trecho entre o Aeroporto e a Lapa e da Calçada para a Pituba. Ele disse que o projeto foi aprovado pelo Governo Federal, que já liberou U$ 570 milhões, e deverá também contar com recursos do Governo do Estado e Prefeitura Municipal.

Opiniões - O engenheiro civil e mestre em Planejamento de Transporte Urbano pela Birmingham University – Inglaterra e doutorando em Energia e Meio Ambiente pela Ufba, Elmo Lopes Felzemburg, destacou problemas como a proliferação do número de usuários de veículos e a falta de vias para os pedestres. Ele, que também atuou no projeto de implantação do metrô de Salvador, receia que o sistema BRT também passe pelos mesmos problemas de atraso na obra.

Já o engenheiro civil e mestre em Engenharia de Sistema de Transporte pelo Instituto Militar de Engenharia (IME/RJ), Horácio Lucateli Costa Brasil, atribuiu os problemas do trânsito de Salvador às crises de gestão nas esferas federal, estadual e municipal. “Os baianos sempre estão ausentes na participação da tomada de decisão. Não fosse a Copa, os projetos iriam para a gaveta”, critica, reforçando que espera agora gestão em tudo que for construído. Ambos profissionais foram convidados para enriquecer o debate sobre o novo sistema de transporte.

Os conselheiros da Câmara de Engenharia Civil ao fim da palestra fizeram questionamentos ao palestrante, deixando clara a dúvida em relação à implantação do sistema até a Copa.

Características - O BRT tem três portas amplas do lado esquerdo, é nivelado com o piso da estação, trafega em pistas totalmente segregadas, opera com velocidade de 35 km/h e pode servir pelo menos 45 mil passageiros por hora. O sistema reduz emissões de CO2, tem programação e controle rigorosos de operação, e têm se tornado a melhor escolha para melhorar a mobilidade urbana em 23 países dos cinco continentes.

A palestra sobre o sistema BRT encerrou o cronograma de trabalho da Câmara de Engenharia Civil envolvendo os profissionais (conselheiros ou não) e suas atividades desenvolvidas fora do Crea-BA. Segundo a coordenadora do grupo, Rute Carvalhal, as palestras motivaram a participação dos conselheiros e suplentes. “Vivenciamos através deste projeto o cotidiano de trabalho dos profissionais fora do Crea”, complementa. Temas como avaliação e perícia, educação e engenharia civil, fiscalização de obras públicas e áreas de risco/chuvas foram discutidos como forma de elaborar propostas para a tomada de decisão da fiscalização do Conselho.
Nadja Pacheco

Fonte: Ascom Crea-BA
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São Paulo: Linha Amarela terá recursos de banco japonês

O governador de São Paulo, Alberto Goldman (PSDB), viajou ontem ao Japão para assinar um contrato de empréstimo para a segunda fase das obras da Linha 4-Amarela do Metrô. O acordo será feito com o Japan Bank for International Cooperation e um consórcio de bancos japoneses.
O valor da operação é de US$ 130 milhões (R$ 226,35 milhões). O montante será usado para a complementação das Estações São Paulo-Morumbi, Fradique Coutinho, Oscar Freire e Higienópolis-Mackenzie, para a construção da Estação Vila Sônia, aquisição de 15 trens e para o prolongamento de 1,5 km de via.
O Tribunal de Justiça de São Paulo decidiu anteontem que o Metrô terá de pagar imediatamente 80% de R$ 2 milhões relativos à desapropriação de dois imóveis na Avenida Santo Amaro, na zona sul, para as obras da Linha 5-Lilás. O valor é questionado em uma ação na Justiça. Para o TJ, o proprietário não pode esperar a decisão final.

Fonte: Estadão
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Ex-prefeito de Bogotá defende, no Rio, vantagem do sistema de ônibus expresso em relação ao metrô

sábado, 13 de novembro de 2010

“O transporte de massa é a única solução para uma cidade grande. Mas qual transporte de massa escolher? O sistema de metrô é muito bom. Mas o BRT é igualmente bom ou melhor. É muito mais barato, para começar”. Quem afirma é Enrique Peñalosa, prefeito de Bogotá entre 1998 e 2002 e responsável por uma mudança na malha viária da capital colombiana a partir de 2001, quando entrou em circulação a primeira linha de BRT (Bus Rapid Transit, ônibus que circulam em faixas segregadas) da cidade, a TransMilênio.
Criado nos anos 70 em Curitiba, durante o governo de Jaime Lerner, e aperfeiçoado em Bogotá, onde há duas faixas para esse tipo de veículo, o BRT chegará ao Rio de Janeiro nos próximos anos com no mínimo quatro linhas: a TransOeste, que vai ligar a Barra da Tijuca a Santa Cruz, na zona oeste, por um custo de R$ 692,1 milhões, e que já está sendo construída; a TransCarioca, que ligará o Aeroporto Internacional Tom Jobim à Barra, que custará R$ 1,2 bilhão; a TransOlímpica, ligando Deodoro à Barra, com custo de R$ 2 bilhões; e a Transbrasil, um corredor cortando a Avenida Brasil de Santa Cruz, na zona oeste, ao Caju, na zona portuária, passando por quase 30 bairros – este, ainda sem orçamento aprovado. As quatro linhas fazem parte da reformulação viária da cidade para a Copa do Mundo de 2014 e para as Olimpíadas de 2016.
Para Peñalosa, que participou de um painel no 14º Etransport, congresso sobre transporte que terminou hoje na Marina da Glória, no Rio, a cidade faz bem em apostar nos BRTs. “O quilômetro de metrô custa em torno de 250 milhões de dólares, enquanto o quilômetro de BRT sai a 15 milhões de dólares, em média. Uma linha leva um ano e meio para ser construída, enquanto no metrô o tempo é de quatro ou cinco anos. O metrô é mais rápido, é verdade. Mas o tempo de viagem no BRT muitas vezes é menor, porque há estações mais próximas, o que diminui o deslocamento a pé, e o tempo de espera entre um carro e outro é menor. Além disso, numa cidade linda como o Rio, cheia de gente bonita, não é agradável ter que se enfiar debaixo da terra, como um rato”, destacou o ex-prefeito, em uma veemente defesa dos ônibus.
A TransMilênio de Bogotá tem hoje 84 quilômetros, com mais 30 sendo construídos. Segundo Peñalosa, o plano é haver uma expansão contínua, até chegar a cerca de 400 quilômetros. Nas ruas atendidas pelos BRTs, outra vantagem é a diminuição da poluição. “Na Carrera 7ª, que não tem TransMilênio, a emissão de poluentes é 300 vezes maior do que na Via Caracas, por onde passam dez vezes mais passageiros ao longo de um dia – graças ao TransMilênio”, afirmou.
Peñalosa, no entanto, avisa que nem o sistema de BRT nem a expansão do metrô vão acabar com os engarrafamentos no Rio de Janeiro. “Não esperem que isso aconteça. Os únicos jeitos de acabar com engarrafamento são fazer sistema de rodízio de carros, diminuir o número de estacionamentos de rua, cobrar pedágios e taxar o combustível. A taxação do combustível acontece, por exemplo, na Colômbia. É de 25%, dinheiro revertido para a melhoria do transporte público. Só assim as pessoas deixam os carros em casa”, alerta.

Fonte: Veja
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Tecnologia para melhorar o trânsito das grandes cidades

Mobilidade urbana é um tema que, cada vez mais, está intimamente ligado aos investimentos e melhorias no transporte público. De fato, esse é um consenso entre os especialistas e deve ser alvo de atenção do Poder Público. Contudo, não podemos deixar de fora da discussão a base da política de expansão urbana do país: automóveis. Acredito que a aplicação de tecnologia pode tornar menos árdua a tarefa diária de circular nos grandes centros urbanos, e a adoção de ITS (sigla em inglês para Sistemas de Transporte Inteligente) também deve constar da pauta de mobilidade urbana.

CRESCIMENTO ECONÔMICO x CAOS NO TRÂNSITO

A estabilidade econômica e a melhoria na distribuição de renda contribuíram para o desenvolvimento das regiões urbanas, e como conseqüência, do aumento da frota nacional. Uma crise em 2008/2009 foi minimizada pelo Governo com a redução de IPI para os automóveis. Resultado: mil novos licenciamentos por dia apenas na cidade de São Paulo. A metrópole, que já sofre com uma frota de cerca de 6 milhões de automóveis, caminha para um colapso em suas ruas e avenidas. Dados do Ministério das Cidades indicam que o automóvel responde por um terço da mobilidade urbana do Brasil. Esta é a nossa realidade.

Na medida em que o tamanho da cidade aumenta, aumentam seus problemas de trânsito e as soluções se tornam cada vez mais complexas. Prova disso é que cidades como Londres e Cingapura, já tendo esgotado todas as alternativas, optaram pela restrição de veículos em suas regiões centrais: o "pedágio urbano". Ainda que a renda seja revertida para investimentos no Transporte Público, não se pode ignorar o fato de que é uma medida autoritária, que interfere no direito de ir e vir dos londrinos.

Acredito que toda medida restritiva, como o pedágio existente no exterior, ou o rodízio de veículos da cidade de São Paulo, são problemáticos e só devem ser adotados em última circunstância. Seu efeito, infelizmente, nem sempre é o esperado, e em São Paulo, mesmo com o rodízio, volta e meia surgem propostas de implantar a cobrança do famigerado "pedágio urbano" por aqui. Creio que, antes de tomar tais medidas, algumas tecnologias deveriam ser consideradas pois efetivamente podem melhorar o trânsito das nossas cidades.

TECNOLOGIA PARA ORGANIZAR O TRÁFEGO URBANO

O primeiro passo para todo trabalho de engenharia de tráfego é o mapeamento das ruas e o levantamento dos dados. Hoje isso é facilitado pelas novas tecnologias, e já é possível contar com o mapeamento por satélite e a simulação virtual. Como em um "video game", o computador digitaliza toda a região e analisa os dados obtidos pelos controladores para prever os mais diversos cenários de trânsito e as melhores soluções viárias. Isso sem investir dinheiro público em obras que demoram a ficar prontas e das quais não sabemos a real eficiência até que estejam prontas.

Outra tecnologia que já está em uso em algumas cidades, e é 100% nacional, é o Controle de Tráfego Automático em Tempo Real: os semáforos alteram o tempo de abertura conforme varia o fluxo de veículos, elevando a eficiência do sistema como um todo. Esta tecnologia foi desenvolvida em conjunto com a Universidade Federal de Santa Catarina e já é adotada no município de Macaé, RJ. Lá, os semáforos são todos controlados pela central via celular, são sincronizados por satélite e modificam o tempo de abertura conforme o fluxo das vias. Com investimento baixo, a cidade conseguiu reduzir o tempo das viagens em até 35% e está preparada para o crescimento da sua malha urbana decorrente da intensa atividade petroleira na região.

Estes são apenas dois exemplos de uso da tecnologia em favor do trânsito das grandes cidades. Há também a possibilidade de câmeras de monitoramento, câmeras inteligentes capazes de detectar as placas dos veículos e eliminar as blitz que bloqueiam faixas. Utilizadas em conjunto com o sistema de controle dos semáforos, as tecnologias podem auxiliar e agilizar os serviços públicos, facilitando o deslocamento de ambulâncias, bombeiros e viaturas policiais.

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Passagens rodoviárias de Cuiabá terão aumento de cerca de 6% hoje

Depois do anúncio do aumento no preço do transporte coletivo em Cuiabá e Várzea Grande, agora é a vez do reajuste anual da tarifa dos ônibus das linhas rodoviárias em todo o Estado. Os novos preços das passagens serão definidos hoje em sessão regulatória realizada pela Agência de Regulação de Serviços Públicos Delegados de Mato Grosso (Ager).

O Sindicato das Empresas de Transporte Rodoviário de Passageiros de Mato Grosso (Setromat) pediu reajuste de 6,29% nas passagens do transporte coletivo intermunicipal. Atualmente, 20 empresas fazem as 105 linhas do Estado.

“Esse valor passou por avaliação da Coordenação de Estudos Econômicos da Ager e será debatido amanhã [hoje] durante a sessão. Não dá para saber ainda se será ou não aprovado”, disse a presidente da Ager, Márcia Vandoni.

O relator da proposta de aumento da tarifa é o diretor da área de Energia e Saneamento da Ager, Pedro Paulo.

Caso o reajuste de 6,29% pedido pelo Setromat seja aceito, o valor de uma passagem entre Cuiabá e Rondonópolis, que hoje custa em média R$ 38 hoje, passará para R$ 40,39, por exemplo.

Já o trecho Cuiabá-Sinop, cujo preço médio é R$ 92, passaria para R$ 97,78 com o novo aumento. Ainda não há data para quando os novos preços serão colocados em vigor. O último reajuste foi de 4,99% e entrou em vigor no dia 2 de setembro do ano passado.

A reportagem não conseguiu entrar em contato com a diretoria do Setromat para falar sobre o pedido de reajuste de 6,29%.

TRANSPORTE URBANO - A partir de domingo, as tarifas de ônibus de Cuiabá, Várzea Grande e o intermunicipal ficarão mais caras. Na Capital, vai dos atuais R$ 2,30 para R$ 2,50; em Várzea Grande e no intermunicipal as passagens passam de R$ 2,20 para R$ 2,40. A medida afetará mais de 232 mil pessoas que utilizam diariamente o transporte coletivo nas duas cidades.

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Bilhete Único Carioca não terá extensão de prazo

O secretário municipal de Transportes, Alexandre Sansão, disse, nesta quinta-feira, que não haverá mudanças a curto prazo no tempo do Bilhete Único Carioca. Atualmente, o período para embarcar em um segundo ônibus é de 2 horas. Segundo Sansão, o momento é de adaptação dos passageiros e de avaliação do sistema por parte da prefeitura.
— Acreditamos que nossa estimativa de duas horas é correta para atender a totalidade das pessoas. Vamos avaliar, pelo menos durante uns dois ou três meses. Depois, se for necessária uma adequação no tempo, vamos fazer. Com o bilhete único, temos certeza de que o padrão de transportes nessa cidade vai mudar — garantiu o secretário.
A auxiliar de serviços gerais Elaine Sousa, de 40 anos, está satisfeita com o benefício. Acostumada a ir de Ramos à Leopoldina, onde pega um outro ônibus para o trabalho em Ipanema, ela acha que está economizando.

— Está dando tempo direitinho para utilizar o serviço pagando só uma passagem. Como começou agora ainda não deu pra ver o resultado. Mas espero que, ao fim desse mês, eu sinta a economia no bolso — comemorou.

Já o funcionário público Marco Antônio de Oliveira, de 46 anos, está conseguindo aproveitar bem o benefício. Segundo ele, como o trajeto entre Marechal Hermes e a Central não costuma estar engarrafado, dá tempo de sobra para pegar a segunda condução.

— Aqui na Central pego um ônibus para Manguinhos. Agora, com o bilhete único, gasto praticamente metade do dinheiro que gastava com transporte. Tenho muitos amigos que reclamam, mas eu consigo fazer a conexão a tempo — disse Marco Antônio.

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DFTrans disponibiliza três novas linhas de ônibus no SIA

Os moradores do Setor de Indústria e Abastecimento (SIA) foram beneficiados, nessa semana, com três novas linhas de ônibus. O Transporte Urbano do Distrito Federal (DFTrans) disponilizou-as após uma solicitação da Administração da região. Duas delas já existiam, mas tiveram os trajetos alterados. Uma terceira foi incorporada para beneficiar os usuários.

Seis coletivos farão parte da mudança. Segundo a assessoria de imprensa do DFTrans, a linha 80.2, que já existia, teve o trajeto alterado e agora faz integração com o metrô. Dois microônibus da Cooperativa Mista dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Passageiros do Distrito Federal (Cootransp) vão realizar 18 viagens no trecho Metropolitana - Núcleo Bandeirante - Candangolândia - Park Shopping - Feira dos Importados - SIA Trecho 7.

Outros três microônibus da linha 124.7 irão substituir uma outra linha que já existia, a 0.96. Eles farão 27 viagens de ida e 25 de volta no trecho Candagolândia - Metrô - Feira dos Importados - Sudoeste. As linhas serão operadas pela Cooperativa dos Profissionais de Transporte de Samambaia (Coopatram).

Já a nova linha 124.3 contará com um veículo, operado pela empresa Riacho Grande. De acordo com o DFTrans, essa linha não existia antes e agora fará o trajeto Rodoviária do Plano Piloto - SIA - Feira dos Importados - Trecho 7 - Setor de Transporte Rodoviário e Cargas.
 
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Salvador: Linhas de ônibus são reforçadas para atender vestibulandos da UFBA

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

A Superintendência de Trânsito e Transporte do Salvador (Transalvador) vai realizar operações especiais de trânsito e transporte na cidade no domingo (14) e na segunda-feira (15), a partir das 8h.
Para garantir a mobilidade urbana e deslocamento de quase 28 mil candidatos ao vestibular da Universidade Federal da Bahia (UFBa), durante os dias de realização dos exames, as linhas de Transporte Coletivo (STCO) vão rodar com frota máxima de dias úteis, ou seja, 558 linhas com 2460 veículos, das 5h às 11h.
Além do reforço no STCO, a Transalvador vai atuar na fiscalização de trânsito com 40 viaturas, 11 motos e 97 agentes.

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Faixa exclusiva para ônibus será ampliada em João Pessoa

A partir da próxima semana, os usuários de transportes coletivos de João Pessoa notarão uma grande diferença no cumprimento dos horários dos ônibus. É que a Superintendência de Transportes e Trânsito de João Pessoa (STTrans) anunciou que as faixa exclusivas para ônibus terão um aumento significativo de extensão favorecendo a área concentrada do Parque Sólon de Lucena (Lagoa), seguindo até o Terminal de Integração pela ruas Miguel Couto e Cardoso Vieira, retornando à Lagoa pela Avenida Sanhauá, passando pela Rua Padre Azevedo, Avenida Guedes Pereira e, por fim, pela Avenida Padre Meira. Segundo Mário Tourinho, diretor executivo da Associação das Empresas de Transportes Coletivos de João Pessoa (AETC-JP), a área contemplada com as faixas exclusivas é a responsável por boa parte dos atrasos de coletivos nas horas de pico. “Com essas faixas, os motoristas enfrentarão menos congestionamentos e poderão cumprir os horários das viagens, o que não está ocorrendo, em algumas linhas, função dos constantes atrasos por causa dos engarrafamentos”, afirma Mário.
A instalação de faixas exclusivas para ônibus é uma solução que causa efeito a curto prazo e que visa melhorar a fluidez no trânsito das grandes cidades. Com o aumento anual do número de veículos de passeio circulando em vias públicas, a tendência é que os congestionamentos fiquem cada vez mais freqüentes e extensos a cada ano. O objetivo das faixas exclusivas para o transporte coletivo é facilitar a circulação dos ônibus, dando-lhes mais mobilidade.
“Vários atrasos ocorridos na cidade são decorrentes dos congestionamentos e problemas nas vias urbanas face ao número de veículos em circulação. Isso prejudica as empresas e, mais que isso, os próprios usuários que passam mais tempo nas paradas aguardando”, destaca Mário que afirma ainda que a mudança vai influenciar, inclusive, no bem estar dos operadores, principalmente, dos motoristas.
Mário Tourinho elogia a iniciativa da STTrans em escolher o Centro da cidade para a instalação das faixas exclusivas, mas identifica vários outros pontos de congestionamento que precisam ter soluções que aumentem a velocidade média dos ônibus. “A STTrans foi feliz na escolha do local de ação, pois é um dos “gargalos” do trânsito na Capital, principalmente em horários de pico, quando a circulação de veículos de passeio é maior. Tenho certeza que a solução causará uma grande impacto no trânsito, mas é necessário um acompanhamento em outras áreas da cidade que também sofrem com engarrafamentos para que o trabalho não seja em vão, à exemplo das avenidas principais dos Bairros dos Bancários e de Mangabeira”, sugere.
A sinalização horizontal (marcação, pintura viária e taxões) foi implantada no último fim de semana e os ônibus já passaram a contar com uma faixa exclusiva para eles. No entanto, apenas com a implantação da sinalização vertical (placas de regulamentação e advertência), que termina essa semana, os veículos de passeio terão que se adequar à mudança, deixando de utilizar a faixa exclusiva aos ônibus. Durante o mês de novembro, não será aplicada nenhuma penalidade aos motoristas que desobedecerem às novas regras. Neste primeiro momento, a intenção da STTrans é orientar os motoristas e para isso, fiscais de trânsito serão colocados nas ruas em que devem ser instaladas as faixas exclusivas para ônibus. A partir de dezembro, motoristas que trafegarem pelas faixas exclusivas sofrerão as sanções cabíveis à infração.

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Belém: Usuários não acreditam em ônibus “de graça”

Um sonho que não vai se realizar. É com esta impressão que muitas pessoas em Belém ficaram após a notícia da aprovação do projeto de lei, que garante a gratuidade aos usuários de transporte coletivo um domingo de cada mês. “Seria muito bom, um verdadeiro sonho. Mas, acho impossível isso se tornar concreto. Vantagem para o povo assim? Do nada? Difícil de acreditar”, disse o vigilante Valdener Melo.
O projeto foi aprovado na última terça-feira, na Câmara Municipal de Belém por unanimidade de 21 votos. Para ser colocado em prática, depende apenas da sanção do prefeito de Belém, Duciomar Costa, que deve receber a matéria na próxima semana e terá um prazo de 45 dias para vetar ou sancionar a nova lei.
As estudantes Camila e Melissa, que dependem de ônibus todos os dias, disseram que se a lei for sancionada, o benefício para os usuários será bom, porém, temem o comportamento dos motoristas dos coletivos. “Eles já não gostam de parar nem para idosos e pessoas que pagam meia-passagem, imagina para quem não vai pagar nada”, afirmou a jovem Camila Campos. Na opinião de Melissa, a maior preocupação será a drástica redução dos ônibus. “Aos domingos e feriados, os ônibus já demoram para passar. Nos domingos em que for de graça, aí é que eles vão reduzir mesmo”.

OTIMISMO

Diferente dos problemas cogitados pela população, o autor do projeto, vereador Otávio Pinheiro (PT), está otimista e afirmou que não haverá grandes transtornos. “O projeto é simples e claro. É uma prestação de contas das empresas com a população,”, ressaltou.
Segundo ele, a ideia de escolher um domingo do mês para a gratuidade nos ônibus, surgiu a partir da necessidade da população. “Pensamos em datas comemorativas como o Dia das Mães, Dia dos Pais, datas em que as pessoas se deslocam para o lazer”, explicou Pinheiro.
O parlamentar disse ainda que caberá à Companhia de Transportes do Município de Belém (CTBel), fiscalizar e cobrar o funcionamento da lei. Na opinião do vereador, os empresários irão acatar o projeto, já que um dia de gratuidade por mês, não iria afetar os bolsos das empresas.

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Sistema VLT já é uma realidade no Cariri

Há um ano, o VLT do Cariri é uma solução de transporte público ainda subutilizado.
Dezembro é o mês que marca o primeiro ano do metrô do Cariri, como é chamado o veículo leve sobre trilhos que circula por quase 14 quilômetros entre as cidades de Juazeiro do Norte e Crato, na região sul do Ceará, chamada de Cariri por causa da tribo que escolheu este vale fértil em pleno sertão para fazer morada.
É um presente antecipado de aniversário o espaço que o programa “Cidades e Soluções” abriu para mostrar este símbolo de modernidade numa terra em contradição ambiental. O VLT – transporte ambientalmente mais correto que o ônibus e a van – passa à porta de milhares de famílias que ainda não têm saneamento básico.


Aqui, a taxa chinesa de crescimento do Nordeste não se reflete em investimentos na economia verde. Pelo contrário, só para ficar num único exemplo, a construção civil impulsiona uma especulação imobiliária que avança sobre a Chapada do Araripe, a encosta de remanescente de floresta responsável pela recarga do aquífero que dá a este pedaço dos trópicos o apelido de oásis do sertão.
O VLT do Cariri é, talvez, o único avanço da economia verde. A iniciativa é um exemplo de upcycling gigante, reutilizou a ferrovia que já existia. Foi a locomotiva de uma solução para outras cidades (Sobral, também no Ceará, Maceió, Recife, Macaé, no Rio), que também pensam em adotar a mesma alternativa de transporte público, quando essa primeira experiência completa um ano.
Como repórter da TV Verdes Mares Cariri, afiliada da Rede Globo na terra do Padre Cícero, acompanho o cotidiano do VLT desde a sua inauguração.
Ele foi notícia quando os aparelhos de ar-condicionado pifaram pela primeira vez, quando um dos dois veículos se chocou com um carro, quando os primeiros passageiros embarcaram. Continuou sendo notícia quando deixou de apresentar problemas próprios da adaptação, entrou nos trilhos de vez e virou uma alternativa para os caririenses. Em um ano, o metrô do Cariri é um sucesso ainda subutilizado, transporta menos da metade do que pode.

O VLT ainda é visto mais como cartão postal ambulante e menos como uma alternativa segura e barata (a passagem custa R$ 1 ante R$ 1,30 da van e do ônibus) de transporte público. Em Juazeiro do Norte, cidade mais populosa, com quase 250 mil habitantes, as estações ficam longe demais do centro. A companhia que gere o VLT do Cariri promete uma integração com ônibus que vai aumentar a quantidade de passageiros.
Como jornalista, a gente tem cobrado essa solução, prevista para este mês de novembro. Mesmo transportando menos do que pode, o VLT já é uma alternativa para estudantes e trabalhadores. Crato e Juazeiro do Norte (que já formaram o mesmo município até 1911, quando este se emancipou daquele) tem como destino a união, desta vez via urbanização. O VLT, ou melhor, o metrô do Cariri só reforça esse laço, que foi atado pelo Padre Cícero, “filho” do Crato e “pai” de Juazeiro, como gostava de dizer.

Por Paulo Henrique Rodrigues, repórter da TV Verdes Mares Cariri, CE.


Fonte: Globo News
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VLT x BRT. Salvador ainda tem discussão sobre tipo de transporte

Faltando pouco mais de três anos para o início da Copa do Mundo de 2014, Salvador, sede candidata a abertura do evento, ainda tem uma discussão sobre qual modelo de transporte urbano será adotado. Em fase final de estudos para implantação o Bus Rapid Transit (BRT), com seus ônibus articulados e corredores de tráfego, parece ser o que resolve de maneira mais rápida a questão, já que sua implantação é feita em médio e curto prazo e foi o escolhido pelo governo federal para ser o sistema a ser usado por Salvador.Mas nos últimos dias o senador eleito, Walter Pinheiro, trouxe à tona novamente a utilização do sistema de Veículo Leve sobre Trilho (VLT). No domingo (07) em seu twitter, Pinheiro disse: “VLT. Tempo suficiente, e outra alternativa seria aproveitar o equipamento ‘rodante’ do metrô, colando-o no eixo Acesso Norte-Lauro de Freitas” referindo-se a construção de um corredor do sistema que seria integrado a estrutura já pronta do metrô, assunto que voltou a ser tocado por ele em entrevista ao Jornal A Tarde na quarta-feira (10).
Um dos idealizadores do projeto do BRT, e membro da Secretaria Municipal do Transporte e Infraestrutura de Salvador, Francisco Ulisses, disse hoje (12), durante o evento ‘Projetando o Brasil 2014 – 2016′, no Hotel Catussaba, que “essa discussão é uma discussão morta desde 2009, aliás o VLT não permitirá o avanço do metrô”. Segundo Francisco a intenção é de que as obras já comecem no primeiro semestre do ano que vem, tendo inclusive verba já depositada pela Caixa Econômica Federal.
Enquanto as autoridades decidem se vão rodar trens ou ônibus a população espera por uma decisão sobre qual o sistema vai operar na cidade e atender os cerca de 40 mil passageiros de Salvador, isso há 1307 dias da Copa.

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Bilhete Único intermunicipal do Rio tem representado economia de R$ 2,62 por dia para usuários, diz pesquisa

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Em média R$ 2,62. Esse é o valor que os usuários do Bilhete Único (BU) intermunicipal do Rio, implantado em 1º de fevereiro deste ano, têm economizado diariamente em passagens de ônibus, trens, metrô, barcas e vans legalizadas. A conclusão faz parte do estudo "Impactos sociais do Bilhete Único intermunicipal no Grande Rio", divulgado nesta quinta-feira pelo Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas (FGV), encomendado pelo governo do estado. Segundo a pesquisa, o BU tem tido uma influência direta no orçamento familiar, com indícios ainda de que influi na geração de empregos.
De acordo com um balanço apresentado no levantamento, a tarifa subsidiada de R$ 4,40 para viagens intermunicipais de até duas horas e meia (no início eram duas horas), com até uma baldeação, tem levado frequentemente a reduções de mais de 50% no valor da viagem. Nos oito primeiros meses de implantação do bilhete, aproximadamente 1,3 milhão de pessoas utilizaram efetivamente o BU ao menos uma vez, num total de 159 milhões de viagens, em média 780 mil por dia nos últimos meses.
- Espera-se que o Bilhete Único afete inequivocadamente os preços médios das passagens intermunicipais. Mas quando se fala em despesas da população com transportes e tempo médio de viagem, os resultados são ambíguos. Isso porque, com as passagens mais baratas, as pessoas podem passar a fazer mais viagens. Mas com maior liberdade de escolha do modal de transporte que vai utilizar - diz Marcelo Neri, coordenador da pesquisa.
Quanto à geração de empregos, Neri destaca que, com as passagens mais baratas, as empresas têm menos empecilhos para contratar. Como indício de possíveis impactos do BU, ele ressalta que, de 2009 para 2010, aumentou a proporção de empregos formais na Região Metropolitana, onde há o bilhete, em relação ao estado como um todo, de 71,06% para 72,15%, principalmente nos municípios da periferia.

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São Paulo: Ônibus da zona leste estão sujos, aponta vistoria

Passageiros de ônibus do Consórcio Leste 4, que circulam principalmente nos bairros da zona leste da capital, correm risco de contrair doenças por causa do excesso de sujeira nos coletivos. Relatório da SPTrans (empresa que gerencia o transporte municipal) encaminhado ao Ministério Público Estadual indica que metade dos veículos vistoriados possui "condições inaceitáveis de limpeza".

Para o infectologista Carlos Magno Fortaleza, da Unesp (Universidade Estadual Paulista), os usuários devem tomar cuidado para não pegar doenças quando são transportados em ônibus nessas condições. "É preciso aumentar a frequência de limpeza desses locais para diminuir os riscos de esses agentes [bactérias e vírus] atingirem as pessoas", afirma.

Empresas não falam sobre o problema

Questionada sobre as medidas que serão adotadas para que as condições de limpeza das linhas do Consórcio Leste 4 melhorem, a SPTrans (empresa que gerencia o transporte municipal na capital) disse que reforçou a fiscalização nas linhas operadas pelo consórcio.
Segundo a empresa, já foram emitidas 4.338 multas neste ano, ante 3.852 autuações no ano passado.
Já o Consórcio Leste 4 informou, por e-mail, que não pode se pronunciar, uma vez que já foi punido por dar entrevistas sem autorização prévia.
A empresa afirmou que somente a SPTrans poderia comentar o relatório que aponta falhas no transporte coletivo, que foi encaminhado à Promotoria.

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Curitiba: Terminal Pinheirinho ganha novos banheiros

A Prefeitura de Curitiba instalou novos sanitários no Terminal Pinheirinho, maiores que os antigos e adaptados para pessoas com deficiência física, que ficarão abertos 24 horas. Localizadas no pavimento térreo, as novas instalações têm 200 metros quadrados. As instalações já existentes, no subsolo, ficam abertas ao público das 6h às 22h.
O Terminal Pinheirinho foi todo revitalizado. A reforma, a cargo da Secretaria Municipal de Obras Públicas, incluiu a implantação de uma nova plataforma de embarque e desembarque, calçadas, banheiros, sinalização, pintura e novas rampas. A construção da nova plataforma ampliou em 40% a capacidade de atendimento do terminal, por onde passam por dia em torno de 130 mil pessoas.
Usuários do terminal dispõem ainda de salão de cabeleireiro, farmácia, lojas de confecções e armarinhos, doces em geral, casa lotérica, lanchonete, minimercado, banca de revista e papelaria, casa de cosméticos, loja de CDs, relojoaria e joalheria. Além disso, ainda funcionam no terminal o Armazém da Família e o Sacolão da Família.
O terminal, na esquina da avenida Winston Churchill com a rua João Rodrigues Pinheiro, é ligado por canaletas exclusivas diretamente à Linha Verde, novo eixo de transporte inaugurado no ano passado com a entrada em operação da linha Pinheirinho-Carlos Gomes, do sistema Expresso.
Confira as linhas de ônibus que passam pelo Terminal Pinheirinho.
>> Expressos: Biarticulado Pinheirinho e Circular Sul (sentido horário e anti-horário);
>> Interbairros IV;
>> Linhas Diretas (ligeirinhos): Santa Cândida/Pinheirinho; Sítio ercado (sentido anti-horário);
>> Linhas alimentadoras: Fazenda/Pinheirinho; Jardim Ludovica; Vila Machado; Cachimba/Olaria; Araucária/Pinheirinho; Fazenda (direto); Piratini/BR-116; Quartel General; Maria Angélica; Pluma; Londrina; Rio Negro; Pfaff; Pinheirinho/CIC; Pompéia; Cachimba; Pirineus; Jardim da Ordem; Kamyr; Pinheirinho/Zoológico; Snta Rita/ Pinheirinho; Vitória Régia.
>> Madrugueiros – Pinheirinho; Fazenda Rio Grande.
>>  Metropolitanos – Tupi; Quitandinha/Pinheirinho.

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Rio de Janeiro: Governo quer VLT ligando morros da Tijuca ao metrô

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

O governo estadual pretende integrar a estação de metrô da Praça Saens Peña, na Tijuca, na Zona Norte do Rio de Janeiro, aos morros do bairro através de um sistema de monotrilhos. A Secretaria de Obras tem na prancheta um projeto para instalar veículos leves sobre trilhos (VLTs) na região com recursos do PAC 2. A linha, segundo o secretário Hudson Braga, teria seis quilômetros, e se estenderia até a Praça Afonso Vizeu, no Alto da Boa Vista, na entrada do Parque Nacional da Tijuca.
Os morros atendidos seriam os do Salgueiro, Formiga e Borel. Pelo projeto, o monotrilho seguiria por um trajeto suspenso, margeando as encostas. Além disso, o sistema serviria como barreira para evitar a expansão das favelas.
- A função principal é a de transportar os moradores desses locais. Mas há um segundo benefício para a cidade: os trilhos funcionariam como um ecolimite, uma vez que pretendemos desadensar a encosta e reduzir riscos de deslizamento – diz o secretário. 

A ideia é que a concessionária Metrô Rio opere o VLT, copiando o modelo adotado no Complexo do Alemão, na Zona da Leopoldina. Lá, o teleférico que se integrará à estação de trem de Bonsucesso será administrado pela SuperVia. A ligação com o metrô se daria por um elevador, semelhante ao construído em Ipanema. Ainda não se decidiu se o VLT será gratuito ou não.

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Painel trata ônibus como trem e avião em Jundiaí

Um painel futurista, onde ícones dos ônibus se movem em tempo real no mapa, com as rotas e paradas, está funcionando na central de gerenciamento do Situ (Sistema Integrado de Transporte  Urbano), do Paço.

“Era proposta de campanha e vai permitir o controle e planejamento de cada linha, permitindo melhorias”, afirmou o prefeito Miguel Haddad (PSDB) na campanha eleitoral de 2008, referindo-se ao GPS, o geoposicionamento por satélite.

Padrões ajustáveis
O sistema é replicado em duas centrais idênticas na Transurb (consórcio de empresas) e na Secretaria de Transportes.

“É um software que vai gerenciar os vários aspectos da frota para a sua produtividade”, diz Luciano Gama, do Fleet Control, consórcio contratado  pelas concessionárias locais ao custo de R$ 1 milhão ao ano, valor que inclui a hospedagem do serviço.

Na primeira central, das empresas, o foco será o controle direto da frota para que problemas de trânsito, por exemplo, possam ser alertados.

“O objetivo não é reprimir os funcionários. Questões como uma parada rápida fora do ponto para pegar um passageiro serão tratadas com bom senso”, diz o empresário Luiz Genioli, da Viação Leme, uma das integrantes da Transurb.

Na outra central, do governo, o foco é fiscalização e planejamento. “O trote será evitado, porque teremos a memória das linhas, paradas e horários”, diz Leslie Tealdi, diretor de transportes. Dados como tolerância de 10 minutos para atrasos e 5 minutos em adiantamentos poderão ser ajustados na própria secretaria.

Implantação gradual
Antes de ser estendido à frota de 285 ônibus da cidade - a conclusão está prevista para o final de dezembro - o sistema está sendo testado em 20 ônibus das linhas 540 (Eloy-Almerinda), 986 (Cecap-Rami) e 521 (Vila Arens-Guanabara).

As empresas do setor dizem que Jundiaí tem 30% da frota de carros particulares em estado irregular e querem trazer mais transporte público, melhorando o sistema de ônibus.

Um dos botões do painel instalado nos ônibus, de pânico, avisa as centrais  sobre ações criminosas contra o transporte coletivo.

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Metrô para e passageiros decidem caminhar pelos trilhos no Recife

Falha no motor parou um trem do Metrô do Recife (Metrorec) entre as estações Afogados e Joana Bezerra, no Recife, por volta das 13h desta quarta-feira (10). A composição fazia a linha Centro e ficou parada por quase uma hora. Irritados com a falta de informação, passageiros acionaram a alavanca de emergência e resolveram seguir pelos trilhos até a Joana Bezerra.
A multidão que seguia pela linha teve de ser ajudada a subir a plataforma por outros passageiros, que aguardavam trem. "Chamei dois rapazes para me ajudar a levantar algumas moças", conta o auxiliar de depósito Sandro Barbosa.
Para o Metrorec, foi essa atitude que levou a uma maior paralisação do sistema, que voltou ao normal perto das 14h. "Quando um passageiro desce para os trilhos, todo o sistema tem que parar, por medida de segurança. Se eles tivessem ficado nos vagões, o trem seria rebocado em dez minutos e tudo estaria resolvido", avisa o diretor regional de Operações do Metrorec, João Dueire.
No entanto, quem estava dentro da composição reclamou que não recebeu nenhuma informação sobre o motivo da parada brusca. "Estamos há mais de meia hora aqui sem saber de nada. Tem um monte de gente em pé", desabafou o professor Romero Santana, 32, por telefone, enquanto permanecia preso em um dos vagões.

Fonte: JC Online
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SPTrans informa desativação e alteração de itinerários da Zona Leste

A partir do dia 20 de novembro, a linha 3407/41 - Jd. São Pedro – Term. Pq. D. Pedro II será desativada. Este serviço opera somente em dias úteis e no sentido bairro/centro, das 5h20 às 7h20, na qual serve como suporte da linha base, 3407/10 Inácio Monteiro – Term. Pq. D. Pedro II. Em razão disto, a linha base – 3407/10 – terá prolongamento no seu itinerário, fazendo o percurso que o serviço suporte realizava, não deixando de atender os seus usuários habituais. Ressaltamos também que a linha 3759/10 Jd. São Pedro – Metrô Tatuapé terá o seu ponto final transferido para a Rua Cesar Domênico, antiga parada do serviço 3407/41. Assim como no antigo ponto final, a via também fica na lateral da Praça Bom Pastor, na qual não desatenderá os antigos passageiros.

Para informações sobre os trajetos de linhas de ônibus consulte itinerários ou ligue 156.

Linha e itinerário:


3759/10 Jd. São Pedro – Metrô Tatuapé
Ida:
Rua Cesar Domênico, Rua prof. Leôncio Gurgel, Rua Jaraguá do Sul, Rua Luis Matheus, Rua Silvianópolis, Rua Lincoln Junqueira, Rua prof. Leôncio Gurgel, Rua Ana Maria Sirani, seguindo normal.
Volta: normal até a Rua Ana Maria Sirani, Rua Silvianópolis, Rua profa. Lucila Cerqueira, Rua Jaraguá do Sul, Rua prof. Leôncio Gurgel, Rua  Giovanni Quadri, Rua Giacomo Quirino, Rua Cesar Domênico.

Fonte: SPTrans
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ANTP firma convênios com EMTU e prefeitura paulistana para projetos de transporte sustentável

Visando implementar acordo firmado em março último com o Banco Mundial – o qual prevê projetos de transporte sustentável, no valor total de US$8,5 milhões, com o objetivo de reduzir emissões de gases de efeito estufa nas regiões metropolitanas de São Paulo, Belo Horizonte e Curitiba – a ANTP assinou me meados de outubro de 2010 dois convênios bilaterais específicos.

No dia 14 de outubro, foi firmado convênio com a Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU-SP), ligada à Secretaria de Transportes Metropolitanos do Estado de São Paulo, considerando uma série de atividades, entre as quais, o gerenciamento do transporte coletivo e um estudo sobre as alternativas energéticas para o transporte urbano já testadas pela empresa pública.

Em 19 de outubro, foi assinado o convênio com a Prefeitura de São Paulo, com atividades que envolvem a participação da Companhia de Engenharia de Tráfego de São Paulo (CET-SP). Uma das atividades diz respeito à primeira pesquisa de origem-destino de cargas urbanas na capital paulista. Uma outra atividade prevista se refere à elaboração de um inventário de emissões de poluentes, estudo que será realizado pela ANTP. A solenidade aconteceu durante evento em que a prefeitura apresentou um novo protótipo de ônibus híbrido que será testado até o início de novembro de 2010 nas ruas da cidade de São Paulo; desenvolvido pela montadora Volvo, esse ônibus conta com um motor diesel e outro elétrico.

O acordo com o Banco Mundial abrange ainda outras organizações do setor, em duas Regiões Metropolitanas, com as quais a ANTP já firmou convênios bilaterais próprios: a Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans), vinculada à administração municipal da capital mineira, e o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (IPPUC), ligado à Prefeitura de Curitiba. Os recursos são provenientes do Fundo GEF (Global Environment Facility) e são entregues pelo Banco Mundial à ANTP que os repassa às organizações conveniadas.

Fonte: ANTP
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