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No Rio, Novas tarifas nos ônibus intermunicipais passam a valer no sábado

domingo, 30 de março de 2025

A tarifa dos ônibus intermunicipais do estado do Rio de Janeiro vai aumentar a partir da meia-noite do próximo sábado (29). O reajuste foi publicado pelo Detro-RJ (Departamento de Transportes Rodoviários) no Diário Oficial da última quarta-feira (26).

Na região metropolitana, a passagem dos coletivos urbanos — de duas portas — e rodoviários — uma porta — sobe 8,16%. Já no interior, o reajuste será de 8,34% no serviço rodoviário, e de 7,96%, no urbano.

Segundo o Detro, os índices adotaram os critérios de uma metodologia criada para orientar o corpo técnico de diversos municípios.

De acordo com o órgão, foi levado em consideração o aumento do preço dos insumos e os indicadores operacionais, como o tipo de veículo, a quilometragem, a média de passageiros transportados e a região em que circula.

Os novos valores de todas as linhas intermunicipais podem ser consultados numa tabela disponibilizada no site oficial do Detro-RJ.

Informações: RioCard

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Pesquisa revela desafios do transporte público no Brasil

quarta-feira, 29 de janeiro de 2025

A terceira edição da Pesquisa Mobilidade da População Urbana, realizada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) em parceria com a Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU), revela um cenário de desafios para o transporte público no Brasil. Com base em entrevistas realizadas com 10.064 pessoas em 2024, o levantamento aborda os principais fatores que influenciam a escolha dos modais de transporte e aponta direções para o futuro do setor.

A pesquisa evidenciou o impacto da pandemia na mudança de hábitos e deslocamentos, destacando o crescimento do transporte individual e a redução no uso do coletivo. Entre 2017 e 2024, 29,4% dos entrevistados deixaram de utilizar o transporte público, enquanto 27,5% diminuíram sua frequência. A perda de passageiros está diretamente relacionada a questões como conforto insuficiente (28,7%), falta de flexibilidade dos serviços (20,7%) e tempo elevado de viagem (20,4%).

O transporte público também enfrenta desafios relacionados à infraestrutura e ao financiamento. Apesar de 52,7% dos usuários utilizarem o ônibus como única opção de transporte, o modelo atual sofre com a falta de priorização. Dados do levantamento mostram que 60,7% dos passageiros aprovam linhas com faixas exclusivas ou sistemas BRT, que oferecem maior eficiência e qualidade. No entanto, o Brasil ainda necessita de 8.900 km adicionais de infraestrutura para atender adequadamente aos passageiros nas grandes cidades, segundo estimativas da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP).

Outro ponto de destaque é o aumento na posse de veículos individuais. Entre 2017 e 2024, o percentual de entrevistados que possuem carro próprio subiu para 51,8%, enquanto a posse de motos atingiu 20,8%. Esse crescimento é mais expressivo nas classes B e C, refletindo políticas de incentivo fiscal e isenções tributárias para o transporte individual, mas resultando em impactos negativos como aumento do congestionamento e maior poluição. As emissões poluentes dos ônibus (urbanos, rodoviários e de fretamento) representam apenas 0,8% do total das emissões do país, segundo cálculo baseado em informações do Sistema de Estimativa de Emissões de Gases, do Observatório da China.

Soluções em transporte público
Entre as medidas citadas para reverter a queda na demanda por transporte público está a redução ou eliminação das tarifas. A pesquisa aponta que 69,6% dos que abandonaram o ônibus voltariam a utilizá-lo caso o preço fosse reduzido. Além disso, quase 80% dos deslocamentos de ônibus no país são realizados por usuários das classes C e D/E, para os quais a tarifa zero pode representar uma melhoria significativa na renda mensal e inclusão social.

Para Rubens Fernandes, diretor executivo da Associação Valeparaibana das Empresas de Transportes de Passageiros (Busvale), o diálogo regional é fundamental para avançar em soluções práticas. “No Vale do Paraíba, estamos visitando pessoalmente prefeitos eleitos, secretários de mobilidade urbana, representantes nas câmaras municipais e outros agentes públicos para reforçar a importância do transporte coletivo. Nosso objetivo é aumentar o diálogo e conscientizar sobre os benefícios de um sistema integrado e acessível para a população.”

A Busvale também destaca o papel essencial de políticas públicas alinhadas. Manoel Adair, presidente da associação, enfatiza que o trabalho conjunto entre os setores público e privado é indispensável. “A sustentabilidade do transporte público exige ações coordenadas. Investir em infraestrutura, subsídios operacionais e políticas que priorizem o transporte coletivo são passos fundamentais para garantir um serviço de qualidade e acessível para todos.”

A CNT e a NTU reforçam que a solução para os problemas do transporte público depende de uma abordagem integrada. Políticas como escalonamento de horários, ampliação de corredores exclusivos e maior transparência na gestão são consideradas essenciais para fortalecer o sistema.

Os resultados da pesquisa reforçam a necessidade de priorizar o transporte coletivo como pilar para a mobilidade sustentável e o desenvolvimento das cidades brasileiras.

Informações: TVT News

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Prefeitura do Rio diz que vai elaborar plano de ação para criar o BRT Metropolitano

quinta-feira, 9 de janeiro de 2025

Depois de concluir o corredor Transbrasil no último mandato, Eduardo Paes agora quer implantar o chamado “BRT Metropolitano” na cidade. Na prática, explica o prefeito, a ideia é fazer a integração entre os transportes municipais e intermunicipais. Por isso, a elaboração de um plano de ação por parte da Secretaria municipal de Transportes foi determinada pelo município, para pensar medidas que permitam a implementação desse sistema.

— (É para) Passar a tratar com dignidade também a população de Duque de Caxias, São João de Meriti, Nova Iguaçu, que vem (para o Rio), trabalha no Rio de Janeiro, e hoje não está tendo o mesmo tratamento que a cidade do Rio, que pode usar o BRT Transbrasil com mais rapidez, mais conforto e com segurança — disse Paes em entrevista coletiva, logo após tomar posse, na Câmara dos Vereadores do Rio.

Um “modelo ideal” que pode ser seguido é o do Terminal Deodoro, conforme pontuou o prefeito. No local, passageiros vindos da Zona Oeste, de novas linhas de ônibus ou de serviços que foram transferidos para o terminal, inaugurado em setembro de 2023, acessam os serviços dos corredores Transbrasil e Transolímpica. Essa deve ser a ideia seguida no BRT Metropolitano, só que de passageiros vindos da Baixada Fluminense, reforçou Paes.

Na Transbrasil, que tem faixa exclusiva entre os terminais Gentileza e Deodoro, os terminais Missões e Margaridas foram planejados para realizar justamente essa integração com ônibus intermunicipais, mas que acabaram servindo como áreas de manobra para os articulados, conforme noticiado à época da inauguração do corredor da Avenida Brasil.

— O BRT Transbrasil já foi o BRT construído com essa visão metropolitana. A gente tem ali o Terminal das Missões e o Terminal Margaridas praticamente prontos, a gente fez infraestrutura básica. É obvio que isso (funcionamento) depende de uma coordenação metropolitana — observou Eduardo Paes.

Entre os 46 decretos publicados no primeiro Diário Oficial do ano, está um que determina a elaboração, em até 60 dias, de um plano de ação para a expansão do sistema BRT no Rio. A SMTR deverá apresentar “medidas e intervenções que viabilizem e estimulem a integração dos modos municipais de transporte coletivo com os modos intermunicipais”.

Segundo Eduardo Paes, é necessária a compra de mais ônibus para o sistema. Por isso, ele afirma já ter conversado com o presidente Lula para tentar captar recursos do governo federal para isso.

Além dos BRTs, a Avenida Brasil faz parte do trajeto de linhas municipais que fazem ligações entre o Centro e as Zonas Norte e Oeste, além de linhas intermunicipais que se destinam à Baixada Fluminense, sob o chapéu do Departamento de Transportes Rodoviários do Estado do Rio (Detro-RJ), órgão que está em processo de elaboração de um novo edital de licitação para os ônibus intermunicipais.

Informações: O Globo

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Naturgy investirá R$ 300 milhões em infraestrutura para ampliação do projeto Corredores Sustentáveis

quinta-feira, 2 de janeiro de 2025

A Naturgy, distribuidora de gás natural do estado do Rio de Janeiro, investe continuamente no mercado de GNV e acaba de anunciar investimentos na ordem de R$ 300 milhões em infraestrutura para atender ao projeto dos Corredores Sustentáveis. Coordenada pela Secretaria de Estado de Energia e Economia do Mar, a iniciativa pioneira permite que caminhões e ônibus abasteçam com GNV e trafeguem entre os estados da região Sudeste, emitindo menos gases poluentes e de efeito estufa e, também, gerando menos poluição sonora. O primeiro corredor foi implantado na Dutra e a rodovia Washington Luís também já conta com postos adaptados. Atualmente, já são 11 postos nas duas rodovias. Com a conversão dos veículos pesados, a expectativa é aumentar ainda mais a demanda por GNV no estado do Rio, que é o maior consumidor do combustível no país.

“A expectativa é que outras rodovias que ligam o Rio de Janeiro aos estados de São Paulo (BR 101 / Rio - Santos), Minas Gerais (BR 040) e Espírito Santo (BR 101 / Rio – Vitória) também tenham novos postos adaptados. Está no planejamento ainda o abastecimento de rodovias estaduais com grande circulação de caminhões, como RJ 104, RJ 106, RJ 124, entre outras. Existem mais de 100 postos de combustíveis nestas rodovias. No nosso mapeamento inicial, identificamos que mais de 30 postos já teriam as condições mínimas para abastecimento de veículos pesados”, explica Giselia Pontes, diretora comercial da Naturgy.

Hoje, o Rio de Janeiro já é líder em GNV, com aproximadamente 1,7 milhão de veículos leves convertidos e mais de 700 postos instalados. Ao ampliar o mercado para atender a frota pesada, além do desenvolvimento econômico, o estado contribui para uma solução mais sustentável no transporte de cargas e de passageiros. A substituição do diesel pelo gás natural representa redução de emissão de CO2 em torno de 20%, além de diminuição de mais de 90% de material particulado (fumaça preta), contribuindo para a melhora da qualidade do ar e consequentemente para a saúde das pessoas.

“Sabemos que existem mais de 1.000 caminhões movidos a GNV circulando nas rodovias que interligam os estados do Sudeste diariamente. Para que este número continue aumentando, é preciso investir em infraestrutura de abastecimento e, neste sentido, a Naturgy está desempenhando um papel fundamental. O Rio de Janeiro já é referência em abastecimento de GNV para veículos leves e temos certeza que ter uma ampla rede preparada para os pesados incentivará cada vez mais a venda de caminhões movidos a GNV”, afirma a executiva.

Entre as características para atender aos veículos pesados, os estabelecimentos precisam contar com área de manobra e testeira com altura mínima de 6 metros. Além disso, é necessário adaptar o sistema para alta vazão ou investir em novo sistema de abastecimento. Postos que não ainda não abastecem a GNV podem solicitar análise de viabilidade para ligação no site da Naturgy.

*Naturgy também é parceira do RJ Mobilidade Sustentável*

No último dia 16 de dezembro, o Governo do Estado do Rio de Janeiro, por meio da Secretaria de Estado de Energia e Economia do Mar, da Secretaria de Estado de Transportes e do Departamento de Transportes Rodoviários (Detro-RJ), foi lançado o projeto-piloto RJ Mobilidade Sustentável. Desde esta data, as linhas Rio de Janeiro x Barra Mansa e Duque de Caxias x Barra da Tijuca contam com ônibus movidos a GNV.

Durante a cerimônia de lançamento do programa, Katia Repsold, destacou a importância da iniciativa em termos de sustentabilidade e desenvolvimento para o estado do Rio. “Resultado da parceria entre diferentes secretarias e a iniciativa privada, estes ônibus que vamos conhecer hoje serão a pedra fundamental de um caminho para um transporte público mais verde. A transição energética é mais que uma demanda da sociedade, é uma necessidade do planeta. O Rio de Janeiro vem dando um grande exemplo para o país, contribuindo para a redução de emissões de gases de efeito estufa”, ressaltou a executiva.

Considerando apenas a frota de ônibus intermunicipais, há possibilidade de adaptar até 6 mil ônibus. “Inicialmente, os ônibus destas duas linhas do projeto piloto serão abastecidos em postos de combustíveis já adaptados para frota pesada. Ainda não existem garagens abastecidas com GNV, mas isto é totalmente possível. Com o sucesso do projeto e futura compra de mais ônibus movidos a GNV para circulação diária nas linhas municipais ou intermunicipais, a Naturgy poderá abastecer garagens que já estejam sobre a rede de gás ou ainda levar infraestrutura de rede até as mais distantes”, explica Giselia Pontes.

Informações a Imprensa

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Ônibus é pior opção para chegar ao trabalho e carro ganha até do metrô em SP

segunda-feira, 9 de dezembro de 2024

Trânsito congestionado, poluição, gastos com combustível, seguro e manutenção. Muitos são os motivos para trocar o carro pelo transporte público em São Paulo, mas o que se vê na prática é uma frota crescente de automóveis nas ruas da cidade.

A resposta para o paradoxo é dada por uma pesquisa que traduz em números o que moradores de áreas afastadas do centro percebem no dia a dia: é mais rápido chegar à maior parte dos postos de trabalho se o trajeto for feito de carro.

Elaborado pelo Instituto Cidades Responsivas, o Indicador de Mobilidade Urbana aponta que o carro permite ao paulistano acessar quatro vezes mais postos de trabalho em um tempo de deslocamento de até 45 minutos em comparação ao transporte público, considerando ônibus e metrô.

Transformando isso em um índice, o automóvel tem uma nota 1,03, sendo que 1 representa a existência de vagas de emprego em quantidade similar à de residências. Já o indicador do transporte público é de 0,23.

O automóvel ainda alcança sete vezes mais empregos no mesmo intervalo quando o trajeto considera áreas em que o ônibus é a única opção de transporte público. Ou seja, neste caso, o indicador do ônibus é de 0,14. É o segundo pior do Brasil entre as capitais avaliadas, perdendo apenas para o Rio de Janeiro, cujo índice é de 0,13.

A eficiência média do carro cai quando comparada ao metrô de São Paulo, que tem indicador de mobilidade de 0,41. Mesmo assim, o veículo individual ainda alcança duas vezes mais empregos do que se o percurso fosse realizado pelos trilhos.

O estudo contabiliza os postos de trabalho acessíveis em deslocamentos de até 45 minutos a partir de residências localizadas em São Paulo e em outras sete capitais brasileiras.

Para chegar aos índices, pesquisadores cruzaram dados do Cadastro Nacional de Endereços para Fins Estatísticos, do IBGE, e da Rais (Relatório Anual de Informações Sociais), do Ministério do Trabalho. O estudo não considera empregos informais.

O tempo dos deslocamentos realizados entre 6h30 e 8h em dias úteis foi obtido a partir de simulações feitas nas plataformas Mapbox, para os realizados com automóveis, e de rotas do Google, para o transporte público.

A explicação para tamanha vantagem do automóvel está no histórico do planejamento urbano da cidade, especialmente pela construção das marginais dos rios Tietê e Pinheiros, segundo os responsáveis pela pesquisa.

Cortando a capital de leste a oeste e de oeste a sul, esses eixos rodoviários tornam significativamente mais postos de trabalho acessíveis em intervalos mais curtos para quem mora longe do centro expandido, segundo Guilherme Dalcin, cientista de dados do Instituto Cidades Responsivas.

Desenvolvida para privilegiar o transporte individual, a malha viária de São Paulo possibilita não somente alcançar de carro mais áreas distantes em até 45 minutos dentro da cidade, mas também destinos em municípios vizinhos.

Também joga a favor do automóvel a concentração de empregos em poucas áreas da cidade em contraposição à maior presença de moradias nas periferias, segundo a diretora do Cidades Responsivas, Luciana Fonseca. “Há lugares com mais empregos e com o carro você vai direto para eles”, comenta.

São exemplos disso as regiões das avenidas Brigadeiro Faria Lima e Engenheiro Luiz Carlos Berrini. Localizadas no eixo da marginal do rio Pinheiros, entre as zonas oeste e sul da capital, as vias são dois grandes polos geradores de empregos, mas possuem baixa oferta de metrô.

O crescente número de carros chegando às ruas de São Paulo anualmente, enquanto a frota de ônibus vem caindo, reflete a percepção da população quanto à baixa eficiência dos meios coletivos.

Em 2010, a frota de ônibus da capital era de 15.003. Esse número vem diminuindo ano a ano e, em 2023, chegou a 13.300, segundo dados da São Paulo Transportes compilados pela Secretaria Municipal de Urbanismo.

Existem menos ônibus porque o número de passageiros também é menor. Os embarques diários caíram de 10 milhões para 7,3 milhões, segundo a prefeitura.

No mesmo intervalo, a quantidade de automóveis subiu de 5 milhões para 6,2 milhões, de acordo com números do Detran, também organizados pelo setor de urbanismo da prefeitura.

Se por um lado o uso do carro parece eficiente para o cidadão, por outro, a escolha é ruim para a eficiência da cidade.

Mudar essa lógica depende do planejamento urbano. Para Fonseca, São Paulo deu passos na direção certa ao aprovar, em 2014, e manter, em 2023, um Plano Diretor que estimula construções de residências e postos de trabalho próximos ao transporte público.

A pesquisadora ainda destaca que aproximar moradias do trabalho não é a única estratégia para tornar a cidade mais compacta. Ela defende a criação de postos de trabalho em áreas com grande concentração de moradias e revisões em intervalos mais curtos do planejamento urbano para correções mais certeiras do crescimento das cidades.

Nesse sentido, Fonseca diz ser positivo que o planejamento paulistano, refeito a cada 15 anos, conte com uma revisão intermediária. “Acho que é preciso ler a cidade em tempo real, e o Plano Diretor de São Paulo tem essa preocupação”, diz.

Sobre a eficiência do transporte coletivo paulistano, a gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) diz ter melhorado o sistema com ônibus maiores e mais modernos, além de ter implantado 54 quilômetros de faixas exclusivas e ter inaugurado o transporte aquático na represa Billings.

A Secretaria dos Transportes Metropolitanos, subordinada ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirma ter quatro linhas de metrô e trem em obras que vão garantir 20 novas estações e mais 24,7 quilômetros de trilhos.

CLAYTON CASTELANI / Folhapress

Informações: Folha de São Paulo

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Mercedes-Benz inicia ampliação da fábrica de ônibus no Brasil

sexta-feira, 29 de novembro de 2024

A Mercedes-Benz começa a expandir sua fábrica de ônibus em São Bernardo do Campo, no ABC paulista. Conforme o gerente da linha de produção da empresa, Alexandre Nunes, o novo espaço será destinado à nova linha de ônibus elétricos da fabricante.

Por ora, a Mercedes-Benz produz na planta o chassi elétrico eO500U. Porém, já anunciou que em breve dará início à produção da versão articulada, batizada de eO500UA. Além disso, a ampliação da fábrica visa a produção de futuras novas linhas de ônibus elétricos.

Além disso, outra novidade é que a nova área também terá o espaço para a realização dos testes com os veículos após saírem da linha de montagem. Seja como for, o objetivo é permitir a avaliação tanto dos modelos elétricos quanto dos com motores a diesel.

Fábrica 4.0
Seja como for, a fábrica de chassis de ônibus da Mercedes-Benz atende aos preceitos da indústria 4.0. E ocupa uma área de 48 mil m².

O local é subdividido entre a linha de produção de chassi para ônibus urbano, o que compreende a fabricação dos modelos convencionais Padron. Assim como micro-ônibus e o chassi para o transporte de valores. 

Já uma outra parte da fábrica é dedicada à montagem dos ônibus rodoviários. E dos urbanos articulados e biarticulados.

Conforme Nunes, a linha recebe essa divisão, porque a produção dos veículos menores é mais simples frente aos rodoviários e articulados que contam com peças modulares e soldadas durante o processo de produção.

Seja como for, atualmente 80% dos veículos feitos na planta são rodoviários, devido à sazonalidade do período de férias que se aproxima. Levado também pelo aquecimento do turismo. 

Todavia, no resto do ano, 80% da produção é direcionada aos chassis urbanos. Afinal, a Mercedes-Benz tem mais de 50% desse mercado. 

Informações: Estradão

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Curitiba renova frota com mais 95 ônibus Volvo B320R

segunda-feira, 28 de outubro de 2024

Reconhecida por abrigar um dos melhores sistemas organizados de transporte urbano de passageiros do Brasil, Curitiba (PR) começa a receber as primeiras unidades de um lote de 95 novos ônibus Volvo B320R. Produzidos no complexo industrial da marca na capital paranaense, os chassis rodarão no sistema Ligeirinho, como são conhecidos os veículos nas cores prata ou cinza que trafegam em roteiros complementares das linhas expressas e interbairros, com embarque e desembarque em nível nas estações-tubo.

Os ônibus foram adquiridos pelas empresas Expresso Azul, Autoviação Redentor, Viação Cidade Sorriso, Transporte Coletivo Glória, Autoviação São José dos Pinhais e SPE Via Mobilidade. O B320R é o chassi Padron da Volvo, com capacidade para até 80 pessoas, com 13,20 metros de comprimento. Encarroçados pela Caio e Marcopolo, os chassis deverão ser entregues em sua totalidade até o final do ano. As aquisições dão sequência à renovação da frota de Curitiba, que soma cerca de 1.100 veículos.

“Estamos orgulhosos de promover mais uma grande venda para operadores que atuam em Curitiba, a cidade que a Volvo escolheu para ser sua casa brasileira há quase 50 anos”, afirma Paulo Arabian, diretor comercial da Volvo Buses no Brasil. A capital do Paraná é considerada a origem do BRT, o sistema que utiliza ônibus em corredores exclusivos, com embarques em nível e bilhetagem pré-paga para dar mais agilidade ao transporte coletivo de passageiros. “Acompanhamos de perto as necessidades da Prefeitura, do órgão gestor do sistema e dos operadores. Estamos contentes pela cidade mais uma vez investir em ônibus novos, seguros e de alta qualidade”, destaca o executivo.

Silencioso e econômico

O B320R tem motor traseiro e é um chassi de grande conforto e baixo nível de ruído. Além disso, a versão urbana possui uma caixa de câmbio automática, que permite trocas de marcha muito suaves e um excelente custo operacional para as empresas.

Os novos ônibus de Curitiba são o mais recente lançamento da marca e estão chamando a atenção de transportadores de todo o País, em cidades como Ribeirão Preto, Brasília e Rio de Janeiro. “Os resultados mostram também um excelente consumo de combustível. Assim como nos modelos rodoviários, os chassis urbanos Euro 6 da Volvo têm alta eficiência energética”, observa Arabian.

O B320R tem o motor D8K Euro 6, de 320 cv de potência e 1.200 Nm de torque. Ele contribui para uma operação silenciosa e confortável para os passageiros e melhor dirigibilidade para o motorista. O propulsor é bastante similar ao dos caminhões VM, o que confere ao ônibus uma posição ainda melhor no mercado, por causa da grande disponibilidade de peças nas concessionárias e profissionais altamente capacitados pela fábrica para manutenção.

“A venda dos chassis foi feita pela Nórdica, concessionária Volvo que atende a capital e parte do interior do Paraná”, explica Humberto Costa, gerente regional de vendas de ônibus da Volvo. Parte dos veículos teve financiamento viabilizado pelo Banco Volvo.

Informações; Volvo Group

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Prefeitura do Rio anuncia mudanças na utilização da faixa seletiva da Avenida Brasil

domingo, 14 de abril de 2024

A Prefeitura do Rio anunciou, nesta quinta-feira (11/04), no Centro de Operações Rio (COR), novas regras viárias que passarão a valer na Avenida Brasil a partir do dia 23 deste mês, no feriado de São Jorge. A principal alteração é o fim da faixa seletiva exclusiva para ônibus e táxis nos fins de semana e feriados, e nos horários de entrepico de dias úteis, ou seja, de 10h às 16h e de 20h às 5h. Nestes dias e horários específicos, veículos de passeio estarão autorizados a circular na faixa.

– A gente segue fazendo uma avaliação permanente dos resultados da Avenida Brasil e da operação do BRT Transbrasil, que teve um início bem sucedido, com a adesão da população, com as pessoas usando este novo modal de transporte público na via expressa mais importante da cidade. Mas é claro que uma mudança desse tamanho e com relevância para a cidade será objeto o tempo inteiro de avaliação, com monitoramento do time técnico da Prefeitura para que novas mudanças necessárias sejam feitas para melhorar a qualidade da via e do serviço de transporte na Avenida Brasil – afirmou o secretário municipal da Casa Civil, Eduardo Cavaliere.

Os motoristas devem ficar atentos ao limite de velocidade da faixa seletiva, que permanecerá de 60 km/h com redução para 40 km/h nos locais próximos às estações. Caminhões não poderão acessar a seletiva em qualquer horário, e devem seguir utilizando exclusivamente as duas faixas da direita na pista central da Avenida Brasil.

– Essas regras de velocidade permanecem por uma questão de segurança viária. Esse carrro estará transitando ao lado de um ônibus BRT na altura das estações. A gente precisa que ele ande com precaução e garanta toda a segurança viária – explicou a secretária Municipal de Transportes, Maína Celidonio.

A faixa seletiva tem 14,4 quilômetros de extensão, entre o Trevo das Margaridas (Rodovia Presidente Dutra) e o Caju (Viaduto da Treliça). A calha à esquerda na pista central da Avenida Brasil segue exclusiva para os articulados do BRT em todos os horários.


– A liberação da seletiva neste horário se dá porque até as 10h a quantidade de BRTs que precisam atender à população é muito maior porque também é o horário de pico dos trabalhadores. Então, a gente precisa garantir a qualidade dos serviços do BRT. A expectativa é de que, com esse horário liberado, os motoristas de caminhões e os motociclistas possam adaptar o seu horário e chegar na Avenida Brasil já num momento em que a gente tem uma faixa a mais – disse o presidente da CET-Rio, Joaquim Dinis.

O Centro de Operações Rio (COR) divulgou esta semana um estudo que mostra que a possibilidade do número de acidentes provocados por caminhões na Avenida Brasil é seis vezes maior do que as ocorrências cometidas pelos carros. Apesar de a porcentagem de caminhões (6%) na via ser nove vezes menor do que a de carros (54%), os caminhões são o segundo tipo de veículo que mais provocam acidentes (27%).

– Comparando esta semana com a semana anterior, que foi o início da operação 100% do Sistema BRT no corredor Transbrasil, a gente percebe uma melhora de mais de 20% no congestionamento. E o estudo que o COR fez mostra que qualquer ocorrência ou acidente com caminhões ou carretas provoca um alto impacto na Avenida Brasil. Essas novas medidas apresentadas hoje já são resultados dessas análises – destacou o chefe executivo do COR, Marcus Belchior.

Regras de trânsito na pista central da Avenida Brasil, no trecho entre Trevo das Margaridas (Rodovia Presidente Dutra) e Caju (Viaduto da Treliça):

Faixa à esquerda da calha
Todos os dias, 24h: Exclusiva para o BRT – Velocidade máxima limitada a 60 km/h, com redução para 40 km/h em todas as estações.

Faixa à direita da calha
Dias úteis, de 5h às 10h, e de 16h às 20h: Exclusiva para ônibus convencionais e rodoviários, táxis e veículos de serviço (quando em operação) – Velocidade máxima limitada a 60 km/h, com redução para 40 km/h em todas as estações.
Dias úteis, de 10h às 16h, e de 20h às 5h, fins de semana e feriados: Permitida a circulação de todos os veículos, exceto caminhões – Velocidade máxima limitada a 60 km/h, com redução para 40 km/h em todas as estações.

Duas faixas à direita da pista central
Todos os dias, 24h: Permitida a circulação de todos os veículos – Velocidade máxima de 80 km/h.

BRT Transbrasil

Com 26 quilômetros de extensão, 17 estações e atravessando 18 bairros, o BRT Transbrasil tem previsão de transportar cerca de 250 mil pessoas por dia até 2030. Este é o quarto corredor de BRT implantado na cidade, ampliando o sistema de transporte de alta capacidade, que já opera com os corredores Transoeste, Transcarioca e Transolímpica. O investimento visa proporcionar maior acessibilidade e comodidade aos usuários do transporte público na cidade, ampliando as oportunidades de conexões entre as Zonas Norte e Oeste e o Centro da cidade. Além das linhas regulares de articulados, o Transbrasil também oferece um serviço executivo de transporte de passageiros entre o Terminal Gentileza e o Aeroporto Internacional Tom Jobim.

Serviços:

– Linha 60 (Terminal Gentileza x Terminal Deodoro – parador)
Horário: todos os dias, das 4h até meia-noite
Locais de embarque e desembarque: Terminal Gentileza, estações Into, Vasco da Gama, Benfica, Fiocruz, Hospital de Bonsucesso, Baixa do Sapateiro, Rubens Vaz, Piscinão de Ramos, Marinha Mercante, Lobo Júnior, Mercado São Sebastião, Cidade Alta, Vigário Geral, Irajá, Fazenda Botafogo, Jardim Guadalupe, Guadalupe e Terminal Deodoro.

– Linha 80 (Terminal Gentileza x Penha – parador)
Horário: todos os dias, das 4h até meia-noite
Locais de embarque e desembarque: Terminal Gentileza, estações Into, Vasco da Gama, Benfica, Fiocruz, Hospital de Bonsucesso, Baixa do Sapateiro, Santa Luzia, Cardoso de Moraes, Olaria, Ibiapina e Penha.

– Linha 90 (Terminal Gentileza x Fundão – parador)
Horário: todos os dias, das 4h até meia-noite
Locais de embarque e desembarque: Terminal Gentileza, estações Into, Vasco da Gama, Benfica, Fiocruz, Hospital de Bonsucesso, Baixa do Sapateiro, Maré e Terminal Fundão.

– Serviço executivo Terminal Gentileza x Galeão – sem paradas
Horário: todos os dias, das 6h à meia-noite

Informações: Prefeitura do Rio

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BRT Aricanduva

Ligeirão NORTE-SUL / Curitiba

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