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Em Porto Alegre, Projeto determina prazo para instalação de bike racks nos ônibus

terça-feira, 18 de março de 2025

Começou a tramitar na Câmara Municipal de Porto Alegre projeto de lei que determina prazo para instalação de bike racks nos veículos do transporte coletivo e multa em caso de descumprimento. A proposta tem a autoria do vereador Giovani Culau e Coletivo (PCdoB), e refere-se à Lei n° 12.104, de 28 de julho de 2016, que obriga a instalação de bike racks nos veículos do sistema de transporte coletivo por ônibus do município de Porto Alegre.

A proposição prevê que a instalação de bike racks nos veículos do sistema de transporte coletivo por ônibus será gradativa e anual, devendo atingir, no mínimo, 10% da frota por ano. De acordo com o texto, o descumprimento de tal disposto acarretará multa de 18 Unidades Financeiras Municipais (UFMs), por dia e por veículo, às permissionárias ou concessionárias prestadoras do serviço de transporte coletivo por ônibus, até que se adequem à legislação.

Para o autor do projeto, a crescente busca por alternativas sustentáveis de mobilidade, em especial o uso de bicicletas, tem se consolidado como uma solução eficaz para reduzir o trânsito urbano, diminuir a emissão de gases poluentes e promover a saúde pública. “Dessa forma, este projeto de lei visa garantir a instalação gradativa de suportes para o transporte de bicicletas nos ônibus do transporte público municipal, além de estabelecer penalidades para as empresas que não cumprirem a medida, incentivando a melhoria da infraestrutura de mobilidaAde urbana e o uso de transportes mais ecológicos”, aponta Culau.

Informações: Câmara Municipal de Porto Alegre

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Porto Alegre deixou de investir R$ 40 milhões em ciclovias desde 2017, aponta TCE

quarta-feira, 30 de outubro de 2024

Mais de R$ 40 milhões deixaram de ser investidos na estrutura cicloviária de Porto Alegre entre 2017 e 2022, fazendo com que o Fundo Municipal de Apoio ao Sistema Cicloviário (FMASC) deixasse de receber dinheiro e viesse a ser extinto em 2023. A constatação é do Tribunal de Contas do Estado do RS (TCE-RS), em auditoria que fiscalizou a execução orçamentária do Município entre janeiro de 2018 e agosto de 2023. A investigação foi motivada por uma representação do Fórum Municipal dos Conselhos da Cidade de Porto Alegre (FMCC), que denunciou supostas irregularidades na extinção de alguns fundos municipais.

Se hoje as ciclovias de Porto Alegre não chegam a 20% da meta estabelecida em 2009, no Plano Diretor Cicloviário Integrado, parte se deve à falta de investimento de R$ 41 milhões pela Prefeitura entre 2017 e 2023. O Município deveria fazer, anualmente, um aporte financeiro equivalente a 20% do valor arrecadado em multas de trânsito. Esse montante seria investido em ciclovias, programas educativos, ou ainda repassado ao FMASC – o que não ocorreu na prática.

Desde 2015, quando foi criado o Fundo, os 20% do arrecadado em multas já somam mais de R$ 78 milhões. Além disso, já havia R$ 6 milhões em saldo anterior à criação do FMASC. O investimento em ciclovias desde aquele ano, no entanto, foi de R$ 42 milhões. Os R$ 41 milhões que sobraram não foram investidos em políticas públicas ligadas ao uso da bicicleta, como demonstra o TCE na auditoria:
Fonte: TCE


A gestão de Nelson Marchezan Júnior (PSDB) deixou de investir R$ 35 milhões, tendo aplicado somente R$ 12 milhões do valor disponível entre 2017 e 2020. Nos dois primeiros anos da gestão de Sebastião Melo (MDB), o valor que deveria ter sido aplicado era de R$ 20 milhões, dos quais foram investidos R$ 15 milhões.
Fonte: TCE


Conforme a lei de criação do FMASC, não havendo a integralização pelo Executivo Municipal dos 20% arrecadados em multas, a EPTC deveria fazer aporte de saldo remanescente ao Fundo. Essa quantia seria repassada, anteriormente, pelo Município à empresa.

O TCE solicitou à EPTC a relação dos valores recolhidos pelo FMASC entre 2019 e o primeiro semestre de 2023, além do cálculo do valor anual do aporte e documentação comprobatória. Foi constatado que o único valor depositado na conta do Fundo foi de R$ 39 mil em 2019. A EPTC informou ainda que “não houve, até o presente momento, aporte anual pelo Executivo Municipal”.

Mesmo com as previsões legal e orçamentária de recursos para o FMASC, praticamente não houve movimentações financeiras na conta bancária do fundo. O TCE constatou que não houve ingresso de recursos, realização de despesas e nem aporte municipal para a implantação de políticas públicas a partir do FMASC.

Como resultado, Porto Alegre tem 92,7 km de ciclovias implantadas, o que representa 18,7% da meta de 496 km aprovada em 2009. Em 2022, a Prefeitura usou o Dia Mundial do Ciclista (comemorado em 15 de abril) para anunciar a meta de 100 km de ciclovias até 2024. Mesmo perto de atingir a meta, as ciclovias da cidade se encontram sucateadas – mal pintadas, sobre calçadas irregulares e interditadas, as faixas estão longe de estimular o uso de bicicletas com segurança.

A EPTC afirmou que, junto da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (SMMU), está revisando os valores investidos em ciclovias e ciclofaixas, “cujas informações corretas dependem de dados e registros internos e também de verificação de informações em outras Secretarias”.

O Tribunal questionou também se existiram outras fontes constituídas legalmente para a implantação do sistema cicloviário, ao que a EPTC apontou a busca por captação de recursos federais e de instituições financeiras. O prefeito Melo obteve aprovação da Câmara para contratar um empréstimo de R$ 20 milhões junto ao Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul para obras de expansão da rede cicloviária e recuperação da ciclovia na Avenida Ipiranga. O TCE avalia que essa medida “expandirá a dívida pública municipal para ser quitada pelos próximos administradores municipais”.

Como mostra uma reportagem da Matinal, os mais de 30 km de ciclovias implantadas na Capital entre 2017 e 2022 foram financiados pela iniciativa privada, executados graças a contrapartidas de empreendimentos de grande porte.

Mil vezes menos investimento
Apesar de ter investido mais do que a gestão anterior na estrutura cicloviária, o prefeito Melo aplicou mil vezes menos do que o valor anual previsto.

No Plano Plurianual (PPA) da atual gestão municipal para o período de 2022 a 2025, Melo destaca prioridades e indicadores do Programa de Metas (Prometa), adotado para o período de 2021 a 2024. O Prometa engloba o objetivo de “ampliar de 58,86 km para 138 km a infraestrutura cicloviária implantada”, prevendo a destinação de R$ 11 milhões anuais do FMASC para implementar políticas públicas, ações e campanhas relativas ao sistema cicloviário municipal. A Lei Orçamentária Anual de 2023, no entanto, registrou uma previsão de R$ 1 mil no ano para recursos ao FMASC.

Fundo esquecido
Na época de sua criação, o FMASC foi vinculado à Secretaria Municipal de Transportes (SMT) – atual Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (SMMU) – e à EPTC. O fundo deveria ser gerenciado por um Conselho Gestor, com mandato de quatro anos. Na prática, as atribuições da EPTC e da SMT na operacionalização do fundo não foram comprovadas e o Conselho Gestor não teve sua composição formalizada.

O TCE solicitou documentação que comprovasse a operação do FMASC pela EPTC e pela SMMU. Em retorno, a EPTC informou que “mantém o registro de investimentos realizados em ciclovias” e que consultou a Procuradoria Municipal em 2020 para “realizar o acompanhamento destes investimentos e ter certeza quanto à interpretação do dispositivo legal”.

A empresa não comprovou, entretanto, que fez a prestação de contas junto à Controladoria-Geral do Município (CGM). Também foi solicitada, pelo Tribunal, a comprovação de que a EPTC realiza inventário anual dos bens e direitos adquiridos com recursos do FMASC. A resposta foi “não há aquisições de bens e direitos”.

Quanto ao Conselho Gestor do FMASC, a EPTC informou que a minuta de decreto que formalizava sua composição foi encaminhada à Secretaria Municipal de Infraestrutura e Mobilidade, para envio à Procuradoria-Geral do Município (PGM). Contudo, o processo foi encerrado na unidade SEI PGM e a nomeação dos integrantes do conselho não foi publicada.

“Apesar de não ter ocorrido a formalização da composição mediante decreto, foram recebidas indicações para o Conselho e as reuniões de fato ocorreram”, informou a EPTC ao Tribunal – sem comprovar a realização de tais reuniões.

O TCE responsabilizou, pela falta de operacionalização do FMASC, os diretores-presidentes da EPTC Marcelo Soletti de Oliveira (2018 a 2019), Fábio Berwanger Juliano (2019 a 2021) e Paulo Roberto da Silva Ramires (2021 a 2023). Também foram responsabilizados os secretários de Infraestrutura e Mobilidade Urbana: Elizandro Silva de Freitas Sabino (2018), Luciano Brasiliense Marcantonio (2018 a 2019), Marcelo Gazen (2019 a 2020), Luiz Fernando Salvadori Záchia (2021 a 2022) e Adão de Castro Junior (2022 a 2023)

Marchezan e Melo foram responsabilizados pelo TCE por terem deixado de tomar providências para que fosse publicado o decreto com a composição do conselho gestor do FMASC.

Extinção do FMASC
Conforme previsto na lei que criou o Fundo de Reforma e Desenvolvimento Municipal (FRDM), os fundos públicos municipais que não tiverem movimentação financeira por três exercícios financeiros consecutivos são extintos, como ocorreu com o FMASC. Sem qualquer receita ou despesa realizada entre 2019 e 2022, o fundo atendeu aos requisitos para sua extinção.

Com a edição da Lei Complementar 985/2023, o FMASC foi extinto. O saldo financeiro oriundo desse fundo deve ser revertido ao FRDM. O único valor contabilizado na conta contábil é o do repasse de R$ 39 mil ocorrido em 2019.

por Bettina Gehm
Informações: Sul21

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Em Porto Alegre, Projeto autoriza que ciclistas usem faixa de ônibus à noite

sexta-feira, 25 de outubro de 2024


Está em discussão na Câmara Municipal de Porto Alegre projeto de lei que autoriza a utilização das faixas exclusivas do transporte coletivo por ônibus delimitadas por faixa azul para o tráfego de bicicletas como via de tráfego compartilhado das 21h às 5h do dia seguinte. A proposta é de autoria do vereador Cláudio Janta (Solidariedade).

O texto prevê que o ciclista que pedalar na via de tráfego compartilhado deverá utilizar capacete e colete refletivo, além dos equipamentos obrigatórios previstos no Código de Trânsito Brasileiro, que são campainha, espelho retrovisor do lado esquerdo e sinalização noturna dianteira, traseira, lateral e nos pedais.

A iniciativa “tem por objetivo promover o desenvolvimento do ciclismo como forma de lazer e esporte, garantindo condições mínimas e seguras para sua prática” na Capital, argumenta o vereador na exposição de motivos. O projeto “valoriza a preservação da vida e a segurança dos cidadãos, garantindo o uso harmônico das vias públicas entre ciclistas e condutores de veículos automotores”, afirma Janta.

Informações: CM POA

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Capitais brasileiras ganharam 280 km de ciclovias e ciclofaixas em 2024, diz levantamento

quinta-feira, 3 de outubro de 2024

As capitais brasileiras ganharam 280 km de ciclovias e ciclofaixas entre em 2024, na comparação com o ano anterior, chegando a um total de 4.106,8 km. O aumento de 7,33%, no entanto, está abaixo do que as cidades poderiam investir para ampliar suas malhas cicloviárias.

É o que diz a Aliança Bike, responsável por consultar as prefeituras e produzir o levantamento, obtido com exclusividade pela Folha de S.Paulo. Os dados foram obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação e consideram o período de julho de 2023 a julho deste ano. A lista considera apenas as estruturas exclusivas para a circulação de bicicletas e separadas do espaço para veículos motorizados, excluindo, assim, as ciclorrotas.

São Paulo lidera com folga na extensão de malha, com 710,9 km de ciclovias e ciclofaixas, embora tenha acrescentado 21 km -um aumento relativo de 3,16%- até a data do levantamento. Atrás da capital paulista estão o Distrito Federal, com 551,5 km, que também teve o maior crescimento absoluto, adicionando 50,2 km às estruturas no período, e Fortaleza (443,1 km).

No outro extremo do ranking, Macapá (18 km), Porto Velho (23,5 km) e Manaus (28,1 km) têm as menores extensões. Outras cinco cidades ficaram estagnadas, e Vitória teve decrescimento. Segundo a entidade, o número pode ser explicado por alguma obra que interferiu em algum trecho de malha cicloviária.

Somadas, as capitais nordestinas têm a maior malha de ciclovias e ciclofaixas entre seus pares de outras regiões, com 1.287,3 km. A marca está ligada, segundo Daniel Guth, diretor-executivo da Aliança Bike, a uma forte cultura de uso da bicicleta.

Essas cidades têm uma cultura antiga de ocupação de espaços públicos, mais do que cidades como Rio de Janeiro e São Paulo, tanto pela questão topográfica e pela facilidade de trânsito quanto pelo acesso barato, especialmente quando a produção nacional deslanchou no fim dos anos 1950. O outro lado da questão seria o transporte público insuficiente, aliado à baixa renda como barreira para a compra de carros.

O crescimento relativo e o de quilometragem a cada 100 mil habitantes foram maiores em Goiânia, com 78,2 km de ciclovias e ciclofaixas, sendo 31,1 adicionados no último ano. Mas o total da malha é baixo, segundo Guth, e pode estar relacionado à expansão das ciclovias junto a diferentes rodovias que cortam o município.

Já a prefeitura diz que tem investido na ampliação das ciclofaixas e que a gestão atual, de Rogério Cruz (Solidariedade), construiu 20,46 km dessas vias em áreas estratégicas da capital goiana.

“Uma das intervenções mais importantes é a conclusão do Anel Cicloviário em 2022, que liga a avenida T-63 e a avenida dos Alpes, duas das principais vias da cidade. O circuito possui 13 km de extensão e cruza alguns dos bairros mais populosos da cidade.”

O trecho, segundo contagens semestrais da prefeitura, tem apresentado aumento de usuários. Ainda, a gestão espera fazer até o fim do ano uma licitação para construir mais 48 km.

Os principais fatores para uso da bicicleta, segundo o especialista, estão associados a como a cidade cresce e se organiza.

“Nos ‘alphavilles’ da vida, Los Angeles, nos EUA, ou subúrbios, o nível pode ser plano, um tapete, mas vai ter baixo uso. Porque as distâncias são longas, o desenho é favorecido para o uso de carro e baixo adensamento [populacional].”

A classe política que quiser favorecer o uso de bicicleta, inclusive, precisa bancar a decisão, segundo Guth. Ele cita como exemplo o uso de bicicletas em Paris, patrocinado pela prefeita Anne Hidalgo, que superou o de carros em abril deste ano, segundo estudo feito por empresas públicas e privadas da região da capital francesa

“Em São Paulo, o problema é a falta de vontade política. Tem recurso, tem projeto, tem demanda e tem programa de metas.”

A cidade prevê, segundo a meta, chegar a mais 300 km de ciclovias e ciclofaixas no fim deste ano.

Procurada, a gestão Ricardo Nunes (MDB) afirmou que foram entregues 49,7 km de malha desde 2021, em um total de 743 km.

Outros 263 km estão em diferentes fases de implantação, segundo a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), sendo 90 km pela Parceria Público-Privada da Habitação, 15 km em contratos vigentes na pasta municipal de transportes e 158 km em uma licitação em andamento.

Informações: Jornal de Brasília

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Ciclovias e ciclofaixas avançam nas capitais brasileiras

quinta-feira, 22 de agosto de 2024

Mobilidade urbana, melhora na qualidade de vida, diminuição nas taxas de poluição, economia de tempo e dinheiro. São inúmeras as vantagens que a expansão das redes cicloviárias em grandes centros urbanos pode trazer. Apesar dos incontestáveis benefícios, a ampliação da malha cicloviária cresce em ritmo muito aquém da necessidade: no último ano, a malha de ciclovias e ciclofaixas nas capitais cresceu 4%, passando de 4.196 km em 2022 para 4.365 km em 2023 – um acréscimo de 169 km no período de um ano.

O monitoramento foi feito pela Aliança Bike (Associação Brasileiras do Setor de Bicicletas), que ouviu todas as prefeituras das capitais brasileiras por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI). O período considerado pelo levantamento foi de junho de 2022 a junho de 2023.

Na média, cada uma das capitais brasileiras possui 161,7 km de ciclovias e ciclofaixas em 2023.

É importante ressaltar que os dados contemplam apenas as estruturas segregadas e exclusivas para a circulação de bicicletas. Por esta razão, ciclorrotas e outras estruturas compartilhadas com veículos motorizados não fazem parte dos 4.365 km totais considerados – apenas as ciclovias e as ciclofaixas estão incluídas no monitoramento.

“A construção de mais ciclovias e ciclofaixas é um ponto fundamental no incentivo à mobilidade e mostra o interesse dos municípios em trazer soluções para os deslocamentos urbanos. Oferecer segurança e local apropriado ao uso da bicicleta pode trazer mudanças positivas gigantescas no dia a dia das pessoas e das cidades, contribuindo em vários aspectos. Que esse viés de alta se mantenha e que avance em todas os municípios brasileiros”, comenta André Ribeiro, vice-presidente da Aliança Bike.

Todas as prefeituras das 26 capitais estaduais, além do Distrito Federal, foram ouvidas na pesquisa. Dentre as cidades que mais cresceram em quilômetros implantados, a que mais evoluiu em números percentuais foi Palmas-TO, com 39,8% de acréscimo. Em seguida estão Maceió-AL (aumento de 27%) e Brasília-DF com aumento de 20,8% – confira mais na lista logo abaixo.

Utilizando a comparação entre o volume de ciclovias e ciclofaixas e a população residente, o principal destaque é Florianópolis-SC, com 22,96 km a cada 100 mil habitantes. Na sequência, aparecem Brasília-DF, com 21,79 km a cada 100 mil habitantes, e Palmas-TO, com 20,48 km a cada 100 mil habitantes – veja mais na lista abaixo.

Neste comparativo com o número da população, São Paulo-SP aparece na 19ª posição – mesmo tendo a maior malha cicloviária segregada, com 689,1 km.

2023 é o segundo ano consecutivo em que a Aliança Bike realiza o levantamento das ciclovias e ciclofaixas das capitais brasileiras. O objetivo é construir uma série histórica, que funcione como uma base de dados para o acompanhamento da evolução da infraestrutura cicloviária brasileira. O monitoramento não analisa a qualidade das infraestruturas e não pode ser considerado sinônimo de toda a malha cicloviária do país, pois foram consideradas apenas as capitais

Capitais com a maior rede de ciclovias e ciclofaixas em 2023:

São Paulo-SP: 689,1 km
Brasília-DF: 636,89 km
Rio de Janeiro-RJ: 487 km
Fortaleza-CE: 419,2 km
Salvador-BA: 306,64 km
Curitiba-PR: 245,7 km
Recife-PE: 174,3 km
Florianópolis-SC: 131,86 km
Belém-PA: 116,5 km
Belo Horizonte-MG: 105,78 km

Maiores crescimentos (%) em ciclovias e ciclofaixas implantadas – de 2022 a 2023:

Palmas-TO: 39,8%
Maceió-AL: 27%
Brasília-DF: 20%
Teresina-PI: 12,8%
João Pessoa-PB: 12,27%
São Luís-MA: 11,11%
Campo Grande-MS: 9,57%
Florianópolis-SC: 8,47%
Rio de Janeiro-RJ: 8,22%
Boa Vista-RR: 7,85%

Maiores malhas cicloviárias em relação à população residente:

Florianópolis-SC: 22,96 km/100 mil habitantes
Brasília-DF: 21,79 km/100 mil habitantes
Palmas-TO: 20,48 km/100 mil habitantes
Rio Branco-AC: 20,44 km/100 mil habitantes
Vitória-ES: 19,49 km/100 mil habitantes

O que são ciclovias e ciclofaixas

Embora sejam estruturas segregadas dos veículos automotores, ciclovias e ciclofaixas possuem diferenças entre si. De acordo com o Anexo I do Código de Trânsito Brasileiro – e ratificado no Manual Brasileiro de Sinalização de Trânsito, Volume VIII, Sinalização Cicloviária – ciclovia é uma “pista própria destinada à circulação de ciclos, separada fisicamente do tráfego comum”; e ciclofaixa é uma “parte da pista de rolamento destinada à circulação exclusiva de ciclos, delimitada por sinalização específica”.

Portanto, ciclovias podem usar grades, blocos de concretos, canteiros ou mesmo altura diferente da via de rodagem dos demais veículos para garantir uma segregação física.

Já as ciclofaixas funcionam na mesma pista de rolamento dos veículos automotores, mas com faixas pintadas exclusivas para ela. Podem contar com sinalização viária como tachões, balizadores e placas para delimitar o espaço específico para o tráfego de ciclistas.

Sobre a Aliança Bike – Associação Brasileira do Setor de Bicicletas

Criada em 2003 e formalizada em 2009, a Aliança Bike tem em seu escopo de atuação a defesa do setor e da economia da bicicleta no país, sempre visando o interesse coletivo. A entidade é formada por mais de  mais de 170 empresas e organizações associadas, abrangendo fabricantes, montadores, importadores, varejistas e lojistas, espalhados por mais de 20 estados.

Seppia Geração de Conteúdo
Assessoria de Imprensa
Carlos Ghiraldelli | carlos@seppia.com.br

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Pelotas terá mais 4,5 quilômetros de ciclovias/ciclofaixas

quinta-feira, 21 de março de 2024

Mais de 4,5 quilômetros de ciclovias/ciclofaixas vão incrementar, neste ano, a malha cicloviária de Pelotas. Serão contemplados com novos trechos as avenidas Fernando Osório e Juscelino Kubitschek de Oliveira e o Laranjal. Estão projetados 2,5 quilômetros ciclofaixas e 1,9 quilômetro de ciclovias, com pavimentação em concreto ou asfalto. As obras têm o investimento de R$ 819 mil, financiado pelo Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), no contrato de R$ 4,1 milhões, que inclui a requalificação dos 980 metros de extensão da avenida Herbert Hadler, no Fragata. Com a construção dos novos trechos, o município passará a ter mais de 75 quilômetros de vias destinadas a bicicletas. 

“Temos uma cidade plana, o que facilita o uso de bicicletas. Investimos muito nos últimos anos na ampliação desses espaços, porque contribuem com a mobilidade urbana, reduzem a circulação de carros, diminuem os poluentes e tornam Pelotas cada vez melhor para todos”, destaca a prefeita Paula Mascarenhas. 

De acordo com o secretário de Planejamento e Gestão, Roberto Ramalho, as obras cicloviárias deverão se iniciar em breve. “As ciclovias ou ciclofaixas são estruturas que proporcionam mais segurança a quem se desloca de bicicleta. Nos traçados, os usuários usufruem de direitos que não têm quando trafegam nas pistas viárias, junto com o trânsito de automotores, ou quando andam indevidamente nas calçadas., observa Ramalho.

Impactos na mobilidade urbana
Ciclovias e ciclofaixas são indispensáveis à organização da mobilidade urbana. “O aumento de ciclovias e ciclofaixas representa mais segurança. O Município reconhece a expressão da bicicleta como meio de transporte e, no momento, trabalha junto à empresa administradora do BikePel para reformulações no sistema de bicicletas de aluguel compartilhadas, para beneficiar ainda mais os usuários”, pontua o secretário de Transporte e Trânsito (STT), Flávio Al-Alam.

A avenida Ferreira Viana, que passa por obras nos 4,2 quilômetros de extensão, receberá requalificação em toda a ciclovia/ciclofaixa, do entroncamento com a avenida Juscelino Kubitschek de Oliveira até a ponte do arroio Pelotas. A Estrada do Engenho, cujas intervenções serão retomadas após pausa para mudança dos moradores da área de risco à beira do canal São Gonçalo, onde o trajeto para bicicletas acompanhará todo o percurso da via, inserido, inclusive, no projeto do futuro Parque Estrada do Engenho, complexo de lazer, esportes e contemplação, a ser financiado pelo governo do Estado. 

Conheça os projetos
- Avenida Juscelino Kubitschek de Oliveira – receberá 2,2 km de ciclovias/ciclofaixas, sendo 1,8 km de ciclofaixas e 343 metros de ciclovias. 

A obra começará no ponto onde termina a ciclovia da avenida República do Líbano, pelo canteiro central, atravessando a faixa de pedestres até virar ciclofaixa, no bordo direito da via, acessando a Juscelino. Em determinados pontos, onde há ciclovia, haverá composição com ciclofaixas, até a ligação com a da avenida Domingos de Almeida, que também será ligada com nova ciclovia, com início na rua Antônio dos Anjos. A segunda etapa de ciclofaixa será na sequência da ciclovia da rua Barão de Butuí, atravessando a Juscelino, seguindo até a rua Gomes Carneiro.

* Laranjal – receberá 1,6 km de ciclovias, com início do trajeto iniciado a partir da ciclovia da avenida Adolfo Fetter com Posto do Guga, seguindo pela faixa de pedestres, delimitada por meios-fios rebaixados, localizada entre o bordo da via e o alinhamento predial. Onde já há calçamento com blocos intertravados, será reforçada a pintura. Nos demais pontos, será realizada escavação, remoção de material e substituição pela base adequada. O percurso terá sequência na ciclovia da avenida Arthur Augusto Assumpção, lado esquerdo da via, em concreto e com meios-fios de contenção, seguindo até a elevada, onde voltará ao bordo direito e passará a ser pavimentada com asfalto até a interligação com a ciclofaixa existente.

* Avenida Fernando Osório – receberá 711 metros de ciclofaixas, com trechos novos que se iniciarão em sequência à ciclovia do canteiro central e atrás da elevada antes da rótula do Jardim de Alah, seguindo até o começo da BR-116. O segmento existente de ciclovia na avenida, de acordo com o projeto, será interligação com o novo.

Informações: Prefeitura de Pelotas

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Moovit apresenta relatório sobre transporte público em 2022

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2023

Moovit, uma empresa da Mobileye e o aplicativo de mobilidade urbana mais utilizado no mundo, lança a versão atualizada do seu Relatório Global sobre Transporte Público. O levantamento foi feito com a análise de milhões de viagens por transporte público planejadas com o Moovit ao longo de 2022 em cem grandes metrópoles – dez delas no Brasil. Além da avaliação dos dados, o relatório traz também uma pesquisa de opinião com os usuários do app. 

A pesquisa quis saber o que incentivaria passageiros a usarem mais o transporte público. Para 24%, a maior demanda é o aumento na frota para reduzir o tempo de espera. Em seguida aparecem passagens mais baratas com 21%, e cronogramas mais confiáveis com 16%.

Esta edição do relatório também mostra como os passageiros passaram a usar transporte público após a fase mais aguda da pandemia de COVID 19. A pesquisa mostra que 17% dos passageiros diminuíram o uso de usar ônibus, trens e metrôs nos últimos dois anos. E 9% passaram a se locomover de outra forma, sem usar transporte público.  

Dez regiões metropolitanas brasileiras fazem parte do relatório: Belo Horizonte, Brasília, Campinas, Curitiba, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. A pesquisa foi respondida por 33 mil usuários dessas cidades em novembro de 2022. Todos os dados são anônimos.

Confira algumas das conclusões do relatório, que pode ser visualizado na íntegra aqui:

Três cidades brasileiras ficam entre as dez com o maior tempo médio de viagem: Rio de Janeiro (67 min); Recife (64 min) e São Paulo (62 min);
Recife tem o maior tempo médio de espera no país

Recife tem o maior tempo médio de espera no país, com 27 min, seguido por Belo Horizonte, com 24 min, e Brasília e Salvador empatadas, com 23 min;

39% das viagens em Brasília percorrem mais de 12 km, o que é considerado uma longa distância;

Porto Alegre é a única cidade brasileira em que mais da metade das viagens (53%) são diretas;

O uso combinado de bicicletas compartilhadas com transporte público cresceu 7% em relação ao último relatório. 

“Há 3 anos, a COVID impactou fortemente o uso de transporte público. Nosso relatório mostra que as pessoas voltaram a se locomover em 2022, trazendo novos desafios para quem opera e administra os sistemas de transporte. Esperamos que o Relatório Global sobre Transporte Público seja uma ferramenta que ajude operadores e governos na tomada de decisões para ter uma operação eficiente que atenda às necessidades dos passageiros”, afirma Yovav Meydad, vice-presidente de marketing e expansão do Moovit.

O Relatório Global sobre Transporte Público está disponível para qualquer pessoa que deseje utilizar assim como comparar dados das cidades analisadas. As informações são distribuídas sob licença Creative Commons e podem ser utilizadas em artigos, reportagens, estudos bem como trabalhos acadêmicos, com crédito para o Moovit e link para www.moovit.com. 

Dados do Relatório Global sobre Transporte Público

Tempo de Viagem
– O Rio de Janeiro é a quarta cidade no mundo em tempo médio de viagem, com 67 minutos;

– Três cidades brasileiras ficam entre as dez com o maior tempo médio de viagem: Rio de Janeiro (67 min); Recife (64 min) e São Paulo (62 min);

– 12% das viagens no Rio têm pelo menos 2h de duração;

– As viagens curtas, com menos de 30 min, cresceram em todo o país em relação a 2020.

Distância Percorrida

– Brasília tem a maior distância média no Brasil, com 12,41km. É também a sexta maior em todo o relatório;

– 39% das viagens em Brasília percorrem pelo menos 12 km;

– Rio de Janeiro tem a segunda maior distância média no país, com 11,42km; 33% das viagens passam por pelo menos 12km.

Tempo de Espera

– Recife tem o maior tempo médio de espera no país, com 27 min, seguido por Belo Horizonte, com 24 min, e Brasília e Salvador empatadas, com 23 min;

– 55% dos passageiros em Recife esperam mais de 20 min pelo transporte; 

– Curitiba é a cidade com a maior porcentagem de esperas curtas (menos de 30 min): 17%;

– Tempo médio de espera diminuiu em seis cidades das dez cidades do levantamento.

Baldeações

– 27% das viagens em Curitiba têm três baldeações ou mais. É terceira cidade no mundo, atrás da Cidade do México (29%) e Paris (28%); 

– Porto Alegre é a única cidade em que mais da metade das viagens são diretas (53%);

– Recife tem o maior tempo média de espera de todas as cidades – 27 min.

Informações: Portal do Transito
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