São Paulo: O teste dos ônibus: no sufoco da catraca

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011


Elzilene Pereira Xavier e eu nunca estivemos tão próximas como na tarde da última terça-feira (8). Apesar de nossa convivência de quase dois anos, jamais havíamos passado tanto tempo tão perto uma da outra. Em São Paulo, poucas coisas aproximam mais duas pessoas do que um ônibus lotado. Elzilene é diarista e trabalha na minha casa três vezes por semana. Nesses dias, ela sai de Pirituba, onde mora, caminha 400 metros para chegar ao ponto, espera entre quarenta minutos e uma hora para embarcar e passa mais uma hora em pé dentro do ônibus até chegar ao meu bairro, o Sumaré. Terminados os afazeres domésticos, ela vive a dura reprise da volta. E o mesmo no outro dia, no outro, no outro e no outro. Embora a distância entre nossas casas seja de apenas 10 quilômetros, em horários de pico o tempo gasto do portão dela ao meu chega a superar duas horas.  

As catracas dos nossos 15.000 ônibus giram diariamente 9,6 milhões de vezes. Ou seja, depender dos grandalhões para se locomover é a realidade de muita gente. Além do aperto dentro dos veículos, quem utiliza o sistema está sentindo outro aperto: no bolso. No mês passado, a tarifa subiu de 2,70 para 3 reais. O anúncio do reajuste de 11% (a inflação do período foi de 7,62%) desencadeou uma série de protestos. No último dia 27, cerca de 400 manifestantes foram do Teatro Municipal à Câmara Municipal reclamar do aumento. Quem ganha salário mínimo e trabalha de segunda a sexta, indo e voltando de ônibus, deixa agora com o cobrador 1 real de cada 5 recebidos no mês. Isso para, na maioria das vezes, viajar de pé em percursos que, para um terço dos passageiros, consomem duas horas de seu dia. Sempre recorri ao transporte coletivo. Meus embarques, porém, não coincidem com o horário de rush. Assim, desfruto certo conforto, em viagens curtas, que normalmente faço sentada e não ultrapassam trinta minutos. Trata-se de exceção. A realidade de milhões de paulistanos são aperto, cotoveladas e olhares fatigados através da janela enquanto os ônibus andam numa velocidade de tartaruga — nos momentos de maior movimento, alguns trechos registram 6 quilômetros por hora.

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Quando perguntei a Elzilene se poderia acompanhá-la no trajeto para casa, ela respondeu: “Acho bom. Assim você vai ver”. Não só vi como senti: o suor (meu e dos mais de 100 passageiros a bordo, num veículo cuja capacidade é de 75 pessoas), a dor no braço esticado, o cansaço generalizado e a impaciência de não chegar. Durante uma hora e dez minutos, sacolejamos em pé, lado a lado, segurando como dava nas barras de segurança. A cada curva, a falta de espaço fazia com que eu e ela quase caíssemos uma sobre a outra. Tudo isso em uma temperatura fervilhante, que, do lado de fora, chegava a 30 graus. Situações semelhantes foram vivenciadas por outros dez repórteres de VEJA SÃO PAULO, que embarcaram em linhas de cinco regiões da cidade. Sete deles usam ônibus como meio de transporte. A ideia era testar, no ápice dos congestionamentos (7 e 17 horas), o conforto e o tempo gasto em cada viagem (rumo ao centro e vice-versa). Quando cada um dos repórteres embarcava em uma linha, um carro partia do mesmo ponto e fazia trajeto igual, sem desvios, para compararmos a demora dos deslocamentos. Em dezessete dos vinte trajetos, os ônibus concluíram o percurso em mais tempo. Não em muito mais, um reflexo de que nossas ruas estão cada vez mais entupidas. Apareceram algumas surpresas: do Metrô Vila Mariana ao Terminal Capelinha, o ônibus levou uma hora e dezesseis minutos e o carro duas horas. Da Estação da Luz ao Terminal Campo Limpo, a viagem de carro durou uma hora a mais que a de ônibus. 
De acordo com a SPTrans, a velocidade média nos corredores de ônibus é de 20 quilômetros por hora, mais ou menos o ritmo que o maratonista Marílson Gomes dos Santos imprimiu para vencer a última Corrida de São Silvestre. Nos testes realizados por VEJA SÃO PAULO, o índice ficou abaixo do oficial, com média de 15,2 quilômetros por hora. Além de desgastar os usuários, a lentidão tem outro efeito: o aumento do custo do sistema. Um veículo que poderia fazer quatro viagens por dia, por exemplo, conclui apenas três, o que eleva os gastos. Embora sejam pagos 3 reais na catraca, o custo por passageiro, segundo a prefeitura, é de 3,27 reais. Ou seja, para que o cidadão não arque com o valor integral, a administração municipal desembolsa os 27 centavos restantes aos empresários que operam as linhas. É o chamado subsídio tarifário. 


Há décadas os ônibus são controlados pelos mesmos grupos. Donos de numerosas frotas, eles não têm concorrentes à altura. A segunda geração dos barões das catracas, composta de seus filhos e sobrinhos, já comanda boa parte dos negócios, aos quais tem dado um caráter mais profissional que o criado pela primeira geração. Aproximadamente metade de toda a operação está concentrada nas mãos da família de José Ruas Vaz, detentor da viação Campo Belo. Seu filho, Paulo Ruas, preside o Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de São Paulo (SP-Urbanuss). Apesar do auxílio municipal, as prestadoras de transporte público estão desobrigadas de investir em melhorias nos terminais, pontos de ônibus e corredores, ao contrário do que ocorre em outros acordos municipais de concessão. No contrato de coleta de lixo, por exemplo, as duas concessionárias que recolhem resíduo domiciliar têm um cronograma de tarefas a cumprir, como a construção de estações intermediárias de tratamento de resíduos. O investimento em infraestrutura, portanto, depende exclusivamente do dinheiro público. “O subsídio deveria servir para baixar a tarifa, mas está financiando a ineficiência do sistema”, afirma o vereador petista Antonio Donato. “A prefeitura diz não ter dinheiro para investir porque paga subsídio, mas sem investimento terá de pagar cada vez mais”, conclui ele, que na semana passada protocolou um requerimento para auditar as contas do transporte. Para o superintendente da Associação Nacional dos Transportes Públicos (ANTP), Marcos Bicalho, reduzir os custos significa priorizar os ônibus. “Mas, historicamente, o espaço público é tratado em benefício quase exclusivo de quem tem automóvel”, afirma. 

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Neste ano, a fatia destinada ao custeio do sistema, conforme foi publicado no "Diário Oficial", é de 743 milhões de reais. De acordo com o secretário de Transportes, Marcelo Cardinale Branco, apesar da reserva, apenas 520 milhões de reais serão destinados ao subsídio. Os 223 milhões de reais restantes servirão para melhorar o sistema. “Queremos dar prioridade total ao transporte público, ainda que seja preciso reduzir o espaço dos carros”, promete o secretário. Formado em administração, Branco tem extensa experiência na gestão pública e bom trânsito entre empresários. Integrou as diretorias de Cohab, CDHU, Emurb, Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura. Assumiu a pasta de Transportes em junho, após a saída do ex-secretário Alexandre de Moraes. 


Sob o comando do antecessor, a secretaria havia anunciado a criação de cinco corredores: na Avenida Corifeu de Azevedo Marques, na Avenida Engenheiro Luís Carlos Berrini, na Avenida Celso Garcia, na Avenida Indianópolis e na Avenida Brás Leme. Três anos depois, a intenção não saiu do papel. No mês passado, novo plano foi divulgado, com a criação de três corredores: na Avenida Radial Leste, na Avenida Inajar de Souza e na Zona Sul, entre a futura estação Vila Sônia e a estação Campo Limpo. Um sistema ágil é indispensável para reduzir os congestionamentos. “O transporte coletivo é questão de sobrevivência da metrópole”, diz Bicalho. “Mas, do jeito que está, não só a classe média não é atraída para os ônibus como os usuários, na primeira oportunidade, vão abandoná-los por um carro usado ou uma moto.” A seguir, especialistas apontam ideias para melhorar a eficiência dos ônibus na cidade e, quem sabe, deixar o dia a dia da Elzilene menos tortuoso. 
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Scania fornecerá 50 ônibus a etanol para a cidade de São Paulo

"Hoje a Scania, Viação Metropolitana, Única, COSAN e a Prefeitura da cidade de São Paulo dão um passo extremamente importante em sustentabilidade que garante um futuro mais saudável à população. O Etanol é, no momento, a solução mais viável no Brasil dentre os combustíveis renováveis por apresentar a melhor relação custo x eficiência em níveis de emissões e disponibilidade", afirma Wilson Pereira, gerente executivo de Vendas de Ônibus da Scania Brasil.
Os novos ônibus sustentáveis K 270 4x2 da Scania, com entrega prevista em lotes a partir de maio de 2011, possuem motor de 9 litros de 270 cavalos de potência e serão abastecidos com etanol, adicionado a 5% de aditivo promovedor de ignição. Esse combustível renovável é capaz de reduzir a emissão de CO2 em até 90%. A alta tecnologia dos modelos já atende às exigências da legislação brasileira de emissão de gases poluentes e a Euro V, que só entrará em vigor no País em 2012, além da EEV (Enhanced Environmentally Friendly Vehicles), norma obrigatória na União Européia.
A iniciativa da compra dos 50 veículos pela cidade de São Paulo coloca a Scania como a única fornecedora de ônibus a etanol, confirmando o pioneirismo e tradição em ser provedora de soluções sustentáveis em transportes, oferecendo produtos que causem o mínimo de impacto ao meio ambiente.
Por acreditar no ônibus a etanol, a Scania adquiriu ao longo dos anos uma enorme experiência no segmento. "Há 20 anos comercializamos o produto na Europa. Agora saímos na frente na disputa pelo mercado brasileiro, especialmente em São Paulo, se considerarmos que para cumprir as metas de política ambiental, todo o município paulista terá de ter uma frota de ônibus composta por veículos movidos a combustíveis 100% renováveis até 2018", afirma o executivo.

Antes da venda para a Viação Metropolitana, a Scania já havia cedido para a cidade de São Paulo dois veículos movidos pelo combustível que foram usados durante três anos em operação de tráfego normal. A primeira unidade foi entregue em 2007 e a segunda em 2009.
Os ônibus a etanol da Scania Série K comprovaram que são uma excelente alternativa para o transporte urbano. A disponibilidade do produto já gerou interesse de alguns órgãos gestores e a montadora apresentará


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Governo SP determina fim dos projetos de monotrilhos

Vitrine da gestão de José Serra (PSDB), as obras de Transporte e Transporte Metropolitanos estão na mira do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB). O governo determinou o fim do projeto dos monotrilhos, vai alterar o cronograma de entrega de linhas do metrô e de projetos de grande visibilidade, como a ponte estaiada entre Santos e Guarujá, e rever todos os contratos das secretarias.

Em Transportes Metropolitanos, pasta que concentrou investimentos e publicidade na gestão passada, os programas estão sendo reformulados. O secretário, Jurandir Fernandes, não dará prosseguimento os projetos de monotrilhos em São Paulo. No governo anterior, quando a pasta era presidida por José Luiz Portella, chegou a ser cogitada a execução de seis projetos, entre eles, a Linha 17 - Ouro, no Morumbi, o mais adiantado por conta da necessidade de ligação do Metrô com o estádio do Morumbi, para a Copa do Mundo.

"O monotrilho é um projeto inusitado, que merecia uma discussão mais ampla", diz Fernandes. O novo secretário era presidente da Empresa Metropolitana de Planejamento (Emplasa) e diz que só soube do projeto quando a licitação foi lançada, em dezembro de 2009. Fernandes conta que foi avisado por uma repórter, por telefone, depois de o então governador Serra ter anunciado o projeto. "Temos a obra de serviço dada e vamos fazer da melhor forma possível. Mas não é o melhor formato, por ter custo elevado, e não permitir integração com a cidade", diz.

O uso de portas de segurança nas estações também deve ser reavaliado por essa gestão. Na avaliação do secretário, as portas automáticas são ideais para linhas que trabalham sem condutor, como na Linha 4-Amarela, ou nas estações com sobrecarga de passageiros. "É preciso ver se são realmente necessárias nos outros casos", diz. Fernandes questiona, por exemplo, a prioridade dada para a instalação das primeiras portas na estação Sacomã, durante a campanha de Serra à Presidência, enquanto a Linha 4 estava com o cronograma atrasado. No metrô, das quatro linhas previstas na gestão Serra, só uma deverá ficar pronta no prazo.

Para diferenciar-se de Serra, outra proposta do governo é levar o metrô até a região metropolitana. O tucano pretende encaminhar obras até Taboão da Serra, que poderão ser exibidas em 2014, ano em que Alckmin poderá disputar a reeleição ou a Presidência.

Fonte: Revista Ferroviária

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Fortaleza não terá mais a tarifa de ônibus mais barata do Brasil, nova tarifa pode chegar à R$ 2,20

Para os fortalezenses que utilizam o transporte público diariamente, uma notícia desagradável: a passagem de ônibus pode ficar mais cara. O assunto foi discutido, ontem, no Paço Municipal, entre a prefeita Luizianne Lins, o presidente da Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (Etufor), Ademar Gondim, e representantes do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Ceará (Sindiônibus), que pleiteiam o aumento da tarifa para R$ 2,20, um acréscimo de 22% sobre o valor atual.

Segundo Ademar Gondim, não há como adiantar se o valor proposto pelo Sindiônibus será, de fato, implementado, considerando que isso é algo a ser estudado pela Prefeitura. Primeiramente, a Etufor deverá fazer uma análise das argumentações do Sindiônibus e também dos mais de 50 itens que compõem a planilha de custos da Prefeitura sobre aumento de passagem.

"Nosso objetivo é manter a tarifa atual com a mesma qualidade do serviço, mas, agora, vamos analisar a propostas dos empresários" informou o presidente da Etufor.

Atualmente, a passagem de ônibus integral, em Fortaleza, é de R$ 1,80, valor em vigor desde maio de 2009, período do último reajuste. Os empresários alegam que a nova tarifa seria para cobrir os custos decorrentes do reajuste de 7% no salário dos motoristas e cobradores, concedido peja Justiça do Trabalho no final do ano passado.

Em 2010, como explica Ademar Gondim, os empresários já reivindicavam o aumento da tarifa para R$ 2,00, mas o fato não foi concretizado.

A análise das propostas do Sindiônibus, a ser feita pela Etufor, deverá ser repassada para a prefeita Luizianne Lins, para que ela conduza todo o processo e decida se a passagem sofrerá aumento ou não.

Tarifa social
No que diz respeito à Tarifa Social aos domingos, em que o usuário paga somente a metade do valor da passagem, e à Integração Temporal, que dá direito ao passageiro, através do uso do vale transporte eletrônico, pegar até dois coletivos utilizando a mesma passagem, Ademar comenta: "essas conquistas devem permanecer". No próximo dia 14 de fevereiro, uma nova reunião para discutir o possível reajuste deve acontecer no Paço Municipal.

Caso a passagem aumente para R$ 2,20, Fortaleza terá o maior aumento percentual de passagens de ônibus do País - 22%. Em São Paulo o reajuste foi de 11%, no Rio 6,4%, Belo Horizonte 6,5%, Porto Alegre 10,20%, Recife 8,66% Salvador 8,6% e Natal 10%.

O Diário do Nordeste tentou entrar em contato com o presidente do Sindiônibus, Antônio Azevedo, mas a assessoria do órgão informou que o celular do presidente estava desligado.


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Ônibus intermunicipais do ABC são os piores de São Paulo

Os ônibus intermunicipais da região do ABC receberam a pior avaliação entre usuários de transporte público da região metropolitana, de acordo com pesquisa da ANTP (Agência Nacional de Transporte Público).

A área de concessão 5, que compreende as sete cidades da região (Santo André, São Bernardo, São Caetano do Sul, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra), foi considerada excelente ou boa por apenas 44% dos passageiros no ano passado. O Metrô, veículo com maior aceitação, agradou a 84% dos usuários.

Os veículos que atendem à região tiveram também a menor aprovação entre a rede intermunicipal da região metropolitana, ficando atrás das áreas de Mogi das Cruzes (65%) e Osasco (57%), por exemplo.

Deficiências

Em comparação com a pesquisa de 2009, a quantidade de passageiros que avalia positivamente os ônibus do ABC caiu 13 pontos percentuais. As principais reclamações dos usuários, de acordo com as entrevistas, foram a falta de linhas, a lotação e o tempo de espera.

Desde 2005, problemas jurídicos para a concessão da área 5 prejudicam a qualidade do transporte público no ABC. Em todos os processos licitatórios para que uma nova empresa cuide da linha, não houve interessados.

O resultado do impasse são ônibus velhos, superlotados e atraso nas linhas. A última tentativa de concessão da área foi no dia 31 de janeiro, novamente sem candidatos. Parte dos empresários de ônibus do ABC não concordam com termos do contrato, como o tempo de concessão de apenas 10 anos. Além de melhorias nos veículos, a licitação prevê o redesenho das linhas.

Parte delas deverá atender a estação Tamanduateí da Linha 2-Verde do Metrô. Não há previsão, porém, para que os ônibus do ABC recebam melhorias. Ainda não há data para nova abertura de edital de concessão.

De acordo com a EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos), responsável pelos ônibus intermunicipais, o transporte metropolitano no ABC é operado com base no Sistema de Permissão Precária, um contrato provisório em que não há cláusulas tão rígidas quanto a qualidade.

Segundo a empresa, nas outras quatro áreas de São Paulo que operam em concessão foi possível realizar melhorias por conta dos contratos.

Fonte: eBand

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A importância de morar perto do transporte público

Uma das coisas que você deve procurar quando for comprar uma nova casa é se a propriedade se encontra perto de alguma linha de transporte público. É um detalhe que gera muitos benefícios no futuro.
O transporte público permite o acesso sem limites a centenas de destinos. Shoppings, parques, mercados, hospitais e escolas podem ser facilmente acessados graças ao transporte público.
Outra vantagem é que se você vive perto de uma parada de ônibus ou metrô não será preciso adquirir um automóvel. E se você já possui um, poderá usufruir da economia que fará com a gasolina e a manutenção do carro.
Se usarmos menos nossos carros isso acarretará menos emissões de carbono, o que contribui para a preservação do ar. Outra coisa que é preciso lembrar é que usar o transporte público é muito mais relaxante, pois a pessoa pode simplesmente sentar e descansar.
E para reiterar os benefícios, um estudo feitos nos EUA revela que as pessoas têm menos problemas com a hipoteca da casa quando têm acesso fácil as linhas de transporte. Conduzido pelo Natural Resources Defense Council esse estudo foi realizado em diversas cidades americanas.
Uma das razões para as pessoas terem menos problema com a hipoteca da casa é que a economia que ela faz ao não usar o carro, ela usa para ajudar a pagar as parcelas da moradia.


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Em São Paulo, Passagens do Metrô e CPTM sobem para R$ 2,90

 A SPTrans (Secretaria de Estado dos Transportes Metropolitanos) informou, na noite desta terça-feira, que as tarifas dos trens do Metrô e da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) e dos serviços de ônibus intermunicipais gerenciados pela EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos), serão reajustados a partir de zero hora do próximo domingo, dia 13. De acordo com a secretaria, o bilhete unitário do Metrô e dos trens da CPTM subirá dos R$ 2,65 atuais para R$ 2,90.

O bilhete unitário da Linha 5-Lilás - que opera atualmente entre Capão Redondo e Largo Treze, em Santo Amaro - custará R$ 2,80. Ainda segundo a secretaria, o bilhete Madrugador Exclusivo  - válido das 4h40 às 6h15 no Metrô e das 4h às 5h35 na CPTM, sofrerá aumento de R$ 0,10, passando a custar R$ 2,50. O Cartão Madrugador Integrado passará de R$ 4,11 - desde a majoração dos ônibus municipais da capital, em 5 de janeiro último - para R$ 4,21.

Os cartões Bilhete Único Integrado Comum e Vale-Transporte serão reajustados de R$ 4,29  - valor de 5 de janeiro deste ano - para R$4,49. Já o Cartão Lazer (BLA-M10), que custava R$ 22,30, será comercializado a R$ R23,50. Por fim, o Cartão Fidelidade M8 passará de R$ 20,30 para R$ 21,50; o M20, de R$ 48,70 para R$51,40; e o M50, de R$ 116,50 para 123,00.

Fonte: eBand


Segundo o órgão, a atualização tarifária é realizada anualmente e “leva em consideração o equilíbrio econômico-financeiro da Companhia do Metrô, que, como empresa não dependente do governo em suas despesas de custeio”.
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Porto Alegre: Aumento da tarifa de ônibus reajusta valor da integração com metrô

O preço dos bilhetes de integração metrô-ônibus de Porto Alegre (empresas Carris e Conorte) passa de R$ 3,75 para R$ 4,00 a partir desta quarta-feira.

A mudança deve-se ao reajuste de 10,2% na tarifa dos ônibus urbanos de Porto Alegre.

Com o novo valor, o passageiro faz uma economia de R$ 0,40 por viagem (9,09%), ao optar pela tarifa integrada, se comparada à soma das tarifas cheias de ônibus (R$ 2,70) e do metrô (R$ 1,70), que resultaria num valor total de R$ 4,40.


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Metrô Leve que ligará São Bernardo à estação Tamanduateí vai custar R$ 3 bilhões

O morador do Jardim Laura, em São Bernardo, Edicarlos Roberto de Souza, de 39 anos, faz parte de uma banda de MPB e forró. Para comprar os equipamentos de som que utiliza é preciso ir até o centro de São Paulo. “Tenho que pegar um ônibus intermunicipal até o terminal Sacomã e de lá seguir de metrô. Ao todo, levo uma hora e vinte para chegar”, explicou o músico que mora a um minuto da Estrada do Alvarenga.
A operadora de telemarketing Daniele Bini, de 16 anos, mora na Estrada do Alvarenga, em São Bernardo, e costuma  ir à avenida Paulista para passear com os colegas. “Fico 30 minutos em um ônibus da minha casa até o terminal Ferrazópolis. Depois passo quase uma hora no trólebus até o Metrô Jabaquara e  por último pego o metrô até a Linha Verde”, explicou a estudante que demora quase duas horas para completar o trajeto.

Em breve Daniele e Edicarlos devem demorar menos para chegar ao local de lazer e compras. Com o metrô leve que está para ser construído na  região, a perspectiva é de que os moradores gastem aproximadamente 35 minutos para se deslocarem de casa até a estação Tamanduateí da linha verde do metrô.
O projeto é uma promessa de campanha do prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho, e só agora a administração está definindo datas para licitações e obras. A prefeitura já gastou cerca de  R$ 1, 3 milhão para entregar o esboço da obra no ano passado.
Os novos prazos foram discutidos ontem, durante uma reunião do prefeito Marinho  com o secretário de Transportes Metropolitanos do Estado, Jurandir Fernandes. O chefe da pasta estabeleceu datas e firmou o compromisso para a construção da obra.  “ Vamos lutar a ferro e fogo para começar essa obra em maio  de 2012” afirmou.
O orçamento total é de R$ 3 bilhões, ou seja, uma média de R$ 150 milhões por quilômetro.  O financiamento ficará por conta do Estado e prefeituras de São Caetano, São Bernardo e Santo André.  Segundo o secretário, além da contribuição em dinheiro as administrações deverão ceder áreas e cuidar das desapropriações.
O secretário disse que em 15 dias será decidido quais das duas opções de trem serão escolhidas, o monotrilho ou veículo leve sobre pneus (VLT). Após isso, começará o desenvolvimento do projeto básico que consiste na estruturação da obra. Esse processo  deve levar  nove meses para ser executado,  e a partir de novembro devem começar os editais de licitação.

Obra completa terá 20 quilômetros de extensão Durante reunião ontem com o prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho, o secretário de Transportes Metropolitanos do Estado, Jurandir Fernandes anunciou mais detalhes sobre o projeto do Metrô Leve na região.
Segundo o secretário, a obra vai incluir a construção de 20 quilômetros de linha para o metrô, sendo 14  de São Paulo até o centro  de São Bernardo e mais 6 até a Estrada do Alvarenga.
O metrô leve andará sob uma linha elevada no seguinte itinerário:  avenida Café Filho,  avenida Capitão Casa,  viaduto sobre a via Anchieta,  Terminal Ferrazópolis, avenida Faria Lima, Centro, avenida Pereira Barreto, avenida Aldino Pinotti, avenida Lauro Gomes, avenida Winston Churchill, Fundação Santo André,  Faculdade Mauá, avenida Guido Aliberti e Estação Tamanduateí do Metrô.
As obras não têm previsão de conclusão, mas segundo o secretário “as pessoas podem ficar cientes de que pode demorar, mas vai acontecer”. O chefe da pasta ainda disse que a  inauguração deve ser feita por trechos, assim como ocorreu com as linhas verde e amarela do Metrô, em São Paulo.
Durante a reunião, Marinho falou da importância da obra para a região. “Uma obra de R$ 3 bilhões é muito importante para o ABC. O metrô vai valorizar a região e melhorar a qualidade de vida dos moradores de São Bernardo, São Caetano e Santo André.”

IntegraçãoO secretário estadual ainda comentou sobre a integração entre os sistemas de transportes. "É um processo que depende de engenharia financeira, política e administrativa, e isso é o mais complicado. Já temos uma bilhetagem bastante evoluída na orla metropolitana, composta por 38 municípios, mas é um processo que está em discussão.”


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Usuários questionam distribuição das linhas de ônibus, mas DFTrans diz que estudo foi feito

Das 1.006 linhas que atendem o Distrito Federal, 143 passam pela W3. O número faz com que a região seja uma das mais assistidas do DF, mas, a forma como são distribuídas desagrada usuários. Mesmo assim, o DFTrans garante que a distribuição é feita com estudos eficazes, que visam atender a demanda da população da melhor maneira possível com a quantidade de ônibus disponíveis.

A técnica em estética, Raquel Monteiro Lima, 26 anos, conta que chega atrasada no trabalho quase todos os dias. Na manhã de ontem, Raquel esperava há 45 minutos para pegar um ônibus da W3 Sul para o Setor M Norte, e reclama da diferença de disponibilidade entre os destinos. “Estou esperando há mais de 40 minutos e não passa um ônibus para o M Norte. Agora já perdi a conta de quantos ônibus passaram para o Guará e para Santa Maria”, reclama. “Não adianta nada a W3 ter muitas linhas atuando nela se a grande maioria vai para um lugar só, aí temos ônibus passando toda hora para o Guará, por exemplo, que vão vazios. E os que demoram, quando chegam, já estão bem lotados. É um caos”.

Para Raquel, o governo deveria dar mais atenção para o transporte público. “O estresse gera muitas doenças, e transporte público é sinônimo de estresse. Se o governo desse mais atenção, talvez até diminuísse a demanda por atendimento na rede pública de saúde”, conclui a jovem.

A reportagem do Jornal de Brasília observou o movimento dos ônibus, durante a manhã de ontem,  no início da W3 Sul. Em apenas 20 minutos passaram nada menos do que seis veículos com destino a Santa Maria, o que dá uma média de um ônibus a cada 3,3 minutos. Enquanto isso, alguns passageiros esperavam há quase uma hora por ônibus com destino ao Paranoá e ao Recanto das Emas.


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Liminar suspende licitação de transporte coletivo em Rio Preto

O TCE interrompeu nesta terça-feira (08) a licitação de transporte coletivo em Rio  Preto. Com isso, a abertura de envelopes com as propostas das seis empresas que disputam o serviço, prevista para quarta-feira (09), está suspensa e não tem prazo para acontecer.
O edital da nova concessão de transporte foi questionado no TCE (Tribunal de Contas do Estado de São Paulo) pela empresa Expresso Fênix Viação Ltda, de São Paulo. A empresa apontou no TCE que houve “restrição técnica quanto a exigências de atestado de capacidade técnica” na concorrência. 
O conselheiro do TCE, Fúlvio Julião Biazzi, acatou o pedido da empresa e concedeu a liminar. Os envelopes seriam abertos  com seis empresas na disputa. Entre elas, duas de Rio preto, a Circular Santa Luzia, que detém 95% das linhas da cidade, e Expresso Itamarati, que tem cerca de 2%.
As demais empresas na disputa são a  Viação Piracema, de Piracicaba,  Auto Viação São Sebastião, de Jundiaí, , Viação Paraty, de São Paulo com filial em Araraquara, e Viação Cidade Sorriso Limitada, de Curitiba. O prefeito Valdomiro Lopes (PSB) afirma, desde a época da campanha eleitoral, que vai acabar com o monopólio de transporte coletivo.
O contrato com a Circular Santa Luzia terminou nesta terça depois de 20 anos, mas foi prorrogado pela prefeitura por 90 dias.  Se a concorrência não terminar nesse prazo a prefeitura pode fazer contrato emergencial.
A prefeitura informou nesta terça que o procurador-geral do município, Luiz Tavolaro, recorreu da decisão do TCE para derrubar a liminar concedida à empresa Fênix e marcar nova data para abertura dos envelopes.  Tavolaro partiu ainda nesta terça para São Paulo para tentar apresentar recurso no tribunal.
Comunicado da prefeitura sobre a liminar do TCE, no entanto, afirma que a concorrência ficará suspensa “até apreciação final da matéria por aquela Corte”. O tribunal vai pedir cópia da íntegra do edital para análise do mérito do pedido.

Governo espera receber
A Prefeitura de Rio Preto espera receber, no mínimo, R$ 5 milhões com a nova concessão de transporte coletivo.  Para o lote 1 da cidade, com linhas desde a Boa Vista até a zona norte, a prefeitura pede R$ 3 milhões, o valor mínimo de oferta para as empresas que estão na disputa. Já o lote 2 tem valor mínimo é de R$ 2 milhões. O novo contrato de concessão será de dez anos.  O contrato poderá ser prorrogado por uma vez, segundo o edital.
R$ 2,10 é o valor previsto da tarifa de ônibus na nova concessão de transporte. Atualmente  a tarifa custa R$ 2,30.


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Metrô na av. Paulista já lota mais do que trens da CPTM

Engravatados da av. Paulista estão mais apertados dentro do metrô do que moradores de Carapicuíba, Itapevi ou Itaquaquecetuba, na Grande SP, que usam trens para ir ao centro da capital.
O efeito "lata de sardinha", com que a periferia convive há anos, atingiu a linha 2-verde a ponto de a lotação encostar no limite do que é considerado aceitável.
Ela saiu de um patamar de 4,7 passageiros por m2, em 2009, para 5,9 por m2, em 2010, nos horários mais críticos do dia. O nível máximo de desconforto projetado é de seis usuários por m2.
A lotação da linha 2 do metrô nos picos passou a ser pior que a de três das seis linhas de trens que atendem a periferia.
Na linha 8-diamante, que passa por Itapevi e chega ao centro de São Paulo, os picos foram de 5,8 por m2. Na 12-safira, que atende a zona leste e Itaquaquecetuba, 5,5 por m2. Na 9-esmeralda, que sai de Osasco, 4 por m2.
A lotação na linha 3-vermelha ainda é a mais grave do sistema --a demanda seria suficiente para espremer 10,9 pessoas por m2.

OUTRO LADO
Para Sérgio Aveleda, presidente do Metrô, a lotação da linha 2-verde é um resultado natural do aumento de sua utilidade e sua prioridade é oferecer um transporte rápido para mais gente.

Fonte: Folha.com

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Dos 20 trens comprados pelo Estado, por R$ 240 milhões, para o Metrofor, apenas dois chegaram a Fortaleza

Com dois trens em Fortaleza, um em fase de testes estáticos e outro ainda em montagem, o governo do Estado aguarda para dezembro próximo a chegada de mais cinco unidades para a linha Sul do Metrô de Fortaleza (Metrofor), que contará, na primeira fase, com 20 trens. Problemas de produção na fábrica da AnsaldoBreda, em Nápoles, na Itália, e atrasos nas obras e na instalação dos sistemas eletroeletrônicos, de comunicação e ventilação nas estações e dos trilhos, retardaram a entrega dos trens.

A informação foi repassada ontem pelo secretário Estadual de Infraestrutura, Adail Fontenele, que se encontra na Europa, com o governador Cid Gomes, em visita a fábricas de equipamentos ferroviários e portuários para instalação na Capital cearense. Segundo o secretário, a empresa apresentará, oficialmente, na noite de hoje, o cronograma de entrega dos demais carros. A expectativa é a de que a partir de janeiro de 2012, dois novos trens sejam entregues mensalmente.

Fonte: Diário do Nordeste

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No Recife, Ato de vandalismo paralisa metrô por 40 minutos

Por volta das 6h25 desta terça-feira (8) uma haste metálica foi arremassada nos fios da rede elétrica do metrô, entre as estações Mangueira e Ipiranga, no bairro de Afogados, Zona Oeste da cidade, causando um curto circuito. Por isso, o metrô ficou parado por cerca de 40 minutos.

De acordo com o gerente de operações do Metrorec, João Dueire, entretanto, a demora na volta das operações foi devido à saída de alguns passageiros. "Depois de 5, 10 minutos, as pessoas começaram a sair para os trilhos." As atividades teriam voltado em 15 minutos se os passageiros tivessem permanecido no vagão, mas demoraram mais que o dobro. "Por medida de segurança, o trem só anda depois que a última pessoa saiu do trilho", explicou o gerente.

Depois da paralisação, o trem foi levado para manutenção, e após ter seu sistema avaliado, já voltou a circular.

Viaturas com seguranças do metrô chegaram a ser acionadas e foram ao local, mas não encontraram os responsáveis pelo ato de vandalismo.

CONSCIENTIZAÇÃO -
João Dueire também informou que o Metrorec pretende realizar uma campanha para conscientizar os passageiros sobre o uso correto do metrô. "Sempre fazemos campanha, mas quando há casos assim, fazemos panfletos e nos juntamos a líderes comunitários das redondezas das estações para dialogar com a população."

Fonte: JC Online

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Prefeitura de Mirassol proíbe ônibus de circular pelos bairros

A desavença é entre a Prefeitura de Mirassol e a empresa Expresso Itamarati. Mas a conta quem paga são os mirassolenses que trabalham ou precisam vir a Rio Preto.
A prefeitura proibiu que a Itamarati circule pelos bairros de Mirassol. A medida beneficia a empresa Transmassei, contratada pela mesma prefeitura para fazer o transporte urbano desde dezembro.
Entre os mirassolenses prejudicados está a auxiliar contábil Alana Souza Apoloni, 36, moradora do bairro Regissol, que  gastava R$ 5 para ir e voltar do trabalho e hoje paga R$ 8,60. Um prejuízo de quase R$ 80 no final do mês.
“O gasto que estou tendo em passagens para ir  trabalhar e voltar não está compensando. E não posso ir a pé até a rodoviária porque  é longe. O jeito é procurar um emprego em Mirassol”, afirma ela.
A recepcionista Érika Tatiane Aquino de França, 23 anos, também está passando pelo mesmo dilema. “Moro no bairro Cohab 2 e não tenho como chegar até a rodoviária porque fica a quatro quilômetros da minha casa. Sou obrigada a pagar duas vezes para chegar até o meu trabalho. Isso é um absurdo”, afirma a recepcionista.
A assessoria de imprensa da prefeitura afirmou que foram abertas quatro licitações para o transporte urbano e que não houve nenhuma empresa interessada, nem mesmo  a Itamarati, que é responsável pelo transporte intermunicipal.
O diretor operacional da Itamarati Valdeir Aparecido Zanin diz que a empresa operou o serviço urbano de Mirassol durante 10 anos e por mais um ano, por meio de contratos emergenciais, até o ano passado.  “O serviço durante todo este período mostrou-se deficitário, sendo essa a razão da não participação na última licitação”, diz Valdecir.
De acordo com ele, o  serviço intermunicipal que era realizado nos bairros, agora por determinação da prefeitura tem o seu ponto inicial e final na rodoviária.


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Tarifa de ônibus em Rio Branco salta de R$ 1,90 para R$ 2,40

Andar de ônibus na capital vai ficar mais caro. A passagem que hoje custa R$ 1,90 sofrera reajuste de R$ 0,50 passando para R$ 2,40 nos coletivos urbanos. O aumento foi anunciado pela prefeitura de Rio Branco, no final da tarde desta terça feira (08/02), na sede da prefeitura no centro.
Os representantes das empresas exigiam um valor de R$ 2,65 centavos, mas após várias reuniões do conselho tarifário, composto por membros da Federação das Indústrias – FIEAC, Federação do Comércio – Fecomércio, Sindicatos dos Taxistas, Central Única dos Trabalhadores – CUT, Diretório Central dos Estudantes - DCE e membros da prefeitura, ficou estabelecido o valor de R$ 2 reais e 40 centavos.
Os empresários justificam o preço em função dos investimentos no quadro de funcionários, aumento da frota, preço do combustível e adaptação dos ônibus para portadores de deficiência física. Em Rio Branco, com o valor da passagem em R$ 2,40, um trabalhador que utiliza o ônibus duas vezes por dia terá que desembolsar em um mês, considerando-se 22 dias úteis, R$ 105,60 para o transporte.

Rio Branco entre as tarifas mais cara do país
Autorizado pelo prefeito Raimundo Angelim, o aumento entrará a partir da semana que vem. Com o reajuste, Rio Branco passa a ter a 9ª tarifa mais cara do Brasil, entre as capitais. Em primeiro lugar estão às seguintes cidades de São Paulo (SP), Porto Velho (RO), Rio de Janeiro (RJ), Campo Grande (MS), Cuiabá (MT), Salvador (BH), Belo Horizonte (BH), Porto Alegre (RS) e Florianópolis (SC).

Fonte: O Rio Branco.Net

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Ministra do Planejamento irá analisar obras do metrô de Porto Alegre

A audiência da comitiva gaúcha para tratar das obras do metrô de Porto Alegre, com a ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão, Miriam Belchior, será realizada na quarta-feira da próxima semana (16), às 11 horas, em Brasília. Primeiramente, o encontro havia sido agendado para esta quinta-feira (10), mas a ministra solicitou mais tempo para aprofundar a análise da proposta. O presidente da Assembleia Legislativa, Adão Villaverde (PT), participará desta agenda e tem trabalhado para que a obra seja agilizada, considerando que é prioritária para o estado.
Na tarde desta terça-feira (8), na Sala da Presidência, o chefe do Parlamento gaúcho deu continuidade ao assunto em reunião com o presidente da empresa Trensurb, Marco Arildo Cunha. De acordo com Villaverde, o objetivo da audiência no Ministério do Planejamento é discutir o projeto com o governo federal para que possa ser incluído no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da Mobilidade Urbana.
O presidente da Trensurb destacou o empenho de Villaverde para que haja modernização da infraestrutura de transportes na região metropolitana, lembrando que o parlamentar foi relator da Subcomissão Mista sobre a Expansão do Sistema de Transporte Metropolitano de Passageiros, em 2004. Cunha afirmou que a linha do metrô deve fazer parte de um sistema integrado de transporte coletivo. Acrescentou que a obra, de cerca de 15 quilômetros de extensão, deve ser custeada com recursos dos governos federal, estadual e municipal, além da contrapartida de parceiros da iniciativa privada, a serem definidos por licitação. 


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ETCD pode ser gestora do Transporte Público em Diadema

O prefeito de Diadema, Mário Reali (PT), afirmou que estuda transformar a ETCD (Empresa de Transporte Coletivo de Diadema) na gestora do transporte público do município se a ação resultar em lucros para a autarquia. A administradora dos 40% das linhas de ônibus, que serão entregues ao setor privado, acumula dívida de cerca de R$ 110 milhões. Os débitos serão negociados com os credores. "Queremos começar a pagar logo", garante Reali.
A sede da ETCD abriga todo aparato para funcionamento de uma companhia prestadora de serviços de mobilidade. A folha de pagamento, segundo portal da transparência da mesma, chega a 304 funcionários. A ideia do petista é transformar essa estrutura em algo com "boa saúde financeira".
O valor mínimo da outorga de concessão que será cobrada ao vencedor da licitação de R$ 9 milhões será destinado a quitação de dívidas trabalhistas com funcionários e ex-funcionários da empresa. A Viação Alpina é a maior credora do total de passivos. Estão entre R$ 10 milhões e R$ 15 milhões, segundo Reali. "Estamos negociando. O advogado deles acha que tem que cobrar alguns juros e nós não concordamos. Queremos resolver toda a dívida para começar a pagar parcelado. O que não pode é sofrer sequestro de receita", avaliou.
O destino da ETCD já tinha sido traçado desta forma, mas a informação oficial da administração na semana passada dava conta de que a Secretaria de Transportes continuaria a ser a gestora do serviço na cidade.
Os questionamentos que motivaram o TCE (Tribunal de Contas do Estado) a paralisar a licitação para entrega dos últimos 40% das linhas de ônibus de Diadema ao setor privado "são inconsistentes" na opinião do prefeito.
Essa é a segunda vez que o certame é suspenso, no primeiro caso a administração reformulou o edital de ponta a ponta. Por conta das novas regras, o petista acredita em uma vencedora com, "realmente", a melhor proposta.
A administração respondeu ao tribunal dentro do prazo dos cinco dias - estourado na quarta-feira - e aguarda análise programada para amanhã. A previsão do petista é de que o órgão julgará procedente a justificativa e o encerramento do certame será feito com o mínimo atraso. O término estava datado para o dia 2 de janeiro. "Vamos estender só o período que ficou travado", disse Reali.
A companhia de transporte Três Irmãos de Jundiaí entrou com ação no dia 20 destacando três itens considerados como "ilegalidades". São eles: tempo de operação mínimo de sete anos para comprovação de capacidade técnica, falta de legislação para garantir prazo de concessão estipulado em 15 anos prorrogáveis por mais cinco e método de classificação de pequenas empresas. Em exame prévio, o conselheiro substituto, Marcos Renato Bottcher, considerou o prazo de operação como acusação capaz de suspender a disputa.
A primeira suspensão foi motivada por reclamações da Cooperlíder - que administra frota de micro-ônibus em São Paulo - e gerou a reformulação completa do edital.


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Greve do metro de Lisboa engrossou filas de trânsito e provocou atrasos nos ônibus

Ontem foi o primeiro dos quatro dias de greve que esta semana afectam os transportes públicos. O Metropolitano de Lisboa foi o primeiro serviço a paralisar: esteve encerrado cinco horas, obrigando milhares de passageiros a recorrer a transportes alternativos entre as 6h30 e as 11h30.

Esta greve, que visa contestar os cortes salariais nas empresas públicas, complicou a vida de muitos utentes que utilizam o metro como meio de transporte. Não se sabe o número exacto de pessoas afectadas, mas sabe-se que, em média, 500 mil utilizam este serviço diariamente.

À falta de metro, foram muitos os que tiveram de recorrer a autocarros e viaturas particulares para circular na capital. Essa situação reflectiu-se nas filas de trânsito e nos próprios autocarros, que circularam com atrasos. "Notou-se muito mais trânsito [ontem] em comparação, por exemplo, com a semana passada", disse fonte das relações públicas da PSP.

Nas cinco horas da greve, a adesão "foi total" e verificou-se "em todos os sectores da empresa", sustenta Amável Alves, da Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações. "Temos indicação de que os comboios estiveram parados em todas as linhas".

A empresa Metropolitano de Lisboa fala, porém, numa adesão na ordem dos 60 por cento, apesar de os portões das estações terem estado fechados durante toda a manhã. A circulação só ficou normalizada já passava do meio-dia.

A semana de greves prossegue amanhã. A Carris terá os seus serviços paralisados entre as 10h e as 14h e, no Porto, a STCP - Sociedade de Transportes Colectivos do Porto entre as 9h30 e as 14h. Já os trabalhadores da Transtejo estarão em greve três horas por turno. Quinta-feira é a vez dos profissionais da CP - Comboios de Portugal aderirem à paralisação, que irá afectar na sexta-feira a Soflusa, a Rodoviária da Beira Litoral e a Rodoviária d"Entre Douro e Minho.

Fonte: Página20

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