No rush de SP, Rodoanel não melhora trânsito na marginal Pinheiros; cruzar a av. Bandeirantes leva metade do tempo

quinta-feira, 8 de abril de 2010


Para saber em que medida o novo trecho Sul do Rodoanel consegue desafogar o trânsito em São Paulo, a reportagem do UOL Notícias se colocou no papel do motorista e fez um teste informal nas duas principais vias que teoricamente seriam as mais beneficiadas pela redução do fluxo de caminhões trazida pela obra inaugurada no último dia 30.
Com um cronômetro e fotógrafo, foram percorridos dois trechos de carro: um na marginal Pinheiros, da ponte dos Remédios até a ponte Engenheiro Ari Torres, sentido Interlagos, e outro na av. dos Bandeirantes, da ponte engenheiro Ari Torres até o Complexo Viário Maria Maluf, no sentido das entradas para as rodovias que levam ao litoral. As duas viagens foram repetidas antes e depois do início do funcionamento trecho sul do Rodoanel. Uma etapa foi no dia 22 de março e a outra na última segunda-feira (5).
Na comparação, o maior destaque foi a constatação da diminuição do tempo para atravessar a avenida dos Bandeirantes. No dia 22 de março, foi gasta 1 hora e 13 minutos, período que foi reduzido para apenas 30 minutos no último dia 5, quando os caminhões que chegam do interior do Estado em direção ao porto de Santos já podiam optar por não atravessar a região central da cidade. Só no início da avenida, uma marca já assustava: os sete quarteirões até a Rua Dr. Otávio de Oliveira foram vencidos em 40 minutos antes do novo trecho do Rodoanel – na última segunda-feira, a distância consumiu apenas 1 minuto.
Na marginal Pinheiros, no entanto, foi observado um acréscimo no tempo. Mesmo com a inauguração de mais um pedaço do anel viário ao redor da capital, a reportagem gastou 3 minutos a mais para percorrer o trajeto escolhido – foram 30 minutos no dia 22 de março e 33 minutos no dia 5 de abril. Nas duas datas, a movimentação do tráfego foi bastante similar: calmaria da Ponte dos Remédios até a ponte Cidade Universitária e congestionamentos pesados até o acesso à avenida dos Bandeirantes.
Apenas uma similaridade foi notada nos dois percursos: houve uma redução visível do número de caminhões. Em um ponto escolhido aleatoriamente para uma medição informal na região do Jockey Club, era possível registrar do carro pelo menos 20 veículos de carga no dia 22 de março, uma frota que tomava totalmente as duas faixas da direita da marginal Pinheiros. Do mesmo lugar, no dia 5 de abril, eram vistos apenas 5, apesar do espaço obtido com o “sumiço” dos caminhões já ter sido ocupado por outros veículos de pequeno porte.
Perto do aeroporto de Congonhas, a contagem na avenida dos Bandeirantes também indicou uma queda expressiva: do local escolhido para a análise eram observáveis 25 caminhões antes do Rodoanel, contra 10 na data posterior à inauguração da obra.
As duas viagens foram repetidas em dias da semana idênticos (segunda-feira), nas mesmas faixas de circulação (segunda da esquerda), na mesma velocidade média (70 km/h), nos mesmos horários (início às 18h17 no primeiro percurso e às 18h55 no segundo, em ambos os dias). Os levantamentos não têm valor científico, mas especialistas ouvidos acreditam que os resultados comprovam algumas teses sobre o impacto da nova obra no trânsito de São Paulo.
Para Dario Rais Lopes, secretário dos Transportes de São Paulo (2003 a 2006) que participou das discussões oficiais sobre o anel viário, as estimativas já previam que a avenida dos Bandeirantes teria uma melhoria mais rápida. “Ela (av. dos Bandeirantes) tem uma característica única, que é ligar a marginal ao sistema Anchieta-Imigrantes, por isso a redução do trânsito é mais visível. Já a marginal Pinheiros tem vários usos: serve de ligação entre muitos bairros de São Paulo, ficando menos vulnerável a essa mudança”, argumenta ele, que hoje é professor de Projeto Urbano da Universidade Mackenzie e se diz favorável ao projeto do Rodoanel.
Como argumenta Lopes, no entanto, as autoridades não devem encarar a nova obra como a derradeira salvação e precisam impor limites para que o espaço ganho com a retirada dos caminhões não seja perdido rapidamente com transporte individual de passageiros. “Não podemos repetir o erro do passado, quando tivemos uma melhoria por conta do rodízio que foi logo vencida por novos carros em circulação”, diz.
O ex-secretário alega que devem ser pensados métodos como o pedágio ou a proibição do tráfego para evitar que os caminhões não voltem para a av. dos Bandeirantes. “Não pode deixar solto. No restante da cidade, o transporte coletivo deve ser impulsionado, com novos corredores e outros projetos. Sabemos que há carros ociosos. Quando a pessoa sente que o trânsito está melhor, deixa de pegar ônibus e tenta ir de carro. Essa substituição não pode ocorrer”, afirma.
Superintendente da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP), o urbanista Marcos Bicalho também concorda com a eficiência do Rodoanel, mas igualmente alerta para a falsa impressão de que a obra é a solução para os problemas de tráfego na metrópole. “A cidade deveria estar dentro de um plano metropolitano de transportes, com um horizonte de investimentos. Como não temos esse plano ou eles não são levados a sério, boas obras como essa são lançadas com outras nem tanto, o que não nos permite um desenvolvimento ‘sustentável’”, afirma.
Como ele explica, a capacidade viária da capital está esgotada. “Há medições que indicam que, se no horário de pico, você conseguir contar quantos carros estão na rua, encontraria no máximo 500 mil. Mas a frota flutuante bate 5 milhões de carros”, compara ele, também defendendo a tese de que há veículos ociosos e um crescimento da frota acima do ideal. “A solução é transporte público coletivo. A demanda crescente em pistas como Rodoanel vai tornar nossa estrutura novamente saturada em breve”, prevê.

Fonte: UOL Notícias
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Grande Recife: Paulista terá a primeira biblioteca em terminal de ônibus do Brasil


O Instituto Brasil Leitor (IBL), o Grande Recife Consórcio de Transporte e a Fundação Gilberto Freyre inauguram, às 10h da próxima segunda-feira (12), a primeira biblioteca em terminal de ônibus do Brasil. Ela será implantada no Terminal Integrado Pelôpidas Silveira, em Paulista.

O acervo inicial da biblioteca Leitura Integrada conterá títulos de diversos gêneros, incluindo literatura brasileira, auto-ajuda, best-seller, infanto-juvenil, filosofia, religião, ciências sociais, linguística, artes e história. A expectativa é de que, nos dois primeiros anos, 3 mil pessoas se associem.

O horário de funcionamento será de segunda a sexta-feira, das 11h às 20h. Para utilizar o serviço, os passageiros precisarão apenas fazer um cadastro gratuito. Para isso, será preciso apresentar documento de identidade e CPF (originais e cópias), juntamente com uma foto 3x4. Também será necessário levar o comprovante de residência atual (original e cópia).


Fonte: PE360graus
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Campinas inicia obras de anel viário este mês


O projeto do Anel Viário Engenheiro Rebouças, idealizado para desafogar o trânsito do Centro e interligar bairros periféricos de Campinas sem passar pela área central da cidade, começa a sair do papel neste mês.
As obras complementares do anel são avaliadas em R$ 7,6 milhões e incluem a construção de mais uma pista na marginal do Córrego Piçarrão e a instalação de um acesso direto da Avenida Prestes Maia (uma das principais entradas do município) para o complexo de túneis Joá Penteado. Um dos objetivos é duplicar trechos da marginal que levam aos túneis.
  • A notícia foi dada ontem por Osmar Costa, secretário municipal de Infraestrutura, que prevê um período de um ano para a conclusão da obra. Além de criar uma nova opção de interligação viária entre os bairros, a Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec) calcula que o uso alternativo do Anel Rebouças resulte na redução de pelo menos 7 mil veículos por dia na região central.

Costa disse acreditar que o anel vai facilitar o acesso dos veículos que pretendem cruzar a cidade sem passar pelo Centro ou vão utilizar o Terminal Multimodal Ramos de Azevedo, onde estão a nova rodoviária e o Terminal Metropolitano. “O Anel Rebouças vai possibilitar, por exemplo, o desvio de ônibus rodoviários, fretados e os veículos de carga que não têm como destino o Centro de Campinas.”

  • Uma obra a ser realizada nos próximos 12 meses será o acesso direto da Avenida Prestes Maia até a Avenida Prefeito José Roberto Magalhães Teixeira, em frente à concessionária Honda Dahruj. Esse acesso vai evitar o retorno atual que os veículos são obrigados a fazer à direita, passando por dois semáforos e, depois, passar pelo pontilhão da Prestes Maia, no sentido bairro-túnel.

Outra prevê a conclusão da marginal esquerda do Córrego Piçarrão. Será o acréscimo de uma faixa de circulação na Avenida Prefeito José Roberto Magalhães Teixeira, no sentido Centro-bairro, passando ao lado do 2° Distrito Policial, no bairro São Bernardo. A pista atual vai deixar de ser mão dupla. “A proposta é garantir a fluidez do tráfego que atualmente afunila nos viadutos, que têm apenas duas faixas de rolamento, contra as três do restante da Avenida Prestes Maia, e facilitar o acesso à região central pelo Túnel Joá Penteado” , explicou.

  • A Avenida Prestes Maia tem um fluxo de cerca de 60 mil veículos diários nos dois sentidos. A avenida é uma das principais entradas da cidade e faz ligação com as rodovias Anhanguera, Bandeirantes e Santos Dumont. Os veículos que chegam das rodovias Anhanguera, Bandeirantes e Santos Dumont pela via poderão acessar o Túnel Joá Penteado, por exemplo, sem passar pela região do Centro e sem fazer contornos em semáforos. Além disso, milhares de veículos chegam da região Sul e do Aeroporto de Viracopos pela mesma avenida.

O Anel Rebouças atravessa diversos bairros que circundam a área central. A maior parte das avenidas já está pronta. Elas formarão um grande corredor, com a Marginal Piçarrão, Avenida Norte-Sul e as vias Luiz Smanio e Alberto Sarmento, entre outras. O trajeto completo começa na Vila Industrial e segue pelos bairros Bonfim, Castelo, Taquaral, Cambuí, Jardim Guarani, Jardim Proença, Ponte Preta, Vila Marieta,Vila João Jorge e volta à Vila Industrial.
Depois da conclusão das obras na região da Marginal Piçarrão, a Emdec deverá instalar placas em todo o entorno da cidade induzindo o uso do Anel Rebouças para chegar às diversas regiões e evitar o uso da área central.

  • Costa disse que os recursos para as obras que faltam integram os R$ 18 milhões liberados pelo governo federal por meio do PAC da Mobilidade para a conclusão do Túnel Joá Penteado. A obra do Túnel 2 consumiu R$ 9 milhões e o restante será utilizado em obras complementares na região do Complexo Joá Penteado, incluindo estas obras do Anel Rebouças. Costa afirmou ainda que os recursos já estão em uma conta na Caixa Econômica Federal (CEF), que já examinou os projetos e encaminhou para análise do Ministério das Cidades.

“Falta apenas o sinal verde do ministério, fato que deverá ocorrer nos próximos dias”, garantiu o secretário. A concorrência para execução das obras já foi concluída e a empresa vencedora escolhida. “A expectativa é que até o final de abril saia a ordem de serviço, dando início às obras do anel viário”, afirmou.

  • Só corredor não resolve, diz técnico – A criação do Anel Viário Engenheiro Rebouças deverá aliviar o fluxo de veículos no Centro, mas outras medidas precisam ser adotadas para evitar congestionamentos e transtornos no trânsito. Essa é a opinião do engenheiro Diógenes Cortijo Costa, do Departamento de Transporte e Geotecnia da Faculdade de Engenharia Civil da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Costa defendeu a criação do anel intermediário atrelada ao trabalho de informação aos usuários. “O anel vai fazer a ligação de bairros periféricos sem a necessidade de uso do Centro da cidade, mas há necessidade de uma sinalização bem executada e de um programa de orientação do tráfego” , disse. “Com o programa e a sinalização, o anel Rebouças será uma boa alternativa, pois haverá um ganho de fluidez no trânsito” , comentou.

  • O engenheiro disse também que a criação de linhas de ônibus do transporte coletivo nesta região pode ajudar também a dividir melhor o fluxo de veículos na cidade. Com uma frota de 684,5 mil veículos em Campinas e com a circulação de carros de toda a Região Metropolitana de Campinas (RMC), o engenheiro afirmou que será necessário também utilizar as linhas férreas abandonadas na cidade para criar corredores estruturais, ou seja, para fazer também ligações específicas para as diversas regiões de Campinas. Flávio Ramos, vendedor que utiliza a região da Prestes Maia todos os dias, aprovou as mudanças anunciadas. “Espero que outras medidas venham junto com as obras, pois a cidade cresce mais rápido do que o ritmo das obras.”

Fonte: Brasilcaminhoneiro
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Setin nega suspensão na fiscalização de vias exclusivas


A informação sobre a suspensão havia sido passada para a reportagem, no começo da manhã, por agentes da sala de rádio da Transalvador. De acordo com o secretário, houve apenas uma flexibilização na operação nos bairros do Itaigara e Iguatemi e na Avenida Juracy Magalhães entre 8h30 e 9h desta quarta.
Segundo agentes de trânsito contatados pela reportagem, a fiscalização provocou um congestionamento de mais de três horas em vários pontos da cidade, envolvendo as avenidas ACM, Paralela, Tancredo Neves, Lucaia, além dos bairros Stiep, Garibaldi e Bonocô. A declaração também foi questionada pelo secretário.

"A fiscalização não causa engarrafamento, evita engarrafamento. Essa informação não é oficial. O congestionamento desta manhã foi por conta de uma coincidência triste de vários incidentes, como batidas, manifestação, cavalo solto e carro quebrado na região do Itaigara, Iguatemi e Juracy Magalhães", disse, acrescentando que o resto da cidade - como Paralela e Rodoviária - estava com trânsito livre.

Internautas também informaram ter visto filas com diversos ônibus nos trechos com engarrafamentos, como relatou o técnico em agrimensura Nilo Mendes, 27. "Tinha uma fila com mais de 40 ônibus e os cones da Transalvador próximo ao Hospital Sarah. Não vi nenhum carro quebrado ou batida que justificasse o engarrafamento. O trânsito estava insuportável. Tinha motoristas fora dos carros com as portas abertas porque o fluxo estava parado", contou Mendes, que percorreu em quase uma hora o trecho entre o Imbuí e a Avenida Tancredo Neves, o que normalmente faz em 15 minutos.

O motorista de ônibus Luís Eduardo criticou, através de comentário no blog Cidadão Repórter, a fiscalização na faixa exclusiva. "Os agentes não estão preparados para este tipo de fiscalização. Os cones que eles colocam em alguns pontos de ônibus acabam criando imensos congestionamentos como no último ponto da av. Bonocô, em frente ao Hospital Sarah, porque os ônibus precisam fazer a conversão à direita bem próximo da saída do Stiep, causando assim um congestionamento que chega até o Shopping Itaigara. Às vezes, chegando a gastar num percurso do Shopping Itaigara até a entrada da Av. Paralela 2h30, quando no normal sem cones gastamos 20 minutos".

Apesar de o secretário informar que a operação nas vias exclusivas foi mantida, a reportagem do A TARDE On Line não encontrou agentes de trânsito fiscalizando as faixas especiais para ônibus na Avenida ACM, Paralela e Dique do Tororó. "Não há hipótese de abrirmos mão da fiscalização. No início há alguns transtornos, mas com o tempo o motorista se acostuma com a via exclusiva, vai entender que precisa respeitar essa determinação e o tráfego vai melhorar", prevê o secretário.

A fiscalização consiste no impedimento da circulação de ônibus nas demais vias, que não as exclusivas e, para isso, os agentes de trânsito se posicionam com cones e viaturas na região. A operação acontece entre 6h e 22h.

Fonte: A Tarde
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DF: Redução das tarifas em discussão


Uma possível redução nos preços das passagens das linhas de ônibus que ligam o Entorno do DF a Brasília foi o tema de uma reunião na manhã de ontem no anexo do Palácio do Buriti entre prefeitos de sete municípios do Entorno com o governador em exercício Wilson Lima. Segundo os prefeitos de Planaltina de Goiás, Águas Lindas, Santo Antônio do Descoberto, Novo Gama, Valparaíso, Cidade Ocidental e Luziânia, as altas tarifas dificultam que moradores destes municípios encontrem emprego no DF.

Também participaram do encontro o secretário de Transporte, Gualter Tavares Neto, os deputados federais Alberto Fraga (DF) e Sandro Mabel (GO) e técnicos da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

De junho do ano passado para cá, a tarifa de ônibus de Planaltina de Goiás para Brasília passou de R$ 4,05 para R$ 4,25. Ciente do reajuste, Wilson Lima deve buscar maneiras para reduzir o preço da passagem, já que 30 mil moradores de Planaltina de Goiás trabalham em Brasília e movimentam a economia do DF.

Geraldo Messias, prefeito de Águas Lindas de Goiás, reforçou que a meta é reduzir o valor das passagens de R$ 4,25 para R$ 3,00. “Com o convênio em vigor reduziremos as tarifas e, consequentemente,o desemprego na cidade”, analisou.

GDF pode gerir sistema

Durante a reunião também foi debatida a possibilidade de o Distrito Federal assumir o sistema de transporte das cidades do Entorno. O convênio que autoriza o GDF a gerir plenamente o sistema de transporte desses municípios será avaliado e pode ser assinado em 30 dias pelo governador em exercício.

Para o prefeito de Planaltina de Goiás e representante da comissão que pede urgência na assinatura do convênio, José Neto, a medida vai quebrar o monopólio das empresas de transporte público que atuam no Entorno, além de igualar o valor das tarifas, beneficiando passageiros da região.

“Os trabalhadores não conseguem vagas no mercado de trabalho da capital porque a tarifa de transporte é alta”, afirmou Neto. “É importante analisar que 90% da população do Entorno trabalham em Brasília e correm risco de perder o emprego”.

De acordo com o prefeito de Santo Antônio do Descoberto, Davi Leite, o mais importante do convênio será a proximidade do gestor do transporte, no caso o GDF, com essas cidades.

“A ANTT é muito distante e precisa cuidar do país inteiro”, afirmou Leite. Segundo o prefeito, o novo acordo vai possibilitar a quebra do monopólio no sistema de transporte das cidades do entorno. “Novas licitações serão feitas e bem mais rapidamente, e assim haverá possibilidade de baixar o preço das tarifas”.

Cerca de 20 mil pessoas de Santo Antônio do Descoberto vêm a Brasília diariamente e apenas uma empresa faz esse transporte.O Distrito Federal conta com 826 linhas de ônibus, sendo que 320 fazem o transporte do Entorno.

Fonte: Tribuna do Brasil
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EMTU apresenta projeto do Corredor Metropolitano para a população de Itapevi


Quarta-feira, dia 07/04, a Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo (EMTU/SP) realizou uma reunião com a população de Itapevi para apresentação do Projeto de construção do Corredor Itapevi-São Paulo (Butantã)- trecho Itapevi/Jandira. O deputado estadual João Caramez, articulador do projeto junto ao Governo do Estado de São Paulo, participou do encontro que aconteceu na Escola Municipal André Franco Montoro, na Vila Dr. Cardoso. Nesta que foi a segunda reunião com a comunidade, a EMTU anunciou que em julho serão iniciadas as obras. O primeiro encontro aconteceu em Jandira, no dia 05/04.
Na reunião, o chefe de gabinete da presidência da EMTU, Michael Sotelo, agradeceu o empenho do deputado Caramez para a conquista desta importante benfeitoria. “O deputado batalhou para que os recursos entrassem no orçamento, o seu trabalho foi muito importante para a concretização do projeto”, salientou. Sotelo refere-se a emenda de Caramez nº 7.771, ao projeto de lei 1.162/2007, em que reivindicou a destinação de R$ 30 milhões (valor da obra naquele ano) para finalizar o Corredor Metropolitano entre Itapevi e Jandira, conseguindo incluí-la no Orçamento de 2008, agilizando assim o processo de retomada das obras.
O vereador Luciano de Oliveira Farias também agradeceu ao deputado Caramez pelo trabalho em prol da construção do Corredor Metropolitano Itapevi/Jandira. “Parabenizo o deputado João Caramez pelo empenho por esta obra que vai trazer grande desenvolvimento”, disse.
Entre as ações encabeçadas por Caramez em prol da construção do corredor metropolitano também estão a realização de Audiência Pública, em outubro de 2007, para discutir a retomada das obras que foram iniciadas na década de 80 e interrompidas em meados dos anos 90 sem finalizar os trechos Itapevi, Jandira e Osasco. Em novembro de 2008, Caramez, acompanhado por uma comissão de representantes de Itapevi e Jandira, também esteve com o secretário adjunto dos Transportes Metropolitanos, João Paulo de Jesus Lopes, para novamente reivindicar a benfeitoria.
Para o deputado, a conquista desta obra representa um grande benefício para os trabalhadores que utilizam o transporte público. “Estamos iniciando a realização do nosso sonho de ter um corredor de ônibus para atender os trabalhadores”, citou Caramez ressaltando também o grande investimento do Governo do Estado de São Paulo por meio do Plano de Expansão do Transporte Metropolitano que é o maior projeto de transporte público já realizado no Brasil. Até 2010, o Estado investirá R$ 20 bilhões no Metrô, CPTM e EMTU/SP.
Na explanação sobre as obras, o coordenador do projeto do Corredor Metropolitano, engenheiro Roberto Fazilari, apresentou o cronograma do projeto que inclui nas próximas ações a licença de instalação ambiental prevista para o mês de junho e, no mês seguinte, a contratação das obras.
Segundo Fazilari, o custo estimado da obra será de R$ 57 milhões, contemplando a construção de cinco km de viário, de Itapevi a Jandira, com calçadas, ciclovia, passarela, viaduto e pontos de parada que atenderão 16 mil passageiros ao dia.
O Corredor Metropolitano Itapevi-São Paulo integra o Plano de Expansão do Governo do Estado de São Paulo e se estenderá por 33 km desde o município de Itapevi, na estação de trem da CPTM, até a futura Estação Butantã, da Linha 4- Amarela, do Metrô. O projeto integrará linhas de ônibus municipais, metropolitanas, trem e metrô, atendendo os municípios de Itapevi, Jandira, Barueri, Carapicuíba, Osasco e São Paulo que, juntas, somam 12,5 milhões de habitantes.
Estavam presentes na reunião o vice-prefeito de Itapevi, Jaci Tadeu, o presidente da Câmara Municipal de Itapevi, Marcos Godoy, o vereador Paulo Rogiério e o comandante da 3ª Companhia do 20° BPM/M de Itapevi, capitão Ângelo Aparecido Moitinho.

Fonte: João Camarez
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Teresina: MP acompanha projeto de aumento da passagem do Setut


Nesta manhã, o Ministério Público do Piauí recebeu a informação de que empresários do sistema de transporte público de Teresina estão fortalecendo como pauta à Prefeitura da capital o reajuste do preço das passagens de ônibus: de R$ 1,75 pra R$ 1,90, ou seja, um aumento de 8,57%, um “susto comum” para os usuários que aguardam pelo aumento a cada começo de ano.

O promotor de Justiça da Fazenda Pública Fernando Ferreira dos Santos disse que o MP está decidido a acompanhar passo a passo o processo do possível acréscimo nas passagens através da planilha de custos montada pelo Strans, que deverá mandar toda a documentação em 10 dias ao Ministério Público.

“Normalmente a Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito apresentava essa planilha com os motivos para o aumento ao prefeito da capital e ao Setut, e depois vinha para o Ministério Público. Agora nós queremos fazer com que a população acompanhe esse processo para que eles próprios terem a condição de montar a sua demanda de justificativas sobre esse reajuste”, disse o promotor Fernando Ferreira, enfatizando que é necessário promover uma discussão entre todos os interessados na problemática.

Indagado sobre a pauta do aumento da tarifa, o prefeito de Teresina, Elmano Férrer, preferiu desconversar sobre o assunto. “Ainda não chegou nada sobre isso em meu gabinete”. Mas, comentou que em conversas oficiosas já havia se debatido a possibilidade de aumento da passagem.“Não queria tratar sobre isso.

É uma coisa muito melindrosa”Em janeiro deste ano, ainda sob a gestão de Silvio Mendes, as empresas já haviam começado cobrança na Prefeitura de Teresina, por meio da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (Strans), um novo reajuste na tarifa.

Atualmente, o valor da passagem é de R$ 1,75.Naquele mês, o presidente do Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros de Teresina (Setut), Herbert Miúra Campelo, havia destacado que preço da tarifa é deficitário para suprir com todas as despesas das empresas de ônibus.

Fonte: Portal o Dia
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Belém: Transporte Público há mais de 20 anos sem mudanças ou melhorias


Qual o principal meio de transporte que você utiliza para se locomover? Provavelmente, a resposta de muitos será o ônibus. Na Região Metropolitana de Belém, milhares de pessoas utilizam esse tipo de transporte coletivo, diariamente, para chegar a sua casa, ao trabalho ou à escola. Mas, nas últimas décadas, quais foram as mudanças ocorridas no sistema de transporte mais utilizado em Belém? Esse é o principal questionamento abordado na tese de doutorado intitulada "Transporte coletivo em Belém: mudança e continuidade", de autoria da professora Simaia do Socorro das Mercês do Núcleo de Altos Estudos Amazônicos.
Apresentado em 2005, na Universidade de São Paulo (USP), o estudo compreende a análise do sistema de transporte coletivo no período de 1983 a 2004. Entretanto, para compreendermos o funcionamento desse sistema, é necessário voltar ao fim dos anos 60, quando foram constituídos os elementos que configuram a problemática do transporte coletivo na Região Metropolitana de Belém (RMB).
Nessa época, houve a constituição de 18 empresas privadas de prestação de serviço, a definição das áreas de monopólio e de como essas empresas iriam se relacionar com o Estado. O transporte público assume grande importância na agenda pública. No entanto, é necessário salientar o baixo nível de desenvolvimento econômico dos autorizados - muitos dos quais compartilhavam a propriedade de poucos veículos com outros parceiros, as diversas áreas desatendidas, as inúmeras linhas com itinerários superpostos, o atendimento ineficaz da periferia e a resistência a mudanças por parte dos prestadores do serviço. A partir desses elementos, foi sendo delineada a configuração e a atuação do transporte coletivo por ônibus na RMB.
Num segundo momento, a partir de 1983 (ano inicial da análise feita na tese), tudo o que foi citado anteriormente já estava efetivamente constituído e a aliança entre os principais envolvidos, empresas prestadoras do serviço e poder público, está fortalecida, uma vez que, em 1966, o Estado não exercia na plenitude sua função de regulamentador e controlador das condições operacionais do serviço, determinadas principalmente pelos operadores.

Ônibus é principal meio de locomoção da população
De acordo com o estudo, estima-se que na Região Metropolitana de Belém sejam feitas, diariamente, em torno de quatro milhões de viagens, sendo que, em 40% delas, o ônibus é utilizado como meio principal, constituindo-se como essencial para o deslocamento da população na região. Apesar de tal importância, sempre foram identificados diversos problemas e nada do que se propunha tecnicamente para amenizar ou solucionar os problemas era implementado. "Sempre esbarrávamos em uma dificuldade: o poder instituído do segmento empresarial. Eu sempre ouvia dizer que houve a tentativa de se criar uma nova linha para atender à necessidade da população, mas o empresário que tinha o monopólio da área onde a nova linha iria operar entrava na justiça", afirma Simaia das Mercês, que, à época, trabalhava com planejamento de transporte e planejamento metropolitano para órgãos públicos da cidade.

Estado não controla qualidade do serviço oferecido
Simaia das Mercês explica ainda que os problemas observados na prestação do serviço são decorrentes da relação que se estabelecera entre o Estado e o setor empresarial. "Enquanto os interesses das empresas de transporte coletivo são priorizados pelo Estado, o atendimento às necessidades da população, especialmente dos que residem na periferia, é realizado de maneira precária", denuncia.
Uma empresa que opera o transporte público terá lucro com o serviço, por isso, devem-se controlar as tarifas e a receita da empresa. Mas, de acordo com a pesquisadora, o poder público não tem esse controle. “Eles não sabem, por exemplo, quanto custa operar o transporte público na RMB ou qual a margem de lucro das empresas. O poder público fica sempre à margem, quando deveria cuidar do bem e do interesse coletivo: ter um transporte de qualidade, num sistema operando racionalmente”, revela a autora.
No período analisado, encontram-se algumas tentativas de melhorias e mudanças no sistema. A maioria aconteceu em 1991, quando foi delegada à Companhia de Transportes do Município de Belém (CTBel), mediante contrato administrativo de concessão por 20 anos, o planejamento, a coordenação, a direção, a avaliação, o controle e a operação do serviço de transporte de passageiros no município, desde que previamente aprovado pela Prefeitura Municipal de Belém.
Além de meia-passagem estudantil, gratuidades para idosos e profissionais em serviço, como carteiros e policiais, no mesmo ano, foram institucionalizados o regulamento de transportes e o código disciplinar, onde constam as principais disposições sobre a delegação e transferência dos serviços de transporte e a sua fiscalização na RMB. Vale a pena ressaltar que muitas das conquistas que levaram a algumas mudanças no serviço foram provenientes da organização e reivindicações dos movimentos sociais.

Fonte: Jornal UFPA
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Novo Hamburgo: Não é dessa vez que a esperada passagem integrada sai do papel

Depois de dois anúncios frustrados sobre a passagem integrada em Novo Hamburgo, o prefeito Tarcísio Zimmermann admite que a mudança não vai acontecer tão cedo. Em setembro de 2010 vencem os contratos de concessão do transporte público e será necessária nova licitação, que deve ocorrer no final do ano. Assim, a passagem integrada será implantada apenas em 2011.
Em setembro de 2009, a licitação vigente de transporte urbano foi anulada por conta de um recurso e, desde então, as empresas Viação Futura, Viação Hamburguesa e Courocap passaram a operar por meio de contratos de concessão.
Na época, a manutenção dos contratos foi condicionada à bilhetagem eletrônica, entre outras exigências e a Prefeitura havia garantido que uma nova licitação seria realizada no início de 2010 para regularizar a situação.
  • QUAIS OS ENTRAVES
  1. É preciso realizar uma nova licitação para o transporte coletivo em Novo Hamburgo até o fim de 2010. No edital será especificado quais serão as tecnologias necessárias para atender as demandas listadas, incluindo a passagem integrada.
  2. O sistema de gerenciamento da passagem integrada deve ser totalmente informatizado e as informações precisam ser compatíveis entre os bilhetes eletrônicos de todas as empresas de transporte público que operam na cidade.
  3. Com a chegada do trem, a passagem integrada será integrada com as linhas do Trensurb

Fonte: Jornal Novo Hamburgo

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São José dos Campos: Licitação do transporte público entra na fase final

Foram abertos na manhã desta quinta-feira (8) os envelopes da terceira e última fase da licitação do lote 1 do transporte público de São José dos Campos. Nessa etapa, são conhecidos os valores de outorga ofertados pelas concorrentes e apresentados os documentos que demonstram o fluxo de caixa de cada empresa.
A Comissão de Licitação divulgou os seguintes valores ofertados: da Viação Saens Peña (RJ) a outorga foi R$ 19.794.000,00, da Viação Cidade Sorriso (PR) a outorga foi R$ 13.133.000,00 e da Viação Metropolitana (PE) a outorga R$ 9.462.000,00. Dentro de 20 dias, a Prefeitura deve divulgar o resultado final da concorrência pública do lote 1 do transporte coletivo da cidade.

Histórico

Em julho de 2007, quando três lotes do transporte público de São José dos Campos foram licitados, cinco empresas se inscreveram para o certame. Ao longo do processo – que durou oito meses – três concorrentes se mantiveram na disputa até o final. Uma foi desclassificada na habilitação e outra na apresentação da proposta técnica.
Já o processo de licitação do lote 1 do transporte coletivo de São José dos Campos foi reaberto em julho do ano passado. No dia 5 de outubro, cinco empresas se interessaram em prestar o serviço e apresentaram os documentos. Durante a primeira fase, duas delas foram desclassificadas.
A nova empresa irá operar 29 linhas nas regiões norte, oeste e sul da cidade por aproximadamente dez anos. Serão 131 veículos novos na cor azul - todos preparados com elevadores para transportar cadeirantes. O início da operação deve ocorrer no segundo semestre.
Com a conclusão da concorrência do lote 1, a Prefeitura dá um passo importante para a complementação do processo de integração das mais de 80 linhas do sistema do transporte coletivo urbano de São José dos Campos, trazendo ainda mais benefícios aos usuários.

Fonte: Prefeitura de São José dos Campos

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Salvador: População sofre com transporte coletivo


Demora, ônibus lotados, quebrados, sujos e mal conservados. Essa é a realidade que o soteropolitano encontra no sistema de transporte público da capital baiana. A nossa equipe de reportagem esteve no Subúrbio ferroviário de Salvador e acompanhou de perto o sofrimento das pessoas que utilizam o sistema de transporte coletivo da cidade.

De dia ou a noite, não importa, quem depende de ônibus para se deslocar para o trabalho, ou mesmo para cumprir compromissos em Salvador, precisa ter muita paciência para enfrentar os coletivos cheios e mal conservados.
A “via-crúcis” dos passageiros soteropolitanos começa logo cedo. A nossa equipe chegou bem cedinho na Av. Suburbana, na localidade de Itacaranha, bairro de Plataforma. Presenciamos os pontos cheios e os ônibus lotados. Além disso, os moradores reclamam que inúmeros coletivos – já lotados – passam por fora e não param no ponto.
Perguntei a um rapaz que se encontrava empendurado na porta do ônibus, se não era arriscado ele viajar naquela condição, ele me respondeu: “rapaz, se eu não for assim eu me atraso todo dia, e aí se eu chegar sempre atrasado vou perder meu emprego. O patrão não quer saber de nada”, revela o jovem.

A noite o sofrimento continua. Por volta das 18:00h, a nossa equipe entrou em alguns ônibus para saber o que as pessoas acham do transporte coletivo de Salvador, fomos informados que os bairros do Subúrbio Ferroviário de Salvador como Alto da Terezinha, Paripe, Periperi e outros são os que mais sofrem com a demora e a lotação nos coletivos. Para a professora Rita Pontes, demora e ônibus cheios é uma rotina diária. “É uma falta de respeito o que esses governantes fazem com a gente. O prefeito João Henrique nem se fala”, protestou Rita.

No ônibus de Paripe encontramos o Sr. Jorge Santos, que indignado disparou críticas aos gestores públicos. “O secretário de transporte deveria pegar um ônibus para o Subúrbio em horário de pico, para ele ver como a gente sofre. Toda vez é isso, eles só parecem para pedir voto e depois esquece da gente. Esse ano tem eleição e vai acontecer a mesma coisa”, desabafa Jorge.

Fonte: PuraPolítica
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Poços de Caldas: Prefeitura, MP e concessionária avaliam novosistema integrado de transporte coletivo


O prefeito Paulo César Silva, o promotor Sidnei Boccia e o diretor da concessionária do transporte público em Poços de Caldas, Flávio Cançado, concederam entrevista coletiva na tarde desta quarta-feira (7), para avaliar o primeiro mês de funcionamento do Sistema Integrado Grande Amigo -SIGA.
Desde a implantação, iniciada em 6 de março, o sistema vem sendo aperfeiçoado. De acordo com o representante do Ministério Público, Sidnei Boccia, já houve significativa diminuição no número de reclamações dos usuários, de 139 para apenas três por semana. Isto demonstra que a população já começa a usufruir dos benefícios do novo sistema integrado de transporte coletivo. "Estatisticamente, dá para se entender que há uma melhor compreensão do novo sistema. Nós temos, mais uma vez, que orientar a população para que aprenda os novos horários e compreenda adequadamente o sistema", destaca.
Prefeitura, Ministério Público e Auto Omnibus Circullare se reuniram para avaliar o primeiro mês de funcionamento do novo sistema, no último dia 30 de março. De acordo com a fiscalização do Ministério Público, realizada nas estações de integração e na estação central, o sistema já apresentou melhorias significativas e muitas das reclamações feitas pelos usuários no início do processo já foram solucionadas.
Os ônibus estão saindo rigorosamente nos horários estipulados e não há mais filas para recarga do Cartão Amigo. Houve também a supressão do valor mínimo de carregamento do cartão e o projeto de lei que amplia o direito à meia passagem aos estudantes da rede particular dará entrada na Câmara na próxima terça-feira (13).
De acordo com o promotor Sidnei Boccia, a empresa concessionária vai maximizar as ações de comunicação no sentido de informar a população sobre os valores da tarifa. "Numa situação extrema, uma pessoa que se desloca do Marco Divisório até o Carretão, atravessando de ponta a ponta a cidade, vai gastar R$ 3,00, valor máximo da tarifa", explica.
Desde a implantação do sistema, a empresa concessionária, a Prefeitura e o MP têm atuado de forma a não somente receber reclamações. Além de recolher as reclamações, as três instituições envolvidas também apresentaram o direcionamento para solucionar os problemas. O objetivo agora é a criação de uma cultura de mobilidade sustentável a partir de um sistema de transporte coletivo que seja atraente para toda a população e não somente para um público segmentado, o que melhorará o trânsito, além dos benefícios ambientais.
Com o novo sistema, o transporte coletivo já começa a ganhar novos usuários. Inicialmente, a expectativa era de que, no máximo, 35 mil Cartões Amigo fossem confeccionados, mas, até o momento, 39 mil usuários já possuem o cartão. "Nós temos identificado que realmente há uma captação de um público que não trafegava no transporte coletivo, especialmente nas linhas alimentadoras, tanto que o número de usuários superou a expectativa em mais de 4 mil pessoas", avalia o promotor.
Segundo o diretor da Auto Omnibus Circullare, Flávio Cançado, a empresa já adquiriu 24 novos ônibus que vão melhorar ainda mais o serviço prestado.

"São ações de curto, médio e longo prazo que, com certeza, vão melhorar ainda mais o transporte, o trânsito e a infraestrutura do município. Estamos pensando a cidade para o futuro. Quando se fala do incremento na utilização do transporte coletivo realmente por toda a coletividade é o que já se aplica hoje nos países ditos de primeiro mundo. Queremos ser uma referência neste projeto", ressalta o prefeito Paulo César Silva.
Outra iniciativa sugerida pelo MP e que deve ser adotada pela Prefeitura é a criação da faixa BRT (Bus Rapid Transit) nas principais vias dos ônibus troncais, como a avenida João Pinheiro. "As ações visam potencializar o sistema para que o transporte coletivo seja realmente da coletividade - do estudante, do aposentado, do trabalhador, do empresário, da pessoa que usa gravata, da que anda de chinelo, de toda a população. E temos a pretensão de que isso se materialize no mais curto espaço de tempo", enfatiza o promotor Sidnei Boccia.

Fonte: JusBrasil
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Maior empresa de transporte público de Passo Fundo entra em greve


Uma greve deflagrada em Passo Fundo, no Norte do Estado, por motoristas e cobradores da Coleurb, empresa responsável por 70% do transporte coletivo urbano da cidade, causou problemas para os moradores que precisam se deslocar ao trabalho e às escolas. Apenas 50% dos ônibus da empresa saíram às ruas hoje. A greve foi deflagrada à meia-noite, reivindicando aumento salarial.

O Ministério Público do Trabalho e Gerência Regional do Trabalho de Passo Fundo tentaram intervir, durante uma reunião na tarde de terça-feira, mas os grevistas não cederam. Como o transporte é considerado serviço essencial à população, o Ministério do Trabalho notificou a empresa e os funcionários, de que ao menos 50% dos carros deveriam trabalhar, para que os moradores da cidade não ficassem desassistidos.

Assim, quando a paralisação iniciou, dos 84 ônibus da empresa, 42 saíram às ruas. Muita gente que aguardava o transporte para ir ao trabalho, esperou em vão nas paradas de ônibus e teve que ir à pé, ou procurar carona. Durante o final de semana, o número de coletivos vai ser ainda menor.

No sábado, 25 ônibus sairão às ruas e no domingo apenas 15 carros farão as linhas de transporte nas 24 linhas atendidas. — Não queremos prejudicar a população, mas precisamos de aumento salarial e melhores condições de trabalho — disse Miguel Valdir dos Santos Silva, presidente da comissão de trabalhadores.

Fonte: Zero Hora

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No Rio, vistoria de vans, táxis e ônibus é adiada devido as chuvas


A Secretaria municipal de Transportes (SMTR) informou, no início da tarde desta quarta-feira, que adiou para a próxima segunda-feira o início da inspeção dos primeiros lotes dos 48 mil veículos regulamentados do sistema de transporte público do Rio. Inicialmente, vans, táxis, ônibus, cabritinhos e Kombis começariam a ser vistoriados nesta quarta-feira, mas, segundo a secretaria, os selos de inspeção não chegaram a tempo de São Paulo.
O novo calendário com as datas alteradas será publicado na edição desta quinta-feira, dia 8, do Diário Oficial do Município. De acordo com a secretaria, os veículos serão inspecionados pelo final de placa, até dezembro de 2010. Veja como será:
- O primeiro lote de táxis, de veículos de frete (empresas e autônomos) e transporte complementar (vans e Kombis) corresponde aos finais de placa 00, 10, 20, 30 e 40.
- Já o calendário dos 8. 600 ônibus convencionais e especiais começa pelo final de placa zero.
- Os 250 veículos do Transporte Complementar (cabritinhos), que passará por duas etapas de vistoria, também serão vistoriados pelo final de placa zero.
- O transporte escolar concluiu dia 18 de março sua segunda etapa de vistoria regulamentada, devendo prorrogar por mais duas semanas os casos pendentes.
Os 31 mil táxis farão as vistorias de documento nas Coordenadorias Regionais de Transportes (CRTs), que funcionam nos seguintes endereços (a inspeção física dos veículos é feita no Detran):
- Rua do Riachuelo, 257 (Centro) - Avenida Bartolomeu Mitre, 1297 (Leblon) - Rua Visconde de Santa Isabel, 34 (Vila Isabel) - Rua Vinte e Quatro de Maio, 931 (Méier) - Avenida Monsenhor Félix 512 (Irajá) - Rua Fonseca, 240 - 2 piso (Bangu) - Avenida Ayrton Senna, 2001 (Barra da Tijuca) - Rua Dom Pedrito, 1 (Campo Grande) Os demais veículos de transporte serão vistoriados, nos dias úteis, das 9h às 17h, no pátio da SMTR, localizado na Estrada do Guerenguê, 1630, Curicica, Jacarepaguá.

A Secretaria de Transportes lembra os motoristas, além de apresentar a documentação obrigatoria, deverão manter os veículos lavados e aspirados, em pleno estado de uso e conservação. Não serão aceitas, no ato da vistoria, cópias de documentos, mesmo que autenticadas. Fica também, proibida, a plastificação dos documentos de licenciamento - Certificado de Vistoria e Cartão de Identificação de Auxiliar de Transporte (CIAT).

Fonte: Extra Online
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Vitória: Empresas operadoras premiadas por bom desempenho


A Companhia de Transportes Urbanos da Grande Vitória (Ceturb-GV) premiou as empresas operadoras do Sistema Transcol que obtiveram melhor desempenho durante o ano 2009. Os resultados são obtidos por meio do Sistema de Avaliação de Desempenho das Operadoras, realizado mensalmente pela Ceturb-GV desde 1993 e que foi aprimorado ao longo dos anos.

O Prêmio Anual de Desempenho das Empresas Operadoras do Sistema Transcol (PAD) foi criado em 2009 para integrar o sistema de avaliação, para entregar às empresas com melhor pontuação um certificado de qualificação e, com isso, estimular a melhoria contínua nos serviços prestados aos usuários do transporte coletivo na Grande Vitória.

Das 12 empresas operadoras do Transcol avaliadas durante o ano de 2009, sete receberam o certificado de qualificação. “Foram certificadas aquelas que obtiveram, em no mínimo seis meses, 90% da pontuação máxima e que em nenhum mês obtiveram nota abaixo de 75%, explicou a diretora-presidente da Ceturb-GV, Denise Cadete.

As operadoras certificadas foram Nova Transporte, Santa Zita, Serrana, Praia Sol, Serramar, Floramar e Santa Paula. Denise Cadete lembrou que os usuários, gestores e operadores do Transcol serão amplamente beneficiados ainda neste ano com o sistema de gerenciamento eletrônico da frota, em que os veículos serão rastreados via satélite e a operação, monitorada pela internet, possibilitando interferências em tempo real e mais dinamismo. “Esse projeto, certamente, elevará as notas das empresas no Sistema de Avaliação e trará mais qualidade ao nosso transporte coletivo”, avaliou.

O secretário de Estado dos Transportes e Obras Públicas, Neivaldo Bragato, disse que “A Ceturb-GV está sempre em busca da melhoria dos serviços prestados à sociedade e não foi ao acaso que a empresa ganhou, em Curitiba, o Prêmio ANTP de Qualidade 2009, disputado por grandes empresas de todo o país. Vamos fazer o transporte coletivo na Grande Vitória crescer ainda mais com a implantação dos corredores exclusivos para os ônibus, projeto que já começou a sair do papel em parceria com as prefeituras”.

Para a presidente do Sindicato das Empresas de Transporte Metropolitano da Grande Vitória (GVBus), Simone Chieppe, a avaliação da Ceturb-GV funciona como uma alavanca para o Sistema Transcol. “O padrão de qualidade que a Ceturb-GV nos exige faz do nosso sistema referência no país e nos obriga a trabalhar de forma sistemática e organizada. Empresas vêm de outros estados para conhecer nossos processos e implantar melhorias”.

  • Os quesitos aos quais as empresas são submetidas mensalmente são:
- Qualidade do serviço prestado ao usuário – nos quais são avaliados o cumprimento de horários, as reclamações de usuários, notificações de irregularidades operacionais; - Segurança na operação, circulação dos cidadãos no espaço urbano e meio ambiente – onde se leva em conta a manutenção e conservação da frota, os acidentes de trânsito e o controle de emissão de fumaça.

Fonte: CETURB-GV
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Em Curitiba, Projeto prevê clássicos de futebol só em fins de semana


O vereador Julião Sobota (PSC) tem mais uma proposta para garantir a segurança de torcedores de times de futebol e usuários do transporte coletivo. A sugestão do parlamentar é que os clássicos do futebol paranaense sejam marcados somente nos fins de semana. Outros projetos, também de Sobota e em apreciação na Câmara de Curitiba, prevem a proibição do término dos jogos após as 23h15 para facilitar o retorno dos torcedores e criação da “torcida única”, vetando a venda de ingressos à torcida visitante.

Com a nova proposta, Sobota pretende oferecer mais comodidade aos torcedores, fazendo com que público maior frequente os estádios. “Há muitos estudantes e trabalhadores que, devido à rotina, não podem ir aos estádios assistir aos jogos do seu time do coração se as partidas forem realizadas durante a semana”, observa o vereador.

Prevenção

Sobota ressalta o uso da rede de transporte coletivo nos dias úteis. “Muitos trabalhadores e estudantes precisam dos ônibus para suas atividades e são perturbados por alguns grupos de torcedores arruaceiros, que infelizmente ainda existem”, comenta. De acordo com vereador, com os clássicos apenas nos fins de semana esse problema será resolvido e a rede de transporte público pode melhorar o atendimento ao usuário.
“As autoridades também terão mais tempo para tomar medidas de segurança antes dos jogos”, comenta o parlamentar, lembrando que a polícia poderá organizar as ações de prevenção em pontos de maior incidência de atos violentos e vandalismo.

Fonte: Bem Paraná
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BHTrans prepara edital para criar corredor rápido na região Centro-Sul


Alternativas de transporte público para atender um dos corredores mais movimentados de Belo Horizonte, a Avenida Nossa Senhora do Carmo, na Região Centro-Sul da capital, estão perto de serem conhecidas. A BHTrans confirmou terça-feira que está em curso estudo para verificar as melhores opções para a via. A empresa está preparando um edital de licitação para projeto executivo com o objetivo de apontar a melhor solução: corredores rápidos de ônibus (BRT-Bus Rapid Transit); implantação de veículos leves sobre trilhos (VLT), nome moderno para um formato de bonde mais complexo; ou o monotrilho (meio ferroviário sobre trilhos suspensos por pilares).

De acordo com o diretor de Planejamento da BHTrans, Célio Freitas, a expectativa é de que o edital seja publicado até maio. O vencedor da licitação será contratado em julho e deverá começar os trabalhos em agosto. O prazo para a conclusão da avaliação é de um ano. No estudo, será verificado também o início e o fim do ramal – se o novo meio de transporte ligaria o Centro de BH até o Belvedere, também na Região Centro-Sul, ou se teria início a partir da Savassi. A escolha será feita segundo a viabilidade técnica e econômica

“A Região Sul tem a maior taxa de motorização, o que significa mais usuários de automóveis. Temos de dar uma alternativa de transporte coletivo à área, senão as ruas ficarão todas saturadas. É preciso uma alternativa de qualidade para essa região. Não podemos deixá-la do jeito que está”, ressalta Célio Freitas.

Conforto

O coordenador do Núcleo de Transportes (Nucletrans) da Escola de Engenharia Universidade Federal de Minas Gerais, Ronaldo Guimarães Gouvêa, vê com ressalvas a implantação de um modelo alternativo na Avenida Nossa Senhora do Carmo. Para o especialista em transporte e trânsito, medidas mais estruturantes com a finalidade de criar um sistema com maior capacidade deve ser centralizada nos principais corredores de BH, como as avenidas Antônio Carlos, Cristiano Machado, Pedro II e Amazonas. “Na Nossa Senhora do Carmo, algumas medidas são bem-vindas, mas não há demanda de um investimento mais radical, comparativamente a outros corredores”, diz.

Ele defende projetos operacionais com a prioridade para a circulação de transporte público a exemplo do que foi feito no início da Nossa Senhora do Carmo, como a criação de faixas exclusivas e melhoria dos abrigos para passageiros. “Fazer intervenções em área construída é complicado, mas valeria o esforço da BHTrans para dar um tratamento com conforto a quem enfrenta o trânsito na Savassi. Isso não é desculpa para deixar o metrô em segundo plano. Outras soluções são bem-vindas, mas são paliativas. As pessoas não estão pensando no custo que a cidade está pagando por não ter o metrô. Política pública não pode pensar em viabilidade econômica. Transporte tem de ser pensado como política estratégica”, destaca.

Fobte: UAI Notícias
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