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Novo transporte coletivo de Palmas completa dois meses com aprovação popular

quinta-feira, 10 de julho de 2025

Dois meses após o início da nova operação do transporte coletivo de Palmas, a cidade já vive um novo cenário na mobilidade urbana: mais conforto, agilidade e qualidade no atendimento. Desde o dia 7 de maio, o serviço passou a ser operado pela empresa Santa Cecília Turismo Ltda (Sancetur), por meio de contrato emergencial firmado com a Prefeitura, e os resultados têm sido amplamente aprovados pela população.

A frota atual conta com 140 ônibus totalmente novos, sendo 14 de reserva técnica, distribuídos em 61 linhas que atendem a toda a capital e os distritos de Taquaruçu e Buritirana. Os veículos modernos são equipados com ar-condicionado, Wi-Fi gratuito, acessibilidade para pessoas com deficiência, e botões de parada com resposta imediata — fatores que elevam significativamente o padrão do transporte público na cidade.

Conforto e tranquilidade no dia a dia

Para quem depende diariamente do transporte coletivo, como a universitária Thaysllanne Monique, a mudança é clara. Ela utiliza as linhas 010 – Eixão e 090 – UFT para ir ao estágio e à universidade. “Melhorou muito. Antes as estações viviam cheias e agora, com o aumento da frota e da frequência, dá pra esperar um ônibus vazio e ir sentada. Isso era impossível antes”, comenta.

Esse sentimento é reforçado por Elias Batista de Araújo, morador do setor Recanto das Araras II, que notou uma diferença na pontualidade e fluidez do sistema. “Agora tem ônibus toda hora, não tem mais lotação. Ficou muito melhor”, disse.

Atendimento humanizado e veículos bem cuidados

Além da modernidade dos ônibus, os usuários também destacam o acolhimento e o cuidado da equipe de motoristas. A servidora pública Elisiária da Conceição, que solicitou o cartão do idoso logo no início da nova operação, utiliza diariamente as linhas 180 e 190. “Os ônibus são limpos, confortáveis, o ar-condicionado funciona de verdade. Os motoristas são respeitosos, esperam o passageiro descer com calma e dirigem com tranquilidade. Isso traz uma sensação de segurança e bem-estar que antes não existia”, elogia.

Sistema integrado, prático e acessível

A nova operação também manteve e fortaleceu o sistema de integração, permitindo que o usuário utilize mais de uma linha no intervalo de até duas horas, sem custo adicional, desde que esteja no mesmo sentido de viagem. A integração é válida entre linhas Eixão e alimentadoras.

Outro destaque é a facilidade de acesso ao serviço. Com o app Sou Recarga, é possível solicitar cartão, acompanhar pedidos e realizar recargas online. Além disso, a população conta com atendimento presencial na sede da Agência de Transporte Coletivo de Palmas (ATCP) e nas unidades do Resolve Palmas (JK e Taquaralto).

As recargas também podem ser feitas em diversos pontos físicos credenciados, inclusive nos distritos, com máquinas que aceitam dinheiro, cartão de crédito, débito e Pix.

Crescimento na adesão e no uso do sistema

O reflexo da qualidade se traduz em números: já foram emitidos mais de 54 mil cartões de transporte e registradas 1.672.429 validações nos ônibus em apenas dois meses — um crescimento significativo no uso do sistema, impulsionado pela confiança dos passageiros na nova operação.

Palmas vive uma nova era na mobilidade urbana

A transformação do transporte coletivo em Palmas vai além de ônibus novos — é um investimento na qualidade de vida do cidadão. Com veículos confortáveis, serviço pontual, atendimento humanizado e tecnologia acessível, o sistema se consolida como um modelo de eficiência e respeito ao usuário.

Informações: Agencia Tocantins

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Ceturb-ES cria linha de ônibus para atender aos moradores do entorno da Avenida Marechal Campos

A partir do próximo dia 20 será criada uma nova linha que vai atender os moradores do entorno da Avenida Marechal Campos, com destino ao Terminal Carapina, uma reivindicação antiga das comunidades. Trata-se linha 553 (Terminal Carapina / Terminal Jardim América, via Avenida Marechal Campos). O anúncio foi feito nesta quarta-feira (09), pelo vice-governador, Ricardo Ferraço. A nova linha de ônibus vai melhorar ainda mais a mobilidade na região da Grande Vitória e oferecer uma alternativa prática e eficiente para os passageiros. Cerca de 13,5 mil pessoas, que residem em bairros no entorno da Marechal Campos, deverão ser diretamente beneficiadas.

O vice-governador do Estado, Ricardo Ferraço, falou sobre a relevância da alternativa: "São moradores, estudantes e trabalhadores de seis, sete bairros que terão seus deslocamentos facilitados para as mais diversas necessidades, numa conexão direta com Serra e Cariacica. Mais uma atenção qualificada ao cidadão de Vitória, na região do Território do Bem. A comunidade, com seus representantes, apresentou a demanda e no dia de hoje temos essa confirmação tão esperada. Esse diálogo e presença são fundamentais para avançarmos cada vez mais. Acabamos de completar um mês da entrega de novos 40 ônibus para o Sistema Transcol, de um total de 170 ônibus que serão incorporados à frota ao longo de 2025. Todos climatizados e acessíveis, proporcionando mais eficiência e conforto.

O diretor-presidente da Companhia Estadual de Transportes Coletivos de Passageiros (Ceturb-ES), Marcelo Campos Antunes, também comentou a implantação da nova linha. “A criação da linha 553 é um compromisso da Ceturb-ES com a melhoria contínua do transporte público na Grande Vitória. Estamos sempre atentos às necessidades da população, e essa nova linha, que atende a uma antiga demanda dos moradores do entorno da Avenida Marechal Campos, é a prova de que nosso objetivo é oferecer um serviço cada vez mais eficiente, prático e confortável. Com mais essa opção, buscamos facilitar o dia a dia de quem utiliza nossos ônibus, conectando pessoas e regiões com qualidade e regularidade"

Operação

A 553 contará com uma frota de seis veículos nos dias úteis, com partidas a cada 25 minutos durante os horários de pico e a cada 40 minutos no período de menor movimento. Essa frequência garante um total de 35 viagens por dia, facilitando o deslocamento de quem precisa ir de uma ponta à outra da rota.

Nos sábados, a operação será semelhante, também com seis veículos, mas com partidas a cada 25 minutos pela manhã e a cada 40 minutos no restante do dia, totalizando 31 viagens ao longo do sábado. Já aos domingos, serão 20 viagens, com dois carros circulando a cada hora.

A criação dessa nova linha é uma iniciativa da Ceturb-ES e é mais uma opção para os moradores da região e facilita o acesso a diferentes pontos da cidade, contribuindo para uma rotina mais prática e confortável para os usuários do transporte público na Grande Vitória.

Informações à Imprensa

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Projeto de trem Salvador-Feira é apresentado a secretarias estaduais

domingo, 29 de junho de 2025

O projeto de construção de uma ferrovia entre Salvador e Feira de Santana foi apresentado por empresários, nesta sexta-feira, 27, a integrantes do governo da Bahia, durante a reunião do Grupo de Trabalho Intersetorial (GTI). A ideia da implantação do novo modal, com trens de alta velocidade, já havia sido levada anteriormente ao Ministério do Transportes, que colocou o projeto — elaborado pela TIC Bahia — sob análise da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para autorização.

De acordo com o assessor especial da Seplan e coordenador do GTI, Antônio Alberto Valença, o projeto vem sendo aprimorado ao longo dos anos, com a participação direta do governo do estado.

“Inicialmente, a proposta previa o transporte exclusivo de passageiros. Mas, em diálogo com o governo do estado, o modelo foi atualizado para também permitir o transporte de cargas, o que amplia significativamente seu potencial logístico e econômico”, explicou Valença.

“Estamos falando de um eixo com grande capacidade de atrair novos investimentos e dinamizar a economia. O projeto tem sido bem avaliado pelo Ministério dos Transportes justamente por reunir atributos técnicos e econômicos”, completou o coordenador.

Detalhes do projeto
Conforme antecipado pelo Portal A TARDE no último dia 12 de junho, o projeto prevê a redução do tempo de viagem entre Salvador e Feira de 1 hora e 11 minutos para apenas 35 minutos, atendendo a até 85 mil passageiros por dia. O investimento estimado seria de R$ 6,8 bilhões.

A linha teria 98 km a serem percorridos por trens de passageiros com velocidade de até 160 km/h, além de vagões de carga que poderiam circular em até 120 km/h, facilitando o escoamento de produtos nos portos da Baía de Todos-os-Santos.

A ferrovia seria implantada pensando em trens de bitola larga, de 1.600 mm, com eletrificação em 25kV e sistema de controle ETCS Nível 2, visando garantir a alta velocidade, em compatibilidade com os principais corredores ferroviários nacionais.

Estações
De acordo com o projeto obtido pelo Portal A TARDE, a ferrovia entre Salvador e Feira de Santana teria um total de 10 paradas, sendo oito estações de passageiros e outros dois pátios para carga.

A primeira estação seria no bairro de Águas Claras, na capital baiana, em integração com o Sistema Metroviário de Salvador e Lauro de Freitas (SMSL), com o VLT que está em construção na região e também com a nova rodoviária soteropolitana, prevista para ser inaugurada até outubro deste ano.

Os trens ainda passariam por estações de passageiros em Simões Filho, Candeias, São Sebastião do Passé, Santo Amaro e Conceição do Jacuípe, até chegar em Feira de Santana, na parada Noide Cerqueira, e finalizar com a Estação Rodoferroviária Contorno.

Com esse traçado, na avaliação da TIC Bahia, a nova ferrovia Salvador-Feira de Santana teria impacto direto sobre uma população de 6 milhões de habitantes.

Impacto econômico
Segundo os estudos feitos pela TIC Bahia, a ferrovia Salvador-Feira pode gerar um impacto econômico de R$ 73 bilhões na capital baiana e seu entorno, com foco no polo portuário e nos serviços; além de outros R$ 17,2 bilhões na região metropolitana feirense, com suas mais de 300 indústrias.

A empresa também estima um faturamento de R$ 1,115 bilhão por ano com o trem intercidades, sendo R$ 1,035 bilhão com os 23 milhões de embarques anuais, a um preço médio de R$ 45; e outros R$ 80 milhões com o transporte de cargas.

O que é o GTI
Criado por meio de um decreto do governador Jerônimo Rodrigues (PT), no dia 10 de fevereiro de 2025, o Grupo de Trabalho Intersetorial é composto por representantes de 12 órgãos do governo do estado, entre titulares e suplentes.

O GTI é responsável por elaborar diagnósticos e propor soluções para os principais desafios logísticos da Bahia, com foco na integração multimodal, na superação de gargalos e na atração de investimentos sustentáveis.

Na reunião do GTI desta sexta, estiveram representantes das secretarias estaduais de Desenvolvimento Urbano (Sedur), Desenvolvimento Econômico (SDE) e Casa Civil, bem como de outros órgãos e empresas como a Companhia de Transportes da Bahia (CTB), BahiaInveste e a Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI).

Informações: A Tarde

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‘Monotrilho Linha 15-Prata não é confiável’, diz engenheiro que trabalhou por 35 anos no Metrô-SP

sexta-feira, 9 de maio de 2025

Nessa semana, usuários do monotrilho da Linha 15-Prata, que circula na zona leste de São Paulo, passaram por momentos assustadores. No dia 6 de maio, à tarde, após o sistema apresentar uma falha, os passageiros tiveram que descer dos vagões e caminhar pela plataforma do monotrilho. O caso aconteceu na Estação São Lucas e há vários vídeos circulando nas redes sociais (abaixo) mostrando como foi o momento.

De acordo com a Metrô-SP, que administra o monotrilho, os passageiros acionaram o dispositivo de emergência do trem sem aguardar as orientações dos funcionários da empresa – há vários relatos de que as pessoas se assustaram achando que o trem iria colidir com outro – e desceram à passarela. ‘Imediatamente, outra composição foi enviada para atender aos passageiros e seguir viagem. Funcionários auxiliaram no processo e todos os protocolos de segurança foram rigorosamente seguidos’, informou a empresa, em nota.

Mas não é possível culpar os passageiros por se anteciparem e apertarem o botão de emergência: desde que foi inaugurada, há onze anos, a linha do monotrilho, que tem 11 estações e atualmente transporta cerca de 140 mil passageiros por dia, acumula acidentes como colisões, pneus caídos de uma altura de 15 metros e outras situações que impactam na credibilidade do sistema.

Para entender mais sobre o modal, conversamos com Peter Alouche, engenheiro eletricista que, por 35 anos, foi responsável pela concepção dos sistemas, em especial do de energia, da Companhia do Metrô-SP. Confira, a seguir, os principais trechos.

Como o sr. avalia a segurança do monotrilho da Linha 15-Prata, que apresentou mais uma falha na última terça-feira (6)?

Peter Alouche: A segurança é um problema fundamental, e um dos muitos que o monotrilho da Linha 15-Prata apresenta. Voltando um pouco no tempo, apenas para dar um contexto, o monotrilho é um sistema de transporte elétrico de média capacidade, que roda sobre uma pista de concreto e que tem por cima rodas com pneus de borracha. Esse é um ponto importante na questão da insegurança do sistema. O monotrilho foi uma imposição de José Serra (PSDB), quando governador do Estado de São Paulo (2007-2010). Eu trabalhava no Metrô n a´peoca e sempre fui contra. Teve muita coisa errada do começo ao fim do processo.

Nosso monotrilho se inspira em uma tecnologia que era utilizada pelos Estados Unidos nos chamados People Mover, presente em aeroportos e na Disney World, ligando um ponto ao outro. Ou seja: não estamos falando de transporte público de massa. Mas, no Brasil, ele transporta em média 48 mil passageiros por hora/por sentido. Outro absurdo é que, na época, buscaram a tecnologia na Malásia, que não é referência no transporte sobre trilhos, e coube à canadense Bombardier fornecer e instalar o sistema do monotrilho, que, embora seja uma empresa séria, nunca havia escutado falar de monotrilho.

Tem vários aspectos que influenciam sua segurança. Um deles é que as rodas com pneus de borracha não só sustentam os veículos e os guias, mas são responsáveis pela tração e frenagem. Os pneus, por serem pressionados na viga, estão sujeitos a fortes pressões e desgastes com possível risco de explosão e podem provocar incêndio do veículo. Os pneus podem se soltar e caírem de uma altura de 15 metros.

O acidente do dia 29 de fevereiro de 2020, na mesma linha, é prova irrefutável disso. Na ocasião, cinco pneus da composição M20 do monotrilho estouraram e caíram na via pública felizmente não acertando ninguém. Os pneus localizados junto ao trilho de tração também estão sujeitos a pegar fogo, como já aconteceu em Mumbai, na Índia. Isso sem falar na poluição que geram, porque precisam ser substituídos após entre 40 mil e 60 mil quilômetros de uso — como comparação, no metrô, os pneus são trocados a cada 1,5 milhão de quilômetros — e nos altos custos com manutenção por conta dessa substituição a cada 4 meses, em média.

Além desses problemas, também há dificuldades no aparelho de mudança de via, que são lentos e caros, e a difícil evacuação dos passageiros em caso de dificuldades, caso que aconteceu nesta semana. Por conta de tudo isso, não acho que o monotrilho seja um sistema confiável.

O sr. permitiria à sua família embarcar no monotrilho da Linha-15 Prata?

Alouche: Eu não ando, só andei uma única vez, quando trabalhava no metrô e era responsável por testes da tecnologia. Eu desaconselho qualquer pessoa a andar nesse monotrilho. Se eu fosse presidente do Metrô, eu reduziria a velocidade para 40 quilômetros por hora e diminuiria a quantidade de usuários do monotrilho da Linha 15-Prata. Já o monotrilho da Linha 17-Ouro [com inauguração prevista para o segundo semestre de 2026] seria abolido.

Antigamente, eu pregava a inclusão do monotrilho no sistema [de transporte público sobre trilhos], mas respeitando alguns parâmetros, principalmente os de segurança. Hoje, não mais. A idade me ensinou que foi um dinheiro desperdiçado: cada linha de monotrilho era para custar 20% de uma linha do metrô e custou o dobro dela.

Algum desses problemas que o sr. mencionou pode ter levado ao incidente ocorrido dia 6/5?

Alouche: Eu não sei exatamente qual foi a questão dessa vez, se foi um problema no truque, um problema AMV  (Automated Vehicle Management ou Gestão Automática de Veículos) ou uma falha de sinalização — essa última acho mais provável. Sinalização é um sistema de segurança que evita de o trem colidir com outro. Esse é outro fator de insegurança no monotrilho, que não existe no metrô, porque no metrô o sinal é emitido por meio das rodas de ferro e lá ele funciona muito bem. Já no monotrilho, como o pneu é de borracha, a sinalização não funciona direito.

O Sindicato dos Metroviários sempre alega que a condução autônoma do monotrilho afeta a segurança. O sr. concorda?

Eu sou totalmente a favor da automação, sempre a defendi e atuei nesse processo no metrô, começando com a Linha 4-Amarela, a primeira a ser automatizada. Isso porque o papel do condutor sempre foi muito reduzido e, de maneira geral, mais causava acidentes do que evitava. E, na minha visão, os condutores deveriam ser aproveitados como agentes de estação, auxiliando o usuário em diversas situações.

Levando em conta esse histórico, há aprendizados que podem ajudar na construção do monotrilho da Linha 17-Ouro?

Alouche: O principal aprendizado seria proibir o monotrilho no futuro. No Japão, que é a pátria desse tipo de transporte, já não se constrói mais. Nem na Malásia, e na China, muito pouco. O monotrilho está em declínio no mundo todo.

Qual sua avaliação sobre a Linha 17-Ouro, que está sendo construída na zona sul e cuja ideia inicial era ligar o aeroporto de Congonhas a Paraisópolis?

Alouche: Primeiro deram para uma empreiteira construir a via, o que é muito arriscado, pois o declive da via é a base para diversos parâmetros, inclusive para o tipo de veículo que irá trafegar em cima dela. Ainda bem que coube, podia nem caber. Agora foram comprar o veículo na China. E além de terem feito a via de qualquer jeito, era para ela ir até a comunidade de Paraisópolis [extremo da zona sul da capital paulista].

Depois, verificaram que essa linha, da forma que planejaram e chegando a Paraisópolis, teria 100 mil passageiros por hora por sentido. Aí falaram: ‘vamos parar no meio do caminho’. Então, agora, ela irá do Aeroporto de Cogonhas até a Estação Morumbi [da Linha 9-Esmeralda]. Aí eu pergunto: quem vai descer de um avião e parar no meio da marginal, em um lugar perigoso? Além de tudo isso, esqueceram de construir o pátio de manobra.

Agora, foram encontrar um terreno para o pátio de manobra no Campo Belo, perto do Aeroporto, uma região que tem um reservatório de água. Imagine só o custo que isso terá.

Informações: Estadão

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Jundiaí terá novas linhas de trem para SP e Campinas

quinta-feira, 10 de abril de 2025

Duas novas linhas ferroviárias devem transformar a mobilidade entre Jundiaí, Campinas e a capital paulista: o Trem Intercidades (TIC) e o Trem Intermetropolitano (TIM). Além disso, a atual Linha 7-Rubi, da CPTM, será modernizada como parte do projeto.

Até o momento, não há previsão de novas audiências, porém, o projeto tem movimentado reuniões entre o Governo do Estado e as Prefeituras envolvidas. Em Jundiaí, a administração municipal apresentou 11 pedidos de travessias sob a ferrovia — para passagem de veículos, galerias pluviais e córregos. Também foram realizadas audiências públicas em Jundiaí e Campinas para apresentação da proposta à população.

O Trem Intercidades (TIC) – Eixo Norte, que ligará São Paulo a Campinas com uma parada em Jundiaí, terá capacidade para até 860 passageiros por viagem. O trajeto de 101 km será realizado em aproximadamente 1 hora e 4 minutos, com trens que podem atingir até 140 km/h. A tarifa prevista é de R$ 64,00.

Já o Trem Intermetropolitano (TIM) fará a conexão entre Jundiaí e Campinas, com paradas em Louveira, Vinhedo e Valinhos. O percurso de 44 km será feito em até 33 minutos. Os trens do TIM terão capacidade para até 2.048 passageiros por viagem, velocidade média entre 44 km/h e 80 km/h, e tarifa estimada em R$ 14,05. Para viabilizar o serviço, será construída uma nova plataforma na estação de Campinas e uma terceira via exclusiva para o transporte de cargas, que será remanejado.

Atualmente, ambos os projetos estão na fase de desenvolvimento do projeto básico, com conclusão prevista para setembro de 2025. Em seguida, será elaborado o projeto executivo, e as obras devem começar no primeiro semestre de 2026. A previsão de início da operação do TIC é em maio de 2029, enquanto o TIM deverá entrar em funcionamento em abril de 2031.

Liliana Rosa conhece bem os desafios de quem depende do transporte coletivo diariamente. “Trem de Jundiaí pra Campinas, de Campinas pra Jundiaí, vai facilitar, sim. Porque geralmente quem precisa ir pra Campinas e precisa usar o trem também tem que ir até a rodoviária. Então tem que gastar com mais transporte, demanda mais tempo”, afirma.

Ela também acredita que o novo serviço pode trazer benefícios além da mobilidade. “Vai diminuir custos. Fora que vai atrair mais gente pra ver e conhecer Jundiaí. Pode chamar mais atenção dessa galera pra vir pra cá, curtir, novas oportunidades de trabalho, shows, turismo. Vai facilitar muito”, completa.

O projeto, estimado em R$ 14,2 bilhões, faz parte de um programa mais amplo para expandir e modernizar a malha ferroviária paulista, priorizando modais mais sustentáveis e eficientes para o transporte de passageiros. A expectativa é beneficiar cerca de 15 milhões de pessoas em 11 municípios, além de gerar mais de 10 mil empregos diretos, indiretos e induzidos.

Informações: sampi.net.br

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Linha Visite Santos começa a circular com aprovação de turistas

quarta-feira, 29 de janeiro de 2025

Entre acenos, mãos para o ar e reações de surpresa e alegria, munícipes e turistas aproveitaram o passeio nas três novas linhas turísticas de passageiros ‘Visite Santos’ neste primeiro fim de semana de operação. A atração, realizada de forma gratuita neste sábado (18), continuará sem cobrança até o domingo (19), como promoção pelo início do equipamento.

Quem caminhava pelo calçadão da praia, seja para passear ou curtir um dia de sol, era atraído pela empolgação dos passageiros da linha Azul, que tem um percurso exclusivo pela orla. Alguns até interromperam a rotina ou o roteiro de férias para embarcar no ônibus e deixar se envolver com as risadas e a emoção dos passageiros.

Totalmente arejado, confortável e acessível, o veículo operado pela empresa Central de Receptivo conta ainda com outras duas rotas fixas: a amarela, que liga a orla ao Centro Histórico, e a verde, que conecta pontos turísticos relacionados ao Rei Pelé e ao Santos Futebol Clube. Também existe uma rota sazonal, a ser realizada no Terminal Marítimo Giusfredo Santini/Concais, durante a temporada de cruzeiros.

A atração foi criada para atender ao fluxo de visitantes na Cidade durante o verão, que a Prefeitura estima em mais de 3 milhões de pessoas. “As linhas são fundamentais para o turismo da Cidade, pois permitem que o público visitante conheça pontos chave e visite locais estratégicos para o fortalecimento da economia local. A meta é impulsionar ainda mais o setor turístico de Santos, oferecendo lazer, diversão e conhecimento”, destacou o secretário de Turismo, Comércio e Empreendedorismo, Tiago Papa.

SÓ ELOGIOS
O casal de aposentados Helena Costa, de 77 anos, e João Ileti, de 82 anos, moradores de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, são frequentadores assíduos de Santos, ou, como dizem, "a cidade do coração". Eles estavam passeando pelo calçadão quando avistaram o ônibus colorido, que logo chamou sua atenção. “Olhei para o veículo e pensei ‘ué, tem algo diferente em Santos’. Decidimos entrar e fomos dois dos primeiros passageiros. É perfeito para nós, porque é bem arejado e tem estrutura para nos receber. Já viajamos para muitos lugares e nunca vimos nada parecido. Adoramos!”, contou Helena.

A santista Maria Cristina de Campos, de 48 anos, levava o sobrinho, Arthur Santos, de 6 anos, para a aula de futebol na Ponta da Praia e também aprovou o transporte. “Vi a iniciativa na internet, por fotos, mas não imaginei que teria a oportunidade de andar no ônibus hoje. Fiquei curiosa e estou achando maravilhoso, porque é bem confortável. Na volta, espero encontrá-lo novamente para aproveitar mais”, disse ela. “Eu gostei porque dá para ver as árvores. Andar de ônibus ficou até mais legal”, completou Arthur.

SERVIÇO
O bilhete diário custa R$ 30, com meia-entrada (R$ 15) para idosos. Crianças até 5 anos não pagam. O pagamento pode ser feito no próprio ônibus, via cartão de crédito, débito ou Pix. Também é possível comprar o bilhete nos postos de atendimento localizados nas praças Mauá e do Aquário, lançados na última quinta-feira (16), e que funcionam de sexta-feira a domingo, das 9h às 17h. A primeira rota parte às 10h, com passeios intercalados a cada hora. As viagens duram cerca de 50 minutos cada.

ONDE EMBARCAR
A rota Amarela, que conecta o Centro Histórico à orla, tem saída em frente ao Hotel Atlântico (Avenida Presidente Wilson, 1, Gonzaga). A linha Azul, dedicada exclusivamente aos passeios pela orla, parte de frente do Posto 3 (Rua Marcílio Dias, 200, Gonzaga) . A linha Verde, dedicada ao Rei Pelé e ao Santos Futebol Clube, sai próxima ao Novo Quebra-Mar (Avenida Presidente Wilson, 170). Todos os ônibus são acessíveis e têm capacidade para 35 passageiros.

Informações: Prefeitura de Santos

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Prefeitura do Rio prorroga o prazo para início da operação exclusiva do Jaé

quinta-feira, 9 de janeiro de 2025

O prefeito do Rio, Eduardo Paes, e a secretária de Transportes, Maína Celidonio, anunciaram, nesta quarta-feira (08/01), a prorrogação do prazo para o início da operação exclusiva do Jaé, o novo sistema de bilhetagem para o transporte municipal, nos modais da cidade do Rio. A previsão para a operação exclusiva foi estendida para o dia 1º de julho.

Dois fatores determinaram a decisão: apesar de o município estar há mais de dois anos em tratativas, ainda não há integração do novo sistema com o Bilhete Único Intermunicipal ao Jaé. Além disso, a empresa responsável pelo sistema Jaé passa por mudanças na estrutura societária, e os novos acionistas solicitaram um prazo para rever os procedimentos.

– Eu não vou permitir que os moradores de Caxias, Nova Iguaçu, São Gonçalo, Niterói, São João do Meriti e de várias cidades da Região Metropolitana, que vêm para o Rio de Janeiro, sejam impactados porque não conseguiram fazer a integração – declarou o prefeito.

O Jaé está em operação em todo o sistema de transporte público regulado pelo município:  BRT, VLT, frota de ônibus municipais (SPPO) e vans. Além disso, é possível realizar as integrações tarifárias do Bilhete Único Carioca (BUC) entre esses modais municipais, utilizando o Jaé como meio de pagamento. O novo sistema é totalmente digital. No entanto, também há a opção de ter o cartão físico.

Orientação é que cidadãos continuem migrando para o Jaé

 A partir de 1º de julho, o Jaé será o único sistema de bilhetagem aceito nos modais municipais. Com o prazo estendido, a orientação é para que as pessoas continuem migrando para o novo sistema de forma gradativa, sem a necessidade de deixar para a última hora. Os modais estaduais, como os ônibus intermunicipais, a Supervia, o metrô e as barcas, continuarão utilizando o sistema Riocard.

– Sabemos que é muito importante você ter transparência no sistema de transporte. Esse processo vai acontecer. É um projeto enorme que está sendo feito há anos, e vamos continuar. As pessoas podem e devem continuar se cadastrando. Nossa orientação é que não deixem para a última hora – afirmou a secretária Maína.

Novos postos de atendimento

Além das 11 lojas físicas da Jaé existentes espalhadas pela cidade, a Secretaria Municipal de Transportes criou mais dois novos postos de atendimento para cadastramento e retirada de cartões do Jaé. Os dois locais funcionam nas Naves do Conhecimento do Engenho de Dentro (Rua Arquias Cordeiro, 1516) e de Padre Miguel (Rua Bom Sossego, 380). Ambos vão funcionar de segunda a sexta, de 9h às 18h. Em breve, mais postos de atendimento serão criados e divulgados pela Prefeitura do Rio.

Idosos já podem receber o cartão gratuidade em casa, sem custo

O pedido para o cartão de gratuidade pode ser feito totalmente online. Os idosos receberão o cartão gratuitamente em sua residência. Para isso, basta baixar o aplicativo Jaé. Desta forma, os idosos não precisam ir à uma loja para fazer seu cadastro, nem para retirar o cartão. Caso necessário, os idosos também contam com a opção dos 13 postos de atendimento.

Os trabalhadores que usam vale-transporte também não precisam se dirigir a uma loja física. O cadastro deverá ser feito por meio do aplicativo.

Sobre o novo sistema

Além do cartão físico, os passageiros podem pagar a passagem usando o celular, por meio de QR Code. Os usuários podem baixar o aplicativo da Jaé ou acessar o site para criar uma conta. Por meio do app, disponível tanto para os modelos de celulares do sistema IOS quanto Android, é possível pagar a passagem por qr code, ver o saldo, extrato e fazer recarga, bem como solicitar, bloquear, cancelar e pedir segunda via do cartão.

Os créditos podem ser comprados no aplicativo por meio de crédito, pix ou boleto bancário e já ficam disponíveis para uso instantaneamente. É importante ressaltar que neste novo sistema o saldo não expira.

O passageiro pode ter dois tipos de cartões. O cartão preto, que é solicitado via aplicativo e é vinculado à conta digital. Já o cartão verde é comprado nas máquinas ATMs e pode ser recarregado apenas nas máquinas ou bilheterias.

Informações: Prefeitura do Rio

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Ônibus elétricos superam cem dias de operação em Porto Alegre

domingo, 15 de dezembro de 2024

Menos ruidosos, sem trancos nas arrancadas e frenagens, eficientemente climatizados e com acomodações confortáveis — ao menos quando não estão lotados — os ônibus elétricos que circulam em Porto Alegre oferecem um deslocamento de qualidade superior aos veículos convencionais. A operação ocorre em três linhas: Praia de Belas, Integradora e Vila Farrapos.

Na tarde desta sexta-feira (13), a técnica de enfermagem Bruna Santos, 31 anos, experimentou com os filhos o deslocamento em um Praia de Belas. Iriam ao cinema antes da "comilança" que enche de sorrisos os semblantes dos pequenos Benício e Lorenzo.

— Bem legal. Tem menos barulho. Temperatura boa. Já melhorou nosso passeio — comenta a mãe dos meninos.

Conforme o balanço de 90 dias da Secrataria de Mobilidade Urbana, os 12 ônibus do projeto de eletrificação da frota transportaram, de 19 de agosto a 19 de novembro, 303.045 passageiros em 18.835 viagens realizadas, em que percorreram 165.654 quilômetros nos itinerários.

— Estamos em uma etapa que chamamos de curva de aprendizagem, testando o desempenho da nova tecnologia, proporcionando treinamento aos profissionais. A avaliação é positiva. São veículos mais caros, mas que geram custos inferiores em manutenção e têm baixo consumo energético na comparação com o combustível — descreve o secretário Adão de Castro Júnior.

Segundo ele, a estimativa é que tenha sido evitada a emissão de 220,38 toneladas de gases poluentes, como resultado de não terem sido queimados 82.231 litros de diesel.

Atualmente, de acordo com cotações apresentadas ao poder público municipal, um ônibus elétrico semelhante aos que estão em operação custa em torno de R$ 2,7 milhões. O veículo convencional, com o modelo de motor a diesel mais eficiente disponível sob produção em escala no mercado, custa cerca de R$ 950 mil.

Castro Júnior aponta que a prefeitura calcula que, após sete anos de operação, o custo dos elétricos deve se equiparar ao do convencional, por conta da economia energética e das vantagens relacionadas à manutenção.

Incremento modesto em 2025
A projeção da Secretaria de Mobilidade Urbana é acrescentar, a título de teste, mais alguns ônibus elétricos no ano que vem. Não há, ainda, a definição de um quantitativo específico. A meta é incorporar cerca de cem destes veículos, distribuídos por todas as linhas, até 2028.

Para o motorista Henrique Canto, 38 anos de idade e sete de boleia, será um passo importante também para a qualificação do meio de trabalho.

— É muito mais confortável e estável para dirigir. Ter mais destes será bom para quem trabalha, para os passageiros e para a cidade — observa Canto.

Quem paga a conta
A aquisição com recursos públicos, explica o secretário Adão de Castro Júnior, será repassada às empresas operadoras do sistema e o valor investido será abatido do repasse de subsídio público que será destinado para a concessionária.

Na prática, a prefeitura compra com dinheiro de programa da União, repassa o veículo para a concessionária operadora de uma linha e esta empresa recebe o veículo como parte ou integralidade do subsídio, dependendo dos valores aplicados.

Ao fechamento de 2024, o poder público municipal deve consolidar cerca de R$ 190 milhões em aporte de recurso público para sustentar o sistema, mantendo a tarifa para o passageiro em R$ 4,80.

Informações: Zero Hora

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