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SuperVia deixará a concessão com trens precários e viagens demoradas

segunda-feira, 30 de junho de 2025

A SuperVia assumiu o transporte ferroviário de passageiros na Região Metropolitana do Rio em novembro de 1998. Após quase 27 anos, a concessionária deve entregar o serviço ao governo estadual até o fim de setembro, como foi definido no acordo judicial assinado entre as partes em dezembro de 2024. E vai devolvê-lo mais lento: o usuário hoje gasta mais tempo dentro das composições do que na época em que a empresa venceu a licitação. Em alguns casos, a diferença, para pior, chega a ser de 28 minutos, levando em conta apenas os horários de pico. Não é só. Além de rodar com trens das décadas de 50 e 60 do século passado em trechos não eletrificados, a concessionária não conseguiu atingir a meta de dois milhões de usuários transportados diariamente em cinco anos — estabelecida por Marcello Alencar, que governou o estado entre 1995 e 1999.

Atualmente, são transportados em média 300 mil passageiros por dia — o mesmo número de quase três décadas atrás. O tempo de viagem praticado em 1998 consta nos anexos do contrato de concessão. Segundo o documento, o percurso da Estação Pedro II (Central do Brasil) até Santa Cruz era feito em 75 minutos. Hoje, o mesmo trajeto dura 98 minutos. No ramal Belford Roxo, a distância entre o município da Baixada e a Central era vencida em 53 minutos, contra os 64 da grade atual. Fechada, a antiga Estação Barão de Mauá, na Leopoldina, era ponto de partida do ramal Gramacho, que, em 37 minutos, avançava por trilho até a estação de mesmo nome. A viagem agora sai da Central do Brasil e dura 59 minutos. Quem recorre às composições do ramal Japeri perde ainda mais tempo: no fim da década de 90, o trem fazia o percurso até a Central em 75 minutos, contra os atuais 103. A menor diferença ficou com Deodoro, que passou de 40 minutos para 50.

— Ando de trem há mais de 30 anos. Antigamente era ruim, não tinha ar-condicionado nem nada. Mas o tempo de viagem parecia mesmo ser menor — lembra a cuidadora Celeste Dorneles, de 58, usuária do ramal Japeri.

Valmir de Lemos, presidente do Sindicato dos Maquinistas, observa que o maior tempo de viagem nos trens vem da obrigatoriedade de redução da velocidade, que, por sua vez, se deve ao estado da via permanente — termo técnico para definir instalações e equipamentos que permitem a passagem do trem.

— Há problemas na via permanente e de sinalização. Os trilhos não estão em bom estado, e há dormentes de madeira apodrecidos. Os trens têm de circular entre 40 e 50 quilômetros por hora para que acidentes não ocorram — diz ele.

Opinião parecida tem o engenheiro ferroviário Hélio Suevo Rodrigues, vice-presidente e diretor da Associação dos Engenheiros Ferroviários:

— Os trilhos de modo geral necessitam de substituições em trechos localizados. Agora, a situação mais crítica se refere à substituição de dormentes. Com restrições e dormentes podres, ocorre uma diminuição da velocidade operacional. Não só pela via permanente, mas também pela decadência do sistema de sinais e do furto de cabos. Tem certos trechos em que a velocidade operacional dos trens é de 40 quilômetros por hora. Antes, dependendo do trecho, chegava a 60km/h ou até 70km/h.

Problemas no caminho
A reportagem do GLOBO viajou por três semanas nas composições da SuperVia, entre os últimos dias 6 e 25, por cinco ramais e três extensões. Além do descontentamento dos passageiros, flagrou trens superlotados nos horários de pico, aglomeração nas estações para esperar a abertura das portas, na tentativa de encontrar um lugar para viajar sentado, e defeitos apresentados durante as viagens.

Um deles aconteceu quase no fim do trajeto de uma composição que fazia a ligação entre Central do Brasil e Belford Roxo, na noite do dia 6. Pouco após sair da estação Coelho da Rocha, o trem parou a cerca de 600 metros de distância da última estação do trecho. Quando as portas abriram, os passageiros desceram e caminharam pelos trilhos para completar a viagem.

Outro sufoco foi no início da manhã do dia 17 de junho. Na décima estação do trajeto, em Anchieta, a composição, que estava lotada, apresentou pane em uma das portas dos vagões logo na partida, que seguiu aberta até duas estações depois, em Deodoro. Lá, um funcionário fez a manutenção necessária.

Números da Agência Reguladora de Transportes Públicos do Rio de Janeiro (Agetransp) revelam uma rotina de atrasos sobre trilhos. Em 2024, 4.990 viagens foram canceladas ou interrompidas por motivos não justificados em todos os ramais e extensões. Em média, significa que foram registradas 13 ocorrências por dia no ano passado.

Uma das heranças que a SuperVia deixará será um cemitério ferroviário, onde 79 composições repousam enfileiradas num pátio entre o muro da estação de Japeri, na Baixada Fluminense, e uma passarela. Um relatório feito pelo Departamento Técnico de Patrimônio da Companhia Estadual de Transporte e Logística, empresa pública que substituiu a Companhia Fluminense de Trens Urbanos (Flumitrens), considerou-as inservíveis ou não operacionais. O maquinário teve peças retiradas, como cabos de alta e baixa tensão, tubulações do sistema de freio, componentes elétricos e portas.

As composições são das séries 500, 700 e 900, fabricadas entre os anos 70 e 80. Para os moradores, a presença dos trens parados virou sinônimo de perigo. Uma rápida olhada para o interior dos vagões, em sua maioria sem portas, sugere que o movimento por lá é maior durante a noite — e, no mínimo, suspeito. No interior de uma composição havia restos de utensílios usados no consumo de crack. Do lado externo de outra, a frase “viva a maconha” foi pichada com tinta preta.

Em um pátio próximo da estação Deodoro, 113 vagões de composições antigas, que transportavam passageiros pela extinta Flumitrens, aguardam algum destino. Foram penhorados numa ação judicial de 1997, anterior à gestão da SuperVia, originada por um pedido de indenização de uma mulher que caiu do trem. Procurada, a Central Logística informou que os 79 trens de Japeri serão retirados da lista de bens da SuperVia, e leiloados. Já no caso dos vagões um acordo foi feito para que sejam leiloados e vendidos como sucata. O dinheiro arrecadado vai servir para quitar parte do pagamento da indenização à vítima.

A SuperVia alega que o problema de portas abertas ocorre quando uma válvula de segurança é acionada indevidamente. Quanto a trilhos e dormentes, a empresa informa que a via é inspecionada segundo normas nacionais e internacionais. E que, nos últimos 18 meses, foram substituídos mais de 45 mil dormentes e 402 toneladas de trilhos. A concessionária diz que, após a pandemia da Covid-19, enfrentou desafios por conta da diminuição de passageiros e do aumento do furto de materiais. Por isso, foi obrigada a adaptar intervalos e horários de partida.

Agora, o governo estuda como será a escolha da empresa que vai administrar o sistema de trens e o modelo de gestão.

Informações: Extra Globo

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Futuro dos transportes no Rio passa por projetos que somam R$ 100 bilhões, como expansão do metrô e do BRT Metropolitano

quarta-feira, 29 de janeiro de 2025

Como mora no miolo da Cidade de Deus, na Zona Oeste do Rio, todas as quartas-feiras a diarista Maria de Jesus da Silva, de 44 anos, vai a pé ou de bicicleta até a Estação Merck do BRT, na Taquara, onde embarca até o Jardim Oceânico e, de lá, segue de metrô para Botafogo, na Zona Sul da cidade. Além das filas para entrar no BRT, perde muito tempo na baldeação. Dependendo do dia, chega a levar mais de duas horas até o endereço onde trabalha, e o mesmo tempo na volta para casa. Se a Linha 4 do metrô — que parou no Jardim Oceânico — já chegasse até o Recreio dos Bandeirantes, a vida da diarista seria outra.

— Também teria que ter mais ônibus para suprir a necessidade do BRT. Só temos um ônibus, o 990 (Merck -Joatinga), que passa perto da Cidade de Deus e vai para o metrô. E, quando passa, a gente nem consegue entrar de tão cheio. E ainda demora à beça — completa a diarista.

O trecho do metrô entre o Jardim Oceânico e o Recreio chegou a ser idealizado para a Olimpíada de 2016, mas empacou durante a grave crise financeira do estado, sendo substituído pelo BRT. Teria cerca de 20 quilômetros e seria escavado sob o canteiro central da Avenida das Américas. Esse e outros projetos de transportes sobre trilhos e no mar, com orçamentos que beiram R$ 100 bilhões, estão em pranchetas, gavetas e promessas dos governos.

A expansão do metrô carioca parou há quase dez anos, quando as obras da Estação Gávea foram interrompidas e o buraco preenchido por água para tentar sustentar a estrutura. Iniciado em 1979, o modal tem 54,4 quilômetros, 41 estações e três linhas. Apenas cinco anos mais velho, o metrô de São Paulo tem 104,4 quilômetros, 91 estações e seis linhas.

Depois de um acordo assinado em outubro do ano passado — envolvendo MPRJ, TCE, governo do Estado, MetrôRio e o consórcio construtor Rio Barra da Linha 4 —, e muitas promessas de recomeço, agora o secretário estadual de Transporte, Washington Reis, diz que a construção da Estação Gávea entra nos trilhos no mês que vem, após assinatura de aditivo com o MetrôRio, que investirá R$ 600 milhões nas obras e terá o seu contrato de concessão prorrogado por dez anos, até 2048. O estado se comprometeu a aplicar R$ 97 milhões e criou um fundo de reserva de R$ 300 milhões para serem usados, se necessário, na estação e na conclusão de um trecho da galeria São Conrado-Gávea.

Além da Estação Gávea
A Linha 4 consumiu até agora cerca de R$ 10 bilhões. E, para celebrar o novo contrato com o MetrôRio, o estado gastou mais R$ 3 milhões: contratou a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) para dar suporte, inclusive no cálculo de tarifa.

Para o presidente do MetrôRio, Guilherme Ramalho, a retomada das obras da Estação Gávea é simbólica e importante. Mas é preciso não parar por aí:

— Mais do que a Gávea, a gente tem que voltar a poder investir. O Rio precisa voltar a ter investimento constante em infraestrutura. A cidade tem demandas grandes no setor de transporte.

O último plano diretor do metrô, de 2017, somado ao Metrô Leve da Baixada (Pavuna-Nova Iguaçu) — prometido pelo governador Cláudio Castro durante campanha para a reeleição —, prevê mais de 178 quilômetros de trilhos, que não saíram do papel. A execução de todos custaria mais de R$ 80 bilhões. Ainda está pendente o trecho de 1,2 quilômetro para ligar o Alto Leblon — onde o tatuzão, máquina para escavar túneis, apodrece sob a Rua Igarapava — à Estação Gávea.

Para completar a nova Linha 4 projetada, seria necessário ainda interligar o Jardim Oceânico ao Recreio. Consta também do projeto original do metrô a Linha 4 passando por Humaitá, Laranjeiras e Botafogo, chegando ao Centro. Da Gávea ainda está projetada uma ampliação até a Rua Uruguai, cortando o Maciço da Tijuca. Especialistas consideram fundamental concluir a Linha 2, levando os trilhos do Estácio até a Praça Quinze, passando pela Cruz Vermelha. Mais uma linha incluída no traçado, a 3, passaria sob a Baía de Guanabara, chegando a Niterói e São Gonçalo.

Na campanha eleitoral, o prefeito Eduardo Paes anunciou que pretende transformar em VLT os corredores do BRT Transoeste e Transcarioca. Pelos cálculos iniciais, segundo disse Paes na ocasião, “veletizar” esses dois corredores exclusivos teria um custo inicial estimado de R$ 16 bilhões. A prefeitura também já fez estudo para implantar VLT ligando Botafogo, Gávea e Leblon, um investimento de R$ 1,5 bilhão.

Outra ideia é a implantação do BRT Metropolitano na cidade, que aparece em decreto no primeiro dia da nova administração Paes. Na prática, a ideia é fazer a integração entre os transportes municipais e intermunicipais. E isso poderá acontecer com a conclusão de dois terminais que constam do Transbrasil, estimados em R$ 100 milhões: o Trevo das Margaridas, que poderia absorver quem vem da Baixada Fluminense pela Via Dutra; e o do Trevo das Missões, idealizado para aliviar o trajeto para quem chega da Baixada pela Rodovia Washington Luís.

No transporte pela Baía de Guanabara, a Companhia Carioca de Parcerias e Concessões (CCPAR), da prefeitura, tenta licitar desde o ano passado uma ligação por barcas entre os aeroportos Santos Dumont e Tom Jobim. O investimento previsto para implantação era de R$ 109,5 milhões. Depois de vários adiamentos, a licitação foi realizada em dezembro, mas não apareceram interessados. A CCPar está refazendo o edital para relançá-lo.

Já a ligação por barca entre São Gonçalo e a Praça Quinze não tem qualquer estimativa de preço. A Secretaria de Transportes do estado informa que novos trajetos de barcas poderão ser criados “de acordo com a demanda de passageiros e a viabilidade econômica e a capacidade operacional”.

De concreto, a curto prazo o que está no horizonte da Secretaria estadual de Transportes é o lançamento de estudo e da modelagem da ligação Estácio-Praça Quinze, da Linha 3 e do metrô entre o Jardim Oceânico e o Recreio. Reis diz que sua meta é lançar a licitação da conclusão da Linha 2 e a implantação da Linha 3 ainda este ano:

— Vamos fazer uma licitação internacional e chamar o mundo para cá. Eu vou dizer uma coisa, se o governo federal atual, com a caneta na mão, não abraçar esse projeto, qualquer outro presidente que vier faz tudo.

Morador de São Gonçalo, o técnico de refrigeração Rodrigo Caetano, de 40 anos, trabalha nas zonas Sul e Oeste do Rio e sonha com a Linha 3 do metrô.

— Já ouvi falar, mas não sei se vai ter mesmo. Meu sonho era que fosse tudo metrô. Não dá para comparar. É rápido, mais barato, mais seguro. Até lá podia ter mais BRT pela cidade toda, cortar um pouco o trânsito — espera.

Transporte sustentável
A ampliação dos transportes sobre trilhos é rota mais indicada também quando o assunto é impacto ambiental. Considerando os deslocamentos da Região Metropolitana do Rio, os modais sobre trilhos são os que menos consomem energia, não emitem gases que aceleram o aquecimento global, como o dióxido de carbono (CO2), e duram pelo menos 60 anos.

— Uma urgência é reduzir o uso de automóvel particular, deveria ser a última opção na movimentação da cidade. Se queima muito combustível para transportar uma pessoa só, promove engarrafamento. Para se ter ideia, um SUV movido a gasolina gasta a energia equivalente a uma viagem de avião de um passageiro — diz Márcio D’Agosto, presidente do Instituto Brasileiro de Transporte Sustentável.

Tarifa zero: opiniões divergentes
Pelo menos dez municípios fluminenses têm ônibus com tarifa zero: Paracambi, São Fidélis, São Sebastião do Alto, Cantagalo, Carmo, Casimiro de Abreu, Silva Jardim, Tanguá, Maricá e São João da Barra.

Diretor da FGV Transportes, Marcos Quintela afirma que, embora pareça vantajosa para os usuários, a tarifa zero também tem suscitado reflexões sobre a viabilidade econômica e a capacidade de manter a qualidade e eficiência dos serviços com o passar do tempo. “Ao eliminar a tarifa do sistema, a demanda pelo serviço inevitavelmente aumenta, levando a uma maior ocupação dos veículos e exigindo um aumento da oferta de viagens”, diz ele. “Esse aumento na operação do serviço acarreta incremento significativo nos custos operacionais para os municípios, uma vez que se tornam os únicos responsáveis pelos repasses financeiros para subsidiar o sistema”, acrescenta.

Antropólogo, urbanista e militante do Movimento Passe Livre, Paique Duque Santarém ressalta que, nos últimos anos, as empresas tiveram uma retração nos lucros e buscaram financiamentos, subsídios e redução de imposto, “mas a passagem continuou aumentando muito”. Isso, diz ele, “desregula o sistema e cria um ciclo vicioso: aumenta a tarifa, o que reduz o número de usuários, o valor não se sustenta com inflação, e aí se aumenta a tarifa de novo”. Para o transporte público se salvar, avalia, “é preciso constituir um Sistema Único de Mobilidade, a exemplo do SUS, nacionalizando o financiamento por meio de taxas. Ele seria constituído por autoridades dos âmbitos federal, estadual e municipal, atuando de forma conjunta, principalmente nas regiões metropolitanas”.

Informações: O Globo

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Prefeitura do Rio diz que vai elaborar plano de ação para criar o BRT Metropolitano

quinta-feira, 9 de janeiro de 2025

Depois de concluir o corredor Transbrasil no último mandato, Eduardo Paes agora quer implantar o chamado “BRT Metropolitano” na cidade. Na prática, explica o prefeito, a ideia é fazer a integração entre os transportes municipais e intermunicipais. Por isso, a elaboração de um plano de ação por parte da Secretaria municipal de Transportes foi determinada pelo município, para pensar medidas que permitam a implementação desse sistema.

— (É para) Passar a tratar com dignidade também a população de Duque de Caxias, São João de Meriti, Nova Iguaçu, que vem (para o Rio), trabalha no Rio de Janeiro, e hoje não está tendo o mesmo tratamento que a cidade do Rio, que pode usar o BRT Transbrasil com mais rapidez, mais conforto e com segurança — disse Paes em entrevista coletiva, logo após tomar posse, na Câmara dos Vereadores do Rio.

Um “modelo ideal” que pode ser seguido é o do Terminal Deodoro, conforme pontuou o prefeito. No local, passageiros vindos da Zona Oeste, de novas linhas de ônibus ou de serviços que foram transferidos para o terminal, inaugurado em setembro de 2023, acessam os serviços dos corredores Transbrasil e Transolímpica. Essa deve ser a ideia seguida no BRT Metropolitano, só que de passageiros vindos da Baixada Fluminense, reforçou Paes.

Na Transbrasil, que tem faixa exclusiva entre os terminais Gentileza e Deodoro, os terminais Missões e Margaridas foram planejados para realizar justamente essa integração com ônibus intermunicipais, mas que acabaram servindo como áreas de manobra para os articulados, conforme noticiado à época da inauguração do corredor da Avenida Brasil.

— O BRT Transbrasil já foi o BRT construído com essa visão metropolitana. A gente tem ali o Terminal das Missões e o Terminal Margaridas praticamente prontos, a gente fez infraestrutura básica. É obvio que isso (funcionamento) depende de uma coordenação metropolitana — observou Eduardo Paes.

Entre os 46 decretos publicados no primeiro Diário Oficial do ano, está um que determina a elaboração, em até 60 dias, de um plano de ação para a expansão do sistema BRT no Rio. A SMTR deverá apresentar “medidas e intervenções que viabilizem e estimulem a integração dos modos municipais de transporte coletivo com os modos intermunicipais”.

Segundo Eduardo Paes, é necessária a compra de mais ônibus para o sistema. Por isso, ele afirma já ter conversado com o presidente Lula para tentar captar recursos do governo federal para isso.

Além dos BRTs, a Avenida Brasil faz parte do trajeto de linhas municipais que fazem ligações entre o Centro e as Zonas Norte e Oeste, além de linhas intermunicipais que se destinam à Baixada Fluminense, sob o chapéu do Departamento de Transportes Rodoviários do Estado do Rio (Detro-RJ), órgão que está em processo de elaboração de um novo edital de licitação para os ônibus intermunicipais.

Informações: O Globo

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Supervia fala em ‘recorde de passageiros’ após inauguração do BRT Transbrasil

sexta-feira, 12 de abril de 2024

A Supervia afirma ter tido número recordes de passageiros em apenas um dia após a inauguração do BRT Transbrasil, que começou a operar no início do mês.

A concessionária diz que, desde então, a quantidade de pessoas embarcando nos trens aumentou consideravelmente. Os trens da Supervia ligam as Zonas Oeste, Norte e a Baixada Fluminense ao Centro do Rio.

No dia 3 abril, foram 340 mil passageiros em toda a malha ferroviária, que costumava contar com 270 mil. Ou seja, cerca de 70 mil pessoas resolveram optar, de uma só vez, por ir de trem.

“Nosso objetivo é aumentar ainda mais. O esforço é a dedicação de cada funcionário e colaborador da SuperVia é a força motriz para este feito”, disse Flávio Vaz, que assumiu a presidência da SuperVia em fevereiro.

Além das melhorias na grade horária dos ramais Saracuruna, Gramacho, Santa Cruz, Japeri e Belford Roxo, um outro motivo apontado para o aumento são os constantes congestionamentos na Avenida Brasil.

A lentidão na via dobrou desde que o BRT foi implementado, e o trajeto chegou a bater 3 horas. Para tentar resolver a questão do trânsito, a prefeitura do Rio liberou o uso de uma faixa seletiva. 

Informações: G1

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A importância do BRT na Avenida Brasil e como diminuir engarrafamentos

quinta-feira, 11 de abril de 2024

Em um lado da pista, passageiros no BRT Transbrasil conseguem reduzir bastante o tempo de viagem até o centro do Rio desde que o sistema começou a operar, no dia 01/04. Na mesma Avenida Brasil, fora da faixa exclusiva dos articulados, pessoas em ônibus convencionais e demais veículos sofrem com o aumento dos engarrafamentos, que em alguns casos impactam em muitas partes da cidade.

Na última quarta-feira (03/04), 184 km de congestionamento foram registrados às 8h. De acordo com o Centro de Operações Rio (COR), em relação ao mesmo horário das últimas três quartas-feiras, esse número representou mais que o dobro da média (138%), já que esses dias tiveram 77 km de carros parados.

Especialistas destacam a importância do novo sistema de transporte coletivo e apontam o que pode ser feito para reduzir o problema.

“O Transbrasil é um marco para a cidade. É um corredor há muito tempo esperado. Ele tem uma escala diferente dos outros corredores do BRT, não só cortando diversos bairros do Rio, mas também conectando com municípios da Baixada Fluminense, ainda que isso esteja até o momento em suspenso, esse é um aspecto fundamental por conta da conexão com os ônibus convencionais provenientes da Baixada. É um corredor que tem um potencial de redução das desigualdades para a população como um todo. A gente estima que pode beneficiar até 58% da população do Rio de Janeiro, aumentando o acesso às oportunidades de emprego, principalmente para as pessoas de baixa renda“, declarou Clarisse Cunha Linke, diretora executiva do Instituto de Políticas de Transporte e Desenvolvimento (ITDP), que completou comentando as possíveis soluções para a redução dos engarrafamentos:

“Uma primeira questão é pensar em um pacote de medidas restritivas para caminhões de carga, que faça sentido, que seja coerente, acordado com o setor logístico. E uma segunda questão é a entrada do Governo do Estado para garantir que os ônibus intermunicipais façam parte da operação plena do BRT. É do interesse de todos que o sistema funcione, que seja bom e atrativo para que, inclusive, algumas pessoas possam trocar os carros pelos BRTs“.

Enquanto alguns novos usuários dos BRTs estão fazendo seus trajetos em bem menos tempo e sem congestionamentos, passageiros de linhas de ônibus convencionais municipais e intermunicipais que passam pela Avenida Brasil e motoristas de carros de passeio que usam a via diariamente têm sentido o trânsito piorar. “O trecho que eu levava uns 20 minutos em um dia normal, estou levando uma hora nos últimos dias. Ninguém anda. Tudo parado“, conta Anderson Ribeiro, que pega a linha 348 (Riocentro-Candelária) para chegar ao trabalho no centro da cidade.

Nesta segunda-feira, 08/04, mais registros de trânsito ruim na Avenida Brasil. Os trechos mais engarrafados ficavam na altura dos bairros de Irajá, Penha, Cidade Alta e Manguinhos. O Centro de Operações informou, às 7h15, que o gráfico de trânsito do Waze apontava congestionamento 15% maior que a média de três semanas. Contudo, frisando que que nesse período houve uma colisão entre caminhão e moto na pista central da via, na altura de Bonsucesso, que colaborou para o congestionamento.

Procurada, a Secretaria Municipal de Transportes ainda não respondeu o contato da reportagem, que questionou sobre o que está sendo feito para corrigir o problema do trânsito na Avenida Brasil para quem não utiliza o BRT.

A Comissão de Transportes da Câmara Municipal do Rio de Janeiro realizará, nesta terça-feira (09/04), às 10h30, audiência pública no Palácio Pedro Ernesto, na Cinelândia. A ideia é debater sobre os engarrafamentos e também a quantidade de multas aplicadas aos motoristas na primeira semana de funcionamento do sistema BRT na Avenida Brasil.

Informações: Diário do Rio

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No Rio, Faixa da Linha Vermelha dedicada ao Galeão começa nesta segunda-feira

terça-feira, 5 de março de 2024

A faixa dedicada da Linha Vermelha ao acesso à Ilha do Governador e ao Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão) começa a operar nesta segunda-feira. Durante uma semana o funcionamento com as novas regras terá caráter educativo, em que agentes da CET-Rio e da Guarda Municipal orientam os motoristas. A partir do dia 11 de março, o sistema de fiscalização eletrônica será ativado, com aplicação de multa em caso de descumprimento. Com 2.200 metros de extensão, a faixa dedicada funciona na pista sentido Baixada Fluminense, no trecho entre a Ponte Oswaldo Cruz (Linha Amarela) e o acesso à Ilha.

A mudança na Linha Vermelha é feita após o aumento do volume diário de tráfego no acesso à Ilha do Governador, que chegou a 17% no período de setembro do ano passado a janeiro deste ano. A expectativa é de que esse volume chegue a cerca de 30% até o fim de 2024. O aumento no número de voos no Aeroporto do Galeão teria impacto direto para este crescimento.

Segundo dados da CET-Rio, dos 90 mil veículos que trafegam no trecho diariamente, um terço, ou seja, 30 mil, têm como destino a Ilha e o restante, 60 mil, vão em direção à Baixada Fluminense.

Funcionamento a partir de agora
A mudança visa a melhorar a distribuição dos fluxos. A Linha Vermelha conta, no trecho, com quatro faixas. Apenas a que fica mais à esquerda passa a ser dedicada ao acesso à Ilha do Governador e ao aeroporto. A alteração não causa redução na capacidade de escoamento da via no sentido Baixada Fluminense. Após o acesso à Ilha, a Linha Vermelha segue com as mesmas três faixas de rolamento.

Segundo a CET-Rio, essa faixa irá evitar o estrangulamento na bifurcação, impedindo que os veículos provenientes da faixa da esquerda bloqueiem o acesso à Ilha e também interfiram no fluxo dos que seguem em direção à Baixada.

  • A faixa dedicada somente poderá ser utilizada por veículos que estejam na Linha Vermelha com destino à Ilha do Governador e ao Galeão.
  • Os veículos que seguem para outros destinos deverão utilizar as outras três faixas disponíveis.
  • Haverá fiscalização eletrônica no trecho.
  • O sistema de fiscalização funcionará por meio de leitura dupla das placas, ou seja, os veículos que utilizarem a faixa dedicada deverão obrigatoriamente seguir para a Ilha do Governador.
  • Os veículos que estiverem na faixa dedicada e saírem para seguir em outras direções, o sistema de fiscalização detectará a infração.
  • A transposição da faixa contínua pelo condutor irá gerar uma infração média com base no Art. 185 – Inc. I, com multa no valor de R$ 130,16 e quatro pontos na carteira.
  • O trecho tem sinalização específica implantada, como placas de regulamentação e pinturas no pavimento, indicando onde é a faixa dedicada.
  • A primeira semana de operação será educativa. Agentes da CET-Rio e da Guarda Municipal vão orientar os motoristas que trafegam nesse trecho da via.
  • A partir do dia 11 de março, a fiscalização eletrônica estará ativada para identificar infrações.

Informações: O Globo

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Tarifa Social no trem e metrô é prorrogada por mais um ano no Rio de Janeiro

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2024

A tarifa social para os trens da SuperVia e metrôs do Metrô Rio foi prorrogada até 1º de fevereiro. A medida foi sancionada pelo governo estadual e publicada no Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro desta quarta-feira (31), por meio do Decreto Estadual nº 48.938/2024.

Por meio da tarifa social, o valor cobrado aos usuários desses transportes ferroviários será de R$ 5. A diferença na passagem será paga pelo Poder Executivo Estadual. Têm direito ao benefício os usuários cadastrados cujo rendimento mensal é de até R$ 3.205,20, o mesmo caso para quem tem ativada a função Bilhete Único Intermunicipal nos vales-transporte e cartões RioCard.

Atualmente, a passagem de trem custa R$ 7,40 e a de metrô, R$ 6,90. O valor cheio é pago por quem vai pagar em dinheiro e por quem não é contemplado pelas regras da tarifa social.

Os trens da SuperVia circulam em 11 municípios, entre eles o Rio, Guapimirim, Magé e outros da Baixada Fluminense. Já o metrô só circula em bairros cariocas, passando por estações como Pavuna, Irajá, Del Castilho, São Cristóvão, Centro, Tijuca, Botafogo, Ipanema, Leblon e Jardim Oceânico etc.

Vale destacar que nas extensões Guapimirim e Vila Inhomirim, em Magé, não há cobrança de tarifa de trem. Quem quiser descer na estação Saracuruna, em Duque de Caxias, ou fazer baldeação até outras estações caxienses ou até a capital fluminense terá de pagar a passagem.

Informações: O Dia

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SuperVia reabre ramal paralisado por furto de cabo

sexta-feira, 21 de julho de 2023

A SuperVia retomou às 18h10 de hoje a circulação de trens no ramal Saracuruna. A primeira viagem paradora seguirá até a estação Saracuruna, sem os clientes precisarem fazer a baldeação na estação Gramacho. Depois de 30 minutos, partirá um trem com destino a Gramacho e, depois de mais 30 minutos, partirá um trem direto com destino a Saracuruna. Como o horário de pico é no sentido Baixada Fluminense, a concessionária está priorizando atender os passageiros na volta para a casa. As viagens no sentido Central do Brasil do ramal Saracuruna continuam suspensas.

Desde às 16h de ontem (20/07), o furto de cerca de cem metros de cabo alimentador, na altura do Parque Arará, provocou a queda do abastecimento de energia dos trens no trecho entre Central do Brasil e Gramacho, Gramacho e Saracuruna e nas extensões Vila Inhomirim e Guapimirim. Técnicos da SuperVia seguem trabalhando na via. Ao todo, 37 estações tiveram que ser fechadas. As causas deste incidente foram devidamente protocoladas em carta enviada à Agetransp.

Levantamento dos crimes no sistema ferroviário em 2023

A SuperVia fez um levantamento que mostra os principais dados relacionados aos crimes contra o sistema ferroviário.  A concessionária que opera os 270 quilômetros de trilhos que ligam o Rio a outros 11 municípios contou, de janeiro a junho deste ano, 90 ocorrências de assaltos e/ou arrastões contra passageiros em trens e/ou estações. O número de assalto a colaboradores da empresa chama atenção porque já supera o de 2022. Ao longo de todo o ano passado, foram 15 ocorrências do tipo. Este ano, já são 24 casos de profissionais da SuperVia assaltados enquanto estavam trabalhando.

Mesmo com risco de vida por causa do choque elétrico, as caixas de impedância da SuperVia também passaram a ser alvo dos ladrões de cabos do Rio de Janeiro.  O equipamento blindado custa cerca de R$ 40 mil, fica enterrado e abastece as subestações de energia alimentadoras do transporte ferroviário do Grande Rio. Em 2022, foram 59 furtos de caixas de impedância. Este ano, o número já chegou a 146. Essas caixas possuem peças de cobre.
A segurança pública dentro do sistema ferroviário é atribuição do Poder Público, conforme contrato de concessão. As autoridades policiais atuam nos trens, estações e ao longo da via férrea - no caso do sistema ferroviário, através do Grupamento de Policiamento Ferroviário (GPFER). Os agentes de controle da concessionária não têm poder de polícia para atuar na prevenção ou coerção de ações de natureza criminal. A SuperVia atua em parceria com as forças de segurança pública do Estado, buscando soluções para mitigar o risco à operação decorrentes da violência urbana.

A concessionária reitera que vem adotando todas as medidas possíveis para garantir a integridade de seus colaboradores, inclusive oferecendo suporte psicológico por meio de seu Núcleo de Saúde Mental. 

Veja os índices completos

(Os dados de 2023 se referem até as 7h do dia 22/06)

Assaltos a Colaboradores Supervia  
2022 - 15 ocorrências 
2023 - 24 ocorrências 

Assaltos a Passageiros 
2022 - 206 ocorrências 
2023 - 90 ocorrências  

Furto de Caixa de Impedância  
2022 - 59 ocorrências   
2023 - 146 ocorrências   

Furto de cabos de Rede Aérea  
2022 - 510 ocorrências e 67.915 metros de cabos   
2023 - 149 ocorrências e 26.843 metros de cabos    

Furto de cabos de Sinalização  
2022 - 1.268 ocorrências e 67.711 metros de cabos  
2023 - 242 ocorrências e 5.066 metros de cabos   

Furto de Subestações 
2022 - 14 ocorrências    
2023 - 26 ocorrências   

Corte de Fibra Óptica  
2022 - 92 ocorrências 
2023 - 39 ocorrências  

Prisões dentro do sistema  
2022 - 197 ocorrências   
2023 - 110 ocorrências  

Informações: Supervia

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SuperVia retoma operação na extensão Vila Inhomirim

quarta-feira, 19 de julho de 2023

Após concluir as obras estruturais na ponte sobre o rio Ribeirão das Moças, a SuperVia retomou, nesta terça-feira (18/07), a operação dos trens na extensão Vila Inhomirim. Ou seja, voltando a atender no trecho entre Fragoso e Vila Inhomirim, ambos na cidade de Magé, na Baixada Fluminense. 

O horário da primeira partida da extensão Vila Inhomirim é às 4h55min (na Estação Vila Inhomirim) e a última partida é às 22h12 (da Estação Saracuruna). Nos dias úteis, a SuperVia oferecerá um total de 14 viagens no ramal, considerando ambos os sentidos.

Em todo o trecho da extensão Vila Inhomirim (da Estação Saracuruna até Vila Inhomirim) não haverá cobrança de passagens. Os clientes interessados em dar continuidade na viagem, utilizando os trens elétricos, precisarão pagar o valor da tarifa integral na bilheteria da Estação Saracuruna.

Alteração no intervalo entre Gramacho x Central do Brasil

Na última semana, a SuperVia comunicou à Agetransp que precisou fazer alterações no intervalo passando de 15 para 20 minutos entre uma viagem e outra nos horários de pico, no trecho entre Gramacho x Central do Brasil por causa de uma ocorrência de segurança pública - o intervalo no trecho Saracuruna x Gramacho permanece em minutos. No dia 18 de junho, a equipe de manutenção da concessionária constatou danos causados por atos de vandalismo na proteção mecânica, blindagem e isolamento dos cabos que alimentam o circuito de energia nas proximidades da estação Manguinhos
Em função das alterações no trecho Gramacho x Central do Brasil, também foi necessário realizar alguns ajustes nos horários de partidas no ramal Belford Roxo, devido ao trecho compartilhado por ambos os ramais.

Informações: Supervia
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Prefeitura promete pistas para BRT Transbrasil em dois meses

quinta-feira, 12 de setembro de 2019

As pistas por onde circularão os ônibus do sistema BRT Transbrasil estarão prontas em dois meses, funcionando como faixas seletivas até a conclusão dos terminais, que deve ocorrer em agosto de 2020. Os prazos foram apresentados nesta segunda-feira (9/09) pelo coordenador de planejamento da Secretaria Municipal de Transporte do Rio de Janeiro, Eloir Faria, em audiência pública conjunta de duas comissões da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro: a de Transportes e a Especial de Governança da Região Metropolitana.

"Nós vamos acabar com os congestionamentos na Avenida Brasil a partir do fim dessas obras. Até o sistema ser implementado por completo, a pista continuará sendo usada como está atualmente", declarou Faria. Ele explicou que, além das pistas, os terminais de embarque também deverão ser finalizados para o início da operação do BRT, entre eles o que ficará em Deodoro, previsto para o final deste ano, e o que ficará no Trevo das Margaridas, com conclusão em agosto de 2020.

Para colocar o sistema em funcionamento, a Prefeitura do Rio de Janeiro produzirá um plano operacional, avaliando os impactos orçamentários da implementação do BRT, levando em conta tarifas e integrações com diferentes modais. Faria defendeu a produção do plano com base nas mudanças pelas quais a capital passou desde o início das obras, em novembro de 2014, afirmando que o número de passageiros diminuiu 60% em comparação ao que foi projetado.

Comissão Especial de Governança da Alerj, presidida por Waldeck Carneiro (PT) fará nova audiência para que Plano Operacional do BRT incorpore cidades da Região Metropolitana, como Nova Iguaçu, Caxias, Niterói e São Gonçalo

A subsecretaria de Mobilidade e Integração Modal da Secretaria de Estado de Transportes (Setrans), Paula Azem, reiterou que a elaboração do plano cabe à Prefeitura, assim como os prazos de implementação do sistema. Ela pontuou que a parceria com o governo estadual é para que haja um olhar metropolitano. "A gente tem que privilegiar os módulos de alta capacidade. Não faria sentido que esse plano foque só no sistema BRT, que é municipal, sendo que a Avenida Brasil é uma rodovia federal por onde trafegam veículos da Baixada, de diversos estados e até mesmo de outros países", comentou.

O deputado Waldeck Carneiro (PT), que preside a Comissão Especial Governança da Região Metropolitana, destacou que fará uma audiência pública para discutir o plano operacional em si. Ele pontuou a importância de que os municípios da região sejam ouvidos para a consolidação do documento. "A prefeitura do Rio desenvolve um projeto metropolitano, com impacto nos municípios da Baixada e Leste Fluminense, então não basta um diálogo com o governo estadual. Os municípios não podem receber esse plano já pronto e decidido. Há uma série de questões que ainda não estão respondidas, e me preocupa que os municípios ainda não foram ouvidos como protagonistas desse debate", declarou.

Em resposta, o coordenador de planejamento da Secretaria Municipal de Transporte do Rio, Eloir Faria, afirmou que o processo de consolidação do plano terá a participação dos municípios. Segundo Paula Azem, a Secretaria Estadual de Transportes já recebeu uma minuta do documento.

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