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Naturgy investirá R$ 300 milhões em infraestrutura para ampliação do projeto Corredores Sustentáveis

quinta-feira, 2 de janeiro de 2025

A Naturgy, distribuidora de gás natural do estado do Rio de Janeiro, investe continuamente no mercado de GNV e acaba de anunciar investimentos na ordem de R$ 300 milhões em infraestrutura para atender ao projeto dos Corredores Sustentáveis. Coordenada pela Secretaria de Estado de Energia e Economia do Mar, a iniciativa pioneira permite que caminhões e ônibus abasteçam com GNV e trafeguem entre os estados da região Sudeste, emitindo menos gases poluentes e de efeito estufa e, também, gerando menos poluição sonora. O primeiro corredor foi implantado na Dutra e a rodovia Washington Luís também já conta com postos adaptados. Atualmente, já são 11 postos nas duas rodovias. Com a conversão dos veículos pesados, a expectativa é aumentar ainda mais a demanda por GNV no estado do Rio, que é o maior consumidor do combustível no país.

“A expectativa é que outras rodovias que ligam o Rio de Janeiro aos estados de São Paulo (BR 101 / Rio - Santos), Minas Gerais (BR 040) e Espírito Santo (BR 101 / Rio – Vitória) também tenham novos postos adaptados. Está no planejamento ainda o abastecimento de rodovias estaduais com grande circulação de caminhões, como RJ 104, RJ 106, RJ 124, entre outras. Existem mais de 100 postos de combustíveis nestas rodovias. No nosso mapeamento inicial, identificamos que mais de 30 postos já teriam as condições mínimas para abastecimento de veículos pesados”, explica Giselia Pontes, diretora comercial da Naturgy.

Hoje, o Rio de Janeiro já é líder em GNV, com aproximadamente 1,7 milhão de veículos leves convertidos e mais de 700 postos instalados. Ao ampliar o mercado para atender a frota pesada, além do desenvolvimento econômico, o estado contribui para uma solução mais sustentável no transporte de cargas e de passageiros. A substituição do diesel pelo gás natural representa redução de emissão de CO2 em torno de 20%, além de diminuição de mais de 90% de material particulado (fumaça preta), contribuindo para a melhora da qualidade do ar e consequentemente para a saúde das pessoas.

“Sabemos que existem mais de 1.000 caminhões movidos a GNV circulando nas rodovias que interligam os estados do Sudeste diariamente. Para que este número continue aumentando, é preciso investir em infraestrutura de abastecimento e, neste sentido, a Naturgy está desempenhando um papel fundamental. O Rio de Janeiro já é referência em abastecimento de GNV para veículos leves e temos certeza que ter uma ampla rede preparada para os pesados incentivará cada vez mais a venda de caminhões movidos a GNV”, afirma a executiva.

Entre as características para atender aos veículos pesados, os estabelecimentos precisam contar com área de manobra e testeira com altura mínima de 6 metros. Além disso, é necessário adaptar o sistema para alta vazão ou investir em novo sistema de abastecimento. Postos que não ainda não abastecem a GNV podem solicitar análise de viabilidade para ligação no site da Naturgy.

*Naturgy também é parceira do RJ Mobilidade Sustentável*

No último dia 16 de dezembro, o Governo do Estado do Rio de Janeiro, por meio da Secretaria de Estado de Energia e Economia do Mar, da Secretaria de Estado de Transportes e do Departamento de Transportes Rodoviários (Detro-RJ), foi lançado o projeto-piloto RJ Mobilidade Sustentável. Desde esta data, as linhas Rio de Janeiro x Barra Mansa e Duque de Caxias x Barra da Tijuca contam com ônibus movidos a GNV.

Durante a cerimônia de lançamento do programa, Katia Repsold, destacou a importância da iniciativa em termos de sustentabilidade e desenvolvimento para o estado do Rio. “Resultado da parceria entre diferentes secretarias e a iniciativa privada, estes ônibus que vamos conhecer hoje serão a pedra fundamental de um caminho para um transporte público mais verde. A transição energética é mais que uma demanda da sociedade, é uma necessidade do planeta. O Rio de Janeiro vem dando um grande exemplo para o país, contribuindo para a redução de emissões de gases de efeito estufa”, ressaltou a executiva.

Considerando apenas a frota de ônibus intermunicipais, há possibilidade de adaptar até 6 mil ônibus. “Inicialmente, os ônibus destas duas linhas do projeto piloto serão abastecidos em postos de combustíveis já adaptados para frota pesada. Ainda não existem garagens abastecidas com GNV, mas isto é totalmente possível. Com o sucesso do projeto e futura compra de mais ônibus movidos a GNV para circulação diária nas linhas municipais ou intermunicipais, a Naturgy poderá abastecer garagens que já estejam sobre a rede de gás ou ainda levar infraestrutura de rede até as mais distantes”, explica Giselia Pontes.

Informações a Imprensa

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Iveco encerra primeira fase de testes do ônibus GNV em Belo Horizonte

domingo, 6 de janeiro de 2013

A primeira fase de avaliação do Iveco Eurorider movido a gás natural veicular (GNV), que passava por testes no transporte metropolitano de passageiros da Grande Belo Horizonte, foi concluída este mês.

Após rodar mais de 5 mil quilômetros, em 45 dias, na linha 1280 (Lindeia – Via Cidade Industrial Belo Horizonte), com carga máxima de operação, o ônibus passará agora por uma nova etapa de desenvolvimento e análise de resultados. A previsão é que o Eurorider esteja novamente nas ruas em janeiro. “A Iveco conta com um programa de pesquisa e análise dos dados do veículo, e precisa interromper a circulação do ônibus em alguns momentos para averiguação e controle do desempenho”, explica Paolo Del Noce, diretor da Divisão de Veículos Especiais da Iveco.

Em circulação desde o dia 29 de outubro, o Eurorider tem correspondido às expectativas dos usuários, que têm dado retorno positivo, principalmente, em relação ao conforto e à comodidade oferecidos. Os testes do veículo fazem parte de uma parceria entre a Companhia de Gás de Minas Gerais (Gasmig), a Secretaria de Estado de Transportes e Obras (Setop), a Iveco e o Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros Metropolitano (Sintram), que assinaram um convênio de projeto piloto para testar, durante seis meses, a tecnologia GNV no transporte coletivo de Belo Horizonte e avaliar o desenvolvimento e a adaptação do veículo nas condições reais do país.

Os motores movidos a GNV emitem 95% menos óxido de nitrogênio, substância que causa chuva ácida e agride a camada de ozônio, e 99% menos material particulado (poeiras, fumaça e partículas sólidas). E, ao contrário do diesel, a queima do gás natural não produz óxido de enxofre e elimina 22% menos gás carbônico no ar. Além disso, a tecnologia reduz entre 10 e 30% o custo operacional e a diminuição em 6 decibéis do nível de ruído, em comparação ao mesmo modelo movido a diesel.

O Iveco Eurorider é ônibus modelo 4x2, com motor FPT Cursor 8, câmbio automático e suspensão pneumática, desenvolvido na Europa. Possui chassi flexível, indicado para aplicações variadas, que possibilita mais conforto, resistência, flexibilidade e comodidade aos usuários. O veículo é ideal para aplicação rodoviária e urbana, com capacidade para 42 passageiros sentados, fora o motorista, e 35 em pé.

Iveco Daily
Além do Iveco Eurorider, um Daily versão Chassi/Cabine 35C14 também passou por uma etapa de testes na Unilever. Por meio da Trafiti Logística - responsável pela distribuição dos produtos da empresa - e da Comgás, de São Paulo (SP), o veículo, movido a GNV, foi utilizado para o serviço de Home Personal Care & Foods. Durante quatro meses de testes e mais de 4.500 quilômetros percorridos, o Daily apresentou uma autonomia de 12% em relação ao Diesel. No comparativo de custo, o GNV teve uma economia de 30% quando o veículo foi abastecido no posto e de 52% quando abastecido na garagem.

Histórico da Iveco em GNV
A Iveco já comercializou mais de 12 mil unidades de veículos com essa aplicabilidade em diversos países. A América do Sul hoje é foco da Iveco na introdução dessa tecnologia. Além do Brasil, com testes de protótipos, a Colômbia e a Venezuela também já possuem caminhões Iveco Daily movidos à GNV. Somente na Venezuela são cerca de 300 unidades. A tecnologia de veículos movidos a gás natural é uma tradição italiana e, desde os anos 80, a montadora deu prioridade em suas pesquisas para a produção de veículos ecológicos. Na Europa, a empresa é líder na produção de veículos a gás e tem cerca de 3 mil ônibus urbanos em circulação naquele continente.

No Brasil essa iniciativa contempla testes com um Iveco Daily Furgão GNV 35S14G, pela Patrus Transportes, Bhtrans, Gasmig, Fetcemg/Setcemg e UFMG, em Belo Horizonte (MG); dois Tector GNV para coletas de resíduos, sendo um pela Sulgás, Revita Engenharia Ambiental e DMLU, de Porto Alegre (RS) e o outro pela Comgás e Vega Ambiental, de São Bernardo do Campo (SP); além de um Daily versão Chassi/Cabine, que está sendo testado pela Unilever, por meio da Trafiti Logística e a Comgás, de São Paulo (SP).

Informações: Jornal Sete Dias

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Em Minas, Ônibus movido a gás natural é testado

sábado, 11 de junho de 2011

Na tentativa de resolver um dos mais graves problemas do transporte público urbano, a poluição sonora e de dióxido de carbono (CO2),a Companhia de Gás de Minas Gerais (Gasmig) e a Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás) apresentaram nessa quinta-feira um ônibus e um caminhão totalmente movidos a gás natural. O coletivo rodou pela região da Savassi com autoridades, ambientalistas e empresários, que tomaram conhecimento também das novas tecnologias voltadas para o uso do gás natural como combustível em veículos pesados.

De acordo com a Associação Latino-Amerciana de Gás Natural Veicular (GNV) existem no mundo 300 mil veículos movidos a gás natural. Em Los Angeles, nos Estados Unidos, há 2,4 mil ônibus a gás, em Barcelona 300 e em Madri até caminhões de lixo estão na lista. O Brasil ainda faz experiências. “Sempre se pensou na troca da gasolina para o gás, agora temos a substituição do diesel. Queremos mostrar isso às autoridades, tentar convencê-las a abrir a discussão em Belo Horizonte”, afirmou o presidente da Gasmig, Fuad Noman, considerando o debate um avanço para Minas, sobretudo com a Copa’2014.

Para fortalecer a troca de ideias, representantes do Rio e de São Paulo apresentaram os avanços dos projetos naquelas cidades. No Rio, a tecnologia que tem sido usada é a flex GNV Diesel, que foi implantada em maio deste ano. “ Nesse sistema, o veículo sai de fábrica sendo flex. O abastecimento é feito dentro das garagens dos ônibus . O protótipo ficará três meses rodando na fábrica, depois será colocado nas ruas do Rio. A expectativa é de que ele reduza 20% de CO2 na cidade. A previsão é de substituição de 85% de diesel por GNV”, contou o superintende de Gás da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços do Estado do Rio de Janeiro, Jorge Loureiro.

Para ele, o motor GNV Diesel apresenta alta eficiência em consumo de gás natural, semelhante ao motor que funciona somente com diesel: um litro de diesel pode ser substituído por 0,9 metro cúbico de GNV. “Esse novo sistema emite 80% menos material particulado, um dos principais vilões dos centros urbanos, e 20% menos CO2, um dos maiores causadores do aquecimento global”, frisou.

Em São Paulo, um coletivo circula em Campinas com 100% gás natural. Segundo o coordenador do Comitê de GNV da Abegás, Richard Jardin, é único transporte público nesses moldes rodando no país. “Era um ônibus normal, que foi adaptado para essa tecnologia. Já percebemos uma economia mensal de R$ 16 mil. Na manutenção, a diferença é de R$ 1,5 mil a menos do que o veículo a diesel”, contou, acrescentando que a adaptação custou R$ 25mil.

ProtótipoVindo de São Paulo, um protótipo de ônibus de menor porte, com combustível 100% a gás natural, rodou com autoridades e ambientalistas nessa quinta-feira em BH. O que mais chamou a atenção dos passageiros é que o veículo é mais silencioso que os ônibus a diesel e mantém a mesma potência. Vítor Americano, gerente de Desenvolvimento de Novos Negócios para América Latina da Iveco, diz que a empresa tem milhares de ônibus movidos a GNV pelo mundo e que há projeto para trazer a tecnologia para BH.

Para o presidente da BHTrans, Ramon Vítor César, é preciso calma antes de implantar protótipos na capital. Para ele, a tecnologia usada no Rio parece ser a mais interessante para BH. “Ela permite que a frota use diesel e GNV. Hoje, toda a frota da cidade é a diesel, temos que analisar esses exemplos, discutir o assunto para pensar em soluções benéficas para o ar”, disse.



Fonte: Estado de Minas


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Rio lança primeiro ônibus flex GNV e diesel do país

quarta-feira, 11 de maio de 2011

O governo do estado apresentou, na manhã desta terça-feira, no Aterro do Flamengo, o ônibus com tecnologia GNV e diesel que entrará em testes este ano e poderá ser implantado no Rio na Copa de 2014 e nas Olimpíadas de 2016. O novo ônibus foi desenvolvido pelo Programa Rio Transporte Sustentável e tem capacidade para se locomover utilizando até 90% de GNV, emitindo 20% menos gás carbônico que o diesel.
De acordo com o secretário estadual de Transportes, Júlio Lopes, a CEG vai garantir o abastecimento, criando 57 garagens para atender dois mil ônibus.
— Esse é um dos mais promissores caminhos para chegar 2016 com uma frota limpa, sem poluentes — acrescentou o secretário.
Lopes explicou que o protótipo passará por testes operacionais durante um ano para aprovação de uso comercial e urbano.
- Finalizados os testes, vamos criar um estímulo aos empresários para a troca da frota. Além disso, o dono dos ônibus será atraído por um veículo que pode consumir menos, com custo operacional menor. A vantagem maior é para o cidadão, que vai respirar um ar muito mais limpo - disse Lopes.
Ainda segundo o secretário, existe uma perspectiva muito boa de se baratear a passagem de ônibus no futuro, com a queda do custo operacional.
O projeto, coordenado pelo governo estadual, foi desenvolvido com tecnologia nacional pela Man Latin América, Robert Bosh AL e Volkswagen. O protótipo já foi homologado pelo Instituto de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) e faz parte de um programa do governo para tornar sustentáveis 100% da frota de transportes do Rio até 2016, ano em que a cidade vai sediar as Olimpíadas.
A presidente do Instituto Estadual do Ambiente, Marilene Ramos, comemorou a iniciativa que, segundo ela, vai diminuir significativamente a emissão de gases de efeito estufa e de particulado, um dos principais problemas de qualidade do ar no Rio.


- Como a frota de ônibus é trocada a cada cinco anos aqui no estado, a expectativa é que o Rio tenha em 2016 a maioria dos ônibus flex, assim como hoje o estado tem quase toda a frota de carros leves com motor flex.
De acordo com dados da Secretaria de Transportes, o estado tem cerca de 748 mil veículos com tecnologia GNV e 421 postos de abastecimento de gás natural veicular. A Ceg, da Empresa Gas Natural Fenosa, vai investir a um custo de cerca de R$ 40 milhões em um sistema de abastecimento para suprir a demanda dessa tecnologia até 2016.
A Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Rio (Fetranspor) informou que não tem conhecimento do projeto e que por isso não faria comentários sobre a viabilidade de o ônibus com tecnologia flex substituir a frota atual.


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Ônibus híbrido da VW usa motor de Golf e roda 200 km sem recarga

quinta-feira, 4 de novembro de 2021


Passear de trólebus pelas ruas do Centro de São Paulo era um dos meus passatempos favoritos de infância. Admito que ficava fascinado com a ideia de andar em um ônibus tão grande que quase não fazia barulho, especialmente quando você tem só cinco anos. Desde então alimentava um sonho: dirigir um ônibus. 

Assim dá para imaginar como essa reportagem foi especial para mim. Dirigir um ônibus híbrido foi a realização de dois grandes sonhos. E de quebra ainda fui o primeiro jornalista a guiar o E-Flex, ônibus híbrido flex do mundo que ainda está na fase de protótipo.

"O E-Flex é resultado de uma plataforma modular de veículos eletrificados que estamos desenvolvendo há três anos. Sua proposta é a de um carro de passeio por meio do uso do motor 1.4 TSI que é consagrado no Golf e traz a flexibilidade de diferentes formas de tração e propulsão. E existe ainda a possibilidade de trabalhar com diferentes matrizes energéticas, como etanol, gasolina e até gás natural", afirma Argel Franceschini, supervisor de engenharia de mobility e autônomos da Volkswagen Caminhões e Ônibus. 

O E-Flex é um projeto desenvolvido totalmente no Brasil pela Volkswagen Caminhões e Ônibus. Além da Alemanha, ele também participou de um evento de inovação na Suécia, onde foi muito bem recebido. Não é para menos: trata-se do primeiro estudo de ônibus do grupo Traton (formado pelas marcas MAN, VW Caminhões e Ônibus e Scania) com propulsão híbrida flex. 

A filial brasileira, aliás, se firmou dentro do grupo como uma forte apoiadora de fontes alternativas de propulsão. É dela o projeto do E-Delivery, o versátil caminhão elétrico revelado na última Fenatran.



Cara de ônibus, coração de Golf 

O E-Flex tem dois motores: um movido a gasolina ou etanol e outro elétrico. O motor a combustão é um velho conhecido da indústria automotiva: é o 1.4 TSI de 150 cv que equipa vários modelos da Volkswagen, como Jetta, Polo GTS e Golf GTE - o primeiro automóvel hibrído vendido pela marca no país. 

No E-Flex ele serve como gerador para as baterias do motor elétrico e entra em ação quando a carga das baterias fica abaixo de 20% e deixa de funcionar quando a carga chega a 80%. Este tipo de híbrido é chamado de serial. De acordo com a fabricante, as baterias podem ser totalmente carregadas em até três horas.

O projeto, inclusive, prevê até abastecimento com gás natural, exigindo apenas a substituição por um motor movido a GNV, conhecido dentro da VW como TGI. "Nosso trabalho foi realizado por uma área de engenharia dedicada à eletrificação em parceria com a divisão de automóveis de Volkswagen. A gente trabalhou nos últimos dois anos para adaptar o powertrain do Golf 1.4 TSI para a aplicação em ônibus e utilizamos este tempo para desenvolver e amadurecer esta tecnologia", revelou Argel. 


O motor elétrico entrega o equivalente a 408 cv e pode rodar até 200 quilômetros. As baterias ficam na parte superior do ônibus, perto do teto - o que aumenta muito o espaço dentro da cabine. Até 65 passageiros viajam confortavelmente no ônibus, cuja carroceria é feita pela Marcopolo. 

O som do silêncio 

Se já é curioso não ouvir nada ao dar a partida em um carro elétrico, imagine só em um ônibus? Apenas uma luz no painel indica que estamos prontos para partir. Não havia tantos obstáculos dentro da pista de testes da Volkswagen, localizada em Resende. Mesmo assim, dirigir o ônibus foi bem desafiador (e preocupante) nos primeiros minutos.

O E-Flex aproveita uma das maiores virtudes dos veículos eletricos: o torque instantâneo, que neste caso é de incríveis 219,2 kgfm. Logo o ônibus ganha velocidade. A única estranheza fica por conta de estar em um ônibus sem ouvir praticamente nenhum ruído de motor. Se o coletivo estiver vazio (como estava na ocasião de nosso teste) o condutor consegue escutar até o barulho dos pneus em contato com o solo. 

Importante ressaltar como a dirigibilidade é surpreendente para um veículo tão comprido. O raio de giro é muito bom e as respostas ao volante são precisas. A direção é extremamente leve e o campo de visão do motorista é muito bom, algo importante quando se está guiando um ônibus de 10 metros de cumprimento.

Resultado: rapidamente me senti a vontade e poucos minutos depois já estava andando como se estivesse guiando uma picape. 

Outros elementos me fizeram sentir ao volante de um automóvel. O banco do motorista tem um desenho muito parecido com o dos carros da Volkswagen. Já o painel de instrumentos é o mesmo do E-Golf europeu da geração anterior - e lembra muito os modelos vendidos aqui. O seletor giratório dos faróis também é uma herança dos carros de passeio.

Quando chega às ruas? Por enquanto, a VW Caminhões e Ônibus afirma que o E-Flex ainda está em fase de desenvolvimento. Justamente por isso é que o ônibus não deve se tornar realidade antes de 2022.

Informações: Vitor Matsubara

Do UOL, em São Paulo

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BYD fornecerá mais de mil ônibus elétricos para capital da Colômbia

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2023

A BYD recebeu pedidos cumulativos para fornecer 1.002 ônibus elétricos para a capital da Colômbia, Bogotá. De acordo com a companhia, a Autoridade de Transporte Público da Cidade de Bogotá (TRANSMILENIO S.A.) lançou uma licitação pública para 1.295 ônibus à diesel, GNV e tecnologias elétricas em agosto de 2020. Três dos parceiros estratégicos globais da BYD venceram a licitação, totalizando 1.002 veículos elétricos. A BYD fará parceria com os fabricantes locais de ônibus Superpolo e BUSSCAR, para as peças da carroceria.

“A licitação foi aberta a todas as tecnologias de ônibus, mas a BYD conquistou a confiança e a cooperação de seus parceiros no competitivo processo de licitação, graças à sua tecnologia de ponta, produtos e serviços. Este é o maior pedido de ônibus 100% elétricos fora da China até hoje, o que estabelece um novo recorde em volume de vendas para a indústria de ônibus 100% elétricos no exterior”, destacou a fabricante.

O lote de ônibus está programado para ser entregue durante o ano de 2021 e no primeiro semestre de 2022, e será colocado em operação em 34 rotas de ônibus em cinco regiões de Bogotá. Além da capital da Colômbia, os ônibus da BYD já operam em Medellín, Cali e em outras cidades. Atualmente, a BYD acumula 1.550 pedidos de ônibus elétricos no país.

“Este pedido de mais de 1.000 ônibus marca um novo começo, o que promoverá efetivamente o rápido desenvolvimento do transporte verde na América Latina e a próxima era da eletrificação global de ônibus”, disse a presidente da BYD Motors, Stella Li.

“A montagem das carrocerias dos ônibus na Colômbia não só ajudará a impulsionar a economia nacional, criando empregos qualificados para a comunidade local, mas também melhorará a qualidade dos serviços de transporte, reduzirá as emissões de carbono e melhorará o meio ambiente”, disse a diretora da TRANSMILENIO SA, Maria Fernanda Ortiz.

Informações: Portsolar
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Transporte urbano de Curitiba conta com ônibus movido a GNV

terça-feira, 7 de março de 2023

O transporte coletivo urbano da região metropolitana de Curitiba agora conta com um um ônibus 100% movido a gás natural veicular (GNV). A ação faz parte do projeto de mobilidade urbana sustentável por meio do uso do gás natural, realizado pela Companhia Paranaense de Gás (Compagas) em conjunto com a Agência de Assuntos Metropolitanos do Paraná (AMEP) e com o Governo do Estado, e em parceria com a Scania.

O operador escolhido foi a Viação São José. A demonstração na linha metropolitana levará 30 dias e o objetivo será certificar os indicadores de eficiência, em especial, a redução nas emissões de poluentes.

“Várias cidades no mundo já têm praticamente 80% da sua frota movida a gás natural. Esse é o primeiro ônibus que nós teremos no Paraná para experimentar a eficiência, o custo operacional comparado a um ônibus movido a óleo diesel, além da questão ambiental, que é uma preocupação que nós temos a cada dia”, destacou o governador Carlos Massa Ratinho Junior no lançamento do projeto no dia 28 de fevereiro, no Palácio Iguaçu, sede do governo local.

GNV
O uso do gás natural permite uma redução significativa de poluentes na atmosfera. Em relação ao diesel, o veículo a gás emite um índice que pode chegar a até 20% a menos de CO2 (dióxido de carbono, o gás que provoca o efeito estufa).

Os benefícios também estão ligados diretamente à saúde da população. A redução de óxidos de nitrogênio (NOx) é de quase 90% e de material particulados chega a 85%. Os efeitos são de curto prazo, com um menor índice de doenças cardiovasculares e da perda de produtividade causada por esses poluentes.

Modelo
O ônibus da Scania durante a demonstração fará parte da frota da Viação São José. O itinerário escolhido foi a linha São José / Guadalupe e percorrerá, diariamente, um trajeto de mais de 280 km entre São José dos Pinhais e Curitiba. O veículo Scania é do tipo padron e de modelo K 280, com 13,2 metros de comprimento e capacidade para 86 passageiros. Essa é a primeira vez que o ônibus a gás é testado em uma linha metropolitana.

Para viabilizar os ônibus a gás Scania não são necessárias alterações significativas nos projetos das carrocerias. As instalações dos cilindros de gás podem ser feitas entre as longarinas do chassi (abaixo do assoalho) ou sobre o teto. Caso seja necessária uma autonomia maior, é possível avaliar a colocação de mais cilindros.

Atributos
O modelo K 280 4×2 tem propulsor de 280 cavalos de potência. Seu motor é Ciclo Otto (o mesmo conceito dos automóveis) e movido 100% a gás e/ou biometano, ou mistura de ambos. Não é convertido do diesel para o gás, tem garantia de fábrica, tecnologia confiável e segura, desempenho consistente e força semelhante ao similar a diesel, além de ser mais silencioso. Neste momento, é o ideal para o ‘Aqui e Agora’ no país, pois se enquadra nos três pilares sustentáveis: econômico, social e ambiental. Para o ônibus em demonstração, foram instalados oito cilindros de gás na lateral dianteira com uma autonomia de 300 km. Caso um cliente deseje autonomia maior, é possível avaliar a colocação de mais cilindros.

A segurança é total em caso de acidentes ou explosão. Os cilindros e válvulas são certificados pelo Inmetro (em conformidade com a lei). São três válvulas (vazão, pressão e temperatura) que liberam o gás em caso de anomalia em um destes três quesitos. Os cilindros são extremamente robustos (o material é de ogivas de mísseis). Em caso de incêndio ou batida o gás é liberado para a atmosfera e se dissolve sem perigo de explosão ao contrário de um veículo similar abastecido a diesel que é mais perigoso, pois o líquido fica no chão ou pode se espalhar ao longo da carroceria.

Informações: Frota e Cia
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Campinas testa ônibus com gás natural

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Circulando por Campinas (SP) em anonimato há 16 meses, o ônibus-teste, único em circulação no Brasil, é o centro das atenções de uma equipe de 12 pessoas que tem como objetivo verificar a viabilidade econômica e ambiental dos veículos pesados de transporte público movidos 100% a gás natural. Se tudo der certo, a frota movida a óleo diesel poderá ser convertida para o sistema de Gás Natural Veicular (GNV).  

O projeto piloto da Comgás, em parceria com a Itajaí Transportes e a Osasgás, já testou a performance, a durabilidade e a economia do veículo convertido. Agora a equipe trabalha para adicionar mais um cilindro de combustível com o objetivo de aumentar a autonomia do ônibus-teste. Atualmente são necessários dois abastecimentos diários. O ideal é que um ônibus de linha urbana consiga percorrer o circuito de um dia sem precisar parar para reabastecer.  

Mesmo com uma parada a mais do que os veículos convencionais movidos a diesel, o ônibus-teste demonstrou ser mais econômico, considerando a vantagem no preço do metro cúbico do gás natural (menos de R$ 1,00 /m³), na comparação ao preço do litro de diesel (em média R$ R$ 1,75 /l). “Além da vantagem econômica, o ônibus-teste apresentou uma boa redução no nível de ruído e melhorias na sua dirigibilidade. No próximo mês substituiremos o sistema eletrônico do veículo para melhorar ainda mais o seu desempenho, que já é de 1,55km/m³”, explica Richard Jardin, gerente de Vendas Veicular da Comgás e coordenador do projeto.  

Para ele, os resultados obtidos até agora superaram todas as expectativas da equipe. “Entendemos que a conversão para o gás natural veicular por si só já traz grandes benefícios ambientais e para a saúde pública”.  

A grande vantagem do projeto da Comgás é tornar possível a instalação do sistema de GNV no ônibus que já estão em circulação. Isso barateia o custo, permite que o veículo seja reconvertido para diesel no final da sua vida útil e tem grandes benefícios ambientais, pois não demanda a produção de novos motores para a utilização de um combustível mais ecológico.  

Só para saber, o gás natural é constituído principalmente por metano (cerca de 90%), um hidrocarboneto extraído do subsolo, resultado da transformação de fósseis de animais e plantas, sendo uma fonte de energia totalmente natural.

O GNV é o mesmo que o gás canalizado utilizado em residências, comércio e indústria. A diferença é o armazenado: ele é transportado sob alta pressão em cilindros especiais instalados nos veículos. Ele emite menos poluentes como óxidos nitrosos, dióxido de carbono (CO2) e, principalmente, o monóxido de carbono (CO), todos gases responsáveis pelo efeito estufa.  



Fonte: EPTV


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Ônibus movido 100% a gás natural começa a ser testado em Campo Grande

quarta-feira, 30 de outubro de 2024

Campo Grande dá um importante passo em direção à inovação e à sustentabilidade no transporte público ao iniciar, nesta semana, os testes de um ônibus movido a Gás Natural Veicular (GNV). Esta iniciativa, resultado de uma colaboração entre a Prefeitura Municipal, Governo do Estado, MSGás e Consórcio Guaicurus, coloca a cidade na liderança do Centro-Oeste ao adotar essa tecnologia, que visa não apenas aumentar a eficiência do transporte, mas também reduzir significativamente as emissões de poluentes, garantindo maior conforto e segurança aos usuários, além do ganho ambiental para a Capital.

Dentro das iniciativas voltadas para a mobilidade urbana sustentável de Campo Grande, os testes com o ônibus começam nos próximos dias e vão operar em alguns itinerários pré-estabelecidos da cidade. Nesse período, serão avaliados indicadores de eficiência e a viabilidade do Gás Natural Veicular como alternativa ao diesel, considerando as especificidades pontuais, como distâncias, clima e condições de terreno.

O modelo K 280 IB 4×2, da fabricante Scania, tem capacidade para transportar 44 passageiros (incluindo pessoa com deficiência), é equipado com ar-condicionado e câmbio automático, proporcionando uma viagem mais confortável, além de oferecer aos usuários um ambiente mais silencioso e agradável. O mesmo modelo já passou por bateria de testes em São Paulo, Curitiba e Recife.

“Ao iniciarmos os testes do ônibus movido a Gás Natural, estamos dando um passo significativo em direção à inovação e à sustentabilidade no transporte público de Campo Grande. Essa parceria entre a Prefeitura, o Governo do Estado, a MSGás e o Consórcio Guaicurus, reafirma nosso compromisso em proporcionar uma mobilidade urbana mais eficiente e menos poluente. Estamos liderando o Centro-Oeste com esta tecnologia, que não só melhora a qualidade do transporte, mas também garante um futuro mais sustentável para nossa cidade. Esperamos que esses testes tragam resultados positivos e que possamos expandir essa iniciativa, beneficiando nossa população com um transporte mais moderno e confortável”, destaca a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes.

“Estamos comemorando hoje, 29 de outubro, o início dos testes do ônibus a gás natural veicular. Esse é um resultado da parceria da MSGás com a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes, o Consórcio Guaicurus e da Scania. Esse ônibus vai reduzir em 90% a emissão de gases de efeito estufa em Campo Grande, além de outros benefícios, como maior comodidade para o passageiro viajar nos vários trajetos. Além disso, essa ação também faz parte da política do governador Eduardo Riedel, que é tornar Mato Grosso do Sul, um Estado carbono zero até 2030. É uma conquista de toda população da capital sul-mato-grossense”, enfatiza a CEO da MSGás, Cristiane Schmidt.

O ônibus será monitorado em várias rotas, permitindo uma análise abrangente de seu desempenho sob diferentes condições. Especialistas avaliarão os dados coletados para determinar a viabilidade econômica, técnica e ambiental do projeto. “O nosso objetivo é sempre entregar o melhor para Campo Grande. Estamos atentos às questões ambientais e sabemos que a transição para tecnologias mais limpas é um passo fundamental para o futuro da mobilidade urbana”, afirma Paulo Vitor Oliveira, diretor de operações do Consórcio Guaicurus.

O trajeto será iniciado pela linha 082 – Aero Rancho – Shopping. A Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) explica que a escolha desse itinerário levou em consideração os dois terminais de atendimento e as vias sem obstáculos, projetadas para corredores do transporte coletivo.

Com essa iniciativa, Campo Grande não só avança na modernização de seu transporte público, mas também se coloca na vanguarda das práticas sustentáveis no Brasil.

Benefícios:

Ambiental: O uso do GNV pode reduzir as emissões de CO² (aquecimento atmosférico) em até 90%, 97% menos material particulado (doenças respiratórias) e 95% menos NOX (causador da chuva ácida), contribuindo para as metas de descarbonização da cidade.

Econômico: A expectativa é que o GNV apresente uma economia significativa em comparação ao diesel, com abastecimento seguro e menos poluente.

Social: A população terá acesso a um transporte público mais moderno e confortável, com melhorias na qualidade de vida urbana.

Informações: Prefeitura de Campo Grande

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Ponta Grossa inicia teste com ônibus movido a GNV em projeto da Compagas e Scania

segunda-feira, 7 de agosto de 2023

A Compagas, em conjunto com a fabricante Scania e em parceria com a Prefeitura de Ponta Grossa, apresentou nesta segunda-feira (31) o ônibus 100% a gás natural que integrará o transporte coletivo no município-polo dos Campos Gerais, a partir desta terça-feira (01) e pelos próximos 30 dias.

A ação faz parte do projeto ligado à mobilidade urbana sustentável, que vem sendo desenvolvido nas principais cidades do Paraná, e que tem por objetivo certificar os indicadores de eficiência, em especial, a redução nas emissões de poluentes na utilização do veículo e a contribuição para as metas de sustentabilidade.

A prefeita de Ponta Grossa, Elizabeth Silveira Schmidt, acompanhou o lançamento e destacou a importância do projeto para a cidade. “A realização desses testes faz parte dos esforços da prefeitura para oferecermos um sistema de transporte cada vez melhor para população”, disse. "Essas empresas trouxeram esse ônibus, que pode transportar até 90 pessoas, tem ar-condicionado e utiliza um combustível sustentável, o que é ótimo para o meio ambiente. Tenho certeza que a população irá gostar muito da tecnologia e de todas as novidades que estão incluídas neste veículo”.

A ação em Ponta Grossa é a quarta realizada pelo projeto coordenado pela Compagas e Scania. As primeiras demonstrações foram na Região Metropolitana de Curitiba, com o Governo do Paraná, e na Capital, com a Prefeitura de Curitiba. Durante todo o mês de junho, o mesmo veículo rodou em Londrina, sendo abastecido com o biometano. Nos três locais foi demonstrada a viabilidade da utilização do ônibus a gás em linhas complexas e extensas, garantindo a autonomia e a menor emissão de poluição na atmosfera.

O CEO da Compagas, Rafael Lamastra Jr., destaca que com os primeiros testes foi possível comprovar os números apresentados pelo fabricante e demonstrar na prática a eficiência do veículo. “Em Curitiba, a competitividade do GNV frente ao diesel foi maior, garantindo uma redução de custos de operação em cerca de 10%, já a emissão de poluentes foi 20% menor. Ou seja, mais economia e sustentabilidade para o transporte urbano”, disse.
Lamastra ainda destacou que esses resultados foram obtidos com apenas um ônibus em rota e que uma operação concentrada com mais veículos pode garantir ainda mais vantagens à economia local. “Os veículos de transporte coletivo a gás são uma realidade nas principais cidades do mundo, e nós precisamos aplicar essa tecnologia em nosso Estado, realizando a substituição de veículos a diesel por modelos a gás, capazes de contribuir com o meio ambiente, com a saúde da população e com a economia”, afirmou.

DIFERENTES LINHAS – O ônibus em demonstração percorrerá diferentes linhas a partir de 1º de agosto. O objetivo é que ele passe pelas principais vias de Ponta Grossa e atenda a um número maior de pessoas. O veículo 100% a gás se somará à frota da Viação Campos Gerais (VCG) e vai operar de segunda a sábado, entre os horários dos ônibus convencionais que passam pelos Terminais Nova Rússia, Uvaranas, Central e Oficinas.

“A VCG considera de fundamental importância essas iniciativas com combustíveis alternativos, como é o caso do veículo a gás. A partir deste teste teremos condições de avaliar a performance e o desempenho para analisar a viabilidade de implantação”, destacou o diretor de Relações Institucionais da VCG, Rodrigo Venske

MENOS POLUENTE – O gás natural, mesmo sendo de origem fóssil, é menos poluente que os combustíveis líquidos em razão de sua queima mais limpa, com menos fuligem e menor geração de dióxido de carbono (CO2), um dos principais gases de efeito estufa (GEE). Em comparação com o diesel, o veículo movido a gás natural pode emitir até 20% menos CO2. Já a redução de óxidos de nitrogênio (NOx) é de quase 90% e a de material particulado (partículas muito finas de sólidos ou líquidos poluentes) chega a 85%.

Essa redução de poluentes impacta diretamente na saúde da população, com um menor índice de doenças cardiovasculares e respiratórias causada por esses gases.

“Estamos comprovando com nossas demonstrações a viabilidade do ônibus a gás como solução para uma mobilidade mais sustentável. Precisamos de outras fontes de energia para não termos mais a matriz 100% diesel. Seguimos cumprindo a missão de liderar a transição para um sistema de transporte de passageiros mais sustentável”, afirmou Celso Mendonça, gerente de Vendas de Soluções para Mobilidade da Scania Operações Comerciais Brasil.

“Temos certeza que em Ponta Grossa teremos sucesso em mostrar todos os benefícios do modelo a gás para esta cidade de tamanho potencial e visão de futuro e desenvolvimento inteligente”, disse.

ÔNIBUS – O modelo fabricado pela Scania é o Padron K 280, com 14 metros de comprimento e capacidade para 86 passageiros. O ônibus é equipado com elevador para acessibilidade e espaço interno para cadeirantes. O modelo K 280 4x2 tem propulsor de 280 cavalos de potência. Seu motor é Ciclo Otto (o mesmo conceito dos automóveis) e movido 100% a gás e biometano, ou mistura de ambos.

Não é convertido do diesel para o gás, tem garantia de fábrica, tecnologia confiável e segura, desempenho consistente e força semelhante ao similar a diesel, além de ser mais silencioso. Se enquadra nos três pilares sustentáveis: econômico, social e ambiental. Para o ônibus em teste, foram instalados oito cilindros de gás na lateral dianteira com uma autonomia de 300 km.

A segurança é total em caso de acidentes. Os cilindros e válvulas são certificados pelo Inmetro (em conformidade com a lei). São três válvulas (vazão, pressão e temperatura) que liberam o gás em caso de anomalia em um destes três quesitos. Os cilindros são extremamente robustos (o material é de ogivas de mísseis). Em caso de incêndio ou batida o gás é liberado para a atmosfera e se dissolve sem perigo de explosão.

“Já estamos na quarta demonstração do ônibus a gás no Paraná, sendo três delas na região de atendimento da Cotrasa, e mais uma vez colocar esse veículo nas ruas para provar na prática sua viabilidade e sustentabilidade é muito importante. Dessa vez em Ponta Grossa, cidade com o quarto maior PIB do Estado. Trazer uma solução como essa para a região dos Campos Gerais fortalece a mobilidade urbana e o compromisso com o meio ambiente", disse Cristiano Locatelli, diretor da Cotrasa, a Casa Scania que atende a região.

COMPAGAS – A Compagas é uma empresa de economia mista e tem como acionista majoritária a Companhia Paranaense de Energia – Copel, com 51% das ações, a Mitsui Gás e Energia do Brasil, com 24,5%, e a Commit Gás, com 24,5%. Com uma rede de distribuição de mais de 870 quilômetros de extensão, atende clientes dos segmentos industrial, comercial, residencial, de transportes e de geração elétrica, instalados em 15 municípios do Estado.

Os mais de 54 mil clientes consomem diariamente cerca de 1 milhão de metros cúbicos de gás natural. Sua atuação está pautada em bases econômicas, sociais e ambientais e com foco na promoção da expansão do uso do gás natural. Ciente do seu importante papel para indução do desenvolvimento e da necessidade da diversificação da matriz energética, executa ações em prol da competitividade e da segurança para seu mercado.

SCANIA – A Scania é líder mundial em soluções de transporte e uma das principais fabricantes de caminhões pesados, ônibus e de motores industriais, marítimos e para geração de energia. Junto com parceiros e clientes, está liderando a mudança para um sistema de transporte e logística mais sustentável. Com presença em mais de 100 países, fundada em 1891, conta com 54 mil colaboradores ao redor do mundo. Possui linhas de produção na Europa, Ásia e América Latina, que permitem o intercâmbio global de componentes e veículos completos. Em 2021, foram entregues globalmente 85,930 caminhões, 4.436 ônibus e 11.786 motores. A receita líquida da Scania alcançou mais de 146 bilhões de coroas suecas, sendo mais de 20% relacionados a serviços. A Scania faz parte do Grupo TRATON.

Informações: Governo do Paraná

Informações: AutoIndustria
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Governo entrega novos ônibus climatizados para o Transcol

segunda-feira, 9 de junho de 2025

O governador do Estado, Renato Casagrande, acompanhou, nesse sábado (07), a entrega de 40 novos ônibus para o Sistema Transcol. Os novos veículos já estão aptos para operar e fazem parte do total de 170 ônibus que serão incorporados à frota ao longo de 2025. Todos são climatizados, acessíveis e equipados com motor Euro 6, padrão mais moderno de controle de emissões de poluentes, que garante menor impacto ambiental, mais eficiência e conforto.

“Entregamos mais 40 novos ônibus para reforçar a frota do Transcol. Mais do que isso: são veículos produzidos no Espírito Santo pela Marcopolo. Já foram produzidas mais de 20 mil unidades em solo capixaba, o que gera emprego, receita e oportunidades para os capixabas. Boa parte desses ônibus foram para a nossa frota do Transcol que vem sendo renovada ao longo dos últimos anos, trazendo mais conforto e dignidade aos usuários do transporte público”, comentou o governador.

Com a entrega dos novos veículos, totalizando 170 ônibus climatizados em 2025, o Sistema Transcol se aproxima da marca de 70% da frota operacional com ar-condicionado. Esse avanço representa um marco na mobilidade urbana do Brasil, uma iniciativa que reflete a prioridade do Governo do Estado em oferecer mais conforto aos passageiros, além de fortalecer o transporte público como uma alternativa real e atrativa ao transporte individual.

Durante a agenda, foi exibido um modelo de ônibus movido a gás natural e biometano, que será testado no Sistema Transcol pelos próximos 30 dias. O veículo, modelo Fly 10 GV, ficará em operação nas linhas 101 e 111. A ação permite avaliar o desempenho do ônibus em operação real e sua viabilidade para integrar a frota do sistema metropolitano de transporte público.

Desenvolvido originalmente para operar com gás natural ou biometano, sem necessidade de adaptações no motor, oferece vantagens como menor custo por quilômetro rodado, menor emissão de poluentes, redução de ruídos e maior eficiência econômica e ambiental. O modelo também é bicombustível, ampliando a segurança e a flexibilidade no abastecimento.

A adoção de tecnologias limpas — como o motor Euro 6, ônibus elétricos e agora o uso de GNV e biometano — está alinhada às diretrizes de transição energética e descarbonização.

“A renovação da frota é fundamental para garantir mais conforto aos usuários, além de reduzir significativamente a emissão de poluentes. Já avançamos com a introdução de ônibus elétricos e com o motor Euro 6. Agora, estamos dando mais um passo importante ao iniciar testes com veículos que utilizam biometano — um combustível mais limpo e que pode ser produzido aqui mesmo no Espírito Santo”, declarou o secretário de Estado de Mobilidade e Infraestrutura, Fábio Damasceno.

Ele destaca ainda que essa diversificação das fontes energéticas permite a construção de um sistema de transporte coletivo mais inovador, ambientalmente responsável e preparado para os desafios do futuro. “É uma ação que reafirma o compromisso do Governo do Estado com uma mobilidade urbana mais moderna, eficiente e sustentável”, completou Damasceno.

Informações à Imprensa:
Assessoria de Comunicação do Governo

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Licitação prevê ar-condicionado e Wi-Fi nos ônibus em Cuiabá

terça-feira, 28 de maio de 2019

A licitação para a concessão do transporte coletivo de Cuiabá prevê ar-condicionado e Wi-Fi em todos os veículos. A climatização em toda a frota deve ser concluída até o 5º ano da data de assinatura do contrato e a internet deve ser disponibilizada integralmente logo no início da prestação do serviço.

O prazo inicial da concessão é de 20 anos, podendo ser prorrogado por até 10 anos. As propostas das empresas interessadas serão analisadas no dia de 15 de julho deste ano.

No entanto, para o início de operação dos serviços, a concessionária deverá empregar uma frota de veículos básicos com ar-condicionado e até o 3º ano de contrato 70% da frota deve ser climatizada.

Além disso, a concessionária deve incorporar à frota veículos com baixa emissão de gases poluentes tóxicos, entre eles ônibus elétricos, híbridos - movidos à eletricidade e com combustível - ou GNV.

As concessionárias deverão adquirir, em prazo máximo de seis meses após o início de operação, uma frota total de quatro ônibus zero quilômetro, do tipo Padron de baixa emissão de poluentes locais e de CO2, a ser empregada regularmente na operação, de modo a permitir testes e avaliações destes tipos de veículos em condições operacionais típicas, visando a ampliação da sua utilização ao longo do contrato.

Estão previstos dois ônibus elétricos e dois híbridos.

Os ônibus da programa Frota Limpa deverão ser utilizados regularmente na operação das linhas.

Vigilância
As concessionárias deverão instalar um Sistema de Monitoramento por Imagens (SMI), com câmeras de vídeo instaladas no interior dos ônibus. Serão quatro câmeras nos ônibus e três nos micro-ônibus, e equipamento de gravação de imagens.

O sistema também é composto por um sistema de circuito fechado de TV nos terminais de integração e estações de conexão.

As imagens geradas pelo sistema de monitoramento nos ônibus deverão ser objeto de análise por parte das concessionárias visando à identificação de fraudes no pagamento de passagens, evasões de qualquer tipo, bem como para registro de eventos que atentem à segurança dos usuários e operadores.

Além disso, as imagens geradas pelo sistema dos terminais de integração deverão ser acompanhadas continuamente no Centro de Controle Operacional (CCO), de modo a observar situações de risco à segurança dos usuários.

Informações: G1 MT

                                
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Grande Recife passará a contar com um ônibus movido a Gás Natural Veicular

terça-feira, 30 de agosto de 2016

A partir de outubro, o transporte público do Grande Recife passará a contar com um ônibus movido a Gás Natural Veicular (GNV) ou biometano, o que proporciona redução entre 70% e 85% na emissão de gases poluentes. A Capital pernambucana será a primeira cidade fora do eixo Rio-São Paulo a receber a novidade.

O veículo, de 15 metros de comprimento e capacidade para até 130 pessoas, passará por uma fase de demonstração e, se bem avaliado, poderá ser adquirido por empresas operadoras da região. Em médio prazo, segundo o fabricante, pode contribuir para o equilíbrio financeiro dos sistemas de transporte que o adotarem, o que pode ter impacto positivo nas tarifas pagas pelos passageiros.

Comuns na Europa há décadas, ônibus movidos a GNV ou biometano ainda não são realidade no dia a dia do transporte coletivo no Brasil. Entre outubro de 2014 e agosto de 2015, oito cidades chegaram a receber um veículo do tipo, sueco, mas apenas para testes. Em São Paulo, por exemplo, o custo do quilômetro rodado a gás foi 28% inferior ao do diesel, combustível que comumente abastece a operação rodoviária.

A partir de agora, novas demonstrações serão feitas, mas com um ônibus inteiramente nacional. O veículo foi exposto durante o Seminário Nacional NTU, encerrado ontem em Brasília. “Esse ônibus chama a atenção pela redução de custos operacionais por quilômetro rodado, além da diminuição da poluição sonora e de emissões”, diz o diretor de vendas de ônibus da Scania no Brasil, Silvio Munhoz.

Além de todos os benefícios pregados a favor do meio ambiente, o veículo é confortável ao passageiro: tem ar condicionado e entrada USB para carregar dispositivos móveis ao lado de todos os assentos. Um terceiro eixo de rodas, direcional, dá mais leveza às curvas. A questão é o investimento: 25% mais caro que o que geralmente é feito num ônibus movido a diesel, como os que circulam no Grande Recife.

Despoluir
Segundo a Urbana-PE, os ônibus que circulam pela Região Metropolitana do Recife deixaram de emitir 13 toneladas de dióxido de carbono na atmosfera no ano passado. Entre as ações que proporcionaram essa redução está a utilização do diesel S-50, que reduz bastante o teor de enxofre emitido no meio ambiente.

O combustível vem sendo utilizado no Recife desde 2011, em cumprimento a uma norma federal em vigor em algumas capitais do País. O diesel S-50 possui uma concentração de 50 partículas por milhão de enxofre, bem menos poluente que o S500 usado anteriormente.

A medição de gases emitidos pelos coletivos é realizada há nove anos pela Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Nordeste (Fetronor), por meio do Programa Despoluir, em parceria com a Urbana-PE.

Informações: Folha de Pernambuco
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