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Prefeitura de São Paulo inicia requalificação do corredor de ônibus da Avenida Interlagos

sexta-feira, 9 de maio de 2025

Para melhorar a mobilidade urbana e a qualidade do transporte público na Zona Sul da capital, a Prefeitura de São Paulo, por meio da SPObras, inicia neste mês de maio as obras de requalificação do corredor de ônibus da Avenida Interlagos. Com aproximadamente 9 quilômetros de extensão, o projeto contempla o trecho entre as avenidas Washington Luís e Atlântica, beneficiando diretamente cerca de 230 mil passageiros que utilizam diariamente as linhas de ônibus da região.

Com investimento de R$ 100,5 milhões e prazo estimado de 14 meses, os trabalhos começam por um trecho de aproximadamente 300 metros na pista sentido bairro da Avenida Senador Teotônio Vilela, entre a Avenida Atlântica e a Rua Nossa Senhora de Nazaré. As intervenções começaram essa semana com a implantação do Projeto de Desvio de Tráfego (PDDT), que inclui sinalização viária provisória para minimizar os impactos no trânsito da região. 

O projeto abrange uma série de melhorias de infraestrutura e acessibilidade. Entre as principais ações estão: reforma do pavimento das vias gerais; implantação de pavimento rígido nas faixas exclusivas de ônibus, garantindo maior durabilidade e desempenho; requalificação das paradas à direita, com superguias de 28 cm para facilitar o embarque e desembarque; implantação de infraestrutura para sistema de monitoramento por câmeras nas paradas; modernização do sistema de drenagem; renovação da sinalização viária; rampas e pisos táteis para garantir acessibilidade; e adequações urbanísticas e paisagísticas.

Fios Enterrados

Uma das intervenções mais significativas da requalificação do corredor Interlagos é o enterramento das redes aéreas de energia elétrica e telecomunicações, aliado à remoção dos postes existentes. Essa medida contribui diretamente para a melhoria da acessibilidade nos passeios, tornando-os mais livres e seguros para pedestres, especialmente pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.

Cada vez mais adotado nas obras viárias da cidade, o enterramento das redes oferece uma série de benefícios: aumenta a segurança ao reduzir riscos de acidentes e quedas de galhos sobre a fiação, confere maior resistência às variações climáticas, reduz interrupções no fornecimento de energia e de serviços por proteger os cabos, diminui furtos e vandalismo, melhora a paisagem urbana e contribui para a valorização imobiliária do entorno.

As melhorias no corredor Interlagos têm impacto direto na qualidade de vida da população, proporcionando trajetos mais rápidos, confortáveis e seguros, reafirmando o compromisso da Prefeitura de São Paulo com a sustentabilidade e a modernização da cidade.

SECOM - Prefeitura da Cidade de São Paulo

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Tarifa zero cresce e chega a 145 cidades e 5,4 milhões de pessoas

segunda-feira, 31 de março de 2025

O Brasil registra um crescimento acelerado na adoção da tarifa zero no transporte coletivo por ônibus. Segundo levantamento da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU), 145 municípios oferecem gratuidade, parcial ou total, no sistema. Em 120 deles, o benefício é válido todos os dias e para toda a população. Nos demais, Ao todo, mais de 5,4 milhões de pessoas vivem em cidades com transporte gratuito integral (veja lista das cidades contempladas mais abaixo).

Esse avanço, mais intenso nos últimos cinco anos, representa uma mudança significativa no modelo de financiamento do transporte urbano, especialmente em municípios de pequeno porte: 61% das cidades com tarifa zero têm menos de 50 mil habitantes.


Em 2019, apenas 20 cidades adotavam a tarifa zero. Esse número cresceu sete vezes de lá para cá.. As regiões Sudeste (95) e Sul (34) lideram, seguidas pelo Nordeste (7), Centro-Oeste (6) e Norte (3).

Embora o assunto tenha ganhado projeção como bandeira das manifestações de junho de 2013, quando o mote "não é só pelos 20 centavos", do Movimento Passe Livre, desengatilhou atos país afora contra os reajustes das tarifas de ônibus, a primeira experiência com a gratuidade no transporte no Brasil foi registrada em 1992, no município paulista de Conchas, de 15 mil habitantes, localizado a 210 km de São Paulo.

Capitais testam gratuidade parcial

Embora predominante em cidades pequenas, o modelo começa a ser testado também em capitais, ainda de forma limitada. São Paulo, Maceió, Florianópolis, Palmas, Curitiba, Belo Horizonte, Brasília e São Luís adotaram gratuidade em dias específicos ou para grupos selecionados. O desafio para universalizar o benefício é maior nessas cidades devido aos altos custos envolvidos.

No Distrito Federal, desde o início de fevereiro o acesso aos ônibus é gratuito aos domingos e feriados. Em Curitiba, o benefício é voltado a pessoas desempregadas. Belo Horizonte oferece tarifa zero em linhas que atendem vilas e favelas. Florianópolis adota o modelo apenas no último domingo do mês. Em São Paulo, desde dezembro de 2023, o Domingão Tarifa Zero garante gratuidade dominical nos ônibus municipais, com custo anual estimado em R$ 283 milhões.

Os municípios destacam o acesso à mobilidade como principal razão para adotar o modelo, com foco em trabalhadores, estudantes e pessoas em situação de vulnerabilidade. Argumentam que a medida reduz desigualdades, melhora o trânsito e incentiva o uso do transporte coletivo. 

Subsídios

A NTU afirma que 387 cidades brasileiras subsidiam o transporte público em todo o país. A entidade vê a gratuidade como uma alternativa viável, desde que acompanhada de planejamento, marcos regulatórios e separação clara entre a tarifa paga pelo usuário e a remuneração das empresas operadoras.

O presidente da NTU, Francisco Christovam, alerta que o aumento da demanda exige atenção ao custo operacional. "A gratuidade precisa ser implementada de forma gradual, por linhas ou períodos, afirmou ele ao Congresso em Foco. Não somos contra a tarifa zero, mas defendemos uma tarifa acessível. Sem planejamento, o sistema pode entrar em colapso", ponderou.

O tema ganhou destaque nas eleições municipais de 2024. Segundo o projeto Vota Aí, da Universidade de Campinas (Unicamp) e da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uer)j, o número de candidatos que mencionaram tarifa zero ou passe livre em seus programas saltou de 384, em 2016, para 675 em 2024.

Subsídios

Ao todo, 21 capitais e sete regiões metropolitanas possuem iniciativas de subsídios definitivos destinados ao transporte público por ônibus. No Brasil, em média, 32% do custo de remuneração do serviço é coberto por subsídio público.O restante é bancado pelos passageiros.
Tarifa Zero em Luziânia-GO

Entre as cidades com tarifa zero, o modelo de financiamento varia. Em Maricá (RJ), com 212 mil habitantes, por exemplo, o subsídio mensal é de R$ 7,3 milhões o maior registrado pela NTU. Já em cidades menores, como Caeté (MG), com 38 mil moradores, o gasto mensal gira em torno de R$ 90 mil, e em Araranguá (SC), de 72 mil habitantes, o valor anual chega a R$ 3,9 milhões.

Algumas cidades, como Vargem Grande Paulista (SP), adotaram um modelo em que empresas pagam uma taxa em substituição ao vale-transporte, ajudando a redistribuir os custos.

Efeito pandemia

A política de passe livre no transporte público ganhou maior força no Brasil da pandemia para cá. Até 2020, apenas 42 municípios ofereciam o benefício. O trabalho em casa mudou hábitos de consumo e mobilidade dos brasileiros. Muitas pessoas passaram a privilegiar as compras online e trabalhar de casa, por exemplo. Outras preferiram trocar os solavancos dos ônibus pela comodidade do transporte individual por aplicativos.  

Em entrevista à BBC Brasil, o pesquisador Daniel Santini, autor de livros sobre o tema, aponta três fatores centrais para essa expansão. O primeiro é de ordem econômica: a queda no número de passageiros, agravada pela pandemia e pelo crescimento do transporte por aplicativo, expôs a fragilidade do modelo que remunera empresas por usuário transportado.
Tarifa Zero em Caucaia

Segundo Santini, a tentativa das empresas de compensar a perda de receita elevando tarifas ou reduzindo a oferta de ônibus gera um efeito reverso. Mais usuários abandonam o sistema, criando um ciclo de queda e tornando o serviço ainda mais insustentável. Nesse contexto, até mesmo empresários passaram a apoiar a ampliação de subsídios e, em alguns casos, a adoção da tarifa zero em que o poder público cobre integralmente os custos.

O segundo fator é político, avalia. A gratuidade tem forte apelo popular e tende a garantir apoio eleitoral. A permanência da política, mesmo com mudanças de governo, reforça seu sucesso. De acordo com Santini, mais de 96% das cidades que adotaram a tarifa zero mantiveram a medida.

O terceiro efeito, perceptível em várias cidades, é prático: há aumento significativo no uso do transporte público, estímulo ao comércio local, maior arrecadação de impostos e melhoria no acesso da população a serviços essenciais como saúde e cultura.

Impacto no serviço

A mais recente Pesquisa de Mobilidade da Confederação Nacional do Transporte (CNT), divulgada em dezembro, revela que 58% da população das cidades com tarifa zero aprovam a gratuidade universal. Outros 28,7% preferem que o benefício seja direcionado a grupos específicos. Sobre os impactos, 56,7% notaram aumento na lotação dos ônibus, e as opiniões sobre a qualidade do serviço estão divididas: 34,8% acham que melhorou, enquanto 36,8% discordam.

A insatisfação com a segurança, o conforto e o preço das tarifas, além da expansão dos aplicativos de transporte individual, têm impulsionado um movimento silencioso: entre 2017 e 2024, 29,4% dos usuários deixaram de utilizar o transporte público, e 27,5% passaram a usá-lo com menos frequência. As principais queixas são falta de conforto (28,7%), horários rígidos (20,7%) e longos tempos de viagem (20,4%).

Apesar de 52,7% da população depender exclusivamente de ônibus, o sistema ainda sofre com falta de infraestrutura. Segundo a Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP), o Brasil precisa de 8.900 km adicionais de faixas exclusivas e corredores BRT para atender à demanda nas grandes cidades. Ainda assim, 60,7% dos passageiros aprovam essas soluções.

Emenda constitucional

Na Câmara, tramita a PEC 25/23, da deputada Luiza Erundina (Psol-SP), que propõe a criação do Sistema Único de Mobilidade (SUM). A proposta prevê transporte coletivo gratuito como direito constitucional, estruturado em diretrizes como universalidade, descentralização e financiamento solidário.

A ideia é criar condições de financiamento para bancar os custos do transporte da população, sem cobrança de tarifa do usuário, em todo o país, a exemplo do que ocorre com o Sistema Único de Saúde (SUS). Para garantir a sustentabilidade financeira do sistema, a proposta estabelece que o SUM será custeado por meio de percentuais definidos dos orçamentos públicos das três esferas de governo, além de uma nova contribuição pelo uso do sistema viário. 

A PEC recebeu parecer favorável do relator, deputado Kiko Celeguim (PT-SP), na Comissão de Constituição e Justiça em dezembro de 2023, mas não foi incluída na pauta de votações no ano passado. 

Informações: Congresso em Foco

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Em SP, Começam as intervenções na Av. Alcântara Machado para implantação do BRT Radial Leste

segunda-feira, 20 de janeiro de 2025

A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana e Obras (SIURB), dará início nesta segunda-feira (20) às intervenções viárias na Av. Alcântara Machado, na Zona Leste da cidade. As ações são necessárias para o avanço das obras do BRT Radial Leste.

Os trabalhos estão localizados entre as ruas da Figueira e Wandenkolk para que o novo corredor possa ser entregue em 2026.

Desvios no trânsito
A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) vai monitorar o trânsito nas imediações da Avenida Alcântara Machado, que será interditada parcialmente no sentido centro, entre as ruas Wandenkolk e da Figueira, na Mooca, zona central da cidade, a partir de segunda-feira (20), para mais uma etapa das obras do BRT Radial Leste I

Interdições - Avenida Alcântara Machado, sentido centro, duas faixas da esquerda, entre as ruas Wandenkolk e da Figueira.

Alternativas - O fluxo de trânsito será canalizado para as faixas da direita.

A Engenharia de Tráfego da CET vai monitorar a interdição e orientar o trânsito na região, visando manter as condições de fluidez e preservar a segurança dos usuários da via.

Parada de ônibus provisória
A partir de segunda-feira (20), o ponto de parada localizado na Avenida Alcântara Machado n.º 35 - lateral, próximo à Rua da Figueira, com atendimento à esquerda, será remanejado temporariamente para a mesma via, no nº 91- lateral, com atendimento à direita, no Brás, região central da cidade, devido ao início das obras do BRT Radial Leste – Fase I. As linhas de ônibus que trafegam pela região não terão seus itinerários alterados.

Novo BRT Radial Leste
O novo corredor de ônibus se estenderá do Parque Dom Pedro II, na região central, até a Estação Penha do Metrô, na Rua Professor Miguel Russiano, Zona Leste da Capital. A expectativa é que até 400 mil passageiros utilizem o BRT todos os dias, reduzindo o tempo de viagem entre o centro e a Zona Leste em até 50%.

Com um investimento de R$ 385,9 milhões e 9,8 km de extensão, a nova via exclusiva para ônibus permitirá mais agilidade nos trajetos, além de ampliar a capacidade de usuários transportados.

O novo corredor terá faixas exclusivas à esquerda em pavimento rígido, mais durável e adequado para o tráfego pesado de ônibus. Serão implantadas faixas de ultrapassagem nas paradas, passeios acessíveis, melhorias no sistema de iluminação, paisagismo e semáforos inteligentes, que aumentarão a velocidade operacional. Para melhorar a segurança e a estética urbana, as redes de energia elétrica e de telecomunicações serão enterradas.

Ao longo de toda a extensão do BRT será implantada uma ciclovia equipada com totens de segurança. Esses totens terão botões de alarme, câmeras de vídeo e um sistema de comunicação direta com as estações e a Central de Controle, permitindo acionamento imediato em caso de emergência. Além disso, haverá a implantação da faixa azul, garantindo maior segurança para motociclistas que utilizam as vias da região.

SECOM - Prefeitura da Cidade de São Paulo 

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Ônibus é pior opção para chegar ao trabalho e carro ganha até do metrô em SP

segunda-feira, 9 de dezembro de 2024

Trânsito congestionado, poluição, gastos com combustível, seguro e manutenção. Muitos são os motivos para trocar o carro pelo transporte público em São Paulo, mas o que se vê na prática é uma frota crescente de automóveis nas ruas da cidade.

A resposta para o paradoxo é dada por uma pesquisa que traduz em números o que moradores de áreas afastadas do centro percebem no dia a dia: é mais rápido chegar à maior parte dos postos de trabalho se o trajeto for feito de carro.

Elaborado pelo Instituto Cidades Responsivas, o Indicador de Mobilidade Urbana aponta que o carro permite ao paulistano acessar quatro vezes mais postos de trabalho em um tempo de deslocamento de até 45 minutos em comparação ao transporte público, considerando ônibus e metrô.

Transformando isso em um índice, o automóvel tem uma nota 1,03, sendo que 1 representa a existência de vagas de emprego em quantidade similar à de residências. Já o indicador do transporte público é de 0,23.

O automóvel ainda alcança sete vezes mais empregos no mesmo intervalo quando o trajeto considera áreas em que o ônibus é a única opção de transporte público. Ou seja, neste caso, o indicador do ônibus é de 0,14. É o segundo pior do Brasil entre as capitais avaliadas, perdendo apenas para o Rio de Janeiro, cujo índice é de 0,13.

A eficiência média do carro cai quando comparada ao metrô de São Paulo, que tem indicador de mobilidade de 0,41. Mesmo assim, o veículo individual ainda alcança duas vezes mais empregos do que se o percurso fosse realizado pelos trilhos.

O estudo contabiliza os postos de trabalho acessíveis em deslocamentos de até 45 minutos a partir de residências localizadas em São Paulo e em outras sete capitais brasileiras.

Para chegar aos índices, pesquisadores cruzaram dados do Cadastro Nacional de Endereços para Fins Estatísticos, do IBGE, e da Rais (Relatório Anual de Informações Sociais), do Ministério do Trabalho. O estudo não considera empregos informais.

O tempo dos deslocamentos realizados entre 6h30 e 8h em dias úteis foi obtido a partir de simulações feitas nas plataformas Mapbox, para os realizados com automóveis, e de rotas do Google, para o transporte público.

A explicação para tamanha vantagem do automóvel está no histórico do planejamento urbano da cidade, especialmente pela construção das marginais dos rios Tietê e Pinheiros, segundo os responsáveis pela pesquisa.

Cortando a capital de leste a oeste e de oeste a sul, esses eixos rodoviários tornam significativamente mais postos de trabalho acessíveis em intervalos mais curtos para quem mora longe do centro expandido, segundo Guilherme Dalcin, cientista de dados do Instituto Cidades Responsivas.

Desenvolvida para privilegiar o transporte individual, a malha viária de São Paulo possibilita não somente alcançar de carro mais áreas distantes em até 45 minutos dentro da cidade, mas também destinos em municípios vizinhos.

Também joga a favor do automóvel a concentração de empregos em poucas áreas da cidade em contraposição à maior presença de moradias nas periferias, segundo a diretora do Cidades Responsivas, Luciana Fonseca. “Há lugares com mais empregos e com o carro você vai direto para eles”, comenta.

São exemplos disso as regiões das avenidas Brigadeiro Faria Lima e Engenheiro Luiz Carlos Berrini. Localizadas no eixo da marginal do rio Pinheiros, entre as zonas oeste e sul da capital, as vias são dois grandes polos geradores de empregos, mas possuem baixa oferta de metrô.

O crescente número de carros chegando às ruas de São Paulo anualmente, enquanto a frota de ônibus vem caindo, reflete a percepção da população quanto à baixa eficiência dos meios coletivos.

Em 2010, a frota de ônibus da capital era de 15.003. Esse número vem diminuindo ano a ano e, em 2023, chegou a 13.300, segundo dados da São Paulo Transportes compilados pela Secretaria Municipal de Urbanismo.

Existem menos ônibus porque o número de passageiros também é menor. Os embarques diários caíram de 10 milhões para 7,3 milhões, segundo a prefeitura.

No mesmo intervalo, a quantidade de automóveis subiu de 5 milhões para 6,2 milhões, de acordo com números do Detran, também organizados pelo setor de urbanismo da prefeitura.

Se por um lado o uso do carro parece eficiente para o cidadão, por outro, a escolha é ruim para a eficiência da cidade.

Mudar essa lógica depende do planejamento urbano. Para Fonseca, São Paulo deu passos na direção certa ao aprovar, em 2014, e manter, em 2023, um Plano Diretor que estimula construções de residências e postos de trabalho próximos ao transporte público.

A pesquisadora ainda destaca que aproximar moradias do trabalho não é a única estratégia para tornar a cidade mais compacta. Ela defende a criação de postos de trabalho em áreas com grande concentração de moradias e revisões em intervalos mais curtos do planejamento urbano para correções mais certeiras do crescimento das cidades.

Nesse sentido, Fonseca diz ser positivo que o planejamento paulistano, refeito a cada 15 anos, conte com uma revisão intermediária. “Acho que é preciso ler a cidade em tempo real, e o Plano Diretor de São Paulo tem essa preocupação”, diz.

Sobre a eficiência do transporte coletivo paulistano, a gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) diz ter melhorado o sistema com ônibus maiores e mais modernos, além de ter implantado 54 quilômetros de faixas exclusivas e ter inaugurado o transporte aquático na represa Billings.

A Secretaria dos Transportes Metropolitanos, subordinada ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirma ter quatro linhas de metrô e trem em obras que vão garantir 20 novas estações e mais 24,7 quilômetros de trilhos.

CLAYTON CASTELANI / Folhapress

Informações: Folha de São Paulo

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Prefeitura de São Paulo inicia obras do BRT Radial Leste

terça-feira, 19 de novembro de 2024

A Prefeitura de São Paulo iniciou as obras do BRT Radial Leste - Trecho I. O novo corredor de ônibus se estenderá do Parque Dom Pedro II, na região central, até a Estação Penha do Metrô, na Zona Leste, com um investimento de R$ 385,9 milhões provenientes do FUNDURB. 

“Teremos o primeiro BRT da cidade de São Paulo. Depois virá o VLT do Centro, um conjunto de ações de mobilidade na nossa cidade. Todas essas ações vão ajudar para em um futuro bem próximo melhorar a mobilidade e, principalmente, diminuir o tempo das pessoas no transporte coletivo. Isso é trazer mais qualidade para a população”, disse o prefeito Ricardo Nunes.

Com 9,8 km de extensão, o primeiro trecho do BRT Radial Leste vai conectar o Terminal Parque Dom Pedro II à Estação Penha, na Rua Professor Miguel Russiano. A nova infraestrutura permitirá mais agilidade nos trajetos, além de ampliar a capacidade de usuários transportados. A expectativa é que o BRT beneficie cerca de 400 mil pessoas por dia, reduzindo o tempo de viagem entre o centro e a Zona Leste em até 50%.

“Dentro do BRT Aricanduva teremos uma conexão com a Linha 2 do Metrô, alinhada com o Governo do Estado, então teremos outro patamar para o transporte público das pessoas, que vão ganhar muito tempo com o BRT”, explicou o prefeito lembrando que o BRT é um sistema de ônibus rápido com ultrapassagem, embarque pago, garantindo mais agilidade.  

O novo corredor terá faixas exclusivas à esquerda em pavimento rígido, mais durável e adequado para o tráfego pesado de ônibus. Serão implantadas faixas de ultrapassagem nas paradas, passeios acessíveis, melhorias no sistema de iluminação, paisagismo e semáforos inteligentes, que aumentarão a velocidade operacional. Para melhorar a segurança e a estética urbana, as redes de energia elétrica e de telecomunicações serão enterradas.

Ao longo de toda a extensão do BRT será implantada uma ciclovia equipada com totens de segurança. Esses totens terão botões de alarme, câmeras de vídeo e um sistema de comunicação direta com as estações e a Central de Controle, permitindo acionamento imediato em caso de emergência. Além disso, haverá a implantação da faixa azul, garantindo maior segurança para motociclistas que utilizam as vias da região.

O contrato inclui também a construção da Sala de Apoio Operacional (Sala SAP) junto ao Terminal Parque Dom Pedro II, que será responsável pelo controle, operação e monitoramento de todo o corredor.

Conexões
O BRT Radial Leste I terá conexões diretas com estações do Metrô e da CPTM. Por meio de passarelas de pedestres, o novo corredor estará diretamente conectado às estações Belém, Tatuapé e Carrão. Para os ciclistas, além da ciclovia em toda extensão do BRT, também será construída uma ciclopassarela junto ao Viaduto Pires do Rio. 

O BRT Radial Leste vai se integrar com o futuro BRT Aricanduva, que está em fase de licitação, criando uma malha de mobilidade ainda mais eficiente para os moradores da Zona Leste.

Paradas Modernas e Sustentáveis
Serão implantadas 12 estações de embarque e desembarque em cada sentido, projetadas para proporcionar conforto e eficiência aos usuários do transporte coletivo. As paradas terão portas automáticas sincronizadas com os ônibus, ar-condicionado e painéis de informação em tempo real sobre horários e eventuais interrupções no serviço. O pagamento da tarifa será feito antecipadamente nas paradas, agilizando o embarque.

As plataformas serão acessíveis e terão altura de 28 cm, no mesmo nível do piso dos ônibus, facilitando o embarque e desembarque. O projeto foi desenvolvido para que todos os tipos de ônibus operados pela SPTrans possam atender as paradas do BRT.

As paradas serão alimentadas por energia solar, gerada por painéis instalados em suas coberturas, contribuindo para a sustentabilidade do sistema. 

Sistema Inteligente de Transporte (ITS)
A Prefeitura está investindo em tecnologia de ponta para otimizar o funcionamento do BRT Radial Leste. O projeto inclui a implantação de um Sistema Inteligente de Transporte (ITS), que permitirá o monitoramento contínuo dos ônibus, garantindo maior eficiência e pontualidade. O ITS também vai gerenciar o fluxo de tráfego, reduzindo o tempo de espera nas paradas e melhorando a fluidez na via.

O sistema de monitoramento gerará dados em tempo real, que serão essenciais para decisões estratégicas e melhorias contínuas no serviço. Além disso, o sistema de câmeras com vídeo analítico garantirá a vigilância nas estações, contribuindo para a segurança dos passageiros e a prevenção de crimes, incluindo o combate ao assédio. As imagens serão compartilhadas com a Polícia Militar e a Guarda Civil Metropolitana e serão integradas ao programa Smart Sampa e ao Centro de Controle Operacional do BRT. 

Todos esses fatores contribuirão para o aprimoramento do desempenho e da eficiência da frota, promovendo uma mobilidade urbana mais ágil e levando mais qualidade de vida para a população.

Informações: Prefeitura de SP

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Prefeitura de SP inicia obras do primeiro BRT da cidade, que beneficiará 400 mil pessoas por dia

segunda-feira, 28 de outubro de 2024

A Prefeitura de São Paulo deu início às obras do BRT Radial Leste - Trecho I. O novo corredor de ônibus se estenderá do Parque Dom Pedro II, na região central, até a Estação Penha do Metrô, na Zona Leste, com um investimento de R$ 385,9 milhões provenientes do FUNDURB. 

Com 9,8 km de extensão, o primeiro trecho do BRT Radial Leste vai conectar o Terminal Parque Dom Pedro II à Estação Penha, na Rua Professor Miguel Russiano. A nova infraestrutura permitirá mais agilidade nos trajetos, além de ampliar a capacidade de usuários transportados. A expectativa é de que o BRT beneficie cerca de 400 mil pessoas por dia, reduzindo o tempo de viagem entre o Centro e a Zona Leste em até 50%. 

O contrato inclui também a construção da Sala de Apoio Operacional (Sala SAP) junto ao Terminal Parque Dom Pedro II, que será responsável pelo controle, operação e monitoramento de todo o corredor. 

A nova estrutura para transporte coletivo terá faixas exclusivas à esquerda em pavimento rígido, mais durável e adequado para o tráfego pesado de ônibus. Serão implantadas faixas de ultrapassagem nas paradas, passeios acessíveis, melhorias no sistema de iluminação, paisagismo e semáforos inteligentes, que aumentarão a velocidade operacional. Para melhorar a segurança e a estética urbana, as redes de energia elétrica e de telecomunicações serão enterradas. 

Ao longo de toda a extensão do BRT, será implantada uma ciclovia equipada com totens de segurança. Esses totens terão botões de alarme, câmeras de vídeo e um sistema de comunicação direta com as estações e a Central de Controle, permitindo acionamento imediato em caso de emergência. Além disso, haverá a implantação da faixa azul, garantindo maior segurança para motociclistas que utilizam as vias da região. 

Conexões 

O BRT Radial Leste I terá conexões diretas com estações do Metrô e da CPTM. Por meio de passarelas de pedestres, o novo corredor estará diretamente conectado às estações Belém, Tatuapé e Carrão. Para os ciclistas, além da ciclovia em toda a extensão do BRT, também será construída uma ciclopassarela junto ao Viaduto Pires do Rio.  

O BRT Radial Leste vai se integrar ao futuro BRT Aricanduva, que está em fase de licitação, criando uma malha de mobilidade ainda mais eficiente para os moradores da Zona Leste. 

Paradas Modernas e Sustentáveis 

Serão implantadas 12 estações de embarque e desembarque em cada sentido, projetadas para proporcionar conforto e eficiência aos usuários do transporte coletivo. As paradas terão portas automáticas sincronizadas com os ônibus, ar-condicionado e painéis de informação em tempo real sobre horários e eventuais interrupções no serviço. O pagamento da tarifa será feito antecipadamente nas paradas, agilizando o embarque. 

As plataformas serão acessíveis e terão altura de 28 cm, no mesmo nível do piso dos ônibus, facilitando o embarque e desembarque. O projeto foi desenvolvido para que todos os tipos de ônibus operados pela SPTrans possam atender as paradas do BRT. 

As paradas serão alimentadas por energia solar, gerada por painéis instalados em suas coberturas, contribuindo para a sustentabilidade do sistema.  

Sistema Inteligente de Transporte (ITS) 

A Prefeitura está investindo em tecnologia de ponta para otimizar o funcionamento do BRT Radial Leste. O projeto inclui a implantação de um Sistema Inteligente de Transporte (ITS), que permitirá o monitoramento contínuo dos ônibus, garantindo maior eficiência e pontualidade. O ITS também vai gerenciar o fluxo de tráfego, reduzindo o tempo de espera nas paradas e melhorando a fluidez na via. 

O sistema de monitoramento gerará dados em tempo real, que serão essenciais para decisões estratégicas e melhorias contínuas no serviço. Além disso, o sistema de câmeras com vídeo analítico garantirá a vigilância nas estações, contribuindo para a segurança dos passageiros e a prevenção de crimes, incluindo o combate ao assédio. As imagens serão compartilhadas com a Polícia Militar e a Guarda Civil Metropolitana e serão integradas ao programa Smart Sampa e ao Centro de Controle Operacional do BRT.  

Todos esses fatores contribuirão para o aprimoramento do desempenho e da eficiência da frota, promovendo uma mobilidade urbana mais ágil e levando mais qualidade de vida para a população.

SECOM - Prefeitura da Cidade de São Paulo

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BRT Aricanduva

Ligeirão NORTE-SUL / Curitiba

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