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No Recife, Projeto prevê que empresas com mais de 100 funcionários sejam obrigadas a disponibilizar bicicletários

sexta-feira, 17 de janeiro de 2025

Uma nova proposta em tramitação na Câmara Municipal do Recife busca ampliar os direitos dos trabalhadores que utilizam a bicicleta como meio de transporte. O Projeto de Lei nº 140/2024, de autoria do vereador Fred Ferreira (PL), prevê que empresas com mais de 100 funcionários sejam obrigadas a disponibilizar infraestrutura de apoio, incluindo bicicletários, banheiros e armários, dentro de suas dependências.

De acordo com o texto, o objetivo é incentivar o uso de bicicletas no deslocamento diário e oferecer mais conforto e segurança aos ciclistas. A proposta está sendo analisada pelas comissões de Legislação e Justiça, Acessibilidade e Mobilidade Urbana, e Planejamento Urbano e Obras.

Fred Ferreira destaca que à medida que as grandes cidades brasileiras expandem suas redes de ciclovias, cresce a demanda por instalações como bicicletários e vestiários nas empresas. “Colaboradores motivados influenciam positivamente o ambiente de trabalho, melhorando o clima organizacional e a qualidade das tarefas executadas. Isso pode começar com poucos funcionários, mas logo se espalha por toda a empresa”, pontuou o autor da iniciativa durante a apresentação na Câmara, em 6 de janeiro deste ano.

O projeto se soma a iniciativas já existentes em Pernambuco, como a Lei nº 14.740/2012, de caráter mais abrangente, sem distinção entre usuários, que determina a instalação de estacionamentos para bicicletas em órgãos públicos e empresas privadas com circulação diária superior a 100 pessoas. Sancionada há mais de uma década, a lei estadual exige apenas estacionamentos para bicicletas com sinalização.

Apesar de ambas as medidas visarem a inclusão dos ciclistas no planejamento urbano, há diferenças significativas entre elas. Enquanto a legislação estadual exige apenas estacionamentos com sinalização para a segurança das bicicletas, o projeto municipal propõe uma infraestrutura mais completa, voltada especialmente para trabalhadores.

Setor empresarial não foi consultado sobre bicicletários
Para o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) do Recife, Fred Leal, a iniciativa é positiva, mas é preciso ser estudada e desenvolvida de forma viável: “onde estão localizadas essas empresas? Se estiverem em shopping centers, quem será responsável pela instalação do bicicletário: o shopping ou as empresas? Caso estejam na rua, haverá espaço disponível para essa estrutura? São questões que precisam ser analisadas antes de implementar uma lei desse tipo”, questiona Leal.

Ele ainda afirma que a CDL não foi consultada a respeito do projeto e que a entidade civil não teve acesso ao conteúdo completo da proposta. “Precisamos conhecer melhor o projeto antes de emitir uma posição mais detalhada”, afirma.

Já a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) do Recife comenta também que a organização não foi questionada sobre a viabilidade do PL: “não tinha conhecimento dessa proposta até então e ninguém nos procurou pra discutir sobre o tema”, relata o presidente da associação, Toni Sousa.

Toni lembra que já existe uma previsão legal, exigindo que as empresas tenham armários e banheiros a partir de um número específico de funcionários, mas que é preciso entender melhor se há algum embasamento constitucional ou não para a obrigatoriedade de bicicletários.

“Para ter obrigatoriedade é preciso levar em conta a capacidade física de cada estabelecimento. Tem lugares que, simplesmente, não têm como instalar um bicicletário, por falta de espaço mesmo. Então, é algo que precisa ser analisado com mais cuidado”, comenta Sousa.

Por meio de nota, a Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe) respondeu que o projeto está sendo analisado internamento pela equipe técnica. Além disso, a entidade afirmou que não comentará o assunto por enquanto.

Fonte: Movimento Econômico

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Capitais brasileiras ganharam 280 km de ciclovias e ciclofaixas em 2024, diz levantamento

quinta-feira, 3 de outubro de 2024

As capitais brasileiras ganharam 280 km de ciclovias e ciclofaixas entre em 2024, na comparação com o ano anterior, chegando a um total de 4.106,8 km. O aumento de 7,33%, no entanto, está abaixo do que as cidades poderiam investir para ampliar suas malhas cicloviárias.

É o que diz a Aliança Bike, responsável por consultar as prefeituras e produzir o levantamento, obtido com exclusividade pela Folha de S.Paulo. Os dados foram obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação e consideram o período de julho de 2023 a julho deste ano. A lista considera apenas as estruturas exclusivas para a circulação de bicicletas e separadas do espaço para veículos motorizados, excluindo, assim, as ciclorrotas.

São Paulo lidera com folga na extensão de malha, com 710,9 km de ciclovias e ciclofaixas, embora tenha acrescentado 21 km -um aumento relativo de 3,16%- até a data do levantamento. Atrás da capital paulista estão o Distrito Federal, com 551,5 km, que também teve o maior crescimento absoluto, adicionando 50,2 km às estruturas no período, e Fortaleza (443,1 km).

No outro extremo do ranking, Macapá (18 km), Porto Velho (23,5 km) e Manaus (28,1 km) têm as menores extensões. Outras cinco cidades ficaram estagnadas, e Vitória teve decrescimento. Segundo a entidade, o número pode ser explicado por alguma obra que interferiu em algum trecho de malha cicloviária.

Somadas, as capitais nordestinas têm a maior malha de ciclovias e ciclofaixas entre seus pares de outras regiões, com 1.287,3 km. A marca está ligada, segundo Daniel Guth, diretor-executivo da Aliança Bike, a uma forte cultura de uso da bicicleta.

Essas cidades têm uma cultura antiga de ocupação de espaços públicos, mais do que cidades como Rio de Janeiro e São Paulo, tanto pela questão topográfica e pela facilidade de trânsito quanto pelo acesso barato, especialmente quando a produção nacional deslanchou no fim dos anos 1950. O outro lado da questão seria o transporte público insuficiente, aliado à baixa renda como barreira para a compra de carros.

O crescimento relativo e o de quilometragem a cada 100 mil habitantes foram maiores em Goiânia, com 78,2 km de ciclovias e ciclofaixas, sendo 31,1 adicionados no último ano. Mas o total da malha é baixo, segundo Guth, e pode estar relacionado à expansão das ciclovias junto a diferentes rodovias que cortam o município.

Já a prefeitura diz que tem investido na ampliação das ciclofaixas e que a gestão atual, de Rogério Cruz (Solidariedade), construiu 20,46 km dessas vias em áreas estratégicas da capital goiana.

“Uma das intervenções mais importantes é a conclusão do Anel Cicloviário em 2022, que liga a avenida T-63 e a avenida dos Alpes, duas das principais vias da cidade. O circuito possui 13 km de extensão e cruza alguns dos bairros mais populosos da cidade.”

O trecho, segundo contagens semestrais da prefeitura, tem apresentado aumento de usuários. Ainda, a gestão espera fazer até o fim do ano uma licitação para construir mais 48 km.

Os principais fatores para uso da bicicleta, segundo o especialista, estão associados a como a cidade cresce e se organiza.

“Nos ‘alphavilles’ da vida, Los Angeles, nos EUA, ou subúrbios, o nível pode ser plano, um tapete, mas vai ter baixo uso. Porque as distâncias são longas, o desenho é favorecido para o uso de carro e baixo adensamento [populacional].”

A classe política que quiser favorecer o uso de bicicleta, inclusive, precisa bancar a decisão, segundo Guth. Ele cita como exemplo o uso de bicicletas em Paris, patrocinado pela prefeita Anne Hidalgo, que superou o de carros em abril deste ano, segundo estudo feito por empresas públicas e privadas da região da capital francesa

“Em São Paulo, o problema é a falta de vontade política. Tem recurso, tem projeto, tem demanda e tem programa de metas.”

A cidade prevê, segundo a meta, chegar a mais 300 km de ciclovias e ciclofaixas no fim deste ano.

Procurada, a gestão Ricardo Nunes (MDB) afirmou que foram entregues 49,7 km de malha desde 2021, em um total de 743 km.

Outros 263 km estão em diferentes fases de implantação, segundo a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), sendo 90 km pela Parceria Público-Privada da Habitação, 15 km em contratos vigentes na pasta municipal de transportes e 158 km em uma licitação em andamento.

Informações: Jornal de Brasília

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Ciclovias e ciclofaixas avançam nas capitais brasileiras

quinta-feira, 22 de agosto de 2024

Mobilidade urbana, melhora na qualidade de vida, diminuição nas taxas de poluição, economia de tempo e dinheiro. São inúmeras as vantagens que a expansão das redes cicloviárias em grandes centros urbanos pode trazer. Apesar dos incontestáveis benefícios, a ampliação da malha cicloviária cresce em ritmo muito aquém da necessidade: no último ano, a malha de ciclovias e ciclofaixas nas capitais cresceu 4%, passando de 4.196 km em 2022 para 4.365 km em 2023 – um acréscimo de 169 km no período de um ano.

O monitoramento foi feito pela Aliança Bike (Associação Brasileiras do Setor de Bicicletas), que ouviu todas as prefeituras das capitais brasileiras por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI). O período considerado pelo levantamento foi de junho de 2022 a junho de 2023.

Na média, cada uma das capitais brasileiras possui 161,7 km de ciclovias e ciclofaixas em 2023.

É importante ressaltar que os dados contemplam apenas as estruturas segregadas e exclusivas para a circulação de bicicletas. Por esta razão, ciclorrotas e outras estruturas compartilhadas com veículos motorizados não fazem parte dos 4.365 km totais considerados – apenas as ciclovias e as ciclofaixas estão incluídas no monitoramento.

“A construção de mais ciclovias e ciclofaixas é um ponto fundamental no incentivo à mobilidade e mostra o interesse dos municípios em trazer soluções para os deslocamentos urbanos. Oferecer segurança e local apropriado ao uso da bicicleta pode trazer mudanças positivas gigantescas no dia a dia das pessoas e das cidades, contribuindo em vários aspectos. Que esse viés de alta se mantenha e que avance em todas os municípios brasileiros”, comenta André Ribeiro, vice-presidente da Aliança Bike.

Todas as prefeituras das 26 capitais estaduais, além do Distrito Federal, foram ouvidas na pesquisa. Dentre as cidades que mais cresceram em quilômetros implantados, a que mais evoluiu em números percentuais foi Palmas-TO, com 39,8% de acréscimo. Em seguida estão Maceió-AL (aumento de 27%) e Brasília-DF com aumento de 20,8% – confira mais na lista logo abaixo.

Utilizando a comparação entre o volume de ciclovias e ciclofaixas e a população residente, o principal destaque é Florianópolis-SC, com 22,96 km a cada 100 mil habitantes. Na sequência, aparecem Brasília-DF, com 21,79 km a cada 100 mil habitantes, e Palmas-TO, com 20,48 km a cada 100 mil habitantes – veja mais na lista abaixo.

Neste comparativo com o número da população, São Paulo-SP aparece na 19ª posição – mesmo tendo a maior malha cicloviária segregada, com 689,1 km.

2023 é o segundo ano consecutivo em que a Aliança Bike realiza o levantamento das ciclovias e ciclofaixas das capitais brasileiras. O objetivo é construir uma série histórica, que funcione como uma base de dados para o acompanhamento da evolução da infraestrutura cicloviária brasileira. O monitoramento não analisa a qualidade das infraestruturas e não pode ser considerado sinônimo de toda a malha cicloviária do país, pois foram consideradas apenas as capitais

Capitais com a maior rede de ciclovias e ciclofaixas em 2023:

São Paulo-SP: 689,1 km
Brasília-DF: 636,89 km
Rio de Janeiro-RJ: 487 km
Fortaleza-CE: 419,2 km
Salvador-BA: 306,64 km
Curitiba-PR: 245,7 km
Recife-PE: 174,3 km
Florianópolis-SC: 131,86 km
Belém-PA: 116,5 km
Belo Horizonte-MG: 105,78 km

Maiores crescimentos (%) em ciclovias e ciclofaixas implantadas – de 2022 a 2023:

Palmas-TO: 39,8%
Maceió-AL: 27%
Brasília-DF: 20%
Teresina-PI: 12,8%
João Pessoa-PB: 12,27%
São Luís-MA: 11,11%
Campo Grande-MS: 9,57%
Florianópolis-SC: 8,47%
Rio de Janeiro-RJ: 8,22%
Boa Vista-RR: 7,85%

Maiores malhas cicloviárias em relação à população residente:

Florianópolis-SC: 22,96 km/100 mil habitantes
Brasília-DF: 21,79 km/100 mil habitantes
Palmas-TO: 20,48 km/100 mil habitantes
Rio Branco-AC: 20,44 km/100 mil habitantes
Vitória-ES: 19,49 km/100 mil habitantes

O que são ciclovias e ciclofaixas

Embora sejam estruturas segregadas dos veículos automotores, ciclovias e ciclofaixas possuem diferenças entre si. De acordo com o Anexo I do Código de Trânsito Brasileiro – e ratificado no Manual Brasileiro de Sinalização de Trânsito, Volume VIII, Sinalização Cicloviária – ciclovia é uma “pista própria destinada à circulação de ciclos, separada fisicamente do tráfego comum”; e ciclofaixa é uma “parte da pista de rolamento destinada à circulação exclusiva de ciclos, delimitada por sinalização específica”.

Portanto, ciclovias podem usar grades, blocos de concretos, canteiros ou mesmo altura diferente da via de rodagem dos demais veículos para garantir uma segregação física.

Já as ciclofaixas funcionam na mesma pista de rolamento dos veículos automotores, mas com faixas pintadas exclusivas para ela. Podem contar com sinalização viária como tachões, balizadores e placas para delimitar o espaço específico para o tráfego de ciclistas.

Sobre a Aliança Bike – Associação Brasileira do Setor de Bicicletas

Criada em 2003 e formalizada em 2009, a Aliança Bike tem em seu escopo de atuação a defesa do setor e da economia da bicicleta no país, sempre visando o interesse coletivo. A entidade é formada por mais de  mais de 170 empresas e organizações associadas, abrangendo fabricantes, montadores, importadores, varejistas e lojistas, espalhados por mais de 20 estados.

Seppia Geração de Conteúdo
Assessoria de Imprensa
Carlos Ghiraldelli | carlos@seppia.com.br

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Moovit apresenta relatório sobre transporte público em 2022

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2023

Moovit, uma empresa da Mobileye e o aplicativo de mobilidade urbana mais utilizado no mundo, lança a versão atualizada do seu Relatório Global sobre Transporte Público. O levantamento foi feito com a análise de milhões de viagens por transporte público planejadas com o Moovit ao longo de 2022 em cem grandes metrópoles – dez delas no Brasil. Além da avaliação dos dados, o relatório traz também uma pesquisa de opinião com os usuários do app. 

A pesquisa quis saber o que incentivaria passageiros a usarem mais o transporte público. Para 24%, a maior demanda é o aumento na frota para reduzir o tempo de espera. Em seguida aparecem passagens mais baratas com 21%, e cronogramas mais confiáveis com 16%.

Esta edição do relatório também mostra como os passageiros passaram a usar transporte público após a fase mais aguda da pandemia de COVID 19. A pesquisa mostra que 17% dos passageiros diminuíram o uso de usar ônibus, trens e metrôs nos últimos dois anos. E 9% passaram a se locomover de outra forma, sem usar transporte público.  

Dez regiões metropolitanas brasileiras fazem parte do relatório: Belo Horizonte, Brasília, Campinas, Curitiba, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. A pesquisa foi respondida por 33 mil usuários dessas cidades em novembro de 2022. Todos os dados são anônimos.

Confira algumas das conclusões do relatório, que pode ser visualizado na íntegra aqui:

Três cidades brasileiras ficam entre as dez com o maior tempo médio de viagem: Rio de Janeiro (67 min); Recife (64 min) e São Paulo (62 min);
Recife tem o maior tempo médio de espera no país

Recife tem o maior tempo médio de espera no país, com 27 min, seguido por Belo Horizonte, com 24 min, e Brasília e Salvador empatadas, com 23 min;

39% das viagens em Brasília percorrem mais de 12 km, o que é considerado uma longa distância;

Porto Alegre é a única cidade brasileira em que mais da metade das viagens (53%) são diretas;

O uso combinado de bicicletas compartilhadas com transporte público cresceu 7% em relação ao último relatório. 

“Há 3 anos, a COVID impactou fortemente o uso de transporte público. Nosso relatório mostra que as pessoas voltaram a se locomover em 2022, trazendo novos desafios para quem opera e administra os sistemas de transporte. Esperamos que o Relatório Global sobre Transporte Público seja uma ferramenta que ajude operadores e governos na tomada de decisões para ter uma operação eficiente que atenda às necessidades dos passageiros”, afirma Yovav Meydad, vice-presidente de marketing e expansão do Moovit.

O Relatório Global sobre Transporte Público está disponível para qualquer pessoa que deseje utilizar assim como comparar dados das cidades analisadas. As informações são distribuídas sob licença Creative Commons e podem ser utilizadas em artigos, reportagens, estudos bem como trabalhos acadêmicos, com crédito para o Moovit e link para www.moovit.com. 

Dados do Relatório Global sobre Transporte Público

Tempo de Viagem
– O Rio de Janeiro é a quarta cidade no mundo em tempo médio de viagem, com 67 minutos;

– Três cidades brasileiras ficam entre as dez com o maior tempo médio de viagem: Rio de Janeiro (67 min); Recife (64 min) e São Paulo (62 min);

– 12% das viagens no Rio têm pelo menos 2h de duração;

– As viagens curtas, com menos de 30 min, cresceram em todo o país em relação a 2020.

Distância Percorrida

– Brasília tem a maior distância média no Brasil, com 12,41km. É também a sexta maior em todo o relatório;

– 39% das viagens em Brasília percorrem pelo menos 12 km;

– Rio de Janeiro tem a segunda maior distância média no país, com 11,42km; 33% das viagens passam por pelo menos 12km.

Tempo de Espera

– Recife tem o maior tempo médio de espera no país, com 27 min, seguido por Belo Horizonte, com 24 min, e Brasília e Salvador empatadas, com 23 min;

– 55% dos passageiros em Recife esperam mais de 20 min pelo transporte; 

– Curitiba é a cidade com a maior porcentagem de esperas curtas (menos de 30 min): 17%;

– Tempo médio de espera diminuiu em seis cidades das dez cidades do levantamento.

Baldeações

– 27% das viagens em Curitiba têm três baldeações ou mais. É terceira cidade no mundo, atrás da Cidade do México (29%) e Paris (28%); 

– Porto Alegre é a única cidade em que mais da metade das viagens são diretas (53%);

– Recife tem o maior tempo média de espera de todas as cidades – 27 min.

Informações: Portal do Transito
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Uso de bicicletas compartilhadas cresce no RJ e SP neste ano

segunda-feira, 11 de abril de 2022

O uso de bicicletas compartilhadas cresceu nas cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo no início deste ano, segundo dados informados pela Tembici. A empresa administra a rede carioca e um dos sistemas em operação na capital paulista.


De acordo com a empresa, na capital fluminense, o número de viagens cresceu 26% em fevereiro deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado. Já em São Paulo, as viagens tiveram crescimento de 68% em março deste ano, em relação a março de 2021.

Para a Tembici, o aumento de 2021 para 2022 tem, entre seus motivos, o aumento do preço dos combustíveis em todo o país.

Segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o preço médio da gasolina no município do Rio subiu cerca de 33% em um ano, ao passar de R$ 5,33 em fevereiro de 2021 para R$ 7,11 em fevereiro deste ano.

Na cidade de São Paulo, a gasolina subiu 28%, ao passar de R$ 5,25 em março de 2021 para R$ 6,75 em março deste ano. Na média do país, o preço da gasolina subiu em torno de 28% nesse mesmo período, ao passar de R$ 5,48 para R$ 7,01.

A Tembici ainda mantém sistemas de bicicleta compartilhada em cidades como Porto Alegre, Brasília, Vila Velha (ES) e no Grande Recife. Em todas as redes administradas pela empresa houve, em um ano, o aumento de 35% nas viagens.

“Apesar do crescimento de adeptos da bike como meio de transporte, ainda enfrentamos uma indústria muito forte e sustentada por uma cultura de uso do automóvel particular. Lançamos recentemente uma ferramenta que calcula e compara o gasto de todos os modais com base nas distâncias. Um trajeto diário de 5 km, por exemplo, sai por mais de R$ 980 no mês, quando feito de carro, enquanto no transporte público o gasto é em média R$ 230 e com a bike compartilhada fica em torno de R$ 29,90, a depender da cidade”, explica Mauricio Villar, cofundador da Tembici.

Pandemia
O crescimento do uso de bicicletas compartilhadas, no entanto, vem se consolidando há algum tempo. Durante a pandemia de covid-19, por exemplo, muitas pessoas buscaram o modal para evitar a aglomeração de transportes públicos coletivos e também como um hábito para ter uma vida mais saudável.

Um estudo feito pela empresa no início deste ano com mais de 1.400 pessoas, entre usuários e não usuários da Tembici, mostrou que 50% dos entrevistados passaram a pedalar mais desde o início da pandemia e 83% pretendem usar mais o meio de transporte neste ano.

Ciclovias
O estudo revelou, no entanto, que as pessoas ainda consideram que há necessidade de ampliação da malha cicloviária nas cidades. De acordo com a pesquisa, 52% responderam que a bicicleta faria mais parte de suas vidas se houvesse mais e melhores ciclovias e ciclofaixas.

São Paulo possui uma rede com 699 quilômetros, entre ciclovias (vias totalmente apartadas daquelas usadas por automóveis), ciclofaixas (faixas separadas dos automóveis apenas por pintura na pista) e ciclorrotas (vias compartilhadas entre carros e bikes).

O período de maior expansão ocorreu de 2013 a 2016, quando a malha da cidade passou de 91 km para 500 km. O plano da prefeitura municipal é atingir 1.800 km até 2028, ou seja, crescer 157% em seis anos.

Já o Rio de Janeiro tem basicamente a mesma malha cicloviária de 2016. Dados de junho de 2021 mostram que a cidade mantinha os cerca de 450 km ciclovias, ciclofaixas e vias compartilhadas.

A maior expansão ocorreu entre 2009, quando a cidade tinha 150 km, e 2016, no período de preparação para os Jogos Olímpicos.

A própria prefeitura carioca considera a cobertura baixa, já que corresponde a apenas 4% das vias da cidade. O Plano de Desenvolvimento Sustentável e Ação Climática, divulgado em junho do ano passado, prevê a implantação de mais 160 km de infraestrutura cicloviária até 2029, ou seja, um crescimento de cerca de 35%. É, portanto, um plano menos ambicioso que o da capital paulista.

*Com informações da Agência Brasil
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No Recife, CTTU implanta novas vagas de Zona Azul no Bairro da Ilha do Leite

terça-feira, 24 de setembro de 2019

A Prefeitura do Recife, por meio da Secretaria de Mobilidade e Controle Urbano (Semoc) e da Autarquia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU), vai implantar novas vagas de Zona Azul na Ilha do Leite, na área central da cidade. A partir da próxima segunda-feira (23), cerca de 220 vagas rotativas serão regulamentadas com o tempo de 5 horas de permanência nas ruas Senador José Henrique, Frei Matias Teves, Francisco Alves, Estado de Israel, Jornalista Trajano Chacon, Antônio Gomes de Freitas, Elvira Carreira de Oliveira e General Joaquim Inácio. A iniciativa tem o objetivo de garantir a rotatividade das vagas de estacionamento disponibilizadas no espaço público.


A área da Zona 30, que está em fase de implantação no bairro, consiste em um conjunto de medidas que têm o objetivo de promover um espaço mais equitativo entre pedestres e todos os modais que utilizam as vias. Com base no conceito de “trânsito calmo”, a iniciativa pretende valorizar a mobilidade consciente, promovendo segurança viária e democratização dos espaços públicos.

De um total de 220 vagas de estacionamento rotativo, 5% serão destinadas a idosos e 2% para pessoas com deficiência, atendendo às exigências estabelecidas pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que representam nove e cinco vagas respectivamente. Para as motocicletas, existem cerca de 45 vagas. Além disso, das vagas de estacionamentos já existente em área pública, seis delas darão espaços a paraciclos capazes de abrigar, ao todo, 50 bicicletas. 

Para garantir a rotatividade das vagas de estacionamento existentes nessas vias da Ilha do Leite, a CTTU irá regulamentar a implantação de Zona Azul, realizando a sinalização horizontal e vertical de todas as vias envolvidas. As vagas funcionarão de segunda a sexta, das 8h às 18h e aos sábados, das 8h às 12h, e podem ser ativadas pelo aplicativo ”Zona Azul Digital Recife”, disponível nas plataformas Android e IOS para download gratuito; ou em pontos de venda existentes na área - já credenciados pela empresa responsável pelo gerenciamento do serviço, a Serttel.

Para ativar a vaga pelo smartphone, o usuário deve cadastrar a placas do veículo que utiliza, realizar a compra de um cartão de Zona Azul digital (utilizando cartão de crédito ou débito), escolher o tempo de permanência conforme sinalização indicativa na via e, por fim, confirmar a ativação. Ao utilizar o aplicativo, o usuário receberá uma notificação quando o seu tempo de permanência estiver acabando e poderá fazer a renovação da mesma vaga por apenas mais uma vez.

ZONA AZUL - Atualmente, Recife conta com mais de três mil vagas rotativas implantadas nos bairros do Recife, São José, Santo Antônio, Boa Vista, Madalena, Encruzilhada, Casa Amarela, Casa Forte, Boa Viagem e Derby. A ativação das vagas pode ser realizada por meio do aplicativo Zona Azul Digital Recife, ou pelos pontos de vendas físicos existentes na cidade. O horário de funcionamento da Zona Azul varia de acordo com a demanda para estacionamento de veículos no local. A maioria das vagas funciona no horário das 8h às 18h, de segunda a sexta-feira, e das 8h às 12h, aos sábados. O tempo máximo de permanência varia entre duas e cinco horas, a depender da sinalização regulamentada nos locais, custando R$ 3, invariavelmente. A multa para quem estacionar de forma irregular nas vagas de Zona Azul é grave, R$ 195,23, mais cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação; e o veículo está passível de remoção ao depósito.    

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No Recife, Avenida Conde da Boa Vista passará por uma grande requalificação

terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Principal corredor de ônibus e de pedestres do Recife, a Avenida Conde da Boa Vista passará por uma grande requalificação promovida pela Prefeitura do Recife. A humanização da via guiou os estudos, que tiveram início em 2016 e foram realizados pela Secretaria de Infraestrutura e Habitação e Secretaria de Mobilidade e Controle Urbano (Semoc). Os detalhes da intervenção foram anunciados nes
ta quita-feira (8), em um coletiva de imprensa. O investimento da gestão municipal na requalificação será de cerca de R$ 15 milhões.

Para viabilizar o início das mudanças, duas licitações foram publicadas no Diário Oficial do Município, nos dias 1º e 6 de novembro, referentes aos passeios públicos e à iluminação, respectivamente. A obra será realizada pela Empresa de Manutenção e Limpeza Urbana (Emlurb). Com a Nova Conde da Boa Vista, os pedestres, passageiros do transporte coletivo e condutores de veículos particulares vão ter uma avenida mais acolhedora, arborizada e eficiente no seu dia a dia. Ciclistas também vão ser beneficiados e poderão chegar à avenida com mais segurança pelas rotas instaladas no entorno.

O secretário de Infraestrutura e Habitação e presidente da Emlurb, Roberto Gusmão, destaca que, "para a melhoria da Avenida Conde da Boa Vista, a Prefeitura do Recife realizou inúmeros estudos, pesquisas e simulações. Essa intervenção tem uma importância fundamental para que a via volte a ser um grande corredor não só de transporte, mas também um indutor de desenvolvimento e da recuperação de todo o bairro da Boa Vista", comenta. Além dos estudos realizados, o novo projeto foi discutido com diversas entidades.

A Avenida Conde da Boa Vista tem 1,6 km de extensão e conecta o centro da cidade às zonas Norte e Oeste. As obras vão acontecer em toda a via e terão início em março de 2019, com prazo estimado de um ano. Enquanto os trabalhos na Avenida Conde da Boa Vista estiverem em andamento, esquemas de mobilidade serão colocados em prática à medida que o cronograma da obra for avançando.

A premissa do estudo é moderna e inovadora. Iluminação em LED – inclusive com postes específicos para o pedestre; canteiro central ajardinado e floreiras nas calçadas; 90 árvores serão plantadas; as calçadas terão mais de 2.000m² de ampliação e receberão esquinas alongadas; as paradas de ônibus serão instaladas nas calçadas e serão mais modernas e confortáveis. Duas estações de BRT serão construídas no canteiro central, substituindo as seis existentes atualmente.

Dando continuidade às novidades, bicicletários e bancas para vendedores ambulantes cadastrados serão colocados ao longo da avenida. Rampas e pisos acessíveis serão instalados, além de nova sinalização nas travessias dos pedestres – também com piso elevado; ilhas de travessia; mais lixeiras e nova programação semafórica, com foco também nos pedestres. Os que caminham na via, inclusive, vão ter mais oportunidades de atravessar com segurança. Hoje, eles têm cinco locais voltados para esse fim e, com o projeto, passarão a ter 13.

O secretário de Mobilidade e Controle Urbano, João Braga, comemora mais essa melhoria. “Esse é um momento importante para toda a cidade. Discutimos bastante essas mudanças e o nosso objetivo é resgatar o centro da cidade e o bairro da Boa Vista. O projeto é um convite para as pessoas viverem a cidade, valorizando o centro, sem esquecer a mobilidade dos pedestres e da eficácia do transporte público.”

Durante os estudos e pesquisas feitos para a concepção do projeto, foi identificado que cerca de 310 mil pessoas passam pela Avenida Conde da Boa Vista por dia. Dessas, mais de 50% utilizam as 49 linhas de ônibus e as quatro de BRT que passam na via, cerca de 40% são pedestres, menos de 10% estão nos veículos particulares. Em alguns pontos, passam mais de 180 ônibus/hora. A partir daí, os arquitetos e engenheiros da Emlurb e CTTU trabalharam em um projeto para dar mais conforto aos usuários do sistema de transporte. Também participaram da discussão do projeto, a URB, as secretarias de Planejamento Urbano do Recife, Desenvolvimento Social e Direitos Humanos do Recife. No Governo do Estado, o debate envolveu a Secretaria das Cidades e o Consórcio Grande Recife.

"Esse é um projeto bastante inovador, que traz vários aspectos relacionados a urbanismo para a via, considerada a mais importante da cidade e que merece receber esse tratamento cuidadoso. Questões como a acessibilidade, a iluminação e a vegetação foram priorizadas, o que vai dar mais conforto e segurança ao cidadão”, frisa a diretora de Manutenção Urbana da Emlurb, Fernandha Batista.

ROTAS CICLÁVEIS - O projeto da Nova Conde da Boa Vista receberá em seu entorno uma nova malha cicloviária. Dessa forma, todo o centro da cidade ficará interligado, com circuitos que conectam os bairros da Boa Vista, Soledade, Santo Amaro, Santo Antônio, São José, Ilha do Leite, Coelhos e o Bairro do Recife. De acordo com o projeto, bicicletários serão instalados e permitirão que os ciclistas coloquem as suas bicicletas e, assim, caminhem pela via arterial.

Os ciclistas poderão acessar a Avenida Conde da Boa Vista através da Rua da Aurora, do Beco do Estudante e das ruas Gonçalves Maia e José de Alencar. O percurso em paralelo com a Avenida Conde da Boa Vista será realizado através da Rua João Fernandes Vieira, Avenida Oliveira Lima e Rua do Riachuelo (chegando até a Rua da Aurora). Através desta última, será realizada a conexão com o Eixo Estruturador Camilo Simões.

Além da integração em rota paralela com a Avenida Conde da Boa Vista, a nova rota permitirá a conexão com o Eixo Estruturador Camilo Simões, inaugurado em abril de 2017. Também haverá ligação com a ciclovia permanente da Avenida Mario Melo, já projetada pela CTTU. A ligação com a futura ciclovia da Avenida Mario Melo será realizada através de Rua Bispo Cardoso Ayres. Também faz parte da malha proposta uma nova estrutura cicloviária, essa ao longo da Rua José de Alencar até a Praça Miguel de Cervantes, que atenderá o bairro de Coelhos e Ilha do Leite.

CIRCULAÇÃO – No sentido cidade/subúrbio, não haverá restrição de circulação. Já no sentido subúrbio/cidade, veículos particulares vão poder trafegar na via para acesso local, com possibilidade de prosseguir apenas por uma quadra e, então, sair da avenida. Essa medida vai permitir a redistribuição do espaço público: pedestres vão ter mais espaço nas calçadas, os abrigos de ônibus e estações de BRT serão mais confortáveis e o importante corredor de transporte público será fortalecido, com mais efetividade na operação dos ônibus e BRT. No total, quatro novos equipamentos de fiscalização eletrônica serão instalados para coibir a passagem irregular de veículos.

COMÉRCIO POPULAR – Essa será mais uma questão que o projeto da Nova Conde da Boa Vista vai priorizar. Os ambulantes cadastrados pela Secretaria de Mobilidade e Controle Urbano (Semoc) poderão trabalhar nos fiteiros dispostos ao longo da Conde da Boa Vista ou nos centros de comércio localizados nas ruas da Saudade e 7 de Setembro, que serão entregues em 2019. Todos deverão comercializar em equipamentos e locais definidos pela pasta, com o objetivo de preservar a mobilidade dos pedestres.

PRINCIPAIS OBJETIVOS DO PROJETO

1. Tornar a via mais acolhedora e arborizada

2. Proporcionar conforto e segurança para o pedestre

3. Melhorar a fluidez do transporte coletivo e dar mais conforto ao usuário

4. Assegurar a infraestrutura para os ciclistas

5. Garantir a infraestrutura urbana necessária

6. Respeitar a arquitetura, a história e o valor simbólico da via

NÚMEROS DA CONDE DA BOA VISTA

- 1,6 km de extensão
- 310 mil pessoas circulam na via por dia
- Mais de 50% está nos ônibus
- Mais de 40% são pedestres
- Menos de 10% está nos veículos particulares
- Menos 1% é usuário de bicicletas
- 49 linhas de ônibus
- 4 linhas de BRT
- Mais de 180 ônibus por hora no horário de pico
- Cruzamentos com até 6.800 pedestres/hora
- Transporte coletivo: 80% nos ônibus convencionais e 20% usuários do BRT
- 1.500 unidades habitacionais
- Cerca de 370 estabelecimentos comerciais 

NÚMEROS DO PROJETO

- 13 será o número de travessias de pedestres. Hoje são 5
- 13 sinais sonoros serão instalados na via. Hoje são 4
- 50% será a redução do tempo de espera na travessia dos pedestres
- 6 vezes mais oportunidades de travessia dos pedestres, de 157 para 936
- 15 travessias elevadas para pedestres serão implantadas
- 2 mil m² de calçadas serão implantados
- 20 novas paradas de ônibus serão construídas. Hoje são 14
- 50% é a expectativa de redução do tempo de viagem dos ônibus
- 135 floreiras nas calçadas serão colocadas nas calçadas
- 90 árvores serão plantadas
- 18 vezes de aumento da área verde pública da via
- 2.361 m² de canteiro central ajardinado serão implantados
- 6 bicicletários estará dispostos ao longo da via
- 70 novas lixeiras do tipo papeleira e 13 do tipo coletiva serão instaladas
- 7 circuitos interligados de rede semafórica serão instalados. Hoje, o circuito é isolado
- 271 luminárias de LED, com foco nos pedestres e na via, serão implantadas
- 700m novos de rede de drenagem
- 86 novos pontos de captação de drenagem
READ MORE - No Recife, Avenida Conde da Boa Vista passará por uma grande requalificação

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