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SuperVia deixará a concessão com trens precários e viagens demoradas

segunda-feira, 30 de junho de 2025

A SuperVia assumiu o transporte ferroviário de passageiros na Região Metropolitana do Rio em novembro de 1998. Após quase 27 anos, a concessionária deve entregar o serviço ao governo estadual até o fim de setembro, como foi definido no acordo judicial assinado entre as partes em dezembro de 2024. E vai devolvê-lo mais lento: o usuário hoje gasta mais tempo dentro das composições do que na época em que a empresa venceu a licitação. Em alguns casos, a diferença, para pior, chega a ser de 28 minutos, levando em conta apenas os horários de pico. Não é só. Além de rodar com trens das décadas de 50 e 60 do século passado em trechos não eletrificados, a concessionária não conseguiu atingir a meta de dois milhões de usuários transportados diariamente em cinco anos — estabelecida por Marcello Alencar, que governou o estado entre 1995 e 1999.

Atualmente, são transportados em média 300 mil passageiros por dia — o mesmo número de quase três décadas atrás. O tempo de viagem praticado em 1998 consta nos anexos do contrato de concessão. Segundo o documento, o percurso da Estação Pedro II (Central do Brasil) até Santa Cruz era feito em 75 minutos. Hoje, o mesmo trajeto dura 98 minutos. No ramal Belford Roxo, a distância entre o município da Baixada e a Central era vencida em 53 minutos, contra os 64 da grade atual. Fechada, a antiga Estação Barão de Mauá, na Leopoldina, era ponto de partida do ramal Gramacho, que, em 37 minutos, avançava por trilho até a estação de mesmo nome. A viagem agora sai da Central do Brasil e dura 59 minutos. Quem recorre às composições do ramal Japeri perde ainda mais tempo: no fim da década de 90, o trem fazia o percurso até a Central em 75 minutos, contra os atuais 103. A menor diferença ficou com Deodoro, que passou de 40 minutos para 50.

— Ando de trem há mais de 30 anos. Antigamente era ruim, não tinha ar-condicionado nem nada. Mas o tempo de viagem parecia mesmo ser menor — lembra a cuidadora Celeste Dorneles, de 58, usuária do ramal Japeri.

Valmir de Lemos, presidente do Sindicato dos Maquinistas, observa que o maior tempo de viagem nos trens vem da obrigatoriedade de redução da velocidade, que, por sua vez, se deve ao estado da via permanente — termo técnico para definir instalações e equipamentos que permitem a passagem do trem.

— Há problemas na via permanente e de sinalização. Os trilhos não estão em bom estado, e há dormentes de madeira apodrecidos. Os trens têm de circular entre 40 e 50 quilômetros por hora para que acidentes não ocorram — diz ele.

Opinião parecida tem o engenheiro ferroviário Hélio Suevo Rodrigues, vice-presidente e diretor da Associação dos Engenheiros Ferroviários:

— Os trilhos de modo geral necessitam de substituições em trechos localizados. Agora, a situação mais crítica se refere à substituição de dormentes. Com restrições e dormentes podres, ocorre uma diminuição da velocidade operacional. Não só pela via permanente, mas também pela decadência do sistema de sinais e do furto de cabos. Tem certos trechos em que a velocidade operacional dos trens é de 40 quilômetros por hora. Antes, dependendo do trecho, chegava a 60km/h ou até 70km/h.

Problemas no caminho
A reportagem do GLOBO viajou por três semanas nas composições da SuperVia, entre os últimos dias 6 e 25, por cinco ramais e três extensões. Além do descontentamento dos passageiros, flagrou trens superlotados nos horários de pico, aglomeração nas estações para esperar a abertura das portas, na tentativa de encontrar um lugar para viajar sentado, e defeitos apresentados durante as viagens.

Um deles aconteceu quase no fim do trajeto de uma composição que fazia a ligação entre Central do Brasil e Belford Roxo, na noite do dia 6. Pouco após sair da estação Coelho da Rocha, o trem parou a cerca de 600 metros de distância da última estação do trecho. Quando as portas abriram, os passageiros desceram e caminharam pelos trilhos para completar a viagem.

Outro sufoco foi no início da manhã do dia 17 de junho. Na décima estação do trajeto, em Anchieta, a composição, que estava lotada, apresentou pane em uma das portas dos vagões logo na partida, que seguiu aberta até duas estações depois, em Deodoro. Lá, um funcionário fez a manutenção necessária.

Números da Agência Reguladora de Transportes Públicos do Rio de Janeiro (Agetransp) revelam uma rotina de atrasos sobre trilhos. Em 2024, 4.990 viagens foram canceladas ou interrompidas por motivos não justificados em todos os ramais e extensões. Em média, significa que foram registradas 13 ocorrências por dia no ano passado.

Uma das heranças que a SuperVia deixará será um cemitério ferroviário, onde 79 composições repousam enfileiradas num pátio entre o muro da estação de Japeri, na Baixada Fluminense, e uma passarela. Um relatório feito pelo Departamento Técnico de Patrimônio da Companhia Estadual de Transporte e Logística, empresa pública que substituiu a Companhia Fluminense de Trens Urbanos (Flumitrens), considerou-as inservíveis ou não operacionais. O maquinário teve peças retiradas, como cabos de alta e baixa tensão, tubulações do sistema de freio, componentes elétricos e portas.

As composições são das séries 500, 700 e 900, fabricadas entre os anos 70 e 80. Para os moradores, a presença dos trens parados virou sinônimo de perigo. Uma rápida olhada para o interior dos vagões, em sua maioria sem portas, sugere que o movimento por lá é maior durante a noite — e, no mínimo, suspeito. No interior de uma composição havia restos de utensílios usados no consumo de crack. Do lado externo de outra, a frase “viva a maconha” foi pichada com tinta preta.

Em um pátio próximo da estação Deodoro, 113 vagões de composições antigas, que transportavam passageiros pela extinta Flumitrens, aguardam algum destino. Foram penhorados numa ação judicial de 1997, anterior à gestão da SuperVia, originada por um pedido de indenização de uma mulher que caiu do trem. Procurada, a Central Logística informou que os 79 trens de Japeri serão retirados da lista de bens da SuperVia, e leiloados. Já no caso dos vagões um acordo foi feito para que sejam leiloados e vendidos como sucata. O dinheiro arrecadado vai servir para quitar parte do pagamento da indenização à vítima.

A SuperVia alega que o problema de portas abertas ocorre quando uma válvula de segurança é acionada indevidamente. Quanto a trilhos e dormentes, a empresa informa que a via é inspecionada segundo normas nacionais e internacionais. E que, nos últimos 18 meses, foram substituídos mais de 45 mil dormentes e 402 toneladas de trilhos. A concessionária diz que, após a pandemia da Covid-19, enfrentou desafios por conta da diminuição de passageiros e do aumento do furto de materiais. Por isso, foi obrigada a adaptar intervalos e horários de partida.

Agora, o governo estuda como será a escolha da empresa que vai administrar o sistema de trens e o modelo de gestão.

Informações: Extra Globo

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Prefeitura de Japeri lança Tarifa Zero no transporte público municipal

terça-feira, 6 de maio de 2025

Nesta segunda-feira (05), Prefeitura Municipal de Japeri deu mais um importante passo rumo à mobilidade urbana gratuita e acessível. inaugurou mais uma linha de ônibus com tarifa zero, beneficiando diretamente os moradores dos bairros Chacrinha, Beira Rio e Nova Belém.

Nas casinhas, enquanto o ônibus circulava, os moradores aplaudiam. O primeiro coletivo partiu pontualmente às 5h da manhã, das Casinhas, no bairro Chacrinha, e contou com a presença da prefeita Dra. Fernanda Ontiveros, que acompanhou o trajeto e conversou com os passageiros.

“Hoje celebramos mais uma linha em operação. Estamos investindo em políticas públicas que promovem inclusão e qualidade de vida. A Tarifa Zero é uma conquista de todos os japerienses”, declarou a gestora, que anunciou que nesta terça-feira, 06, serão os moradores do bairro Belo Horizonte que vão amanhecer com a novidade.

As novas linhas fazem parte do programa municipal de transporte gratuito, que tem como objetivo assegurar o direito ao deslocamento digno para trabalhadores, estudantes e toda a população. A iniciativa tem sido bem recebida pelos moradores, aliviando os custos com transporte e ampliando o acesso a diferentes regiões do município.

Os ônibus já estão circulando com intervalos regulares e paradas estratégicas, promovendo uma maior integração entre os bairros e o centro da cidade.

Também participaram do percurso os secretários municipais de Mobilidade Urbana, Marcelo Damasceno, e de Direitos Humanos, Pessoas com Deficiência, Mulher e Cidadania, Luiz Henrique e a vereadora Dani Barros.

Desde o último sábado (03), entraram em funcionamento o Tarifa Zero que circula em Engenheiro Pedreira, contemplando os bairros Guandu, Santa Terezinha e Cosme & Damião.

“Muito boa essa modalidade de transporte gratuito. Antes eu pagava pelo bicicletário para ir até a estação. Agora, vamos economizar”, declarou a doméstica que trabalha no Jardim Botânico.

Aprovação da comunidade

A população comemorou. Márcia Cassin, de 56 anos, trabalha em uma cooperativa de reciclagem aprovou o transporte“Agora conseguimos chegar ao centro de Japeri sem andar mais de 40 minutos. Merece muitos aplausos, até porque não tinha ônibus por aqui”.Ângela Vieira, de 49 anos, moradora de Nova Belém , também opinou.

Sua irmã, Andréia Vieira Gomes, de 45 anos, reforçou os elogios, assim como Rosa Maria da Silva, de 58 anos, que atua na limpeza urbana. “Fiquei sabendo no grupo de trabalho e vou divulgar para todos aqui da região. Com o ônibus é muito mais rápido e seguro”, destacou.

Informações: Prefeitura de Japeri

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SuperVia bate recorde de passageiros diários em 2025

quarta-feira, 2 de abril de 2025

A SuperVia registrou, nesta terça-feira (01/04), recorde de passageiros diários neste ano: 344.816. A média foi alcançada no dia em que a concessionária preparou uma operação especial para o show do grupo sul-coreano Stray Kids no estádio do Engenhão. A marca anterior era de 343 mil passageiros no dia 11 de fevereiro, quando a cantora Shakira se apresentou no mesmo lugar. 

A SuperVia comemora mais esse número e vem observando o aumento na curva de clientes diários desde o ano passado, quando saltou da média de 270 mil para mais de 320 mil, reflexo também das melhorias implementadas em 2024. Entre elas, estão o aumento das viagens diretas de Saracuruna para a Central do Brasil e mais viagens expressas nos ramais Santa Cruz e Japeri.

“Realizamos uma série de investimentos na nossa operação e esse novo recorde reflete o nosso compromisso com os passageiros. Vamos seguir nesse propósito de sempre melhorar a nossa operação”, comentou Everton Trindade, diretor presidente da SuperVia.

Informações: Supervia

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SuperVia terá trens extras após testes de luz e som na Sapucaí

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2025

A partir de amanhã, a SuperVia terá uma operação especial para atender os passageiros no retorno para casa após os testes de luz e som na Sapucaí. De sexta-feira até domingo, serão disponibilizados trens extras para os ramais Santa Cruz, Japeri e Saracuruna após os ensaios das escolas de samba do Grupo Especial no Sambódromo.

Nestes dias, a Estação Central do Brasil fechará nos horários habituais e será reaberta à meia-noite. Os trens extras partirão em seguida, garantindo o retorno dos passageiros. O embarque deve ser realizado pelo acesso A (mais próximo ao metrô). As demais estações funcionarão apenas para desembarque. Confira os horários dos trens com saída da Central do Brasil em direção aos terminais:

Ramal Santa Cruz – 00:30 / 02:30 / 04:30
Ramal Japeri – 00:45 / 02:45 / 04:45 
Ramal Saracuruna – 00:30 / 02:30 / 04:30

No domingo, dia 23/02, os trens extras do ramal Saracuruna encerrarão viagem na estação Gramacho.

A concessionária lembra que a programação de trens extras pode sofrer alterações em virtude da dinâmica dos eventos.  

A SuperVia também orienta que os passageiros programem suas viagens consultando a ferramenta “Planeje sua Viagem” no aplicativo da concessionária ou, em caso de dúvidas, entrem em contato com a Central de Atendimento pelo número 0800 726 9494.

Informações: Supervia

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Veja como será a operação dos trens da SuperVia no Carnaval

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2025


Entre os dias 28 de fevereiro e 5 de março, a SuperVia vai reforçar a operação dos trens com a oferta de viagens extras ao longo do dia e nas madrugadas para atender os eventos que irão ocorrer no Carnaval. A estação Central do Brasil ficará aberta continuamente do início da operação de sexta-feira de Carnaval (28/02) até a quarta-feira de Cinzas (05/03). Na operação das madrugadas, todas as outras estações do sistema ferroviário funcionarão somente para desembarque de passageiros.
 
Confira abaixo o planejamento especial para atender os clientes:
 
Sexta-feira de Carnaval (28/02)
 
Os trens vão circular com a grade horária de dia útil e haverá a oferta de trens extras após o fim da operação comercial regular, estendendo a circulação ao longo da madrugada.
 
Sábado de Carnaval (01/03)
 
Os trens vão operar com grade fixa de horário, com a disponibilização de trens extras nos ramais Japeri, Santa Cruz, Belford Roxo e Saracuruna ao longo do dia (de acordo com a movimentação de passageiros, monitorada pelo Centro de Controle Operacional da concessionária), na madrugada de sábado e após a operação regular.
 
Domingo de Carnaval (02/03)
 
A operação seguirá com horários fixos, com acréscimo de viagens para os ramais Japeri, Santa Cruz, Belford Roxo e Saracuruna ao longo dos dias (de acordo com a movimentação de passageiros, monitorada pelo Centro de Controle Operacional da concessionária), após a operação regular e nas madrugadas.
 
Segunda-feira de Carnaval (03/03)
 
A operação seguirá com grade fixa de horários, com acréscimo de viagens para os ramais Japeri, Santa Cruz, Belford Roxo e Saracuruna ao longo dos dias (de acordo com a movimentação de passageiros, monitorada pelo Centro de Controle Operacional da concessionária), após a operação regular e nas madrugadas.
 
Terça-feira de Carnaval (04/03)
 
A operação seguirá com grade fixa de horários, com acréscimo de viagens para os ramais Japeri, Santa Cruz, Belford Roxo e Saracuruna ao longo dos dias (de acordo com a movimentação de passageiros, monitorada pelo Centro de Controle Operacional da concessionária), após a operação regular e nas madrugadas.
 
Quarta-feira de Cinzas (05/03)
 
A operação seguirá com grade fixa de horários, com acréscimo de viagens para os ramais Japeri, Santa Cruz, Belford Roxo e Saracuruna ao longo dos dias (de acordo com a movimentação de passageiros, monitorada pelo Centro de Controle Operacional da concessionária), após a operação regular e nas madrugadas. O encerramento da operação será no horário convencional de um dia útil.
 
Quinta-feira e sexta-feira após o Carnaval (06 e 07/03)
 
Os trens vão circular de acordo com a grade horária de dias úteis, com possíveis ajustes conforme a demanda de passageiros.  O encerramento da operação será no horário convencional de um dia útil.
 
A SuperVia também orienta que os passageiros programem suas viagens consultando a ferramenta “Planeje sua Viagem” no aplicativo da concessionária ou, em caso de dúvidas, entrem em contato com a Central de Atendimento pelo número 0800 726 9494.

Informações a Imprensa

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Passagem de trem no Rio subirá de R$ 7,10 para R$ 7,60 em fevereiro

quinta-feira, 2 de janeiro de 2025

A tarifa de trens urbanos no Rio de Janeiro passará de R$ 7,10 para R$ 7,60 a partir de 2 de fevereiro. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (2) pela SuperVia, concessionária que administra o transporte.

O reajuste não alcança os passageiros que têm direito ao Bilhete Único Intermunicipal (BUI), restrito a moradores do estado com renda mensal declarada inferior a R$ 3.205,20, que  pagam R$ 5 pela passagem.

Segundo a SuperVia, a tarifa que vigorará em fevereiro foi autorizada pela Agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos de Transportes Aquaviários, Ferroviários e Metroviários e de Rodovias do Estado do Rio de Janeiro (Agetransp).

O reajuste anual, de 7,04%, foi calculado com base na inflação medida pelo Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), apurado pela Fundação Getulio Vargas, conforme previsto no contrato de concessão.

“O reajuste tarifário previsto em contrato considera custos fixos com a operação que foram fortemente impactados pela inflação, como energia, manutenção dos trens e da via férrea, aquisição de peças e equipamentos importados para reposição nos trens, entre outros”, afirmou a SuperVia em comunicado.

Concessão
O sistema de trens urbanos no estado do Rio transporta cerca de 300 mil passageiros por dia. A malha é formada por 270 quilômetros em cinco ramais, três extensões e 104 estações, que alcançam 12 municípios da região metropolitana: Rio de Janeiro, Duque de Caxias, Nova Iguaçu, Nilópolis, Mesquita, Queimados, São João de Meriti, Belford Roxo, Japeri, Magé, Paracambi e Guapimirim. São 201 trens em operação.

A SuperVia entrou em recuperação judicial em 2021, apontando prejuízos que chegam a R$ 1,2 bilhão. Na ocasião, a empresa alegou que a situação decorria dos impactos da pandemia de covid-19, do congelamento de tarifas e de questões à segurança pública, sobretudo o furto de cabos. 

O consórcio de empresas japonesas que atualmente controlam a SuperVia já ameaçou devolver a operação dos trens urbanos algumas vezes. O governo do estado e a empresa fizeram um acordo, homologado em dezembro pelo Tribunal de Justiça, objetivando a transição do serviço até a realização de nova licitação.

Dentro de um prazo que deve durar de seis e nove meses, estão previstos investimentos de R$ 450 milhões, sendo R$ 300 milhões do estado e R$ 150 milhões da concessionária.

Ônibus mais caro
O início de ano está sendo de reajuste nos transportes públicos no Rio de Janeiro. A prefeitura da capital publicou no Diário Oficial desta quinta-feira o decreto do prefeito Eduardo Paes que estabelece o aumento na passagem de ônibus, de R$ 4,30 para R$ 4,70 a partir do próximo domingo (5). 

O aumento de R$ 0,40 equivale à correção monetária pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA – considerado a inflação oficial do país – referente aos dois anos em que a tarifa ficou sem reajuste. O último havia sido em janeiro de 2023.

Além dos ônibus municipais, o que inclui o BRT (sigla para bus rapid transit, sistema de ônibus expressos em vias exclusivas), o novo valor será válido também para os chamados “cabritinhos”, transportes em comunidades por meio de vans e kombis, e o veículo leve sobre trilho (VLT).

Informações: AgenciaBrasilEBC

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SuperVia terá trens extras na madrugada do primeiro dia de 2025

quinta-feira, 26 de dezembro de 2024

A SuperVia terá uma operação especial no Réveillon. No retorno das comemorações, a concessionária oferecerá viagens extras durante a madrugada do primeiro dia do novo ano com destino a Japeri, Santa Cruz e Saracuruna. No total, serão cinco viagens extras no ramal Saracuruna e cinco nos ramais Japeri e Santa Cruz. Todos os trens farão serviço parador e as viagens dos ramais Japeri e Santa Cruz atenderão também às estações do ramal Deodoro.  

Os passageiros poderão realizar embarques na Central do Brasil, além de Madureira, Realengo e Inhoaíba, locais onde haverá festas nos parques municipais que estão próximos dessas estações. A estação Central do Brasil estará aberta para embarque a partir de 0h20. Já Madureira abrirá às 1h30, Realengo às 1h40 e Inhoaíba às 1h20. Durante a madrugada, as demais estações estarão abertas apenas para desembarque de passageiros.  
 
Para evitar filas, a concessionária sugere que os clientes adquiram as passagens de ida e volta antecipadamente.  
 
No dia 31 de dezembro, os trens vão circular com horários fixos. A  SuperVia orienta ainda que os passageiros programem suas viagens consultando a ferramenta “Planeje Sua Viagem” no aplicativo da concessionária ou, em caso de dúvidas, entrem em contato com a Central de Atendimento pelo número 0800 726 9494.  




Informações: Supervia

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SuperVia tem em média 54 mil passageiros por dia que não pagam passagem

sexta-feira, 19 de julho de 2024

O número de pessoas que burlam o sistema para viajar de graça nos trens cresceu muito desde a pandemia. Por isso, a SuperVia montou um grupo de trabalho, há um ano, para contabilizar e combater a evasão de renda. E os números impressionam: hoje, a média diária de pessoas que pulam muros ou entram por passagens não oficiais para não pagar passagem é de 54 mil pessoas. Contando apenas os dias úteis, são quase 1,2 milhão de caloteiros que se arriscam por mês nessa perigosa manobra ilegal. No fim das contas,  a concessionária deixa de arrecadar mais de R$  8,4 milhões mensalmente. Essa é só uma das contas que pode ser feita: há atropelamentos, mortes, mutilações e serviços parados. O pior: muitas vezes, as pessoas praticam a ação carregando crianças e bebês.

“A maior parte dos caloteiros é de jovens entre 20 e 27 anos, mas há também muitos idosos, além de homens e mulheres carregando filhos – inclusive, de colo. Eles vão andando pela linha férrea até chegarem aonde está a plataforma, que é alta com relação à via, e muitas vezes os outros passageiros os ajudam a subir. Tudo isso correndo o risco de algum trem chegar”, lamenta o gerente executivo de Segurança da SuperVia, Marcus Almeida. 
Infelizmente, não são poucos os casos de pessoas que acabam atingidas pelos trens. Não que ela não saiba o perigo que corre, mas quando andar pelos trilhos vira uma rotina, a pessoa pode ficar menos alerta com relação ao perigo de atropelamento. Alguns, inclusive, praticam a ação com fones de ouvido. Mesmo que o maquinista aviste o acesso indevido, as leis da física não ajudam: por serem grandes e pesados, os trens não conseguem parar imediatamente após o acionamento do freio de emergência. A uma velocidade de 80km/h, por exemplo, o trem ainda percorre 290 metros antes de parar por completo. 

No combate

Após a identificação das estações mais problemáticas, e os horários em que é maior o acesso dos não-pagantes, foram criadas equipes para inibirem a ação. Ou seja, para evitar evasão de renda, a SuperVia precisa gastar com mais colaboradores e agentes do Proeis (Programa de Integração de Segurança, da Polícia Militar) – em média, seis homens somente para esse trabalho em cada estação e no “cinturão” – estações próximas que podem também ser burladas. Hoje, a concessionária conta com 38 policiais do Proeis e em torno de 80 agentes próprios, que se dividem em 26 estações, em horários diversos.

Cada ramal tem trechos mais críticos com relação aos acessos indevidos.

Deodoro: Madureira e entre Maracanã e São Cristóvão;
Japeri: Queimados e Nova Iguaçu;
Saracuruna: Caxias e Corte 8;
Santa Cruz: Campo Grande e Santa Cruz;
Belford Roxo: estação de Belford Roxo.

Informações a Imprensa

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Cartão BHBUS para idosos: Saiba os critérios para solicitar reserva de vaga

quinta-feira, 23 de maio de 2024

Os crimes contra o sistema ferroviário continuam prejudicando a plena operação dos trens da SuperVia, além de causar prejuízo milionário. Nos quatro primeiros meses deste ano, a concessionária registrou 1.241 casos de vandalismo nas composições - um aumento de 650%, quando comparado com o mesmo período do ano passado (de janeiro a abril de 2023 foram 187). As ocorrências de vandalismo envolvem, principalmente, episódios como janela quebrada, pichações, furto de assentos, danos aos difusores do ar-condicionado, entre outros.

Todas essas ações podem criar atrasos nas viagens, causar acidentes sérios e chegam a refletir até na manutenção e limpeza. Por exemplo, uma composição pode permanecer na oficina por dois dias para a troca de um para-brisa vandalizado, ou até três meses, se o dano envolver cabos de alta tensão.

“Somente com a reposição dos assentos furtados, nós já gastamos mais de R$ 300 mil nos quatro primeiros meses do ano. Para evitar novos ataques, os bancos estão sendo substituídos por outros confeccionados em material de menor valor comercial. De uma forma geral, foram gastos mais de R$ 4 milhões para substituir equipamentos roubados e depredação de patrimônio. Não há negócio em nenhum lugar do mundo que se sustente desse jeito. Mesmo assim, mantemos a operação diariamente. Temos um compromisso com o transporte de passageiros”, afirma o Gerente Executivo de Segurança da SuperVia, Marcus Almeida.

O ramal mais afetado por vandalismo é o de Deodoro, com mais de 30% do total das ocorrências. As estações que mais contribuem para esse número são: Maracanã, Madureira, São Cristóvão e Engenho de Dentro – todas com um alto índice de circulação de passageiros. Ao longo do ramal Japeri também é alto o índice de casos, principalmente nas estações Nova Iguaçu, Ricardo de Albuquerque e Nilópolis.

Em relação aos equipamentos/instalações mais vandalizados, foram 62 ocorrências em banheiros de estações, 38 em fios de energia e 29 em cadeados. Portas, portões, placas, grades, lixeiras e câmeras também são alvo frequente de depredação. Já nas trens, a SuperVia registrou 1.162 ocorrências de destruição de visores (em janelas e portas), entre outras.

Furto de cabos

Mesmo com queda nos casos, os furtos de cabos continuam atrasando a vida dos 320 mil passageiros que dependem diariamente do transporte ferroviário. De janeiro a abril deste ano, foram 226 ocorrências do tipo com 12.121 metros de cabos retirados. No mesmo período de 2023, foram 292 ocorrências com 24.275 metros de cabos retirados.

Para tentar diminuir ainda mais os índices, a SuperVia está fazendo uma campanha nas suas redes sociais. Qualquer passageiro que presenciar qualquer ato criminoso, pode fazer uma denúncia, de forma anônima, acessando o QR Code estampado em cartazes espalhados nos vagões e nas plataformas.  Em três meses de funcionamento, o QR Code já A gratuidade no transporte coletivo e a reserva de vagas às pessoas idosas nos estacionamentos públicos e privados estão amparadas pela Lei Federal 10.741/03, que dispõe sobre o Estatuto do Idoso. Porém, há uma diferença: a idade mínima para cada benefício.

A credencial de estacionamento reservado para idoso é destinada a pessoas com idade igual ou superior a 60 anos. Já o cartão BHBUS master, para gratuidade no transporte público, pode ser adquirido por pessoas com 65 anos ou mais. É importante conhecer as diferenças na hora de solicitar cada um dos benefícios.

Credencial de estacionamento para idosos

Desde março deste ano, a referida credencial pode ser solicitada diretamente pelo celular, por meio do aplicativo Carteira Digital de Trânsito ou por meio do Portal de Serviços da SENATRAN (Secretaria Nacional de Trânsito), podendo ser impressa pelo próprio solicitante e utilizada conforme regras informadas no ato da solicitação.

Para a supervisora de Benefícios da BHTrans, Juliana Vidigal Erichsen Contin, a possibilidade de solicitação da credencial também pelo celular trouxe mais facilidade e comodidade às pessoas idosas. "Ao baixar o aplicativo Carteira Digital de Trânsito e seguir as instruções, basta imprimir o documento para começar a utilizá-lo conforme as regras estabelecidas na página do serviço", explica.

Ao baixar o aplicativo Carteira Digital de Trânsito e efetuar o login, o usuário deve acessar a seção "Condutor", clicar na opção "Credencial de Estacionamento". Assim que o documento for liberado para download, basta imprimir e colocar sobre o painel do veículo.

O documento também pode ser solicitado pelo portal de serviços da PBH. Caso a solicitação seja feita à BHTrans, são exigidos o documento de identidade, CPF e comprovante de endereço que comprove residência em Belo Horizonte.

A credencial de estacionamento reservado para idoso é um documento obrigatório que possibilita o uso das vagas destinadas ao estacionamento de veículos que transportem ou sejam conduzidos por pessoas idosas, com idade igual ou acima de 60 anos. As referidas vagas, localizadas ou não em áreas de estacionamento rotativo, se destinam ao estacionamento de veículos que transportem ou sejam conduzidos por pessoa idosa que resida em Belo Horizonte. A credencial de estacionamento deve ser posicionada no painel do veículo, em local visível, possibilitando a fiscalização.

Atualmente existem 877 vagas de estacionamento reservado para pessoas idosas nas ruas da capital. A localização de todas as vagas podem ser acessadas no portal da Prefeitura.

Cartão de gratuidade BHBUS Master

O cartão para gratuidade no transporte coletivo deve ser solicitado pessoalmente no posto do Transfácil, no BH Resolve. Para obter o cartão não é necessário morar em Belo Horizonte, mas a utilização é válida somente na capital.

O cartão BHBUS Master possibilita ao usuário com 65 anos ou mais transpor, de forma gratuita, a roleta do transporte coletivo gerenciado pela BHTrans. Também é possível ter acesso à gratuidade apresentando a qualquer documento pessoal que comprove a idade, porém sem transporte a roleta.

O cartão BHBUS Master deve ser solicitado presencialmente no Posto do Transfácil situado no BH Resolve (Av. Santos Dumont, 363), de segunda à sexta-feira, das 8h às 17h. Não é necessário agendar e o atendimento será feito por ordem de chegada. No ato da solicitação é necessário apresentar documento de identidade, CPF e comprovante de endereço atualizado (máximo 6 meses). O cartão é emitido na hora. Até o momento, foram emitidos 208 mil cartões BHBUS Master.

Informações: BHTrans

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