Volvo Bus entrega primeiro lote de novos ônibus no Transmilênio de Bogotá

quinta-feira, 27 de junho de 2019

Após quase 20 anos desde que iniciou suas operações, em dezembro de 2000, o sistema de BRT Transmilênio em Bogotá, na Colômbia, um dos mais expressivos projetos de corredores exclusivos para ônibus urbanos da América Latina, tira do papel sua primeira grande renovação de frota: os primeiros lotes de novos ônibus foram entregues pela Volvo Bus e começaram a rodar nesta semana. De um total de 700 veículos vendidos em novembro de 2018, a montadora concluiu a entrega 336 unidades, dos quais 202 articulados e 134 biarticulados, todos com chassis produzidos na fábrica do Grupo Volvo em Curitiba (PR) e encarroçados pela Superpolo, subsidiária da brasileira Marcopolo na Colômbia.

O volume total que a marca entregará ao sistema da capital colombiana já é o maior negócio da Volvo Bus efetuado nos últimos dez anos para um sistema de BRT na América Latina.

“Esta venda representou um total de US$ 210 milhões, considerando os chassis e suas carrocerias”, afirma o presidente da Volvo Bus para a região, Fabiano Todeschini, durante evento de apresentação dos novos veículos na terça-feira, 25, em Bogotá.

Os demais 364 ônibus restantes da Volvo Bus também serão produzidos em lotes e as entregas prosseguem até 2020: serão mais 96 articulados e 268 biarticulados, perfazendo um total de 298 articulados e 402 biarticulados. No total, a licitação atual de renovação de frota da Transmilênio prevê um total de 1.441 ônibus. A Scania é a responsável pela entrega das outras 741 unidades.

No caso da Volvo Bus, os modelos foram vendidos para duas das quatro operadoras que atuam no Transmilênio atualmente: a Fanalca Transdev, uma empresa de aliança colombiana francesa que atua há 19 anos e que pela licitação opera o Pátio Tunal, o maior entre os seis previstos no sistema de Bogotá. Também é o maior operador, com 440 ônibus novos e um total de 648 rodando pelos corredores.

A outra operadora é um cliente novo para a Volvo Bus, pelo menos em Bogotá: a Somos, Grupo de Sistemas Operativos Móveis, com quem a montadora já fez negócios em Lima, no Peru. Na capital colombiana, a Somos opera no Pátio Usme, que abrigará 260 ônibus da marca. Todos os veículos foram financiados por bancos comerciais locais sem subsídio do governo (na Colômbia é proibido subsidiar o transporte público desde 1979: os sistemas têm que se estruturar de forma autossustentável).

BOM MOMENTO PARA O MERCADO

A renovação de frota do sistema Transmilênio está atrasada há sete anos: a primeira licitação para modernização era esperada para 2012, mas foi sendo adiada mais por questões políticas do que financeiras. A licitação atual está na primeira fase e contempla a renovação das linhas do BRT, também conhecidas como linhas troncais – os corredores exclusivos que cruzam toda a capital colombiana e utilizam os ônibus com capacidades que variam de 80 a 300 passageiros por veículo. O sistema possui um total de 224,4 km de extensão e transporta cerca de 2,5 milhões de pessoas por dia.

Graças a esta nova licitação, a Colômbia vem puxando o bom momento do mercado de ônibus na América Latina, que vem apresentando bons índices de renovação nos anos mais recentes. Segundo Todeschini, além de Bogotá, outras cidades como Santiago, no Chile, e que também estava com a licitação atrasada, já prevê uma nova leva de veículos pelo menos para os próximos dois anos.

Outra grande aposta do mercado na região é São Paulo, o maior mercado de ônibus urbanos no Brasil e cuja licitação está atrasada há mais de uma década. A expetativa é de que a nova licitação seja aprovada ainda este ano.

“A diferença é que em São Paulo as renovações não são feitas em grande escala, como Bogotá ou Santiago. Não há grandes vendas no mesmo ano, elas se estendem ao longo de toda a licitação”, explica Todeschini, que cita outros mercados potenciais na região, como República Dominicana, Guatemala, Equador e Honduras. “Muitas cidades vem optando pela solução do BRT porque é mais viável em termos econômicos e de implementação razoavelmente mais rápida do que veículos sobre trilhos”, completa.

A empresa comemora o sucesso dos BRTs na região, onde contabiliza participação de 50% no mercado. “Começamos com o BRT de Curitiba, depois viemos para Bogotá, na Transmilênio, que se tornou referência deste sistema na região. De cada dez operadores de BRT na América Latina, sete escolhem nossos veículos e hoje são mais de 5 mil articulados e biarticulados rodando em BRTs de toda a América Latina”, reforça o gerente comercial da Volvo Bus na Colômbia, Mario Esteban Correa.

O negócio em Bogotá ainda deve crescer: uma segunda fase da nova licitação prevista para setembro próximo deve contemplar a renovação da frota do sistema alimentador: tem esse nome porque elas transportam as pessoas de bairros mais distantes para as linhas troncais, alimentando o sistema BRT. Atualmente essas linhas alimentadoras são formadas por ônibus menores do tipo 4x2 (micros ou micrões), cerca de 3 mil unidades, e são operados por empresas do tipo cooperativas. Elas são responsáveis pelo transporte de mais de 1,6 milhão de pessoas por dia na cidade e basta uma breve observação nas ruas de Bogotá para perceber que se trata de uma frota antiga e sucateada.

Para as linhas alimentadoras, a nova licitação deverá valer a partir de 2020 e até 2021 prevê a compra de mais de 3 mil ônibus.

“Acredito que o desafio do financiamento de veículos para as linhas alimentadoras será mais complexo do que foi para o Transmilênio, porque no sistema troncal operam clientes com condições financeiras muito boas”, alerta Todeschini.

Informações: AutomotiveBusiness


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Governo federal vai privatizar CBTU e Trensurb em 2022

Uma solução para a combalida CBTU está em curso pelo governo federal. A empresa que assumiu da Rede Ferroviária Federal a gestão de várias linhas de trem de passageiros no Brasil em 1984 passará a integrar o Parcerias de Investimentos da Presidência da República (PPI) e o Programa Nacional de Desestatização (PND). Com isso, a previsão é que ela seja repassada à iniciativa privada em 2022 com o edital de licitação publicado no segundo semestre de 2022.

Hoje a CBTU é responsável pelos metrôs de Belo Horizonte, Recife, João Pessoa, Maceió e Natal que sofrem com baixo investimento, tecnologia ultrapassada e insegurança. Os sistemas das capitais mineira e pernambucana são os mais afetados já que necessitam de modernização e ampliação há anos. Uma das poucas ações do governo federal nos últimos anos foi adquirir trens novos com ar-condicionado, mas que não aposentaram as composições mais antigas.

Os projetos de ampliação desses dois sistemas também são antigos e nunca saíram do papel. Minas Gerais, por exemplo, tenta há bastante tempo assumir a operação do metrô, mas sem sucesso. Já em Recife, o metrô, que transporta 400 mil pessoas por dia em seus 71 km de extensão, gera um prejuízo imenso para a CBTU graças à tarifa muito baixa, que era de apenas R$ 1,60 até abril. A Justiça, no entanto, autorizou um aumento gradual para R$ 4,00 para reduzir as perdas, que foram de quase R$ 500 milhões no ano passado. Já os sistemas de João Pessoa, Natal e Maceió transportam poucos passageiros – entre 10 mil e 14 mil usuários por dia apenas.

Além da CBTU, o governo federal também incluirá a Trensurb, estatal que opera o metrô de Porto Alegre. Com 43 km de extensão e 22 estações, o sistema transporta uma média de 170 mil passageiros em dias úteis. Ao contrário de Belo Horizonte e Recife, o metrô gaúcho teve uma expansão considerável que levou a Linha 1 até a cidade de Novo Hamburgo. Além disso, a empresa opera o Aeromóvel, único “people mover” a ligar uma linha ferroviária a um aeroporto no Brasil.

35 anos

A CBTU (Companhia Brasileira de Trens Urbanos) foi fundada em fevereiro de 1984 ainda durante a ditadura militar. Nasceu como uma sociedade economista mista e parte da Rede Ferroviária Federal (RFFSA) justamente para cuidar do transporte de passageiros. Sem conseguir modernizar a imensa rede, dez anos depois, os dois sistemas mais importantes, o do Rio de Janeiro e o de São Paulo, foram repassados para os governos desses estados – além de Salvador e Fortaleza.

Em São Paulo, a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) assumiu as seis linhas e no Rio de Janeiro, a Companhia Fluminense de Trens Urbanos (FLUMITRENS) ficou com a malha de mais de 270 km de ramais. Mas outras cidades não tiveram sorte e até hoje sofrem com a infraestrutura precária mantida pela empresa após 35 anos de existência.

Informações: Metrô CPTM


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Prefeitura de São Paulo estuda introduzir ônibus sem cobrador na cidade

A Prefeitura de São Paulo estuda a implantação de ônibus sem cobrador a partir de setembro. A informação consta em uma carta circular emitida pela empresa responsável pelos coletivos da cidade, a São Paulo Transporte (SPTrans), à qual o G1 teve acesso.

O documento número 005/2019, que começou a circular em 11 de junho, recomenda que as empresas donas dos ônibus alterem os desenhos dos coletivos “padron” (veículos com até 15 metros de comprimento) e básicos, buscando eliminar a cadeirinha do cobrador.

Só não entram nessa autorização os ônibus articulados ou biarticulados, que têm capacidade para mais passageiros.

A cobrança da tarifa seria feita pelos próprios motoristas, assim como atualmente acontece em cerca de 6 mil veículos de linhas do subsistema local (que ligam bairros aos terminais de Metrô).

Na cidade de Diadema, por exemplo, os ônibus de toda a cidade já circulam sem cobrador desde o ano de 2017.

Sindicato
O Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo (SindMotoristas), ao tomar conhecimento da circular, procurou a Secretaria Municipal dos Transportes para pedir esclarecimentos.

Os representantes da categoria estimam que 20 mil trabalhadores podem ser afetados com essa nova recomendação, e que nem todos têm aptidão para migrar para outras profissões, como a de motorista ou de técnico de manutenção.

Os sindicalistas se posicionaram contrários à retirada dos cobradores sem uma conversa ampla e um debate detalhado sobre o tema.

"Se não houver discussões, na força não vai rodar. Isso nós podemos assegurar. O sindicato não permitirá que as empresas operem sem o cobrador e sem uma ampla discussão profissional e com os trabalhadores", declarou Francisco Xavier da Silva Filho, secretário-geral do SindMotoristas.

A SPTrans, por sua vez, garante que nenhum trabalhador será demitido, afirmando que os profissionais já passam pelo processo de reciclagem. A empresa acrescenta que apenas 5% das tarifas são pagas em dinheiro.

Secretaria cria comissão
O Secretário Municipal de Mobilidade e Transportes, Edson Caram, criou, por meio de uma portaria publicada no Diário Oficial desta terça (25), uma comissão para debater a requalificação dos cobradores de ônibus.

Essa comissão é composta por SPTrans, SPurbanuss, Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de São Paulo e pela própria pasta. O prazo para a apresentação dos projetos é de 90 dias, contados a partir desta terça.


Informações: G1 SP


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Primeira linha do BRT de Salvador vai contemplar a área com maior demanda de transporte público de toda a cidade

Para o titular da Secretaria de Mobilidade de Salvador (Semob), Fábio Mota, os moradores da cidade contam com um transporte público que funciona em sistema de rede, que começou o ser consolidado com a chegada do metrô. Ele afirma que, para que isso fosse possível, a Semob “integrou todas as linhas de ônibus ao metrô para que o usuário não tivesse prejuízo financeiro”.

Mota recorda que anteriormente, a cidade já contava com integração entre as linhas de ônibus e a secretaria havia iniciado um processo de expansão dos pontos de recarga do SalvadorCard. 

Segundo ele, por meio de parcerias com shopping centers e pontos comerciais, além da implantação dos postos nas prefeituras-bairro, o usuário passou a contar com mais 200 pontos de recarga, além de um aplicativo específico para isso. 

“Depois de concluir todos esses passos, nós passamos a fazer essa otimização, que é usar o sistema como rede. Para tanto, não fazia sentido ter modal de rodas concorrendo com modal de trilhos, então passamos a seccionar nas estações as linhas que estavam no percusso do metrô, principalmente as com destino à Lapa, Pirajá e Mussurunga”, detalha o secretário.

Com previsão de conclusão do primeiro trecho, em setembro de 2020, o BRT é apontado por Mota como um seguimento dessa lógica de rede de transporte. “É um sistema de transporte de massa, com ar-condicionado, pontualidade, pois vai transitar em linhas expressas", garante Mota. Ele informa que atualmente as obras estão com 30% de avanço. 

O secretário afirma que a primeira linha do BRT vai contemplar a área com maior demanda de transporte público de toda a cidade, que é justamente a ligação da região da Rodoviária à Lapa, passando pela Pituba.

Por Jane Fernandes | Fotos: Joá Souza
Informações: A TARDE

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Grande Campinas: 'Cartão Bus +' vai substituir bilhetes de concessionárias e vales de papel

A Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU) começou a implementar o novo cartão que vai unificar o sistema de bilhetagem dos 371 ônibus da frota da Região Metropolitana de Campinas (RMC). O "Cartão Bus+" vai substituir bilhetes de concessionárias e vales de papel.

O Consórcio Bus+ compreende as empresas que operam as 145 linhas nas 20 cidades da região. Os usuários do sistema que utilizam atualmente bilhetes eletrônicos e também vales-transportes de papel devem se atentar às datas para liquidar os créditos:

Bilhetes eletrônicos valem até 30 de setembro deste ano
Vales de papel serão comercializados até 30 de agosto e devem ser usados até 15 de novembro
No caso do modelo atual de bilhete comum, a recarga pode ser feita até 30 de junho. Para o modelo escolar, 31 de julho.

Como substituir o cartão
Os passageiros devem fazer o cadastro no site do consórcio, com prazo para a retirada do cartão de três dias úteis, ou em 18 pontos de atendimento. [Veja lista de locais abaixo]

As empresas que concedem vale-transporte também podem fazer a mudança online. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone 0800 777 2870.

Postos para cadastro e venda

Americana - Terminal Metropolitano de Americana - De segunda a sexta-feira, das 8h às 17h50.
Artur Nogueira - Rodoviária de Artur Nogueira- De segunda a sexta-feira, das 8h às 17h30.
Campinas - Terminal Metropolitano de Campinas - De segunda a sexta-feira, das 8h às 19h. Sábados, das 8h às 13h.
Cosmópolis - Rodoviária de Cosmópolis - De segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.
Hortolândia - Garagem da Boa Vista - De segunda a sexta-feira, das 8h às 17h30.
Indaiatuba - Rodoviária de Indaiatuba - De segunda a sexta-feira, das 8h às 12h, e das 13h às 17h30.
Itatiba - Rodoviária de Itatiba - De segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.
Jaguariúna - Rodoviária de Jaguariúna - De segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.
Monte Mor - Rodoviária de Monte Mor - De segunda a sexta-feira, das 8h às 17h30.
Morungaba -Terminal de Morungaba - De segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.
Nova Odessa - Terminal Rodoviário de Nova Odessa - De segunda a sexta-feira, das 8h às 17h50.
Paulínia - Rodoviária de Paulínia- De segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.
Santa Bárbara d’Oeste - Terminal Metropolitano de Santa Bárbara - De segunda a sexta-feira, das 8h às 12h, e das 13h às 13h30.
Santo Antônio de Posse - Garagem da Jota Jota - De segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.
Sumaré - Garagem da Ouro Verde - De segunda a sexta-feira, das 5h às 17h50.
Valinhos - Rodoviária de Valinhos - De segunda a sexta-feira, das 8h às 17h50.
Vinhedo - Terminal de Vinhedo - De segunda a sexta-feira, das 8h às 17h50.
Vinhedo - Terminal do Bairro Capela - De segunda a sexta-feira, das 8h às 17h50.
Postos somente para venda

Engenheiro Coelho - Rodoviária de Engenheiro Coelho - Segunda a sábado, das 8h às 18h.
Monte Mor - Terminal Benini - Segunda a sexta-feira, das 8h às 18h.
Pedreira - Rodoviária de Pedreira - Segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.
Sumaré - Rodoviária de Sumaré - Segunda a sexta-feira, das 8h às 17h50.

Modalidades de cartões Bus+
Segundo a EMTU, o novo sistema vai beneficiar cerca de três milhões de usuários do transporte público em cinco modalidades: "Cidadão", "Vale-transporte" (VT), "Escolar", "Sênior" e "Especial". Os créditos poderão ser recuperados após o cancelamento do cartão.

Cidadão - Pode ser usado 20 vezes no mesmo dia.
Vale-transporte - concedido pelo empregador aos colaboradores.
Escolar - estudantes e professores da RMC, que se enquadram na legislação vigente, têm direito ao Passe Livre e Passe ½ Tarifa. Veja detalhes no site do consórcio.
Especial - isenta do pagamento da tarifa as pessoas com deficiência, cuja gravidade comprometa sua capacidade de trabalho, bem como menores de 16 anos com deficiência.
Sênior - para pessoas com idade igual ou superior a 60 anos e garante a gratuidade nas linhas metropolitanas da RMC.
O Consórcio BUS+ é formado pelas empresas: Transportes Capellini, Expresso Metrópolis Transportes e Viagens, Transportadora Salamanca, Expresso Fênix Viação, Expresso Jota Jota e Auto Viação Campestre.

Informações: G1 Campinas


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Secretário “enterra” VLT e acredita em novo modal em Cuiabá

O Secretário de Mobilidade Urbana de Cuiabá, Antenor Figueiredo, acredita que o Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT), não saíra do papel. O chefe da pasta da prefeitura da Capital, entretanto, revela que um “novo modal” deve ser lançado, dizendo que as opções possíveis seriam a implantação do Bus Rapid Transport (BRT), ou mesmo corredores de ônibus convencionais.

Antenor Figueiredo deu as declarações em entrevista ao Jornal do Meio Dia, da TV Vila Real, na última sexta-feira (21). As obras do VLT estão paralisadas desde dezembro de 2014, ainda na gestão do ex-governador Silval Barbosa.

“Eu já tenho a informação que o VLT não vem, o VLT não sai. Eu tenho essa informação. Primeiramente nós precisamos acabar com essa ferida deixada por esse imbróglio do VLT. Eu acredito que o VLT não sai. Talvez venha um novo modelo, um BRT, um corredor de ônibus”, analisou o secretário.

Recentemente, o Governo do Estado anunciou que até o final de julho informará a população o "destino" das obras do VLT. Pode ser anunciado o modelo de retomada das obras, ou até mesmo, a desistência dela.

O VLT é um projeto do Governo do Estado, e não da prefeitura de Cuiabá, porém, como é um sistema de transporte que deveria atender somente a Capital e Várzea Grande - considerando seu projeto -, sua operação atinge diretamente a qualidade da mobilidade urbana das duas cidades. Nesse sentido, Antenor Figueiredo também comentou sobre a licitação das linhas municipais de ônibus urbanos, que deve ocorrer no próximo dia 15 de julho.

“[A licitação] já foi lançada e está prevista para o dia 15 de julho. O Ministério Público está acompanhando, o Tribunal de Contas está acompanhando. O prefeito Emanuel Pinheiro criou uma comissão especial para acompanhar essa licitação. No dia 15 de julho começaremos a abrir as propostas do sistema de transporte. O prefeito Emanuel Pinheiro pediu para que nós fizessemos uma licitação muito rigorosa. É uma licitação bastante moderna, no mínimo 30% dos ônibus terão ar-condicionado”, explicou Antenor.

As obras do VLT, que já deveria estar em operação há quase cinco anos, não possui boas perspectivas de serem concluídas.  No último dia 6 de junho, o Poder Judiciário Estadual (TJ-MT) manteve a rescisão do contrato entre o Governo do Estado e o consórcio VLT-Cuiabá/Várzea Grande, responsável pelo projeto. A decisão foi proferida no âmbito da 2ª instância.


O VLT – um projeto de um sistema de transporte integrado e elaborado para atender a população de Cuiabá e de Várzea Grande -, deveria estar finalizado em março de 2014 para atender a demanda por mobilidade urbana durante e após a Copa do Mundo do Brasil. As obras, porém, estão paralisadas desde dezembro daquele ano.

Em 2017 o ex-governador Pedro Taques (PSDB) tentou um acordo com o consórcio responsável pelo projeto – composto pelas empresas CR Almeida, CAF, Santa Barbara e Magna -, e pretendia pagar R$ 922 milhões para retomada das obras.

O caso vinha sendo discutido entre os Poderes Executivo, Judiciário e o Ministério Público (Estadual e Federal), porém, após a operação “Descarrilho” – deflagrada pela Polícia Federal em agosto de 2017 e que desnudou diversos esquemas de corrupção no processo licitatório e implementação da obra -, o Governo decidiu pela rescisão do contrato com a organização.

Um dos fatores apontados como “fonte” da corrupção pela operação “Descarrilho” – que entre outras fraudes revelaram um superfaturamento superior a R$ 120 milhões na compras dos vagões do sistema de transporte -, está na escolha do regime diferenciado de contratação (RDC), um modelo de negócio mais “flexível” se comparando com os editais elaborados pela Lei Geral de Licitações (nº 8.666/1993).

Informações: Folhamax


                                
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BRT em Belém começa a operar em novo horário

O sistema BRT começou a operar em novo horário em Belém. A população pode utilizar o serviço a partir das 5 horas, seguindo até às 23 horas, de segunda-feira a sábado. A determinação foi deferida em uma ação popular. Em caso de não cumprimento, a prefeitura pode sofrer pena de multa diária de R$100 mil.

As viagens se iniciam no terminal de integração do Tapanã e seguem até o terminal São Brás. Ao longo da avenida Augusto Montenegro, estão em funcionamento as estações Sideral, Morada do Sol, Parque Shopping, Templo Centenário, Marinha, Marambaia, além dos terminais de integração do Mangueirão e Tapanã.

Na avenida Almirante Barroso, além do terminal de São Brás, funcionam as estações Antônio Baena/ Curuzu e Júlio César. Todas as demais estações do Sistema BRT passarão a operar quando a última etapa de obra do BRT, atualmente concentrada no trecho compreendido entre o terminal Tapanã e terminal Maracacuera, for entregue.

Informações: G1 PA

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Prefeitura de Jundiaí anuncia mudança em linha de ônibus da zona oeste

A Prefeitura de Jundiaí (SP) anunciou mudança nos horários da linha de ônibus que liga o Terminal Eloy Chaves ao Centro.

As alterações são para tentar melhorar o serviço, isso por que os moradores da Zona Oeste do município reclamam há anos da linha.

A linha, chamada de 942-A, tem seis trajetos diferentes. Todos saem do terminal Eloy Chaves e seguem para o Terminal Central.

Cerca de 10 mil passageiros passam pelo terminal Eloy Chaves todos os dias. A linha 942-A faz 71 viagens, contando apenas o trajeto até o terminal Central.

Prefeitura de Jundiaí anuncia mudanças em linha de ônibus da zona oeste

Por conta das reclamações dos moradores, a prefeitura decidiu fazer alterações nos horários das seis linhas que fazem parte da 942.

Passageiros que utilizam a linha contam que os ônibus costumam ir lotados. Eles ainda comentaram que não ficaram sabendo da alteração dos horários, mas que a medida ainda não resolveu o problema da lotação.

Outra reclamação dos passageiros é que o ônibus que faz o trajeto não costuma cumprir os horários divulgados no site ou no terminal.

Informações: G1 Sorocaba e Jundiaí


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Chineses e CCR interessados na concessão do Metrô do DF

Uma comitiva formada por um consórcio chinês foi recebida pelo governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, nesta terça-feira, 25 de junho.

Fazem parte de um grupo de 13 empresas que entregaram a documentação para participar do Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI) para levar à estatal uma Parceria Público-Privada. A licitação poderá ser lançada até o fim de 2020. Outra empresa interessada é a CCR, que já opera sistemas sobre trilhos em São Paulo e Salvador.

“A deliberação de privatização do Metrô não estava prevista no plano inicial de governo. Mas, ao assumirmos e analisarmos com responsabilidade a situação, constatamos que não há recursos para recuperá-lo e entregá-lo como a população merece”, afirmou o governador.

Empresas interessadas na concessão do Metrô-DF:

– CCR SA
– América Assessoria Empresarial LTDA
– RNGD – Consultoria de Negócios; Magna Engenharia LTDA
– ATP Engenharia LTDA; Headwayx Engenharia LTDA
– Benvenuto Engenharia S/S LTDA
– Toller Serviços de Engenharia LTDA; Railway Engineering Construtora do Brasil LTDA; CRRC Brasil Equipamentos Ferroviários LTDA; Planex S/A
– Ecoplan Engenharia LTDA; Skill Engenharia LTDA
– Urbi Mobilidade Urbana; Companhia do Metropolitano de São Paulo
– MPE Engenharia e Serviços S.A; EGIS – Engenharia e Consultoria LTDA; SACYR Concessões e Participações Brasil LTDA
– Quanta Consultoria LTDA; Tecnifer Engenharia de Sistemas LTDA; SMF – Serviços Metroferroviários LTDA; Techne Engenheiros Consultores LTDA
– Contécnica Consultoria Técnica S/A; Enecom S/A – Engenheiros e Economistas Consultores
– Siscon Engenharia e Consultoria LTDA; STE – Serviços Técnicos de Engenharia S/A
– Viação Pioneira LTDA; DB Engineering & Consulting GmbH; DB Internacional Brasil Serviços de Consultoria LTDA

Informações: ViaTrolebus


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Consórcio Guaicurus culpa Agetran por manter 150 ônibus fora de circulação todos os dias

O Consórcio Guaicurus, que detém a concessão do transporte coletivo urbano de Campo Grande, culpa a Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito) pelo número de ônibus que mantém parados além da chamada ‘frota reserva’. Reportagem do Jornal Midiamax flagrou 118 veículos estacionados em pleno horário de pico.

João Rezende, presidente do Consórcio formado pelas empresas que ganharam uma licitação em 2012 para explorar o serviço por vinte anos, confirma a denúncia feita por servidores municipais, e admitiu que o número de ônibus parados entre as 10h e 14 horas, período em que a reportagem realizou uma ronda nos terminais e garagens, pode chegar a 150.

No entanto, segundo Rezende, a prática, que segundo a denúncia, piora a qualidade do serviço para os passageiros e reduz os custos para os empresários, é definida pela própria Agetran.

“Seja lá o número que for, esse número é o autorizado, é o que está dentro da ordem de serviço que o Consórcio tem para cumprir. Os ônibus que foram encontrados parados tinham razão para isso. Com certeza, não estão descumprindo nenhuma norma do poder público”, afirma.

A reportagem aguarda retorno da Agetran para contatos feitos desde a semana passada, quando iniciou a apuração da denúncia. A Agereg (Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos) e a Prefeitura de Campo Grande também foram acionadas.

Despreocupados
Com a concessão envolta em suspeitas de favorecimento, descumprimento contratual e falta de fiscalização, o Consórcio Guaicurus reforça que sequer se preocupa com as denúncias.

João Rezende garante que nem tem acompanhado as reclamações e denúncias de passageiros, funcionários das empresas e até servidores municipais ligados à fiscalização. Mas, admite que ‘o pouco que consegue acompanhar’, não o preocupa.

“Não estamos preocupados com isso porque fazemos o que é legal. Podem vir olhar, examinar, porque não somos bandidos”, diz.

Somente nos últimos 3 meses, o serviço já esteve implicado em denúncias por rodar com parte da frota vencida, descumprindo cláusula do contrato milionário de concessão, reclamações de passageiros por falta de acessibilidade, atrasos, lotação e ônibus estragados., suposta fraude no controle das tabelas, que seriam descumpridas em fins de semana e até investigação no Ministério Público de que 2200 multas de trânsito teriam deixado de ser cobradas.

Desde que começou a operar em Campo Grande, a propósito, o Consórcio Guaicurus figura como réu em  pelo menos 70 ações civis de primeira instância no TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul), cujos pedidos de indenização superam R$ 8 milhões.

Ônibus parados
Segundo servidores envolvidos na fiscalização direta do serviço, as empresas que formam o Consórcio Guaicurus estariam mantendo quase um terço da frota parada todos os dias, e tirariam os carros das garagens apenas para ‘fingir’ que estão rodando como deveriam.

Segundo as informações oficiais da Agereg (Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos), atualmente Campo Grande tem 555 ônibus, e apenas 50 deveriam ficar parados como ‘frota reserva’, usada para substituir outros em eventuais problemas mecânicos.

No entanto, a equipe de reportagem do Jornal Midiamax foi às ruas na última quarta-feira (19) verificar a denúncia e flagrou 118 coletivos estacionados nos arredores de 5 terminais e nas garagens da Viação Jaguar e Cidade Morena.

A ronda, documentada em vídeos e fotos, foi realizada entre as 10h e as 14 horas, ou seja, pegou todo o horário de pico no movimento do almoço. Por questão de logística, a reportagem deixou fora da rota de visita o terminal Júlio de Castilho e as garagens da Viação Campo Grande e Viação São Francisco.

Mesmo assim, o número de ônibus flagrados parados é o dobro do apontado pela Agereg como ‘frota reserva’. Segundo motoristas de ônibus, com menos ônibus rodando, a velocidade média nas viagens cai junto com o total de quilômetros rodados. Os empresários economizam, enquanto os passageiros sofrem.

Informações: MidiaMax

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