Contas de energia do setor metroferroviário aumentam cerca de 90%

quinta-feira, 19 de março de 2015

Os reajustes e a nova política de cobrança que criou as bandeiras tarifárias – que eleva o custo da energia em função das condições de geração de eletricidade – representam um acréscimo médio de 90% nas contas de luz dos operadores metroferroviários. A diferença é contabilizada desde outubro de 2014 até março deste ano.

O impacto é significativo, já que esse é um dos principais custos operacionais do transporte de passageiros sobre trilhos. O outro é com pessoal, o que também preocupa as empresas, já que o governo deve reduzir o benefício da desoneração fiscal sobre a folha de pagamento. A medida ainda precisa passar pelo Congresso Nacional, mas foi anunciada como uma das soluções para elevar a arrecadação e ajudar a equilibrar as contas da União.

O cenário preocupa o setor, que prevê risco de demissões e redução de investimentos, além da necessidade de aumentar as tarifas para compensar a alta nas despesas. A superintendente da ANPTrilhos, Roberta Marchesi, falou à Agência CNT de Notícias sobre o tema.

Com relação à energia elétrica, ocorreram diversos aumentos e mudanças na política de cobrança. Como isso está afetando os custos operacionais do transporte de passageiros sobre trilhos?

Nosso setor já vinha sendo impactado de forma dura com todas as alterações de tarifas de energia e de regras definidas pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica). Somados a isso, tem o reajuste anual das operadoras, os reajustes extraordinários que vieram e o sistema de bandeiras tarifárias. Se considerarmos todas as altas entre outubro do ano passado e a última semana, temos quase 90% de aumento real na conta de energia.

Os operadores conseguem compensar essas perdas de alguma forma?

Não. Alguns reajustes de tarifas aos usuários já foram dados no final do ano passado. Além disso, os Estados, que em alguns casos subsidiavam parte do valor, também estão enfrentando dificuldades financeiras. O Rio de Janeiro, por exemplo, decidiu cortar. Lá, a defasagem da tarifa é de 20%, fora esses impactos recentes. O maior problema é que isso afeta o bolso do cidadão. Como explicar que esse não é um problema que o setor precisa lidar, mas sim o governo? O governo precisa definir que o setor de mobilidade urbana tem que ser prioritário e sinalizar isso. 

Hoje, temos dois benefícios fiscais: desoneração da folha, que valeu por um ano – e o setor contratou muita gente por isso – e isenção de PIS/Cofins. A desoneração deve cair pela metade. Então, que tipo de sinal o governo está dando? Que tipo de prioridade, nas políticas que cria, dá para a mobilidade como um todo? Esse é o grande problema e que vai prejudicar toda a sociedade.

Quais repercussões esse cenário pode gerar?

O grande problema é que o orçamento é limitado para o custeio das operações. Se a despesa aumenta, vamos cortar de onde? O pior exemplo que nós temos é o da Argentina, que congelou por anos a tarifa e cortou na manutenção do sistema. Porque é isso que ocorre: primeiro você para de investir, de crescer e de comprar trens novos. Depois, os cortes são na manutenção. E a Argentina teve casos drásticos de acidentes, inclusive com vítimas fatais. O maior medo é que cheguemos a esse momento, por não termos como custear essa operação. Sabemos da situação crítica que estamos passando, mas não se pode deixar de olhar para setores fundamentais da economia. E a mobilidade o é.

Entre as medidas adotadas pelo governo federal para recompor o caixa da União está a redução de benefícios fiscais sobre a folha de pagamento a um conjunto de setores da economia, entre os quais o de transporte de passageiros sobre trilhos, já destacado por você. Como a ANPTrilhos recebeu a medida?

O setor metroferroviário foi um dos últimos a ser inserido na política de desoneração e tivemos apenas um ano de aplicação efetiva, que foi em 2014. O valor era fundamental para repor perdas acumuladas com alterações na política energética e permitia um equilíbrio parcial. Além disso, os operadores contrataram mais, apostando na desoneração da folha. Nós tivemos um incremento de 12% nos postos de trabalho, na contramão do que estava ocorrendo no Brasil. Então, essa notícia vem pra gente de uma forma muito negativa. Somente os três maiores operadores nacionais contabilizam uma perda em investimentos da ordem de R$ 73 milhões só para este ano, por conta do aumento da contribuição sobre a folha. É uma medida muito ruim diante do cenário brasileiro na economia e na mobilidade urbana, em especial.

Isso tudo pode impactar em termos de qualidade, demissões e em tarifas?

Isso pode ocorrer e não somente no caso de operadores privados. Ainda que os operadores públicos não possam demitir, porque são profissionais concursados, postos que seriam abertos ou que estavam em aberto serão fechados. Quer dizer, não há como expandir força de trabalho na situação que nós estamos hoje, com o governo dando sinais claros de que não auxiliará esses setores econômicos. Precisamos que essa política seja revista. Os recursos humanos são o maior custo operacional das empresas, quando não o primeiro, juntamente com a energia elétrica. São dois centros de custo críticos para o operador metroferroviário. Juntos, representam praticamente 70% de todas as despesas e, em alguns casos, até mais.

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Começam em julho mudanças nas linhas de ônibus da Zona Sul do Rio

Os passageiros que circulam de ônibus pela Zona Sul do Rio devem começar a se acostumar a fazer baldeações para chegar ao Subúrbio e zonas Norte e Oeste da cidade. Para reorganizar o trânsito na cidade, a Prefeitura, através da Secretaria Municipal de Transportes vai diminuir de 123 para 45 o número de linhas de ônibus que partem ou terminam na Zona Sul da cidade. Das 45 rotas que vão sobrar, 24 das terão trajetos encurtados, 20 novas linhas serão criadas e a região vai ganhar uma linha circular turística.

O plano de racionalização da frota deverá ser concluído em junho — está em fase de detalhamento — e as mudanças começam a ser implementadas no mês seguinte, de forma gradual. Para maior fluidez do tráfego, o reordenamento vai exigir também a retirada de 700 dos atuais dois mil coletivos das ruas. O secretário Rafael Picciani diz com a aglutinação de 70% das linhas de ônibus da região, as viagens serão mais rápidas.

Para que projeto funcione, os ônibus vão usar dois grandes corredores de ligação com o Centro. Um deles vai passar por Leblon, Ipanema, Copacabana e Centro, via Aterro do Flamengo. O outro, vai ligar São Conrado, Gávea, Jardim Botânico, Botafogo ao Centro, pela Praia do Flamengo. A maioria dos ônibus que chegam ou partem da Zona Sul vai circular por esses corredores.

Segundo o secretário, para alimentar o sistema serão formadas oito linhas troncais, que vão ligar a Zona Sul ao Centro, e sete linhas integradoras, que vão levar os passageiros ao Maracanã e à Rodoviária Novo Rio, e a linha circular, que vai atender bairros que ficam fora dos corredores, como Urca e Cosme Velho.

As linhas alimentadoras vão atender regiões como Rocinha, Vidigal, Horto e Leme. O secretário destaca que as linhas que partem do Vidigal e da Rocinha serão mantidas, sem alterações. Já as que saem da Barra da Tijuca, na Zona Oeste, terão os trajetos encurtados e chegarão somente até a Zona Sul.

Sobreposição
O secretário diz que existe atualmente uma oferta maior que a demanda de ônibus na Zona Sul, com muitas linhas sobrepostas, o que acaba fazendo com que muitas linhas circulem com carros vazios, em diversos horários. Picciani informa ainda que para a implementação do plano de racionalização das linhas de ônibus não haverá alteração no trânsito.

“A mudança não será feita de uma vez só. Ela se dará ao longo do semestre, entre julho e dezembro, de forma gradativa, para substituir as linhas atuais e implantar um plano de informação para o usuário”, disse o secretário, que pretende que todas as alterações já tenham sido feitas até as Olimpíadas de 2016.

Veja abaixo o trajeto das linhas troncais (T), integradoras (I) e circular (C), de acordo com o plano de racionalização dos ônibus na Zona Sul.

T1:  Praça General Osório (Ipanema), Copacabana, Botafogo e Central, via Aterro do Flamengo – essa linha tem previsão de chegar à Rodoviária, pela Avenida Rodrigues Alves e pela Avenida Presidente Vargas;

T2: Praça General Osório, Copacabana, Praia de Botafogo, Praia do Flamengo e Central;

T3: Gávea, Avenida Visconde de Albuquerque, Leblon, Ipanema, Cantagalo, Copacabana, Botafogo e Central – pode ser estendida pela Autoestrada Lagoa-Barra até São Conrado;

T4: Gávea, Avenida Visconde de Albuquerque, Leblon, Ipanema, Cantagalo, Copacabana, Botafogo, Aterro do Flamengo, Praça XV - pode ser estendida pela Autoestrada Lagoa-Barra até São Conrado;

T5: Gávea, Jardim Botânico, Botafogo, Praia de Botafogo, Praia do Flamengo, Avenida Presidente Vargas, Central - XV - pode ser estendida pela Autoestrada Lagoa-Barra até São Conrado;

T6: Gávea, Jardim Botânico, Botafogo, Praia de Botafogo, Praia do Flamengo e Praça XV - pode ser estendida pela Autoestrada Lagoa-Barra até São Conrado;

T7: São Conrado, Avenida Niemeyer, Avenida Visconde de Albuquerque, Jardim Botânico, Botafogo;

T8: São Conrado, Gávea, Jardim Botânico e Botafogo;

I1: Terminal Alvorada, São Conrado, Gávea, Avenida Visconde de Albuquerque, orla do Leblon, orla de Ipanema, orla de Copacabana e Botafogo;

I2: Terminal Alvorada, orla da Barra, orla do Leblon, orla de Ipanema e Copacabana;

I3: Jardim de Alah, Ipanema, Lagoa (Avenida Borges de Medeiros), Túnel Rebouças, Rodoviária e Terminal Maracanã;

I4: Jardim de Alah, Lagoa (Avenida Epitácio Pessoa); Túnel Rebouças, Rodoviária e Terminal Maracanã;

I5: Copacabana, Cantagalo, Lagoa, Túnel Rebouças, Rodoviária e Terminal Maracanã;

I6: Botafogo, Praia de Botafogo, Túnel Santa Bárbara, Rodoviária e Terminal Maracanã – pode ir também por Laranjeiras para pegar o Túnel Rebouças;

I7: Jardim de Alah; Praça General Osório, Copacabana, Túnel Velho e Botafogo;

C: Urca, Botafogo, Jardim Botânico, Avenida Visconde de Albuquerque, orla do Leblon, orla de Ipanema, orla de Copacabana, Urca – pode seguir ainda por Laranjeiras e Cosme Velho em vez de seguir por Botafogo.

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PAC da Mobilidade libera R$ 370 milhões para construção do Sistema BRT em Goiânia

A presidente Dilma Rousseff (PT) vem a Goiânia nesta quinta-feira, onde participa com prefeito Paulo Garcia (PT) da assinatura de ordem de serviços no valor de R$ 370 milhões para construção do Transporte Rápido de Ônibus (BRT), no percurso Norte-Sul. A obra terá início no Terminal do Cruzeiro do Sul, em Aparecida de Goiânia, cortando a cidade por cerca de 27 km até o Bairro Floresta, na região Noroeste de Goiânia. Além do BRT, a presidente também deve autorizar a compra de 70 novos ônibus para os transporte coletivo da Capital.

Prefeitos, deputados estaduais, deputados federais, vereadores e lideranças políticas do PT e dos partidos aliados foram mobilizados para o evento, que irá contar também com a presença do governador Marconi Perillo (PSDB) e secretários de Estado, às 15h, no Paço Municipal.

Esse será o primeiro evento público da presidente após os protestos do último domingo. Existe uma preocupação de que grupos promovam protestos. Na segunda-feira, durante entrevista de Dilma na TV, ouviu-se bater de panelas na capital goiana. A manifestação em Goiânia reuniu cerca de 50 mil pessoas. 

Segundo o jornal O Popular, o representante do Movimento Brasil Livre (MBL) em Goiás, o médico e empresário Sílvio Antônio Fernandes Filho, disse que o grupo fará panelaço porque virou “marca registrada” do movimento e “para não gerar confusão”. “Decidimos não fazer nenhum tipo de manifestação maior para não dar motivos para criar confusão, que é o que eles (equipe de segurança) esperam. Tudo é motivo para descambar. Como é perto da BR-153, um bloqueio ou algo assim é temerário”, diz.

Sobre uma possível manifestação de caminhoneiros, o governo federal acionou responsáveis pela negociação em Brasília para conter o protesto na capital goiana. A reportagem não conseguiu contato com lideranças de mobilização de caminhoneiros para saber se confirmam a mobilização.

Participação

No evento, movimentos sociais e de defesa de minorias também serão recebidos pela presidente, que nesta semana, assinou o novo Código de Processo Civil. Está prevista presença de sindicatos ligados à Central Ùnica dos Trabalhadores (CUT), Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB), representantes do Movimento dos Sem Terra (MST), da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Estado de Goiás (Fetaeg), além da participação de federações e sindicatos patronais.

Goiânia é a primeira cidade visitada pela presidente, após as manifestações, que ocorrem pelo País no último domingo. Pesquisa publicada pelo Instituto Datafolha, ligado ao jornal Folha de S.Paulo revelou que 82% dos manifestantes votaram em Aécio Neves (PSDB) nas eleições de outubro, 74% participaram do protesto pela primeira vez, 37% manifestaram simpatia pelo PSDB e 20% foram às ruas protestar contra o PT, 14% declararam descontentamento com todos os partidos, 27% defendiam o impeachment da presidente Dilma e 47% disseram que foram às ruas protestar contra a corrupção.

Mobilidade

O BRT Norte-Sul é uma obra do PAC da Mobilidade e faz parte do programa da presidente Dilma Rousseff para melhorar o trânsito nas capitais e grandes centros urbanos.

O corredor irá operar junto ao canteiro central e será de uso exclusivo dos veículos – ônibus. Nele irão operar linhas paradoras e semiexpressas em um sistema troncal, que utilizarão 82 veículos (30 articulados 52 convencionais/padron). As estimativas são de que 20 mil passageiros serão transportados na hora pico.

Com o novo sistema, o tempo de viagem será reduzido. Os veículos, por estarem em vias exclusivas e com controle informatizado, passarão a ter velocidade de 24 km/h, hoje eles operam com 21 km/h. O tempo de espera dos veículos nas estações também será menor. A prioridade de circulação dos ônibus em cruzamentos no corredor será feita com a implantação de um controle semafórico.

O Centro de Controle e Monitoramento será responsável pelo controle dos horários das viagens nos terminais, supervisão da operação das linhas, entre outras atividades de inspeção operacional. Haverá, ainda, o serviço de informação eletrônica aos passageiros.

Itinerário

O corredor exclusivo contará com seis terminais de integração – três novos (Correios, Rodoviária e Perimetral), dois reconstruídos (Isidória e Recanto do Bosque), um adaptado (Cruzeiro) e 39 estações de embarque e desembarque. Com atendimento direto para 148 bairros de Goiânia e Aparecida de Goiânia, o BRT será operado por ônibus articulados e beneficiará cerca de 120 mil usuários por dia.

O itinerário do corredor, que fará a ligação do terminal de integração Recanto do Bosque, região Noroeste, ao terminal de integração Cruzeiro do Sul, região Sudoeste (divisa com Aparecida de Goiânia) compreenderá as seguintes vias: Avenida Rio Verde, Avenida Quarta Radial, Avenida Primeira Radial, Rua 90, Praça do Cruzeiro, Rua 84, Rua 82 (Praça Cívica), Avenida Goiás, Praça dos Trabalhadores, Avenida Goiás Norte, Avenida Horácio Costa e Silva, Rua Tapuios, Avenida Genésio de Lima Brito, Avenida dos Ipês, Avenida Lúcio Rebelo, Rua Oriente e Avenida Mangalô.

A obra vai promover também a organização do trânsito e proporcionará mais segurança viária. Em toda a extensão do trecho vai receber nova iluminação, sensores e câmeras de monitoramento com funcionamento 24 horas por dia. (Com informações da Secom Goiânia)

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Metrô de Salvador ganhará mais duas estações

A Linha 1 do Metrô de Salvador ganhará mais dois trechos com a conclusão das obras das estações Bom Juá e Pirajá. A primeira tem inauguração prevista para o dia 9 de abril, marcando o início da operação de mais dois quilômetros, no trecho que segue do Retiro até a estrutura nova.

Atualmente, a linha segue desde a Lapa, passando pelo Campo da Pólvora, Brotas, Acesso Norte, até Retiro, todas já em operação, sob responsabilidade da CCR Metrô Bahia. Com as integrações, a linha chegará a cerca de dez quilômetros de extensão, com a entrega do próximo mês, e vai beneficiar mais 60 mil pessoas da região, de acordo com o secretário de Desenvolvimento Urbano (Sedur), Carlos Martins. 

O percurso até Pirajá tem previsão de conclusão das obras até junho. Os 150 mil metros quadrados, onde está sendo construído um complexo, vai dar apoio a todo o sistema do metrô, com pátio de manutenção, centro de controle operacional definitivo, estrutura necessária para reparos dos trens, além da estação. 

“Em Pirajá, funcionará o ‘cérebro’ do sistema, porque, além da parte administrativa das Linhas 1 e 2, vai atender um centro importante de transporte de pessoas em Salvador, por meio da integração com o ônibus e com um dos pontos mais movimentados da capital, a Estação Pirajá”, explicou Eduardo Copello, presidente da Companhia de Transportes da Bahia (CTB).

Também já está em obra a Linha 2 do metrô, que vai do Acesso Norte até Lauro de Freitas, com a construção de mais onze estações, passando por regiões como o Detran, Iguatemi, Imbuí, Bairro da Paz e Mussurunga.

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