No DF, Região de Planaltina vai receber 70 novos ônibus em carater de emergência

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Foi publicada no Diário Oficial do Distrito Federal desta quinta-feira (5) a autorização - por parte da Secretaria de Transportes, para atender à região de Planaltina - à delegação, em caráter emergencial, de serviços de transporte público coletivo em favor das empresas COOTRANSP, para operação de 3 (três) lotes de 10 (dez) ônibus cada um, totalizando 30 (trinta) ônibus; EMPRESA DE TRANSPORTE VERA CRUZ LTDA, para operação de 2 (dois) lotes de 10 (dez) ônibus cada um, totalizando 20 (vinte) ônibus;  e ROTHA TRANSPORTE DE PASSAGEIROS E LOCAÇÃO DE VEÍCULOS, para operação de 2 (dois) lotes de 10 (dez) ônibus cada um, totalizando 20 (vinte) ônibus.

Nesse processo, não há gasto por parte do governo. É uma concessão de transporte público, e quem arca com as despesas são as empresas selecionadas (compram ônibus, combustível, fazem manutenção etc.), pelo que são remuneradas quando recebem, em contrapartida, o valor da passagem.
Os novos ônibus devem começar a circular em cerca de 15 dias após a assinatura do contrato, prevista para acontecer na próxima semana. Neste momento, os veículos passam por fase de vistoria, pintura/plotagem de logomarca e outros serviços técnicos.

Informações: DFTrans

 
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Guerra Sadia: São Paulo deve ter ônibus híbrido da Volvo antes de Curitiba

Um dos destaques da Rio + 20, Conferência das Nações Unidas sobre Sustentabilidade, ocorrida no mês passado, entre as iniciativas da industria para tecnologias limpas, foi o ônibus elétrico híbrido da Volvo. Na ocasião, o prefeito de Curitiba, Luciano Ducci, anunciou a compra para cidade de 60 unidades, sendo que as trinta primeiras devem circular em linhas interbairros em setembro.

Mas a cidade de São Paulo deve ter o modelo elétrico-híbrido da Volvo circulando um pouco antes, também em setembro. A revelação foi feira nesta quinta-feira, dia 05 de julho, ao Blog Ponto de Ônibus, pelo gerente comercial de ônibus da Auto Sueco SP (representante da marca), Wagner Nestlehner.

Os veículos foram encomendados pela VIM – Viação Metropolitana, empresa de um grupo de Pernambuco, que opera na zona Sul de São Paulo. “Os dez ônibus elétricos híbridos da Metropolitana já estão sendo produzidos e devem ficar prontos antes mesmo dos veículos de Curitiba” – disse Wagner.

A diferença está na carroceria. Enquanto os veículos da capital paranaense são Marcopolo Viale BRT, os de São Paulo serão Caio Millennium III.

“Outros três grandes grupos de São Paulo negociam com a gente veículos elétricos híbridos, o que deve totalizar 50 unidades contando com os ônibus da Metropolitana, mas não podemos adiantar ainda os compradores pelo fato de o negócio ainda não ter sido fechado” – disse o gerente da Auto Sueco São Paulo.
O gerente comercial da Volvo na América Latina, Euclides de Castro, confirmou que o elétrico híbrido vai circular pelas ruas de São Paulo e acrescentou: “Outros mercados já se interessaram pelo veículo. Porto Alegre, no próximo ano, deve também ter suas unidades” – disse o executivo.

O ônibus elétrico híbrido possui dois motores: um elétrico e outro de combustão que pode funcionar com diesel e biodiesel. Ele pode reduzir em até 90% o nível de emissão de alguns tipos de poluentes e a redução de consumo de combustível chega a 35%, de acordo com a Volvo.

Nos momentos que os ônibus convencionais mais poluem, que são nos arranques e em baixas velocidades, funciona o motor elétrico. Após 20 quilômetros por hora, entra em operação o motor diesel, que já segue as novas normas de redução de emissão de poluentes vigentes no País, desde janeiro, baseadas na Euro V.

As informações foram confirmadas à reportagem durante a Caravana Volvo que passou por São Paulo. Os ônibus de todos os modelos da linha Euro V da Volvo estiveram no pátio da Auto Sueco, na Marginal Tietê, com vários carrocerias.

Os chassis apresentados são de diversas configurações e trazem soluções para serviços mais simples, que contam com veículos de motor dianteiro, até os mais sofisticados, como biarticulados com piso baixo total e de dois andares com quatro eixos.

A Caravana Volvo percorre desde abril diversas cidades tanto no destino Sul como Norte do País.

O diretor executivo da Auto Sueco, Mário Oliveira, vê como positiva a ação de divulgação dos produtos da marca e diz que o ônibus é a solução mais adequada para resolver de maneira imediata os problemas de mobilidade das cidades.

Ao contrário do que muitos pensam, na Europa, mesmo com o transporte de trilhos sendo forte, os serviços de ônibus não são colocados em segundo plano. Pelo contrário, são considerados essenciais e soluções. Aqui não pode ser diferente. E vemos hoje uma gama de ônibus mais moderna e adequada para as necessidades do País. Na Europa, as regras de restrição à emissão de poluentes são seguidas com mais rigor pelas transportadoras e estamos assumindo essa cultura agora, o que é positivo. A modernização das cidades passa pelos ônibus” – disse Mário Oliveira, português, há décadas no ramo de transportes.

Adamo Bazani, jornalista da Ràdio CBN, especializado em transportes / onibusbrasil.com/blog
 
 
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Cobradores e motoristas de ônibus fazem protesto na terça em Curitiba

Os cobradores e motoristas de ônibus de Curitiba reivindicam em manifestação na próxima terça-feira (10), a partir das 14h, na Praça Rui Barbosa, mais segurança em seus postos de trabalho. Conforme levantamento da Urbs – empresa responsável pelo transporte coletivo na cidade –, todos os dias ocorrem, em média, sete assaltos nas linhas e estações tubo espalhadas pela cidade.
Daniel Castellano / AGP
Dados do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana (Sindimoc) indicam que no ano passado foram registrados quase 3 mil roubos a funcionários e usuários das lotações na capital. Ainda de acordo com o sindicato, em vários pontos da cidade há resistência dos funcionários do setor em trabalhar em locais específicos pelo medo de sofrer com o problema.

De acordo com a diretoria do sindicato, a principal reivindicação no protesto de terça é maior policiamento especializado na prevenção desse tipo de crime. Além disso, os funcionários querem que a Urbs instale mais cofres lacrados nos ônibus e faça um monitoramento por meio de câmeras de segurança.
Segundo a assessoria da Urbs, há um projeto em fase de implantação com a previsão de instalação de câmeras e construção de centrais de monitoramento. O prazo para completar a implantação, no entanto, ainda não foi definido.

Depois do assalto
Outra reclamação comum de quem trabalha nos ônibus é sobre o que acontece depois de um assalto. O Sindimoc alerta que o próprio funcionário precisa, depois de ser alvo de qualquer tipo de crime, ligar para a empresa responsável pelo ônibus. Depois disso, a vítima se responsabiliza ainda por registrar um Boletim de Ocorrência detalhando o que foi roubado.
O que fica sem um procedimento padrão, no entanto, é a recuperação dos bens pessoais do cobrador ou motorista que são levados. Conforme declarou a diretoria do sindicato, o ressarcimento em dinheiro na maior parte dos casos não é feito pelas empresas.
A Urbs declara que sobre esse aspecto não possui responsabilidade, sendo o ressarcimento uma ferramenta que cabe às empresas definirem seus modos de agir com os funcionários assaltados.


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Só um sistema de transporte de boa qualidade será capaz de promover a adesão da população ao transporte público

As cidades brasileiras enfrentam diariamente grandes desafios. Em um cenário marcado pela falta de infraestrutura viária para suportar o crescimento da frota, em que há precariedade dos meios de transporte e excesso de veículos de passeio - sinônimo de engarrafamentos -, o maior deles talvez seja oferecer transporte público, de massa, de qualidade.
O BRT - Bus Rapid Transit, conhecido como corredor exclusivo de ônibus, é uma alternativa eficiente para minimizar essa situação. O sistema BRT apresenta grande capacidade de atendimento de demanda com excepcional qualidade. Uma das vantagens é que os sistemas de BRT podem ser implantados em pouco tempo, garantindo a melhora nas condições de deslocamento diário dos cidadãos.
A implantação dos corredores de ônibus, no entanto, demanda projeto de infraestrutura que contemple um pavimento de qualidade, durável, capaz de suportar trânsito pesado, constante e repetitivo, com baixos custos de manutenção. Por esse motivo, o pavimento de concreto está nos principais corredores de ônibus de Curitiba, São Paulo, Porto Alegre, Brasília e Belo Horizonte.
A solução, mais adequada por ter vida útil maior que as demais alternativas de pavimentação e custo competitivo - no Brasil, existem pavimentos de concreto com mais de 50 anos de uso - , também proporciona melhores condições de segurança ao motorista, ao reduzir as distâncias de frenagem, inibir a aquaplanagem e promover maior visibilidade, dada à coloração clara. Ademais, só um sistema de transporte de boa qualidade será capaz de promover a adesão da população ao transporte público.

Da Redação do Jornal de Araraquara / Por Ronaldo Vizonni, Gerente de infraestrutura

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Integração facilita a vida do usuário de ônibus em Salvador

A estudante Jucélia Brito, 23 anos, mora na região da Estrada Velha de Periperi e usa o veículo de integração - também conhecido como "amarelinho" - toda vez que precisa sair de casa. Na comunidade onde mora, os micro-ônibus - parte de uma rede de integração eletrônica do Sistema de Transporte Coletivo de Salvador - mudaram a vida de muita gente. "Antes, o pessoal aqui precisava andar um bom pedaço para chegar até o ponto para pegar o ônibus. Hoje, pego o "amarelinho" que passa bem próximo à minha casa, e já faço cerca de metade do meu trajeto. Mais rápido, menos cansativo e também mais barato", comemorou.

O sistema, implantado pela Secretaria Municipal de Transportes e Infraestrutura (Setin) em 2007, tem como finalidade dar mais agilidade ao transporte público e também diminuir os custos da viagem para o usuário. Os "amarelinhos", como são chamados os micro-ônibus que fazem a integração local, têm desenvolvido o importante papel de diminuir a distância entre os bairros populares e as áreas práticas da cidade, como região do Iguatemi, Lapa, Comércio e Pituba. A frota atual de "amarelinhos" é de 290 veículos.

O processo de integração só é feito através da utilização do cartão eletrônico, o Salvador Card, nas modalidades de Meia Passagem Escolar, Vale Transporte Eletrônico e Bilhete Avulso. Os veículos da frota alimentadora obedecem à programação visual diferenciada e única para todos os roteiros para que possam ser facilmente identificados pelos passageiros. Os micro-ônibus são de cor branca com faixa amarela e, em todos, pode ser lida a inscrição "Integração Local".

O profissional autônomo Jonas Silva, 52, também comemorou o fato de contar com um sistema de transporte que chegue mais próximo de sua residência. "É um sistema bom, pois chega aonde os ônibus grandes não chegam. E o melhor de tudo é que, algumas vezes, nem preciso pegar outro ônibus. O "amarelinho" já me leva onde preciso", disse.

Como funciona - O sistema eletrônico facilita a vida do usuário, através de suas formas de integração por área e pelo Sistema Amarelinho. No primeiro caso, a integração acontece entre as quatro áreas de operação do sistema (vermelha, verde, azul e amarela), que representam regiões da cidade. Por esse processo, a segunda viagem tem valor de 50% da primeira, considerando um intervalo de duas horas entre a passagem nas catracas. O cidadão pode usufruir desse serviço estando em qualquer ponto de ônibus da cidade. Mas só é permitida uma integração na sequência da primeira viagem.

Já o passageiro que utilizar o "amarelinho" pode fazer a integração em todos os pontos de parada de ônibus de Salvador, sem restrição da região, pagando metade do valor da tarifa nas linhas do serviço convencional. O tempo permitido para a integração é de duas horas, contado a partir do registro de passagem do Salvador Card na catraca pelo usuário.

Do mesmo modo, quando o passageiro utiliza qualquer ônibus convencional e pagar a tarifa oficial - R$ 2,80, em créditos eletrônicos, ele pode utilizar o "amarelinho" para o segundo trecho da viagem e pagar apenas metade da tarifa, R$1,40, também obedecendo ao período de duas horas para integração.

Os estudantes gozam dos mesmos benefícios com os valores da Meia Passagem Estudantil, o que significa dizer que pagam R$1,40 pelo primeiro trecho e apenas R$0,70 no segundo. Outra questão importante é que qualquer pessoa pode usufruir dos benefícios da integração, bastando adquirir o cartão avulso - Salvador Card.

Melhorias - Conforme o secretário da Setin, José Luiz Costa, o sistema de integração tem contribuído também para a redução dos assaltos a ônibus em Salvador. "Juntamente com a determinação municipal de implantação de câmeras de videomonitoramento em toda a frota, a integração tem auxiliado no sentido de reduzir o volume de dinheiro dentro dos ônibus, já que cada vez mais pessoas passam a adotar o cartão eletrônico", considerou.

Para o secretário, é também fundamental que a população colabore para melhoria do sistema. "Um sistema de transporte coletivo é algo muito complexo e o principal fiscal desse sistema será sempre o usuário. Por isso, precisamos ter o cidadão como nosso parceiro, através do registro de sugestões, reclamações e denúncias", ressaltou. Os registros podem ser feitos através do Salvador Atende - 156 ou através do site da Setin . 

O secretário lembrou ainda que o sistema passará por uma reestruturação, que vem sendo discutida entre os órgãos ligados ao setor. A população também deverá participar das discussões, através de audiência pública marcada para o próximo dia 12. "A nossa intenção é ampliar a frota e melhorar, cada vez mais, o serviço em benefício do usuário", completou Costa. A audiência acontece no auditório da Biblioteca Pública do Estado - Rua General Labatut, 27 - Barris, das 8h30 às 14h.

Benefícios da Integração:
- Aumento da mobilidade na cidade através da ampliação dos atendimentos do sistema convencional, sem a criação de novas linhas diretas e sem onerar o custo da viagem para o usuário;
- Nova opção de viagem local com tarifa reduzida em relação à tarifa convencional;
- Ampliação dos benefícios da bilhetagem eletrônica e da integração aberta de forma gradual e segura;
- Racionalização da rede de linhas, proporcionando um aumento na velocidade operacional do sistema de transporte coletivo e, consequentemente, uma diminuição no tempo de viagem dos usuários.

Fonte: Prefeitura de Salvador

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Recife: Construção do Terminal Integrado de Santa Luzia está abandonada.

Tudo parado! É assim como se encontra a construção do terminal integrado de Santa Luzia, zona oeste do Recife, as obras que começaram em 2010 tinha a previsão de entrega e operação em Janeiro de 2011, mas o que vemos no local é uma obra parada e abandonada na qual vem prejudicando tanto os moradores da área como os usuários das linhas que atendem a este terminal, isto porque o ponto de embarque e desembarque das linhas de ônibus que antes era ao lado da estação foi transferido para uma rua distante fazendo com que muitos usuários caminhem quase 500 metros para chegar ao ponto de ônibus provisório.

Este terminal fica próximo a Avenida Recife, considerada uma das principais vias da cidade, visto que liga a zona sul com a BR-101.

A operação deste terminal se dará com 08 linhas que serão integradas junto com o metrô e estudos indicam um atendimento diário a mais de 15 mil pessoas.

A placa da obra que lá se encontra, acusa o prazo de termino da obra em Janeiro de 2011, e nenhum operário foi encontrado para contar história.

Os moradores reclamam que a área do terminal em construção virou ponto de drogas e que a noite é muito perigoso tanto para eles como para os usuários.

Segundo a secretária das cidades, a obra deste terminal está sendo relicitada, em virtude da readequação do projeto. No momento, o processo licitatório está na fase do julgamento de habilitação. Após a conclusão da concorrência, que deve ocorrer até o início de Agosto deste ano, a SECID dará a ordem de serviço para a finalização do empreendimento. O estimado é que o Terminal fique pronto em seis meses, após a ordem de serviço.


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Audiência discute implantação do sistema BRT em Campinas

Campinas irá receber R$ 339 milhões do Programa de Aceleracao do Crescimento da Mobilidade Urbana (PAC II). Os recursos serão utilizados para a implantação do Bus Rapid Transit (BRT) no município. Por conta disso, a Prefeitura, por meio da Secretaria de Transportes e da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (EMDEC), realiza Audiência Pública sobre o conceito BRT.

A sessão, nesta sexta-feira, dia 6 de julho, no Salão Vermelho do Paço Municipal, terá a participação de secretários municipais e de diversas autoridades e representantes da sociedade.

Durante a Audiência Pública, que terá duração de três horas (das 9h às 12h), serão abordados os dados gerais sobre o novo sistema de transporte, com informações sobre os corredores Ouro Verde e Campo Grande e o processo licitatório para a contratação de empresas especializadas para a adequação dos projetos básicos e funcionais, para a elaboração dos projetos executivos, para o gerenciamento de projetos e obras e para a execução das obras. A Audiência Pública do BRT atende ao Artigo 39 da Lei Nº 8.666, de 21 de junho de 1993.

A EMDEC também criou uma conta de e-mail (brt@emdec.com.br) para receber as dúvidas e sugestões sobre o projeto. As perguntas poderão ser encaminhadas, após a Audiência Pública, até o dia 13 de julho. Todos os questionamentos serão devidamente respondidos pela equipe técnica da empresa.

Audiência Pública
A Audiência Pública é uma das formas de participação e de controle popular sobre a Administração Pública. Ela permite a troca de informações com o administrador e, também, o exercício da cidadania.
A principal característica da Audiência Pública é a apresentação das informações relevantes sobre determinado tema que terá influência direta na sociedade. Pela legislação brasileira, a Audiência Pública deverá ser convocada em situações que tenham como tema o meio ambiente, licitações e contratos administrativos, concessão e permissão de serviços públicos, serviços de telecomunicações e agências reguladoras.

Todos na comunidade são convidados a participar das discussões, dar opiniões e ouvir as respostas dos gestores públicos.

Programação da Audiência Pública do BRT
- 8h30: Assinatura da lista de presença.
- 9h: Apresentação da mesa e abertura dos trabalhos.
- 9h30: Apresentação do projeto.
- 10h30: Esclarecimentos das questões.
- 11h40: Considerações finais.
- 12h: Encerramento da Audiência.

BRT e PAC II
O conceito de BRT envolve elementos importantes, como infraestrutura, planejamento e controle operacional. O BRT é formado por estações de transferência e infraestrutura adequada, veículos articulados ou biarticulados, corredores exclusivos com espaços para ultrapassagens, embarque/desembarque pela esquerda (junto ao canteiro central das avenidas), embarque em nível, pagamento desembarcado e sistema mais seguro, rápido, eficiente e confiável.

No dia 24 de abril, Campinas foi contemplada com R$ 339 milhões do Programa de Aceleracao do Crescimento da Mobilidade Urbana (PAC II) Grandes Cidades (com população entre 1 milhão e 3 milhões de habitantes). O anúncio foi realizado pela presidente Dilma Rousseff, durante cerimônia em Brasília, no Salão Oeste do Palácio do Planalto.

Do total de recursos, o Governo Federal vai destinar R$ 295 milhões - R$ 98 milhões repassados diretamente do Orçamento Geral da União e R$ 197 milhões, por meio de empréstimo em contrato de financiamento a fundo perdido, com aplicação a juros baixos. O município deverá investir R$ 44 milhões como contrapartida.

BRT em Campinas
Os R$ 339 milhões serão utilizados para a realização do Plano de Mobilidade Urbana de Campinas. O Plano prevê, entre outras ações, a implantação de dois corredores de ônibus exclusivos à esquerda para a operação do sistema BRT, nos eixos Ouro Verde e Campo Grande.

O sistema vai operar com ônibus articulados e biarticulados e haverá interligação entre os corredores. Além disso, estão previstas as reformas do Terminal Ouro Verde e do Viaduto Miguel Vicente Cury.

No Ouro Verde serão 14,4 km de corredor exclusivo à esquerda, saindo do Terminal Central (Viaduto Miguel Vicente Cury), seguindo pela João Jorge, Amoreiras, Ruy Rodriguez e Camucim até o Terminal Vida Nova. Também haverá a reforma do Viaduto Miguel Vicente Cury, basicamente com a implantação de mais uma faixa de rolamento, em cada sentido, na ligação com a Avenida João Jorge; reforma dos terminais Central, Ouro Verde e Vida Nova; e implantação de estações de transferência ao longo do trecho. O custo estimado do projeto é de R$ 145 milhões.

Já o Corredor Campo Grande terá 17,8 km de extensão, saindo do Terminal Multimodal Ramos de Azevedo, seguindo pelo leito desativado do antigo VLT, John Boyd Dunlop e chegando ao Terminal Itajaí. As obras contemplam a construção de um terminal ao lado do Terminal Multimodal e a implantação de estações de transferência ao longo da Avenida John Boyd Dunlop. O custo estimado é de R$ 155 milhões.

A estimativa é de que em 2014 os dois corredores, Ouro Verde e Campo Grande, transportem juntos cerca de 30 mil passageiros por hora, nos períodos de pico; podendo chegar a 40 mil, nos próximos 30 anos.
Também está definido, no Plano, uma ligação perimetral entre os dois corredores, com 4 km de extensão, ligando Vila Aurocan até o Campos Elíseos, seguindo pelo leito desativado do VLT. O custo estimado da obra é de R$ 30 milhões.

Novos ônibus
Durante a Audiência Pública, novos ônibus, já com padrão BRT, serão apresentados à população. A concessionária Itajaí adquiriu 15 veículos, que irão circular na região do Campo Grande. Dois desses veículos ficarão em exposição no Paço Municipal. Durante o fim de semana prolongado pelo feriado de 9 de Julho, eles também poderão ser vistos nos terminais Central e Ouro Verde.

Os ônibus possuem 21 metros e podem transportar até 145 passageiros. Eles possuem carroceria Marcopolo montada sobre chassis Volvo. Os veículos são mais largos e altos e, com uma configuração diferenciada das poltronas, têm maior área livre e facilitam a circulação dos passageiros.
Inovações tecnológicas como acesso à internet por sistema wireless e conjuntos óticos dianteiro e traseiro com LEDs também são um diferencial. Os investimentos da empresa foram da ordem de R$ 10 milhões.

Informações: Prefeitura de Campinas

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No Recife, Mesmo após greve, situação demorou ser normalizada nesta sexta-feira

Quem precisou dos ônibus hoje pela manhã no Recife e região metropolitana, também precisou de paciência, até parecia que a greve de ônibus não tinha acabado devido a poucos coletivos em algumas regiões da cidade. Parecia até uma resistência da categoria que foi imposta a voltar hoje ao trabalho. Os intervalos estavam maiores que o de dia normais, mesmo tendo o quadro de férias, onde parte da frota não circula devido as férias escolares.



A categoria queria 30% de aumento salarial e a classe patronal havia oferecido 7,5%. Por fim, o Tribunal Regional do Trabalho estipulou um aumento de 7% e que os grevistas tenham os dias parados descontados nos salários.

A decisão revoltou os grevistas que saíram pelas ruas em protesto, acompanhados de perto pela Polícia Militar para evitar que se repetisse a cena ocorrida na noite da terça-feira (3), quando manifestantes abandonaram os ônibus na parte central da cidade, provocando tumulto. Muitos dos veículos tiveram pneus furados.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários no Estado, Patrício Magalhães, afirmou que o aumento não era o esperado, mas garantiu que a ordem judicial será cumprida. Grupo de grevistas questionou a liderança sindical e chegou a afirmar que a paralisação iria continuar.

Durante a greve, 47% da frota foi mantida em circulação. Com o aumento, o salário dos motoristas passará de R$ 1.395,00 para R$ 1.500 e o dos cobradores, de R$ 645 para R$ 690.

Fonte: Blog Meu Transporte

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No Dist. Federal, Após dia de caos, ônibus voltam a circular normalmente nesta sexta-feira

O Sindicato dos Rodoviários do Distrito Federal reafirmou que a paralisação deve acabar às 4h desta sexta-feira (5/7). No próximo domingo (8/7) haverá nova assembleia. Caso nenhum acordo seja firmado, os rodoviários prometem parar novamente na próxima semana.

Os rodoviários não trabalharam durante todo dia, reivindicando reajuste salarial de 7,88%. A paralisação pegou de surpresa muitos brasilienses e alterou o trânsito do Distrito Federal.

Para tentar amenizar o tumulto, o metrô começou a funcionar meia hora mais cedo, às 5h30, com dois trens a mais circulando em horário de pico. O trabalho desses trens extra foi suspenso às 9h, retornou às 16h30 e a previsão é retomar às 23h30, horário de maior movimento.

O metrô também alterou o embarque e desembarque na Estação Central até às 20h desta quinta-feira. As faixas exclusivas de ônibus e táxis foram liberadas para carros de passeio do fim da manhã até meia-noite. A medida foi tomada para evitar o congestionamentos nas vias EPTG, EPNB, W3 Sul, W3 Norte e Setor Policial Sul.

Com toda a frota de ônibus do Distrito Federal parada, carros, vans e ônibus que fazem transporte pirata chegaram a cobrar até R$ 20 para transportar os passageiros. Na Rodoviária do Plano Piloto, os passageiros fizeram fila para aguardar os veículos de transporte ilegal no mesmo local em que os ônibus do Departamento de Transporte Urbano do Distrito Federal (DFTrans) costumam parar.

A procura por táxis aumentou consideravelmente durante o dia. De acordo com o administrador da Rádio Táxi Distrital, Marcondes Gurgel Fernandes, o número de chamados aumentou mais de 50% durante o dia. “Fora as chamadas que não conseguimos atender, devido a grande procura e aos engarrafamentos”, completa Gurgel.

Informações do Correio Braziliense
 
 

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Primeira estação de embarque e desembarque do BRT chega a Belém

A Prefeitura de Belém (PMB) começou a instalar nesta quinta-feira (5), na Avenida Almirante Barroso com a Travessa Perebebuí, a primeira das vinte e três estações de embarque e desembarque de passageiros do projeto BRT (Ônibus Rápido). A instalação de toda a estação deve ser concluída em até 20 dias.

Segundo Leonardo Lopes, coordenador de Engenharia da Unidade de Gerenciamento de Projetos Estratégicos da PMB, as estações são compostas por duas estruturas metálicas em formato de tubo, revestidas por vidro e com ambiente refrigerado. Cada estrutura da primeira estação mede 17,18 metros de cumprimento e 2,5 metros de diâmetro e tem capacidade para abrigar até 75 passageiros.

O primeiro passo para a instalação da primeira estação é a afixação das estruturas metálicas, que em seguida recebem revestimentos de vidro, sinalização e um sistema de refrigeração.

O engenheiro Leonardo explica que, as estações têm escada e rampa para acesso de passageiros e catracas, mas não há assentos, já que o tempo de permanência em cada estação será mínimo. As estações estão sendo confeccionadas em Curitiba (PR), onde foi implantado um dos mais eficientes e modernos modelos de BRT do Brasil.

A universitária Silvana Loureiro, moradora de Icoaraci, passava próximo a obra do BRT na Almirante Barroso e comentou sobre o projeto de trânsito. "Espero que todos os transtornos valham a pena no futuro. Que esse ônibus seja rápido mesmo, já que na estação não vai ter lugar pra gente sentar", avaliou Silvana.

O projeto prevê três estações. Uma no bairro de São Brás, outra no Entroncamento e a terceira em Icoaraci, distrito de Belém. O sistema deverá atender toda a Região Metropolitana de Belém (RMB). Ao todo serão 20 quilômetros de pistas monitoradas por um Centro de Controle Automatizado.


Fonte: G1 PA
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Em BH, Cobradores ficam sem vaga no sistema BRT

Depois de passar pelas comissões de Legislação e Justiça e Desenvolvimento Econômico, Transporte e Sistema Viário, o Projeto de Lei 2.444/2012, que prevê a extinção de cobradores dos ônibus articulados do BRT, foi aprovado em primeiro turno pela Câmara Municipal de Belo Horizonte. Conforme o Estado de Minas adiantou em reportagem publicada em 1º de junho, a implantação do novo sistema de transporte pode causar uma redução de 2.967 postos de trabalho de motoristas e cobradores, o que representa 11,41% dos postos de trabalho do sistema BHBus. O dado de redução de pessoal consta de apresentação feita pelo diretor-presidente da BHTrans, Ramon Victor Cesar, no México.

A mensagem enviada pelo prefeito Marcio Lacerda à Câmara garante que os agentes de bordo serão transferidos para as bilheterias das estações de integração do sistema BRT. A previsão é de que sejam construídas 13 estações metropolitanas – uma em Betim, três em Contagem, três em Ribeirão das Neves, uma em Vespasiano, duas em Santa Luzia, uma em Ibirité, uma em Sarzedo e uma em Sabará –, além das instalações da rodoviária do Bairro São Gabriel e do Terminal Rodoviário Governador Israel Pinheiro, no Centro da capital, que atenderá apenas a ônibus metropolitanos.
Contudo, o PL aprovado deixa brechas para futuras demissões. Apesar de garantir que as concessionárias de serviço de transporte público coletivo vão reenquadrar os agentes de bordo “cujos postos de trabalho sejam extintos em bilheterias ou outras funções pertinentes”, há uma ressalva: isso ocorrerá “observada a necessidade de serviço”.

O Sindicato dos Rodoviários de Belo Horizonte e Região Metropolitana tomou conhecimento do projeto no início de junho e não imaginava que ele seria votado tão rápido. Ronaldo Batista, presidente da entidade, diz que no dia 13 foi feita uma reunião com representantes da prefeitura e que, a partir de agora, o sindicato vai participar de um fórum sobre o reenquadramento de cobradores e motoristas.

“O mais importante é termos esse fórum para discutir. Acredito que esse número será menor, porque vamos ter no máximo 300 ônibus articulados, o que não substitui 1,5 mil ônibus convencionais. Mas nesse mundo tecnológico os trabalhadores estão sempre em desvantagem, por isso, vamos acompanhar de perto o que vão colocar nessa lei e, se preciso, vamos mobilizar a categoria”, afirma Ronaldo.

O projeto do BRT prevê o transporte de 750 mil do 1,2 milhão de passageiros diários do sistema público de transporte, reduzindo em 49% o número de ônibus que circularão nos seus corredores. O Projeto de Lei prevê que a aquisição de créditos e cobrança das passagens serão feitas nas bilheterias dos terminais, nos moldes das estações de metrô. Já nas linhas alimentadoras e troncais o sistema de cobrança não será alterado.

A BHTrans respondeu por meio de sua assessoria que só vai comentar a mudança após ser comunicada pelo Executivo. As entidades que representam os donos das empresas de ônibus – Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte (Setra-BH) e o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros Metropolitano (Sintram) também não quiseram se pronunciar.


Tarifas
Conforme mostrou a reportagem publicada pelo EM em 1º de junho, a redução de pessoal e a economia em outros itens do quadro com a composição da tarifária dos ônibus não deverá reduzir o preço das passagens. Na divisão dos custos, a mão de obra responde por 40%, o óleo diesel por 25%, o custo dos veículos por 20%, a despesa administrativa por 20% e a rodagem dos ônibus por 5%. Ou seja, 90% dos custos que formam o valor da passagem para os passageiros serão reduzidos com a introdução do sistema BRT, teoricamente permitindo que as passagens tenham seus preços reduzidos. Mas segundo a BHTrans, o órgão trabalha para “manter o valor da tarifa do BRT no mesmo valor da dos ônibus atuais”.
Previsão

750 mil

do 1,2 milhão de passageiros diários devem ser transportados pelo BRT

2.967

postos de trabalho de motoristas e cobradores podem ser extintos

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Na Bahia, Cerca de 4,5 mil veículos fazem transporte de passageiros irregular nas estradas

Quando a kombi licenciada da prefeitura de Uibaí, a 503 km de Salvador, quebrou há uma semana, o motorista Raimundo Carlos Fernandes de Souza, 58, foi convocado para conduzir 11 pessoas doentes que precisam fazer tratamento no Hospital Aristides Maltez. Detalhe: o transporte foi feito nesta quarta (4) numa van sem licença da Agerba, que regula o transporte público no estado, e sem tacógrafo – equipamento que registra a velocidade do veículo. O condutor sequer tem habilitação  para o serviço e foi autuado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF).
“Ele tem habilitação C (transporte de carga), mas é a D que o torna apto a levar mais de 10 passageiros. Isso acarreta riscos a quem está no carro”, afirmou o agente da PRF André Rodrigues no posto do órgão em Simões Filho.
O prefeito do município, Pedro Rocha, diz que houve falta de informação da Secretaria da Saúde. “Como esse motorista dirige a kombi aqui na cidade, o pessoal da secretaria achou que ele poderia dirigir esse tipo de veículo. Temos duas outras kombis que estão em viagem e tivemos que alugar o carro de um particular. Vamos pagar as multas (no total de R$ 704) e amanhã (hoje) mandarei uma kombi pegar os passageiros que ficaram em Salvador”, afirma.
Situações como essa não são isoladas. Na Bahia atuam 4,5 mil veículos clandestinos, segundo estimativa da Agerba, contra 3.350 ônibus e micro-ônibus licenciados para realizar o transporte intermunicipal. Somente entre janeiro e junho deste ano, o órgão autuou 1.661 ilegais.
Um dia após o acidente na BR-324 entre uma van clandestina e uma carreta que provocou 11 mortes, o CORREIO flagrou, em apenas 1h30, sete veículos cobrando pelo transporte de passageiros para o interior do estado, no trecho entre a saída da cidade e o posto da PRF.

Forma de atuação
Na Brasilgás, pouco antes de um ponto de ônibus, quem atua no local diz que diariamente ficam concentrados entre 20 e 30 clandestinos. “Era motorista de ônibus, mas há 13 anos fui demitido e, como não consegui emprego, comprei um carro e cobro R$ 25 por passageiro”, contou um clandestino. “Só saio com quatro para o destino. Muitos preferem carro porque, além de ser mais rápido, é mais confortável”, completa.
Ainda na região surge uma van com placa cinza, de veículo particular, e para em três pontos de ônibus até se aproximar do posto da PRF. Para escapar da fiscalização, porém, a van pega um atalho em Simões Filho e passa por uma rua atrás da PRF para sair alguns metros adiante e seguir para o destino. “Muitos fazem isso para escapar das blitze”, diz o agente Rodrigues.
E mesmo os veículos com documentos em dia e habilitação apropriada não podem parar em pontos na estrada.
Foi o caso de um motorista de uma cooperativa da região do Sisal. Ao ser abordado pela PRF, Marcone Carneiro, que levava em uma Splinter de placa JRN 3716 quatro passageiros para Conceição do Coité, a 210 km da capital, foi autuado por transporte ilegal.
“Não é porque ele é de cooperativa e tem uma licença da Agerba que pode sair pegando pessoas nos pontos de ônibus. A cooperativa só o autoriza a fretar o carro e levar os passageiros previamente contactados de um local para outro”, diz o policial. Os clientes de Marcone foram obrigados a deixar o veículo e ele foi multado em R$ 120 pela irregularidade e outros R$ 120 por ter o extintor de incêndio vencido.

Motivação
Clandestino há  12 anos, um motorista conta que consegue, em média, R$ 150 por dia. “Geralmente cobro entre R$ 25 e R$ 40 por pessoa”. Ele prefere não dizer quanto lucra, mas, calculando o valor sem contar os finais de semana, o condutor chega a faturar R$ 3 mil por mês. Quem fica na Brasilgás diz que os destinos mais procurados são Feira de Santana, Serrinha, Cachoeira e Conceição do Coité. “Mas o limite é o bolso do passageiro. Se pagar bem, posso levar ele até São Paulo, se quiser”, diz um motorista.
A clientela é fiel. Há pessoas que preferem ir até o local a tentar uma passagem na rodoviária. “Imagine sair de Mussurunga e pegar um engarrafamento danado para chegar na rodoviária e ainda pegar um ônibus que vai no pinga-pinga. Eu não gosto disso e por isso vou de particular”, ressalta a doméstica Silvana de Araújo.
Já o garçom Valney Moraes, 27, esperava um carro para ir a Feira de Santana e relata que só viaja em clandestinos indicados. “Já vim pra cá procurar um motorista certo. É de confiança. É mais rápido e mais seguro, porque o ônibus para em tudo que é lugar e pode ter assalto”, opina.

Os clandestinos garantem que o serviço nunca vai parar. “Só tem clandestino porque tem passageiro. Ninguém obriga a nos escolherem. Estamos em todos os lugares. Se a fiscalização apertar aqui, nos deslocamos para outro ponto”, informa um condutor de 42 anos que há 10 foi demitido da função em uma empresa de ônibus.
O diretor de fiscalização da Agerba, Guilherme Bonfim, afirma que coibir a prática é uma tarefa quase impossível. “Primeiro porque sempre há uma vazão. Você para um clandestino, outro passa por fora. Depois, não podemos fazer blitze o tempo todo porque causa engarrafamentos e prejudica a população. Além disso, eles sempre migram para outros pontos”, afirma.

Fiscalização de carros é mais difícil
Mais difícil ainda que fiscalizar as vans clandestinas é detectar o transporte irregular realizado por carros pequenos.  “Os ligeirinhos, como são chamados em alguns locais, são mais camuflados, pois os passageiros podem dizer que são parentes do condutor”, diz o diretor de fiscalização da Agerba, Guilherme Bonfim. Segundo a PRF, esses veículos costumam ter potência acima de 1.0.
Entre os modelos mais comuns, há opções para todos os gostos e bolsos. “Kadet, Monza e Tempra são carros velhos e que vemos muitos trafegando pela estrada com passageiros. Pelo tempo deles, sempre têm problemas de extintor e outras irregularidades. Mas entre os modelos mais novos são mais comuns para esse trabalho Doblô, Meriva e Zafira”, indica o agente da PRF André Rodrigues.
Já a Splinter, diz o policial, é o modelo mais comum de vans clandestinas. “Geralmente esses veículos têm mais problema de documentação do que de itens de segurança e peças, como os carros”. Quem atua na região da Brasilgás como clandestino garante que a tarifa de carro pequeno é maior que a de uma van. “Pelo conforto e rapidez. E ainda quem tem carro leva menos gente e tem que compensar na tarifa”, explica um motorista.

Agerba promete licitar 100 linhas até o final do anoNenhuma van nem carro pode fazer transporte de passageiros com paradas em pontos. “Nem as cooperativas. Elas atuam fretando o transporte com um grupo de pessoas previamente agendado”, explica o diretor de fiscalização da Agerba, Guilherme Bonfim.
Com vistas a regular esse tipo de transporte, a Agerba promete licitar até o final do ano 100 linhas em trechos em que as empresas de ônibus convencionais não estão interessadas em operar. “Isso trata de uma questão social para minimizar a falta de transporte público em alguns locais e ainda ajudar quem está sem trabalho”, explica o diretor de fiscalização da Agerba, Guilherme Bonfim.
Para concorrer à licitação, explica o diretor, será necessário que o condutor tenha habilitação tipo D e  um veículo com capacidade para no mínimo nove passageiros. “Empresas não poderão concorrer e o raio de atuação das vans será de 150 quilômetros. Esses veículos serão vistoriados, os motoristas vão pagar taxas e ainda obter o Certificado de Autorização de Tráfego (CAT)”, explica.
O diretor da Agerba relata ainda que haverá entre 10 e 15 vans por trecho licitado e ganha quem oferecer a menor tarifa. “Custará menos ao passageiro que o preço de um ônibus convencional. A primeira linha a operar será entre Santo Estevão/Feira de Santana. Só resta assinar o contrato e em breve estará funcionando”.
No Sudoeste, a região de Guanambi também será beneficiada e entre Senhor do Bonfim e Juazeiro está prevista uma licitação, avisa Bonfim.  “Mas carro pequeno não. Alguns clandestinos podem até reclamar, mas isso não será possível por questões de segurança e comodidade do passageiro”, avisa.

Vans usadas por falta de ônibus
Os passageiros que viajam em vans e carros clandestinos destacam que fazem isso por falta de opção. “A gente sabe que é ilegal, mas não tem jeito. Temos aqui apenas cinco opções de horários da Santana, única empresa regulamentada pela Agerba”, declara Sandra Rosa Santos, moradora de Saubara, cidade do Recôncavo de onde partiu a van que se acidentou na BR-324.
Segundo ela, os horários disponíveis para Salvador são 5h, 8h20, 13h40 e 15h20, isso de segunda a sexta-feira. Nos finais de semana, há redução da frota para os horários de 7h, 15h40 e 18h. “Quem precisa estar 7h em Salvador pega o ‘ligeirinho’ de 4h30, que às 6h30 já está na rodoviária de Salvador. Se for de ônibus, chega entre 7h30 e 7h50”, explica Sandra.
A competição é pela captação de passageiros, explica Clodoaldo Bezerra, comerciante de Saubara. “As vans ficam posicionadas às 4h nas proximidades da rodoviária da cidade. Meia hora antes de o ônibus partir para Salvador, as vans passam nos pontos e fazem a limpa. Elas só saem daqui lotadas. É comum o pessoal viajar em pé”, conta. Além das vans, carros particulares também fazem o trajeto Saubara-Salvador. “Uno, Palio, Gol e até Fiorino já vi carregar gente na caçamba”, relata.

Morre 11ª vítima

Morreu na tarde desta quarta-feira (4), a 11ª vítima do acidente envolvendo uma van que fazia transporte clandestino de passageiros e uma carreta no início da manhã de ontem na BR-324, na altura da cidade de Candeias, na Região Metropolitana de Salvador.
Segundo a Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), Jackson Alves dos Santos, de 24 anos, que estava internado no Hospital Geral do Estado (HGE), morreu por volta das 14h30. Bartolomeu de Jesus Santos, de 35 anos, que também estava no HGE, recebeu alta. Três pessoas continuam internadas, duas delas no Hospital do Subúrbio e outra no HGE.

Com informações do repórter Bruno Wendel
Fonte: Ibahia.com


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