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Série Transporte pelo Mundo Chega a Cidade de Londres

sábado, 26 de junho de 2010


O sistema de transporte público em Londres é um dos mais eficientes do mundo. O mais usado é o metrô ou “tube”, como o chamam os londrinos. Esta é a rede de transporte subterrâneo mais antiga do mundo e conta com 12 linhas e mais de 275 estações e cerca de 400 km de milhas espalhadas por toda a cidade. Apenas no centro de londres há 63. Com esta malha de metrô fica fácil o deslocamento em Londres, pois sempre haverá uma estação perto de onde queira ir.

Todas as estações têm placas grandes e visíveis, e nelas se pode conseguir um mapa com todas as demais estações e rotas das linhas do “underground” para que possa consultá-lo quando necessitar.
A rede de metrô de Londres está dividida em seis diferentes “zonas” que aparecem no mapa como circulos. A zona 1 (circulo central) representa o centro da cidade e quanto mais se distancia dela, mais zonas se percorrem e mais caro fica o trajeto. É mais barato viajar nas zonas 3, 4, 5 e 6 que nas zonas 1 e 2, mas é exatamente nestas duas zonas que estão as maiores atrações da cidade e a própria “city”, o centro de Londres, a antiga Londres. Seja como for, quando se viaja de metrô é necessário pagar por cada zona que passar.
Cada linha se diferencia por sua cor e seu nome, Geralmente só necessitamos saber qual linha tomar e de onde fazê-lo. Nas estações haverá sempre a indicação da direção dos trens como “eastbound” (direção leste), “westbound” (direção oeste), “northbound” (direção norte) ou “southbound” (direção sul), dependendo do trajeto do trem e a localização da estação para qual se vai. Os trens que no mapa vão da esquerda para direita são “eastbound”; da direita para esquerda “westbound”; de cima para baixo “southbound”; e de baixo para cima “northbound”. Além disso, na parte frontal do trem e no letreiro luminoso da plataforma se poderá ver o destino, indicado pela última parada desse trem, ou o final da linha.
O metrô não funciona nas 24 horas do dia. Começa a circular entre as 05h15min e 06h15min da manhã de segunda a sábado, e o último trem sai do centro de Londres ã meia-noite. Nos domingos, o primeiro trem sai as 07h00min da manhã e o último sai do centro de Londres entre as 23h00min e 23h30min. A hora do primeiro e do último trem depende da linha, da estação, da direção e da última parada.
As tarifas do tickets variam, sendo mais caras ou mais baratas dependendo da hora do dia em que se viaja. São sempre mais baratas depois das 09h30min (peak e off-peak respectivamente). As horas mais congestionadas são quando as pessoas se dirigem para o trabalho, pelas manhãs das 08h00min e 09h30min e a tarde , das 17h00min e 18h30min.
Se precisar fazer várias viagens, o melhor é comprar um passe diário, ou o “daily Travelcard” para uma zona determinada. A vantagem é que o Travelcard pode ser usado indistintamente para a rede de metrô, trens urbanos e ônibus, sendo que para o ônibus não vale o sistema de zonas, ou seja, o passe vale para toda Londres. O Travelcard pode ser comprado para um dia, uma semana ou um mês, sendo mais barato quanto maior sua duração.
Se você pretende ficar uma semana ou mais em londres é mais vantajoso comprar um Oyster card por £3 antes de viajar. O oyster card pode ser comprado em qualquer estação de metrô ou trem com a vantagem de que você pode reutilizá-lo, ou seja, recarregá-lo com quanto crédito desejar e também comprar passes diários, semanais, mensais e anuais. Além disso, as passagens são mais baratas quando compradas através dele. Para se ter um exemplo, uma passagem única de ônibus custa £2, mas você pode pagar apenas £0,90 se comprá-la com o oyster card.

Ônibus

O ônibus de Londres é um dos London 's principais ícones, o arquétipo traseiro vermelho de entrada de duplo-deck Routemaster sendo reconhecido no mundo inteiro. Embora o Routemaster já foi amplamente eliminados do serviço, com apenas duas rotas do património continuam a utilizar os veículos, a maioria dos autocarros em Londres ainda são vermelhos e, portanto, o ônibus vermelho continua a ser um símbolo da cidade.

A maioria dos autocarros locais dentro de Londres formar uma rede gerida pela London Buses,um braço do Transport for London, embora a maioria dos serviços são operados pelo setor privado as empresas sob contrato com a London Buses. Com a introdução da taxa de congestionamento de Londres em Londres e em horários de pico, porque o metrô está operando na capacidade máxima, o serviço de ônibus muitas melhorias foram realizadas, e serviços de autocarros central estão actualmente a beneficiar de uma espécie de ressurgimento.
Embora a entrada traseira duplo-deck Routemaster é o ônibus de Londres arquetípica, os números têm diminuído muito rapidamente devido à sua idade (o mais velho estão agora mais de 50 anos), a sua incapacidade para aceitar a cadeira de rodas ou carrinhos de bebé , e sua exigência de uma duas pessoas da tripulação. Conforme descrito abaixo, Routemasters estão restritas a duas rotas do património. Todos os outros serviços de ônibus locais são agora operadas por ônibus moderno com piso baixo, que pode ser de um único pavimento ou double-deck. Alguns dos ônibus baralho são articulados e conhecidos localmente como autocarros articulados. Bendy ônibus têm três conjuntos de portas, e os passageiros com bilhetes da estação ou cartões Oyster podem embarcar autocarros articulados utilizando um conjunto de portas.


A maioria dos ônibus que operam em Londres tem dois conjuntos de portas, e embarcar no ônibus com a porta da frente e saia pela porta traseira, enquanto que alguns ônibus em rotas menos ocupadas têm apenas uma porta. Todos estes ônibus estão em conformidade com o Disability Discrimination Act, e pode aceitar passageiros em cadeiras de rodas e outros deficientes de mobilidade dos passageiros.
Algumas linhas de ônibus local na área externa de Londres atravessar a fronteira de Londres. serviços de ônibus de Londres que cruzam a fronteira tem padrão de ônibus vermelhos, e praticam tarifas de Londres, pelo menos dentro do limite. Ônibus fora de Londres que se cruzam em Londres estão em seus esquemas de operadores própria cor, e não pode aceitar as tarifas de Londres, mesmo dentro do limite.
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Londres planeja frota de ônibus híbridos para cortar emissões de carbono

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

8.000 ônibus de Londres estão a receber uma reforma ecológica em um esforço para reduzir as emissões de carbono na capital pelo quarto durante a próxima década.
Ken Livingstone, prefeito de Londres, quer que todos os novos ônibus a partir de 2012 para ser executado em motores híbridos, que geram dióxido de carbono de 40% menos do que seus antecessores movidos a diesel. O objetivo é colocar 500 ônibus híbridos nas estradas de Londres a cada ano, com o objectivo de criar uma frota verde. "Nós levamos muito a sério o nosso papel na redução das emissões de CO2 e combater as alterações climáticas", disse Peter Hendy, o comissário de transportes de Londres. "Estamos enviando uma mensagem clara para Londres e do setor dos transportes que nós somos sérios sobre isso."
Ônibus híbrido utiliza uma bateria, apoiados por um motor a diesel.
Um estudo de seis ônibus híbridos teve problemas em Londres, este ano, quando os motores a diesel superaquecido, forçando a retirada temporária dos veículos, que decorreu na rota 360 entre Elephant and Castle e Kensington.
O transporte é um importante contribuinte para as emissões de gás carbônico, responsável por 20% de todo o CO2 gerado pelo capital. Ônibus criar cerca de 5% de todas as emissões provenientes dos transportes.
Uma frota totalmente híbrido iria produzir 200.000 toneladas de carbono menos a cada ano. Londres é com o objetivo de reduzir as suas emissões de carbono em 20% até 2020, subindo para 60% até 2050, níveis que estão em linha com as metas do governo de carbono. Tony Bosworth, militante de transporte na Amigos da Terra, saudou a iniciativa, mas pediu Transport for London para adoptar mais ônibus movidos por células combustíveis de hidrogênio, que não emitem carbono. "Reduzir as emissões dos ônibus é uma parte importante da luta contra as alterações climáticas. Ônibus híbridos são um bom passo na direcção certa, mas esperamos Transport for London  vai aumentar a quantidade de ônibus com emissão zero movidos a hidrogénio que eles usam."
Transport for London espera sua frota all-verde para incluir ônibus movidos a biocombustível, bem como híbridos e veículos movidos a hidrogénio. Ele espera para subsidiar a introdução de mais ônibus híbridos no próximo ano, em parceria com uma das operadoras de ônibus da capital. No entanto, não se pode acelerar o programa, pois os fabricantes não produção em massa de modelos híbridos, devido à falta de demanda.
Transport for London espera que a metas de 2012, apoiado por subsídios do contribuinte, vai impulsionar a produção de autocarros mais eficientes.
Fonte: Guardian
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Emdec inicia sinalização do Sistema Cicloviário Londres / Garcia / Aurélia

quinta-feira, 10 de julho de 2025

A Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec) iniciou, nesta semana, a sinalização do Sistema Cicloviário Londres / Garcia / Aurélia. As rotas (ciclovias, ciclofaixas e calçadas partilhadas), que já estão implantadas nos bairros e realizam a conexão entre elas, recebem uma sinalização específica, em pontos estratégicos.

São dois tipos de placas de sinalização. As placas previstas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), que indicam a direção das rotas cicloviárias, extensão e tempo de percurso. E uma placa, com o nome do sistema cicloviário e um QR Code, que direciona para o site da Emdec, na seção do mapa cicloviário.

O mapa oferece várias informações sobre todas as ciclovias em operação, no município. Por meio dele é possível saber quais as características de cada rota, extensão, bairros atendidos e fazer um passeio virtual, usando a ferramenta “street view”.

O Sistema Cicloviário Londres / Garcia / Aurélia tem cerca de 10 km. O percurso terá sete pontos de sinalização, cada um com uma placa de orientação das direções e rotas; e uma placa “promocional”.

Conheça o Sistema Cicloviário Londres / Garcia / Aurélia
O Sistema Cicloviário Londres / Garcia / Aurélia é formado pela interligação das rotas cicloviárias Aurélia (2,3 km), Garcia / Aurélia (1,7 km), Garcia / Londres (1,84 km) e Opasa (3,7 km). Basicamente, partindo da avenida John Boyd Dunlop, ao lado da Estação BRT Aurélia, onde há paraciclos, ele segue pela ciclofaixa ao longo da avenida Império do Sol Nascente, chegando até a avenida Brigadeiro Rafael Tobias de Aguiar, onde há ciclovia no canteiro central.

Neste ponto há derivações: ou seguindo pela ciclovia da avenida; ou acessando a rota Garcia / Aurélia, pela rua João Silveira Bello. Desse ponto, segue pela via, passa por baixo da Rodovia Anhanguera (SP-330), cruza o Ribeirão Piçarrão e segue pela rua Agenor Topinel e avenida Padre Manoel de Nóbrega até o cruzamento com a avenida Transamazônica.

Na avenida Transamazônica há derivação em direção à ciclovia Opasa, que começa entre as vias Cormorão e Canário, no bairro Vila Padre Manoel de Nóbrega, próximo ao Campus II da PUC Campinas; ou para a rota Garcia / Londres. A Opasa segue pela faixa de dutos da Transpetro, atravessando a avenida John Boyd Dunlop e chegando até a região do Ouro Verde, na rua Madre Eduarda Shafers, próximo à avenida Carlos Lacerda (perto do Terminal Vila União e do Terminal BRT Santa Lúcia).

A Garcia / Londres dá acesso à avenida John Boyd Dunlop, no entroncamento com as ruas Godofredo Batista Carvalho e Ataúlfo Alves, segue pela praça Lo Schiavo, até o cruzamento com a avenida Ibirapuera. Daí até o cruzamento com a rua Millôr Fernandes, onde conecta-se com a Opasa.

Conheça outros sistemas cicloviários do município

- Sistema Cicloviário Campo Grande
1) Interligação das rotas cicloviárias Campina Grande / São Luiz, Parque Floresta, praça João Amazonas / Terminal Itajaí e praça da Concórdia, chegando ao Terminal BRT Campo Grande.

2) Interligação das rotas cicloviárias Florence II, Florence II / Pirelli, Pirelli / Sirius, Pirelli / Satélite Íris, Bela Aliança 1 e Bela Aliança 2.

- Sistema Cicloviário Ouro Verde – Vila União
Traçado da rota cicloviária na Vila União.

- Sistema Cicloviário Barão Geraldo
Interligação das rotas cicloviárias existentes no Distrito.

- Sistema Cicloviário Sousas / Joaquim Egídio
Interligação das rotas cicloviárias da Vila Santana (Distrito de Sousas) até a Toca da Mangava (Distrito de Joaquim Egídio).

- Sistema Cicloviário Parque Prado / Nova Europa
Interligação das rotas das vias Washington Luiz, Baden Powell e Parque Prado. Possibilita o acesso à ciclovia da Coudelaria, que chega até Valinhos; a à ciclovia da avenida Prefeito Magalhães Teixeira, chegando até o São Bernado / Parque Industrial.

- Sistema Cicloviário São Fernando / Flamboyant
Interligação das rotas cicloviárias Nova Campinas / Flamboyant, Nova Campinas / São Fernando e José Bonifácio.

- Sistema Cicloviário EsPCEx / Taquaral
Interligação das rotas cicloviárias da Escola Preparatória de Cadetes do Exército (EsPCEx), Amarais, Theodureto de Almeida Camargo e Taquaral / Arautos.

Informações: EMDEC

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No ritmo atual, SP levaria 172 anos para ter metrô como o de Londres

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

O cálculo foi feito pela BBC Brasil com base nos dados de extensão atual dos sistemas e dos anos de existência de cada um. O sistema da capital paulista, inaugurado em 1974, tem hoje 74,3 quilômetros de extensão - numa média de expansão de 1,91 quilômetro por ano. O metrô de Londres, em operação desde janeiro de 1863, tem uma expansão média de 2,68 quilômetros por ano.

Se esse ritmo de expansão do metrô paulistano fosse mantido ao longo de 150 anos a partir de sua inauguração, a rede chegaria a uma extensão total de 286 quilômetros, ou 71% da extensão atingida pelo metrô londrino no mesmo período de tempo.

A maioria dos outros sistemas de metrô brasileiros tem um quadro ainda pior do que o de São Paulo.

O único sistema com ritmo médio de expansão mais acelerado do que o de Londres é o de Brasília, inaugurado em 2001 e que conta atualmente com 42,4 quilômetros de extensão. Nesse período, o metrô se expandiu a um ritmo de 3,53 quilômetros por ano e precisaria de apenas mais 102 anos para chegar aos 402 quilômetros atuais do metrô de Londres.

Segundo os cálculos feitos pela BBC Brasil, o metrô do Rio de Janeiro precisaria de mais 300 anos para chegar à extensão atual do metrô de Londres, o de Recife precisaria de 257 anos, o de Porto Alegre, 305 anos, o de Belo Horizonte, 358 anos, e o de Teresina, 641 anos.

Questões técnicas

A comparação não levou em consideração o tempo de construção dos sistemas antes da inauguração - o de Brasília, por exemplo, ficou em obras por nove anos antes da abertura ao público e teve sua inauguração prevista adiada várias vezes.

Também não foram consideradas outras questões técnicas como a dificuldade de construção em cada terreno, exigências legais e ambientais de cada local que podem atrasar ou acelerar as obras e as realidades de cada cidade em relação a população, área e necessidades de transporte.

Os dados comparados pela BBC Brasil indicam ainda uma diferença no ritmo de expansão se for considerado o número de estações abertas desde a inauguração da rede. O metrô de Londres tem um total de 270 estações - uma média de 1,8 estação aberta por ano de existência.

O metrô de São Paulo, com 64 estações, teve 1,64 estação aberta a cada ano - o segundo maior ritmo de abertura de estações entre os metrôs brasileiros, atrás somente do de Brasília, com duas estações aberta por ano de existência.

O metrô do Rio de Janeiro abriu em média 1,03 estação por ano, o de Recife abriu 1 estação por ano, o de Porto Alegre 0,71 estação por ano, o de Belo Horizonte abriu 0,70 estação por ano e o de Teresina, que tem apenas nove estações, abriu 0,38 estação a cada ano de existência.

Comparação global
O mau desempenho do desenvolvimento dos sistemas de metrô brasileiros fica ainda mais evidente quando eles são comparados em uma lista de todas as redes de metrô em funcionamento no mundo. Para a comparação, foram descartados os sistemas inaugurados há menos de dez anos, para reduzir os riscos de desvios estatísticos.

A lista compilada pela BBC Brasil indica que o metrô de Xangai, na China, inaugurado em 1995, é o que tem o maior ritmo de expansão média do mundo, com 24,3 quilômetros e 16,2 estações inaugurados a cada ano.

O sistema de Xangai, com 437 quilômetros de extensão, já ultrapassou a extensão do metrô de Londres e levou apenas 16,6 anos desde sua abertura para atingir o tamanho da rede da capital britânica.

Inaugurado em 2002, o metrô da capital da Índia, Nova Déli, tem a segunda maior média de expansão mundial, com uma média de 17,6 quilômetros abertos por ano. Em menos de 11 anos, o metrô de Nova Déli já tem mais que o dobro da extensão do metrô de São Paulo, com 193 quilômetros de linhas no total.

O metrô de Seul, na Coreia do Sul, foi inaugurado no mesmo ano que o de São Paulo - 1974 -, mas sua expansão média em seus quase 39 anos de existência é a terceira maior do mundo, com 14,33 quilômetros abertos a cada ano. Com isso, a cidade tem hoje a maior rede do mundo, com 558,9 quilômetros de extensão.

Em seu ritmo médio de expansão desde a inauguração, o metrô de São Paulo ainda precisaria de mais 254 anos para chegar à extensão atingida pelo metrô de Seul em menos de quatro décadas. Mesmo a rede de Brasília, que tem a maior média de expansão entre os sistemas brasileiros, precisaria ainda de mais 146 anos para se igualar à rede atual da capital sul-coreana.

Entre os sistemas de metrô em países latino-americanos, o da Cidade do México, inaugurado em 1969, é o de maior extensão, com 226 quilômetros de linhas no total e o décimo maior ritmo de expansão do mundo, com 5,14 quilômetros a mais em média por ano.

Mas a comparação indica ainda que a expansão das redes de metrô é irregular. O sistema mais antigo da América Latina, em Buenos Aires, que completa neste ano seu centenário, tem hoje apenas 48,5 quilômetros de extensão, com um ritmo de expansão médio de 0,68 quilômetro por ano.

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Londres dá show de mobilidade urbana para Olimpíadas

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Enquanto as obras da Linha 4 do metrô do Rio de Janeiro, que vai ligar a Zona Sul da cidade à Barra (local que receberá grande parte dos Jogos Olímpicos de 2016), ainda estão em andamento, Londres, palco olímpico no ano que vem, dá um verdadeiro show de mobilidade urbana. O objetivo dos organizadores é fazer com que todos os turistas e atletas utilizem transportes não poluentes, principalmente metrô e bicicleta.
Ao todo, o metrô de Londres oferece 11 linhas, além de suas integrações com outros tipos de transportes, como o London Overground (serviço ferroviário que serve ao Subúrbio). Praticamente todos os pontos que receberão competições têm à sua disposição um transporte eficiente.
Principal instalação dos Jogos, o Estádio Olímpico tem em frente uma estação de DLR (metrô na superfície de Londres), além de estar bem próximo ao metrô de Stratford.
É possível desembarcar no aeroporto de Heathrow, o principal de Londres e um dos mais movimentados do mundo, e seguir para o Estádio Olímpico sem colocar os pés em ônibus ou carros. Para isso, é preciso passar por duas linhas de metrô. Para uma maior comodidade, há a opção ainda de tomar o metrô na superfície e descer em frente ao estádio.
Apesar da vasta linha de metrô, os ingleses incentivam muito a caminhada e o uso de bicicletas "Esqueça o trânsito. Esqueça o ruído! Explore os muitos quilômetros de ciclovias em Londres" diz um cartaz que incentiva o uso das bicicletas nas Olimpíadas.
As autoridades criaram cinco rotas de caminhadas e mais cinco para o uso de bicicletas em Stratford, local que abrigará os Jogos. Todas as rotas são sinalizadas informando o trajeto até o Parque Olímpico.



Fonte: Olimpiadas 2012

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Metrô de Londres "O mais anitigo do mundo" completa 150 anos

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Meio de transporte e ícone turístico, o metrô de Londres completa 150 anos no próximo dia 9 de janeiro.

Ao longo de sua história, o sistema que é o mais antigo do mundo -- foi se tornando um dos símbolos da cidade.

Lojas de souvenirs estão repletas de ímãs, camisetas, canecas e todo tipo de produto com o seu símbolo e o clássico aviso "Mind the Gap" (Cuidado com o vão).

Para homenagear o “tube”, como ele é conhecido pelos britânicos, a cidade terá diversas comemorações, que durarão o ano todo.

Sua primeira viagem, realizada em 9 de janeiro de 1863, será recriada nos dias 13 e 20 de janeiro, com trens restaurados para a ocasião.
Esse trajeto será feito usando a locomotiva a vapor n° 1 do sistema e um carro que é considerado o vagão subterrâneo em funcionamento mais antigo do mundo.

Ao longo do ano, outros trajetos comemorativos com trens a vapor serão realizados em estações históricas da rede.

De fevereiro a outubro, o Museu do Transporte de Londres vai sediar a exposição “Poster Art 150: London Underground’s Greatest Designs”, com cartazes publicitários do metrô de Londres desde 1908.

As celebrações também incluirão palestras, exibições de filmes temáticos nas estações e um lançamento literário.

A editora Penguin Books vai lançar uma série de 12 contos de escritores conhecidos, cada um baseado em uma linha de metrô diferente.

Uma linha especial de souvenirs foi criada ainda para o aniversário. Há desde abotoaduras e utensílios de vidro a reproduções de cartazes.

A programação completa com os eventos comemorativos dos 150 anos do metrô pode ser conferida no link www.ltmuseum.co.uk/whats-on/tube150.

Conheça o metrô de Londres (informações da VisitBritain):

Números:
- Ele tem 270 estações
- Transporta 1.107.000 passageiros por ano
- Sua velocidade média é de 33 km/h
- Cada trem percorre 184.269 km por ano
- A rede metroviária tem 402 km de extensão
- A estação mais movimentada é Waterloo, onde embarcam 57 mil pessoas durante as três horas de pico do período da manhã. Ela também é a que recebe mais passageiros por ano: 82 milhões.

Curiosidades:
- Albus Dumbledore, personagem da série Harry Potter, tem uma cicatriz com o formato do mapa do metrô logo acima do joelho esquerdo.
- A estação desativada de Aldwych é exibida com frequência nas telas de cinema. Já serviu de locação para cenas de Superman IV: em Busca da Paz, Desejo e Reparação e V de Vingança.
- A cada dia, mais de mil pessoas esquecem algo no metrô londrino. Os objetos são enviados para um escritório no subsolo da Baker Street, que armazena em média 200 mil objetos perdidos. Alguns itens estranhos que já foram esquecidos por lá são espadas de samurai, dentaduras, três morcegos mortos e uma lancha de 14 pés. Após três meses, os itens não reclamados são vendidos em leilão ou doados.

Informações: g1.globo.com

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Londres deve lançar novo ônibus de 2 andares em 2012 e ampliar metrô

terça-feira, 23 de novembro de 2010

A estação de metrô e trem de Stratford é a que servirá o Parque Olímpico de Londres em 2012, portanto o plano do governo é que ela seja especialmente renovada até lá.
Para chegar lá, que fica do lado leste da cidade, estão em processo extensões das linhas de metrô das regiões norte e sul para chegar direto ao leste.
Deste modo, não seria preciso sempre passar pelo centro de Londres no caminho.
Em 2012, também deve ser lançado um novo modelo do tradicional ônibus de dois andares inglês. Segundo o governo, ele será mais sutentável, acessível e climatizado.
Há alguns anos, um modelo de dois andares antigo, com estrutura aberta por cima, foi aposentado, mas o modelo fechado continua em circulação.

BIKE
Como "maneira de promover a saúde e a sustentabilidade em Londres", um sistema público de aluguel de bicicletas começou neste ano na região central da cidade --como ocorre em São Paulo.
O sistema possui 6.000 bicicletas e 400 pontos de aluguel. Mais de 1 milhão de viagens foram registradas nas primeiras dez semanas de seu funcionamento.

ACESSIBILIDADE
Londres tem a maior frota de ônibus acessível do mundo, e todo táxi na cidade é acessível a cadeirantes, segundo o Visit Britain.
Apenas 25% das estações de metrô tem acesso sem degraus --mas a rede de trens de superfície DLR, no leste da cidade, afirma-se 100% acessível.
Além disso, toda a rede de trens foi modificada para atender melhor a pessoas com diferentes deficiências, com treinamento específico para os funcionários.

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Em Londres, metrô se sai bem durante as Olimpíadas

quarta-feira, 8 de agosto de 2012


A cena aconteceu por volta das 9h de terça-feira na estação Victoria do metrô de Londres, no Centro da cidade, e foi acompanhada pelo GLOBO. Com o saguão principal lotado de passageiros que vinham de bairros afastados e precisavam continuar viagem, e de turistas que se atrapalhavam para passar os tíquetes pelas catracas, a Transport of London tomou uma decisão para evitar um tumulto: liberou a passagem de centenas de usuários, por menos de um minuto, sem exigir pagamento. A situação já ocorreu algumas vezes em estações no entorno do Parque Olímpico. Manter o metrô funcionando bem em tempos olímpicos é um desafio e tanto. Mas a Transport of London — empresa subordinada ao prefeito de Londres — tem conseguido absorver o aumento de passageiros.

O metrô londrino foi fundado em 1863 e é o mais antigo em operação no mundo. Ao todo, são 13 linhas. Parte delas são subterrâneas e as demais operam como VLTs (bondes modernos). Em média, três milhões de pessoas passam pelas 275 estações do metrô diariamente. O sistema não está livre de falhas, mas, quando elas ocorrem, a empresa dá uma aula de transparência da informação. Pela internet e nas estações, o passageiro pode consultar se os trens estão no horário e, em caso de falha, saber qual foi o motivo da parada e o tempo previsto para o sistema voltar ao normal.

Voluntários orientam passageiros
Durante os Jogos Olímpicos, a empresa reforçou o pessoal nos corredores de acesso onde existem mapas. O funcionário aborda os usuários que mostram dúvida sobre que direção tomar. Da catraca para fora, essa tarefa fica com voluntários. No entorno de Piccadilly Circus, uma das maiores estações de Londres, O GLOBO contou 15 voluntários numa única tarde na semana passada. Eficiência, no entanto, nem sempre é sinônimo de conforto: os trens mais antigos só dispõe de sistema de calefação. Em julho, às vésperas dos Jogos, a temperatura chegou a 30 graus e o calor em alguns trens era intenso.

A Transport of London também faz uma campanha para que o usuário evite as estações de maior movimento nos horários das competições. Folhetos tentam ainda estimular a população, durante os Jogos, a caminhar em vez de usar o metrô.

Fonte: O Globo


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Ciclovias implantadas em Londres dobram uso de bicicleta na capital

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Uma pesquisa feita pelo Conselho de Transporte de Londres, na Inglaterra, mostrou que os 40 km quilômetros de ciclovias implantados por toda a cidade, em meados de 2010, já estão dando resultado. Segundo o documento, o número de viagens feitas de bike na capital aumentou 70% desde então.
Em algumas regiões o aumentou passou dos 100% durante o horário de pico, diz a pesquisa. Uma enquete feita com os moradores das regiões onde as ciclovias foram construidas revelou um aumento de 34% de novos ciclistas apenas um mês após a inauguração das pistas.
Além disso, um em cada dez ciclistas disse ter aumentado o número de viagens de bike, três em cada dez compraram equipamentos de ciclismo e três quartos dos ciclistas se sentem mais seguros para transitar de bicicleta pela capital inglesa.
Segundo o diretor do Conselho de Transporte, Kulveer Ranger, os resultados reforçam o objetivo da prefeitura em aumentar o uso de bicicletas como meio de transporte. "Esta pesquisa mostra que as pessoas acreditam na importância das ciclovias, isso as torna mais seguras e permite um caminho direto até o centro de Londres”, ressalta Ranger.
Para manter a onda de bikes que vem invadindo as ruas da cidade, a prefeitura pretende investir £116 milhões entre os anos de 2010 e 2011 na infraestrutura ciclística local, em treinamento, promoção e educação.
Até o momento, já foram implantados 40 km de ciclovias, 94 pontos de parada, 46 junções de faixas, 39 espelhos de segurança, além de 2.372 vagas de estacionamento para bikes e 1.362 horas de aulas de ciclismo.
Os planos para o futuro da capital são ainda mais ambiciosos. A prefeitura pretende aumentar em 400% o número de ciclistas na cidade até 2025, em comparação aos índices de 2000, ou seja, 1 milhão de viagens por dia.
A ação faz parte de um projeto batizado de “Revolução das bicicletas” e que visa transformar Londres na capital mundial dos ciclistas. Outras ações, como a implantação de um sistema municipal de aluguel de bicicletas, unidades policiais especiais para ciclistas e 66 mil vagas de estacionamento para bikes, também estão planejadas e devem estar prontas até 2012.


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Novo ônibus elétrico em Londres carrega em apenas 6 minutos

segunda-feira, 9 de dezembro de 2024

Na tentativa de modernizar o transporte público e reduzir as emissões de carbono, Londres, na Inglaterra, apresentou uma frota de 20 novos ônibus elétricos que impressionam tanto pelo design quanto pela eficiência. Capazes de recarregar cerca de 20% de suas baterias em apenas seis minutos, esses veículos marcam um avanço significativo na mobilidade urbana sustentável. As novidades já operam em uma das rotas mais longas da cidade, a linha 358, que cobre 15 milhas (aproximadamente 24 quilômetros), segundo informações da FastCompany.

De longe, os novos ônibus lembram bondes modernos, com um formato aerodinâmico e rodas parcialmente ocultas. Segundo Andy Derz, gerente de desenvolvimento de negócios da Irizar e-mobility, empresa espanhola responsável pelo design, o veículo não passa despercebido nas ruas. "Muitas pessoas na calçada olham e dizem: ‘Uau, o que é isso?’", comenta. A aparência diferenciada atrai mais passageiros, contribuindo para a popularização desse modelo de transporte.

Além da estética, os ônibus foram projetados pensando no conforto e na segurança dos passageiros. Portas deslizantes, grandes janelas que iluminam o interior e assentos mais confortáveis ajudam a criar um ambiente espaçoso e agradável. "É muito mais claro e amplo, o que dá uma sensação de espaço, algo essencial em uma cidade onde os ônibus estão sempre cheios", explica Derz. Outras características incluem um sistema de iluminação ambiente que muda conforme as estações do ano, telas que exibem as próximas paradas e portas rebaixadas para facilitar o embarque.

Carregamento rápido e eficiência operacional
O principal destaque desses ônibus elétricos é o sistema de carregamento rápido, chamado de “oportunidade de carga”. No final de cada trajeto, os motoristas posicionam o veículo sob um carregador aéreo e ativam o sistema com um simples toque de botão. Em seis minutos, os ônibus recebem energia suficiente para continuar o percurso. Embora a carga completa ocorra à noite, o carregamento parcial durante o dia elimina a necessidade de retornos frequentes às garagens, otimizando a operação e reduzindo custos.

“Essa tecnologia permite que os motoristas mantenham os veículos em operação por mais tempo, reduzindo o número de ônibus necessários na rota e liberando recursos para outros investimentos no sistema de transporte público”, explica Lorna Murphy, diretora de ônibus da Transport for London (TfL). Além disso, as baterias menores reduzem o peso dos ônibus, o que pode contribuir para diminuir os custos de produção.

Segurança e sustentabilidade no transporte urbano
A segurança também foi uma prioridade no design dos novos veículos. A frente arredondada ajuda a minimizar o impacto em pedestres e ciclistas em caso de colisões, desviando-os para as laterais em vez de aprisioná-los sob o veículo. Outras inovações incluem câmeras no lugar de espelhos retrovisores, avisos sonoros externos e limitadores automáticos de velocidade.

Londres já possui mais de 1.700 ônibus elétricos em operação como parte de seu plano de transição para uma frota completamente zero emissões até 2034. A linha 358, que conecta Crystal Palace a Orpington, é a primeira a adotar os modelos da Irizar. Essa iniciativa faz parte de um esforço maior da cidade, que inclui a criação de novas faixas exclusivas para ônibus e a implantação da Superloop, uma rede de 10 rotas expressas lançada no ano passado.

Nos Estados Unidos e em outros países, onde o transporte coletivo muitas vezes enfrenta resistência, soluções como essa podem transformar a percepção pública. Embora os ônibus ainda sejam frequentemente vistos como inferiores aos trens, o design futurista e a experiência aprimorada podem ajudar a mudar essa narrativa. “Bons exemplos como o de Londres mostram que é possível tornar o transporte público não apenas eficiente, mas também atrativo e sustentável”, conclui Murphy.

Informações: EXAME

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Preço do Riocard paras os Jogos Olímpicos causa polêmica

quarta-feira, 29 de junho de 2016

É uma matemática que pode se mostrar nada vantajosa ao bolso. Futuros espectadores dos Jogos têm chegado a essa conclusão diante dos preços do Riocard especial, à venda desde a semana passada. Durante a competição, o bilhete será o único aceito no BRT Transolímpico (Vila Militar-Recreio) e na Linha 4 do metrô (Ipanema-Barra). É exclusivamente com ele também que passageiros embarcarão em serviços especiais de ônibus que sairão do Jardim Oceânico e de Vicente de Carvalho (esse último pelo caminho do BRT Transcarioca) rumo ao Parque Olímpico. O problema é que o cartão mais barato custa R$ 25, para uso ilimitado por um dia. Valor que pode deixar a viagem até R$ 17,40 mais cara para quem precisar de apenas um ônibus para ir e outro para voltar.

— É muito caro. Já comprei os ingressos, a prefeitura gastou para fazer as obras das arenas... Agora temos que pagar mais essa conta? Acho um absurdo, levando em conta que uma passagem de ônibus custa R$ 3,80 — criticou o fotógrafo Diego Mendes, que sairá de Copacabana para assistir a partidas de basquete e handebol no Parque Olímpico.

MAIS ALTERNATIVAS

Além do bilhete de um dia, há outras duas opções: três dias consecutivos (R$ 70) e sete dias seguidos (R$ 160). Em seus respectivos períodos, todos podem ser utilizados ilimitadamente, quantas vezes for necessário, tanto nos serviços especiais dos Jogos quanto nos ônibus comuns, nas linhas 1 e 2 do metrô, nos trens e no VLT. Mas, garante o secretário municipal de Coordenação de Governo, Rafael Picciani: esses cartões não impedem que o público chegue às competições olímpicas no transporte regular da cidade, pagando as tarifas normais, em dinheiro ou com o Bilhete Único Carioca.

É fato que os serviços especiais — os que só aceitam só o Riocard olímpico — serão os mais rápidos e os que deixarão os espectadores mais perto de algumas arenas. No entanto, exemplifica Picciani, se alguém tiver um ingresso para o Parque Olímpico, poderá utilizar os ônibus regulares do BRT Transcarioca, saltar na estação Rio 2, na Avenida Embaixador Abelardo Bueno, e caminhar alguns metros até a arena. Já quem for ao Complexo de Deodoro pode usar normalmente os trens dos ramais de Deodoro, Santa Cruz ou Japeri, além dos ônibus regulares que levam à região.

— O sistema de transportes da cidade vai operar normalmente. Se alguém não quiser comprar o Riocard olímpico, não precisa. Acredito que o carioca vai fazer as contas e saber o que é mais proveitoso. Mas, se decidir utilizar o bilhete da Rio 2016, terá essa opção. Nesse caso, vai ter (serviços com) mais conforto, o que se presume, talvez, um custo maior.

Mas na própria página do Riocard no Facebook já surgiram críticas e dúvidas. “Para muitos cariocas não terá sentido adquirir o cartão para ir a apenas um evento em um dia”, escreveu um internauta. Outro lembrou que comprou ingressos para competições em dias alternados, questionando se precisaria, então, obter três bilhetes unitários. Queixas que se multiplicaram nas ruas.

— Comprei entradas do basquete para mim e dois filhos. Se eu quiser usar o metrô da Linha 4, saindo da Zona Sul, precisarei desembolsar R$ 75, para apenas um dia. É inviável — reclamou André Rodrigues.

Por outro lado, Picciani lembra que, em edições do Rock in Rio, cerca de 40 mil pessoas por dia escolheram o cartão do Transporte Primeira Classe do festival, em ônibus executivos. Agora, na Olimpíada, os ônibus especiais serão os articulados do BRT. Mas, com os cartões validados para uso ilimitado, o mesmo Riocard poderá ser usado para outras finalidades, como chegar a uma atração turística ou ir e voltar do trabalho.

EM LONDRES, GRATUIDADE

Apesar de apontar possíveis benefícios do bilhete olímpico, o secretário reconhece que, em Jogos anteriores, como Londres 2012, os ingressos da competição já davam direito aos espectadores usarem o transporte público, sem custo adicional. No Rio, explica Picciani, a multiplicidade de governos e consórcios que administram o sistema prejudicou que se chegasse a um termo parecido. Segundo o ele, então, partiu Comitê Rio 2016 a demanda para criar o Riocard especial.

— O cartão será ainda mais útil para o visitante que não conhece o sistema de transportes da cidade e pretende ir a mais de um destino por dia. O Rio sempre quis ter bilhetes do tipo para os visitantes, como outras cidades do mundo têm. Há a possibilidade de mantermos esse modelo para o futuro — diz Picciani, que no fim de semana testou pela primeira vez as vias do BRT TransOlímpico.

A própria Londres, assim como Barcelona, são exemplos de ex-sedes olímpicas que adotam os cartões de uso ilimitado por períodos específicos. Um bilhete diário na capital inglesa custa a partir de 12,10 libras (o equivalente a R$ 54). Na cidade espanhola, o bilhete para dois dias é vendido a €14 (cerca de R$ 52,30, ou R$ 26,18 por dia).

Em valores totais, portanto, em ambas as cidades os bilhetes são mais caros do que o carioca. Comparando com o preço de uma única passagem, contudo, o RioCard olímpico mais barato do Rio é menos rentável: equivale a seis bilhetes unitários do metrô (com tarifa a R$ 4,10). Em Londres, o bilhete diário conhecido como travelcard custa cerca de duas vezes uma passagem unitária para adultos (de 6,50 libras no modelo conhecido como Pay as you go). Enquanto em Barcelona, considerando o valor de €7 euros por 24 horas do bilhete de dois dias, equivaleria a aproximadamente três passagens unitárias do metrô (€2,15).

Picciani diz os preços do Rio foram calculados com base na média prevista de uso dos bilhetes. Os valores serão repassados às concessionárias de acordo com a quantidade de uso do cartão em cada transporte. Apesar das reclamações, o Procon Estadual afirmou que o valor do RioCard olímpico só poderia ser considerado abusivo se sua utilização fosse a única forma do espectador chegar aos locais de competição.

Por Rafael Galdo
Informações: O Globo
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Metrô de Londres bate recorde de passageiros durante os Jogos

domingo, 12 de agosto de 2012


Assim como alguns atletas nos Jogos Olímpicos, o metrô de Londres bateu um recorde: na última quinta-feira, transportou em um só dia 4,52 milhões de pessoas, informaram fontes oficiais neste sábado.

A Transport for London (TfL, sigla em inglês), responsável pela rede de transportes da capital britânica, destacou hoje que, desde o começo dos Jogos até a última quinta-feira, 51,47 milhões de pessoas utilizaram o metrô, 12,29 milhões a mais que no mesmo período do ano passado.

No penúltimo dia de competições, o serviço de trens, administrado pela National Rail, aumentou para 800 mil assentos sua capacidade, com trens e motoristas adicionais para encarar as horas de pico.

Segundo a TfL, o dia vem transcorrendo com normalidade e o transporte funciona com relativa pontualidade, apesar de haver "atividade extraordinária" nas áreas de Constitution Hill, Buckingham Palace e The Mall, zonas por onde passaram os concorrentes das provas de marcha atlética.

Por esse motivo, a TfL advertiu aos usuários com entradas para os eventos esportivos que preparem suas viagens com antecedência.
O bom tempo que faz em Londres aumente as expectativas para um grande público nas zonas onde se organizam eventos ao ar livre, como o Hyde Park e o Victoria Park.

O principal responsável pela segurança do transporte britânico, Andy Trotter, celebrou que as tarefas de vigilância nas linhas de trens e do metrô "transcorreram muito bem".

"O espírito olímpico contagiou milhares de pessoas que usam a rede (de transporte), com passageiros relaxados e felizes, inclusive durante as horas de pico. A paz prevaleceu e nossos agentes só tiveram que intervir em incidentes menores", explicou Trotter.

Fonte: Terra


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Transporte público de Londres bate recorde de 3,4 bi de passageiros por ano

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Londres, 16 fev (EFE).- O número de pessoas que utilizam anualmente o metrô e os ônibus londrinos atingiu um recorde de 3,4 bilhões, equivalente a quase metade da população mundial.
Segundo estatísticas internas obtidas pelo jornal "Evening Standard", a quantidade de usuários do metrô superará o número anual de 1,1 bilhão em abril, frente ao recorde anterior de 1,089 bilhão entre 2008 e 2009.
No ano passado, por culpa da recessão, houve uma redução no número de passageiros do metrô, transporte que custa quase o dobro do ônibus, mas a recuperação foi rápida.
Com 2,3 bilhões de usuários de ônibus por ano, Londres representa quase a metade de todas as viagens feitas nesse meio de transporte em todo o Reino Unido.
O Loondon TravelWatch, grupo dedicado à defesa dos interesses dos passageiros londrinos, advertiu nesta quarta-feira que os cortes no gasto público podem ameaçar também o sistema de transportes públicos, fundamental na capital.
Os viajantes estão preocupados pelos constantes fechamentos de algumas linhas, especialmente nos fins de semana, devido supostamente a consertos e melhorias da sinalização, que provocam um autêntico caos.
A respeito do novo recorde, que supera os números de Nova York (2,6 bilhões de viajantes ao ano) e Paris (três bilhões), Tony Travers, da London School of Economics, comentou que "o uso dos transportes públicos é um indicador fundamental do sucesso econômico da capital".
Ao mesmo tempo alertou que, a menos que continue havendo intervenções na infraestrutura de transportes, a aglomeração de viajantes se agravará cada vez mais. EFE


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