Em Curitiba, Crédito de transporte será vendido por aplicativo

terça-feira, 2 de julho de 2019

O prefeito Rafael Greca anunciou nesta segunda-feira (1/7) a ampliação dos meios de venda de créditos para o transporte coletivo da capital. Trata-se do primeiro efeito prático para os usuários do processo de modernização do sistema, possível com a aprovação da bilhetagem eletrônica.

Greca se reuniu com representantes de três empresas já credenciadas para carregamento por meio de seus aplicativos: Recarga Pay, Mercado Pago e Qiwi. O credenciamento continua aberto até 2021, de forma que outras companhias possam vir a trabalhar neste setor, ampliando a oferta para os usuários.

“As empresas foram credenciadas e nos ajudarão a modernizar o processo de bilhetagem automática de Curitiba, facilitando a compra de créditos do sistema de transporte da cidade”, disse o prefeito. 

A venda efetiva para os usuários depende de ajustes operacionais das companhias e deve ocorrer nas próximas semanas. Os demais meios – no site da Urbanização de Curitiba S.A. (Urbs) e nas mais de 30 bancas credenciadas – continuarão funcionamento normalmente.

“Com o início das operações, os serviços oferecidos pelas empresas irão se somar aos pontos de venda que temos hoje”, explicou Greca. 

Outras melhorias
Com a regulação estabelecida para bilhetagem eletrônica, a Urbs já está trabalhando para viabilizar aimplantação de outras melhorias, como a instalação de totens para compra de passagens (com modelos de compra para uso diário ou semanal, por exemplo), na inserção da compra pelo aplicativo da Prefeitura, na tarifa diferenciada por horários, entre outros benefícios.

De acordo com o presidente da Urbs, Ogeny Pedro Maia Neto, a ampliação da rede de venda e carregamento de valores em cartão transporte facilita a vida dos usuários e deve reduzir significativamente a circulação de dinheiro nos ônibus, estações-tubo e terminais.

“Além de proporcionar conforto aos nossos passageiros, que poderão recarregar seu cartão transporte a partir do celular e do cartão de crédito, teremos mais segurança em todo o sistema”, disse Maia Neto.

A concorrência entre as prestadoras de serviço é vantajosa para os usuários. Um exemplo é que uma das três empresas que começarão a trabalhar no setor não cobrará nenhuma taxa pela comercialização dos créditos.

Segundo Maia Neto, o anúncio desta segunda-feira é mais um passo importante no processo de recuperação e modernização do transporte coletivo da capital, que inclui a ampla renovação da frota de ônibus, a reintegração com a Região Metropolitana, mudanças na gestão administrativa  – além da bilhetagem eletrônica, fundamental para mudanças em todo o sistema.

Informações: Urbs

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Tarifa do Metrô do Recife terá novo aumento domingo

O segundo aumento do reajuste escalonado do Metrô do Recife entra em vigor a partir deste domingo (7). Até 2020, o bilhete sofrerá aumento de 150%, que ocorrerá de forma gradual. O reajuste foi autorizado pela Justiça Federal e é maior do que o índice pedido pela Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), de 87,5%. De domingo a 7 de setembro, o preço será de R$ 2,60, isto é, R$ 0,50 a mais do que os R$ 2,10 cobrados atualmente.

Quando o aumento foi anunciado, em abril deste ano, a empresa informou que o serviço podia parar de funcionar em julho por falta de recursos. De acordo com o superintendente da CBTU, Leonardo Villar Beltrão, porém, o transporte por metrô está garantido durante este mês. Segundo ele, o governo federal liberou o orçamento de julho para que a companhia continue operando na capital pernambucana. "Estamos fazendo um esforço para viabilizar o orçamento e, apesar do contingenciamento, o governo federal demonstrou interesse em manter o sistema em funcionamento. Acreditamos que as verbas serão liberadas aos poucos e esperamos garantir o orçamento de todo o ano", afirmou.

O sistema de trens urbanos da capital pernambucana transporta cerca de 400 mil passageiros por dia. São três linhas, sendo duas eletrificadas (Centro e Sul) e uma operada por composições diesel, somando 71 quilômetros de trilhos. Conta com 37 estações e passa pelas cidades do Recife, Jaboatão dos Guararapes, Camaragibe e Cabo de Santo Agostinho.

Aumento

Os valores da passagem do metrô foram reajustados segundo um escalonamento. A passagem do metrô do Recife, que custava R$ 1,60 até 4 de maio deste ano, foi reajustada para R$ 2,10 em 5 de maio e permanece neste valor até este sábado (6). De domingo (7) a 7 de setembro, o preço será de R$ 2,60. A tarifa custará R$ 3 entre 8 de setembro e 2 de novembro, R$ 3,40 de 3 de novembro a 4 de janeiro do próximo ano, R$ 3,70 entre 5 de janeiro e 6 de março de 2020 e R$ 4 a partir de 7 de março de 2020 - representando um aumento de 150% em relação ao preço do início do ano. Eventuais aumentos posteriores a última data do reajuste ainda não foram definidos.

Durante reunião realizada em abril deste ano no Foro de Justiça Federal em Belo Horizonte, foram definidos os novos preços da tarifa dos metrôs do Recife, da capital mineira, João Pessoa, Maceió e Natal. No dia 22 de abril, o Tribunal Regional Federal - 1ª Região (TRF1) havia autorizado o aumento das tarifas dos metrôs administrados pela CBTU, derrubando uma decisão de 14 de maio de 2018, que obrigava a companhia a suspender os reajustes que haviam sido definidos para valer a partir de 11 de maio daquele ano. Num acordo homologado pela Justiça Federal, a CBTU se comprometeu a repassar R$ 2 milhões para projetos de mobilidade urbana, meio ambiente e sustentabilidade.

Informações: DIÁRIO DE PERNAMBUCO


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Em Campo Grande, Novos ônibus não terão ar-condicionado

Após ganhar tempo com a multa contratual de R$ 2,6 milhões por manter ônibus vencidos nas ruas, o Consórcio Guaicurus, que opera o transporte coletivo urbano em Campo Grande, já avisou que os 55 novos veículos comprados para repor os velhos só devem chegar em dezembro, bem depois do fim do prazo de 90 dias que ganharam da Agereg (Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos) para escapar de uma multa.

E, ao contrário da expectativa criada nas eleições municipais de 2016, nenhum dos novos ônibus terá ar-condicionado. A informação é do presidente do Consórcio Guaicurus, João Rezende.

Do total de 558 ônibus em Campo Grande, apenas 14 são equipados com o equipamento que reduz a temperatura e ajuda os passageiros a contornarem a demora, lotação e falta de qualidade dos ônibus.

Em ronda que flagrou quase metade da frota parada até mesmo nos horários de maior movimento, a reportagem identificou muitos dos 14 ônibus com ar-condicionado parados. “Naturalmente como todo ônibus, todos eles rodam hora mais, hora menos. Não tem uma determinação que faz com que o com o ar-condicionado rode sem parar”, confirmou João Rezende.

“Nós estamos obrigatoriamente contratados com a prefeitura e no contrato, não tem previsão de ônibus com ar-condicionado. Com ar custa mais caro, consome mais combustível e não resolve o problema do transporte urbano”, resume.

Servidores acham muito difícil que a multa, mesmo com o prazo descumprido, chegue a ser aplicada, e a Agetran já admitiu que a cobrança seria reavaliada após vencido o prazo, que termina em setembro. Os órgão municipais ligados à gestão e fiscalização do serviço estão implicados em denúncias de omissão para favorecer o Consórcio Guaicurus.

Com denúncias sobre os ônibus vencidos desde o começo de 2017, e mesmo com vários flagrantes de ônibus velhos nas ruas pela equipe de reportagem do Jornal Midiamax, a Agereg só notificou os empresários sobre o descumprimento contratual mais de dois anos depois.

O presidente do Consórcio Guaicurus afirmou em entrevista que ‘não está nem aí para os flagrantes e jogou a culpa por quase a metade da frota ficar parada para a Agetran‘. O órgão municipal confirmou as declarações e ainda defendeu as empresas.

No episódio da notificação por causa dos ônibus vencidos, mais uma demonstração de muita paciência por parte da administração municipal para com os donos das empresas. Após o lançamento da multa, a Agereg suspendeu a cobrança porque recebeu um papel do Consórcio dizendo que já tinha comprado 55 ônibus.

A fabricante, no entanto, desmentiu o suposto documento e disse que a compra estava conversada, mas não finalizada. Na sequência, a Marcopolo voltou atrás e, para proteger o cliente, disse que tinha cometido apenas um ‘desencontro de informação’ na hora de responder.

A frota do Consórcio Guaicurus apresenta diversos problemas estruturais, como ônibus velhos rodando pela cidade, inúmeros casos de atrasos e lentidão, apesar de cobrar uma das tarifas mais caras do país para cidades de porte semelhante e ter isenção do ISSQN aprovada anualmente pela Câmara de Campo Grande.

CPI dos Ônibus e inquéritos no MPMS
Os vereadores de Campo Grande receberam uma proposta de abertura da CPI dos Ônibus, mas apenas cinco assinaram e a maioria é contra investigar o Consórcio Guaicurus e a atuação dos órgãos municipais envolvidos.

Até o momento, os parlamentares que aceitam investigar as suspeitas sobre o contrato de transporte coletivo na Câmara Municipal de Campo Grande são Vinicius Siqueira (DEM), André Salineiro (PSDB), Cida Amaral (PROS), Dr. Loester (MDB) e Dr. Lívio Viana (PSDB).

Enquanto isso, o MPMS (Ministério Público Estadual de Mato Grosso do Sul) informa que possui ao menos cinco procedimentos em andamento sobre o contrato de concessão dos ônibus em Campo Grande. Uma das investigações apura porque a Agereg teria liberado o Consórcio Guaicurus até de pagar multas de trânsito emitidas pela Agetran.

Informações: Midiamax


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Greve no Metrô-DF completa dois meses

A greve de servidores do Metrô do Distrito Federal completa dois meses nesta segunda-feira (1º) e, até o momento, não tem previsão para chegar ao fim. Até a última atualização, o julgamento do dissídio ainda não tinha data marcada para ocorrer.

Enquanto trabalhadores e empresa não chegam a um acordo, as perdas se acumulam. De acordo com a Companhia do Metropolitano, que administra o serviço, o prejuízo causado pela paralisação entre 2 de maio e 27 de junho já chegava a R$ 6,8 milhões. No mês passado, as perdas acumuladas eram de R$ 3,8 milhões.

Desde o início da greve, o serviço funciona em horário reduzido, com 18 dos 24 trens circulando em horário de pico. Com a oferta menor de vagões, o metrô diz que transportou 1,5 milhão de usuários a menos do que o esperado para os dois meses.

Com a greve, as estações ficam abertas de segunda a sábado das 5h30 às 23h30 e, no domingo, de 7h às 19h. Apenas 30% dos trens circulam na maior parte do dia. Em horários de pico, o quantitativo sobe para 75%.

Confira os horários considerados de pico:

Segunda a sexta, das 6h às 8h45 e das 16h45 às 19h30: 18 trens
Sábado: das 6h às 9h45 e das 17h às 19h15: quatro ou cinco trens
Domingo: das 7h às 19h: três trens

Benefícios garantidos
Sem prazo para o impasse chegar ao fim, o Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT-10) determinou que o Metrô-DF mantenha o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) com os servidores.

Informações: G1 DF


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