Google Maps começa a mostrar se ônibus, trens e metrô estão lotados

domingo, 30 de junho de 2019

O Google Maps começa a mostrar, a partir desta quinta-feira (27), uma estimativa de ônibus, trens e metrôs que podem estar lotados. O aplicativo para Android e iPhone (iOS) também passa a mostrar horários em que ônibus vão passar nos pontos de parada, além de exibir trânsito em tempo real e eventuais cálculos de atraso e mudanças na duração da viagem.

As novidades chegam para quase 200 cidades em todo o mundo. No Brasil, o acompanhamento de ônibus em tempo real chega em breve em Brasília, Recife e Salvador. Já o alerta que mostra se o transporte está cheio aparece primeiro para usuários no Rio de Janeiro e em São Paulo — a capital paulista, segundo o Google, tem três das 10 linhas de transporte mais lotadas do mundo.

Previsão de lotação
A estimativa de horários em que o transporte está lotado é histórico fornecido por usuários. A informação aparece ao pesquisar um trajeto de transporte público no celular, no campo de detalhes entre uma estação e outra. É possível saber, por exemplo, se o trem que vem a seguir pode ter lugar vago para sentar.

Os dados que alimentam o sistema começaram a ser coletados pelo Google em outubro de 2018. Ao sair de uma viagem de ônibus, trem ou metrô, algumas pessoas podem ter visto um alerta no aplicativo perguntando como foi a viagem e pedindo para indicar se o veículo estava com lotação completa. Segundo o Google, as informações foram analisadas de forma anônima.

Com base nas respostas, a empresa criou um ranking de linhas de transportes mais lotadas. Entre as 10 primeiras, três estão em São Paulo: 11 Coral em segundo lugar, 8 Diamante em quarto e 9 Esmeralda em oitavo. Completam a lista três linhas em Buenos Aires, duas em Tóquio, uma Paris e uma Nova Iorque.

Trajeto de ônibus
O tráfego em tempo real para ônibus promete ser útil especialmente em cidades que não têm painéis informativos nas ruas com dados ao vivo de empresas de transporte locais. O usuário poderá ver se o ônibus chegará atrasado e qual o possível tempo de atraso, além de eventuais impactos no tempo de trajeto.

O mapa também mostra locais de congestionamento de forma similar ao trajeto de carro, permitindo que o usuário decida se vale a pena ir ao ponto de ônibus em determinado horário.

Informações: TechTudo


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No DF, veja mudanças no trânsito e linhas de ônibus afetadas devido a interdição da rodoviária

Com a identificação de problemas na estrutura da Rodoviária do Plano Piloto, em Brasília, o tráfego de ônibus e caminhões está proibido na plataforma superior do terminal desde a noite da quarta-feira (26). A medida, considerada de segurança pelo governo, é por tempo indeterminado.

Por causa da interdição, nenhum veículo pode atravessar a via que liga o shopping Conjunto Nacional ao Conic, no sentido norte-sul. Por ali o trânsito está totalmente interrompido e só será permitida a passagem de pedestres e ciclistas.

Os estacionamentos da parte superior da rodoviária também estão temporariamente interditados.

Já o trânsito de carros e motocicletas está permitido apenas na pista que liga o Eixo L Sul ao Eixo L Norte. Motoristas que seguem da Asa Sul para a Asa Norte devem seguir na mesma via, mas, com atenção redobrada, porque apenas duas faixas estão liberadas.

A terceira faixa foi revertida para atender o fluxo dos motoristas que seguem em sentido contrário, da Asa Norte para a Asa Sul.

Linhas de ônibus
Linhas de ônibus que passam pela plataforma superior da rodoviária também foram afetadas. De acordo com o GDF, com a interdição, 42 linhas mudaram os locais de embarque e desembarque.

Confira as linhas:
TR21 Terminal de Integração do Gama / Rodoviária do Plano Piloto (Paradora - Eixo Leste/Oeste)
TR26 Terminal de Interação de Santa Maria / Rodoviária do Plano Piloto (Eixo)
0.011 Terminal Asa Norte (Entre Quadras Norte) / Esplanada (L2 Norte) / Aeroporto (Eixão Sul)
0.022 SQS 616 (SQS 216 - 416) / W3 Sul - L2 Norte (SDN) / W3 Norte - L2 Sul (SDN) VIAÇÃO PIRACICABANA
0.023 Terminal Asa Norte (SQN 212 - 213) / L2 Norte - W3 Sul (SDN) / Vila Telebrasília / L2 Sul - W3 Norte (SDN)
0.024 Cruzeiro / Octogonal - Sudoeste / Esplanada (CNB)
0.501 Sobradinho / Plano Piloto (Eixo Norte - Sul) VIAÇÃO PIRACICABANA
0.509 Sobradinho (Qd. 18) / Plano Piloto (EAS)
0.519 Sobradinho II (Mansões - Condomínio Sansão) / Eixo Norte - Sul
0.520 Setor Oeste de Sobradinho / Eixo Norte - Sul
0.525 Nova Colina de Sobradinho / Eixo Norte - Sul
0.600 Planaltina / Vila Buritis / Vila Vicentina / Setor Tradicional / Eixo Norte - Sul / Terminal da Asa Sul
0.601 Planaltina Tradicional / Eixo Norte - Sul (EAS)
0.602 Planaltina (Buritis) / Plano Piloto (Eixo Norte - Sul)
0.616 Arapoangas / Eixo Norte - Sul (Terminal Asa Sul)
0.617 Vale do Amanhecer / Eixo Norte - Sul
0.622 IFB Planaltina /
0.627 Mestre D'Armas / Eixo Norte - Sul (Terminal Asa Sul)
0.631 Planaltina / Arapoangas / Sobradinho (Rua 07) / Eixo Norte - Sul / Terminal Asa Sul
136.9 Varjão / Eixo Norte-Sul / Rodoviária do Plano Piloto / Terminal Asa Sul
501.1 Sobradinho / Galeria dos Estados / Esplanada (Eixo Norte)
501.2 Sobradinho (Condomínio RK - ANP) / Eixo Norte - Sul (Terminal Asa Sul)
501.3 Sobradinho II (Setor Oeste) / Eixo Norte-Sul
501.4 Sobradinho I e II (Setor Oeste) / Eixo Norte - Sul
501.5 Sobradinho II / Buritizinho / Condomínio Versalles / Terminal Asa Sul (Via Eixo)
501.7 Sobradinho I (Quadrad 18) / Eixo Norte - Sul (Terminal Asa Sul)
506.4 Ciplan (Fercal - Rua do Mato) / Eixo Norte - Sul
509.1 Condomínio Uberaba / Nova Colina / Sobradinho I (Quadra 18) / Eixo Norte - Sul / Terminal Asa Sul
519.2 Vila Rabelo I - II / Eixo Norte - Sul
519.3 Sobradinho II (Pólo de Cinema - Morro Sansão - Mansões) / Eixo N / S
600.2 Planaltina (DF-130) / Eixo Norte - Sul (Terminal Asa Sul)
600.3 Arapoangas (Estâncias I - V) / Eixo Norte - Sul (Terminal Asa Sul)
600.4 Estância / Eixo Norte - Sul (Terminal Asa Sul)
600.5 Planaltina (Estância) / Eixo Norte - Sul (Terminal Asa Sul)
600.7 Planaltina (Avenida Independência) / Eixo Norte - Sul / Terminal Asa Sul
602.1 Planaltina (Buritis III - Jardim Roriz) / Eixo Norte - Sul (Estação Asa Sul)
616.2 Arapoangas - Estância / Eixo Norte - Sul
616.3 Arapoangas - Condomínios Estâncias / Eixo Norte - Sul
616.4 Buritis IV - Arapoangas (Avenida Independência) / Eixo Norte - Sul
616.5 Arapoangas (Avenida Independência) / Eixo Norte - Sul

Informações: G1 DF


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Em Rio Preto, Entrega dos corredores de ônibus fica para o próximo mês

Os nove corredores exclusivos de ônibus seriam entregues neste mês, a Prefeitura de Rio Preto estendeu o prazo e as obras só serão finalizadas no mês que vem.

À época, a Secretaria Municipal de Obras informou, por meio de nota, que a prorrogação atendia “questões contratuais, para não perder o aditamento da Caixa Econômica Federal”, responsável pelo financiamento da obra. Ainda segundo a pasta, não haveria aumento no valor do serviço e sim “apenas acréscimo de tempo”.

Questionada agora, a Prefeitura informou que “a entrega da obra dos corredores de ônibus está mantida para julho e não serão necessários novos aditivos de prazo e valor”, diz a nota enviada à Gazeta.

Sobre quando os nove corredores estarão disponíveis para o tráfego exclusivo dos ônibus do transporte coletivo, o governo esclarece que “após a entrega das obras para o município, a Secretaria de Trânsito deve iniciar o processo para que os corredores possam ter pleno funcionamento”.

A obra dos corredores de ônibus nas principais avenidas e ruas da área central teve início em 2016, ainda no governo do ex-prefeito Valdomiro Lopes (PSB), e deveria ter sido concluída em fevereiro do ano seguinte. Dos R$ 53,7 milhões previstos originalmente no contrato, após vários aditivos o valor já está em R$ 64,9 milhões, o que representa aumento de R$ 11,2 milhões.

Calçadas acessíveis

Paralelamente a construção dos corredores de ônibus, a Prefeitura de Rio Preto vem realizando a implantação de calçadas acessíveis. As calçadas com acessibilidade, rampas de acesso para cadeirantes, e guia central para deficientes visuais estão sendo construídas às margens dos nove corredores de ônibus e também fazem parte do Plano de Mobilidade Urbana.

Ao todo serão 82 quilômetros, somados ambos os lados das vias. As sarjetas e guias tem custo de R$ 9,2 milhões, o que corresponde a 14,2% do valor total das obras de mobilidade urbana. Já as calçadas e rampas de acessibilidade tem custo de R$ 15,9 milhões, ou 25,6% do valor total da obra. Assim como os corredores, as calçadas também serão entregues no próximo mês.

Confira os locais dos corredores de ônibus em Rio Preto:

Corredor 1 - Rua Pedro Amaral
Corredor 1 - Rua João Mesquita

Corredor 2 - Rua General Glicério
Corredor 2 - Rua Bernardino De Campos

Corredor 3 - Rua 15 de Novembro
Corredor 3 - Rua Antônio De Godoy
Corredor 3 - Rua Tiradentes

Corredor 4 - Av. Alberto Andaló (sentido Rua Pedro Amaral)
Corredor 4 - Av. Alberto Andaló (sentido Rod. Washington Luiz)

Corredor 5 - Av. Bady Bassitt (sentido Rua Pedro Amaral)
Corredor 5 - Av. Bady Bassitt (sentido Rod. Washington Luiz)

Corredor 6 - Av. João B. S. Ribeiro (sentido Centro)
Corredor 6 - Av. João B. S. Ribeiro (sentido Viaduto)

Corredor 7 - Rua General Glicério
Corredor 7 - Rua Bernardino de Campos

Corredor 8 - Avenida Mirassolândia (sentido Centro)

Corredor 8 - Avenida Mirassolândia (sentido região norte)

Corredor 8 - Rua João Mesquita
Corredor 8 - Av. Dr. Ernani Pires Domingos

Corredor 9 - Av. Philadelpho G. Neto (sentido zona norte)
Corredor 9 - Av. Philadelpho G. Neto (sentido centro)

Por Raphael Ferrari 
Informações: Gazeta de Rio Preto


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Volvo Bus entrega primeiro lote de novos ônibus no Transmilênio de Bogotá

quinta-feira, 27 de junho de 2019

Após quase 20 anos desde que iniciou suas operações, em dezembro de 2000, o sistema de BRT Transmilênio em Bogotá, na Colômbia, um dos mais expressivos projetos de corredores exclusivos para ônibus urbanos da América Latina, tira do papel sua primeira grande renovação de frota: os primeiros lotes de novos ônibus foram entregues pela Volvo Bus e começaram a rodar nesta semana. De um total de 700 veículos vendidos em novembro de 2018, a montadora concluiu a entrega 336 unidades, dos quais 202 articulados e 134 biarticulados, todos com chassis produzidos na fábrica do Grupo Volvo em Curitiba (PR) e encarroçados pela Superpolo, subsidiária da brasileira Marcopolo na Colômbia.

O volume total que a marca entregará ao sistema da capital colombiana já é o maior negócio da Volvo Bus efetuado nos últimos dez anos para um sistema de BRT na América Latina.

“Esta venda representou um total de US$ 210 milhões, considerando os chassis e suas carrocerias”, afirma o presidente da Volvo Bus para a região, Fabiano Todeschini, durante evento de apresentação dos novos veículos na terça-feira, 25, em Bogotá.

Os demais 364 ônibus restantes da Volvo Bus também serão produzidos em lotes e as entregas prosseguem até 2020: serão mais 96 articulados e 268 biarticulados, perfazendo um total de 298 articulados e 402 biarticulados. No total, a licitação atual de renovação de frota da Transmilênio prevê um total de 1.441 ônibus. A Scania é a responsável pela entrega das outras 741 unidades.

No caso da Volvo Bus, os modelos foram vendidos para duas das quatro operadoras que atuam no Transmilênio atualmente: a Fanalca Transdev, uma empresa de aliança colombiana francesa que atua há 19 anos e que pela licitação opera o Pátio Tunal, o maior entre os seis previstos no sistema de Bogotá. Também é o maior operador, com 440 ônibus novos e um total de 648 rodando pelos corredores.

A outra operadora é um cliente novo para a Volvo Bus, pelo menos em Bogotá: a Somos, Grupo de Sistemas Operativos Móveis, com quem a montadora já fez negócios em Lima, no Peru. Na capital colombiana, a Somos opera no Pátio Usme, que abrigará 260 ônibus da marca. Todos os veículos foram financiados por bancos comerciais locais sem subsídio do governo (na Colômbia é proibido subsidiar o transporte público desde 1979: os sistemas têm que se estruturar de forma autossustentável).

BOM MOMENTO PARA O MERCADO

A renovação de frota do sistema Transmilênio está atrasada há sete anos: a primeira licitação para modernização era esperada para 2012, mas foi sendo adiada mais por questões políticas do que financeiras. A licitação atual está na primeira fase e contempla a renovação das linhas do BRT, também conhecidas como linhas troncais – os corredores exclusivos que cruzam toda a capital colombiana e utilizam os ônibus com capacidades que variam de 80 a 300 passageiros por veículo. O sistema possui um total de 224,4 km de extensão e transporta cerca de 2,5 milhões de pessoas por dia.

Graças a esta nova licitação, a Colômbia vem puxando o bom momento do mercado de ônibus na América Latina, que vem apresentando bons índices de renovação nos anos mais recentes. Segundo Todeschini, além de Bogotá, outras cidades como Santiago, no Chile, e que também estava com a licitação atrasada, já prevê uma nova leva de veículos pelo menos para os próximos dois anos.

Outra grande aposta do mercado na região é São Paulo, o maior mercado de ônibus urbanos no Brasil e cuja licitação está atrasada há mais de uma década. A expetativa é de que a nova licitação seja aprovada ainda este ano.

“A diferença é que em São Paulo as renovações não são feitas em grande escala, como Bogotá ou Santiago. Não há grandes vendas no mesmo ano, elas se estendem ao longo de toda a licitação”, explica Todeschini, que cita outros mercados potenciais na região, como República Dominicana, Guatemala, Equador e Honduras. “Muitas cidades vem optando pela solução do BRT porque é mais viável em termos econômicos e de implementação razoavelmente mais rápida do que veículos sobre trilhos”, completa.

A empresa comemora o sucesso dos BRTs na região, onde contabiliza participação de 50% no mercado. “Começamos com o BRT de Curitiba, depois viemos para Bogotá, na Transmilênio, que se tornou referência deste sistema na região. De cada dez operadores de BRT na América Latina, sete escolhem nossos veículos e hoje são mais de 5 mil articulados e biarticulados rodando em BRTs de toda a América Latina”, reforça o gerente comercial da Volvo Bus na Colômbia, Mario Esteban Correa.

O negócio em Bogotá ainda deve crescer: uma segunda fase da nova licitação prevista para setembro próximo deve contemplar a renovação da frota do sistema alimentador: tem esse nome porque elas transportam as pessoas de bairros mais distantes para as linhas troncais, alimentando o sistema BRT. Atualmente essas linhas alimentadoras são formadas por ônibus menores do tipo 4x2 (micros ou micrões), cerca de 3 mil unidades, e são operados por empresas do tipo cooperativas. Elas são responsáveis pelo transporte de mais de 1,6 milhão de pessoas por dia na cidade e basta uma breve observação nas ruas de Bogotá para perceber que se trata de uma frota antiga e sucateada.

Para as linhas alimentadoras, a nova licitação deverá valer a partir de 2020 e até 2021 prevê a compra de mais de 3 mil ônibus.

“Acredito que o desafio do financiamento de veículos para as linhas alimentadoras será mais complexo do que foi para o Transmilênio, porque no sistema troncal operam clientes com condições financeiras muito boas”, alerta Todeschini.

Informações: AutomotiveBusiness


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Governo federal vai privatizar CBTU e Trensurb em 2022

Uma solução para a combalida CBTU está em curso pelo governo federal. A empresa que assumiu da Rede Ferroviária Federal a gestão de várias linhas de trem de passageiros no Brasil em 1984 passará a integrar o Parcerias de Investimentos da Presidência da República (PPI) e o Programa Nacional de Desestatização (PND). Com isso, a previsão é que ela seja repassada à iniciativa privada em 2022 com o edital de licitação publicado no segundo semestre de 2022.

Hoje a CBTU é responsável pelos metrôs de Belo Horizonte, Recife, João Pessoa, Maceió e Natal que sofrem com baixo investimento, tecnologia ultrapassada e insegurança. Os sistemas das capitais mineira e pernambucana são os mais afetados já que necessitam de modernização e ampliação há anos. Uma das poucas ações do governo federal nos últimos anos foi adquirir trens novos com ar-condicionado, mas que não aposentaram as composições mais antigas.

Os projetos de ampliação desses dois sistemas também são antigos e nunca saíram do papel. Minas Gerais, por exemplo, tenta há bastante tempo assumir a operação do metrô, mas sem sucesso. Já em Recife, o metrô, que transporta 400 mil pessoas por dia em seus 71 km de extensão, gera um prejuízo imenso para a CBTU graças à tarifa muito baixa, que era de apenas R$ 1,60 até abril. A Justiça, no entanto, autorizou um aumento gradual para R$ 4,00 para reduzir as perdas, que foram de quase R$ 500 milhões no ano passado. Já os sistemas de João Pessoa, Natal e Maceió transportam poucos passageiros – entre 10 mil e 14 mil usuários por dia apenas.

Além da CBTU, o governo federal também incluirá a Trensurb, estatal que opera o metrô de Porto Alegre. Com 43 km de extensão e 22 estações, o sistema transporta uma média de 170 mil passageiros em dias úteis. Ao contrário de Belo Horizonte e Recife, o metrô gaúcho teve uma expansão considerável que levou a Linha 1 até a cidade de Novo Hamburgo. Além disso, a empresa opera o Aeromóvel, único “people mover” a ligar uma linha ferroviária a um aeroporto no Brasil.

35 anos

A CBTU (Companhia Brasileira de Trens Urbanos) foi fundada em fevereiro de 1984 ainda durante a ditadura militar. Nasceu como uma sociedade economista mista e parte da Rede Ferroviária Federal (RFFSA) justamente para cuidar do transporte de passageiros. Sem conseguir modernizar a imensa rede, dez anos depois, os dois sistemas mais importantes, o do Rio de Janeiro e o de São Paulo, foram repassados para os governos desses estados – além de Salvador e Fortaleza.

Em São Paulo, a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) assumiu as seis linhas e no Rio de Janeiro, a Companhia Fluminense de Trens Urbanos (FLUMITRENS) ficou com a malha de mais de 270 km de ramais. Mas outras cidades não tiveram sorte e até hoje sofrem com a infraestrutura precária mantida pela empresa após 35 anos de existência.

Informações: Metrô CPTM


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Prefeitura de São Paulo estuda introduzir ônibus sem cobrador na cidade

A Prefeitura de São Paulo estuda a implantação de ônibus sem cobrador a partir de setembro. A informação consta em uma carta circular emitida pela empresa responsável pelos coletivos da cidade, a São Paulo Transporte (SPTrans), à qual o G1 teve acesso.

O documento número 005/2019, que começou a circular em 11 de junho, recomenda que as empresas donas dos ônibus alterem os desenhos dos coletivos “padron” (veículos com até 15 metros de comprimento) e básicos, buscando eliminar a cadeirinha do cobrador.

Só não entram nessa autorização os ônibus articulados ou biarticulados, que têm capacidade para mais passageiros.

A cobrança da tarifa seria feita pelos próprios motoristas, assim como atualmente acontece em cerca de 6 mil veículos de linhas do subsistema local (que ligam bairros aos terminais de Metrô).

Na cidade de Diadema, por exemplo, os ônibus de toda a cidade já circulam sem cobrador desde o ano de 2017.

Sindicato
O Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo (SindMotoristas), ao tomar conhecimento da circular, procurou a Secretaria Municipal dos Transportes para pedir esclarecimentos.

Os representantes da categoria estimam que 20 mil trabalhadores podem ser afetados com essa nova recomendação, e que nem todos têm aptidão para migrar para outras profissões, como a de motorista ou de técnico de manutenção.

Os sindicalistas se posicionaram contrários à retirada dos cobradores sem uma conversa ampla e um debate detalhado sobre o tema.

"Se não houver discussões, na força não vai rodar. Isso nós podemos assegurar. O sindicato não permitirá que as empresas operem sem o cobrador e sem uma ampla discussão profissional e com os trabalhadores", declarou Francisco Xavier da Silva Filho, secretário-geral do SindMotoristas.

A SPTrans, por sua vez, garante que nenhum trabalhador será demitido, afirmando que os profissionais já passam pelo processo de reciclagem. A empresa acrescenta que apenas 5% das tarifas são pagas em dinheiro.

Secretaria cria comissão
O Secretário Municipal de Mobilidade e Transportes, Edson Caram, criou, por meio de uma portaria publicada no Diário Oficial desta terça (25), uma comissão para debater a requalificação dos cobradores de ônibus.

Essa comissão é composta por SPTrans, SPurbanuss, Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de São Paulo e pela própria pasta. O prazo para a apresentação dos projetos é de 90 dias, contados a partir desta terça.


Informações: G1 SP


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Primeira linha do BRT de Salvador vai contemplar a área com maior demanda de transporte público de toda a cidade

Para o titular da Secretaria de Mobilidade de Salvador (Semob), Fábio Mota, os moradores da cidade contam com um transporte público que funciona em sistema de rede, que começou o ser consolidado com a chegada do metrô. Ele afirma que, para que isso fosse possível, a Semob “integrou todas as linhas de ônibus ao metrô para que o usuário não tivesse prejuízo financeiro”.

Mota recorda que anteriormente, a cidade já contava com integração entre as linhas de ônibus e a secretaria havia iniciado um processo de expansão dos pontos de recarga do SalvadorCard. 

Segundo ele, por meio de parcerias com shopping centers e pontos comerciais, além da implantação dos postos nas prefeituras-bairro, o usuário passou a contar com mais 200 pontos de recarga, além de um aplicativo específico para isso. 

“Depois de concluir todos esses passos, nós passamos a fazer essa otimização, que é usar o sistema como rede. Para tanto, não fazia sentido ter modal de rodas concorrendo com modal de trilhos, então passamos a seccionar nas estações as linhas que estavam no percusso do metrô, principalmente as com destino à Lapa, Pirajá e Mussurunga”, detalha o secretário.

Com previsão de conclusão do primeiro trecho, em setembro de 2020, o BRT é apontado por Mota como um seguimento dessa lógica de rede de transporte. “É um sistema de transporte de massa, com ar-condicionado, pontualidade, pois vai transitar em linhas expressas", garante Mota. Ele informa que atualmente as obras estão com 30% de avanço. 

O secretário afirma que a primeira linha do BRT vai contemplar a área com maior demanda de transporte público de toda a cidade, que é justamente a ligação da região da Rodoviária à Lapa, passando pela Pituba.

Por Jane Fernandes | Fotos: Joá Souza
Informações: A TARDE

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