Traçado do VLT que ligará centro de BH a Confins é definido

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

A diretriz básica do traçado do transporte leve sobre trilhos que ligará o hipercentro de Belo Horizonte ao Aeroporto de Confins, na região metropolitana da capital, já foi definido, segundo o governo do Estado. As opções de trajeto foram apresentadas pelas empresas que participam do Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI), assinado em junho deste ano.

Na primeira etapa do PMI, quatro empresas apresentaram propostas e todas elas apontaram o transporte sobre trilhos na modalidade VLT em suas diferentes configurações como a tecnologia a ser utilizada no sistema.

Traçado

Segundo o governo do Estado, o traçado proposto tem início no Terminal Rodoviário Governador Israel Pinheiro (Tergip) e segue pela Via Expressa Leste-Oeste sentido Carlos Prates. Passando pelo bairro Padre Eustáquio, o trajeto alcança a avenida Pedro II seguindo por ela até o cruzamento com o Anel Rodoviário, passando pela avenida Tancredo Neves e chegando próximo à orla da Lagoa da Pampulha.

De lá, continua por um vale até o bairro Pio XII e depois segue acompanhando leito de córregos até a avenida Vilarinho. Da Vilarinho, segue até a altura da avenida Baleares, onde transpõe o relevo e pela alameda José Maria Alkimin chega ao bairro Morro Alto, próximo à  Cidade Administrativa.

A partir deste ponto, as composição segue em direção ao Aeroporto de Confins, acompanhando a rodovia MG-010. De acordo com a Secretaria de Estado de Transporte e Obras Públicas (Setop), existe a intenção de fazer com que a linha faça a ligação, no trajeto de volta, entre o Aeroporto de Confins e o da Pampulha. No entanto, isso só será definido nas próximas fases do PMI.

Processo

Com a definição do traçado e da tecnologia, as empresas interessadas em continuar participando do PMI deverão apresentar estudos complementares de demanda, de engenharia e  infraestrutura, de impacto urbanístico, social e ambiental, além de modelo econômico- financeiro e plano de negócios.

Estas informações, segundo o governo, são indispensáveis para se conhecer os custos da implantação do projeto e posterior lançamento dos editais de concorrência, para contratação de empresas para construção, manutenção e operação do novo sistema de transporte.

Por Bruna Carmona
Informações: O Tempo

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Burocracia impede licitação que previa a compra de 300 novos radares de trânsito em São Paulo

O TCM (Tribunal de Contas do Município) suspendeu a licitação que previa a compra de 300 novos radares de trânsito. Os equipamentos seriam instalados em ônibus para flagrar motoristas invadindo os corredores e faixas exclusivas dos coletivos em São Paulo. Os auditores da corte encontraram 12 irregularidades na concorrência da prefeitura, entre elas a constatação de que "não restou justificada a necessidade da contratação à luz dos princípios que regem a administração pública."
Foto: Andrea R. Laurenti Magri
Os chamados ônibus "dedo-duro" iriam fiscalizar também outras infrações, como o desrespeito ao rodízio municipal e também flagrar veículos procurados ou sob investigação. É a sétima licitação sob suspeita que o tribunal barra da gestão do prefeito Fernando Haddad (PT). Em pouco menos de 15 meses, o colegiado de cinco conselheiros já mandou paralisar, por suspeita de irregularidades, mais de R$ 6,3 bilhões em licitações.

A nova suspensão, decidida pelo presidente e conselheiro Edson Simões, ocorre menos de dois meses após o governo petista anunciar a compra dos radares, ao custo de R$ 43,1 milhões. Para o TCM, a licitação não tem orçamento detalhado que demonstre os custos de cada equipamento. Isso infringe a lei federal de licitações (8.666/93), segundo os auditores.

O equipamento que seria instalado nos ônibus é uma espécie de radar móvel em movimento constante. De acordo com a Secretaria Municipal de Transportes, 70% das autuações em faixas exclusivas à direita foram feitas por marronzinhos da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) e fiscais da SPTrans (São Paulo Transporte). Com os novos radares, a prefeitura pretendia liberar os fiscais para organizar o trânsito, o que é defendido por especialistas de trânsito.

Irregularidades

Entre as série de justificativas do TCM para suspender a licitação está, segundo o órgão, a falta de especificações técnicas exigidas por um decreto municipal sobre o processo de licitações.

O órgão também afirma que o edital para a contratação dos radares LAP (leitura automática de placas) não tem planilhas detalhadas de custo unitário dos equipamentos e ausência de índices usados pela prefeitura para avaliar a saúde econômica da empresa que vencer a licitação. Na decisão de suspender a contratação, o TCM também afirma questiona a Prefeitura cobrar da empresa vencedora tanto a instalação dos equipamentos quanto de sinalização.

O tribunal já suspendeu também outros projetos prioritários da gestão Haddad nos últimos meses. As disputas para a construção de 150 km de corredores de ônibus (de R$ 4,8 bilhões) e da nova inspeção veicular (R$ 420 milhões) também foram barradas pelo TCM.

O presidente Edson Simões também já havia mandado parar, em julho, a compra de 824 câmeras que seriam usadas em uma central da CET responsável por controlar a operação dos semáforos inteligentes.

No mês passado, o tribunal encontrou suspeitas de irregularidades e barrou a licitação para um pacote de obras e reformas em prontos-socorros, creches e escolas da periferia, de custo calculado em cerca de R$ 110 milhões. Outra licitação paralisada pelo tribunal foi para a construção de um data center do Bilhete Único.

Líder do governo Haddad na Câmara Municipal, Arselino Tatto (PT) tem criticado publicamente os conselheiros pela paralisação de projetos importantes para o governo.Tatto é irmão do secretário de transportes Jilmar Tatto.

— Talvez os cinco conselheiros queiram administrar a cidade. Só que eles precisam ser eleitos para isso.

Nos próximos 15 dias, o governo pretende prestar os esclarecimentos solicitados pelo TCM para retomar a licitação dos radares para flagrar motoristas nos corredores de ônibus.

Informações: R7.com

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