Porto Alegre implanta tecnologia para transporte de deficientes visuais

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

A prefeitura de Porto Alegre apresentou na última sexta-feira um novo sistema que vai facilitar o transporte de deficientes visuais no ônibus da linha 510 – Auxiliadora, chamado de DPS 2000.

A iniciativa da Secretaria Municipal de Acessibilidade e Inclusão Social (Smacis) em parceria com a Carris e a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) tem como objetivo permitir que este público tenha acesso aos serviços de transporte coletivo de forma autônoma e segura através de um equipamento transmissor. A tecnologia deve entrar em operação nesta segunda-feira e permanecer ativo por um mês, tempo determinado para a fase de testes.

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Segundo o secretário municipal Raul Cohen, a linha 510 foi escolhida para iniciar o projeto em função do grande número de deficientes visuais que utilizam o coletivo. “A ideia surgiu da necessidade de abordar a inclusão social a partir de um sistema tecnológico capaz de facilitar o uso de ônibus por cegos”, explica ele. De acordo com Cohen, todos os ônibus da linha estarão equipados com o sistema.

Para acionar o aparelho, o usuário deve estar no ponto de ônibus e fazer a solicitação através de um sinal de rádio, que passa a ser continuamente transmitido até a chegada do coletivo. Desse modo, o motorista sabe que deve realizar a parada. O sistema funciona por dois módulos: um transmissor usado pelos passageiros, e um receptor, instalado nos veículos.

Segundo o secretário, o projeto é um avanço na cidade de Porto Alegre e uma necessidade que já deveria ter sido implementada. "Nesta primeira fase do projeto houve a seleção dos grupos de passageiros que foram previamente treinados para serem beneficiados pelo sistema", afirma. Cohen destaca que os motoristas da linha também receberão qualificação para atender ao público.

Os usuários são associados das entidades União de Cegos do RS (Ucergs), Associação de Cegos do RS (Acergs) e Associação de Cegos Louis Braille (Acelb), e devem apresentar um relatório ao final do processo. Segundo o secretário, se aprovado pelos deficientes durante o período de testes, o novo sistema deve ser expandido para outras linhas da capital.

Informações: Portal Terra
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Mais 30 novos ônibus atenderão a Região Metropolitana de Aracaju

A chegada dos 30 novos ônibus, que atenderão a região metropolitana de Aracaju, “não é proporcional ao crescimento populacional”, avaliou o usuário de transporte coletivo, Idário Ferreira. Os veículos foram entregues na manhã desta segunda-feira, 30, pela prefeitura de Aracaju, no Mercado Municipal.

Embora seja morador do Bairro Industrial, o aposentado Idário Ferreira disse que acompanha a rotina de quem chega aos terminais e espera pelos coletivos por vários minutos. Para ele a chegada dos novos ônibus pode amenizar os problemas, mas não resolve, já que o crescimento populacional é uma realidade. “Eu sei o que essas pessoas passam todos os dias para pegar um ônibus coletivo. Mas a entrega desses veículos ainda não é suficiente para atender a população que cresce a cada dia”, calcula.


Elaine Silva compartilha da mesma opinião do aposentado. Para ela, os veículos ainda não atenderão a demanda. “A gente sabe que é pior sem eles, mas nos horários de pico é que vemos o quanto sofremos para pegar um ônibus, esse veículos vai reduzir um pouco o problemas, mas ainda e pouco”, entende.

Mas há quem comemore a iniciativa da Prefeitura em entregar os novos ônibus. Para o pintor Eduardo Gomes Pereira, os 30 veículos vão amenizar o problema de superlotação, principalmente nos horários de pico. “A gente só tem que agradecer, porque a situação é pior com menos 30 ônibus circulando pela cidade”, diz.

“Sabemos que não é o ideal”

O prefeito de Aracaju João Alves filho declarou na solenidade de entrega dos 30 ônibus que embora saiba que ainda não é o ideal, a intenção de sua gestão é trabalhar para que os 150 ônibus sejam repostos.

“Os 150 ônibus que foram retirados com o fim da  VCA já estão sendo devolvidos. Entregamos 90 e faltam ainda 60.  A previsão é de quem em 30 dias regularizemos completamente a situação.  Pelo menos a parte emergencial estará regularizada, mas abemos que ainda não é o ideal. Só quando abrirmos a licitação, pois queremos fazer força para que a licitação seja aberta antes, porque há critérios do poder judiciário e envolve também outras Prefeituras, que estão colaborando”, garante.

Por Eliene Andrade
Informações: Infonet
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Vias de SP recebem 15 novas faixas de ônibus nesta segunda-feira

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) inaugurou nesta segunda-feira (30) novos trechos de faixas exclusivas para ônibus em 15 vias da cidade de São Paulo.

Ao todo, a capital paulista recebeu mais 13,9 km de faixas para ônibus. A extensão das faixas atingirá 190,2 km desde o início deste ano. A meta é implantar um total de 220 km de faixas até o fim de 2013.

As avenidas Doutor Arnaldo, Nove de Julho, Cásper Líbero, Sousa Ramos, Nagib Farah Maluf, Professor João Batista Conti, Nazaré, Antônio Marcondes e São Luís, assim como as ruas Doutor João César de Castro, Bom Pastor, Márcio Beck Machado e Maria Paula e os viadutos Nove de Julho e Jacareí foram as vias que receberam as novas faixas.


A ação faz parte da Operação Dá Licença para o Ônibus, que tem como objetivo priorizar a circulação do transporte coletivo na cidade, diminuir o tempo de viagem dos usuários e melhorar os padrões de conforto e segurança do transporte público.

De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), trafegar pela faixa exclusiva de ônibus é uma infração leve, que gera perda de três pontos na carteira e multa de R$ 53,20. Veja os trechos que vão receber novas faixas nesta segunda-feira:

Centro
Avenida Doutor Arnaldo
A faixa já existente na via foi estendida por mais 400 metros, entre as ruas Heitor Penteado e Galeno de Almeida. Ela vai funcionar apenas no sentido Centro, de segunda a sexta-feira, das 6h às 22h, e aos sábados, das 6h às 14h.

Avenida Nove de Julho
A exclusividade para os coletivos foi implantada em um trecho à direita da via que terá 1,4 km de extensão. Ela funcionará em ambos os sentidos, entre as avenidas Cidade Jardim e São Gabriel. O horário de ativação será de segunda a sexta-feira, das 6h às 22h, e aos sábados, das 6h às 14h.

Avenida Cásper Líbero
A faixa exclusiva fica à esquerda, no trecho entre a Rua Mauá e a Rua Washington Luís, ocupando 300 metros. Ela vai funcionar no sentido Sul, de segunda a sexta-feira, das 6h às 22h, e aos sábados, das 6h às 14h.

Avenida São Luís, Viadutos 9 de Julho e Jacareí e Rua Maria Paula
As faixas funcionam nos dois sentidos das vias, em trecho conhecido como Rótula do Centro, por um total de 1,1 km. O trecho exclusivo começa na altura da Avenida Ipiranga e segue até a Avenida Brigadeiro Luís Antônio. O horário de ativação será de segunda a sexta-feira, das 6h às 22h e aos sábados das 6h às 14h.

Zona Sul
Avenida Nazaré e Ruas Antônio Marcondes e Bom Pastor
A faixa para ônibus ocupa 1,4 km do corredor formado pelas três vias no trecho entre as ruas Agostinho Gomes Sacomã e Dona Leopoldina. Ela vai ficar em funcionamento apenas de segunda a sexta-feira, das 6h às 9h, na direção do Centro.

Rua Doutor João César de Castro
A faixa foi implantada à esquerda, no sentido Terminal Guarapiranga, por 100 metros, ao longo de toda a extensão da via. A faixa vai funcionar de segunda a sexta-feira, das 5h30 às 8h30.

Zona Leste
Avenida Sousa Ramos
O trecho recebe faixa exclusiva para ônibus no sentido bairro. A exclusividade vale entre a Rua Márcio Beck Machado e a Avenida dos Metalúrgicos, de segunda a sexta-feira, das 17h às 20h.

Rua Márcio Beck Machado
A exclusividade para os coletivos fica na direção do bairro. O novo trecho funciona entre a Rua Arroio Triunfo e a Avenida Sousa Ramos. O horário de ativação será de segunda a sexta-feira, das 17h às 20h.

Avenida Nagib Farah Maluf
Na via, foram implantados 2 km de faixa exclusiva à direita entre as avenidas João Batista Conti e José Pinheiro Borges. Os coletivos circularão com exclusividade pelo trecho de segunda a sexta-feira, das 6h às 9h no sentido Centro e das 17h às 20h em direção ao bairro.

Avenida Professor João Batista Conti
A faixa de ônibus ocupa 1,5 km da via, entre a Avenida Sabbado D’Angelo e a Rua Ana Maria Sirani. A faixa funcionará de segunda a sexta-feira, das 6h às 9h no sentido Centro e das 17h às 20h em direção ao bairro.

Informações: G1 São Paulo
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As razões para o atraso na obra do BRT de Porto Alegre

Uma casa de obras abandonada e três montes de areia e terra sobre o que deveria ser um trecho do corredor da estação Jaime Telles, na Avenida Bento Gonçalves, em Porto Alegre, demonstram que o futuro sistema BRT (ônibus de trânsito rápido, na sigla em inglês) já está desconvocado para a Copa de 2014.

Mesma situação vivem as avenidas João Pessoa e Protásio Alves. Tudo deveria estar pronto em maio próximo. Mas, segundo admitiu a prefeitura na sexta-feira, a solução que deveria melhorar a mobilidade de 64 mil passageiros só deverá operar em 2015. O investimento é de R$ 195 milhões. Só o corredor da Padre Cacique está andando.


A explicação para a demora tem três pontas: a principal é o apontamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE) de sobrepreço superior a R$ 1 milhão na execução dos corredores, o que fez as obras paralisarem. Também não há data prevista para abertura das licitações para construção das estações. A terceira seria a compra dos veículos coincidindo com a licitação que sairá até dezembro.

- Estamos esgotando todas as possibilidades antes de pensarmos até em nova licitação, o que poderia atrasar ainda mais a obra - disse o coordenador técnico da Secretaria Municipal de Gestão, Rogério Baú.

Só pavimentação e olhe lá

Na previsão mais otimista, apenas a pavimentação dos corredores deverá ser entregue até maio de 2014. O restante depende do Ministério das Cidades, já que as BRTs foram incluídas no Pac da Mobilidade Urbana. Entre eles, estão paradas climatizadas e com altura elevada, permitindo acesso sem subir escadas.

"Duvido que a obra será concluída"

Entre os dias 24 e 25 de setembro, o Diário Gaúcho percorreu sete dos principais canteiros instalados pela prefeitura na Capital. Apenas os BRTs estavam paralisados, o que gera transtorno para a população.

Na estação Jaime Telles, na Avenida Bento Gonçalves, a parada de ônibus improvisada na calçada é uma das principais reclamações de quem depende do transporte público na região. É o caso do controlador de pragas Maurício Santos, 25 anos, do Bairro Partenon, que reclama dos dias de chuva.

- Não há espaço para todos na proteção da parada. Sempre acabo sobrando e me molhando. Mas as crianças são as que mais sofrem - disse ele.

Já a doméstica Leda Garcia, que usa a mesma parada há três anos, destaca o atraso dos ônibus desde o início das obras.

- A espera aumentou em pelo menos 15 minutos, pois há mais congestionamento na avenida. Sinceramente, duvido que esta obra vai ser concluída - desabafou a doméstica.

Disputa dos BRTs está na Justiça

O prefeito José Fortunati atribuiu a interrupção a questões judiciais. Assim tem se manifestado no twitter: "A prefeitura somente aguarda a decisão das instâncias fiscalizadoras para prosseguir com as obras".

O TCE, porém, diz ter alertado, duas vezes, a prefeitura do sobrepreço nos processos de fresagem (retirada do asfalto) e de sinalização noturna. A área de fresagem (prevista na licitação) era o dobro do pavimento existente.

- Briga de liminares

Após aviso do TCE, a prefeitura repassou às empresas só os valores identificados como corretos pelo tribunal. Ou seja, reduziu o pagamento. O consórcio formado por Sultepa e Conpasul, encarregado dos trechos da Bento e da Protásio, entrou na Justiça em busca dos valores integrais. Obteve liminar, mas a prefeitura manteve a posição. Por isso, as empresas interromperam as obras.

Diante do impasse, Fortunati procurou o TCE e pediu antecipação da decisão sobre o caso. Enquanto isso não acontece, a Procuradoria-Geral do Município (PGM) tenta cassar a liminar obtida pelas construtoras.

Segundo a prefeitura, a parada não deve prejudicar o trabalho já feito. O que ocorre é a troca do asfalto por placa de concreto.

Como estão as obras

*Cada veículo tem capacidade prevista de 170 passageiros, contra os 85 dos normais. Com isso, a circulação no Centro seria reduzida em até 40%, aliviando o fluxo.


ONDE O BRT* TRAVOU: 

1) Avenida Bento Gonçalves

- Extensão - 6,5 km, orçados em R$ 52,7 milhões

- Capacidade - 20 mil usuários no pico (manhã)

- Previsões furadas - Junho/2013 e maio/2014

2) Avenida João Pessoa

- Extensão - 3,2 km, orçados em R$ 64,5 milhões

- Capacidade - 25,6 mil usuários no pico (manhã)

- Previsões furadas - Dezembro/2013 e maio/2014

3) Avenida Protásio Alves

- Extensão - 7,5 km, orçados em R$ 77,9 milhões

- Capacidade - 18,4 mil usuários no pico (manhã)

- Previsões furadas - Junho/2011 e maio/2014

O que anda, mas sem datas de entrega estipuladas pela prefeitura:

Duplicação da Avenida Tronco

- Orçamento - R$ 156 milhões

- Como está - Avança em três frentes: nas avenidas Cruzeiro do Sul e Moab Caldas; na Avenida Gastão Haslocher Mazeron e na Avenida Teresópolis.

Duplicação da Voluntários da Pátria

- Orçamento - R$ 95,3 milhões

- Como está - Andando entre as ruas da Conceição e Ramiro Barcelos. As demolições do lado esquerdo, no sentido Centro-Bairro, iniciam em outubro. Entre a Rua Ramiro Barcelos e a Avenida Sertório, obras devem começar na segunda-feira.

Prolongamento da Avenida Severo Dullius

- Orçamento - R$ 83 milhões

- Como está - Estão em execução duas pontes sobre o arroio da Dique e a Rua Dona Alzira que fará a ligação com a Avenida Severo Dullius.

Viaduto na Rodoviária

- Orçamento - R$ 31,5 milhões

- Como está - O viaduto deverá ser entregue até o final do ano. A nova parada de ônibus (no canteiro central) terá edital publicado em outubro, com previsão de finalização em dez meses.


Avenida Beira-Rio e Padre Cacique

- Orçamento - R$ 119,2 milhões

- Como está - Todas as obras do entorno do Estádio da Copa têm conclusão prevista para maio de 2014.

Obras da Terceira Perimetral

- Orçamento - R$ 194,1 milhões

- Como está - Trincheira da Avenida Anita Garibaldi depende do desmonte de uma rocha. Nos demais locais, obram avançam, sem previsão de conclusão.

Por Aline Custódio e Carlos Guilherme Ferreira
Informações: Diário Gaúcho e Zero Hora
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Em Uberaba, Ônibus BRT estão estacionados há nove meses

Os ônibus Bus Rapid Transit (BRT), novo modelo de ônibus que vai operar as linhas do Sistema Leste-Oeste no transporte coletivo do município e que foram apresentados em dezembro do ano passado, estão há nove meses à mercê da intempérie.

A informação é do leitor, mecânico especialista em manutenção de ônibus, S.A. Ele destaca que, por ser um veículo automático, pode haver dano, mas o problema maior é o veículo ficar na intempérie. “O custo com veículos automáticos é muito alto. Agora, deixar os ônibus parados, deteriorando, é um absurdo. Diariamente, passo pela avenida Jovita Pinheiro, localizada no bairro Ozanan, e lá estão os ônibus novos e caros, parados”, desabafou.


O mecânico explica que o veículo, ficando sujeito à intempérie, tem a pintura queimada e pode ter estragos nos pneus. 
Vias – O contador Joseph Lemis questiona se a principal via de Uberaba, a avenida Leopoldino de Oliveira, onde foram instaladas as estações, comporta este tipo de modalidade de transporte. “Pois trafegar na avenida Leopoldino de Oliveira em horário de pico, tornou-se um caos, já que  trata-se de uma avenida simples, com duas pistas de rolamento nos dois sentidos. O movimento dos carros é intenso e a parada de ônibus no canteiro central significará  mais congestionamento na região”, comentou.

Empresas – A reportagem do JORNAL DE UBERABA tentou diversas vezes falar com a empresa LIder, mas, até o fechamento desta edição, não obteve êxito. Na empresa Piracicabana, nossa reportagem foi muito bem recebida, porém, o responsável estava em viagem e prometeu um posicionamento na segunda-feira (30), sendo possível adiantar apenas que os 14 ônibus BRT que eram o compromisso das empresas estão na garagem, ou seja, a parte que cabia às empresas está dentro do cronograma.

O que é possível observar é que os veículos estão parados e, com um custo de cerca de R$ 500 mil por veículo, há uma fortuna sem utilização na garagem da empresa. As questões levantadas pelo mecânico S.A. são preocupações reais nas empresas, já que esse atraso implica no fim da garantia dos veículos e deterioração de alguns componentes, como bateria por exemplo.

Por Sandro Neves
Informações: Jornal de Uberaba

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No Recife, Via Mangue já tem gargalos viários mesmo sem estar concluída

Ela é polêmica desde a sua concepção e deverá gerar controvérsias mesmo depois de pronta. A Via Mangue, promessa de solução viária para a Zona Sul do Recife, defendida pelos gestores públicos há pelo menos dez anos, corre sérios riscos de nascer ultrapassada. Peca por não prever qualquer prioridade ao transporte coletivo, recomendação de bom senso em tempos de pura imobilidade, e por não atender à insaciável demanda por espaço dos automóveis, devido a equívocos de projeção que criaram gargalos viários. O projeto previu um amplo acesso de chegada à futura via, no sentido Centro-Boa Viagem, mas esqueceu das opções de retorno. Ou seja, do jeito que está, a Via Mangue é hoje uma via que vai, mas não volta.
Foto: Guga Matos/JC Imagem
Um dos principais gargalos do futuro corredor, percebido atualmente e que se prolongará caso intervenções físicas não sejam realizadas rapidamente para resolver o problema, é o encontro do túnel da Rua Manoel de Brito, que fica sob a Avenida Herculano Bandeira, no Pina, com a Avenida Antônio de Góes, principal saída da Zona Sul em direção à área central da capital. Construído na segunda gestão do prefeito João Paulo e símbolo da primeira etapa do projeto viário, a passagem subterrânea, que deveria eliminar os conflitos de trânsito, está sendo vítima deles. Engarrafa diariamente não só pelo tráfego intenso que atrai - o Rio Mar Shopping, inaugurado há 11 meses, é a razão atual -, mas principalmente pelo erro grosseiro de encontrar-se com um corredor de tráfego pesado, que deveria ter sido evitado desde sempre: a Avenida Antônio de Góes. Com o agravante de que essa interseção é feita com um semáforo. O resultado tem sido ruim e, quando a Via Mangue ficar pronta, deverá ficar caótico porque os 30 mil veículos que deverão utilizar a via diariamente passarão por aquele ponto.
Os técnicos confirmam esse raciocínio. “Não acredito que o túnel esteja completo. É óbvio que aquela obra não está concluída. Não é uma questão de engenharia, apenas de bom senso. É uma solução inacabada. O túnel deveria seguir sob a Avenida Antônio de Góes e acomodar o tráfego nessa mesma via através de uma alça. Do jeito que está, apenas sob a Avenida Herculano Bandeira, joga todo o tráfego na confluência com a Antônio de Góes, chocando-se com os veículos que saem da Zona Sul. Não tem lógica. Está faltando algo. A presença do RioMar Shopping, de fato, antecipou o problema, mas ele existiria de qualquer forma mais na frente”, atesta o professor do departamento de engenharia civil da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Fernando Jordão, que está fazendo doutorado em transportes.

Em reserva, um ex-integrante das gestões do PT à frente da prefeitura e profundo conhecedor da Via Mangue confessa que o gargalo criado pela falta de continuação do túnel foi percebido e alertado desde os projetos iniciais da futura via, ainda na primeira gestão de João Paulo. A solução não foi dada por falta de recursos. Ou seja, aquele velho hábito dos gestores públicos de fazer o que dá, mesmo que não seja o ideal. “Sabíamos que o túnel precisava ser prolongado até a Avenida Antônio de Góes, mas o custo, na época, era mais do que o dobro do valor gasto. Além do custo, havia dificuldades com o licenciamento ambiental e a necessidade de negociar desapropriações. Sabíamos que não podíamos jogar o tráfego na Antônio de Góes. Mas era o que dava para fazer. Era melhor do que não executar nada”, afirma.

Uma solução para substituir o prolongamento do túnel, também apontada antes do início da execução da Via Mangue, seria a construção de um elevado na Antônio de Góes. “Era uma outra opção. Com o elevado, o tráfego que sairia do túnel passaria por baixo, entraria numa alça e retornaria à avenida, enquanto os veículos que trafegavam na Antônio de Góes passariam por cima, no elevado. Dessa forma não haveria o conflito. Mas o custo também era alto e se deixou para o futuro”, relata.

Pois o futuro chegou e o momento de encontrar a solução adiada no passado é agora. Todos os dias são registrados congestionamentos no túnel da Via Mangue. À tarde e à noite, eles são certos. As retenções se estendem por mais de 500 metros e os motoristas ainda têm que ficar presos numa rampa, o que é desafio para muitos. Quando a Via Mangue estiver pronta, o volume de tráfego será bem maior, o que ampliará os problemas.

Diante desse cenário, o professor Fernando Jordão faz um alerta, lembrando que os gestores públicos enganam-se com a justificativa de que não previram ao menos uma faixa para o transporte coletivo na Via Mangue porque corredores estão prometidos para as Avenidas Domingos Ferreira e Conselheiro Aguiar. “As pessoas não vão deixar o carro em casa sabendo que têm uma via expressa para andar. Você precisa rivalizar o transporte individual e o coletivo, torná-los concorrentes. Caso contrário, o automóvel vai levar sempre vantagem. Qualquer benefício ao carro faz com que a pessoa não hesite em usá-lo. E a Via Mangue será um benefício ao automóvel, o que é um erro”, avalia.

Por Roberta Soares
Informações: JC Online
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No Rio, Terminal de ônibus do centro de Cabo Frio será retirado do Largo Santo Antônio, no centro da cidade

Há sete meses, a Justiça determinou que a prefeitura de Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio, retire o terminal de ônibus do Largo Santo Antônio, no centro da cidade. A decisão, no entanto, ainda não foi cumprida porque o governo municipal recorreu da sentença.

Para a Justiça, o terminal está abalando a estrutura do prédio do convento que fica em frente ao ponto de ônibus. Segundo o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o intenso movimento de ônibus provoca trepidação e prejudica a estrutura do convento, prédio tombado pelo instituto.


A retirada definitiva do terminal do Largo Santo Antônio ainda não tem data. De acordo com a Procuradoria Geral do Município, o processo está suspenso até que seja concluído um estudo de mobilidade urbana e assim definido o melhor lugar para a construção do novo terminal.

Uma área de 5.400 metros quadrados, na Avenida Julia Kubitschek, a cerca de 50 m do atual terminal, está sendo avaliada pela prefeitura. O projeto já foi até encaminhado para o parecer preliminar do Iphan. A gerente regional do instituto, Gabriela Silgueiro, explica que acompanha o processo, mas o prazo para a remoção do terminal agora é com a justiça.

No local, chegam e partem 16 linhas, passando cerca de 8 mil passageiros diariamente. Quem passa pelo terminal reclama que não há qualquer tipo de sinalização indicando o destino e horários dos ônibus. Além dos problemas estruturais, há também a falta de segurança. É comum os passageiros embarcarem nos ônibus no meio da rua, já que os veículos param em fila dupla por falta de espaço.

De acordo com o secretário de Transporte de Cabo Frio, Victor Moreira, na reunião desta sexta-feira (27) a prefeitura apresentou uma proposta de sinalização do terminal, mas o Iphan solicitou um projeto para análise. A prefeitura informou que vai elaborar o projeto, mas não deu prazo para isso.

Já a empresa responsável pelo transporte coletivo na cidade, Auto Viação Salineira, informou por meio de nota que não tem nada a declarar sobre o assunto, transferindo para a prefeitura toda a responsabilidade sobre o tema.

Imagens: Reprodução
Informações: G1 Região dos Lagos



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Em SP, Faixa exclusiva da 9 de Julho vai até a Cidade Jardim

A Avenida 9 de Julho, em São Paulo, terá mais uma faixa exclusiva à direita para ônibus a partir desta segunda-feira (30). Com 1,4 quilômetro de extensão, a nova via ficará entre as Avenidas Cidade Jardim e São Gabriel. Os carros não poderão passar pelo novo trecho de segunda a sexta, das 6 às 22 horas e das 6 às 14h, nos sábados.

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) também vai inaugurar a partir da data outras pistas exclusivas para coletivos em mais de 20 vias da capital. Serão aproximadamente 14 km de novas faixas exclusivas para ônibus.


Na Avenida Dr. Arnaldo, a faixa já em operação será estendida em mais 400 metros no sentido centro. A extensão ficará entre as Ruas Heitor Penteado e Galeno de Almeida e será exclusiva para o transporte coletivo de segunda a sexta, das 6 às 22 horas, e aos sábados, das 6 às 14 horas. Com o novo trecho, a avenida terá 1,7 quilômetro exclusivo para a circulação das 30 linhas de ônibus que passam pelas vias.

O bairro do Ipiranga, na zona sul, também terá novas faixas exclusivas à direita. Com 1,4 km, a nova via passa pelas Ruas Bom Pastor e Antônio Marques e na Avenida Nazaré. Nesse trecho, circulam mais de 79 mil usuários de transporte público diariamente. No centro, serão mais 1,1 km de extensão no trecho que compreende a Avenida São Luís, os Viadutos 9 de Julho e Jacareí e na Rua Maria Paula.

A Prefeitura já inaugurou, somente em 2013, 204,1 km de faixas exclusivas para o transporte público. A previsão é de que até o fim do ano esse número chegue a 220 km.

A CET não divulgou quando começa a aplicar multas para os motoristas que não respeitarem as faixas exclusivas dos ônibus nesses locais. A infração, considerada leve pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB), custa R$ 53,20 e rende três pontos na carteira de habilitação.

Informações: O Estado de S. Paulo
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