Investimentos em mobilidade urbana para a Copa diminuem R$ 3 bilhões em um ano

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Os investimentos previstos em mobilidade urbana para a Copa do Mundo de 2014 diminuíram R$ 3 bilhões em relação à previsão inicial da Matriz de Responsabilidades da Copa, documento que estabelece os compromissos da União, estados e municípios com ações referentes ao evento.

Na Matriz inicial, de 2010, R$ 11,9 bilhões estavam previstos para serem investidos em projetos de mobilidade urbana nas 12 cidades-sede do Mundial. De acordo com as últimas atualizações do Portal da Transparência, a previsão atual de investimentos caiu para R$ 8,9 bilhões.
Veículo Leve sobre Trilhos em Brasília estão entre as obras excluídas
A diminuição pode ser explicada tendo em vista que, apenas em 2012, seis grandes obras foram retiradas da Matriz de Responsabilidades. Estes empreendimentos estavam orçados em R$ 4,7 bilhões e equivaliam na época a 38% dos investimentos totais em mobilidade urbana – que eram de R$ 12,3 bilhões no início do ano passado. Os dados foram obtidos por meio de um levantamento no Portal da Copa.

Veja tabela das obras aqui.

A construção do Veículo Leve sobre Trilhos em Brasília, do monotrilho de São Paulo, do corredor exclusivo para ônibus em Salvador e do corredor metropolitano em Curitiba estão entre as obras excluídas da Matriz. Em Manaus, foram retiradas a construção do corredor exclusivo para ônibus e do monotrilho, tornando a cidade a única das sedes que não receberá obras em mobilidade urbana.

As obras de mobilidade urbana nas cidades que receberão os jogos da Copa e estão previstas na Matriz de Responsabilidades possuem linha de crédito especial da Caixa Econômica Federal. Como o documento prevê que apenas empreendimentos que ficarem prontos até o início do Mundial podem receber recursos da Caixa, a retirada pode ser vista como uma manobra dos governos estaduais para as obras não ficarem sem o financiamento da União. Sendo assim, os governos podem pedir outra linha de financiamento ao Ministério do Planejamento, como os recursos do PAC Mobilidade.

Embora outras sete ações tenham sido incluídas na Matriz em 2012, o valor previsto para a execução destas é bem menor do que o montante que as obras retiradas representariam nos investimentos em mobilidade urbana. Juntas, conforme mostrado na tabela acima, elas somam R$ 641 milhões ao orçamento.

As obras de mobilidade urbana, juntamente com os aeroportos, são consideradas os principais legados que serão deixados aos brasileiros após a realização do Mundial. Em relatório de dezembro, o Tribunal de Contas da União observou que há morosidade na elaboração dos projetos e na contratação por parte dos entes federados responsáveis pelos empreendimentos.

Principais obras em mobilidade urbana

Corredor Exclusivo de Ônibus - São espaços viários delimitados, destinados prioritariamente à circulação de transporte público urbano, com ônibus operando em faixas preferenciais no nível da superfície. O planejamento para a Copa do Mundo de 2014 prevê a implementação de vários corredores exclusivos de ônibus nas cidades-sede, com destaque para as cidades de Cuiabá, Natal e Porto Alegre.

BRT (Bus Rapid Transit) – Traduzido como Linha de Ônibus Rápida, o BRT é um transporte coletivo sobre pneus, rápido, flexível e de alto desempenho. O conceito evoluiu a partir dos corredores exclusivos para ônibus, como alternativa ao metrô.

Além de segregar o tráfego geral e impor medidas de prioridade na circulação, o que facilita o trânsito das pessoas, o BRT também proporciona redução dos tempos de embarque e desembarque de passageiros, por ser composto de veículos com grande número de portas e de plataformas niveladas ao piso do ônibus. Outras vantagens são o pagamento fora do veículo, as estações fechadas e seguras e os mapas de informação em tempo real. Serão implantados BRTs nas seguintes cidades-sede: Belo Horizonte, Curitiba, Fortaleza, Porto Alegre, Recife e Rio de Janeiro.

Veículo Leve sobre Trilhos - O VLT é um trem urbano de passageiros, cujo tamanho permite que sua estrutura de trilhos seja construída no meio urbano existente. Embora possua menor capacidade para transportar passageiros e velocidade inferior a dos trens de metrô, o VLT produz menos poluição e menor intensidade de ruído. Está prevista a construção e a operação dos seguintes VLTs até o início do Mundial: VLT Cuiabá/ Várzea Grande, no Mato Grosso e VLT Parangaba/Mucuripe, em Fortaleza (CE). Os VLTs terão capacidade de 20 mil passageiros/hora e percorrerão mais de 35 km.

Metrô – Estão previstos investimentos em estações e terminais de metrô nas cidades-sede de Fortaleza e Recife. O metrô tem elevada capacidade de passageiros, atinge alta velocidade e possui um curto intervalo de tempo entre embarque e desembarque.

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Prefeitura promete retomar obras do BRT na capital paraense

A Prefeitura Municipal de Belém promoverá, na próxima quarta-feira, dia 27, a primeira reunião pública para a discussão do projeto do Bus Rapid Transit (BRT) na capital. Convocada pelo prefeito Zenaldo Coutinho, a reunião será no Hangar Centro de Convenções da Amazônia, a partir das 18 horas, com previsão de duração de três horas. A prefeitura espera reunir mil pessoas no evento.

Segundo Zenaldo, a reunião servirá para ampliar a discussão com a população sobre o projeto, o que não ocorreu até agora. “É um momento importante e será um marco no que diz respeito ao projeto. Todos os que quiserem devem e podem participar”, convida Zenaldo Coutinho.

Cinco exposições serão feitas durante a reunião. A primeira será feita pela diretora do Núcleo de Gerenciamento de Transporte Metropolitano (NGTM) do Estado, Marilena Mácola. Ela explicará o projeto Ação Metrópole e detalhará como o BRT Belém estava inserido nele antes de ser retirado sem maiores explicações pelo ex-prefeito Duciomar Costa.

Em seguida, a diretora presidente da Autarquia de Mobilidade Urbana de Belém (Amub), Maísa Tobias, vai detalhar em que fase estão as obras do BRT e apontar as falhas do projeto, inclusive as de engenharia, deixadas pela gestão anterior.

Uma delas foi a intervenção, sem planejamento, apenas na avenida Almirante Barroso e no Entrocamento, criando um estado de caos no trânsito e de insatisfação na população. Outro ponto a ser abordado será a extensão da obra até Icoaraci, ignorada pelo projeto atual. Maísa Tobias também falará sobre as mudanças que a prefeitura fará no projeto para torná-lo viável.

O terceiro a falar será o secretário municipal de Urbanismo, Eduardo Leão. A ele caberá o detalhamento dos problemas legais do BRT, que hoje enfrenta severas restrições dos Tribunais de Contas da União (TCU) e dos Municípios (TCM) e até mesmo da Caixa Econômica Federal (CEF), que devolveu os 12 projetos executivos enviados pela gestão de Duciomar Costa por inconsistência técnica. Além disso, há a questão financeira: o município foi sangrado em R$ 100 milhões por causa do BRT, dos quais apenas R$ 44 milhões foram pagos, ficando R$ 56 milhões em dívidas para a atual gestão.

Depois do secretário de Urbanismo, falará o próprio prefeito, que mostrará como, apesar dos problemas legais e técnicos, o município pretende retomar imediatamente as obras, em parceria com o governo do Estado. Da reunião deverá ser tirada, ainda, uma carta de encaminhamento do BRT, que servirá de orientação para a gestão da obra pela prefeitura. “Queremos debater esse projeto com a população e debater com transparência. A ideia maior dessa reunião é que a gente possa tomar decisões em conjunto com a sociedade, da maneira mais transparente possível”, afirma Zenaldo Coutinho.

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Valorização do conhecimento para um transporte mais digno

O Professor Licinio aponta para a necessidade premente de investimentos em planejamento e conhecimento para a construção de uma mobilidade digna para todos.

A extensão e a qualidade da malha viária do Rio de Janeiro apresentam padrões relativamente inferiores aos encontrados em muitas outras metrópoles, inclusive de países em desenvolvimento. Como agravante, se tem que mais de 90% das viagens realizadas no Rio ocorrem nesse espaço viário, que se torna cada vez mais escasso e os consequentes congestionamentos mais críticos com o aumento da taxa de motorização.

Para se buscar reduzir a quantidade de veículos nas vias públicas e minimizar seus impactos, uma alternativa adotada em algumas das principais cidades do mundo é dispor de generosas redes de transporte público de alta capacidade, para atender às necessidades de deslocamentos por meios mais produtivos socialmente e menos agressivos ambientalmente.

Segundo parâmetros internacionais, as atuais linhas metroferroviárias e de barcas do Rio de Janeiro deveriam ser ao menos duplicadas. Entretanto, é comum que os críticos a essa proposta a considerem inviável, alegando o alto custo de construção de suas instalações físicas. No entanto, esse mesmo argumento não é aplicado aos elevados custos impostos pelo modelo existente, que conservadoramente ultrapassam aos dois bilhões de reais por ano derivados das perdas desnecessárias de tempo nos deslocamentos, de energia e principalmente de vidas humanas decorrentes dos acidentes de trânsito, além dos danos ambientais.

Pior que não ampliar a infraestrutura disponível é não aproveitá-la satisfatoriamente: são mais de 200 quilômetros de ferrovias subutilizados, o mesmo ocorrendo com a Baía de Guanabara quanto ao seu potencial uso pelo transporte aquaviário. Apenas os atuais ramais ferroviários equivalem a um patrimônio que supera os 20 bilhões de reais, que, contrariamente ao bom senso, transportam somente 3% das viagens motorizadas, quando já transportaram 15% há 50 anos atrás.

Mesmo reconhecendo a preocupação recente em aumentar a capacidade dos trens urbanos para cerca de 1.100.000 passageiros por dia, isso é ainda muito pouco para a sua extensão e pelo montante de investimentos governamentais em curso. Como já citado, esse valor corresponde a aproximadamente ao que existia no início dos anos 60 do século passado, quando a população do Rio representava metade da que se tem nos dias de hoje.

Portanto, além da aquisição de novos vagões, aprimoramentos gerenciais-tecnológicos e aperfeiçoamentos nos sistemas de sinalização e controle para aumentar a capacidade dos ramais ferroviários, é preciso:

- Melhorar a qualidade de serviço e a imagem dos trens urbanos, a fim de que se tornem mais atraentes para os usuários dos automóveis e dos ônibus, que vêm perdendo passageiros para as vans, que reproduzem a mesma concorrência indevida observada entre os ônibus e os trens;

- Criar novas linhas na Baia da Guanabara e fortalecer o transporte aquaviário, bem como ampliar o metrô além dos previstos 55 km e configurá-lo como sistema (e não simplesmente uma linha), concebendo uma rede de transporte estruturante e integrada, em conjunto naturalmente com as ferrovias e com os novos BRTs, alimentada pelos ônibus e modalidades de menor capacidade, cujos itinerários precisam ser reformulados;

- Integrar o sistema de transportes com o desenvolvimento urbano e as políticas habitacionais, promovendo um ambiente mais harmônico que resulte em viagens mais curtas, menos concentradas no tempo e orientadas às modalidades não motorizadas e de transporte público, dentro de um marco institucional articulado e capacitado para cumprir com a sua missão.

A formulação e a implantação dessas ações dependem fundamentalmente de investimentos em planejamento e conhecimento, assumindo a capacidade transformadora dos mesmos. Assim como fazem as sociedades mais organizadas e que desfrutam de uma melhor qualidade de vida, nas quais as decisões não são impostas por alguns grupos mais influentes, mas sim partilhadas e determinadas a partir de processos transparentes, participativos e respaldados tecnicamente. Esse é o caminho para utilizar os recursos que dispomos em sintonia com o interesse público e na construção de uma mobilidade digna para a população.

* Licinio da Silva Portugal é Professor do Programa de Engenharia de Transportes da COPPE/UFRJ e Coordenador da Rede PGV (http://redpgv.coppe.ufrj.br/)

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Consórcio Novo Recife vai requalificar e modernizar o Cais José Estelita

O projeto de requalificação urbanística do Cais José Estelita, denominado Novo Recife, passou por ajustes e pretende fazer mais referências à memória arquitetônica e histórica do lugar e melhorar a mobilidade na região. Dentre as novidades, estão a construção de um viaduto no Cabanga, cruzando a Avenida Engenheiro José Estelita, novos acessos para a Ilha do Leite e avenidas Sul e Dantas Barreto e a implantação de uma ciclovia de Boa Viagem à Avenida Norte. No sentido Centro/Zona Sul, será criada mais uma faixa de rolamento na avenida já existente, que possui três faixas nesse sentido, sendo uma ociosa, e duas no sentido contrário. Dentro do complexo, haverá uma via paralela ao cais com duas faixas. Na próxima quarta, o projeto será discutido mais uma vez em audiência pública na Câmara.

De acordo com o consórcio Novo Recife, formado pelas construtoras Moura Dubeux, Queiroz Galvão, GL Empreendimentos e Ara Empreendimentos, todo o complexo terá permeabilidade e irá se comunicar com os bairros de São José, Cabanga e Ilha do Leite. Quem vier da Zona Sul pela ponte Agamenon Magalhães poderá acessá-lo diretamente por um viaduto que será feito ao lado do Capitão Temudo, cruzando a Av. Engenheiro José Estelita. Dentro do complexo, o estudo prevê uma passagem em nível para a Avenida Sul, de onde será possível acessar a Imperial e a Ponte Joaquim Cardozo, desembocando na Ilha do Leite.

Para viabilizar esses acessos, o consórcio está se comprometendo com a prefeitura a requalificar vias inseridas nesse trajeto, o que inclui desapropriações num trecho da Avenida Central. Também está sendo negociada com o governo federal a retirada de partes ou de todo o muro da antiga Refesa que margeia a Avenida Sul. O muro, inclusive, é um dos entraves encontrados pelo consórcio para permitir que a área do entorno do complexo seja inserida no processo de urbanização que vai acontecer da beira do cais até a linha férrea.

“Faremos os acessos viários para carros e pedestres, mas não podemos avançar pois o terreno não é nosso”, explicou um dos arquitetos que assinam o projeto, Jerônimo da Cunha Lima. Segundo o arquiteto, se o projeto seguisse, por exemplo, o mesmo traçado de construção da Avenida Boa Viagem, aos invés de 12 edifícios, seriam erguidos 50 na mesma área.

Segundo os empreendedores, há uma grande expectativa para que o poder público utilize a atual linha férrea para a circulação de um VLT, que sairia do novo terminal marítimo de passageiros e iria até o encontro das linhas Sul e Centro, onde o usuário faria a conexão para o metrô. Já o viaduto das Cinco Pontas, cuja demolição foi sugerida pelo Iphan como uma das medidas mitigadoras do projeto, poderá ou não permanecer. O consórcio está disponibilizando R$ 2 milhões para fazer a derrubada. Caso a PCR não concorde com a ideia, o dinheiro será deslocado para outra ação compensatória a ser indicada pelo Iphan.

VLT - Ainda em relação ao projeto Novo Recife, a Prefeitura estuda uma forma de utilizar a linha férrea que passa pela área e é a mais antiga do Brasil, datada de 1885. De acordo com Braga, pode ser colocado um Veículo leve sobre trilhos (VLT) em cima do trilho, para ligar Afogados ao Centro. A questão está sendo debatida com o Porto do Recife e o Governo do Estado, por exemplo.

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Em Goiânia, T-63 e mais 5 vias exclusivas para ônibus

O trânsito de uma das principais avenidas de Goiânia vai passar por modificações, mas, antes mesmo de a obra ser iniciada, as mudanças já causam polêmica. A Avenida T-63 terá corredor preferencial para o transporte coletivo, cujas obras devem começar no próximo mês, e gera insatisfação de comerciantes, que reclamam a perda de estacionamento aos clientes. Mas o ganho próximo a 30% no fluxo do transporte coletivo é utilizado como argumento pela Prefeitura de Goiânia, que ainda planeja outros cinco corredores preferenciais. 

Mesmo com comerciantes se dizendo surpreendidos e prometendo bucar a Justiça contra o corredor da T-63, a intervenção já está decidida e a Prefeitura de Goiânia deve anunciar os últimos detalhes do projeto na quarta-feira (27). A Companhia Metropolitana de Transporte Coletivo (CMTC) informa ainda que pelo menos cinco avenidas de fluxo intenso de veículos vão ganhar corredores de ônibus. São elas: Avenida 85, T-7, T-9, 24 de Outubro e Avenida Independência. Na Avenida T-9, o estacionamento pela pista direita foi proibido desde 2012. A decisão também causou revolta dos comerciantes, mas impulsionou o fluxo do transporte coletivo.

Os próximos corredores devem seguir os moldes do implantado no Eixo Universitário. Na época de instalação, houve tumulto no trânsito e a Secretaria Municipal de Trânsito, Transporte e Mobilidade (AMT) chegou a cancelar as multas emitidas inicialmente pelos radares, instalados para controlar a circulação de veículos na faixa de ônibus.

No entanto, o transtorno inicial resultou em aumento de velocidade do transporte coletivo em até 20,8% na via. Segundo levantamento da Rede Metropolitana de Transportes Coletivos da Grande Goiânia (RMTC), no horário de pico vespertino, entre as 17 e 19 horas, uma viagem que demorava 24 minutos para ida e volta, em um trecho de 2,1 quilômetros, caiu para 19 minutos no mesmo ciclo fechado.

No site da RMTC, uma ferramenta indica a média geral de velocidade dos principais trechos do transporte coletivo. Ontem, por volta das 14 horas, a velocidade dos ônibus da Avenida T-63 era considerada lenta, com média de apenas 15 km/h. No início da noite, os veículos públicos atingiam a média, considerada moderada, de 25 km/h.

A coordenadora técnica do Fórum de Mobilidade Urbana de Goiânia, Erika Cristine Kneib, sustenta que o corredor preferencial melhora sensivelmente a velocidade do ônibus. “O congestionamento dos veículos em geral atrapalha muito o transporte coletivo. Isso diminui a velocidade operacional do ônibus e gera efeito cascata nos horários de passagem, ocasionando a superlotação”, pondera.

Ela alerta que, para o corredor funcionar na T-63, ele deve seguir fielmente os mesmos moldes do Eixo Universitário. “Precisa ter os mesmos elementos da Rua 10. Inclusive com fiscalização eletrônica, para o carro não invadir o espaço do transporte público.” Além disso, destacou que é necessária a garantia da acessibilidade das calçadas. “Isso requalifica o corredor, pois a pessoa vai a pé até o ponto de ônibus.” Cristiane afirmou que, se o corredor for bem executado, pode diminuir em até 30% o tempo de percurso dos ônibus. Porém, a Prefeitura já divulgou que, no inicio, o trânsito será monitorado apenas por agentes de fiscalização, mas que existe possibilidade da instalação de fiscalização eletrônica pela via.

A especialista defende que o transporte público de Goiânia está perdendo passageiros. “Alguma coisa tem de ser feita para melhorar o serviço. Os corredores são as principais propostas para não acontecer migração.” Explicou ainda que a conscientização e adesão da população ao transporte público vão acontecer quando medidas restritivas de uso de carros e motos forem adotados, por exemplo, com pedágio urbano. 

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Mobilidade urbana em Salvador tem verba assegurada de R$ 900 milhões

A disponibilidade de recursos para a implantação das vias transversais estruturadoras da malha viária de Salvador foram asseguradas durante a semana pelo governo federal.

A verba permitirá a extensão do transporte de massa para o interior do miolo da cidade, beneficiando bairros como Cajazeiras e Fazenda Grande, entre muitos outros.

As vias alimentarão o Sistema Metroviário Salvador / Lauro de Freitas (Metrô da Paralela). Os projetos passam a fazer parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Mobilidade.

Serão cerca de R$ 900 milhões, distribuídos em cinco intervenções estruturantes para a mobilidade urbana de Salvador. A confirmação orçamentária foi dada pela presidente Dilma Rousseff ao governador Jaques Wagner.

As vias alimentadoras estão divididas em dois grupos: Sistema Alimentador 1, composto pelas duplicações da Avenida Pinto de Aguiar e Gal Costa, e construção da Ligação Lobato e Pirajá, ligando a Estação Pirajá à Avenida Suburbana.

Já o Sistema Alimentador 2 compreende a duplicação da Avenida Orlando Gomes, com um complexo de viadutos passando sobre a Paralela, o que permitirá a ligação da Orlando Gomes à Avenida 29 de Março, a ser implantada.

De acordo com o secretário da Casa Civil, Rui Costa, responsável por essas intervenções e pelo metrô, a oficialização da inclusão dessas obras no PAC Mobilidade deve ser publicada em edição do Diário Oficial da União da próxima semana.

“O governo estadual apresentou os projetos e conseguiu incluí-los no PAC. Inicia-se uma nova etapa de obras estaduais na capital baiana, transformando o sistema de transporte e melhorando o trânsito da cidade. Estamos prontos para iniciar os processos licitatórios”, disse Rui Costa.

O secretário informou, ainda, que o lançamento das licitações vai ocorrer a partir de março. A previsão do Estado é que as obras sejam iniciadas já no primeiro semestre deste ano.

Em relação ao Sistema Metroviário Salvador / Lauro de Freitas, Rui Costa informou que o processo de negociação com a prefeitura de Salvador, iniciado em 2012, continua e que, a partir da transferência do metrô para o estado, a licitação será lançada. “Estamos dialogando com a prefeitura, superamos vários pontos e esperamos um retorno positivo. Nosso objetivo é recepcionar o metrô o mais rápido possível”.

Imbuí e Narandiba 
Outras realizações anunciadas pelo Governo da Bahia são a implantação do complexo de viadutos do Imbuí, que teve edital de licitação lançado no início deste mês ,o complexo de viadutos de Narandiba, que trará solução definitiva para o acesso do início da Paralela aos bairros de Narandiba, Tancredo Neves, Cabula e Sabueiro, e a alça ligando a Avenida Luís Eduardo à BR- 116, criando um acesso direto para o Iguatemi e a região do Bonocô.

Essas obras somam investimentos estaduais superiores a R$ 100 milhões. 

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Prefeitura de São Paulo vai pôr dinheiro na construção de uma estação de Metrô no Jardim Ângela

Pela primeira vez desde que o Metrô passou a ser administrado pelo governo do Estado, a Prefeitura de São Paulo vai pôr dinheiro na construção de uma estação. A obra ficará no Jardim Ângela, zona sul, e será o ponto final da Linha 5-Lilás. As negociações já começaram entre as duas esferas administrativas, mas ainda não há prazo para o início da construção.

De acordo com a gestão Fernando Haddad (PT), a construção será tocada pelo próprio Metrô. A nova extensão da Linha 5, que atualmente opera entre o Capão Redondo e o Largo 13, em Santo Amaro, terá cerca de 4 km de comprimento e três estações: Parque Santo Dias, São José e Jardim Ângela.

Outro prolongamento, na ponta oposta do ramal, já está em andamento e seguirá, por túneis de 11,5 km, com 11 estações, até a Chácara Klabin. Com investimento de R$ 6,9 bilhões, o trecho deve ficar pronto em dois anos. 

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo


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Tarifa técnica pode chegar a R$ 2,78 em Curitiba em 2013, diz Urbs

As contas apresentadas pelo diretor jurídico da Urbanização de Curitiba (Urbs), Rodrigo Grevetti, na audiência pública promovida pelo órgão para discutir a tarifa do transporte coletivo na capital paranaense, na sexta-feira (22), mostram que a tarifa técnica pode chegar a R$ 2,78 em Curitiba no ano de 2013. Na integração metropolitana, conforme a prefeitura, o custo por passageiro pode ser de até R$ 4,10, com uma tarifa técnica de R$ 3,05, que é a média entre esses dois custos, ponderada pelo número de passageiros no transporte urbano e no integrado metropolitano.

O diretor jurídico apresentou os cálculos básicos para que se chegue à tarifa técnica, que é paga às empresas de transporte. Ele mostrou que os gastos com salários, encargos e benefícios representam  45% da tarifa. Grevetti explicou como é feito o cálculo dos custos das empresas com combustível (pela tabela da Agência Nacional de Petróleo); lubrificantes (pela variação de preço), rodagem (cotação dos custos de pneus no mercado) e peças, acessórios e serviços de terceiros relativos à manutenção, pela variação dos preços.

Cerca de 300 pessoas, entre representantes sindicais, motoristas, cobradores, usuários e empresários do setor participaram do encontro e debateram sobre o custo do transporte na capital durante três horas.

“É a primeira vez que se faz uma audiência para ouvir a sociedade sobre a tarifa e o processo de negociação dos salários de motoristas, cobradores e demais funcionários das empresas. Todas as críticas, as denúncias, os problemas levantados aqui serão estudados, debatidos, para que possamos chegar a bons resultados. E ainda vamos fazer a segunda, a terceira, muitas outras reuniões como essa”, disse o presidente da Urbs, Roberto Gregório.

A prefeitura informou que as perguntas feitas por escrito serão respondidas e publicadas no site da Urbs, assim como a apresentação feita pelo diretor jurídico do órgão.

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Rodoviária do Plano Piloto, por onde passam cerca de 700 mil pessoas diariamente, será completamente restaurada

A Rodoviária do Plano Piloto, por onde passam cerca de 700 mil pessoas diariamente, será completamente restaurada. No total, o GDF investirá R$ 800 mil em serviços de pintura, reforma geral dos banheiros, recuperação dos pisos e tetos. Para garantir maior acessibilidade às pessoas com necessidades especiais, serão instalados piso tátil e placas de comunicação visual. De acordo com a Secretaria de Estado de Transportes, a previsão é que as obras comecem em março e sejam concluídas em 180 dias.

"O objetivo é acolher melhor o cidadão, oferecendo um ambiente agradável e confortável. Desde 1998, a rodoviária não recebia uma reforma como essa", destaca o administrador do local, Severiano Rodrigues Viana.

O revestimento de mármore, o concreto aparente, os tetos e viadutos serão limpos e receberão verniz antipichação. A substância utilizada nesse processo permite a fácil remoção das tintas aplicadas sobre as estruturas, além de dar brilho e proteção.

As obras incluem também melhorias no sistema de captação de águas pluviais, localizado na plataforma superior. Já os banheiros ganharão novo projeto arquitetônico.

A estudante Ivanilde Marques, 39, que mora no Riacho Fundo I, passa pela Rodoviária do Plano Piloto com bastante frequência e acredita que as medidas vão beneficiar a população. "A rodoviária precisa receber esse tipo de ação. Para quem utiliza o local constantemente, como é o meu caso, encontrar o espaço em bom estado de conservação, com infraestrutura reforçada e limpo, faz toda a diferença", ressalta.

Balanço – A Rodoviária do Plano Piloto recebeu, nos últimos dois anos, diversas melhorias. Os usuários do local contam hoje com a troca das 12 escadas rolantes, em funcionamento desde outubro de 2012. Também foi firmado contrato para manutenção dos quatro elevadores.

Houve, ainda, a construção de fraldário e bicicletário, revitalização dos 107 painéis de identificação das plataformas, instalação de equipamentos para consulta dos horários de ônibus, recuperação dos locais que abrigam os contêineres e melhoria da iluminação pública.

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Em Blumenau, Tarifa de ônibus será de R$ 3,05 a partir de 11 de março

No final da manhã desta sexta-feira, o prefeito Napoleão Bernardes assinou o decreto que aumenta a tarifa de ônibus do transporte coletivo para R$ 3,05. Durante a manhã, representantes do Seterb e da Procuradoria Geral do Município estiveram reunidos para discutir o aumento. A intenção era analisar todos os detalhes do levantamento feito pela autarquia para não haver problemas futuros. 

O valor foi apresentado pelo presidente do Seterb à população durante a reunião da Câmara desta quinta-feira. A princípio, o Consórcio Siga havia aprensentado um relatório ao Seterb pedindo o aumento para R$ 3,45. O novo valor da passagem entra em vigor dia 11 de março. 

Mesmo com o decreto assinado, os estudantes voltam a se reunir nesta sexta à tarde, às 17h30min, na praça da prefeitura, para discutir o aumento da tarifa e ações contra o aumento para a próxima semana. A diretora da União Blumenauense dos Estudantes (UBE), Michele Mantelli, disse que, a princípio, não há nenhuma passeata marcada para ocorrer hoje. A participação no encontro é aberta a toda comunidade.

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Em Marília, Empresas de transporte coletivo têm 30 dias para fazer transição

As empresas Viação Cidade Sorriso, de Curitiba (PR), e Grande Bauru, vencedoras da licitação para explorar o transporte coletivo em Marília terão 30 dias para realizar a transição. O prazo começa a valer com a publicação de um decreto da prefeitura comunicando a decisão da justiça que derrubou liminar de outras oito empresas concorrentes e acatou recurso das duas vencedoras. No final de março a população já deve contar com novo modelo de transporte coletivo.
O fim da Viação Circular na cidade
A principal mudança será a bilhetagem eletrônica, sistema pelo qual os passageiros não terão que retornar ao Terminal para trocar de ônibus. “O software para a compensação dos bilhetes de uma região para outra já foi adquirido”, explica o advogado das empresas, Cristiano Mazeto.

Outra novidade será o valor da passagem. Atualmente o mariliense desembolsa R$ 2,30. Na ocasião do processo licitatório foi divulgado o valor de R$ 2,15 para Grande Bauru, que atuará na zona norte, e de R$ 2,13 para Viação Cidade Sorriso, que será responsável pela zona sul.

As duas empresas já adquiriram 63 ônibus cada, todos licenciados em Marília. Sobre os planos de melhorias na prestação de serviços, a empresa informou que o conforto e qualidade compõem o estilo de trabalho que será assegurado aos clientes.

A empresa Viação Cidade Sorriso está no mercado há mais de 20 anos e atua em cidades como Cascavel (PR), Foz do Iguaçu (PR), Itabuna (BA), Porto Seguro (BA), Uberlândia (MG), Paranaguá (PR) e Toledo (PR).A empresa recebeu prêmios na área de sustentabilidade e possui o ISO 9001. A garagem da Viação Cidade Sorriso está localizada na avenida Sampaio Vidal, 1.301 A.

Já a empresa Grande Bauru está há 55 anos no mercado de transporte e atua nas cidades de Bauru, São José dos Campos, Santos, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, Uberaba (MG), Campo Grande (MS), Maringá (PR), Londrina (PR), Apucarana (PR), Caxias do Sul (RS) e Rondonópolis (MT). A garagem da empresa está localizada na rua Marcos Bortion, 233, no Distrito Industrial I.

A população espera que o início das atividades em Marília represente a melhoria dos serviços.

A estudante Mariana Batista, 16, utiliza o transporte durante toda a semana e torce por mudanças positivas. Já a dona de casa Eunice Bueno, 63, que utiliza o transporte para ir até o trabalho acredita em benfeitorias para os usuários.

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No Recife, Programa Rios da Gente é exposto durante seminário

O secretário das Cidades, Danilo Cabral, participou dia 20, na Faculdade de Direito do Recife, no centro da Cidade, do seminário “O novo Recife que precisamos”. Evento que acontece de 18 a 21 de fevereiro é coordenado pelo Grupo Estudantil Ateneu Pernambucano (FDR) e pelo Observatório do Recife e tem como proposta discutir os problema e pensar as soluções para a cidade.

Debatendo o painel “O Rio Capibaribe e as políticas estatais nas questões hídricas”, o secretário apresentou a um público formado por estudantes de várias áreas, em especial, de direito, um panorama sobre o Programa Rios da Gente que vai transformar o Rio Capibaribe, um dos principais cartões postais da cidade, em um corredor de transporte fluvial.

“Esse era um sonho antigo dos recifenses, e hoje estamos conseguindo tornar realidade. Além de resgatar o rio permitindo o seu uso como mais uma opção de corredor de transporte público, também estaremos devolvendo às pessoas a possibilidade de olhar para o Capibaribe como antigamente e que voltem a ter orgulho do mais importante cartão postal da cidade”, ressaltou Danilo, que na ocasião também apresentou as intervenções que o Estado de Pernambuco tem feito para melhorar a mobilidade do Recife, como a implantação dos vários corredores exclusivos de ônibus.

Do painel, também participou a Dra. em Engenharia Ambiental pela USP, Fátima Brayner, que apresentou um historio desde o século XVI sobre o Rio Capibaribe e a sua importância para a cidade do Recife. “O Rio Capibaribe, apesar de toda a sujeira que é lançada nele, continua no imaginário popular como parte importante do Recife, da beleza natural da cidade.” ressaltou a engenheira, mencionando versos de vários autores pernambucanos como João Cabral de Melo Neto, Josué de Castro e Austro Costa, e de movimentos culturais, como o Manguebeat  que tem como objeto o Rio Capibaribe. Ao final das explanações os alunos fizeram perguntas aos debatedores.

Durante o seminário também foram discutidos temas como controle urbano, educação, meio-ambiente e planejamento urbano. Após o seu encerramento todas as propostas apresentadas serão consolidadas e entregues ao Prefeito do Recife, Geraldo Julio. 

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São Paulo: Bilhete único mensal começa a valer em novembro

Uma das principais promessas de campanha do prefeito Fernando Haddad (PT), o bilhete único mensal vai começar a ser usado em toda a capital a partir de novembro. Antes disso, em uma fase piloto, o serviço já estará disponível para portadores de deficiência, idosos e estudantes. O valor do bilhete ainda não foi definido pela Prefeitura.

Os cerca de 7 milhões de usuários dos ônibus da cidade terão de fazer pessoalmente o cadastro no novo sistema. O processo começa em abril. A cidade tem, atualmente, cerca de 22 milhões de bilhetes únicos ativos - que também são usados no metrô e nos trens. 

Conforme explicou com exclusividade para o Estado o secretário municipal de Transportes, Jilmar Tatto, antes do cadastro físico será preciso preencher uma ficha pela internet, onde o passageiro terá também de informar o número do CPF. Depois, de forma escalonada, os passageiros serão chamados para o cadastro físico, onde será colhida uma impressão digital - que será usada em um sistema de identificação biométrica para usar os cartões. "É um cadastramento complicado", disse o secretário, que analisa a contratação de estagiários para fazer esse processo.

A implementação do bilhete único mensal depende também da conclusão do processo de renovação da concessão do serviço de ônibus da cidade. Dos atuais oito consórcios que operam o transporte público municipal - divididos por regiões -, os novos contratos preveem apenas três empresas operando na capital. Os contratos atuais vencem em julho.

Validadores. A Prefeitura publicou anteontem, no Diário Oficial da Cidade, o edital para certificar empresas a fornecer os validadores do bilhete único mensal com leitura biométrica. O processo se encerra no fim do mês que vem. Cada um dos cerca de 15 mil ônibus e lotações da capital tem um.

"Os validadores terão de ter também GPS. Hoje, o ônibus não sai com validador desligado, mas pode sair sem GPS. Temos de mudar a tecnologia em função também de novas tecnologias que queremos instalar, como recarga na catraca, compra pela internet e pagamento com cartão do banco ou celular", afirmou o secretário. O acompanhamento eletrônico servirá para evitar fraudes. 

No ano passado, a campanha do prefeito Fernando Haddad (PT) estimou em R$ 140 o valor do bilhete único mensal - o que daria para fazer, atualmente, 46 viagens de ônibus (com direito a transferência gratuita para até três ônibus em três horas). 

Sem falar no valor do novo bilhete - que também estará disponível na modalidade "bilhete semanal" -, Tatto reafirmou que a passagem de ônibus vai subir em junho, como já havia prometido o prefeito Fernando Haddad, e garantiu que o valor ficará dentro da inflação medida desde o último reajuste, em janeiro de 2011. Mas não revelou quanto custará a passagem.

Por Bruno Ribeiro e Caio do Valle - O Estado de S.Paulo


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Prefeitura de Fortaleza disponibiliza solicitação de carteira estudantil pela internet

A Prefeitura de Fortaleza, por meio da Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (Etufor), orienta os alunos a solicitarem a carteira estudantil, documento que garante a meia passagem no transporte coletivo da cidade. O procedimento pode ser feito pela internet, de modo prático, sem necessidade do comparecimento do estudante ou de seu responsável à sede do órgão, o que permite economia de tempo e comodidade.

Para requisitar a nova carteira, os interessados devem acessar o site da Etufor (www.fortaleza.ce.gov.br/etufor), confirmar os dados, imprimir o comprovante de solicitação e anexar a documentação exigida.

No caso dos estudantes da rede particular, será emitido um boleto com as respectivas taxas de R$ 13 (escolas), R$ 14 (Unifor) e R$ 15 (demais universidades privadas) referente à confecção do documento para ser pago nas agências lotéricas. Após efetuar o pagamento, o aluno deve entregar o comprovante na entidade estudantil ou na própria instituição de ensino. 

O processo é similar para os estudantes que estão solicitando o documento pela primeira vez. A única diferença é que estes precisam fazer o pré-cadastro, ou seja, preencher os seus dados corretamente no mesmo endereço eletrônico, anexando uma foto 3X4, declaração de matrícula e cópia da identidade. Se não possuir RG, pode apresentar a xerox da certidão de nascimento junto à identidade do responsável. 

Desde o início do prazo de solicitação, foram requeridas mais de 100 mil carteiras. O novo documento será automaticamente validado para uso nos ônibus e vans no dia primeiro de maio. Até esta data, deve ser utilizada a carteira antiga. Somente os alunos que não possuem a carteira de 2012 receberão o novo documento já pronto para uso imediato.

Confirmação da matrícula

Para que a carteira seja entregue, é imprescindível que a diretoria da instituição de ensino realize a confirmação da matrícula dos estudantes que estão regularmente matriculados no ano letivo de 2013 através do site da Etufor. A entrega do documento só será permitida mediante essa confirmação.

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Depois da greve, Tarifa do transporte coletivo de Londrina aumenta para R$ 2,45

A partir da 0h deste domingo (24), a passagem do transporte coletivo em Londrina sobe de R$ 2,20 para R$ 2,45. O anúncio do aumento da tarifa foi feito pelo prefeito Alexandre Kireeff (PSD) na última quarta-feira (20), após um estudo realizado pela Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMT) que apontou a necessidade de recomposição.

O reajuste era um pedido antigo das companhias de transporte coletivo, mas seu percentual foi criticado pelo Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo (Metrolon). A entidade declarou, através de nota oficial, que a elevação do preço não cobrirá sequer os aumentos salariais concedidos aos trabalhadores da categoria nos últimos dois anos.

Até este sábado, a população pagava R$ 2,20 pela tarifa, com outros R$ 0,15 subsidiados pelo município. Na nova tarifa, além dos R$ 2,45 repassados ao usuário, a prefeitura vai pagar R$ 0,10, mantendo subsídio de R$ 6,9 milhões repassado anualmente às empresas.

"Pedimos à Procuradoria Geral do Município um estudo final sobre a aplicabilidade da lei do subsídio no caso de reajuste e sobre a possibilidade de conceder o subsídio obedecendo ao contingenciamento de 30%. A resposta aos dois itens foi favorável e conseguimos chegar ao valor de R$ 2,45", declarou o prefeito.

Além do reajuste da tarifa, o transporte coletivo foi notícia essa semana por causa da greve que paralisou os ônibus na manhã de sexta-feira (22). Após um dia de paralisação, os trabalhadores fecharam um acordo com o Metrolon e voltaram ao trabalho, com a promessa de Kireef que as discussões sobre melhorias sociais continuarão.

Informações: O Diário | Londrina

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São Gonçalo fará campanha por metrô e pode ganhar também BRT

A implantação em São Gonçalo do BRT (sistema de ônibus de alta capacidade que prevê um serviço rápido, confortável, eficiente e de qualidade), pode ficar mais próxima. Na sexta-feira, o secretário municipal de Transportes, Daelson de Oliveira Viana, fará uma visita ao BRT da Barra da Tijuca à convite do secretário de Estado de Transporte, Júlio Lopes, que já tem um projeto pronto especificamente para a cidade.

O anúncio foi feito, ontem, por Daelson de Oliveira, durante reunião do Rotary Clube de São Gonçalo, no Abrigo Cristo Redentor, no bairro Estrela do Norte, em São Gonçalo. Oliveira foi convidado a falar sobre a implantação da Linha 3 do metrô, que ligará Niterói a Itaboraí, passando por São Gonçalo e, aproveitando, que falava sobre transporte de massa, falou sobre o encontro com Júlio Lopes.

“O projeto já existe para as rodovias RJ-104 e RJ-106, mas ainda não temos nenhuma data, nem números”, disse o secretário.
Durante a reunião, Aldenir Correia, diretor do Rotary Clube SG anunciou que a campanha desencadeada para a implantação da Linha 3 do metrô será colocada na rua.

“Elaboramos um documento que é um resumo dos principais pontos discutidos sobre o assunto e vamos conclamar a população. A Linha 3 já é indispensável, não tem como não ser realizada”, disse.

Oliveira disse que vai apoiar o movimento do Rotary, inclusive colocando o adesivo da campanha em seu carro. “A campanha é oportuna em razão da grande necessidade do transporte na nossa cidade. Uma campanha dessa só faz acelerar a implantação”, afirmou. 

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DFTrans tem nova ferramenta para buscas de itinerários e horários de ônibus

Os usuários do transporte público do DF passam a ter acesso, a partir desta quinta-feira (21), ao novo sistema para consultar horários e itinerários dos ônibus. O site do DFTrans (Transporte Urbano do Distrito Federal) ganhou melhorias para um atendimento mais rápido.

As consultas de linhas e itinerários podem ser feitas por nome, números dos ônibus, cidades ou locais específicos nas regiões administrativas. Para ter acesso às informações, o usuário deve digitar um código de segurança, o que torna a navegação mais segura.

Há também no site um campo para o encaminhamento de dúvidas e sugestões à Ouvidoria do DFTrans. Por meio do ícone Contato, na parte superior da página, as demandas serão enviadas diretamente à diretoria de tecnologia da informação do órgão,  para aperfeiçoar o sistema de informação ao usuário.

Acesse o campo Horários dos Ônibus no Site do DFTrans e confira a programação do transporte coletivo.

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Após um dia, Greve do transporte coletivo termina em Londrina

A greve dos motoristas e dos cobradores do transporte coletivo de Londrina terminou na manhã deste sábado (23). Os profissionais já voltaram ao trabalho. A informação foi confirmada pelo presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Londrina (Sinttrol), João Batista da Silva.

Já no início da manhã, cerca de 70% da frota circulava no Município. O serviço foi normalizado completamente por volta do meio-dia. Segundo Silva, a decisão do fim da greve foi tomada pelos sindicatos envolvidos, sob mediação do prefeito Alexandre Kireeff (PSD), após reunião realizada na noite de sexta-feira (22), mesmo dia em que a paralisação começou.

Segundo o presidente do Sinttrol, a decisão pelo fim da greve foi bem dividida. A proposta de reajuste salarial aos trabalhadores, que aumentou em meio ponto percentual, saindo de 6% para 6,5%, não atendeu às expectativas de todos os funcionários. O dia paralisado será pago pelas empresas.

“Para alguns trabalhadores, o objetivo era a implantação de um Plano de Demissão Voluntária (PDV). Nenhuma proposta salarial seria suficiente para essas pessoas voltarem ao trabalho. Mas mesmo assim terminamos a greve”, explicou Silva. O PDV não foi oferecido, segundo ele, porque as empresas enfrentam um problema de pessoal. “Disseram que está difícil contratar novos motoristas e cobradores.”

O aumento real nos salários foi definido em 10%, 3,5% pago em junho de 2012 como antecipação e 6,5% acertado na reunião de sexta-feira (22). Para o presidente do Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo de Londrina (Metrolon), Gildalmo Mendonça, o reajuste acordado entre os dois lados está acima do que a empresa pode pagar. “Mesmo assim, atendemos ao pedido feito pelo prefeito.”

Além do reajuste nos salários, os trabalhadores receberão um aumento de 9,5% no Plano de Participação de Resultados (PPR).

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