Greve no transporte público virou moda no país e moeda para aumento de salário

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Os sindicatos não se entendem com os patrões e governos e quem paga a conta é o cidadão brasileiro. A situação é de caos para o trabalhador que precisa do transporte público nas principais capitais do país. No Recife, a greve do Metrô chega hoje ao décimo dia sem negociações. Poderia ficar pior se nos horários de maior movimento, o Metrorec deixasse de funcionar normalmente. Na capital pernambucana cerca de 260 mil passageiros são atingidos pela paralisação.
O Sindimetro-PE informa que a categoria quer uma reposição salarial de 5,13%, que é o índice da inflação entre 2011-2012, e plano de saúde. O sindicato conta ainda que o governo propõe congelamento dos salários e benefícios e que já ocorreram três rodadas de negociação e nada foi acertado. Os funcionários que aderiram à greve dos metroviários, segundo a CBTU, são os relacionados à manutenção, administração e os que trabalham nas estações.

Em Salvador, a greve dos rodoviários teve início na manhã desta quarta-feira (23). A população precisou acordar ainda mais cedo para não chegar atrasada no trabalho. A espera pela condução chegava a durar quase 1h um dos pontos da Avenida Paralela.

A paralisação intermunicipal dos rodoviários foi anunciada na tarde de terça-feira (22), após uma reunião da categoria com empresários no Tribunal Regional do Trabalho (TRT).  Uma nova rodada de negociação está prevista para segunda-feira (28) e até lá a categoria deve manter a paralisação.
Os rodoviários pedem 14% de aumento, mas aceitam negociar a proposta de 8% sugerida pelo Ministério Público e Secretaria do Trabalho.

Em Belo Horizonte, os metroviários decidiram manter a greve iniciada em 14 de maio, após a realização de uma assembléia na Estação Vilarinho, na Região de Venda Nova. A paralisação entrou no 10º dia nesta quarta-feira(23), o que prejudica 215 mil pessoas que utilizam o metrô e moram em BH e Região Metropolitana.

De acordo com o secretário financeiro do Sindicato dos Empregados em Empresas de Transporte Metroviários e Conexos de Minas Gerais (Sindimetro-MG), Sérgio Leôncio, a categoria aguarda o ajuizamento do dissídio coletivo no TST, que vai julgar as reivindicações da categoria em âmbito nacional.

Finalmente em São Paulo, o governador Geraldo Alckmin, classificou a greve dos metroviários e dos trabalhadores da CPTM de “político-eleitoreira”. Em entrevista ao Bom Dia São Paulo, da TV Globo, o governador disse que a população está sendo “punida” pela paralisação.

Alckmin afirmou que a greve é promovida por um “grupelho radical com motivação político-eleitoral, prejudicando a população”. O governador ressaltou que os grevistas descumprem uma decisão da Justiça do Trabalho que determinou que fosse mantida 100% da operação do Metrô no horário de pico.

Fonte: O Reporter

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Medida garante integração da rede de transporte da Região Metropolitana de Curitiba

O Governo do Estado, por meio da Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba (Comec), e a Prefeitura de Curitiba firmaram convênio para garantir a integração do transporte coletivo da Região Metropolitana de Curitiba.
Com a medida, fica assegurado o equilíbrio econômico-financeiro do sistema, que atende a população de 13 municípios, cobrindo a diferença no custo por passageiro da Rede Integrada de Transporte. Para isso, o Estado vai fazer o repasse de R$ 64 milhões, durante o período de 12 meses, para o Fundo de Urbanização de Curitiba (FUC), destinado ao transporte coletivo.
A Rede Integrada é responsável por 73% da demanda por transporte coletivo de toda a Região Metropolitana de Curitiba. Por mês, são 5,4 milhões de passageiros de municípios localizados no entorno da capital que se deslocam em uma frota de 697 ônibus distribuídos em 105 linhas.
O convênio atende a uma necessidade tanto dos usuários da Região Metropolitana quanto da capital, uma vez que a sustentabilidade do sistema de transporte não pode ser diferenciada entre urbano e metropolitano.
O sistema, formado por linhas integradas e com tarifa única, torna o transporte acessível a todos os usuários, o que vem ao encontro da Lei da Mobilidade, lei federal 1257/2012, que entrou em vigor neste ano.
A frota da Rede Integrada de Transporte percorre diariamente 490 mil quilômetros num total de 21 mil viagens. São atendidos, além da capital, os municípios de Araucária, Fazenda Rio Grande, Campo Largo, Campo Magro, Rio Branco do Sul, Itaperuçu, Almirante Tamandaré, Colombo, Bocaiúva do Sul, Pinhais, Piraquara, São José dos Pinhais e Contenda.

Informações: Governo do Paraná

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Ônibus do transporte complementar estão circulando durante greve, diz Transalvador

A Superintendência de Trânsito e Transporte do Salvador (Transalvador) determinou que toda a frota de 278 micro-ônibus do Sistema de Transporte Especial Complementar (STEC) esteja circulando em Salvador durante a greve dos rodoviários.

A medida foi tomada diante do descumprimento da liminar judicial que determina o mínimo de 60% da frota de ônibus em horário de pico e 40% em horário de menor movimento durante a paralisação.

Em nota, o órgão reconhece que o número não é suficiente para atender a demanda, porém afirma que a medida ajuda a minimizar o caos estabelecido pela falta de transporte público.

A Transalvador também informa que o Elevador Lacerda e o Plano Inclinado do Pilar estão funcionando em sua capacidade plena, para transportar a demanda dos bairros interligados por estes equipamentos. Além disso, o Plano Inclinado Liberdade-Calçada (PILC) voltará a funcionar nesta quarta-feira (23), depois de ter o funcionamento interrompido pela forte chuva.

Equipes da Transalvador estiveram nas garagens de ônibus durante a madrugada, com o intuito de que a decisão judicial fosse cumprida. Entretanto, como os motoristas não compareceram às empresas, nada pôde ser feito, segundo o órgão de trânsito. Isto implica a aplicação de multa diária de R$ 50 mil ao Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários no Estado da Bahia, conforme determinou o Tribunal Regional do Trabalho.

Os agentes da Transalvador estão nas ruas, com o objetivo de fiscalizar os taxistas que queiram se aproveitar da situação, praticando preços acima da tabela.




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Em São Paulo, Greve dos metroviários chega ao fim

A estimativa é que 4,8 milhões de passegeiros tenham sido prejudicados pela greve no Metrô e na CPTM nesta quarta. O número corresponde aos 4 milhões de transportados por dia pelo Metrô e 850 mil que utilizam as linhas 11-coral e 12-safira da CPTM.
 
Durante a assembleia, foram votadas três opções: aceitar a proposta e encerrar a greve, não aceitar a proposta e manter a paralisação ou suspender a greve e manter a negociação. A primeira foi aprovada pela maioria dos metroviários.

Inicialmente, o Metrô tinha oferecido reajuste de 4,65%, enquanto o sindicato pedia 20,12%. A nova proposta, no entanto, foi apresentada a assembleia da categoria, que concordou em retornar ao trabalho.

Com a greve de hoje, a operação foi parcial no metrô. A linha 1-azul funcionou entre as estações Ana Rosa e Luz, a linha 2-verde entre a Ana Rosa e Clínicas, e a linha 3-vermelha operou entre as estações Bresser-Mooca e Santa Cecília --todas com velocidade reduzida e maior intervalo de espera.

As linhas 5-lilás e 4-amarela --que é operada por concessionária privada-- funcionaram normalmente durante a manhã, mas também com velocidade reduzida.
O governador Geraldo Alckmin (PSDB) disse em entrevista ao "Bom Dia Brasil", da TV Globo, que "a população está sendo cruelmente punida por um grupelho radical que descumpre ordem judicial".

Segundo o presidente do sindicato, Altino Prazeres Júnior, os funcionários vão retornar aos seus postos com calma e tranquilidade.
 

CPTM
As linhas 11-coral e 12-safira da CPTM, porém, continuam pararadas nesta quarta-feira. Uma audiência está marcada para às 17h no TRT entre representantes da CPTM e do sindicato. Em seguida, será realizada uma nova assembleia para que os funcionários decidam se aceitam a nova proposta da companhia.

Segundo a CPTM, cerca de 850 mil pessoas foram afetadas pela paralisação nesta quarta das duas linhas --que ligam o centro de São Paulo a cidades da região metropolitana, passando pela zona leste.

A categoria quer reajuste salarial superiores a 6,17% --valor oferecido pela CPTM-- e o aumento no vale refeição, entre outros pontos.

Com a paralisação, a SPTrans acionou o Paese, com ônibus extrar para atender os passageiros dessas linhas. Para atender a linha 1-coral há 30 ônibus operando entre as estações Brás e Guaianases. Já na linha 12-safira, há 30 ônibus entre o Brás e o Itaim Paulista.

Os funcionários das linhas 8-diamante e 9-esmeralda, também da CPTM, decidiram entrar em estado de greve, o que significa que a partir de hoje eles usarão coletes e distribuirão material informativo sobre a possibilidade de greve.

TRANSTORNOS

Com a paralisação, o trânsito ficou complicado e atingiu recorde histórico às 10h, com249 km de filas. O recorde anterior era de 191 km registrados em 4 de novembro de 2004, quando a cidade sofreu os efeitos da chuva e dos alagamentos.

O sistema de ônibus também ficou sobrecarregado e os veículos superlotados. Revoltados com a situação, passageiros fecharam a Radial Leste, uma das principais vias da zona leste, entre as estações Itaquera e Artur Alvim da linha 3-vermelha, que não abriram.

Os pneus de alguns ônibus foram furados para impedir o tráfego na via. Para dispersar o grupo, a Polícia Militar usou bombas de efeito moral nos manifestantes. Ao menos duas pessoas foram detidas e uma mulher ficou ferida.

Outro protesto foi realizado na frente da estação Jabaquara da linha 1-azul, que amanheceu fechada. Passageiros juntaram uma pilha de papelão e jornais e colocaram fogo no material. Um grupo tentou forçar as portas da estação.

Sem metrô e com ônibus lotados, algumas empresas se mobilizaram para garantir que parte dos funcionários chegue ao trabalho. Na estação Itaquera (zona leste) da linha 3-vermelha, que amanheceu fechada, atendentes de três empresas de call center esperavam o transporte prometido pelos empregadores.

INVESTIGAÇÃO

O Ministério Público informou que vai apurar a responsabilidade dos sindicatos dos metroviários e ferroviários na greve de hoje. Com isso, foi encaminhado um ofício aos sindicatos solicitando informações sobre a greve e, especialmente, sobre as razões do desrespeito à ordem judicial que obrigava a categoria a manter 100% do efetivo nos horários de pico (das 5h às 9h e das 17h às 20h) e 85% nos demais horários.

Segundo determinação da desembargadora Anélia Li Chum, em audiência realizada ontem na Justiça do Trabalho, em caso de descumprimento, estava estipulada multa diária de R$ 100 mil. Ontem mesmo o sindicato já tinha dito que a decisão não seria cumprida.

A investigação deverá ser feita pelos pelos promotores de Justiça Gilberto Nonaka (Consumidor), Mauricio Antonio Ribeiro Lopes (Habitação e Urbanismo) e Walter Foleto Santin (Patrimônio Público e Social).

Folha.com

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Congestionamento na capital paulista chega a 249 km e bate recorde histórico

Os motoristas paulistanos enfrentam, na manhã de hoje (23), o maior congestionamento já registrado pela Companhia de Engenharia de Tráfego no período. Por volta das 9h55, a cidade tinha 249 quilômetros de vias com lentidão, recorde desde que o trânsito da capital começou a ser acompanhado.

A marca anterior havia sido atingida no dia 4 de novembro de 2004, quando a cidade registrou, às 9h30, 191quilômetros de lentidão. Em 2012, o recorde foi em 27 de abril, com 168 quilômetros de filas.

A situação foi provocada principalmente pela greve dos metroviários e funcionários da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos, que começou de madrugada e paralisa parcialmente a circulação de trens e do metrô na capital.

A suspensão do rodízio de veículos, determinada para reduzir os impactos da falta dos serviços de transporte, e um acidente com uma carreta, que interdita duas faixas da Marginal Pinheiros, uma das principais vias da cidade, desde a madrugada, também causam o quadro de lentidão.

As marginais Pinheiros e Tietê, a Avenida dos Bandeirantes e a Avenida Radial Leste são algumas das vias com maiores trechos de congestionamento.

Edição: Graça Adjuto / Agência Brasil

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Greve no Metrô do Recife entra no décimo dia sem negociações

A greve dos metroviários do Recife entra no seu décimo dia nesta quarta-feira (23) e ainda sem previsão de fim. As linhas Sul (Recife-Cajueiro Seco) e Centro (Recife-Camaragibe) do Metrorec, além das linhas Diesel (Cajueiro Seco-Cabo e Cajueiro Seco-Curado), continuam funcionando apenas no horário de maior movimento, de segunda a sexta, das 5h às 8h30 e das 16h30 às 20h, e aos sábados, das 5h às 13h. Fora desses intervalos, os trens não circulam e as estações ficam fechadas.

O início da paralisação ficou decidido na última segunda-feira (14) e está afetando cerca de 260 mil passageiros que utilizam o transporte ferroviário na Região Metropolitana do Recife. De acordo com informações do Sindicato dos Metroviários de Pernambuco (Sindimetro-PE), a categoria no estado mandou representações para as negociações no âmbito federal, junto aos ministérios e à Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU). Ainda não há avanços na negociação.

De acordo com informações da assessoria de comunicação da CBTU-Metrorec, o esquema de funcionamento de horário de pico trabalha com 100% dos trens, não causando prejuízos aos passageiros que utilizam o transporte nesse horário. Nos horários em que o metrô fica sem funcionar, o Grande Recife Consórcio de Transportes está reforçando as linhas de ônibus, interligando algumas estações.

O Sindimetro-PE informa que a categoria quer uma reposição salarial de 5,13%, que é o índice da inflação entre 2011-2012, e plano de saúde. O sindicato conta ainda que o governo propõe congelamento dos salários e benefícios e que já ocorreram três rodadas de negociação e nada foi acertado. Os funcionários que aderiram à greve dos metroviários, segundo a CBTU, são os relacionados à manutenção, administração e os que trabalham nas estações.

Ônibus

O Grande Recife Consórcio de Transportes está mobilizando até 30 veículos para atender os usuários do metrô, nos horários em que as linhas não estiverem funcionando. A operação inclui o aumento no número de viagens de quatro linhas (161-Brigadeiro Ivo Borges, 166-Cajueiro Seco/Afogados, 115-TI Aeroporto/TI Afogados e 363-Curado IV. Av.01.) e a criação de duas linhas emergenciais (Jaboatão/Barro e Joana Bezerra/Afogados/Barro) nos terminais integrados de Joana Bezerra, Jaboatão, Barro, Afogados e Camaragibe.
O esquema ainda terá o prolongamento do itinerário da linha Camaragibe/CDU, estocagem de veículos e monitoramento feito pela equipe de fiscalização do Grande Recife. Os usuários podem obter informações sobre o esquema emergencial pelo telefone 0800.081 01 58.
Informações: G1 Pernambuco

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Greve dos rodoviários em Salvador atinge 100% da frota de ônibus da capital

Salvador amanheceu sem transporte rodoviário nesta quarta-feira. Desde a meia-noite, os funcionários iniciaram a greve por tempo indeterminado. De acordo com o diretor-social do Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários do Estado da Bahia, Cleber Raimundo dos Santos Maia, a paralisação é de 100%. "Nós liberamos a frota e ônibus determinada pela Justiça, mas não podemos obrigar os funcionários a sair se eles não querem", alegou, ressaltando que o movimento grevista atinge todo o Estado baiano.

Na segunda-feira, a desembargadora Vânia Tanajura Chaves, da 5ª Vara da Fazenda Pública, determinou que os trabalhadores de Salvador devem manter rodando 60% do efetivo de ônibus nos horários de 5h às 8h e 17h às 20h. No restante do tempo, deve ter 40% do efetivo de transporte público. Em caso de descumprimento da medida, o sindicato terá que pagar multa diária de R$ 50 mil.

Na segunda-feira, está marcada uma nova rodada de negociação entre trabalhadores e o Sindicato das Empresas de Transporte Público de Salvador (Setps) no Tribunal Regional do Trabalho (TRT). O encontro será às 10h.

O trabalhadores decidiram em assembleia, ontem, que entrariam em greve, após rejeitar a proposta do Setps de aumento de 4,88%. Os funcionários querem 13,8%, entre 8% de ganho real e o restante de acumulados da inflação desde o último aumento.

Outras reivindicações do movimento são o retorno do pagamento aos funcionários das empresas a cada 15 dias, fim da terceirização do trabalho de motoristas e cobradores e também a redução da jornada de trabalho de 7h para 6h. Por fim, os rodoviários querem que o plano de saúde Mastermed seja substituído.

Fonte: Terra



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Com greve no metrô, São Paulo tem recorde no trânsito e protestos

A greve dos funcionários do Metrô de São Paulo, deflagrada na madrugada desta quarta-feira, provoca uma manhã de transtornos para o paulistano. O trânsito bateu o recorde histórico da manhã, e passageiros revoltados com a situação entraram em confronto com a polícia.

Mas a paralisação não atinge todas as estações e linhas. Segundo o Metrô, a linha 1-azul opera entre as estações Ana Rosa e Luz, a linha 2-verde opera entre a Ana Rosa e Clínicas, e a linha 3-vermelha funciona entre as estações Bresser-Mooca e Santa Cecília --todas com velocidade reduzida e maior intervalo de espera.

As linhas 5-lilás e 4-amarela --que é operada por concessionária privada-- funcionam normalmente, mas também com velocidade reduzida.
As operações em todos as linhas começaram atrasadas em decorrência da greve. Normalmente elas começam às 4h40, mas hoje os primeiros trens só deixaram as estações depois das 5h: a linha 5 começou às 5h10, seguida da linha 2 às 5h20, linha 1 às 5h30 e linha 3 às 6h17. A linha 4 começou às 4h40.

Segundo o Metrô, a operação está sendo realizada com funcionários que não aderiram à greve e com seu quadro administrativo, que foi deslocado e está atuando nas estações e bilheterias.

Em nota, o Sindicato dos Metroviários afirma que o Metrô está tentando operar o sistema "de forma precária, utilizando o seu quadro de supervisores, que não são completamente habilitados para as funções exigidas. Essa é uma política irresponsável da empresa que coloca em risco, inclusive, a segurança dos usuários".

As linhas 11-coral e 12-safira da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), que ligam o centro a cidades da região metropolitana, também estão paradas nesta manhã.

CONFRONTO
A SPTrans (empresa que gerencia os ônibus), acionou o Paese (Plano de Atendimento entre Empresas de Transporte em Situação de Emergência), com ônibus gratuitos para atender os usuários do metrô nos trechos com estações fechadas.

Além disso, algumas linhas que operam com destino às estações de metrô foram estendidas até a região central, segundo a empresa.

Com a greve, o sistema de ônibus ficou sobrecarregado e os veículos deixam os pontos superlotados desde o início da manhã. Revoltados com a situação, passageiros fecharam a Radial Leste, uma das principais vias da zona leste, entre as estações Itaquera e Artur Alvim da linha 3-vermelha, que não abriram.


 
Os pneus de alguns ônibus foram furados para impedir o tráfego na via. Para dispersar o grupo, a Polícia Militar usou bombas de efeito moral nos manifestantes. Ao menos duas pessoas foram detidas e uma mulher ficou ferida.

Outro protesto foi realizado na frente da estação Jabaquara da linha 1-azul, que amanheceu fechada. Passageiros juntaram uma pilha de papelão e jornais e colocaram fogo no material.

TRÂNSITO
Por causa da greve, o rodízio de veículos foi suspenso. Hoje estariam impedidos de circular os veículos com placas de final 5 e 6 das 7h às 10h e das 17h às 20h.

Às 10h a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) registrou 249 km na cidade, recorde de congestionamento no período da manhã. Com isso, foram superados os 191 km registrados em 4 de novembro de 2004, quando houve uma forte chuva e diversos alagamentos pela cidade.
A previsão da companhia é de que o trânsito continue piorando nesta quarta-feira.

NEGOCIAÇÃO
Os metroviários marcaram para as 12h uma nova assembleia, que vai definir se a greve da categoria continua ou não.
Ontem, após uma audiência na Justiça do Trabalho, a desembargadora Anélia Li Chum decidiu que os funcionários deveriam manter 100% do efetivo nos horários de pico (das 5h às 9h e das 17h às 20h) e 85% nos demais horários.
Em caso de descumprimento, foi estipulada multa diária de R$ 100 mil. Ontem mesmo o sindicato disse que a a decisão não seria cumprida.
A desembargadora ainda proibiu a liberação das catracas --uma das propostas da categoria para a greve.

Na manhã de hoje, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) disse em entrevista ao "Bom Dia Brasil", da TV Globo, que "a população está sendo cruelmente punida por um grupelho radical que descumpre ordem judicial".
Na audiência na Justiça do Trabalho, o Metrô ofereceu aumento real de 1,5% e 4,15% de correção, enquanto os funcionários pedem 5,37% de correção e 14,99% de aumento real.

Fonte: Folha Online / Imagens : Rivaldo Gomes/Folhapress


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Greve no Metrô e na CPTM prejudica passageiros nesta quarta em São Paulo

Funcionários do Metrô e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) entraram em greve nesta quarta-feira (23) em São Paulo. Em razão disso, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) suspendeu o rodízio municipal de veículos. A SPTrans, por sua vez, acionou o Plano de Atendimento entre Empresas de Transporte em Situação de Emergência (Paese), ampliando o atendimento de ônibus entre as estações afetadas.

O trânsito foi prejudicado. Às 7h25, segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), havia 117 km de congestionamento na cidade. Em Itaquera, na Zona Leste, passageiros revoltados com a paralisação bloquearam os dois sentidos da Radial Leste e furaram pneus de um ônibus na via.

Veja abaixo a situação das linhas do Metrô e da CPTM às 6h25:
Linha 3-VermelhaA Linha 3-Vermelha, do Metrô, que liga Corinthians-Itaquera à Estação Palmeiras-Barra Funda, operava apenas no trecho entre a Estação Santa Cecília e a Estação Bresser.

Linha 1-Azul
A Linha 1-Azul, do Metrô, operava apenas entre as estações Luz e Ana Rosa.

Linha 2-VerdeA Linha 2-Verde, do Metrô, só funcionava entre as estações Ana Rosa e Clínicas.
Segundo informações do Metrô, as três linhas em operação nesta manhã tinham velocidade reduzida. Ainda segundo o Metrô, a operação era realizada com funcionários que não aderiram à greve e com o quadro administrativo que auxilia nas estações e bilheterias.

Linha 5-Lilás
A Linha 5-Lilás começou a operar em todas as suas estações às 5h10. De acordo com o Metrô, os passageiros que estavam na Zona Sul acessavam o Centro da cidade por meio da integração com a Linha 9-Esmeralda da CPTM, na estação Santo Amaro, e com a Linha 4-Amarela, na estação Pinheiros.

Linha 4-Amarela
A Linha 4-Amarela, operada pela iniciativa privada, operava normalmente desde a madrugada.

Linha 11-Coral e Linha 12-SafiraNa CPTM, as linhas 11-Coral e 12-Safira estavam paradas. Ônibus gratuitos foram colocados à disposição dos passageiros de todas as linhas para fazer os trajetos de Mogi das Cruzes a Guaianazes e Guaianazes a Brás e de Poá a Itaim Paulista e do Itaim Paulista a Brás.

Demais linhas da CPTMNa CPTM, as linhas 7-Rubi, 8-Diamante, 9-Esmeralda e 10-Turquesa funcionavam normalmente.

Estações fechadasBoa parte das estações amanheceu com as portas fechadas. Sindicatos que representam trabalhadores do Metrô e das linhas 11 e 12 da CPTM decidiram na noite desta terça-feira (22) declarar greve a partir da 0h desta quarta. Nos dois casos, decisões da Justiça do Trabalho determinam que o efetivo fosse mantido sob pena de multa diária de R$ 100 mil.
Metrô e CPTM estimam que aproximadamente 4,8 milhões de passageiros possam ser afetados pela greve.

Rodízio e PaesePor causa da declaração de greve, o rodízio municipal de veículos, que às quartas limita a circulação de carros e caminhões com placas finais 5 e 6, foi suspenso, segundo a CET. A SPTrans acionou o Plano de Atendimento entre Empresas de Transporte em Situação de Emergência (Paese) - com ele, as linhas com destino às estações do Metrô tiveram seu trajeto estendido até a região central de São Paulo.

Segundo a Polícia Militar, foi feito um reforço no policiamento nas estações da CPTM e do Metrô, inclusive nas operadas pelo Consórcio ViaQuatro.

Greve no MetrôA decisão do Sindicato dos Metroviários de São Paulo de optar pela paralisação ocorreu após uma audiência com representantes do Metrô que terminou sem acordo. A Justiça do Trabalho determinou, no entanto, que o sindicato dos Metroviários mantivesse 100% da frota funcionando durante os horários de pico e 85% nos demais horários e proibiu a liberação das catracas.

O sindicato terá que pagar multa de R$ 100 mil diários por descumprimento da decisão. Os horários de pico são das 5h até as 9h e das 17h às 20h. A audiência de conciliação desta tarde foi realizada no Tribunal Regional do Trabalho - 2ª Região, e mediada pela desembargadora e vice-presidente do tribunal, Anélia Li Chum.

Reivindicação e negociações
Os metroviários reivindicam 5,13% de reajuste salarial, 14,99% de aumento real, vale-alimentação de R$ 280,45 e reajuste de 23,44% no vale-refeição, além de equiparação salarial, 36 horas semanais, periculosidade sobre todos os vencimentos, adicional de risco de vida de 30%, plano de saúde acessível para os aposentados e reintegração dos demitidos em 2007.

Durante a audiência desta tarde, a companhia propôs reposição da inflação pelo Índice Nacional de Preços (IPC) e aumento real de 1,5%. A desembargadora propôs reajuste pelo INPC mais 1,5% de aumento real.

O Metrô propôs vale-alimentação de R$ 158,57, enquanto os metroviários mantiveram a reivindicação de R$ 280,45. A desembargadora propôs R$ 218. Em relação ao vale-refeição, o Metrô propôs elevar o valor para R$ 21 e o sindicato manteve a reivindicação de R$ 25,25. A desembargadora estipulou o valor em R$ 23.

Houve divergências também sobre o adicional de risco para agentes de segurança e de plataforma, sobre a equiparação salarial de funcionários que exercem as mesmas funções, adicional de periculosidade, aumento da contribuição do Metrô nos planos de saúde dos funcionários e readmissão de 61 grevistas demitidos em 2007.

Os dois lados concordaram apenas em montar comissões para discutir pontos mais polêmicos como a distribuição de participação nos resultados e a jornada de trabalho dos funcionários que iniciam ou terminam seus turnos fora do horário de funcionamento do sistema de transporte público.

Em nota, a Secretaria de Transportes Metropolitanos informou que o Metrô e a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) também concordaram em consolidar todas as cláusulas sociais presentes nos atuais dissídios coletivos e estão dispostos a debater eventuais pendências remanescentes.

Linhas 11 e 12 da CPTM
Os funcionários das linhas 11-Coral e 12-Safira da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) decidiram entrar em greve em assembleia realizada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil (STEFZCB).

A greve nas duas linhas da CPTM teve início à 0h desta quarta-feira (23), e deve perdurar por tempo indeterminado. Está prevista uma nova assembleia às 18h desta quarta, para avaliar a paralisação. Cerca de 850 mil passageiros usam diariamente as duas linhas.

Em nota, a CPTM informou que os sindicatos das linhas 7, 8, 9 e 10 continuam em negociação e as linhas vão operar normalmente. A companhia ressaltou que espera que seja cumprida decisão do Tribunal Regional do Trabalho (TRT/SP) para que 85% efetivo seja mantido nos horários de pico (das 5h30 às 10h e das 16h às 20h30) e 70% nos demais horários.

Segundo a companhia, foi apresentada uma nova proposta nesta terça reajustando o valor do vale-refeição de R$ 18 para R$ 20, correção salarial de 4,60% (IPC/FIPE) + 1,5% de produtividade. Além disso, sinalizou que os funcionários terão direito a participação nos resultados da empresa, a ser pago em 2013, com valor mínimo de R$ 3 mil.

Fonte: G1 SP

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População já sente reflexos da greve de ônibus em Salvador

No início da manhã desta quarta-feira (23), primeiro dia da paralisação dos rodoviários em Salvador, a população já sentia os efeitos da falta de transporte nos pontos de ônibus. Às 5h40 já havia concentração de pessoas em um dos pontos da Avenida Paralela que diziam estar à espera de um ônibus desde as 5h.

Para quem não pode pagar por um táxi, a alternativa é recorrer às vans e até mesmo a carros que passam pelos pontos anunciando seu destino. Já nesta manhã era possível ver as vans lotadas, que circulam pela capital.

A empregada doméstica Noêmia Miranda acordou no horário habitual e foi para o ponto esperar por transporte no bairro de Tancredo Neves. "Esperei por uma hora e não passava nada, só aqueles carros clandestinos e mesmo assim não tinha para todos os bairros. Liguei para a patroa e ela disse que não tinha como me buscar, para eu ficar em casa", diz.

A engenheira civil Adriana Bittencourt conta que em dias de greve mais da metade dos trabalhadores costuma não ir à obra. "O principal receio deles é conseguir chegar e não ter como voltar para casa. Alguns têm moto, ou carro, mas é uma minoria. A empresa já chegou a dar dinheiro para os que têm carro abastecerem e darem carona aos colegas. Também estamos tentando alugar um ônibus para passar pelos bairros onde mais trabalhadores moram", revela. 

Greve
A paralisação intermunicipal dos rodoviários foi anunciada na tarde de terça-feira (22), após uma reunião da categoria com empresários no Tribunal Regional do Trabalho (TRT).  Uma nova rodada de negociação está prevista para segunda-feira (28) e até lá a categoria deve manter a paralisação.

Os rodoviários pedem 14% de aumento, mas aceitam negociar a proposta de 8% sugerida pelo Ministério Público e Secretaria do Trabalho.
Apesar da decisão, uma liminar judicial determina a manutenção de uma frota mínima de 60% nos horários de pico e 40% nos outros horários. O sindicato afirma que orientou todos os rodoviários sobre a determinação, mas não pode garantir o cumprimento da liminar.

De acordo com Hélio Ferreira, do Sindicato dos Rodoviários, a categoria reivindica aumento de 14%, correspondente à inflação, mais 8% de ganho real, além do retorno do quinquênio, fim da terceirização, plano de saúde para empregado e família, 30 tickets no mês, com aumento do valor de R$10,60 para R$15.

Informações: G1 Bahia

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CET suspende rodízio por causa da greve no Metrô de SP

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) informou na noite desta terça-feira (22) que, com a decretação da greve dos metroviários em São Paulo, será suspenso o rodízio municipal de veículos nesta quarta-feira, para veículos com placas finais 5 e 6.

A SPTrans acionará o Plano de Atendimento entre Empresas de Transporte em Situação de Emergência (Paese) e estenderá as linhas com destino às estações do Metrô até a região central de São Paulo.

O Sindicato dos Metroviários de São Paulo decidiu, em assembleia nesta noite, decretar a greve da categoria a partir da meia-noite. Uma audiência entre representantes do Metrô e do sindicato terminou sem acordo.

A Justiça do Trabalho determinou, no entanto, que o sindicato mantenha 100% da frota funcionando durante os horários de pico e 85% nos demais horários e proibiu o sindicato de liberar as catracas.Caso as determinações não sejam cumpridas, o sindicato terá que pagar multa de R$ 100 mil diários. Os horários de pico são das 5h até as 9h e das 17h às 20h. A audiência de conciliação desta tarde foi realizada no Tribunal Regional do Trabalho - 2ª Região, e mediada pela desembargadora e vice-presidente do tribunal, Anélia Li Chum.

O presidente do sindicato, Altino de Melo Prazeres Júnior, falou sobre a decisão. “Para não prejudicar a população de São Paulo, nós propusemos a catraca livre, mas não foi aceito. Além disso, fizemos algumas reconsiderações para sair do impasse, mas o Metrô respondeu com propostas menores do que as da Justiça. Não tivemos outra alternativa a não ser a paralisação”, afirmou. Ele disse que espera a adesão de 90% da categoria e considera que vão parar todas as linhas, com exceção da Linha 4-Amarela.

Segundo o presidente, os turnos da noite (que começa à meia-noite) e da manhã não irão entrar para trabalhar. “Se nesse período houver alguma proposta do Metrô, vamos realizar uma assembleia ao meio-dia para decidir o que fazer.”

Fonte: G1 SP

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IPI reduzido para carros populares… Bye bye mobilidade

O Brasil é realmente um País para não se levar a sério. A decisão do governo federal de reduzir, mais uma vez, o IPI dos carros populares com motores 1.0, não fere apenas os príncípios lógicos da economia – já que, com a decisão, o governo volta a estimular um setor que tem uma inadimplência de R$ 10 bilhões, débito proveniente de consumidores que foram estimulados a comprar e comprar carros sem ter condições de pagar as parcelas. Fere a mobilidade, tão falada nos dois últimos anos, principalmente em função da Copa do Mundo de 2014, mas cada dia menos percebida nas ruas das cidades, grandes ou pequenas, de todo o País. A situação que já é péssima, ficará ainda pior com a nova medida do governo, que tenta, mais uma vez, evitar que a economia brasileira quebre, como fez em 2009, mas que mais cedo ou mais tarde pagará um preço – se não econômico, de mobilidade.

Circular, ir e vir diariamente pelas cidades ficará cada vez mais difícil. Por mais que alguns técnicos argumentem que o Brasil ainda tem uma relação razoável de veículos por número de habitantes (atualmente, é um carro para cada cinco habitantes. Nos EUA, por exemplo, é um para um), os investimentos em infraestrutura viária não acompanham e nunca vão acompanhar a enxurrada de carros que todos os meses chegam às ruas. E agora, menos gente vai querer continuar andando de ônibus ou metrô – com seus variados problemas. Quem puder, vai sim comprar um carro ou uma moto. Num momento em que o Brasil deveria restringir o uso de automóveis em algumas áreas das cidades e investir de verdade em transporte público – ônibus, VLT e metrô -,  opta por incentivar a compra de veículos. Lamentável. Bye bye mobilidade.

Por Roberta Soares / JC Online

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Metrô de São Paulo entra em greve nesta quarta-feira

As negociações com o governo do Estado de São Paulo chegaram a um impasse nesta terça-feira e os metroviários definiram em assembleia greve a partir da zero hora de quarta-feira em todas os ramais, com exceção da Linha 4-Amarela, que tem outro sindicato. Para evitar transtornos, a Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) conseguiu liminar no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 2ª Região que determina 100% de operação no horário de pico, das 5 horas às 9 horas e das 17 horas às 20 horas, e 85% nos demais horários.

A decisão liminar foi da desembargadora Anélia Li Chun, vice-presidente do TRT da 2ª Região, que conduziu a última audiência de conciliação entre Metrô e funcionários e também proibiu a prática de liberar catracas - que chegou a ser defendida por trabalhadores - e fixou multa diária de R$ 100 mil, caso a greve afete a operação.

Os metroviários reivindicam 5,13% de reajuste salarial, 14,99% de aumento real, vale-alimentação de R$ 280,45 e reajuste de 23,44% no vale-refeição, além de equiparação salarial, 36 horas semanais, periculosidade sobre todos os vencimentos, adicional de risco de vida de 30%, plano de saúde acessível para os aposentados e reintegração dos demitidos em 2007.

Durante a audiência desta tarde, a companhia propôs reposição da inflação pelo Índice Nacional de Preços (IPC) e aumento real de 1,5%. Os metroviários mantiveram reivindicação de reajuste pelo ICV/Dieese mais 14,99% de aumento real, mas declararam-se dispostos a rever o número conforme o resultado global da negociação. A desembargadora propôs reajuste pelo INPC mais 1,5% de aumento real.

O Metrô propôs vale-alimentação de R$ 158,57 enquanto os metroviários mantiveram a reivindicação de R$ 280,45. A desembargadora propôs R$ 218. Em relação ao vale-refeição, o Metrô propôs elevar o valor para R$ 21 e o sindicato manteve a reivindicação de R$ 25,25. A desembaregadora propos R$ 23.

Há divergências também sobre o adicional de risco para agentes de segurança e de plataforma, sobre a equiparação salarial de funcionários que exercem as mesmas funções, adicional de periculosidade, aumento da contribuição do Metrô nos planos de saúde dos funcionários e readmissão de 61 grevistas demitidos em 2007.

Os dois lados concordaram apenas em montar comissões para discutir pontos mais polêmicos como a distribuição de participação nos resultados e a jornada de trabalho dos funcionários que iniciam ou terminam seus turnos fora do horário de funcionamento do sistema de transporte público.

Em nota, a Secretaria de Transportes Metropolitanos informou que o Metrô e a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) também concordaram em consolidar todas as cláusulas sociais presentes nos atuais dissídios coletivos e estão dispostos a debater eventuais pendências remanescentes.

Linha Amarela
A concessionária ViaQuatro informou que a Linha 4-Amarela irá operar normalmente nesta quarta-feira, mesmo com a greve decretada. “A Linha 4-Amarela é operada por uma empresa privada (ViaQuatro - Concessionária da Linha 4 - Amarela do Metrô de SP) e seus colaboradores são vinculados a outro sindicato”, diz uma nota divulgada nesta noite.

As informações são do G1 SP
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São Paulo: Além do Metrô, 2 linhas da CPTM também param nesta quarta-feira

Os funcionários das linhas 11-Coral e 12-Safira da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) decidiram, em assembleia, entrar em greve a partir da 0h desta quarta-feira. A decisão foi tomada no início da noite desta terça-feira. De acordo com a assessoria de imprensa do sindicato dos metroviários de São Paulo, a greve é por tempo indeterminado.

Também nesta terça-feira, os metroviários rejeitaram a proposta de aumento do Metrô e o serviço também entrará em greve. Segundo o sindicato, o governo recusou a ideia de liberar as catracas e os servidores optaram, assim, pela paralisação.

Os servidores reivindicam aumento salarial de 5,37%, reajuste real de 14,99%, 36 horas de trabalho semanal, entre outras propostas. Uma nova assembleia foi marcada para esta quarta-feira, ao meio-dia.

Em nota, a CPTM lamentou a decisão do sindicato, que considerou "arbitrária". Segundo a Companhia, 850 mil passageiros utilizam as duas linhas que sofrerão a paralisação.

Fonte: Terra

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Transporte público em Agudos-SP é 100% gratuito para toda população

Enquanto na maioria das cidades brasileiras a população reclama e protesta contra o aumento no valor das passagens do transporte público, os moradores de Agudos não têm essa preocupação. O transporte coletivo urbano da cidade é 100% gratuito e atende todos os bairros.

Apesar do benefício ser bastante incomum, o prefeito de Agudos, Éverton Octaviani, explica que não há nenhum segredo. “Para viabilizar isso é preciso zelo com o dinheiro público, sem desperdício, e aplicar as finanças públicas em algo que traz retorno à população, proporcionando economia, que melhora a alimentação, vestuário e qualidade de vida”, afirma.

Agudos conta atualmente com 18 ônibus para atender à população. Oito vieram do mandato anterior, três foram adquiridos em 2009, três em 2011 e quatro este ano. Os 10 veículos adquiridos no mandato do atual prefeito têm câmeras de segurança e poltronas almofadadas e, os quatro últimos, comprados em 2012, ainda têm ar-condicionado. "O transporte gratuito em Agudos é ótimo. Utilizo todos os dias para ir à escola", comemora a estudante Jaqueline Aparecida Lopes, 15 anos.

Além de toda a população ser beneficiada pelo transporte gratuito, idosos e deficientes ainda têm seus direitos respeitados nos ônibus de Agudos. Os veículos são adaptados para transportar esses cidadãos. E os deficientes que precisarem do transporte coletivo ainda podem entrar em contato com o setor de transporte gratuito pelo telefone 3261-2383 ou através do Disk Cidadania (156).

Lotação
O estudante Ederson Ferreira Rocha, 20 anos, também afirma que o transporte gratuito beneficia bastante a população e que ele utiliza todos os dias para ir à escola. No entanto, ele diz que, justamente por ser gratuito, fica cheio, uma vez que muitas pessoas usam sem precisarem. Opinião que é compartilhada por Marinês Amaral, 33 anos. “É um benefício para quem trabalha e estuda. É o único meio que tenho para me locomover. A população não sabe usar corretamente, pois não há respeito dentro dos veículos, principalmente por parte dos jovens. Seria importante cobrar um valor, mesmo que irrisório da passagem”.

Fonte: Rede Bom Dia
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Licitação do metrô de BH começa com atraso

Quando parecia que a expansão e modernização do metrô de Belo Horizonte ia, enfim, sair do papel, o processo de licitação já sofre seu primeiro atraso. Nenhuma das três empresas que participaram da concorrência 001/2011 para ofertar prestação de serviços técnicos de topografia orçados em R$ 1,3 milhão foi habilitada pela comissão de licitação da Trem Metropolitano de Belo Horizonte S/A (Metrominas), realizada na última quarta-feira. De acordo com a ata da companhia que administra o processo e que conta com representantes das prefeituras de Belo Horizonte, Betim, Contagem, e do estado, todas as empreiteiras foram barradas na análise de documentos por não apresentarem informações ou condições específicas para participar. A situação pode se alongar por até três meses.

Segundo análise da Metrominas, entre os motivos para não habilitar a participação das empresas estavam a “não comprovação de aptidão de desempenho técnico”, “falta de demonstrações contábeis do exercício 2011” e divergências dos CNPJs de matrizes e filiais nos documentos apresentados. As propostas de preços não foram sequer abertas, aguardando a resolução desses impedimentos. A comissão abriu prazo para recursos e estabeleceu oito dias – que vencem nesta quinta-feira – para que documentos complementares sejam fornecidos. Apenas as três empresas que entregaram propostas poderão participar do processo.

De acordo com a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas (Setop), que tem estado à frente das ações da Metrominas, caso nenhuma das concorrentes apresente condições uma nova licitação poderá ser preparada e aberta. O problema é que se alguma das firmas de engenharia interpor recurso as análises e decisões sobre a concorrência podem levar mais 20 dias. No caso de a decisão dos recursos serem contestadas por outra participante os prazos legais podem se estender por mais três meses.

A primeira baixa já foi anunciada. A Consominas Engenharia Ltda informou que vai desistir da licitação. O setor responsável justificou a decisão afirmando que a empresa não tem como apresentar documentos exigidos em nome da firma, mas apenas com o nome do seu responsável técnico – o que não satisfaz as exigências da concorrência. O representante da Esteio Engenharia foi contactado, mas não pode atender a reportagem alegando falta de disponibilidade na agenda. Ele não adiantou se terá condições de continuar no processo licitatório. A Engemap preferiu não informar se vai recorrer ou apresentar os documentos, considerando essa uma decisão estratégica da empresa.
Descrédito
O primeiro atraso é tido como um desestímulo a quem já tinha dúvidas quanto ao metrô, segundo análise do consultor em assuntos urbanos e presidente do Conselho de Política Urbana da Associação Comercial de Minas Gerais, José Aparecido Ribeiro. “O fato de o processo já começar com esse atraso só amplia o descrédito que a população tem com quem deveria solucionar os problemas de trânsito”, disse. Para o especialista, os projetos do metrô que estão sendo aproveitados são muito antigos e por isso não atraem tanto as empresas. “São os levantamentos mais básicos para completar os projetos, mas foram delineados numa área de 40 anos atrás. Por isso não empolgam sequer a prefeitura (de Belo Horizonte). As empresas ainda não têm certeza que o projeto vá ter sustentação para seguir em frente”, diz. “O Barreiro (Linha 2) já não tem tanta necessidade de metrô. Regiões dos bairros Alípio de Melo, Ouro Preto e Buritis precisam com muito mais urgência de acesso ao centro. A própria prefeitura aposta mais no BRT”, avalia Ribeiro.

Caso alguma das empresas consiga corrigir os erros e fornecer os documentos que faltam, será declarada vencedora a que apresentar a oferta de serviço com a menor proposta de preço pelos serviços prestados. O vencedor deve iniciar seus estudos em dez dias contados após a ratificação do contrato e terá três meses para executar os levantamentos e apresentar resultados à Metrominas.

Proporta para a segunda fase

Hoje termina o prazo para entrega de propostas da segunda licitação do metrô, o processo 002/2011, para prestação de serviços técnicos de geotecnia, orçados em R$ 6,9 milhões. Os dois levantamentos – topográfico e geotécnico – servirão de base para a elaboração dos projetos de implantação das linhas 2, 3 e expansão da Linha 1. Desde o dia 16 de setembro de 2011 a capital mineira vive a expectativa de finalmente ter seu sistema de trens urbanos ampliado, após o anúncio de investimentos federais feitos pela presidente Dilma Rousseff, que com as contrapartidas estaduais e municipais chega a R$ 3,16 bilhões.

 

Conselho diz que tem autonomia

A diretora de Patrimônio da Fundação Municipal de Cultura, Michele Arroyo, diz que o projeto em tramitação na Câmara é inconstitucional porque contraria a Lei de Proteção ao Patrimônio. Segundo ela, a lei que criou o conselho também dá autonomia ao órgão para definir sobre a possibilidade ou não de intervir numa área tombada.

“Essas não são áreas de estacionamento, de acordo com a própria lei do município. Não podemos esquecer que são terrenos doados pelo município com a prerrogativa do uso como templo religioso. O conselho fala se determinada intervenção é adequada ou descaracteriza e o poder público é quem define que ações tomar, se vai cassar alvará, se não vai renovar a licença. Acho que a Câmara está fazendo uma grande confusão, como sempre faz em época de eleição. A Câmara pode fazer a legislação que quiser, mas não significa que pode se sobrepor à legislação já existente. Desta forma, a Câmara pode abrir precedente em detrimento à cidade, contrário à Lei de Uso e Ocupação do Solo e contrário à Lei Orgânica, porque áreas públicas não são áreas para se ter estacionamento privado”, explicou Michele.

As vagas da São José funcionarão até que a igreja seja notificada oficialmente sobre a decisão do Conselho. Segundo o vigário paroquial, Flávio Leonardo Santos Campos, a igreja recorreu à Câmara porque o estacionamento é de interesse público. “Houve um bom entendimento sobre a importância daquelas vagas para os fiéis, a comunidade como um todo e as obras sociais da igreja. A sociedade também tem se mostrado favorável e os vereadores são nossos representantes. Primeiro, vamos tentar o caminho administrativo. Caso contrário, podemos até recorrer à Justiça”, disse.

O estacionamento rotativo da Igreja do Sagrado Coração de Jesus é terceirizado e funciona com liminar até o fim de seu alvará, que não será renovado pela prefeitura. Já as vagas da Catedral da Boa Viagem, no Centro, também exploradas por uma empresa, podem ser interditadas a qualquer momento. O alvará deste estacionamento foi cassado pela prefeitura e a Justiça não concedeu liminar. Segundo a Regional Centro-Sul, a execução da sentença já foi determinada.

Fonte: Estado de Minas

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Greve de ônibus em São Luís é ilegal, diz TRT-MA

Em nota divulgada na tarde desta terça-feira (22), sobre a greve dos rodoviários, a Prefeitura de São Luís afirmou que “é prerrogativa da justiça trabalhista decidir sobre dissídio coletivo e índice de reajuste salarial reivindicado pela classe dos rodoviários”.

Na nota a Prefeitura de São Luís também afirma que está tomando as medidas judiciais para que o sistema de transporte coletivo volte à normalidade e que requereu à Justiça desde 11 de maio que fosse mantido 80% da frota de ônibus em atividade, para não prejudicar a população.
Sobre um possível aumento nas tarifas a prefeitura informou que não haverá reajuste e que, tem adotado medidas para melhorar o sistema de transporte público de São Luís.

O Tribunal Regional do Trabalho do Maranhão (TRT-MA) julgou a greve ilegal e abusiva já que a categoria estaria descumprindo uma decisão judicial que determinou o retorno imediato dos trabalhados as funções e um reajuste de 7%. O TRT, também, determinou a aplicação de multa diária de R$ 40 mil contra o sindicato da categoria e autorizou os empresários a demitirem os grevistas por justa causa e contratarem outros trabalhadores para os postos de trabalho. Além da multa diária de R$ 40 mil, a presidente do TRT-MA aplicou multa de R$ 10 mil contra o Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário do Maranhão pela paralisação da última sexta-feira.

Setecentos mil usuários da capital estão sendo prejudicados pela paralisação. Os rodoviários reivindicam um reajuste salarial de 16%, tíquete-alimentação de R$ 450 e inclusão de mais um dependente nos planos de saúde e odontológico.

Fonte: Imirante.globo.com

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