Mais câmeras de segurança nos ônibus de João Pessoa

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Os ônibus de João Pessoa irão ganhar mais câmeras de segurança até fevereiro de 2012. A meta, segundo o diretor executivo da Associação das Empresas de Transportes Coletivos da capital (AETC-JP), Mário Tourinho, é implantar os equipamentos em 110 veículos que circulam pela cidade. Hoje 340 ônibus já contam com o sistema de vigilância. No entanto, a AETC-JP pretende chegar à marca de 450 até próximo ano.

Para Mário Tourinho, as novas câmeras de segurança irão aumentar a segurança dos passageiros que utilizam diariamente os transportes coletivos. Ele lembrou que os equipamentos de vigilância ficam localizados em pontos estratégicos no interior do ônibus, para inibir ações criminosas. “Conforme a conveniência dos donos das empresas, as câmeras podem ficar na frente, no meio ou atrás. Isso tudo é para oferecer segurança para os trabalhadores e para a população”, disse.

Um dos passageiros que utilizam os transportes coletivos de João Pessoa é o montador de móveis Josivan Macena, de 35 anos, que aprova a ideia. “Mesmo nunca tendo presenciado um assalto ou algum tipo de violência, acho importante a presença de equipamentos”, opinou.


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Em Maceió, Empresários querem tarifa de ônibus à R$ 2,50

Na próxima quinta-feira, 13, os integrantes do Conselho Municipal de Transportes Urbanos (Comtu) irão discutir um assunto espinhoso para a população: o aumento nas tarifas dos ônibus urbanos em Maceió. A discussão acontece um ano e três meses após o último reajuste, em julho do ano passado, quando a passagem passou de R$ 2 para R$ 2,10.

Em entrevista ao Alagoas24horas, o superintendente Municipal de Transportes e Trânsito, José Pinto de Luna disse que, pela planilha entregue à SMTT, os empresários pleiteiam que a tarifa passe para R$ 2,49. “Sou radicalmente contra qualquer tipo de aumento que afete o consumidor, mas os empresários argumentam que os custos aumentaram e que eles pagaram o dissídio coletivo de 13% aos trabalhadores, além de outros benefícios”, explicou.

Luna disse que, ao mesmo tempo em que analisam a proposta dos empresários, os técnicos da SMTT estão compondo a própria proposta de tarifa, que será entregue ao conselho. Com os números em mãos, os membros do conselho têm ainda a prerrogativa de apresentar uma contraproposta. “Pessoalmente, considero alto o reajuste proposto pelas empresas, mas, estou aguardando o parecer dos técnicos”, acrescentou.

A discussão sobre o aumento na tarifa acontece em meio ao processo de licitação do transporte coletivo urbano em Maceió, que é alvo de diversas queixas por parte dos usuários, que vão desde o descumprimento de horários e má distribuição de linhas até o sucateamento da frota.

Pinto de Luna explicou que o processo licitatório está sendo avaliado detalhadamente pela Comissão de Licitação da Secretaria de Finanças, mas, garantiu que o empresariado já atendeu a algumas reivindicações da SMTT no sentindo de melhorar a qualidade do transporte coletivo.

“Ainda existem ônibus em péssimas condições, mas, nos últimos três meses, cerca de 50 novos ônibus novos de várias empresas já estão circulando em Maceió e o compromisso é que a renovação continue, até porque as empresas têm interesse em ter uma frota de qualidade para ganhar a licitação”, afirmou o superintendente.

Conselho

A reunião do Comtu acontece às 14h da quinta-feira, no auditório da Escola de Trânsito da SMTT, no bairro do Tabuleiro do Martins. Depois de aprovado pelo Conselho, o novo valor da tarifa para o transporte coletivo urbano deve passar ainda pela sanção do prefeito Cícero Almeida.

O Comtu é composto pelas seguintes entidades: superintendências municipais l do Controle do Convívio Urbano (SMCCU) e de Obras e Urbanização (Somurb); Secretaria Municipal de Saúde (SMS); sindicatos dos Taxistas de Alagoas (Sintax), dos Transportadores Rodoviários de Alagoas (Sintro), das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado de Alagoas (Sintran) e dos Transportes Urbanos de Maceió; Ordem dos Advogados do Brasil (OAB); Câmara Municipal de Maceió; Universidade Federal de Alagoas (UFAL); Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL); Movimento Estudantil (UESA); e Movimento Comunitário. (Vanessa Alencar)


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Rio cria linha de ônibus durante suspensão de bondes

A Prefeitura do Rio de Janeiro criou o serviço de transporte coletivo, com dois miniônibus na linha Silvestre-Castelo (Circular), para atender aos moradores de Santa Teresa, no centro da cidade, durante a suspensão temporária nos serviços de bondes no bairro. O serviço de bondes em Santa Teresa foi suspenso em agosto, após um acidente. Um bonde tombou matando seis pessoas e deixando mais de 50 feridas.

A nova linha será operada no prazo de até 18 meses pelo Consórcio Intersul e a tarifa custará R$ 0,60. A medida foi decretada pelo prefeito Eduardo Paes, no Diário Oficial do município, e divulgada hoje.

Ainda de acordo com o decreto, no prazo de até 15 dias, o serviço deverá entrar em operação, fixar parâmetros como itinerário, pontos de parada dos miniônibus e o processamento do complemento do custeio tarifário, pertinentes ao decreto 34.570, de 7 de outubro.


Fonte: Exame

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Gratuidade no transporte coletico de Ipatinga representa 28% dos passageiros

Oitocentos mil reais. Este é o déficit mensal estimado pela concessionária de transporte coletivo de Ipatinga, Autotrans, para custear a gratuidade no serviço prestado aos cidadãos contemplados com o benefício.

De acordo com o Decreto Municipal nº 7.055, que trata da concessão do passe livre no município, a vantagem é destinada a pessoas com deficiência física, pacientes em tratamento de câncer, portadores de HIV e idosos. Mas a gratuidade, na verdade gera uma conta que precisa ser redistribuída para os demais usuários pagarem.
Foto: Bruno Soares
Inicialmente, a norma definiu critérios de renda familiar para concessão da vantagem aos beneficiários. Entretanto, após a intervenção do Legislativo, foi acordada a alteração de alguns desses pontos de forma a se garantir a gratuidade sem limite das passagens diárias aos grupos sociais contemplados. Pelo decreto, o município deverá implantar, com a concessionária, um cartão magnético do passe livre.

Segundo o gerente da Autotrans, Anivair Dutra, uma pesquisa feita pela empresa para quantificar o impacto gerado pelo número de passageiros não pagantes apontou um número muito acima da média praticada em outras cidades do país.

“O levantamento que realizamos apontou que 28% dos nossos passageiros não pagam a tarifa de ônibus. A sociedade precisa entender que a conta desse impacto é paga pelos outros 72%. Se considerada a média de gratuidade concedida no serviço de transporte público em outras cidades, observamos que este percentual se mantém entre 12%. Ou seja, a gratuidade oferecida em Ipatinga é mais que o dobro do que é praticado em nível nacional”, informou Anivair Dutra.

Com a tarifa fixada em R$ 2,40, o último reajuste na tarifa de ônibus em Ipatinga ocorreu em dezembro do ano passado. Questionado sobre a possibilidade de uma nova atualização nesse valor, o representante da empresa afirmou que esse assunto não tem sido tratado no momento.

“Essa questão é discutida pela direção da empresa. Mas é óbvio que se houvesse uma diminuição no percentual de gratuidade, seria possível a manutenção por mais tempo dos valores empregados atualmente nas tarifas”, afirmou Anivair.

Dificuldades
Outro ponto, comentado pelo gerente da Autotrans, foi a dificuldade enfrentada pela empresa para garantir maiores investimentos na frota de veículos e infraestrutura dos carros.

“Em decorrência do alto valor que deixa de ser arrecadado mensalmente com as vantagens garantidas aos beneficiados com a gratuidade, temos dificuldades em investir na frota e em diversas melhorias necessárias. Entretanto, não poupamos esforços para garantir a prestação de um serviço de qualidade aos munícipes. Dentro da realidade”, ponderou.

Sobre a posição da empresa em garantir ou não a gratuidade, Anivair defendeu que sejam respeitados os critérios estabelecidos pelo Decreto Municipal.

“Em nenhum momento somos contrários à concessão dos benefícios aos cidadãos necessitados. Defendemos esse direito aos que realmente precisam. Com a implementação do cartão eletrônico aos beneficiados, isso certamente será melhor fiscalizado”, conclui o gerente da Autotrans, Anivair Dutra. (Bruno Soares)


Fonte: Diário do Aço
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Em Taubaté, Greve parcial dos motoristas e cobradores, atrasou a vida de muita gente

Quem depende do transporte público em Taubaté precisou de paciência na manhã desta segunda-feira (10). Pelo menos 60% dos motoristas e cobradores paralisaram as atividades, de acordo com o sindicato da categoria. O motivo: o não pagamento das horas extras dos trabalhadores.

O jardineiro Celso de Oliveira começou o dia diferente, andando em duas rodas. Geralmente, ele poupa energia para o trabalho utilizando o transporte público. Mas, nessa segunda-feira, o exercício foi obrigatório. “Tem que vir de bicicleta daquela lonjura para vir aqui no local, para ver se consigo me locomover lá para o final da rodoviária nova e agora tem que ir de bicicleta”.

Dos 90 ônibus da ABC Transportes, apenas 18 veículos cumpriram o itinerário no início da manhã, segundo o sindicato dos condutores. Mas, por volta das 9h, já havia mais ônibus circulando pela cidade.

Mesmo assim, a greve parcial dos motoristas e cobradores, atrasou a vida de muita gente. A empregada doméstica, Jurema Santos, que usa o cartão eletrônico da ABC, não teve outra opção se não esperar por quase uma hora o transporte coletivo. “Muita gente não tem o dinheiro para pagar a passagem, fica aqui aguardando”.

Quem teve escolha, embarcou no transporte complementar. A maioria das vans do Tctau saía lotada dos pontos. Normalmente, pela manhã, 35 vans fazem o transporte de passageiros. Mas, para conseguir atender a demanda, foram disponibilizados mais 20 veículos.

Credito: Reprodução / Rede Vanguarda Agentes de trânsito fiscalizaram alguns pontos para impedir a atuação de clandestinos. Boa parte da frota da ABC permaneceu na garagem da empresa. O sindicato da categoria reuniu os funcionários para uma assembleia. A categoria reivindica o pagamento de 100% das horas trabalhadas no feriado do padroeiro de Taubaté, no último dia 4 de outubro. “Os trabalhadores querem que a hora extra que faça no feriado, conforme está em convenção coletiva de trabalho seja pago 100% e não colocar para ser compensado, sem saber o dia que vai descansar”, disse o representante do sindicato, José Carlos.

Enquanto as negociações entre os trabalhadores e a empresa não avançam, o atraso na rotina dos passageiros continua.

Por telefone, a diretora da ABC transporte informou que a negociação está sendo feita entre o sindicato dos condutores e a associação das empresas de transporte do Vale do Paraíba. Segundo a Avetep, eles foram pegos de surpresa com a greve, já que desde a semana passada estava prevista para amanhã uma reunião para decidir a questão da hora extra do feriado.

Além disso, a associação alega que a convenção coletiva da categoria prevê folga ou pagamento em dobro no caso de trabalho em feriados. Por enquanto, não há previsão de uma nova reunião entre o sindicato e Avetep.

Fonte: VNews

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Carros: Uma ameaça ao convívio em sociedade

Viver em sociedade é uma arte bastante complexa. Tão complexa que ainda não a dominamos. Dizemos uns aos outros que sim, mas é uma ilusão. O caos do trânsito é uma das maiores provas disso. Escrevo isso com os exemplos de São Paulo e Belo Horizonte em mente, as cidades em que vivi. Mas sintam-se livres para aplicar a suas realidades.

Sociedade

Um dos grandes problemas de viver em sociedade é separar a esfera pública da esfera privada. Claro que existem momentos em que elas se cruzam, e esses são os mais delicados. Para os que não entendem essa diferença, tenho um exemplo crasso: Se você é mordido pelo cachorro da sua sogra, trata-se de um problema privado. Se você é mordido por um cão solto na rua, é um problema público.
Uma solução para o primeiro exemplo seria cortar relações com a sogra, ou terminar o namoro. Em casos extremos, sacrificar o cachorro. Já no segundo caso, recomendo chamar a carrocinha, ou até mesmo adotar e adestrar o cão.

Experimento mental

Mas o que fazer quando o problema é transporte? A quem reclamar? Façamos um experimento mental digno de Newton:
O Sr. Andante quer de ir de A a B e não consegue, pois não existe um meio de transporte público para isso. Ou até existe, mas não é conveniente o suficiente para seu grau de exigência. A solução “rápida” e “fácil”? Comprar um carro, claro. Sr. Andante tornou-se então, o Sr. Volante.
Assim, ele sai serelepe todos os dias para trabalhar com seu libertador automóvel. O tempo passa, e todos os seus vizinhos percebem que têm o mesmo problema. Alguns nem tem o mesmo problema, mas vêem o Sr. Volante passeando feliz e ficam com inveja. Cansam de pegar ônibus. E com o tempo, todos eles compram seus carros.
É então que acontece isso com eles e todos aqueles que fazem o trajeto entre A e B:
E o que era algo prazeroso e prático para alguns torna-se um inferno para muitos. Não apenas para eles, mas também para aqueles que por opção ou não, ainda tomam outros meios de transporte. O problema de falta de transporte público não foi resolvido e criou-se um segundo, o de volume de tráfego, que intensifica o primeiro.

Individualismo e a perda do prazer

O mais interessante é que quando atingimos recordes de congestionamento, todos os motoristas ficam indignados, como se os engarrafamentos fossem causados por todos os outros carros menos o deles. Gostaria muito de ter esse carro solúvel.
Certa vez, estava em um ônibus e o motorista indignado xingava todos os motoristas solitários que atrapalhavam o trajeto. Vamos colocar em perspectiva a mentalidade de um motorista solitário que fecha ou corta um ônibus:
“Há 30 pessoas naquele ônibus. Mas quem tem prioridade aqui sou eu. Eu preciso chegar no meu destino mais rápido do que elas.”
Um mundo regido pelo transporte individual é um mundo regido pela mentalidade do “eu é que importo”. Não há incentivo ao crescimento e cooperação. Apenas competição.
É curioso, ou se preferirem, estúpido, que para locomover uma pessoa de cerca de 70kg, o meio mais desejado seja um objeto de quase uma tonelada movido a um motor de combustão interna que solta poluentes e gera altos gastos em manutenção. E quanto maior, melhor. Também é preciso ter um motor potente, muitos opcionais distrativos e customizações infinitas. O carro deve refletir a personalidade de seu dono. Minha roda deve expressar quem eu sou.

Segundo Marco Gomes: O carro a esquerda é uma Ferrari, parada no congestionamento igual todos os outros carros.
Quando colocamos o problema desta maneira, sempre surge alguém para se fazer de vítima “ah, mas eu preciso do carro porque bla bla bla” -- Não me interessam suas histórias pessoais. Não estou aqui para falar de excessões, mas sim de regras. Regras para conviver em sociedade. Claro que há casos em que o carro é uma ferramenta útil. E sim, ele é um objeto interessante. Eu gosto de carros, como objetos. Eu tenho um. Não o uso para trabalhar, pois eu quero ter prazer em dirigir, e dirigir todos os dias não me dá prazer algum.

Heróis subsidiados do egoísmo

Sou afortunado, vivo em uma região relativamente abundante em transporte público, mesmo que não tanto quanto eu gostaria. Posso sempre pesquisar uma alternativa a usar meu carro, e geralmente ela existe. E muitas das pessoas que gostam de dizer “mas transporte público é uma merda” ou “mas eu preciso usar o carro porque bla bla bla” também têm a mesma sorte, o que elas não têm é coragem de admitir que:
•Têm medinho de andar de transporte público
•Acham transporte público algo pobre e indigno
•Têm preguiça
Ou em casos extremos:
•São burras
•São egoístas
Nossa suposta elite não é capaz de entender que não está solucionando problema algum. Estão apenas solucionando o problema individual delas, e agravando outro no processo. Restam aos sem opção/dinheiro seguir usando um sistema deficitário cujos defeitos são agravados por aqueles que não pensaram coletivamente.

Não que os usuários de transporte público sejam heróis. A maioria deles está lá por falta de opção mesmo. Caso contrário juntariam-se aos Volantes e continuaram agravando a situação sem parar para pensar sequer um minuto. E o que as autoridades fazem? Gastam bilhões para continuar incentivando o transporte motorizado individual. Literalmente subsidiando a propriedade privada. Se numa via não se pode passar bicicletas, pedestres ou ônibus restam apenas os carros particulares.

Gosto bastante de ouvir motoristas reclamando da “indústria de multas“, como se fossem vítimas de uma gangue de agentes do governo. Ora bolas, você cometeu uma infração ou não? Se não, recorra, se sim, cale a boca e pague a multa. Poucos lembram-se que dirigir não é um direito, é uma concessão. Que pode, e deve, ser suspensa caso o dono dela não se comporte. Ter um sistema de transporte público eficiente é um direito, um que poucos cobram, preferindo acovardar-se dentro de seus carros.

Esse tipo de reclamação egoísta é o retrato de uma classe privilegiada acostumada a dar seus jeitinhos mas completamente intolerante aos erros alheios.

Um exemplo de que pode funcionar

Ainda não está convencido de que transporte público é melhor que privado? Conheça Top Gear. Um programa da BBC sobre carros, onde uma das atividades preferidas é colocar um carro contra outra forma de transporte. No exemplo abaixo, um Nissan GTR contra o transporte público japones (englobando trens, ônibus, balsa e teleférico) atravessando o Japão:

Pra quem não quer ver todas as partes eu digo: O carro ganha por 5 minutos. Mas vale lembrar que ele fez isso ultrapassando o limite de velocidade e com um trajeto 240 kilometros menor.

Se você quiser ver mais, ainda temos um Peugeot 207 perdendo de praticantes de Parkour:

O individual vs o coletivo

Problemas coletivos não são solucionados por iniciativas individuais. Resolver o seu problema não resolve O problema. A solução para o transporte é uma rede eficiente, educação consistente e fiscalização -- tanto dos motoristas privados quanto do sistema público. Dizer que o sistema atual é uma merda e continuar atopetando as ruas de carros e motos não vai melhorar a situação, é preciso cobrar das autoridades, e cobrar com causa -- reclamar do carro vizinho não vai fazer o transito melhorar, reclamar da falta de ônibus ou metrô, possivelmente.

Reflita: você precisa mesmo do seu carro todos os dias? Não existe outro meio de chegar onde você quer? Enquanto habitantes de bairros distantes sofrem para ir de casa ao trabalho, moradores da Vila Mariana vão de carro ao shopping almoçar.

Uma solução que proponho é tratarmos socialmente os motoristas solitários (aqueles que conduzem seus carros apenas para si mesmos, indo e vindo do escritório a 6km de distância, ou seguindo para alguma banalidade) da mesma maneira que nossa sociedad têm tratado os fumantes, ou os bêbados. Afinal, não estão esses motoristas basicamente externalizando as consequencias de seus atos como eles?

Por que não coibir, ou até mesmo proibir, o trajeto de carros particulares com apenas um ocupante? -- Salvo necessidades especiais como idosos, deficientes e etc. Aproveitemos para banir todos os carros oficiais de qualquer repartição pública. Regulamentar de uma vez por todas as profissões e empresas de entrega?

Você pode achar essas medidas extremas, mas não estamos além do extremo do aceitável em termos de qualidade de vida quando o assunto é o direito básico de ir e vir? Falta de serviço adequado, soluções gambiarrescas, lógicas deturpadas, falta de senso coletivo e altos níveis de stress que com certeza fazem tão mal à saude quanto fumo passivo.

Temos que botar a boca no trombone. Reclamarmos a todos que tem ouvidos. Encher o saco de individuos, instituições e autoridades. Atacar por todas as frentes, pedindo não apenas uma rede decente de transporte em nossas cidades, mas também uma melhor educação e fiscalização do trânsito, leis ainda mais rígidas e mais táxis nas ruas com tarifas não insultantes.

Como referência de que não estou louco em minhas declarações, encerro esse texto voltando ao movimento dos direitos civis, mais especificamente a Martin Luther King Jr, que dentre muitas coisas sábias, disse:

Informações: Fmafra

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Em Manaus, Novo valor da tarifa do transporte Executivo passa de R$ 3 para R$ 5,50

O reajuste de 83,33% no valor da tarifa do transporte Executivo vai diminuir em 80% a quantidade de passageiros do sistema, segundo avaliação de Equias Sobrinho, presidente da Federação das Cooperativas de Transportes Executivos.
Sobrinho afirmou que “tentará o diálogo” com a Prefeitura de Manaus a partir desta segunda-feira (10) para sugerir e negociar outro valor.
Ele disse que, junto com outros representantes do Executivo, foi surpreendido com o reajuste de R$ 3 (valor atual) para R$ 5,5. Este valor passará a vigorar a partir do próximo dia 12.

“Soubemos deste valor quando vimos no Diário Oficial do Município na sexta-feira (07). Não fomos chamados pela prefeitura ou pela Secretaria Municipal de Transportes Urbanos para discutir a nova tarifa”, disse ele.
Para Equias Sobrinho, um reajuste tão elevado é uma “arapuca” da Prefeitura para afastar os usuários do Executivo, mas com a intenção de jogar a responsabilidade para os operadores deste sistema.
O sistema Executivo em Manaus é uma alternativa para usuários que optam por não pegar o transporte coletivo urbano.
A modalidade é composta por 260 veículos. A maioria circula nas Zonas Norte e Leste, áreas com mais deficiência de transporte urbano.
Já a tarifa do transporte coletivo passará de R$ 2,25 para R$ 2,75, um reajuste de 22,22%. Este valor atende a uma reivindicação dos empresários do setor.

Nota

O portal acritica.com não conseguiu contato com a assessoria de comunicação da SMTU, mas teve acesso a uma nota oficial enviada pela Secretaria Municipal de Comunicação (Semcom), na qual diz que “o valor do reajuste para o sistema Executivo, assim como o valor de todas as outras modalidades,  foi indicado pela pesquisa qualitativa que a SMTU realizou, em dezembro de 2010, em todo o sistema viário da cidade”.
Conforme a nota, “esses dados foram amplamente discutidos em várias ocasiões, com a participação da população em geral, mas também do sociedade civil organizada. Como aconteceu no Fórum de Debates e Estudos Técnicos sobre Valor da Tarifa, em março deste ano”.
A nota diz que, na ocasião, “foram analisadas planilhas de custos sobre depreciação do veículo, remuneração do capital, custos com pessoal, valores com planos de saúde e bilhetagem”.

Segundo a nota, na última sexta-feira (07), os representantes de cooperativas foram alertados em reunião que a partir da divulgação da tarifa e antes mesmo de ser definida a concorrência que regularizará o serviço, os microônibus do sistema Executivo estão obrigados a seguir várias regras.
A nota, contudo, não diz se os representantes foram comunicados ou mesmo consultados sobre a nova tarifa.



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Belo Horizonte vai usar sensor para frear superlotação nos ônibus

Belo Horizonte terá ainda neste ano 150 ônibus com sensores para fiscalizar a superlotação nas linhas do transporte coletivo. Os equipamentos serão compostos por um sistema com infravermelho instalado nas portas que contarão o número de pessoas que embarcam e desembarcam durante a viagem. As informações serão transmitidas simultaneamente para uma central de monitoramento sediada na Empresa de Transporte e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans).
Foto: Eugenio Moraes
O contrato entre as empresas de ônibus e a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) permite, no horário de pico, até cinco passageiros em pé por metro quadrado. Nos horários de menor demanda, esse limite é de três pessoas. Com uma média diária de 1,5 milhão de passageiros, os veículos do sistema de transporte público da capital levam em média 58 passageiros por viagem.

A multa inicial para a empresa que descumprir o limite máximo de passageiros é de R$ 174. O valor dobra em caso de reincidência. A presidente da Associação dos Usuários do Transporte Coletivo de Belo Horizonte e Região Metropolitana, Gislene Gonçalves dos Reis, denuncia que as empresas do transporte coletivo da capital e das linhas intermunicipais circulam com os passageiros amontoados, muito acima dos limites divulgados pelos órgãos que gerenciam o serviço.

A entidade entrou com representação no Ministério Público (MP) denunciando que o contrato que prevê o monitoramento eletrônico do serviço, que deveria ter sido implantado em abril deste ano, não foi concluído. “O contrato garante a instalação de câmeras de vídeo e de sensores em toda a frota, mas até agora nada foi feito”, afirma.

Segundo o diretor de Desenvolvimento e Implantação de Projetos da BHTrans, Daniel Marques Couto, o transporte coletivo da cidade tem hoje 2.990 ônibus com idade média de 3,2 anos. O diretor explica que, mesmo sem os sensores, atualmente o sistema de bilhetagem eletrônica permite o controle de passageiros e dos horários de partida e chegada nos pontos finais.

“A intenção é instalar os sensores em toda a frota até o ano que vem. Nesta fase, vamos testar a tecnologia para saber se ela é a ideal”, frisa. Algumas empresas já estão instalando os equipamentos que serão ligados na próxima semana. Daniel Marques informa que o limite máximo por veículo do transporte coletivo da cidade é de 72 passageiros com 38 sentados e, no máximo, 34 em pé.

O vendedor Frederico Marques Souza, de 40 anos, morador do Bairro Boa Vista, Região Leste de Belo Horizonte, reclama que a linha 4802, que atende a região onde mora, circula sempre entre 6 horas e 8h30 com passageiros amontoados nas portas, impedindo a entrada e o desembarque das pessoas. Em função da superlotação, o passageiro quebrou a mão esquerda que ficou presa quando tentava passar pela catraca. (Celso Martins)



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Em São Paulo, Secretário de Estado dos Transportes Metropolitanos defende a construção de mais corredores de ônibus

Na semana em que o governo do Estado de São Paulo apresentou o maior orçamento para obras de Metrô da história - R$ 4,9 bilhões em um ano -, o secretário de Estado dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, admite que nem as 11 obras metroferroviárias que devem estar em andamento até a metade do ano que vem vão dar conta de resolver os problemas de trânsito da capital. Ele defende a construção de mais corredores de ônibus.

O aperto que os usuários da nova Linha 4-Amarela enfrentaram nas estações nas duas últimas semanas deve continuar pelo menos pelos próximos três anos, segundo ele. "Por que estamos sofrendo hoje com as Estações Paulista e Consolação? Por que a Linha 5 atrasou. Se ela estivesse pronta, como era previsto, a população da zona sul teria mais opções e não desembocaria todo mundo na Linha 4", explica. "Com o atraso, ainda vamos passar aí mais uns três anos com lotação."

A Linha 4-Amarela começou a funcionar em tempo integral (das 4h40 à meia-noite, exceto aos domingos) em 26 de setembro. A possibilidade de baldeação entre o ramal e as demais linhas do Metrô trouxe mais gente do que os corredores das estações puderam aguentar, batendo nos 405 mil usuários. Nos horários de pico, a travessia do túnel entre as Estações Paulista e Consolação chegou a durar 15 minutos.

Fernandes nega que as estações tenham sido mal dimensionadas para o tamanho da demanda. "Não adianta fazer uma estação enorme que vá ficar ociosa no futuro. Não dá para fazer um dimensionamento para uma situação que não é permanente."


As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

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