Em Salvador, BRT e metrô são opções favoritas para ligação com Lauro de Freitas

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Não é impossível, mas muito difícil que o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) vença a disputa com o BRT (Bus Rapid Transit - Trânsito Rápido em Ônibus, em português) e o metrô para ser implantado no acesso norte de Salvador (interligando a avenida Paralela e o município de Lauro de Freitas). Foi isso que disse ontem Alberto Valença, coordenador do Grupo de Trabalho Executivo (GTE), formado pela Procuradoria Geral do Estado (PGE), Casa Civil estadual e as secretarias de Desenvolvimento Urbano (Sedur) e da Fazenda (Sefaz).
O GTE é responsável por analisar as propostas de mobilidade urbana apresentadas por sete empresas e consórcios na semana passada. “Se dos sete, nenhum deles escolheu o VLT, com certeza não foi porque eles esqueceram. Acredito que analisaram e não acharam vantajoso”, afirmou Valença, após palestra sobre o assunto dada pelo secretário Zezéu Ribeiro na sede do Conselho Estadual de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea).
Ao ser questionado se a disputa estaria agora entre o BRT e o metrô, Valença reforçou: “É o que parece”. A decisão final, porém, não tem prazo para sair. Apenas os estudos preliminares foram apresentados até o momento, e as análises finais serão entregues pelas empresas até o próximo dia 30.
A primeira reunião do GTE acontece hoje e, apesar de Zezéu insistir que “BRT e VLT não é Ba-Vi” e que “o tipo de tecnologia é o que menos importa, desde que tenha o melhor custo-benefício”, os grupos defensores de um e de outro modelo  prometem levar a discussão adiante.
“O VLT é caro e demorado. A população que anda de ônibus precisa de uma solução rápida”, defende Afonso Celso, coordenador do movimento Mobilidade Urbana, a favor do BRT. Ele estima que com os R$ 2,5 bilhões liberados pelo Ministério das Cidades, daria para construir 80 quilômetros de BRT, contra 21 quilômetros de VLT.


Já Antônio Luiz, que coordena o movimento Eu Quero VLT, argumenta que o veículo sobre trilhos transporta mais gente, é mais durável e menos poluente. “Temos que pensar a longo prazo”, diz.


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