São Paulo: Sucesso do Bilhete Único depende de corredores de ônibus

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Desde que o Bilhete Único foi implantado em São Paulo, em maio de 2004, na gestão da ex-prefeita Marta Suplicy (PT), os próprios passageiros do transporte coletivo paulistano inventam soluções para contornar problemas operacionais do sistema, como é o caso do limite de duas horas de validade do cartão. Quando o trajeto a percorrer é muito longo, os passageiros não passam o bilhete pela catraca, permanecendo na parte da frente do ônibus para economizar tempo. Assim o usuário pode pegar outro ônibus antes de terminar a validade de duas horas.
Mas, diferentemente do Rio, São Paulo criou corredores para a circulação dos ônibus, faixas exclusivas que livram os coletivos dos corriqueiros congestionamentos do trânsito. Mesmo com o fluxo de veículos parado, os corredores dão fluidez ao tráfego dos coletivos e agilidade para os passageiros, que ficam menos pressionados com o tempo da viagem.

A 2ª maior integração do mundo, após Hong Kong
Atualmente o problema que mais tem afetado os usuários do Bilhete Único de São Paulo são as falhas no sistema na recarga do cartão em todos os seis mil postos da cidade. Esta semana foram registradas panes frequentes que deixaram lento o serviço, chegando a interrompê-lo em diversos momentos. Estudantes e portadores de vale-transporte, principalmente, reclamaram porque não conseguiram recarregar o bilhete nos últimos dias.
No começo da semana, na maioria dos postos de recarga, o sistema da SPtrans, empresa municipal que administra o Bilhete Único, ficou completamente indisponível. Os 60 pontos localizados dentro das estações de metrô, por exemplo, não chegaram a ficar totalmente fora do ar, mas, como a rede estava lenta, os usuários também foram prejudicados.  
Até 2006 a empresa municipal havia expedido mais de 8,5 milhões de cartões. A frota de 15 mil ônibus e 7,3 milhões de viagens é provavelmente a segunda maior solução em bilhetagem eletrônica no mundo, logo depois do cartão Octopus, de Hong Kong.

Fonte: O Globo
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Salvador: Atraso na conclusão do metrô deixa trens sem garantia de fábrica

Alterações no contrato original de compra e venda dos trens do metrô de Salvador deixaram os equipamentos fornecidos pela empresa Mitsui & Companhia Ltda praticamente sem garantia de manutenção, dificultando qualquer ação para defender o município caso ocorram falhas no sistema. Algumas mudanças foram feitas para tentar compensar  os constantes atrasos na conclusão da obra que começou em 1999.
Uma das modificações, contidas em um dos cinco termos aditivos, prevê o fim da garantia de fábrica dos trens, 27 meses após o desembarque em Salvador. Como o equipamento chegou no início de novembro de 2008, restam apenas mais três meses para fim do prazo. No contrato original, a garantia era de apenas 12 meses após a entrega. Mas o atraso do projeto é tanto que nem a ampliação do prazo para 27 meses foi suficiente.
Convênio - Os trens foram pagos pelo governo da Bahia e doados à prefeitura dentro do que prevê o convênio firmado com o governo federal.  Ao contrato de compra e venda firmado em 26 de novembro de 2003 entre a Companhia de Transportes de Salvador (CTS) e a Mitsui para o fornecimento de seis trens e peças sobressalentes no valor de R$ 108,9 milhões foram  acrescentados cinco termos aditivos, com conhecimento do prefeito João Henrique, do governador Jaques Wagner e todos os diretores de órgãos públicos envolvidos no processo. Os aditivos eliminam trechos que preservavam direitos do comprador contidos no contrato original.
Uma das obrigações cortadas, constante no 2º termo aditivo, é a retirada das garantias do fabricante às “peças sobressalentes ou a qualquer parte delas, de seu design, engenharia, materiais, fabricação e montagem”. Outra das mudanças está no 5° aditivo que livra a Mitsui das responsabilidades relativas a inspeções e testes dos trens. O item das inspeções e testes é repaginado com várias alterações desfavoráveis ao município. Eliminou-se, por exemplo, a seguinte obrigação que constava no contrato original: “Antes dos testes, o fornecedor deverá fazer todos os ajustes e verificações para garantir que os trens para o metrô correspondam inteiramente às especificações”. Desobrigou-se a Mitsui também do seguinte item: “Se forem encontrados defeitos de fabricação ou de montagem nos trens para o metrô, o fornecedor deverá corrigi-lo sem ônus adicional para o comprador, e os testes serão suspensos”.
Em substituição a essas  obrigações, o aditivo estipula o prazo de 17 de outubro de 2010 como data-limite para o município concluir “os trabalhos de construção civil, o sistema de energia e da infraestrutura necessários à execução dos testes dinâmicos e ensaios para o comissionamento dos trens do metrô”. Se o prazo não for cumprido, “o fornecedor não estará mais obrigado a executar os testes dinâmicos e ensaios de comissionamento”.
Prefeitura culpa Conder, que responsabiliza município - A Secretaria de Transportes e Infraestrutura do Município (Setin), por meio de sua assessoria de imprensa, disse que a partir de 30 de junho de 2006, quando foi firmado “instrumento de cessão de direitos e obrigações do contrato de compra e venda dos trens”, ao Estado, assumido pela Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder), “a CTS e o município de Salvador não tiveram mais qualquer ingerência nesta relação contratual, jamais sendo consultados sobre os termos aditivos subsequentes à cessão”.  Alega que as “reduções de escopo do contrato ocorridas após a cessão (a exemplo de fixação de prazo final para comissionamento e exclusão de treinamento de operação e manutenção) não contaram com a participação do município”.
A Conder disse, em nota oficial, que os aditivos foram acrescentados ao documento “a  fim de adequar a realidade contratual à circunstância de as obras do metrô não terem sido concluídas”. Além do atraso nas obras civis e de energização, a empresa cita também que a prefeitura não conseguiu terminar a Oficina de Pirajá nem o Pátio Auxiliar de Manutenção (PAM) impossibilitando “a realização dos testes de comissionamento e à emissão do Certificado de Aceitação Provisório” dos equipamentos.
Esclarece ainda que o estabelecimento de data-limite de 17 de outubro de 2010 para o início dos testes dos trens, foi acordada com a Prefeitura de Salvador e CTS, que se comprometeram a finalizar, naquela data, as obras adequadas para os testes.
Sem acusar diretamente a prefeitura pelo enfraquecimento das garantias em relação aos equipamentos do metrô, a Conder deixa claro que os gestores municipais tinham total conhecimento das mudanças no contrato e as motivações disso ao citar trechos do “Termo de Transferência de Guarda, (dos trens) entre Estado da Bahia, Conder,  município de Salvador, Setin e CTS”.

Fonte: A Tarde
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Natal: Licitação do transporte público ficou para 2011

A licitação do transporte público de Natal será feita somente em 2011. O prazo para o lançamento do edital era dia 31 de dezembro de 2010, mas devido ao atraso na entrega do Plano de Mobilidade Urbana, o processo não será feito esse ano. Diante disso, a Prefeitura provavelmente irá renovar o contrato com os empresários de ônibus por mais algum tempo, até que o edital seja publicado. As empresas estão há mais de 50 anos operando no sistema de transporte sem passar por uma concorrência. O Sindicato de Transporte Urbano do Rio Grande do Norte (Seturn) acredita que a licitação não será "a salvação da lavoura" como vem sendo defendido por várias entidades públicas, porém, se diz a favor da mudança.

O último contrato entre o Município e os empresários de ônibus foi feito em 1996 com prazo de dez anos. Terminado esse prazo em 2006, a então secretária municipal de Trânsito, Elequicina dos Santos, tentou iniciar o processo licitatório. Entretanto, uma decisão judicial permitiu às empresas explorarem o mercado natalense até 31 de dezembro deste ano, sendo essa a data final para o lançamento da licitação. Segundo o secretário adjunto de Transporte da Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob), Haroldo Maia, no final de 2008 um estudo de Mobilidade Urbana no valor de R$ 800 mil foi encomendado ao Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coope) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) para traçar o planejamento de Natal nos próximos 20 anos, inclusive, a licitação. Com prazo de entrega para o final de 2009, um ano depois, o plano ainda não foi concluído. "Ele está praticamente feito. A cada volume concluído nós sentamos e discutimos com os técnicos da Semob. Em dezembro do ano passado, eles entregaram um relatório para a apreciação da secretaria", justificou Haroldo.
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Lei aprovada em Angra dos Reis visa acabar com a superlotação nos ônibus

Projeto de Lei que garante melhorias no serviço de ônibus de Angra é aprovado

Foi aprovado nessa semana o projeto de Lei que obriga a empresa  de ônibus Senhor do Bonfim a prestar melhores serviços à população de Angra dos Reis. Há tempos, as condições do transporte público tem gerado indignação na cidade. Apenas uma viação atende a todos os bairros. Por isso, reclamações como atraso no horário das linhas; descaso; e estacionamento irregular são constantes.
E no intuito de tentar resolver essa questão, um projeto de lei foi aprovado nessa semana. O vereador Jorge Eduardo Mascote (PMDB) elaborou um projeto que obriga a empresa Senhor do Bonfim a se adequar às normas que venham a atender de forma satisfatória a população. Entre as exigências do projeto estão a saída dos ônibus dos pontos no horário certo, sem atraso, e a fixação dos horários nos pontos em locais visíveis.
A intenção do projeto é estabelecer medidas respaldadas na lei para acabar com a superlotação que coloca em risco a vida dos usuários, além dos frequentes atrasos que tem complicado a vida dos trabalhadores angrenses. Se for desrespeitada, a lei prevê ainda advertência, multa e, se forem constatadas cinco infrações, o alvará poderá ser cassado. 
- Ninguém aguenta mais os transtornos com essa empresa. Há tempos, a população está me cobrando. Não dá mais para esperar, a empresa Senhor do Bonfim tem que atender melhor à população, pois é uma das tarifas mais caras do estado (R$ 2,40). E é por isso fiquei tão feliz com a aprovação dessa lei. Espero que a situação melhore, e os usuários sejam tratados com dignidade - disse o vereador Mascote.
A determinação busca dar mais segurança aos usuários, evitando a superlotação. Para entrar em vigor, só falta a sanção do prefeito municipal. A intenção dos vereadores é de que a lei para garantir as melhorias no transporte de ônibus comecem a valer até o final do ano.

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Fortaleza: Transporte público é apontado como solução ao crescimento


Os desafios da expansão imobiliária em Fortaleza foi tema abordado pelo presidente da Comissão de Licitação do Transporte Urbano de Fortaleza (Transfor), Harisson Marques Cardoso, durante o terceiro dia do 46º Encontro da Associação Brasileira do Mercado Imobiliário (ABMI), que está sendo realizado na Capital.
Segundo Cardoso, a principal ação para que uma cidade como Fortaleza possa permanecer crescendo é o investimento em transporte público. “É importante adotar ônibus, metrôs para desafogar as áreas populosas e descentralizar os investimentos, de forma que a cidade possa crescer”, avalia.

Para o mercado imobiliário, saber que esse tipo de investimento está sendo feito pelo poder público é fundamental, já que as perspectivas apontadas pelo empresário do setor Silvio Oliveira, são de que o Brasil passe de R$16,2 milhões em investimentos atuais, para R$446,7 bilhões em 2030. (Henriette de Salvi)

Fonte: O Povo Online
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Em Salvador, Sistema BRT é discutido durante reunião da Câmara de Engenharia Civil

Foto Ilustrativa
O Sistema BRT (Bus Rapid Transit - transporte operado por ônibus de grande capacidade por vias exclusivas) foi discutido na noite da última terça-feira (09/11) na reunião da Câmara Especializada de Engenharia Civil do Crea-BA. A palestra foi proferida pelo arquiteto, mestre e doutorando em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal da Bahia (Ufba), Francisco Ulisses Santos Rocha, que por meio de slides e de animação demonstrou como o trânsito de Salvador ficará com mais uma opção de transporte e investimentos em novas vias.

Considerado pelo palestrante como “metrolização do ônibus”, o sistema BRT já é um sucesso em países da América Latina como a Colômbia e em cidades brasileiras como Curitiba (desde 1975), custando um décimo do valor de implantação do metrô. Segundo Francisco Ulisses, a Prefeitura de Salvador desenvolve o projeto de implantação do sistema desde 2007 e já possui três fases cumpridas: implantação de bilhetagem, integração das linhas e sistema amarelinho. “A FIFA chegou aqui e incorporou o projeto para a Copa de 2014. Salvador e nove cidades do Brasil optaram pelo BRT em função dos custos, prazos e capacidade, além da tecnologia, que é brasileira, versatilidade, rapidez na implantação e flexibilidade”, justifica, fazendo comparações com a implantação do metrô na capital baiana, que já dura 15 anos e até agora apenas 6 km foram concluídos.

O arquiteto informou que 94% das viagens realizadas em Salvador são por meio de ônibus e que a capital já abriga 700 mil veículos. Para a implantação do sistema BRT serão construídas cinco novas vias, alargadas nove e duplicadas as avenidas Gal Gosta, Orlando Gomes e Regional, Dorival Caymi, Via Aeroporto e Jorge Amado. O custo da obra é de U$ 803 milhões.

Na primeira fase, para atender a demanda da Copa de 2014, Francisco Ulisses afirma que 42 km serão concluídos no trecho entre o Aeroporto e a Lapa e da Calçada para a Pituba. Ele disse que o projeto foi aprovado pelo Governo Federal, que já liberou U$ 570 milhões, e deverá também contar com recursos do Governo do Estado e Prefeitura Municipal.

Opiniões - O engenheiro civil e mestre em Planejamento de Transporte Urbano pela Birmingham University – Inglaterra e doutorando em Energia e Meio Ambiente pela Ufba, Elmo Lopes Felzemburg, destacou problemas como a proliferação do número de usuários de veículos e a falta de vias para os pedestres. Ele, que também atuou no projeto de implantação do metrô de Salvador, receia que o sistema BRT também passe pelos mesmos problemas de atraso na obra.

Já o engenheiro civil e mestre em Engenharia de Sistema de Transporte pelo Instituto Militar de Engenharia (IME/RJ), Horácio Lucateli Costa Brasil, atribuiu os problemas do trânsito de Salvador às crises de gestão nas esferas federal, estadual e municipal. “Os baianos sempre estão ausentes na participação da tomada de decisão. Não fosse a Copa, os projetos iriam para a gaveta”, critica, reforçando que espera agora gestão em tudo que for construído. Ambos profissionais foram convidados para enriquecer o debate sobre o novo sistema de transporte.

Os conselheiros da Câmara de Engenharia Civil ao fim da palestra fizeram questionamentos ao palestrante, deixando clara a dúvida em relação à implantação do sistema até a Copa.

Características - O BRT tem três portas amplas do lado esquerdo, é nivelado com o piso da estação, trafega em pistas totalmente segregadas, opera com velocidade de 35 km/h e pode servir pelo menos 45 mil passageiros por hora. O sistema reduz emissões de CO2, tem programação e controle rigorosos de operação, e têm se tornado a melhor escolha para melhorar a mobilidade urbana em 23 países dos cinco continentes.

A palestra sobre o sistema BRT encerrou o cronograma de trabalho da Câmara de Engenharia Civil envolvendo os profissionais (conselheiros ou não) e suas atividades desenvolvidas fora do Crea-BA. Segundo a coordenadora do grupo, Rute Carvalhal, as palestras motivaram a participação dos conselheiros e suplentes. “Vivenciamos através deste projeto o cotidiano de trabalho dos profissionais fora do Crea”, complementa. Temas como avaliação e perícia, educação e engenharia civil, fiscalização de obras públicas e áreas de risco/chuvas foram discutidos como forma de elaborar propostas para a tomada de decisão da fiscalização do Conselho.
Nadja Pacheco

Fonte: Ascom Crea-BA
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São Paulo: Linha Amarela terá recursos de banco japonês

O governador de São Paulo, Alberto Goldman (PSDB), viajou ontem ao Japão para assinar um contrato de empréstimo para a segunda fase das obras da Linha 4-Amarela do Metrô. O acordo será feito com o Japan Bank for International Cooperation e um consórcio de bancos japoneses.
O valor da operação é de US$ 130 milhões (R$ 226,35 milhões). O montante será usado para a complementação das Estações São Paulo-Morumbi, Fradique Coutinho, Oscar Freire e Higienópolis-Mackenzie, para a construção da Estação Vila Sônia, aquisição de 15 trens e para o prolongamento de 1,5 km de via.
O Tribunal de Justiça de São Paulo decidiu anteontem que o Metrô terá de pagar imediatamente 80% de R$ 2 milhões relativos à desapropriação de dois imóveis na Avenida Santo Amaro, na zona sul, para as obras da Linha 5-Lilás. O valor é questionado em uma ação na Justiça. Para o TJ, o proprietário não pode esperar a decisão final.

Fonte: Estadão
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