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Prefeitura do Recife entrega novo sistema viário no Ipsep

segunda-feira, 9 de junho de 2025

A Prefeitura do Recife entrega, nesta sexta-feira (6), um novo sistema viário no bairro do Ipsep, com foco na melhoria da mobilidade urbana. As intervenções incluem a implantação de um binário viário, 1,6 km de faixas exclusivas para transporte público e a criação de 11 novos abrigos de ônibus. Com investimento total de R$ 42 milhões, sendo 25% de contrapartida municipal e o restante financiado pela Caixa/FGTS, o projeto visa a requalificação urbana da região do Ipsep. A intervenção vai dar mais fluidez ao trânsito, garantindo prioridade ao transporte coletivo.

As mudanças viárias entram em vigor nesta sexta-feira (6) e a população deve estar atenta às novas rotas e à sinalização. Foi criado um binário que liga as avenidas Recife e Mascarenhas de Moraes através das Ruas Jean Emile Favre, Itacari, Raimundo Diniz, Rio Maranhão e Pampulha. Os condutores que vêm da Avenida Recife e desejam acessar o bairro da Imbiribeira passando pelo Ipsep deverão seguir um novo trajeto: pela Rua Raimundo Diniz, com continuação pela Rua Rio Maranhão. Já a Rua Jean Émile Favre passa a contar com três faixas no sentido Ipsep–Ibura: duas destinadas ao tráfego misto e uma exclusiva para o transporte coletivo. No sentido Ipsep–Imbiribeira, será implantada uma faixa exclusiva para ônibus, válida a partir do cruzamento com a Rua Costa e Silva. Nessa interseção, no sentido Avenida Recife, a circulação passa a ter sentido único. As faixas exclusivas de ônibus funcionarão de segunda a sexta-feira, das 6h às 8h, visando garantir maior eficiência e agilidade ao transporte público nos horários de pico. 

A CTTU reforça a importância de que os condutores observem a nova sinalização e respeitem as regras de circulação. Agentes de trânsito estarão no local durante os primeiros dias para orientar os motoristas e auxiliar na adaptação ao novo sistema. Em caso de dúvidas a população pode entrar em contato com a CTTU pelo teleatendimento gratuito, disponível 24 horas, no número 0800.081.1078.

Informações: Prefeitura do Recife

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Brasil tem 642 novos ônibus elétricos em 21 cidades, segundo dados da ABVE

segunda-feira, 26 de maio de 2025

O Brasil emplacou 642 ônibus elétricos em 21 cidades no período de 2022 a 2025. É um número muito baixo ainda, considerando o tamanho do país e a urgência climática. A cidade de São Paulo lidera com mais de 80% dos novos elétricos. Os dados passam a ser monitorados pela Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE).

“Estamos trabalhando para fazer da ABVE o ponto de convergência da eletromobilidade no Brasil, não só atuando nas políticas públicas que interessam ao setor, mas também produzindo informações confiáveis sobre a evolução desse mercado”, disse Ricardo Bastos, presidente da ABVE.

Segundo a gerente da ABVE Data, Emmanuela Jordão, o objetivo é formar séries históricas que permitam acompanhar a evolução do transporte público sustentável em todas as regiões do país: “E não vamos parar por aí: em breve, começaremos a produzir séries históricas específicas de caminhões elétricos, motos elétricas e veículos elétricos levíssimos em geral”.

O Sudeste lidera disparado as estatísticas, concentrando 89% do total (569), com destaque para o município de São Paulo, que, sozinho, emplacou 518 ônibus no período – sem contar os trólebus. A região Sul aparece em segundo lugar, com 8% dos veículos (49), seguida pelo Centro-Oeste, com 2% (12). O Nordeste (8) e o Norte (4) somam juntos os 2% restantes.

Hoje, nove fabricantes atuam no segmento, sendo que 67% deles (6) produzem ônibus elétricos em território nacional, enquanto os demais 33% (3) importam esses veículos. O mercado brasileiro já conta com 25 modelos disponíveis, prontos para atender às demandas específicas dos municípios.

Os números do início de 2025 já são animadores. Em apenas quatro meses, 248 ônibus elétricos foram emplacados, o que já representa 82% do total de 2024 (302). O crescimento do setor é claro e constante. Em 2022, apenas três fabricantes estavam presentes no país, oferecendo seis modelos de ônibus elétricos e com um total tímido de 11 emplacamentos.

Além do crescimento em números, o setor de ônibus elétricos no Brasil também mostra a liderança da produção nacional. Dos 9 fabricantes que emplacaram ônibus elétricos, 6 produzem localmente, o que representa 67% do mercado. São eles: BYD, Marcopolo, Eletra/Caio, Mercedes-Benz, Volkswagen e Volvo.

Segundo a ABVE, "isso indica não apenas um aumento da oferta, mas também um fortalecimento da cadeia produtiva interna". As projeções indicam que em breve a população estará usando mais ônibus elétricos, que, além de não poluírem a atmosfera, rodam silenciosamente e sem vibrações, tornando as viagens mais confortáveis.

Ônibus elétricos por municípios
 
SÃO PAULO,  SP - 518
SÃO BERNARDO DO CAMPO, SP - 19
CASCAVEL, PR - 15
GOIÂNIA, GO - 12
PORTO ALEGRE, RS - 12
CARIACICA, ES - 11
CAXIAS DO SUL, RS - 10
CURITIBA, PR - 8
SALVADOR, BA - 8
RIBEIRÃO PRETO, SP - 4
BERTIOGA, SP - 3
CAMPINAS, SP - 3
RESENDE, RJ - 3
SÃO JOSÉ DOS PINHAIS, PR - 3
SERRA, ES - 3
BARUERI, SP - 2
BELÉM, PA - 2
MANAUS, AM - 2
TABOÃO DA SERRA, SP - 2
LONDRINA, PR - 1
OSASCO, SP - 1

Os ônibuis elétricos são uma ótima solução de descarbionização para as cidades. Como eles rodam cerca de 250 km por dia e tem espaço para grande bateria, podem ser carregados no período de não utilização (a grande maioria à noite) e o próprio uso ajuda na eficiência energética. O anda-e-para do trânsito urbano é ótimo para veículos elétricos, que regeneram e eergia nas frenagens.

Segundo a ABVE, é importante ressaltar que os números apresentados estão relacionados com os emplacamentos registrados em cada município, o que não significa, necessariamente, que eles correspondam ao total de ônibus elétricos em circulação nessas cidades.

PAC Seleções

O segmento de ônibus elétricos tende a ganhar escala nos próximos anos, isso porque o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Seleções, por meio da modalidade "Renovação de Frota", está promovendo a modernização do transporte público em diversos municípios brasileiros.

Com um investimento total previsto de R$ 10,6 bilhões, o programa visa a aquisição de 2.529 ônibus elétricos, 2.782 ônibus Euro 6 e 39 veículos sobre trilhos, contribuindo para a eficiência energética e a redução das emissões de CO₂ nas cidades.

A iniciativa contempla 61 municípios e 7 estados, priorizando a melhoria da qualidade de vida urbana e o fortalecimento da indústria nacional. Os recursos serão utilizados para substituir veículos antigos por modelos mais modernos e sustentáveis, alinhando-se às metas de descarbonização e à promoção de uma mobilidade urbana mais eficiente.

Informações: Terra

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No Recife, Motoristas da empresa Consórcio Recife participam da ação “E se fosse você?”

segunda-feira, 28 de abril de 2025

Com foco na conscientização dos motoristas que operam no Sistema de Transporte Público de Passageiros da Região Metropolitana do Recife – STPP/RMR, da melhor forma de atender as pessoas com deficiência, gestantes, idosos e pessoas com baixa mobilidade, técnicos da Coordenadoria de Comunicação e Imprensa e da Gerência de Fiscalização do Consórcio de Transporte Metropolitano – CTM, estiveram hoje (16), na garagem da empresa permissionária Consórcio Recife, que opera na Zona Norte do Recife, quando foi realizada a ação “E se fosse você?” para cerca de 27 motoristas, promovendo uma abordagem enfatizando a empatia ao próximo.

No local, a gerente de fiscalização, Kathia Sena, além de proferir minipalestra alertando sobre a importância da realização dessa ação, convidou os motoristas para embarcarem em um ônibus utilizando óculos escuros e bengala para cegos, muletas e cadeira de rodas, com intuito de estimular o respeito e o cuidado dos operadores com essas pessoas que têm prioridade no sistema de transporte público.
“Buscamos a empatia/alteridade do pessoal de operação para esses segmentos. Nosso objetivo é expandir essa ação, levar para todas as empresas operadoras e os terminais integrados, pois mais significativo é ter o respeito ao outro e ter o acolhimento para essas pessoas na hora do embarque e desembarque”, enfatizou Kathia, destacado que a ação busca colocar o motorista no lugar das pessoas com deficiência e com a mobilidade reduzida, dos idosos, das mulheres grávidas, para que eles sintam na pele a dinâmica daquela pessoa ao usar o transporte público.

Para Salomão Neves, 46 anos, e há 22 anos exercendo a profissão de motorista de ônibus, a ação evidencia a realidade que as pessoas com deficiência passam ao tentar pegar o transporte público. “Hoje pude vivenciar e ter a visão da realidade dessas pessoas e entender as dificuldades que eles passam. É de grande importância que possamos passar segurança para eles, ao saber operar os equipamentos e a forma de tratar”.

Já o motorista Roberto de Souza, 25 anos, ressalta que nos seus 19 anos de profissão sempre preza pela empatia ao próximo, destacando que no seu dia a dia a gentileza gera gentileza. “Temos que nos colocar no lugar do outro. A população precisa entender e ter paciência de esperar um pouco, pois se eu estou parando o ônibus é para ajudar alguém que está necessitando.

A campanha, que em 2024 passou pelos Terminais Integrados CDU, Barro e Rio Doce, evidencia a importância da responsabilidade individual na construção de um trânsito mais seguro, conscientizando também os condutores que passavam pelo local com distribuição de panfletos.

Informações: GRCT

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No Recife, MPPE investiga irregularidades no transporte por moto via aplicativo

quinta-feira, 10 de abril de 2025

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) iniciou uma investigação para apurar possíveis irregularidades relacionadas à expansão considerada “desordenada” do serviço de transporte por moto via aplicativo no Recife e em outras regiões do estado. A iniciativa visa discutir a necessidade de regulamentação dessa atividade.

De acordo com o MPPE, foi instaurado um Procedimento Preparatório — uma investigação preliminar que busca identificar indícios de irregularidades. A Promotoria está preocupada não apenas com o crescimento acelerado desse tipo de transporte, mas também com os impactos negativos que ele pode estar gerando no sistema de transporte público, além do número elevado de acidentes envolvendo motocicletas.

Um dos pontos observados na investigação é a evasão dos usuários do transporte público. Para entender esse fenômeno, o MPPE considera essencial analisar a atual situação do sistema na Região Metropolitana do Recife. Segundo informações do Grande Recife Consórcio de Transportes, menos de 16% dos ônibus da frota circulante possuem ar-condicionado. Além disso, o Metrô do Recife é conhecido por proporcionar paralisações frequentes devido a problemas estruturais, o que prejudica diretamente a população.

No que diz respeito aos acidentes, ainda que não exista uma ligação comprovada entre o aumento dos sinistros com motos e os aplicativos de transporte, o MPPE solicitou dados ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) sobre ocorrências registradas entre 2023 e 2024, incluindo o grau de gravidade dos ferimentos e as áreas da Região Metropolitana do Recife (RMR) onde os acidentes são mais recorrentes.

Conforme o Relatório Preliminar de Segurança Viária divulgado pela Autarquia de Trânsito e Transporte Urbano do Recife (CTTU) no fim de 2023, quase metade das mortes no trânsito da capital no ano passado — 48% — foi de motociclistas. Das 144 vítimas fatais registradas, 68 eram condutores de motocicletas.

Diante do cenário, uma audiência com os órgãos responsáveis já é articulada para acontecer ainda no mês de abril.

Informações: CBN Recife

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Tarifa zero cresce e chega a 145 cidades e 5,4 milhões de pessoas

segunda-feira, 31 de março de 2025

O Brasil registra um crescimento acelerado na adoção da tarifa zero no transporte coletivo por ônibus. Segundo levantamento da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU), 145 municípios oferecem gratuidade, parcial ou total, no sistema. Em 120 deles, o benefício é válido todos os dias e para toda a população. Nos demais, Ao todo, mais de 5,4 milhões de pessoas vivem em cidades com transporte gratuito integral (veja lista das cidades contempladas mais abaixo).

Esse avanço, mais intenso nos últimos cinco anos, representa uma mudança significativa no modelo de financiamento do transporte urbano, especialmente em municípios de pequeno porte: 61% das cidades com tarifa zero têm menos de 50 mil habitantes.


Em 2019, apenas 20 cidades adotavam a tarifa zero. Esse número cresceu sete vezes de lá para cá.. As regiões Sudeste (95) e Sul (34) lideram, seguidas pelo Nordeste (7), Centro-Oeste (6) e Norte (3).

Embora o assunto tenha ganhado projeção como bandeira das manifestações de junho de 2013, quando o mote "não é só pelos 20 centavos", do Movimento Passe Livre, desengatilhou atos país afora contra os reajustes das tarifas de ônibus, a primeira experiência com a gratuidade no transporte no Brasil foi registrada em 1992, no município paulista de Conchas, de 15 mil habitantes, localizado a 210 km de São Paulo.

Capitais testam gratuidade parcial

Embora predominante em cidades pequenas, o modelo começa a ser testado também em capitais, ainda de forma limitada. São Paulo, Maceió, Florianópolis, Palmas, Curitiba, Belo Horizonte, Brasília e São Luís adotaram gratuidade em dias específicos ou para grupos selecionados. O desafio para universalizar o benefício é maior nessas cidades devido aos altos custos envolvidos.

No Distrito Federal, desde o início de fevereiro o acesso aos ônibus é gratuito aos domingos e feriados. Em Curitiba, o benefício é voltado a pessoas desempregadas. Belo Horizonte oferece tarifa zero em linhas que atendem vilas e favelas. Florianópolis adota o modelo apenas no último domingo do mês. Em São Paulo, desde dezembro de 2023, o Domingão Tarifa Zero garante gratuidade dominical nos ônibus municipais, com custo anual estimado em R$ 283 milhões.

Os municípios destacam o acesso à mobilidade como principal razão para adotar o modelo, com foco em trabalhadores, estudantes e pessoas em situação de vulnerabilidade. Argumentam que a medida reduz desigualdades, melhora o trânsito e incentiva o uso do transporte coletivo. 

Subsídios

A NTU afirma que 387 cidades brasileiras subsidiam o transporte público em todo o país. A entidade vê a gratuidade como uma alternativa viável, desde que acompanhada de planejamento, marcos regulatórios e separação clara entre a tarifa paga pelo usuário e a remuneração das empresas operadoras.

O presidente da NTU, Francisco Christovam, alerta que o aumento da demanda exige atenção ao custo operacional. "A gratuidade precisa ser implementada de forma gradual, por linhas ou períodos, afirmou ele ao Congresso em Foco. Não somos contra a tarifa zero, mas defendemos uma tarifa acessível. Sem planejamento, o sistema pode entrar em colapso", ponderou.

O tema ganhou destaque nas eleições municipais de 2024. Segundo o projeto Vota Aí, da Universidade de Campinas (Unicamp) e da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uer)j, o número de candidatos que mencionaram tarifa zero ou passe livre em seus programas saltou de 384, em 2016, para 675 em 2024.

Subsídios

Ao todo, 21 capitais e sete regiões metropolitanas possuem iniciativas de subsídios definitivos destinados ao transporte público por ônibus. No Brasil, em média, 32% do custo de remuneração do serviço é coberto por subsídio público.O restante é bancado pelos passageiros.
Tarifa Zero em Luziânia-GO

Entre as cidades com tarifa zero, o modelo de financiamento varia. Em Maricá (RJ), com 212 mil habitantes, por exemplo, o subsídio mensal é de R$ 7,3 milhões o maior registrado pela NTU. Já em cidades menores, como Caeté (MG), com 38 mil moradores, o gasto mensal gira em torno de R$ 90 mil, e em Araranguá (SC), de 72 mil habitantes, o valor anual chega a R$ 3,9 milhões.

Algumas cidades, como Vargem Grande Paulista (SP), adotaram um modelo em que empresas pagam uma taxa em substituição ao vale-transporte, ajudando a redistribuir os custos.

Efeito pandemia

A política de passe livre no transporte público ganhou maior força no Brasil da pandemia para cá. Até 2020, apenas 42 municípios ofereciam o benefício. O trabalho em casa mudou hábitos de consumo e mobilidade dos brasileiros. Muitas pessoas passaram a privilegiar as compras online e trabalhar de casa, por exemplo. Outras preferiram trocar os solavancos dos ônibus pela comodidade do transporte individual por aplicativos.  

Em entrevista à BBC Brasil, o pesquisador Daniel Santini, autor de livros sobre o tema, aponta três fatores centrais para essa expansão. O primeiro é de ordem econômica: a queda no número de passageiros, agravada pela pandemia e pelo crescimento do transporte por aplicativo, expôs a fragilidade do modelo que remunera empresas por usuário transportado.
Tarifa Zero em Caucaia

Segundo Santini, a tentativa das empresas de compensar a perda de receita elevando tarifas ou reduzindo a oferta de ônibus gera um efeito reverso. Mais usuários abandonam o sistema, criando um ciclo de queda e tornando o serviço ainda mais insustentável. Nesse contexto, até mesmo empresários passaram a apoiar a ampliação de subsídios e, em alguns casos, a adoção da tarifa zero em que o poder público cobre integralmente os custos.

O segundo fator é político, avalia. A gratuidade tem forte apelo popular e tende a garantir apoio eleitoral. A permanência da política, mesmo com mudanças de governo, reforça seu sucesso. De acordo com Santini, mais de 96% das cidades que adotaram a tarifa zero mantiveram a medida.

O terceiro efeito, perceptível em várias cidades, é prático: há aumento significativo no uso do transporte público, estímulo ao comércio local, maior arrecadação de impostos e melhoria no acesso da população a serviços essenciais como saúde e cultura.

Impacto no serviço

A mais recente Pesquisa de Mobilidade da Confederação Nacional do Transporte (CNT), divulgada em dezembro, revela que 58% da população das cidades com tarifa zero aprovam a gratuidade universal. Outros 28,7% preferem que o benefício seja direcionado a grupos específicos. Sobre os impactos, 56,7% notaram aumento na lotação dos ônibus, e as opiniões sobre a qualidade do serviço estão divididas: 34,8% acham que melhorou, enquanto 36,8% discordam.

A insatisfação com a segurança, o conforto e o preço das tarifas, além da expansão dos aplicativos de transporte individual, têm impulsionado um movimento silencioso: entre 2017 e 2024, 29,4% dos usuários deixaram de utilizar o transporte público, e 27,5% passaram a usá-lo com menos frequência. As principais queixas são falta de conforto (28,7%), horários rígidos (20,7%) e longos tempos de viagem (20,4%).

Apesar de 52,7% da população depender exclusivamente de ônibus, o sistema ainda sofre com falta de infraestrutura. Segundo a Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP), o Brasil precisa de 8.900 km adicionais de faixas exclusivas e corredores BRT para atender à demanda nas grandes cidades. Ainda assim, 60,7% dos passageiros aprovam essas soluções.

Emenda constitucional

Na Câmara, tramita a PEC 25/23, da deputada Luiza Erundina (Psol-SP), que propõe a criação do Sistema Único de Mobilidade (SUM). A proposta prevê transporte coletivo gratuito como direito constitucional, estruturado em diretrizes como universalidade, descentralização e financiamento solidário.

A ideia é criar condições de financiamento para bancar os custos do transporte da população, sem cobrança de tarifa do usuário, em todo o país, a exemplo do que ocorre com o Sistema Único de Saúde (SUS). Para garantir a sustentabilidade financeira do sistema, a proposta estabelece que o SUM será custeado por meio de percentuais definidos dos orçamentos públicos das três esferas de governo, além de uma nova contribuição pelo uso do sistema viário. 

A PEC recebeu parecer favorável do relator, deputado Kiko Celeguim (PT-SP), na Comissão de Constituição e Justiça em dezembro de 2023, mas não foi incluída na pauta de votações no ano passado. 

Informações: Congresso em Foco

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Curitibanos perdem mais de quatro dias por ano no trânsito

terça-feira, 28 de janeiro de 2025

Curitiba é a terceira capital com o trânsito mais complicado do Brasil, só perde para São Paulo e Recife, é o que aponta a 14ª edição do TomTom Traffic Index, que avalia o tráfego em cidades ao redor do mundo. A análise ainda apontou que os curitibanos perdem 107 horas por ano em congestionamentos em horários de pico.

Além disso, a pesquisa ainda coloca a capital paranaense em segundo lugar no tempo médio de deslocamento por 10km com 28 minutos. Somente Fortaleza tem um tempo superior para a mesma distância com a média de um minuto a mais.

O número de acidentes de trânsito pode ser um dos fatores que contribui para o gestionamento na capital. Foram mais de 15 mil ocorrências só nos primeiros seis meses de 2024, segundo os dados do Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência (Siate). Outro elemento importante é o número de veículos em circulação. Em 2023, Curitiba e Região Metropolitana de Curitiba contabilizavam mais de 2 milhões de automóveis, segundo a Circunscrição Regional de Trânsito (Ciretran).

Algumas alternativas para diminuir o tempo no trânsito seria as empresas disponibilizarem transporte coletivo direto ou o escalonamento de horários de entradas e saídas, o que diminui o pico de movimentação. Além disso, as escolas também são grandes contribuidoras para esse pico, uma das alternativas nessa caso é dividir a locomoção com outros pais.

Uma das consequências de todo esse tempo no trânsito é o acúmulo de estresse, que pode gerar problemas como ansiedade e depressão. A exaustão mental, a possibilidade de vivenciar situações de violência seja física ou verbal e sensação de impotência diante de engarrafamentos.

Segundo um levantamento da Polícia Rodoviária Federal (PRF), realizado a pedido da Associação Mineira de Medicina do Tráfego (Ammetra), fatores relacionados à saúde mental dos condutores foram responsáveis por aproximadamente 30% dos sinistros nas rodovias federais brasileiras em 2024. Esses dados reforçam a importância de buscar meios alternativos de transporte e de priorizar o cuidado com a saúde mental dos condutores.

Curitiba é então a terceira capital em que as pessoas passam mais tempo no trânsito e isso é um fator importante a ser analisado para tentar reverter a situação antes que ela piore.

Por: Mariana Becker
Informações: CBN Curitiba

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Ministro Luiz Marinho trata de mobilidade do transporte público com a FNP

sexta-feira, 24 de janeiro de 2025

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, recebeu na manhã desta quinta-feira (23) o secretário executivo da Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP), Gilberto Perre, na sede do MTE, em Brasília (DF). O secretário-executivo do MTE, Francisco Macena, também participou das discussões que tratou de estratégias para melhorar a mobilidade urbana no Brasil, analisando modelos existentes e propostas para modernizar o sistema de transporte público, com destaque para inclusão social, eficiência operacional e viabilidade econômica.

As várias experiências exitosas no Brasil e em outras partes do mundo foram tratadas na reunião, lembrando principalmente o modelo francês, que oferece transporte público de qualidade com tarifas acessíveis aos usuários.

Marinho destacou a importância de envolver prefeitos, vereadores e a sociedade em geral na formulação dessas políticas públicas relacionadas à mobilidade urbana. Na avaliação de Marinho, é preciso vencer o desafio para o estabelecimento de dados consistentes sobre o setor de transporte público com abrangência nacional. “Os dados precários e lacunas em informações sobre mobilidade urbana já foram identificados como barreiras significativas para a melhoria da mobilidade, principalmente dos trabalhadores”, avaliou ele.

Perre explicou que várias cidades brasileiras já estudam possibilidades de ampliarem a acessibilidade ao transporte público, citando Curitiba (PR) e Goiânia (GO), como exemplos de capitais que adotaram sistemas que garante o acesso contínuo ao transporte durante toda a semana, não limitado aos dias úteis, principalmente para as pessoas de baixa renda e trabalhadores (formais e informais), estimulando o uso do transporte público em detrimento de veículos particulares. A mudança busca reduzir os impactos negativos no trânsito e melhorar a qualidade de vida nas cidades. “É preciso desenvolver sistemas de transporte público que sejam economicamente viáveis e socialmente inclusivos, garantindo ar eficiência e sustentabilidade no longo prazo”, frisou.

A Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos é a única entidade municipalista nacional dirigida exclusivamente por prefeitas e prefeitos em exercício dos seus mandatos. Reúne todas as capitais e os municípios com mais de 80 mil habitantes, com tendência crescente, sendo 415 médias e grandes cidades, onde vivem 61% dos brasileiros e são produzidos 74% do PIB, segundo dados de 2021.

Informações a imprensa

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