Um milhão de passageiros são afetados com greve em Fortaleza

quinta-feira, 21 de junho de 2012


Cerca de um milhão de passageiros em Fortaleza foi atingido pela greve dos motoristas e cobradores, nesta quarta-feira (20), segundo o Sindicato das Empresas de Transportes e Passageiros do Estado do Ceará (Sindionibus). Com a decisão do Tribunal Regional do Trabalho no Ceará (TRT/CE), quem for trabalhar deve encontrar parte da frota disponível para chegar ao trabalho.
Na noite desta quarta (20), a decisão não estava sendo cumprida. Os motoristas haviam decidido parar 100% na última terça-feira (19), mas a presidente do TRT/CE, Maria Roseli Mendes Alencar, determinou na manhã de quarta-feira (20) que o Sintro mantenha 70% da frota de ônibus em circulação nos horários de pico e 50% nos demais horários.

Ao todo,  a frota de Fortaleza conta 1.950 ônibus urbanos e 346 metropolitanos distribuídos em 21 linhas de empresas urbanas e oito empresas metropolitanas, segundo dados do Sindionibus, relativos a maio deste ano. O número equivale à frota cadastrada de empresas associadas. Categoria paralisou atividades a partir da zero hora desta quarta (20).

Logo pela manhã, a população enfrentou a incerteza de chegar aos destinos. Durante o dia, teve de enfrentar a lotação dos transportes alternativos.  Também durante a manhã desta quarta (20), dois cobradores foram presos nas proximidades do terminal de ônibus do Bairro Antônio Bezerra, secando pneus de vários veículos segundo informações da Polícia Civil. Polícia, Autarquia Municipal de Trânsito e Guarda Municipal buscaram reforçar a segurança nos terminais de ônibus, que ficaram esvaziados ao longo do dia.


Reivindicações
O presidente do Sindicato das Empresas de Transporte Público de Fortaleza (Sindiônibus), Dimas Barreiras, afirmou nesta quarta-feira (20) que não irá voltar a negociar com motoristas e cobradores em greve caso os trabalhadores mantenham a reivindicação de aumento salarial de 15%

A decisão ocorreu após oferta de aumento salarial de 8,5% por parte dos empresários. A oferta inicial dos empresários era de 4,88%, e foi ampliada para 8,5% na noite de segunda-feira (18), o que levou a adiamento de possíveis paralisações, que estava programada para a madrugada de terça (19).


Os empresários ofereceram também aumento do valor da cesta básica de R$ 60 para R$ 70 e vale alimentação de R$ 7 para R$ 8, outras duas reivindicações dos trabalhadores. Os motoristas e cobradores, no entanto, não concordam com a proposta de reajuste salarial e reivindicam aumento de 15%. No início das rodadas de negociação, a reivindicação era de 25%. Nesta terça-feira, Domingos Neto afirmou que a categoria aceitaria um aumento de até 10%.

Uma reunião de dissídio está marcada no TRT/CE no dia 28 de junho. Os dissídios coletivos são ações do Tribunal para solucionar conflitos entre as partes coletivas que compõem uma relação de trabalho.

Informações: G1 Ceará



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