Ciclovia não é prioridade na Grande Cuiabá

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Embora tenha ocorrido em uma rodovia federal, o atropelamento do coronel da Polícia Militar (PM) Celso Henrique Souza Barbosa reacendeu a discussão sobre a falta de ciclovias ou sobre as más condições das poucas pistas para pedaladas existentes no perímetro urbano de Cuiabá e Várzea Grande. O acidente envolvendo Barbosa ocorreu na manhã de sábado passado, na BR-070, saída para Cáceres. Ele continua internado em um hospital particular. 

Na capital, quem anda de bicicleta conta com aproximadamente 22,5 quilômetros de ciclovias distribuídos pelas avenidas das Torres, a Tatsumi Koga, no bairro Pedra 90 e a Archimedes Pereira Lima (Moinho). Nesse último caso, por exemplo, encontra-se em condições precárias e as melhorias dependem da conclusão das obras ao longo da pista e que estavam previstas para a Copa do Mundo de 2014. 

Além disso, os cerca de 10 quilômetros existentes na Avenida das Torres alternam-se com a chamada ciclofaixa, que a exemplo do que ocorre nas imediações do Parque Mãe Bonifácia a Arena Pantanal, tem uma proposta diferente da ciclovia, que não possui uma separação física isolando os ciclistas dos demais veículos e nem funciona todos os dias. A ciclofaixa funciona em determinados horários, é removível e é mais para lazer. 

O secretário de Mobilidade Urbana de Cuiabá (Semob), Thiago França, garante que a administração municipal se preocupa com a questão. Porém, ele argumenta que a implantação de ciclovias na cidade é algo complexo em função do clima, do relevo (subidas) e até da falta de legislação municipal que discipline a rede cicloviária. 

Outra situação passa pelo interesse da própria população. “A bicicleta faz parte do contexto de mobilidade urbana. Existe uma cobrança (de se criar novas ciclovias), mas a demanda é pouca”, comentou reforçando que até por conta das características da capital as pessoas preferem o carro ou transporte coletivo. 

Apesar disso, o município tem o projeto de implantar uma ciclovia entre o bairro Morada do Ouro e o terminal de ônibus do CPA I, mas ainda sem previsão para que isso ocorra. 

Já em Várzea Grande, conforme o secretário de Serviços Públicos e Mobilidade Urbana, Breno Gomes, são cerca de 10 quilômetros de pistas destinadas aos ciclistas e que ficam ao longo das Avenidas Mário Andreazza, Guarita e 31 de Março. 

Segundo Gomes, as ciclovias são novas e estão em condições boas. Quanto a novos projetos, ele alega que o município está com orçamento apertado e que, por isso, não há previsão de implantação de novas ciclovias. 

Por Joanice de Deus
Informações: Diário de Cuiabá



Colabore com o Blog Clicando nos anúncios da página

0 comentários:

Seja Mais Um a Curtir o Blog Meu Transporte

 
 
 

O Brasil está pagando um preço alto pela falta de mobilidade

Hibribus (ônibus híbrido-elétrico) de Curitiba é elogiado por especialistas

Exemplo: Nova York ganhou 450 quilômetros de ciclovias em 04 anos

Brasil tem mais de cinco mil vagões de trem sem uso parados em galpões

Ônibus em corredores exclusivos é tão bom quanto o metrô

Os ônibus elétricos do Recife começaram a circular em junho de 1960