Brasil perde R$ 111 bilhões em congestionamentos

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Poluição do ar e stress não são as únicos efeitos das longas e intermináveis filas de congestionamento. O trânsito nosso de cada dia também traz impactos a economia. É o que revela um estudo da Firjan – Federação das Indústrias do Rio de Janeiro. Os prejuízos estão na casa dos R$ 111 bilhões anuais.

A conclusão esta ligada à chamada produção sacrificada, isto é, recursos que deixaram de ser produzidos pelo tempo perdido nos congestionamentos das metrópoles brasileiras. Foram considerados cursos ou atividades que gerariam renda extra e até a perda de desempenho do trabalhador que já chega cansado no posto de trabalho.

Foram analisadas deslocamentos e dados econômicos de 601 municípios brasileiros que formam 37 regiões metropolitanas no País em 2012. Os dados foram contabilizados, comparados e o trabalho finalizado foi divulgado nesta quarta-feira.

Tempo gasto no trânsito

O estudo revela ainda que o brasileiro gasta em média 114 minutos nos deslocamentos diários. O Rio de Janeiro é a cidade que perde mais tempo no trânsito, com 141 minutos por dia em média. São Paulo esta em segundo lugar com 132 minutos. No entanto, a capital paulista concentra a maior perda, cerca de R$ 44 bilhões e 819 milhões deixam de ser produzidos.

Por outro lado, o estudo aponta que investimentos no transporte metroferroviário por parte do Governo Estadual, e em faixas de ônibus por parte da prefeitura de São Paulo ajudaram a absorver a demanda. “No caso paulista, embora o número de trabalhadores que perderam mais de 30 minutos no trânsito tenha aumentado 4,5% (238,8 mil pessoas), o tempo de deslocamento aumentou apenas 1 minuto (1,1%). Isso significa que os programas de ampliação de capacidade do sistema de mobilidade urbana (metrô, trens metropolitanos e corredores exclusivos de ônibus) conseguiram absorver parte do impacto da maior demanda por transporte.” – diz o estudo.

Por Renato Lobbo
Informações: Portal Via Trolebus
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Governo do Rio estuda construção de nove linhas de BRT em Niterói e Baixada

Empresários que administram linhas de ônibus vão apresentar ao Governo do Estado um projeto de construção de nove corredores de BRT na Região Metropolitana do Rio, como mostrou o RJTV, nesta quarta-feira (9). Quatro deles em Niterói e São Gonçalo, um na Ponte Rio-Niterói e quatro na Baixada Fluminense.

Os projetos foram apresentados durante um congresso internacional de transportes, realizado no Rio. Representantes de cidades como Londres e Paris mostraram como o problema da mobilidade urbana foi tratado em cada local.

No projeto para o Rio, em Niterói e São Gonçalo, os três corredores farão as ligações entre BR-101 e terminal de Manilha; terminal Araribóia e terminal Alcântara; e Triboró e Maricá.
Já na Baixada, os BRTs ficarão na Via Light e Via Dutra. O terceiro vai ligar Belford Roxo a Duque de Caxias. O quarto vai ligar a Baixada até Petrópolis.

“O estado está estudando os projetos. Entende que o BRT pode ser uma opção. Uma opção interessante. Porém no leste metropolitano a prioridade é BRT com a Linha 3 do metrô e na Baixada Fluminense. O BRT conectando os trens e os BRTs do município do Rio de Janeiro”, explicou Carlos Roberto Osório, secretário estadual de transportes.

Especialistas, no entanto, alertam que o BRT traz apenas um alívio imediato.
“Pelas características da demanda, os estudos mostram que o metrô é a melhor alternativa. O BRT pode até entender em parte por pouco tempo esta demanda. Mas ele não é permanente ele em breve tempo irá se esgotar”, explicou o professor Rojas, da UERJ.

Informações: G1 RJ

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