Em SP, Velocidade de ônibus sobe em faixa, mas cai nos corredores exclusivos

sexta-feira, 12 de junho de 2015

A velocidade média de ônibus nas faixas exclusivas na cidade de São Paulo aumentou até 8,2% nos horários de pico de 2013 para este ano. Já a velocidade nos corredores destinados para os coletivos teve queda de 6,3% no mesmo período, segundo dados divulgados pela Secretaria Municipal de Transportes (SPTrans).

Os espaços destinados para os ônibus estão entre as apostas da gestão do prefeito Fernando Haddad (PT) para melhorar a mobilidade urbana da capital e priorizar o transporte coletivo na cidade. Em alguns trechos e em horários específicos, os taxistas também são autorizados a circularem pelas faixas e pelos corredores.

Em março de 2013, a Prefeitura começou a implantar as faixas exclusivas, localizadas à direita da via para a circulação dos coletivos. Até maio do mesmo ano, a média no pico da manhã era de 20,7 km/h, sendo 19,3 km/h (sentido bairro/Centro) e 22,1 km/h (sentido Centro/bairro). Já no pico da tarde, os ônibus circulavam a 18,3 km/h, em média, sendo 20,2 km/h (sentido bairro/Centro)  e 16,4 km/h (sentido Centro/bairro).

Entre março e maio de 2015, a velocidade média pela manhã subiu para 22,4 km/h: 21,1 km/h (bairro/Centro) e 23,7 km/h (Centro/bairro). À tarde, a média subiu para 19,1 km/h: 20,2 km/h (bairro/Centro) e 18,1 km/h (Centro/bairro). Hoje a cidade tem 476,8 quilômetros de faixas exclusivas.

Corredores mais lentos
Já a situação dos corredores de ônibus, que são espaços à esquerda totalmente segregados do trânsito, piorou desde o início da implantação das faixas. De março a maio de 2013, os coletivos circulavam, no pico da manhã, com média de 23,7 km/h - 21,5 km/h no sentido bairro/Centro e 25,89 km/h no sentido Centro/bairro. No pico da tarde, a média caiu para 22,2 km/h: 22,7 km/h (bairro/Centro) e 19,7 km/h (Centro/bairro).

No mesmo período deste ano, as velocidades médias caíram para 20,6 km/h (bairro/Centro) e 23,9 km/h (Centro/bairro) no pico da manhã. À tarde, também houve redução para 21,9 km (bairro/Centro) e 18,3 km/h (Centro/bairro).

De acordo com a SPTrans, a capital paulista possui hoje 121,3 quilômetros de corredores exclusivos para os ônibus. O motorista de ônibus Antônio Honorato apontou o excesso de táxis nos corredores nos horários de pico. "Falta também fiscalização, entra carro particular, carro de passeio, além de muito táxi mesmo", disse.

Os táxis, desde o ano passado, não podem circular nos corredores nos horários de pico. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) aplicou 322.269 multas no ano passado por invadirem os espaços nos períodos de proibição. Em 2015, já foram 165.779 multas, segundo a CET.

Velocidade média na cidade
Apesar de a velocidade dos corredores de ônibus ter caído desde o início da implantação das faixas exclusivas, o índice ainda está acima da média registrada por todas as linhas do sistema municipal de transporte público, levando em conta o tráfego compartilhado com outros veículos nas vias da cidade.

Os últimos dados do Observatório de Indicadores apontam a velocidade média de 2012 até 2014. Em 2012, no horário de pico da manhã, os coletivos circulavam a 16 km/h, a mesma do ano passado. Já em 2013, houve um aumento para 17 km/h da média dos coletivos. No horário de pico da tarde, as médias foram 15 km/h (2012), 16 km/h (2013) e 15 km/h (2014).

Queda nos congestionamentos
Os congestionamentos diminuíram no horário de pico da tarde e tiveram uma leve alta no pico da manhã na capital paulista neste ano. Já a média da lentidão, ao longo do dia, caiu quase 10%. É o que mostram dados da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) repassados ao G1.

De janeiro a abril deste ano, a média do congestionamento no pico da tarde foi de 109 km, 16,3% menos do que o registrado no mesmo período do ano passado – 130,25 km. O pico de congestionamento da tarde costuma ocorrer por volta das 19h. A CET monitora 868 km nas vias de São Paulo.

A Prefeitura de São Paulo credita a melhoria no trânsito às obras de mobilidade da gestão Fernando Haddad que estariam contribuindo para a redução do uso do automóvel na cidade. Foram implantados 475,4 km de faixas exclusivas e corredores para ônibus, por exemplo. Outro investimento é em ciclovias, e a cidade tem hoje mais de 210 km. A CET diz ainda que são feitas melhorias viárias, como a revitalização semafórica.

Para o professor da área de transportes da Unicamp Carlos Alberto Bandeira Guimarães, porém, não se pode creditar uma melhora a apenas um ou dois fatores. Ele afirma que possivelmente houve uma conjuntura favorável. "Pode ser uma soma, uma diminuição do uso do carro por causa do desemprego e da situação econômica do país, por causa do aumento do preço do combustível e também de algumas medidas de engenharia de tráfego", diz.

Ele afirma que as faixas de ônibus melhoraram a velocidade dos ônibus e incentivaram o uso do transporte, mas que isso não seria capaz de causar uma melhora significativa de forma rápida. "Melhora no trânsito de São Paulo, só se houvesse uma grande melhoria e ampliação do transporte público num projeto de médio prazo", avalia.

Informações: G1 São Paulo

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Porto Alegre ganha 57 novas Paradas Seguras

A avenida Ipiranga receberá 57 novas Paradas Seguras, para um maior conforto e segurança dos usuários do transporte coletivo. Os equipamentos, que começaram a ser instalados nesta quinta-feira, 11, possuem bancos, lixeira, iluminação protegida com grades e cobertura de aço pré-pintado, com a garantia de maior durabilidade. As Paradas Seguras, implantadas nos mesmos locais dos pontos de paradas anteriores, atendem aos requisitos técnicos de segurança e acessibilidade, com piso em basalto e podotátil, com a função de orientar as pessoas com deficiência visual. O investimento é de R$ 585 mil.

Os projetos das Paradas Seguras, assim como das Zonas 30, foram aprovados pela Caixa Econômica Federal e prefeitura. Em outubro do ano passado, houve a garantia de verba do Ministério das Cidades, por intermédio da Caixa Econômica Federal, no valor de R$ 1,4 milhão, além de aporte pela prefeitura. A conclusão das cinco Zonas 30 e implantação de 57 paradas seguras estão previstas para o segundo semestre deste ano. “O objetivo é garantir uma maior conforto, proteção e segurança aos nossos usuários do transporte coletivo, ainda mais com a chegada do inverno”, afirma Vanderlei Cappellari, diretor-presidente da EPTC.

Os modelos de Paradas Seguras seguem padrão técnico desenvolvido pela Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC). Na avenida Ipiranga, os equipamentos estão sendo instalados entre as avenidas Praia de Belas e Antônio de Carvalho, dos dois lados da via. O término da instalação está previsto para o mês de setembro. Porto Alegre possui, ao todo, 5.726 paradas, sendo 4.038 cobertas, 367 desenvolvidas no padrão de Parada Segura.

Informações: EPTC


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Estações do BRT Uberaba terão Wi-Fi de graça para usuários

No sentido de dar mais conforto aos usuários do sistema BRT/Vetor, o prefeito Paulo Piau confirmou hoje que a Prefeitura de Uberaba, por meio da Secretaria Especial de Comunicação, irá disponibilizar a rede Wi-Fi nos terminais Oeste e Leste do sistema BRT/Vetor. 

“A ideia é que os usuários do sistema tenham acesso gratuito à internet enquanto esperam e, assim, possam fazer contatos, obter informações, acessar as redes sociais e trocar mensagens. A intenção é propiciar mais conforto à população e dar acesso à informação”, disse Piau. 

Segundo o secretário de Comunicação, jornalista Denis Silva, essa ação será conjunta com a Codiub. “A Secom está dando andamento no projeto e o sistema deverá ser liberado dentro de 30 dias”, pontua.

Informações: JM Online

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Conheça as cinco ruas mais lentas do Recife nos horários de pico

Um levantamento da Companhia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU) aponta que as cinco vias mais lentas da cidade registram, nos horários de pico, a velocidade média pode ser de apenas 11 km/h. A cidade tem três horários de rush, o primeiro deles das 6h30 às 9h. Para quem consegue sair 15 minutos antes ou depois, a velocidade praticamente triplica. Entre as cinco mais lentas, a Avenida Mascarenhas de Morais - no sentido Centro - é a campeã. Além do volume de carros, a estrutura da via dificulta o escoamento do tráfego. 

“O motorista sai de quatro para duas pistas na subida da Ponte Motocolombó, no Largo da Paz, há um giro à esquerda para quem vai para Afogados, que também dificulta a fluidez”, aponta o gerente de operações de trânsito da CTTU, Agostinho Maia.  A avenida mais rápida da cidade, a Via Mangue, tem média de 37 km/h no horpario de pico, mais que o triplo da Mascarenhas.

Com quase 670 mil veículos, a capital trava não só de manhã, mas também das 17h30 às 19h30 e das 21h às 22h30. “Eu não tenho como sair antes da 7h e depois das 9h ficaria muito tarde. O jeito é sofrer no engarrafamento”, lamenta a psicóloga Kátia Abreu, 36 anos. Ela sai de casa no meio do rush, às 7h20, e pega a Avenida Rui Barbosa, que registra nesse horário 12km/h. “Demoro de 40 minutos a uma hora só para conseguir chegar na Rua Fernandes Vieira”, contou. A distância entre as duas vias é de menos de 3km. 

A combinação escola e trabalho no mesmo horário é apontada por especialistas como desastrosa para a mobilidade. Nas férias, a redução do fluxo de veículos nas ruas do Recife é de cerca de 20%. “Mesmo quando os pais trabalham a partir das 8h ou 9h, muitos têm o compromisso de levar os filhos na escola e todo mundo sai na mesma hora ”, ressaltou o diretor de operações da CTTU, Agostinho Maia. 

“Nós chegamos à velocidade das carruagens, com veículos feitos para andar a 100km/h”, lamenta o engenheiro Carlos Guido, consultor em educação de trânsito. Para ele, o escalonamento (alternar horários) é uma das soluções, mas não a única.

“Hoje não existe uma solução, mas um mix de alternativas. O escalonamento é uma opção que pode ser estudada para a realidade local. Além disso, vamos lembrar que a restrição ao veículo particular e a taxação para carros com apenas uma pessoa também são medidas importantes, sem falar na melhoria do transporte coletivo”, elencou Guido.

Informações: Diário de Pernambuco

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