Em BH, Portas de estações do Move estão estragadas e ficam abertas

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Menos de um ano depois da inauguração do BRT/Move, serviço de transporte rápido por ônibus implantado em Belo Horizonte, a BHTrans já está substituindo o sistema de abertura das portas das estações de embarque e desembarque de passageiros da cidade. Para corrigir o problema generalizado das portas, que não funcionam em sincronia com a chegada dos coletivos, os motoristas serão responsáveis pela abertura, via radiofrequência. A reportagem do Estado de Minas percorreu as 59 cabines das 36 estações de transferência de passageiros em funcionamento no BRT municipal e constatou que das 456 portas de vidro que deveriam abrir apenas com a aproximação dos ônibus, 285 estão ficando sempre abertas, o que equivale a 62,5%. Na prática, esse cenário gera dois problemas: os passageiros correm riscos, já que se posicionam bem próximos das portas, desrespeitando o limite de segurança nos terminais, e muitas pessoas pulam para as estações sem pagar a passagem.

Menos de um ano depois da inauguração do BRT/Move, serviço de transporte rápido por ônibus implantado em Belo Horizonte, a BHTrans já está substituindo o sistema de abertura das portas das estações de embarque e desembarque de passageiros da cidade. Para corrigir o problema generalizado das portas, que não funcionam em sincronia com a chegada dos coletivos, os motoristas serão responsáveis pela abertura, via radiofrequência. A reportagem do Estado de Minas percorreu as 59 cabines das 36 estações de transferência de passageiros em funcionamento no BRT municipal e constatou que das 456 portas de vidro que deveriam abrir apenas com a aproximação dos ônibus, 285 estão ficando sempre abertas, o que equivale a 62,5%. Na prática, esse cenário gera dois problemas: os passageiros correm riscos, já que se posicionam bem próximos das portas, desrespeitando o limite de segurança nos terminais, e muitas pessoas pulam para as estações sem pagar a passagem.

PASSAGEIROS EM PERIGO - O EM fez o levantamento entre segunda e quarta-feira da semana passada. Enquanto 285 portas (62,5%) estão abertas, 167 (36,6%) funcionam da forma correta, abrindo e fechando de acordo com a chegada e a saída dos coletivos. Outras quatro (0,87%) estavam o tempo todo fechadas e não foi possível passar por elas, como na Estação São Paulo, na Avenida Santos Dumont. Dois cones foram colocados para alertar sobre o problema. Das nove estações da Avenida Cristiano Machado, em quatro delas, todas as 16 portas foram encontradas abertas. “É complicado para os passageiros, porque os bandidos podem entrar facilmente e assaltar aqui dentro”, disse a cozinheira Amália dos Santos Oliveira, de 59, enquanto aguardava um ônibus na Estação São Judas Tadeu. Mas ela também viu vantagens na pane do sistema de portas. “Sem ar-condicionado, é melhor que fique aberta nesse calor, mesmo sendo inseguro”, completou. 

Motorista da linha 66 (Estação Vilarinho/Centro/Hospitais), Alex Sandro Lopes, de 38, conta que já viu de tudo quando as portas ficam abertas. “O risco de queda é grande. Já vi pessoas sentadas com as pernas para fora da estação e de tudo quanto é jeito”, afirma o condutor. Uma das funcionárias que trabalha na bilhetagem da Estação São João Batista, na Avenida Pedro I, informa que trabalha no local há três meses e há duas semanas as oito portas do único módulo do terminal estão abertas. “A gente fica preocupada com os deficientes visuais, cuja presença é grande nessa estação. Crianças também correm risco de cair”, reclama a funcionária, que pediu anonimato. Ela acrescenta que basta escurecer para começar o festival de invasões. “As pessoas aproveitam e entram sem pagar a passagem”, completa.

Embarque e desembarque

As estações de transferência estão posicionadas em todos os corredores troncais do sistema, nas avenidas Antônio Carlos, Pedro I, Vilarinho, Cristiano Machado, Paraná e Santos Dumont. Algumas estações têm mais de uma cabine para embarque e desembarque, solução usada pela prefeitura para distribuir as linhas e não congestionar um determinado terminal. Em geral, cada uma das cabines usadas pelo passageiro conta com oito portas de vidro, que funcionam por meio de um sensor de aproximação. Elas devem abrir no momento em que os ônibus encostarem, para garantir a entrada e saída dos passageiros com a devida segurança e conforto. As exceções são as estações do Centro, que têm 12 portas cada, e as da Avenida Vilarinho, com quatro portas em cada cabine.

Por Guilherme Paranaiba
Informações: Estado de Minas
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Duas estações da Linha Centro do metrô do Recife continuam fechadas

Usuários do metrô do Recife continuam sem poder usar as estações Cosme e Damião e Camaragibe nesta segunda-feira (22). As plataformas estão fechadas desde o apagão da última quarta-feira (17). Por isso, ao invés de seguirem até Camaragibe, as viagens da Linha Centro estão parando na estação Rodoviária, no Terminal Integrado de Passageiros (TIP) do Recife. O trajeto está sendo feito por uma linha de ônibus especial.

Segundo a assessoria de comunicação do metrô, técnicos estão trabalhando para recuperar os equipamentos danificados. Mesmo assim, ainda não se sabe quando as estações Cosme e Damião e Camaragibe serão reabertas.

O apagão também danificou os equipamentos elétricos de outras três plataformas - Alto do Céu, Curado e Rodoviária. Essas, por sua vez, voltaram a funcionar no último sábado (20).

Ônibus
Para amenizar o transtorno aos usuários do metrô durante o conserto das estações, o Grande Recife Consórcio de Transporte criou uma linha de ônibus especial para atender aos passageiros que seguem para Camaragibe. Até sábado (20), os coletivos ligavam o Terminal Integrado da cidade ao TI Barro, na Zona Oeste da capital. Com a reabertura das estações Alto do Céu, Curado e Rodoviária, o trajeto diminuiu, passando a operar ao longo das duas estações de metrô que continuam desativadas. A linha TI TIP / TI Camaragibe sai da Rodoviária e segue até o Terminal Integrado de Camaragibe, mas não para na estação Cosme e Damião. O intervalo de viagem dos sete veículos reservados ao trajeto varia de acordo com a demanda de passageiros.

Apagão
O apagão ocorreu devido a um curto-circuito em duas subestações da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf), deixando 500 mil pessoas sem energia na Região Metropolitana do Recife. O incidente provocou o rompimento de um cabo de transmissão, que caiu sobre a linha aérea do metrô, paralisando a rede de energia que alimenta o ramal Camaragibe.

Informações: G1 PE
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Fortaleza fecha 2014 com 54,2 quilômetros de faixas exclusivas para ônibu

Com o início da implantação de faixas que priorizam o transporte público na Av. Perimetral, Fortaleza terminará 2014 com 54,2 quilômetros de vias específicas para ônibus e topiques. O número deve se concretizar na próxima segunda-feira (22/12), quando serão entregues as faixas no trecho entre a BR 116 e a Av. Juscelino Kubitschek (CHESF).

Nesta segunda-feira (22), os motoristas de ônibus que trafegam pelo local serão orientados a trafegar pela faixa exclusiva. Já os condutores de veículos particulares terão 15 dias para se adaptar. Logo após esse período poderão ser autuados por meio dos agentes de trânsito até que seja concluída a implantação da fiscalização eletrônica. A multa por transitar em faixa exclusiva é de R$ 53,00 e 3 pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

A sinalização horizontal e vertical nos 7,2 quilômetros de extensão do trecho já foi concluída pela Autarquia Municipal de Trânsito, Serviços Públicos e de Cidadania (AMC). A padronização da distância entre as paradas de ônibus, bem como a substituição de abrigos de concreto por abrigos metálicos e a instalação da informação no ponto de parada, também já foram realizados pela Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (ETUFOR).

Por dia, de acordo com a Prefeitura de Fortaleza, 95 mil passageiros circulam por este trecho da Perimetral, em 18 linhas de ônibus, que realizam 1.252 viagens dentro de 24 horas. A expectativa do Plano de Ações Imediatas para o Trânsito e Transporte (PAITT) é que haja um aumento de até 40% na velocidade destes coletivos, levando à redução no consumo de combustível e de emissão de gases poluentes.

Em 2014, foram implementadas faixas exclusivas para o transporte público nas seguintes avenidas: Bezerra de Menezes, Dom Luís, Santos Dumont, Carapinima, Tristão Gonçalves, Imperador, Universidade, Alberto Sá, José Bastos, Domingos Olímpio, Antônio Sales, Bernardo Manoel, Perimetral – trecho 1.

A Prefeitura de Fortaleza planeja, até julho de 2015, implantar um total de 122 quilômetros de faixas exclusivas para transporte público na Capital. As avenidas Engenheiro Santana Júnior, Washington Soares, Abolição e Raul Barbosa são algumas das demais vias a serem contempladas no próximo ano.

Informações: Ceará Agora
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Tarifa de ônibus de Americana, SP sobe para R$ 3,15

Desde sábado (20), as passagens do transporte público de Americana (SP) passaram a custar R$ 3,15. O aumento de 16,6% sobre o atual valor do blilhete, R$ 2,70,  foi autorizado pelo prefeito interino do município, Paulo Chocolate. A população está insatisfeita com a decisão e, além do preço das tarifas, moradores reclamam da qualidade dos serviços oferecidos. "Não é justo. É abusivo, é muita coisa para o bolso, para o salário da gente", pontua a operadora de máquinas Cristina Fernandes. 

Em uma loja de calçados da cidade oito funcionárias dependem do vale-transporte, e o estabelecimento vai gastar R$ 180 a mais por mês, são R$ 2,160 por ano. "Esse aumento da tarifa nos pegou de surpresa. Para nós é um aumento significativo perto da situação que passamos em Americana hoje, agora com a crise", diz Valéria Tupy, proprietária . A tarifa do transporte coletivo não era reajustada desde 2011. 

Região
?A partir da mudança no preço, a cidade passa a ter uma das tarifas mais caras da região de Campinas. O valor é maior do que algumas cidades maiores do que Americana. Em Campinas (SP) as passagens para o transporte urbano custam R$ 3,30. Já em Indaiatuba (SP) R$ 3,20. No município de Hortolândia (SP) a tarifa e R$ 3,20´. Os passageiros de  Piracicaba (SP) pagam R$ 2,95. Em Limeira (SP), R$ 2,75. O valor em  Sumaré (SP) é  R$ 2,50. O reajuste em Americana ocorre em meio à crise financeira e política que provocou greve dos servidores municipais e de vereadores por causa do atraso nos salários de novembro  e 13º Salário.

Segundo a administração municipal, o aumento foi baseado nos gastos, na inflação e em outros itens que as apresentado pelas empresas concessionárias.

Informações: G1 Campinas e Região
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Diminuição de tarifa de ônibus do Rio será negociada em 2015

A Prefeitura do Rio de Janeiro estuda para outubro de 2015 uma renegociação com as empresas de ônibus da capital fluminense, prevista no contrato de licitação, e um dos frutos dessa rodada de discussões pode ser a diminuição da tarifa do transporte público do setor. É o que afirmou nesta quinta-feira o prefeito Eduardo Paes.

“Não tenha dúvidas que existem medidas que podem ser tomadas”, afirmou Paes aos jornalistas, após apresentar para políticos e conselheiro do Conselho da Cidades, no Palácio da Cidade,  uma espécie de prestação de contas dos objetivos alcançados até aqu em 2014 e as principais metas para o ano que vem.

Paes explicou em sua apresentação, aliás, que uma auditoria nas empresas do setor está em curso, mas com dificuldades, já que “é tudo uma bagunça enorme”. Atualmente em R$ 3, o valor da passagem sofrerá o reajuste anual já em janeiro, de acordo com o prefeito, cujo valor “ainda não foi calculado, mas tem uma equação matemática que se usa os índices da Fundação Getúlio Vargas”.

Esta reavaliação de contrato, portanto, prevista a cada cinco anos, poderá ser uma forma de retomar o valor atual no mês de outubro, se os auditores contratos avaliarem que o valor cobrado pelas empresas não condiz com os gastos apresentados na prestação de contas.

“O próprio enxugamento do custo das empresas, a melhoria da eficiência pode no final significar uma diminuição na tarifa. Mas isso é um processo que a gente está estudando e estava previsto para ser feito após os cinco anos iniciais”, explicou Paes. Os contratos foram fechados pelo período de 20 anos.

Nesta quinta-feira, a prefeitura de São Paulo anunciou o resultado de sua auditoria e ficou constatado que as empresas do setor no ramo paulistano ganharam R$ 360 milhões a mais do que deveria ter sido pago – o custo é de R$ 6 bilhões, sendo que a administração arca com 20% do valor como forma de subsídio.

“A gente não tem risco de estar pagando a mais, pois sempre fui contra dar subsídio. Mas não tenha dúvida que existem medidas que podem ser tomadas”, reiterou o prefeito, dizendo ainda que um dos objetivos apresentados ao Conselho da Cidade é de que todos os coletivos possuam ar condicionado até 2016, e que o sistema de BRT (Transoeste e Transcarioca) sofrerá melhorias para diminuir o aperto dos passageiros na ida e volta do trabalho.

“Tem que colocar mais BRTs, estão chegando mais 18, mas além disso a gente precisa também de algumas mudanças estruturais em algumas estações como Mato Alto, com mais espaço. A gente está estudando, já que a zona oeste tem uma quantidade de público maior que a gente imaginava”, avaliou.

A questão da tarifa do ônibus foi o estopim dos protestos por todo o Brasil em junho do ano passado – no grito que ficou conhecido como “não é só pelos vinte centavos”. Na época, a passagem passaria de R$ 2,75 para R$ 2,95. Com os manifestos, a Prefeitura do Rio, na época, revogou o aumento e passou para as empresas o custo de R$ 200 milhões que o reajuste absorveria. No mesmo período, Paes revelou que os empresários, em 2012, lucraram R$ 70 milhões e terão taxa interna de retorno de 8,5% ao longo dos 20 anos de contrato.

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