Ônibus movido totalmente a baterias começa a ser testado em São Paulo

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Os testes com passageiros do EBus, o primeiro ônibus articulado do mundo movido totalmente a bateria, começaram nesta quinta-feira. Esses testes são realizados por meio da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo S.A. - EMTU/SP, ligada à Secretaria de Transportes Metropolitanos.

O  programa de teste objetiva verificar a viabilidade técnica e econômico-financeira da tecnologia de tração elétrica, totalmente movida a baterias, sem a necessidade de implantação de rede aérea de alimentação, como ocorre com os trólebus.

Desde novembro de 2013, o EBus estava circulando em testes com pesos de areia. A partir de agora, os testes serão feitos em operação regular com passageiros, devendo circular até junho deste ano, percorrendo a Extensão Terminal Diadema – Morumbi (São Paulo)  do Corredor Metropolitano ABD (São Mateus-Jabaquara), gerenciado pela EMTU/SP.

Características técnicas

Os investimentos com o ônibus e a montagem da infraestrutura para carregamento das baterias de tração ficaram a cargo da MHI, MC e Metra. A integração do sistema de baterias ao ônibus foi executada pela MHI e pela empresa brasileira Eletra Industrial.

O trecho Diadema - São Paulo (Terminal Metropolitano Diadema e Estação Morumbi da CPTM) tem 11 quilômetros de extensão. A operação foi planejada para permitir, ao longo do dia, quatro recargas rápidas (cada uma com duração de quatro minutos) no Terminal Diadema, totalizando diariamente 160 km de rodagem (incluindo deslocamentos entre a garagem e o terminal). Além disso, o ônibus receberá cargas lentas (com duração de duas a três horas) na garagem da Concessionária Metra durante a noite e em horários de baixa demanda de passageiros.

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Curitiba, Cidade modelo dos corredores exclusivos vai aderir as faixas de ônibus

Curitiba deverá ter vias ou faixas exclusivas para o transporte coletivo até o final do ano. O estudo está a cargo do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc). De acordo com a assessoria do instituto, detalhes sobre os locais em análise não podem ser adiantados antes da conclusão final do levantamento. A informação sobre o estudo foi divulgada pela secretária municipal de Trânsito, Luiza Simonelli, na Tribuna da Câmara Municipal de Curitiba, na última terça-feira, onde ela revelou que o estudo pode ficar pronto até o aniversário de Curitiba, comemorado em 29 de março. 

Atualmente, a cidade não tem nenhuma via ou faixa exclusiva para os transporte coletivo. Apenas as canaletas que têm um funcionamento parecido e contribuem para reduzir o tempo do trajeto, porém, exige a construção de estações-tubo, ônibus exclusivos para esse fim e da pista de rolamento própria.  Curitiba tem hoje 81 km de canaletas e outros 14 km estão em construção, sendo 10 km na linha Verde Norte e 4 km, na linha Verde Sul, em direção a Fazenda Rio Grande.

Já as vias são faixas exclusivas adotadas para estabelecer algum tipo de prioridade para o transporte público por meio de projetos de intervenção de baixo custo financeiro. Geralmente à direita, e comportam o tráfego de ônibus comuns e, em alguns casos, de táxis quando ocupados por passageiros. O modelo já é adotado em 31 cidades brasileiras de acordo com a Associação Nacional das Empresas de Transporte Urbano (NTU) e, além de reduzir o tempo do trajeto do ônibus, apresentam também ganho de tempo no trânsito geral.

Para Marcelo Araújo, presidente da Comissão de Trânsito da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Paraná (OAB-PR), a criação das vias exclusivas são muito bem-vindas e representam a implantação da lei de mobilidade urbana, 12.587/12. Em vigor desde 13 de abril de 2012, a lei determina que municípios com mais de 20 mil habitantes devem elaborar, até 2015, seus Planos de Mobilidade Urbana. As cidades que não os apresentarem no prazo determinado ficarão impedidas de receber recursos federais destinados à mobilidade urbana.

Araújo ressalta que a idéia da legislação é priorizar o transporte coletivo, em detrimento do transporte individual, a fim de reduzir o número de carros em trânsito nas grandes cidades. “Com um sistema mais rápido, o motorista começa a pensar mais antes de pegar o carro, uma vez que, além do tempo gasto no trajeto, ele ainda perde tempo procurando uma vaga para estacionar o carro, principalmente, na região central da cidade”, conta.

Informações: Bem Paraná

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Em Jundiaí, Plano prevê melhor ligação entre terminais

O Plano de Mobilidade Urbana de Jundiaí apontará, entre outras coisas, a necessidade de uma reestruturação das linhas do transporte público que ligam os sete terminais urbanos da cidade. É o que explica o secretário de Transportes, Wilson Folgozi, sobre o estudo que começa a ser elaborado nas próximas semanas - quando o contrato com a empresa vencedora da licitação, a Sistran Engenharia Ltda., será assinado.

Segundo Folgozi, terminais foram construídos ao longo dos anos em Jundiaí, "mas não foi feita uma rede que incorporasse esses espaços". Para o secretário, "não se pensou na rede como um todo".

O plano custará R$ 4,5 milhões e a empresa vencedora deverá terminá-lo em 12 meses. Ele compreende todos os tipos de transporte da cidade e, por meio de pesquisas, apontará os futuros investimentos e caminhos para o município nos próximos dez anos. Esse estudo dirá se é necessária a construção de mais terminais e onde.

Mudanças, diz Folgozi, já poderão ser feitas ainda no primeiro semestre deste ano. "Não precisaremos estar com o plano pronto para começar a fazer as mudanças." Entre elas, o início das obras do BRT (Transporte Rápido de Ônibus), cujo primeiro corredor ainda não foi definido.

O estudo também inclui um plano cicloviário que dirá onde poderão ser construídas as ciclovias. "Nós temos espaços para ciclovias, mas não as mesmas condições que outras cidades possuem para grandes trechos", explica Folgozi. "Deslocamento maior que cinco quilômetros, de bicicleta, não é muito viável. Você não vai encontrar a maioria das pessoas fazendo isso."

A ideia do secretário é casar a prática de pedalar com o uso do transporte público, levando as ciclovias - se o plano apontar a possibilidade - até os terminais urbanos. "A ideia não é ter uma ciclovia que atravesse a cidade inteira. Mas se o plano disser que é possível, como na região do rio Jundiaí, iremos construir."

PESQUISAS

O alto valor do plano se deve às pesquisas, a serem feitas em diversas regiões da cidade, de porta em porta e mesmo nos sete terminais urbanos. Serão pesquisas de origem e destino, de volume de tráfego, de embarque e desembarque entre outras.

"É cara porque a quantidade de pesquisas é grande, e a cidade é grande, com uma área rural que traz complexidade por causa da distância", explica Folgozi. A empresa - que deverá montar um escritório aqui e cuja quantidade de funcionários ainda não foi divulgada - foi procurada, mas nenhum representante estava disponível para falar com a reportagem.

Informações: Jornal de Jundiaí

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CBTU e Grande Recife montam esquema para minimizar transtornos causados pela greve do metrô

O metrô do Recife amanhece parado nesta sexta-feira. Em assembleia realizada na noite de ontem, os metroviários confirmaram a paralisação de advertência a partir da zero hora de hoje, retornando ao funcionamento normal apenas no sábado, às 5h.

De acordo com a categoria, a decisão foi tomada após a negativa da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) em dialogar com a categoria sobre melhoria no Plano de Saúde e Revisão do Plano de Cargos e Salários. 

Para minimizar os transtornos aos usuários, a CBTU garante o funcionamento normal do metrôs nos horários de pico, das 5h às 9h e das 16h às 20h. Na noite de ontem, o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) concedeu liminar favorável à CBTU para que os serviços do metrô fossem mantidos em sua totalidade, nesta sexta-feira e no dia 1º de março. Em caso de descumprimento, o Sindicato dos Metroviários de Pernambuco (Sindmetro) está sujeito à multa de R$ 800 mil por dia. O Sindmetro afirmou que ainda não foi notificado e que a paralisação está mantida.

O Grande Recife Consórcio de Transporte também montou esquema especial de ônibus durante todo o dia. No total, 18 linhas foram reforçadas, quatro delas para atender as demandas do Barro, Joana Bezerra, Santa Rita, Aeroporto e Centro. No Terminal Joana Bezerra, os coletivos já estão saindo lotados.

Os metroviários prometem realizar outra paralisação no dia 1º de março, sábado de carnaval, dia do desfile do Galo da Madrugada.

Informações: Diário de Pernambuco

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Em Curitiba, Motoristas e cobradores de ônibus anunciam indicativo de greve

O impasse sobre o reajuste dos salários dos motoristas e cobradores de ônibus de Curitiba e RMC segue sem acordo e o Sindicato dos trabalhadores do setor anuncia indicativo de greve.

Nesta quarta-feira (19) o Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana (SINDIMOC) e o Sindicato das Empresas de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana (SETRANSP) participaram de uma reunião na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego, onde foram abordados os itens que constam na pauta de reivindicações salariais para 2014. No entanto, as negociações não avançaram. O assunto vem sendo debatido entre as duas categorias há mais de dois meses.

Também participaram do encontro representantes da Urbanização de Curitiba (URBS) e da Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba (COMEC).

O Sindimoc esperava por uma proposta de reajuste acima do INPC, índice apresentado anteriormente pelo sindicato patronal. Diante da falta de acordo “restou ao Sindimoc abrir indicativo de greve para a sua categoria e anunciar que fará assembléia com os trabalhadores em local e dia a serem agendados”, diz uma nota publicada no site do sindicato.
Se os motoristas e cobradores decidirem pela paralização, uma lei determina que a categoria deve avisar a ação com antecedência de 72 horas.

Em meio à definição do reajuste dos trabalhadores, existe ainda a determinação do Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE/PR) para que a tarifa técnica seja reduzida em R$ 0,43 no próximo reajuste, previsto para o dia 26 de fevereiro. A decisão foi comunicada na semana passada, mas está sendo contestada na justiça pelas empresas de ônibus e pela URBS.
A última greve de motoristas e cobradores aconteceu em fevereiro de 2012, deixando Curitiba completamente sem transporte coletivo por quase dois dias. Ao todo, 2,3 milhões de usuários foram prejudicados.

Informações: RicMais

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Em Manaus, mais linhas de ônibus devem passar a usar faixa do BRS

A partir deste sábado (22), três linhas de ônibus devem deixar de fazer o embarque e desembarque de passageiros nas paradas de ônibus localizadas do lado direito da Avenida Constantino Nery, na Zona Centro-Sul de Manaus, e passarão a utilizar as plataformas na faixa esquerda da via. Os ônibus compõem a frota das linhas 208, 219 e 225, totalizando 20 coletivos, que atendem os bairros Hiléia e Nova Esperança, além do conjunto Augusto Montenegro.

De acordo com a Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU), a medida faz parte das adequações que estão sendo feitas no sistema Bus Rapid System (BRS). Gradativamente, as linhas deverão migrar para a faixa esquerda, onde são utilizadas as plataformas.


O BRS está em fase experimental em Manaus. Apesar de estar recebendo, atualmente, somente 2% de toda a frota de veículos, segundo a SMTU, este percentual é responsável por transportar 58% da população.

Ainda segundo a SMTU, um novo abrigo para o BRS deverá ser instalado, nesta quinta (20), no sentido centro-bairro da Avenida Constantino Nery, próximo ao Edifício Empire Center, a 60 metros de distância do abrigo que está no local. A substituição ocorrerá em virtude do abrigo antigo estar localizado em paralelo com a plataforma da Chapada. Após a instalação do novo, será feita a remoção do abrigo antigo.

Informações: G1 AM
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