Trem Regional de São Paulo-Jundiaí-Campinas só em 2018

domingo, 11 de novembro de 2012

O governo de São Paulo anuncia neste mês o projeto de implantação do Trem Regional, que vai ligar a capital às regiões metropolitanas do estado. O projeto, orçado em R$ 16 bilhões, foi revelado pelo vice-governador do estado, Guilherme Afif Domingos (PSD).

A rede do TEM (Trem Expresso Metropolitano) vai integrar as seguintes regiões metropolitanas: São Paulo-Jundiaí-Campinas, São Paulo-São Roque-Sorocaba, São Paulo-ABC-Santos e São Paulo-São José dos Campos, com estudo para chegar a Taubaté e Pindamonhangaba, segundo Afif.

“A região do Vale, por exemplo, é uma questão de reforço geográfico. O que nós temos de ver muito seriamente é o aspecto de mobilidade na região com relação à capital. Por isso, nós esperamos anunciar em breve, ainda este mês, a rede do TEM”, afirmou.

As obras devem sair do papel no início em 2014, com previsão de entrega da primeira etapa em 2016 e finalização em 2018. As configurações do trem devem ser as mesmas do modelo europeu, com quatro vagões que transportarão de 320 a 400 passageiros.

O trem deve trafegar em uma velocidade de 60 e 70 km/h. O investimento de R$ 16 bilhões será dividido entre  iniciativa privada e pública.

“A própria presidente Dilma Rousseff deu toda ênfase ao suporte ferroviário, portanto é prioridade dela. Tem capital externo e engenharia externa querendo investir neste projeto”, disse Domingos.

Segundo o vice-governador, já existe a sondagem de investidores estrangeiros. “Vamos dar um salto no estado de São Paulo que nos coloca equiparados com o primeiro mundo”, afirmou.

Objetivo é desafogar as rodovias
Uma das principais apostas do projeto é desafogar o trânsito nas estradas. Caso seja confirmado também no Vale do Paraíba, a ideia é deixar a Via Dutra em melhores condições.

“É muito positivo. Passar por São José é fundamental. Acredito que essa ligação vai chegar até Taubaté. Acredito que seja mais viável que o trem-bala e vai atender boa parte da população que enfrenta longos congestionamentos na Dutra e na chegada à capital. O maior beneficiado será o passageiro”, disse o secretário de Transportes de São José, Anderson Farias Ferreira.

Para que o projeto do Trem Regional seja um sucesso, é necessário que o valor da passagem seja menor ou igual ao cobrado pelas empresas de ônibus que fazem o trajeto São Paulo/São José dos Campos.

A avaliação foi feita pelo engenheiro e consultor de logística José Geraldo Vantine. “A intenção do governo é espetacular. Se sair do papel, o modelo vai beneficiar muita gente. Na Europa e no Japão, a população só anda de trem. É confortável e rápido. É realmente um grande avanço”, disse o secretário de Transportes de São José.

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Brasília pode ter a primeira fábrica de ônibus elétricos do Brasil

De olho na modernização do transporte coletivo, Brasília é a primeira cidade brasileira que poderá ter ônibus elétricos e até uma fábrica destes veículos. É o que afirma o diretor-presidente da estatal TCB (Sociedade de Transportes Coletivos de Brasília), Carlos Alberto Koch. Segundo ele, um acordo de intenções para que a indústria se instale no DF já foi assinado com uma empresa chinesa especializada neste tipo de tecnologia.

— A intenção é que Brasília crie um mercado com a possibilidade da vinda da fábrica de ônibus elétricos. Esses veículos serão tendência no transporte público.

Como este mercado ainda será iniciado no Brasil, Koch afirma que há a necessidade de um parceiro, já que o negócio, apesar de promissor, envolve riscos. Uma das possibilidades vistas por ele é a participação do governo na iniciativa. A intenção é começar com uma pequena fábrica montadora, que importará as peças da China.


De acordo com Koch, já há um interesse de prefeituras de cidades brasileiras para a instalação deste tipo de transporte. Alguns prefeitos devem visitar Brasília para conferir a tecnologia de perto.

— Esse mercado deve surgir e se estivermos preparados, nos tornaremos um polo, que deve vender para toda a América Latina.

Cada ônibus elétrico, como o que é testado em Brasília, custa cerca de R$ 1 milhão. Um veículo comum com o mesmo padrão, que possui medidas parecidas e ar condicionado, tem custo aproximado de R$ 550 mil.

As conversas com os chineses começaram em 2011 e a condição que o GDF (Governo do Distrito Federal) impôs foi a de que os veículos pudessem ser montados no DF e não simplesmente importados prontos. Uma das vantagens é a redução de custos, além do pioneirismo, tendo em vista um mercado que tende a se formar.

A escolha de uma empresa chinesa, segundo o presidente da TCB se deve ao amadurecimento da tecnologia naquele país.

— Eles têm a frota de ônibus elétricos movidos à bateria mais antiga do mundo. Veículos desse tipo operam em Xangai, por exemplo, há seis anos.

O projeto prevê que a participação da TCB, que é mantida pelo GDF, seja a de uma sócia minoritária no negócio. As peças seriam importadas da China e montadas com mão de obra local.

Informações: R7.com

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Licitação para transporte coletivo de Maceió é suspensa

Está suspensa temporariamente a licitação para a prestação de serviço público de transporte coletivo de passageiros em Maceió. Em decisão monocrática, divulgada ontem no Diário Eletrônico do Tribunal de Contas do Estado (TCE), a conselheira Rosa Maria Ribeiro de Albuquerque acatou os argumentos apresentados por três empresas de ônibus e deferiu a medida cautelar em que suspende o andamento da concorrência pública.

Como se trata da decisão de uma conselheira, o mérito da questão ainda será analisado pelos integrantes do pleno do TC. 

A Prefeitura de Maceió ainda não se pronunciou sobre o assunto.

Pelo entendimento da conselheira Rosa Albuquerque, “a continuidade deste certame sem uma fiscalização aprofundada no processo licitatório pode comprometer a lisura da licitação”. Ainda de acordo com ela, “há possibilidade da existência de irregularidades e ilegalidades – o que será apreciado quando do envio do processo licitatório pelo gestor, já que não fora encaminhado dentro do prazo estabelecido pela legislação vigente – podendo assim, caso comprovada existência dessas anomalias, causar lesão ao direito alheio e prejuízo ao erário municipal”.

Informações: GazetaWewb

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Aumento da tarifa do transporte coletivo de Londrina vai ficar para o próximo prefeito

O atual prefeito de Londrina, Gerson Araújo (PSDB), pode deixar para Alexandre Kireeff (PSD) a decisão sobre o pedido de reajuste da tarifa do transporte coletivo, requisitado pelas empresas que prestam o serviço. Atualmente, a passagem custa R$ 2,20 ao consumidor, com R$ 0,15 sendo subsidiados pelo poder público.

No mês de julho, as empresas protocolaram um pedido de reajuste, alegando que estão tendo perdas devido ao aumento dos salários dos funcionários e dos preços dos combustíveis. O valor indicado seria de R$ 2,60, mas o tema ainda está sob estudo da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMT).
"Nós temos conversado com a empresa, ainda de uma forma tranquila, sem qualquer tipo de comprometimento. É lógico que tem que estudar isso com muito carinho. Você realmente apelar para Ministério Público, universidades, a própria sociedade em geral, aguardando a planilha que é apresentada pela empresa e também a planilha pela CMTU com algumas inclusões de alguns elementos novos, que na verdade eu não sei. Discutir eu me proponho, mas não me proponho agora de assumir o compromisso e dar esse aumento", colocou à rádio Paiquerê AM.

Neste ano, devido à crise financeira que a prefeitura passava, aconteceram atrasos nos pagamentos do subsídio. Segundo Araújo, o problema já foi resolvido, já que o caixa ganhou novo fôlego com o Programa de Regularização Fiscal (Profis), que deve arrecadar mais de R$ 100 milhões até o mês de dezembro.

O prefeito afirmou que o subsídio continuará sendo quitado, mas há a possibilidade de Alexandre Kireeff ser o responsável pela decisão do aumento. "Normalmente isso deve acontecer. Eu acho que ele poderá, com muito mais tranquilidade, estabelecer esse aumento, mas eu estou aguardando as discussões", colocou à rádio Paiquerê AM.

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