Os desafios de quem precisa usar bicicletas no Recife

domingo, 24 de junho de 2012

De todos os personagens que compõem a circulação na mais importante via da cidade, o ciclista é, sem dúvida, o mais vulnerável. Quase intrusos no meio dos carros, eles podem ser vistos a qualquer hora ao longo da via. E é fácil entender a razão. A primeira perimetral do Recife liga os diversos pontos da cidade e é passagem obrigatória, também, dos ciclistas, mesmo que ainda não estejam sendo vistos pela gestão do tráfego.

    Ao contrário do que costuma ocorrer na Zona Sul, mesmo sem as condições ideais, a Avenida Agamenon Magalhães dificilmente é usada pelos ciclistas para passeio. Quem enfrenta a via depende dela para os deslocamentos diários. Muitas dessas pessoas, que hoje se arriscam no difícil trânsito da Agamenon, são trabalhadoes e estudantes. Foi lá que encontramos o estudante Cláudio Rodrigues, 35 anos. Ele mora no Pina, Zona Sul da cidade, e estuda em uma escola pública na Encruzilhada, Zona Norte. Todo o seu percurso é feito de bicicleta. "Há 10 anos eu uso a bicicleta para me deslocar. Além de mais econômico é mais rápido do que de ônibus. Apesar da minha experiência no trânsito, ainda é muito arriscado porque os motoristas não respeitam o ciclista e não há um lugar seguro para a gente", afirmou.

A boa notícia é que pela primeira vez, desde a sua inauguração, a Avenida Agamenon Magalhães poderá dispor de ciclovias no sentido longitudinal da via. Segundo o secretário executivo de mobilidade, Flávio Figueiredo, já foram solicitados estudos para dotar a via de um sistema cicloviário. Na estrutura do corredor Norte/Sul estão previstas ciclovias no trecho da PE-15, que chegou a ser contemplada com faixas para ciclistas, mas acabou sendo desativada. Com a criação de ciclovias na Agamenon, o corredor Norte/Sul terá uma sequência de rota para o ciclista, que até hoje nunca foi implantado. "Os estudos foram solicitados e a nossa expectativa é de adotar a Agamenon Magalhães de faixas para os ciclistas no sentido longitudinal", afirmou Figueiredo.

Nas transversais, a opção que está sendo apontada pela Secretário será o uso das passarelas para a travessia dos ciclistas. Não estão previstas ciclovias nos viadutos, mas o ciclista terá espaço dentro das passarelas. "Todas as passarelas terão elevadores, que serão largos para poder abrigar a bicicleta. O ciclista poderá fazer essa travessia de forma segura dentro da passarela", explicou Flávio Figueiredo.
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Transporte de Curitiba tem maior índice de acessibilidade do país



Curitiba encerra o segundo semestre de 2012 com 95,6% de acessibilidade no transporte coletivo. Este é o maior índice de acessibilidade em transporte público do país.

A frota operante da Rede Integrada de Transporte (RIT) é formada por 1.915 ônibus, dos quais 1.830 são 100% acessíveis, ou seja, atendem todas as exigências da legislação brasileira.

Este número vem crescendo significativamente. Em 2010 o índice era de 83%, em 2011 era de 91% e em janeiro deste ano já atingia 92% de acessibilidade em toda a frota operante. A meta é chegar a 100% da frota operante até 2014.

Desde 2005 só entram na frota curitibana ônibus totalmente acessíveis, com assentos preferenciais em cor diferenciada o que significa que a cidade se antecipou à legislação, que é de 2009. A cidade também vai além do exigido por lei federal de acessibilidade no transporte ao reservar 20% dos assentos para idosos, gestantes e pessoas com deficiência  (a lei exige 10%) e adotar placas de braile afixadas em frente aos bancos preferenciais, permitindo que deficientes visuais saibam do ônibus.

A frota de ônibus da capital conta com elevador, espaço para cadeirante, balaústres táteis (barras com relevo) na cor amarela, identificando para pessoas com deficiência visual que no local há banco preferencial. E para uma melhor circulação dentro do veículo, conta com cantoneiras e frizos, alertando para desnível no chão.

Estações-tubo -  Os ônibus do sistema Expresso (biarticulados) e da Linha Direta (Ligeirinhos)  têm embarque e desembarque em nível, em plataformas dos terminais e estações tubo. Os passageiros recebem mensagens sonoras informando a próxima parada e também sobre a prioridade a idosos, gestantes e pessoas com deficiência.

O índice de acessibilidade nos ônibus do transporte coletivo é o maior do país segundo o estudo Mobilize 2011, do portal Mobilize Brasil. O 2º maior índice, segundo o mesmo estudo, é de Belo Horizonte (MG), que tem 70% dos ônibus do transporte coletivo acessíveis a pessoas com deficiência, seguido de Rio de Janeiro (RJ) com 60%. O menor índice é de Natal (RN), de 20%. O estudo, divulgado em novembro do ano passado, foi feito por jornalistas do portal a partir de informações de órgãos oficiais, institutos de pesquisa, universidades e entidades independentes.

Fonte: Prefeitura de Curitiba

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No Recife, Projeto de lei visa criar "Achados e Perdidos" nos ônibus da região metropolitana


Guarda-chuvas e documentos são os campeões entre os artigos mais esquecidos nos transportes coletivos. A estudante Kleane Souza, 18 anos, já esqueceu os dois, dinheiro e até o vale eletrônico. No entanto, nunca conseguiu recuperar os pertences. Casos como o de Kleane não são incomuns. Por dia, o Grande Recife Consórcio de Transportes recebe, em suas cabines de informação, dezenas de objetos perdidos. Para tentar regulamentar a situação, está em tramitação na Assembleia Legislativa de Pernambuco um projeto de lei assinado pelo deputado Vinícius Labanca (PSB), que obriga as empresas operadoras a disponibilizarem um formulário de achados e perdidos. A medida vale também para o metrô.

Não foi por falta de tentativas que a estudante ficou sem seus utensílios. Quando perdeu o vale eletrônico, no mesmo dia, voltou ao terminal para procurá-lo. “Quando perdi meu vale achei que quem achasse o devolveria, mas não foi o que aconteceu. Cheguei a ir ao terminal do ônibus, informei a hora que havia usado o transporte e o nome da linha. Mas eles disseram que não havia nada com meu nome. Com a sombrinha foi a mesma coisa”, conta. 

Para o autor do projeto, deputado estadual Vinícius Labanca, a proposta não resolveria o problema dos passageiros, mas seria somatória. “Às vezes, nem mesmo os motoristas dos ônibus sabem como proceder ao receber algum pertence perdido. Com a medida, existiria um protocolo a seguir”, afirmou.


Desinformação - Nem todo mundo que acha pertences de outras pessoas perdidos no ônibus sabe como devolvê-los. O projeto de lei visa formalizar o recebimento dos itens e assim cobrar mais rigor ao destinatário. O registro deverá ser preenchido por quem achou o objeto e pelo funcionário que o recebeu e estará disponível aos motoristas e cobradores de ônibus. Com isso, as empresas operadoras teriam que se enquadrar às novas regras e ao Grande Recife caberia acompanhar o processo. O texto também garante que o item seja guardado por 60 dias e depois doado para instituições filantrópicas.


Hoje, o procedimento é realizado com menos formalidades. Os artefatos esquecidos são levados até os funcionários do Grande Recife, ficam nas cabines de informações do terminal do ônibus. Para os esquecidos, resta ir até lá com um documento de identificação e esclarecimentos sobre as características dos objetos. “No caso dos documentos, eles são guardado por seis meses e depois encaminhados para os órgãos expeditórios. Mas antes, nós ainda tentamos contactar a pessoa, avisando onde os documentos estão”, assegurou a gerente de relacionamento do consórcio, Fernanda Gouveia. 

Já os objetos esquecidos que são levados as empresas operadoras dos ônibus, são devolvidos apenas pelas próprias empresas, de acordo com suas políticas únicas.


Fonte: Diário de Pernambuco

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Em Fortaleza, Ônibus voltam ao normal após 04 dias de greve



Depois de quatro dias de incertezas e expectativas, foi encerrada ontem a greve dos motoristas e cobradores de ônibus em Fortaleza. O anúncio foi feito durante audiência entre o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários no Estado do Ceará (Sintro) e o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Ceará (Sindiônibus), no Ministério Público do Trabalho (MPT). 

Segundo o MPT, na audiência realizada na manhã deste sábado, os sindicatos chegaram a um consenso em relação a uma proposta que envolve tanto reajuste salarial como também o desconto dos dias parados durante a greve. 

Durante toda a tarde, representantes do Sintro levaram a proposta para consulta com os grevistas em todos os terminais de ônibus. Por volta das 18h, o sindicato decidiu por colocar um ponto final na paralisação dos motoristas e cobradores de Fortaleza.


Com o acordo aprovado entre as partes, motoristas e cobradores irão receber um reajuste de 8,5% de aumento salarial, R$ 70 de cesta básica e R$ 8 de vale-refeição. 

Os motoristas voltaram ao trabalho neste domingo. 

Informações: O Povo Online

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