Cobradores e motoristas de ônibus fazem protesto na terça em Curitiba

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Os cobradores e motoristas de ônibus de Curitiba reivindicam em manifestação na próxima terça-feira (10), a partir das 14h, na Praça Rui Barbosa, mais segurança em seus postos de trabalho. Conforme levantamento da Urbs – empresa responsável pelo transporte coletivo na cidade –, todos os dias ocorrem, em média, sete assaltos nas linhas e estações tubo espalhadas pela cidade.
Daniel Castellano / AGP
Dados do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana (Sindimoc) indicam que no ano passado foram registrados quase 3 mil roubos a funcionários e usuários das lotações na capital. Ainda de acordo com o sindicato, em vários pontos da cidade há resistência dos funcionários do setor em trabalhar em locais específicos pelo medo de sofrer com o problema.

De acordo com a diretoria do sindicato, a principal reivindicação no protesto de terça é maior policiamento especializado na prevenção desse tipo de crime. Além disso, os funcionários querem que a Urbs instale mais cofres lacrados nos ônibus e faça um monitoramento por meio de câmeras de segurança.
Segundo a assessoria da Urbs, há um projeto em fase de implantação com a previsão de instalação de câmeras e construção de centrais de monitoramento. O prazo para completar a implantação, no entanto, ainda não foi definido.

Depois do assalto
Outra reclamação comum de quem trabalha nos ônibus é sobre o que acontece depois de um assalto. O Sindimoc alerta que o próprio funcionário precisa, depois de ser alvo de qualquer tipo de crime, ligar para a empresa responsável pelo ônibus. Depois disso, a vítima se responsabiliza ainda por registrar um Boletim de Ocorrência detalhando o que foi roubado.
O que fica sem um procedimento padrão, no entanto, é a recuperação dos bens pessoais do cobrador ou motorista que são levados. Conforme declarou a diretoria do sindicato, o ressarcimento em dinheiro na maior parte dos casos não é feito pelas empresas.
A Urbs declara que sobre esse aspecto não possui responsabilidade, sendo o ressarcimento uma ferramenta que cabe às empresas definirem seus modos de agir com os funcionários assaltados.


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