Corredor de ônibus em Copacabana agora está com fiscalização eletrônica

domingo, 13 de novembro de 2011

O corredor preferencial de ônibus de Copacabana, o BRS Copacabana, terá fiscalização eletrônica a partir desta segunda-feira. Apenas ônibus municipais e táxis ocupados com passageiros poderão circular pelo corredor preferencial. Táxis especiais adaptados para portadores de necessidades e veículos de transporte escolar também podem acessar o lado direito da Avenida Nossa Senhora de Copacabana para embarcar ou desembarcar passageiros. Os demais veículos terão que circular nas duas pistas à esquerda, mas para dobrar em ruas ou acessar garagens à direita da via o acesso será permitido.

De acordo com a Secretaria Municipal de Transportes, o embarque e/ou desembarque dos passageiros de táxi deverá ser feito pelo lado esquerdo da via ou nas ruas transversais. A carga e descarga deverá ser feita em locais destinados para este fim nas ruas transversais. Não haverá barreira física que os impeça de rodar nas faixas da direita, mas o motorista que o fizer por mais de uma quadra será multado pela fiscalização eletrônica. O efetivo de guardas municipais e agentes da CET-Rio continua espalhado pela via para coibir as irregularidades e orientar os cidadãos.

O estacionamento na pista da esquerda nos dias úteis só será permitido depois das 21h; após as 14h nos sábados; e o dia inteiro nos domingos e feriados. Nos horários em que o estacionamento estiver liberado na pista esquerda, qualquer veículo poderá acionar o corredor livremente. Com a BRS, a frota de ônibus foi reduzida em 24% e a velocidade do transporte público aumentou, segundo a prefeitura.


Fonte: O Globo

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Obras do Metrô de Fortaleza já duram 13 anos, início da sua construção foi 1999

Quem nasceu em janeiro de 1999 tem a mesma idade do início das obras do Metrô de Fortaleza, 12 anos e 10 meses. Os trens devem rodar, em fase experimental, em junho de 2012, para operar comercialmente, no final do mesmo ano, ou seja, mais de 13 anos após o seu início. Erros de projeto e de planejamento provocaram os atrasos, com diversos aditivos de contrato, mudança de consórcio, paralisação dos trabalhos e quase redução do projeto original para acelerar sua conclusão. Felizmente, tudo parece estar resolvido. O secretário da Infraestrutura do Estado, Adail Fontenele, comenta sobre os principais problemas da obra com investimento total de cerca de R$ 1,7 bilhão.

“Era preciso que a equação financeira fosse firme e que não ficasse a mercê de humores futuros, de quem iria dar dinheiro, que era do Governo Federal. Isso acabou trazendo dificuldade de repasse”. Para Fontenele, houve falha no planejamento orçamentário.
atrasos geraram mudanças nos projetos e aumento nos custos das obras (EDMAR SOARES)
Outras situações não previstas no projeto ocorreram, o que também ajudou no atraso das obras, como a destruição da antiga Estação da Parangaba e do Lord Hotel, no Centro da Capital. Ambos geraram entraves com a população e com a Prefeitura Municipal. “Tudo o que foi preciso para essas obras serem realizada do jeito que foi planejada nós conseguimos fazer”, diz Fontenele. O secretário conclui que o Metrofor serve de exemplo de como não se deve fazer uma obra.

O presidente da empresa estadual Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos (Metrofor), Rômulo Fortes, detalha que as principais falhas foram as mais comuns em várias obras. “Deveria ter iniciado com o projeto executivo, mas a lei permite que seja feito com o projeto básico. Isso é um erro. A lei não mudou, mas eu, como engenheiro, entendo que o certo era a gente ter uma legislação que obrigasse ter o projeto executivo”, cobra.

Fortes concorda que os recursos não ficaram garantidos desde o início. “No Brasil, as coisas eram feitas no orçamento palavrado. Sem recurso, a obra se arrasta. Se é um ritmo que não estava previsto, começa ficar mais caro, começam a demorar mais a fazer determinado tipo operação”, explica. O presidente diz que as obras ficaram paradas quatro ano, o que gerou um custo de cerca de US$ 6 milhões por ano.

Mudanças
Fortaleza não parou juntamente com o metrô e cresceu, obrigando mudanças no projeto. No início, estavam previstos circular 10 trens. Hoje, a necessidade é de 20, para transportar cerca de 350 mil passageiros por dia. “Já, já, vamos precisar de mais trens. A demanda vai se consolidando e a gente vai adquirindo mais trens. Está previsto mais cinco trens”, informou. Fortes assumiu o Metrofor em 2007, no auge dos problemas financeiros, mas acompanha as obras desde o início. “A gente espera que isso não se repita. Um erro grave cometido por uma questão de planejamento macro”, complementou o engenheiro. (Andreh Jonathas)

SAIBA MAIS

Linha Leste.
Está sendo trabalhado edital da Linha Leste do Metrofor, que vai partir do Centro de Fortaleza até o Fórum Clóvis Beviláqua. Segundo o secretário da Infraestrutura do Estado, Adail Fontenele, a licitação será realizada em 2012, já com o projeto executivo em mãos. “Embora seja uma obra debaixo do chão, estamos tento todos os cuidados para que não ocorram esses problemas. Vai custar cerca de R$ 3,3 bilhões, quase o dobro da Linha Sul”, informou.

Entenda o Metrofor
O Consórcio do Trem Metropolitano de Fortaleza foi criado em 25 de setembro de 1987, através da assinatura do Contrato de Constituição do Consórcio, pela RFFSA, Companhia Brasileira de Transportes Urbanos (CBTU) e Governo do Estado do Ceará, com interveniência da União, através do Ministério dos Transportes.
O Contrato sofreu três aditivos de tempo: o primeiro, assinado em 1º de abril de 1993, teve seu prazo prorrogado por um ano; o segundo, assinado em 29 de março de 1994, também foi prorrogado por mais um ano e o terceiro, em 4 de abril de 1995, prorrogou-se por dois anos, com término previsto para 4 de abril de 1997.

A modernização dos serviços proposta deverá reduzir a poluição ambiental; reduzir o congestionamento das vias urbanas; reduzir acidentes de trânsito; diminuir efetiva nos tempos de viagens; reduzir os tempos de espera para os usuários, além de reduzir o custo operacional dos ônibus, pela racionalização prevista na concepção de integração dos sistemas.

As obras foram iniciadas em janeiro de 1999.

A quantidade de trabalhadores varia muito de acordo com cada fase da obra. Em 2001, esse número chegou a 2 mil pessoas simultaneamente.

O metrô entra em operação transportando cerca de 350 mil passageiros por dia. Isso será possível com a integração de todos os modais. Em 2014, durante a Copa , a expectativa é que sejam transportadas 600 mil pessoas por dia.


 
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No Rio, As desventuras enfrentadas pelos passageiros de kombis e vans

Com metade do corpo para fora da janela, o cobrador da Kombi, linha Penha-Cascadura, anuncia a plenos pulmões, no ponto de ônibus em frente ao NorteShopping, em Del Castilho: "Penha, estação de Cascadura, Suburbana direto, Igreja Mundial da Fé é R$ 2, hein". Um vez embarcado, quase sempre não há como optar pela viagem sem emoção. Ao passageiro resta só uma alternativa: rezar para chegar. Alta velocidade, superlotação, veículos sem ar-condicionado e em péssimas condições são apenas alguns itens que, necessariamente, fazem parte do pacote disponível em muitos dos seis mil veículos de transporte alternativo da cidade do Rio.

Não por acaso, as vans possuem tetos cada vez mais altos. No fim da tarde da última quinta-feira, um veículo da linha Gávea-Rio das Pedras, com capacidade para 15 pessoas (todas sentadas, já que é proibido transportar gente em pé), viajou da Avenida das Américas, altura do Jardim Oceânico, até o Rio das Pedras, levando oito passageiros e o cobrador em pé, além de estar com todos os bancos ocupados. Num exercício de contorcionismo e desafio às leis da física, quem não estava sentado sequer conseguia mexer o braço. No painel do veículo, um adesivo dava o tom do momento: "A maior qualidade do vencedor é não desistir nunca".

— Mas isso está sempre cheio assim, meu Deus? O que é isso? — queixou-se uma passageira para a cobradora, que emendou, rindo:

— É porque botei você aqui dentro, que é pé quente, minha joia rara.
Valor da tarifa varia de R$ 2 a R$ 5

A informalidade no tratamento é regra de convivência no transporte alternativo. Sem nenhuma cerimônia, motoristas e cobradores contam com a compreensão de quem paga a passagem, cujos valores variam de acordo com o itinerário — a maioria, porém, custa de R$ 2 a R$ 5. Longas esperas por passageiros nos pontos são comuns. Às vezes, chegam a 10 minutos. Reclamações, só pelo telefone da prefeitura (1746), gravado na parte traseira desses coletivos.

Um incauto senhor embarcou numa van, que saiu da Praça Seca rumo à Leopoldina, reclamando do que ouviu num outro veículo.

— O cara (motorista) veio me dizer para sentar lá atrás, todo apertado, só para ir com mais espaço na frente, ao lado de uma gatinha — esbravejou, antes de ser interrompido pelo toque do seu celular, que soava o "Bolero de Ravel".

Sem saber que estava falando com um repórter, a cobradora da linha Gávea-Rio das Pedras, a da "joia rara", comemorava a superlotação e explicava a receita do sucesso:

— Carregamos 30 (pessoas) só nessa viagem, bebê. De cada seis viagens que fazemos por dia, uma ou duas são boas assim. O resto é cheio de chiclete, passageiro que senta e só desce no ponto final. Em pé, dá para levar três ou quatro, normalmente, e cinco ou seis, quando são magrinhos. Mas o pessoal já me conhece, porque eu trato todo mundo bem, e aceita vir apertadinho. "Nego" se vira.

O desconforto, em alguns momentos, é o menor dos problemas. Mesmo quando, nos veículos lotados e sem ar condicionado, as poucas brisas vindas das janelas chegam como um sopro divino de sobrevivência. O desrespeito às leis de trânsito, se não incomoda a todos, ameaça quem está dentro das vans e kombis. Trafegar com a porta aberta e ignorar os locais onde é permitido o embarque de passageiros são hábitos corriqueiros. Para boa parte dos motoristas, ponto é onde tem pedestre, independentemente se há área de recuo.

— Alô, "Rabugento", para ali na frente que (o passageiro) vai descer na esquina do lava-jato — avisou o cobrador de uma van da linha Cascadura-Oswaldo Cruz, antes de chegar a uma esquina em que não havia ponto, em Oswaldo Cruz.

Pouco à frente, com o veículo parado num ponto de ônibus, ele tentou convencer uma menina a subir na van:
— Oswaldo Cruz, vai? Para você, eu nem cobro passagem, coisa linda.

A alta velocidade assusta, principalmente em vias expressas. A mesma van Gávea-Rio das Pedras, que transportou 30 pessoas numa viagem, tem 89 multas pendentes, só com o município, segundo o site da prefeitura. Outra, que percorre o itinerário Castelo-Ilha do Governador, chegou a 95km/h na Linha Vermelha — onde a velocidade máxima permitida é de 90km/h —, às 16h30m da última quarta-feira, costurando entre os carros. Antes de chegar à Ilha, o motoristas avisou pelo rádio a um colega para evitar passar em frente ao Casa Show, onde, segundo ele, estava "rolando uma operação de fiscais". Só no site da prefeitura, constam 40 infrações não pagas pelo proprietário do veículo.

O motorista da Kombi Penha-Cascadura avançou dois sinais, entre 16h15m e 16h37m, da terça-feira passada, na movimentada Avenida Dom Hélder Câmara. À medida que eles aceleram, cresce a fé de quem está nos bancos de trás.

Os riscos, em alguns casos, extravasam para além das vans. Às 18h20m da última terça-feira, o motoristas de uma delas, que seguia para o Mercadão de Madureira, desembarcou no meio da pista de rolamento e partiu enfurecido em direção a um Fiat Palio prata, na Rua Cândido Benício, em Jacarepaguá. Enquanto seus passageiros aguardavam, ele ameaçou o motorista do Palio, antes de chutar e socar o carro, que saiu com a porta traseira direita amassada.

Cobrador imita barulho de sirene em engarrafamento

O motorista de um exemplar da linha Bancários-Bonsucesso, cuja principal peculiaridade do veículo era um pequeno ventilador precariamente preso ao teto, trafegou cerca de 200 metros na contramão de uma rua no bairro de Tauá, na Ilha. Freou bruscamente, próximo a uma esquina. Diante de um engarrafamento que não abria possibilidades de passagem, o cobrador entrou em ação. Com a cabeça para fora da janela, se empenhava para emitir o som semelhante a de uma sirene. Quando o motorista freou de repente, mais uma vez, uma pedestre atravessou, e o cobrador gritou em sua direção:
— Sai da frente, "tranca-rua"!

As desventuras vividas no transporte alternativo, que pela ineficiência do sistema de ônibus é a única opção para muitos cariocas, não são compensadas com desconto. Um adesivo deixava isso claro numa van Pilares-Leopoldina: "Tarifa: R$ 3 / Carona: R$ 3 / Daqui até ali: R$ 3 / Só até o sinal: R$ 3". Com emoção.


Fonte: O Globo

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Em Cuiabá, Ação civil pública obriga as empresas de transporte coletivo a fornecerem serviço de qualidade

O Ministério Público do Estado de Mato Grosso obteve liminar em ação civil pública que obriga as empresas de transporte coletivo da Capital a fornecerem serviço de qualidade.

Isso significa que não serão mais permitidas falhas como o não cumprimento dos horários nos itinerários das linhas de transporte, ausência de plataforma elevatória para pessoas com deficiências e bloqueios no sistema de catracas referentes a cartões estudantis que, mesmo com crédito disponível, acabam não sendo aceitos, entre outras irregularidades.

Consta na decisão liminar que a fiscalização dos serviços deverá ser feita de forma efetiva pelo município de Cuiabá, sob pena de multa de multa diária de R$ 1 mil. Tanto o município como as empresas terão um prazo de 15 dias para providenciar a divulgação em locais de fácil acesso aos passageiros as informações sobre os deveres dos motoristas, cobradores e do pessoal de operações que exerçam atividade junto ao público.

O consumidor terá que ser informado sobre o direito de reclamação junto à Ouvidoria da Secretaria Municipal de Trânsito e Transporte Urbanos. Em ambos os casos, se as determinações não forem cumpridas será aplicada multa diária de R$ 1 mil.

Foram acionados pelo Ministério Público o município de Cuiabá e as empresas Pantanal Transportes Urbanos Ltda, Norte Sul Transportes e Auto Aviação Nova Integração.

Na ação civil pública foram apresentados vários casos que chegaram ao conhecimento do MPE referentes de reclamações dos serviços prestados pelas referidas empresas. Entre elas, estão falta de respeito e urbanidade por parte dos motoristas em relação às pessoas idosas, sucateamento da frota, desobediência aos horários predeterminados e superlotação.

Para o MPE, as humilhações sofridas pelos usuários por conta do descaso das empresas ferem a dignidade das pessoas, já que o transporte coletivo municipal é o único meio de transporte utilizado por inúmeros cidadãos.

A ação tramita na Vara Especializada de Ação Civil Pública e Ação Popular de Cuiabá sob o número 99/2011, código 738272. (Com Assessoria)


Fonte: Diário de Cuiabá

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