Em Ribeirão Preto, Transerp esclarece exigências para licitação do transporte público

terça-feira, 20 de setembro de 2011

A Transerp realizou neta terça-feira (19) uma audiência pública para discutir mudanças no transporte coletivo da cidade. Foram esclarecidas as exigências e obrigações para as empresas de interessadas em prestar o serviço em Ribeirão Preto. Desde 1984 a Prefeitura não abre licitação para o transporte público.

O edital de licitação deve ser publicado a partir do dia 10 de outubro. De acordo com a direção da Transerp, deverá vencer a empresa que apresentar proposta com o menor reajuste para a tarifa. A previsão é de investir R$ 143 mi em melhorias, sendo 60% desse valor só para renovar e aumentar a frota.

A prefeitura deve arcar com parte do custo, mas o valor do subsídio ainda não foi definido. “Nós queremos aumentar o mínimo possível a atual tarifa. Então nós estamos compondo esse custo com possível subsidio público”, explica o superintendente da Transerp, Willian Latuf.

Para o presidente do Sindicato das Empresas de Transporte, Luís Gustavo Viana, as melhorias exigem um reajuste nos preços cobrados atualmente. “Você aumentando a frota e tendo investimento na parte de corredores, infraestrutura, lógico que você tem um aumento de tarifa, se não essa conta não fecha. Agora precisamos saber qual o valor desse subsidio”, diz.

Quem ganhar terá prazo de dois anos para atingir metas projetadas pela prefeitura. Entre elas estão à construção de dois terminais centrais e oito terminais menores - nos bairros - instalação de corredores de ônibus, criação de centrais de atendimento e ampliação da frota - com carros novos e mais modernos.

Um dos responsáveis pelo estudo sobre a qualidade do transporte coletivo na cidade Arlindo Fernandes, diz que o projeto, que dará origem a licitação, levou em conta o quanto deverá aumentar a procura pelo serviço nos próximos anos. “Nós fizemos uma projeção de demanda que leva em conta um crescimento da demanda de ônibus compatível com o crescimento futuro da população de Ribeirão Preto. Agora a população tem que corresponder, tem que andar, tem que se deslocar, tem que sentir que o transporte melhorou de fato”, relata.

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