DF: Paradas de ônibus estão sem cobertura

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Há anos que os trabalhadores e visitantes do Setor de Indústria e Abastecimento (SIA) reclamam do descaso da Administração da cidade em relação às paradas de ônibus. Além de poucas, a maioria não tem cobertura. Em época de chuvas, os trabalhadores que precisam desembarcar dos ônibus acabam se molhando, pois não existe um abrigo para eles. Na hora de ir para casa é a mesma “novela”: sem parada coberta, para não tomar chuva, as pessoas acabam se refugiando em baixo de quiosques próximos a esses pontos, e muitas vezes chegam a perder o transporte, pois não dá tempo de correr até a parada.
Lívia de Andrade Santos, 39 anos, trabalha no SIA há 4 anos, e diz que já perdeu as contas de quantas vezes tomou chuva. “Outro dia, eu desci do ônibus e estava chovendo muito, não havia alternativa, ou eu descia do coletivo e me molhava toda, ou desceria em uma parada coberta lá no trecho 4, o problema é que eu teria que andar mais de meia hora, para voltar ao trabalho, sendo assim, tive de encarar a chuva e cheguei ao trabalho encharcada”, diz.
Cristina Guedes, 34 anos, também já passou pela mesma situação. “Aqui trabalham pessoas de todo o DF e Entorno. A maioria dos trabalhadores não tem carro, a Administração deveria buscar apoio ao governo para que resolvesse esse problema”, reclamou.
Robson de Andrade, 33 anos, também trabalha no Setor. “Semana passada choveu muito. Precisei correr muito, se não iria me molhar mais do que já estava”, contou.
Outra reclamação  é que em dias de calor, passageiros são obrigados a ficarem debaixo do sol quente. “Já estou descrente com a política, aqui no SIA é assim, um descaso com o trabalhador, espero uma solução”, disse José Salino dos Reis, 53 anos, vigilante.
Nos trechos 2, 3 e 4, a única forma de identificar que o lugar é um ponto de ônibus é uma placa. Segundo Ana Cristina, moradora de Taguatinga Sul, só a placa não é suficiente para alguns motoristas de ônibus. “Tem motoristas novos que acabam não parando, pois ficam sem saber se o lugar é um ponto. Na semana passada, por exemplo, uma passageira teve que avisar para o motorista que aquele era o ponto dela, senão ele teria passado direto”, diz.
Cerca de 300 mil pessoas passam por dia pelo setor. Com relação à falta de paradas de ônibus o administrador do SIA, Saulo Duarte, informou que solicitará ao DFtrans em caráter de urgência, que realize um estudo no setor  a fim de que se aponte os locais que precisam de pontos de ônibus, além de estabelecer a construção de abrigos nos pontos já existentes. “Inclusive aqui na administração eu tenho funcionários que estão à mercê de chuva e sol por falta de paradas sem abrigo, quero solucionar esse problema o mais breve possível”.

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