Em Fortaleza, Grevistas tomam as chaves para impedir circulação de ônibus

terça-feira, 22 de junho de 2010


Após o anúncio de que nenhum ônibus circularia em Fortaleza nesta terça-feira (22), a adesão à greve dos motoristas e cobradores de ônibus não foi total, pelo menos por enquanto. Segundo a Etufor, 30% da frota está circulando.
Os grevistas estão nas ruas e avenidas para convencer os poucos motoristas que estão circulando a voltarem para as garagens. Em alguns casos flagrados por nossa equipe, no Centro, grevistas tomaram as chaves dos veículos para impedir o fluxo da frota.

De acordo com a assessoria do Sindiônibus, a promessa dos trabalhadores de parar todos os veículos não foi cumprida e, aos poucos, os motoristas que foram trabalhar estão conseguindo deixar as garagens para cumprir a escala normal.
Mais de 5 empresas não estão conseguindo liberar os carros. Uma delas realiza as rotas no Conjunto Ceará e no Terminal da Lagoa.

Etufor promete multar empresasA Etufor diz que vai notificar as empresas que não cumprirem os percentuais. A multa determinada pelo Tribunal do Trabalho é de R$ 30 mil por dia, se os percentuais de 70% na hora de pico e 50% no horário normal não forem cumpridos. Mas os motoristas dizem que a decisão de parar toda a frota é por tempo indeterminado, independente da multa.

Fonte: Diário do Nordeste
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DF: Metrô circula com frota máxima para amenizar a greve dos coletivos


Com o objetivo de amenizar os problemas causados pela greve dos rodoviários, a Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô-DF), opera com a frota máxima de trens. Segundo a assessoria de imprensa do órgão, a intenção é diminuir o transtorno da população e oferecer uma segunda opção aos que dependem do transporte público.

De acordo com o órgão, nesta manhã de terça-feira (22/06), o fluxo de passageiros foi maior do que o normal. Com a frota máxima em operação, 19 trens ficam disponíveis para fazer o transporte de passageiros. Além disso, eles operam com tempo estendido no horário de pico.

Fonte: Correio Braziliense
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Transporte pirata aproveita a greve dos ônibus para lucrar


Os brasilienses começam a se aglomerar na Rodoviária do Plano Piloto para tentar voltar para casa, nesta segunda-feira (21/6). Sem ônibus, a única saída encontrada é o transporte pirata. Para evitar que o serviço seja utilizado, cerca de 100 policiais militares fazem a fiscalização. Mesmo assim, os motoristas chamam por passageiros e chegam a cobrar R $5 por uma viagem que custaria R$ 3, para Sobradinho.
Segundo o tenente-coronel Josias Seabra, comandante do Batalhão de Trânsito, o policiamento também é preventivo. "É tanto para coibir o transporte pirata quanto uma possível manifestação no horário de pico", afirmou. Até as 17h, oito ônibus irregulares foram apreendidos na rodoviária, de acordo com um policial militar que não quis se identificar.

empresa Rápido Planaltina não entrou em greve. Como o ônibus passa por outras cidades, como Sobradinho e Arapoanga, uma fila enorme se formou, ocupando toda a extensão da rodoviária.
Apesar da determinação do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de que pelo menos 60% da frota circule durante a greve, nenhum dos 2,4 mil coletivos rodaram nesta manhã, depois que os rodoviários decidiram pela greve geral.

Segundo o Sindicato das Empresas de Ônibus Coletivo (Setransp), não haverá negociação enquanto o governo do DF não analisar um reajuste de tarifas.Mais cedo, o governador Rogério Rosso (PMDB) afirmou a intenção de se reunir com os donos das empresas do transporte coletivo até amanhã (terça-feira).

Segundo ele, o objetivo é tentar entender de onde vem a demanda pelo aumento das passagens, solicitado pelos patrões, já que, apesar de quatro anos sem reajuste no preço das passagens, os empresários teriam lucrado com algumas compensações, como o fato de o Passe Livre ser, hoje, totalmente subsidiado pelo governo.
De acordo com a assessoria do Setransp, o governador Rogério Rosso ainda não entrou em contato com os empresários.A reportagem do correiobraziliense.com.br tentou fazer contato com o Sindicato dos Rodoviários, mas, até as 16h36 desta segunda-feira (21/6), não obteve resposta.

Transtornos

Alguns ônibus saem da Rodoviária do Plano Piloto, mas as filas imensas desanimam quem busca por condução. É o caso de Adailton Conceição dos Santos, 20 anos, que trabalha com serviços gerais. Morador de Planaltina-DF, o jovem precisou da ajuda do patrão para chegar ao trabalho.

"Era para eu ter chegado às 6h30, mas só consegui às 10h, depois que um carro da empresa veio me buscar", conta.A volta para casa também é complicada. "Não tem nenhum ônibus. Com essa greve, quem sofre é a gente. Só me resta esperar. E amanhã não sei como vou fazer. Corro o risco de ter o salário descontado por conta dos atrasos", conclui Adailton.

Moradora de Arapoanga, a vendedora Maria de Jesus, 57, veio cedo ao centro de Brasília para uma consulta do filho. "Vim de carro e cheguei ao hospital no horário, às 9h, mas agora não consigo voltar para casa", conta, revoltada.

Fonte: Correio Braziliense
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Recife: Pontos de embarque e desembarque do TI de Camaragibe são alterados


O Grande Recife Consórcio de Transporte alterou os pontos de embarque e desembarque de duas linhas que operam dentro do Terminal Integrado de Camaragibe.

As mudanças realizadas na plataforma “B”, ocorreram em virtude de ajustes operacionais para dar mais fluidez na operação das linhas. Com as modificações os locais de embarque e desembarque das linhas 476-Santa Mônica e 467-Chã De Cruz/Integração, serão transferidas do lado oeste para o leste da plataforma “B”.

As demais linhas que circulam na mesma plataforma; 473-Loteamento João Paulo II, 463-Araçoiaba/Camaragibe, 466-Vera Cruz/Integração, 487-V. Fria/T.I. Camaragibe, 477-Santa Terezinha e 478-Santana não sofrerão alterações.

Os usuários podem saber mais informações sobre itinerários e, sobre as mudanças no Terminal de Camaragibe entrando em contato com a Central de Atendimento ao Cliente através do telefone 0800.081.01.58. A Central de Atendimento do Grande Recife funciona todos os dias das 7h ás 19h.

Fonte: CGRT
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Fortaleza: Motoristas param 100% hoje e deixam mais de 1 milhão de pessoas prejudicadas


Aumenta sufoco do fortalezense, que não terá ônibus para se locomover aos seus locais costumeiros

Com gritos de "Chega de esperar, Fortaleza vai parar", os cerca de 500 rodoviários (motoristas, trocadores e fiscais) que superlotaram, ontem, as dependências da sede de seu sindicato - na Av. Tristão Gonçalves, Centro - decidiram, após 14 dias de deflagração da greve, parar 100% da categoria a partir da zero hora desta terça-feira. Com isso, a população viverá um caos sem precedentes.

A Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (Etufor), por meio da assessoria de imprensa, informou que o órgão punirá as empresas cujos ônibus não forem colocados em circulação. Já o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Ceará (Sindiônibus) não se manifestou sobre a decretação do movimento grevista, preferindo aguardar o desenrolar dos acontecimentos.

A decisão pela paralisação total por parte do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado do Ceará (Sintro) aconteceu em meio às várias propostas colocadas à apreciação e discussão dos presentes à assembleia.

No fim, os rodoviários votaram e aprovaram parar 100%; comparecer hoje às garagens, mas com o objetivo de sensibilizar aqueles que não estiveram, ontem, no sindicato; fazer uma nova proposta de reajuste de 25% para todos os trabalhadores em transportes; que não seja demitido nenhum profissional da categoria nos próximos 90 dias; que seja efetuado pagamento dos dias parados; jornada de trabalho regulamentada em 44 horas semanais, com direito a folga para almoço e merenda e extinção da "chupetilha"; o fim do funcionamento dos micro-ônibus sem trocadores; e que acabem as perseguições e o assédio moral, principalmente nas escalas.

Nota

O Sintro distribuiu "carta aberta à população". Nela, justifica as razões pela medida tomada de parar total e promete que a categoria vai voltar ao trabalho assim que o empresariado, o Judiciário e a Prefeitura de Fortaleza abrirem um canal de negociação que possa levar a categoria "a dias mais justos".
ADALMIR PONTE

Fonte: Diário do Nordeste
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São Paulo: Movimento no 1º dia de cobrança da linha 4-Amarela do Metrô cai até 11,5%


Nesta segunda-feira (21), primeiro dia de cobrança da linha 4-Amarela do Metrô, o volume de passageiros foi cerca de 6% menor do que na segunda-feira passada (14). Se comparado com a segunda-feira anterior (7), a queda foi ainda maior, de 11,5%. As informações são da concessionária que administra a linha, a ViaQuatro.
Segundo a concessionária, das 9h às 15h desta segunda-feira, 10,4 mil passageiros usaram o Metrô, enquanto que, em 7 de junho, esse número foi de 11,7 mil. Desse total de passageiros, entre 6% e 7% são usuários exclusivos da linha 4. Os demais usuários são integrados, ou seja, utilizaram a transferência da linha 2-Verde para a linha 4-Amarela ou vice-versa.

O horário da operação comercial continua sendo das 9h às 15h. Com a abertura das estações Pinheiros e Butantã, prevista para novembro deste ano, o horário de operação será o mesmo do restante da rede, das 4h40 até 0h, mas apenas nos dias de semana (de segunda a sexta-feira). Quando entrarem em operação as estações Luz e República, em 2011, o horário de operação incluirá sábados e domingos.

Fonte: R7.com
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Greve dos rodoviários deixa caótico o trânsito de Brasília


A volta para casa em Brasília ficou complicada mais uma vez nesta segunda-feira (21). Passageiros chegaram a sair mais cedo do trabalho, na tentativa de pegar um ônibus. A paralisação aumentou o número de transportes piratas circulando e gerou manifestações de passageiros. O Sindicato dos Rodoviários descumpriu decisão de manter 60% dos ônibus circulando e deve pagar multa.
No começo da noite, a situação ficou tensa na plataforma superior da rodoviária do Plano Piloto. Os passageiros fecharam o trânsito no sentido Asa Norte. Eles ficaram revoltados com a falta de ônibus e interditaram o tráfego por mais de 30 minutos. Só estão circulando ônibus da TCB e de três cooperativas, o que corresponde a menos de 10% da frota. A Polícia Militar apreendeu três ônibus que faziam transporte pirata, mas o DFTrans não flagrou ninguém em situação irregular.
Com a falta de ônibus, muita gente tirou o carro de casa e, segundo o Detran, há 50 mil carros a mais rodando nas ruas do Distrito Federal. O metrô operou com 19 trens, o máximo possível e há um intervalo de cerca de quatro minutos entre as partidas. Em cada trem é possível transportar 1.365 passageiros. Só hoje, o metrô teve um aumento de 30 a 40% no número de passageiros.
Muitas pessoas tiveram de sair mais cedo do trabalho, mas não adiantou. Os passageiros aguardaram na fila, mas poucos ônibus apareceram. “Nenhum sinal de ônibus, nada, nada, nada”, afirmou uma passageira. Nas paradas, havia muita gente sem saber como voltar para casa. “Se não passar ônibus, vou ter que amanhecer o dia aqui”, disse um passageiro.
Sem ônibus nas ruas, o jeito foi apelar para o transporte pirata. Do lado de fora da rodoviária do Plano Piloto, passageiros corriam para garantir um lugar. Um motorista foi mais ousado e, sem nenhuma cerimônia, entrou em uma das baias. A polícia viu, apreendeu o veículo e multou o condutor.
“Eu acho que eu estava fazendo uma coisa de cidadão, mas acabei me prejudicando porque agora meu carro está preso”, afirmou o motorista João Lira de Souza.

Multa
Os empresários pediram à Justiça que multe em R$ 100 mil por dia os rodoviários por descumprimento de decisão judicial. Durante todo dia, oficiais de justiça percorreram as garagens das principais empresas para saber se o Sindicato dos Rodoviários cumpriu a decisão do Tribunal Regional do Trabalho de manter 60% da frota na rua. Nenhum cálculo precisou ser feito para constatar a greve geral.
Os oficiais vão informar ao juiz o que viram e a multa poderá ser aplicada nos próximos dias. O Sindicato dos Rodoviários diz que vai pagar. “É uma multa que inviabiliza o funcionamento do sindicato a médio e longo prazo, não é suportável para os trabalhadores”, disse o presidente do sindicato, João Osório.
O governador Rogério Rosso pediu aos empresários a planilha de custos e, se ficar constatado que eles estão no prejuízo, como afirmam, pode vir aumento de passagem por aí.
“A população não vai pagar o pato, nós não vamos deixar. Para ter aumento de tarifa, a população tem que saber item por item quanto gasta com pessoal, com combustível. Aí sim, a partir dessa informação, é que o governo tomaria a decisão de avançar ou não”, afirmou Rosso.
O último aumento de tarifas foi em 2006, de 21,5% e com a mesma justificativa de hoje: gastos com manutenção e salário de cobradores e motoristas.



Fonte: G1
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Fortaleza: Greve de ônibus completa 15 dias e população não aguenta mais a falta de respeito


Na Capital cearense, indústria e comércio sofreram queda em vista da paralisação, ainda sem desfechoA população não aguenta mais sofrer as consequências da greve dos motoristas, cobradores e fiscais do transporte público de Fortaleza, que completa hoje 16 dias.

Coletivos lotados, esperas prolongadas, desrespeito e atrasos nos compromissos são algumas das penalidades a que, sobretudo o trabalhador, está sendo submetido. Fora o estresse gerado pelo medo de não ter como voltar para casa e o risco de ser vitima de algum tipo de violência.

A paralisação, que já é considerada a maior da história em número de dias, já alterou a rotina do fortalezense.A estudante Lorena Breno teve de mudar os seus horários para se adequar à greve.

"Acordava 5h50 e hoje me levanto às 5 horas para chegar às 8 horas no trabalho". Mesmo assim, ela afirma que está sendo obrigada a optar por frequentar a faculdade ou o estágio. "Já faltei duas semanas de aula por causa da demora terrível dos ônibus.

Todos os dias chego atrasada ao trabalho. O pior é que estou agora na semana de provas e não acompanhei as aulas".Assim também aconteceu com a professora Solange Araújo. O dia a dia dela foi modificado. "Passei a assistir com frequência o noticiário da TV para saber o andamento da greve. O sentimento da gente é de indignação", destaca.

Sofrimento e prejuizos

De acordo com o educador Francisco Fábio Pereira Oliveira, só sabe o que é sofrimento quem precisa do transporte público. "Com a greve, o cidadão que trabalha oito horas por dia e sai cansado do emprego ainda é obrigado a esperar por três horas ou mais para chegar em casa. Isso é um absurdo", diz.

O diretor de transporte da Federação de Entidades de Bairros e Favelas de Fortaleza, Luis Leão da Silva, acredita que é preciso encontrar outra saída para levar adiante o processo de reivindicação, que não a greve, que prejudica tão somente o trabalhador. "O problema é legítimo.

Os motoristas são trabalhadores também, quer dizer, eles têm dificuldade de chegar ao emprego com a falta dos ônibus. Se eles estão reivindicando melhores salários é porque a situação é ruim", enfatiza.

Não só a população está sendo afetada pela paralisação, a economia da Capital também sofre as consequências do movimento, já considerado abusivo. Apesar de não ter dados concretos, a Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec) estima que os prejuízos para a indústria local foram significativos, principalmente para os setores de alimentos, vestuário, calçado, têxtil e construção civil. Os danos são atribuídos à falta ou atraso de funcionários, o que provoca queda na produção.

No comércio, a queda foi entre 35% e 40% nas vendas. "Isso significa que as lojas estão vendendo 50% a menos do que vendiam no mesmo período do ano passado. Apenas o setor de eletroeletrônicos e de confecção não foi afetado por conta da Copa", ressalta o presidente do Sindilojas, Cid Alves. O mais prejudicado é o do varejo.

Fonte: Diário do Nordeste
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Uma das grandes metas na implantação do sistema BRT é reverter prioridades no uso do transporte em Salvador


Isso normalmente acontece em todas as metrópoles do mundo quando se privilegia o transporte de massa de qualidade e alta capacidade, levando as pessoas que têm carros particulares a deixá-los nas garagens ou estacionamentos para usar os confortáveis veículos de massa dos novos sistemas implantados. E os que possuem carros particulares assim o fazem porque vão gastar menos em combustível e no desgaste do veículo; vão se sentir mais seguros – menor o risco de assaltos e de acidentes; e chegarão mais rápido aos seus destinos.
E tem mais: um eficiente transporte de massa urbano melhora a qualidade de vida da cidade e dos cidadãos: causa menos poluição, diminui o estresse diário. Transporte de qualidade e alta capacidade significa melhor qualidade de vida urbana e mais saúde para cidadãos.
A realidade é que Salvador tem caminhado na contramão da história e da modernidade. O uso indiscriminado de carros particulares (hoje já acima dos 800 mil) e motos (incalculável) na cidade provocou um assustador crescimento nos índices de violência no trânsito, de mortes nas ruas, de zonas e tempo de engarrafamentos e de estresse para todos.
Não há dúvida que o estímulo ao uso do transporte privado é uma das principais causas do caos urbano, senão a maior. E não se resolvem esses problemas com mais carros, mais motos, viadutos, semáforos, quebramolas e multas. Imaginemos o que será desta cidade daqui a 10, 20 anos nesse ritmo crescente de carros, motos, travamentos, acidentes, estresse e agonia insuportáveis. As metrópoles que adotaram o sistema BRT de transporte de massa tiraram os usuários do congestionamento, a poluição, o número de carros particulares nas ruas, a quantidade de ônibus comuns por toda a cidade.
A mudança para um novo e eficiente sistema de transporte urbano de alta capacidade é um salto para a modernidade, um outro nível de conceito, de civilização, uma reciclagem de comportamentos, uma nova urbanidade. Uma cidade inserida no futuro, arejada, integrada ao século XXI. A implantação do sistema BRT em Salvador e Região metropolitana é um salto significativo nesse sentido.

Eis os principais problemas:
Eis que eles, os problemas, existem,nas vistas de todos. Usuários e também os técnicos do Setps, da Prefeitura que monitoram tudo. Há instantes em que tudo flui bem. Noutros, tudo trava. As causas e locais são bem conhecidos. Desde o horário de pico, com o fluxo absurdo de carros particulares em algumas regiões, até manifestações de setores da comunidade, aqui e ali, que travam o fluxo e a cidade:
Sobreposição dos Atendimentos:Excesso de linhas concorrentes nos principais corredores, com sobreposição de atendimentos.
Baixa Frequência de Partidas:Intervalos entre as partidas superiores a 15 min, em 58% do total das linhas de ônibus; sobe nos períodos de pico.
Falta de Regularidade entre as Partidas:Os intervalos praticados entre as partidas não têm regularidade; demanda distribuída de forma desequilibrada.
Atendimento Temporal Deficiente:A baixa frequência das linhas, somada à falta de regularidade entre as partidas, permite afirmar que Salvador tem deficiente cobertura temporal no serviço.
Saturação das estações:Especialmente Pirajá e Iguatemi.
Infraestrutura viária deficiente:Falta de prioridade no tráfego para os ônibus.
Extensões e tempos de viagem críticos:Observa-se que três das oito macrorregiões de Salvador (Calçada, Miolo Sul e A.U.C.) têm a extensão média de ciclo das linhas em torno dos 30 km e as demais (Suburbana, Miolo Norte, Pirajá, Mussurunga e Paralela) acima desse valor. Os tempos médios de ciclo em seis das oito macrorregiões se situaram entre 100 a 120 minutos e as outras duas acima de 120 minutos (Suburbana e Miolo Norte)


Fonte: Salvador em Movimento
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Em Jundiaí, Ganha Tempo liga ônibus e corrige distorção do Situ


A Prefeitura de Jundiaí começa na segunda-feira a corrigir distorções no Situ (Sistema Integrado de Transporte Urbano) com a implantação do projeto Ganha Tempo, evitando que usuários sigam para terminais distantes para chegar a um ponto próximo (veja arte ao final da matéria).
Nesse teste-piloto, os moradores dos bairros Jundiaí-Mirim, Mato Dentro, Rio Acima e São Camilo não precisarão mais ir até o Terminal da Vila Arens para chegar na Vila Hortolândia.
Com uma única passagem (R$ 2,65) poderão desembarcar nas proximidades da igreja do Jundiaí-Mirim e embarcar em pontos indicados com placas “Integração Ganha Tempo”, usando a linha 578 para o Terminal Hortolândia e vice-versa.
A novidade foi apresentada ontem pelo prefeito Miguel Haddad (PSDB), com outras ações para o transporte (leia mais abaixo).A Secretaria de Transporte estima que o projeto vai reduzir em 40 minutos, em média, o tempo das viagens. Os usuários terão até 90 minutos para fazer a integração nos dois sentidos.
O projeto beneficia 10 mil pessoas de 12 bairros da região do Jundiaí-Mirim.
Para usar o novo sistema é preciso ter o cartão SIM (Vale Transporte Comum ou Estudante), que pode ser requerido na Transurb, no Terminal Central. Ainda não há previsão de novas integrações a serem implantadas.

GPS

Segundo o secretário de Transportes, Roberto Scaringella, a instalação de GPS nos ônibus está prevista até o fim deste ano. A prefeitura está em fase de contratação da empresa e o projeto visa controlar o fluxo de ônibus e diminuir atrasos.

Obra em estação custa R$ 21 mi

Nos próximos 50 dias, a CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) abre licitação de empresas para a restauração e adequação da Estação Ferroviária de Jundiaí.
Segundo Miguel Haddad, o projeto está pronto e prevê itens de acessibilidade, elevadores, sanitários públicos, bicicletário, além de ter plataforma ampliada. O custo estimado é de R$ 21 milhões, bancados pelo Governo do Estado.
Pela Prefeitura de Jundiaí, os investimentos serão na construção de uma ciclovia entre a divisa de Várzea Paulista até a estação (parte do futuro parque linear).
Outro projeto será a construção de bolsões de estacionamento de carros e bicicletas no entorno da estação, ainda sem informação sobre custos para usuários.
Segundo o prefeito, não haverá necessidade de desapropriações. Serão utilizados terrenos públicos e há a possibilidade de a empresa ALL Logística ceder os terrenos próximos da estação. VLTA CPTM e a prefeitura farão estudos visando a implantação do VLT (Veículo Leve sobre Trilho). De acordo com Miguel Haddad, ele ligará Campo Limpo Paulista a Jundiaí.
Mas segundo nota da Secretaria de Estado de Transportes Metropolitanos, embora o traçado ainda não esteja definido, a ideia é integrar também Várzea Paulista e Itupeva, além do próprio Distrito Industrial de Jundiaí.
Os estudos serão financiados pelo Fundo Francês para o Meio Ambiente.

Fonte: Rede Bom Dia
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Contraproposta ao novo projeto do passe livre


Técnicos da Câmara Legislativa elaboraram ontem uma contraproposta ao projeto do Executivo para alterar a Lei do Passe Livre. O documento de seis páginas, ao qual o Correio teve acesso, é uma compilação das sugestões dos parlamentares para sanar os problemas em torno do benefício, que há quase duas semanas não é repassado aos estudantes do Distrito Federal.

Ao contrário do proposto pelo governo, os deputados eliminaram o limitador social como concessão da gratuidade da passagem no transporte público coletivo. Na proposta, todos os alunos, inclusive da área rural, estarão aptos a usar o passe livre estudantil, desde que a frequência escolar seja informada pela instituição de ensino na internet.

A renda familiar não será mais utilizada como critério. Para custear o benefício, o Legislativo defende que um terço da passagem seja pago pelo governo e dois terços sejam arcados pelo Sistema de Transporte Público Coletivo (STPC/DF) ou pelo Metrô-DF, sem aumento de tarifa. O pagamento das viagens realizadas pelos beneficiários para a operadora do Sistema de Bilhetagem Automática (SBA) e o Metrô-DF só serão depositados depois da comprovação da utilização do crédito.

O sistema pós-pago é criticado pelos empresários do setor, que também são os dirigentes da Fácil, empresa responsável pela recarga dos cartões estudantis. Pela proposta, o controle do cadastro dos estudantes será tirado das mãos dos empresários e transferido ao GDF.

O texto também proíbe que os empresários façam parte da composição societária da Fácil ou de qualquer outra empresa que opera o sistema. Para evitar fraudes, a nova regra exige que os estudantes tenham um cartão estudantil personalizado. A contraproposta será enviada hoje ao governo, e caso haja consenso, poderá ser votada amanhã na Câmara.

Só após aprovação da alteração da lei em vigor, o crédito de R$ 20 milhões para a retomada das recargas será apreciada na Casa. (LM)

Confira a alternativa elaborada pela Câmara ao projeto de lei que modifica o passe livre:

Elimina o limitador social de quatro a seis salários mínimos para concessão do benefício e amplia para todos os estudantes, inclusive, os da área rural
O governo e a população, por meio do próprio sistema de transporte coletivo, vão bancar o custo do benefício
Transfere o cadastro dos alunos para o governo
Cria o Comitê do Passe Livre Estudantil para fiscalizar o serviço

Fonte: Correio Braziliense
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Relógio é o inimigo dos motoristas de ônibus em Curitiba


O acidente envolvendo um Ligeirinho da linha Colombo -CIC, que deixou duas pessoas mortas e 32 feridas, no último dia 10, na Praça Tiradentes, centro de Curitiba, levantou a situação de estresse vivenciada diariamente pelos motoristas do transporte coletivo da capital e região metropolitana.
Para o Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana (Sindimoc), sintomas de estresse e problemas psicológicos são cada vez mais frequentes entre esses profissionais.
A constatação é do Centro Médico Ambulatorial (CMA) do Sindimoc, que diariamente atende motoristas com problemas de saúde. Atualmente, 800 funcionários, de um universo de 12 mil, estão encostados pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).Motoristas entrevistados pela reportagem afirmam que não conseguem cumprir horários estabelecidos, principalmente nos momentos de maior movimento. "Tenho 20 minutos para percorrer 20 quilômetros no meio desse caos que é o trânsito de Curitiba às 18h. Não tem como seguir essa tabela. Se atrasar um dia tudo bem, mas isso acontece diariamente. Se reclamamos eles afirmam que os outros motoristas conseguem. Assim não tem condições", descreveu um motorista que preferiu não se identificar.

Enquanto o trânsito é o maior problema para boa parte dos motoristas, aqueles que dirigem e cobram ao mesmo tempo afirmam que o estresse é ainda maior. Segundo outro motorista, que também preferiu ficar no anonimato, é impossível ficar calmo nessas condições. "Se eu demoro um pouco para dar o troco já ouço os passageiros e motoristas de outros veículos reclamando. É difícil", confessou.Os motoristas vivenciam diariamente diversos tipos de pressão, "que vão desde o horário a ser cumprido até risco de assalto.

A tabela utilizada atualmente é a mesma desde 1994, mas muita coisa mudou de lá para cá, principalmente o movimento no trânsito, implantação de radares e fluxo de veículos durante todo o dia", declara o diretor do Sindimoc, Valdeci Bolete.Além do estresse, Claudemir Jorge da Rosa, um dos diretores do CMA e membro do Sindimoc, ressalta outro problema enfrentado pelos motoristas. "Trabalho como motorista e cobrador de micro-ônibus e sei como a situação é difícil.

Os motoristas reclamam muito de insônia. Aqueles que guiam o primeiro ônibus saem de casa por volta das 3h da manhã e aqueles que ficam com o último chegam por volta de 1h em casa. O sistema começa muito cedo e vai até muito tarde", constata.

A Urbanização de Curitiba S/A (Urbs), afirma que monitora e ajusta permanentemente a tabela de horários dos ônibus da Rede Integrada de Transporte (RIT).
Por meio de sua assessoria, a Urbs comparou a diferença na quilometragem rodada por dia em consequência das alterações. Em 2009, os ônibus da RIT rodaram uma média de 487 mil quilômetros por dia. A medição anterior apontava 484 mil quilômetros por dia. Segundo a Urbs, esse aumento é fruto das adequações feitas na tabela de horários.

Trabalhadores se queixam de pagar multas

O problema da pressão gerada pelo cumprimento da tabela de horários enfrentado pelos motoristas da Rede Integrada de Transporte (RIT) não atinge apenas a saúde desses profissionais.
Na maioria dos casos, quando os fiscais da Urbs registram algum atraso ou irregularidade, a multa é repassada diretamente ao motorista. De acordo com o Sindicato das Empresas de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana (Setransp), em 2009, foram recebidas, em média, 400 multas por mês.

Para o Sindimoc, o medo da multa não traz prejuízos apenas para os motoristas. "Essa pressão vem da própria Urbs, que faz com que o profissional trabalhe sempre preocupado em chegar no horário durante seu turno. Temos registros de multas aplicadas por causa de dois minutos de atraso, o que é descontado do próprio motorista", afirma Valdeci Bolete, diretor do Sindimoc.
Segundo um motorista que preferiu não se identificar, "essa pressão faz com que a categoria seja mais agressiva no trânsito, o que abre margens para acidentes", diz. Segundo o Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran), entre janeiro e maio desse ano, foram registrados 316 acidentes envolvendo ônibus e micro-ônibus em Curitiba.

Quanto às multas, a Urbs afirma que quando o atraso não é justificado (acidente ou engarrafamento), a notificação é encaminhada para as empresas, que, por sua vez, avaliam se o pagamento será feito pelo funcionário ou por ela própria.No entanto, segundo Ayrton Amaral Filho, diretor executivo do Setransp, existe uma negociação antes da destinação da multa.

"Entendemos que a preocupação é que o sistema seja bem operado, mas infelizmente as multas acontecem. Quando o fiscal vê algo inadequado multa a empresa. Nesse caso a empresa chama e escuta a versão do motorista, faz uma defesa que é encaminhada para a Urbs, que aceita ou nega, definindo assim quem deverá pagar", explica. (LC)

Fonte: Paraná online
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