Ônibus de Uberaba circulam sem cobradores e a pressão fica em cima dos motoristas

sábado, 30 de janeiro de 2010


A pressão enfrentada pelos motoristas do transporte coletivo que, mesmo com dificuldades operacionais e de planejamento relacionadas ao trânsito na cidade, têm que cumprir horários, na maioria das vezes, apertados, foi alvo da denúncia encaminhada à redação do Jornal da Manhã por funcionário de uma das empresas prestadoras do serviço.
Segundo o motorista, que preferiu não se identificar, a rotina de trabalho chega a provocar irritabilidade e depressão. “A meta de chegar na hora certa, com a desorganização do trânsito em Uberaba, é desumana. Se a Prefeitura multa a empresa por não cumprir o horário, quem aguenta toda a pressão somos nós”, disse.
Segundo ele, os problemas mais frequentes no trânsito local são o estacionamento de carros particulares em locais reservados ao desembarque de passageiros. “As mesmas pessoas que reclamam de urbanidade no transporte coletivo em um dia, são as que param o veículo no ponto de ônibus no outro”, conta ele, ressaltando que, embora ao contrário do imaginado, a situação não ocorre em pontos isolados. “Tem dias em que não dá para achar um ponto livre ao longo de vias inteiras, como é o caso da Prudente de Moraes, Carangola e Abílio Borges”, reclama.
Outro problema denunciado pelo motorista e comprovado pela reportagem é a circulação de ônibus sem cobradores. “Isso já é comum. Eu tenho colegas que cobrem as linhas Circular 3 e 4, com trajetos longos e cerca de 115 passageiros por dia, tendo que dirigir, receber passagem, dar o troco e, ainda, chegar no horário”, garante.
Para o diretor de Trânsito e Transporte, Claudinei Nunes, a PMU reúne-se periodicamente com representantes das duas empresas para discutir adequações operacionais que devem ser realizadas para melhor execução do serviço. “É notório que temos dificuldades de planejamento, mas, enquanto a solução definitiva ainda está sendo elaborada, é preciso que os motoristas comuniquem à empresa para que possamos chegar às resoluções”, finaliza.

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