Grande Recife divulga ajustes na operação do Terminal Integrado Pelópidas Silveira

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Dez dias após o início da operação do Terminal Integrado Pelópidas Silveira, no último dia 22, o Grande Recife Consórcio de Transporte divulga o primeiro balanço sobre os ajustes que já foram efetivados e outros que serão iniciados nos próximos dias. O acompanhamento diário dos técnicos do consórcio - que vem realizando estudos de demanda, quantidade de coletivos e intervalos das linhas durante este período apontou a necessidade de alterações como: ampliação da frota, modificações de itinerários e pontos de embarque/desembarque.
Veja aqui um resumo dos principais ajustes:

Reativação de Linha:

  • Reativação da linha 949 Caetés/Paratibe, que opera com a tarifa (R$1,85) responsável pelo atendimento ao Distrito Industrial de Paratibe e centro de Paulista.

Alteração de Itinerários:

  • A linha 992 – Pau Amarelo que após a implantação do TI Pelópidas Silveira, passou a ter o seu ponto de embarque e desembarque na PE–01 teve o seu terminal redirecionado para o seu antigo ponto de embarque, localizado no Loteamento Nossa Senhora da Conceição.

  • Já a linha 922 – Pau Amarelo/Paulista teve seu itinerário alterado para atender parte da área da praia de Pau Amarelo, passando a trafegar Av. Cláudio Gueiros Leite, com destino ao TI Pelópidas.
Outras Medidas:

  • Aumento da frota em operação, nos dias úteis, com mais dez veículos, passando de 142 para 152. - Reforço na equipe de divulgação, criação de novas peças informativas.

  • Implantação sistema de sonorização do Terminal Integrado, para o repasse de informações operacionais (como localização de pontos de embarque/desembarque, itinerários e horários de partidas).

  • Ampliação do atendimento da linha 979–Paulista (Rua do Sol) - Expresso, que passou a atender o Terminal Integrado da PE -15.
O Grande Recife ressalta que a surpresa de alguns e até mesmo as críticas neste período inicial são absolutamente compreensíveis e servem como norte para que os ajustes, naturais em qualquer processo de construção coletiva, sejam planejados e efetivados.
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Curitiba: Reforma do terminal Cabral já tem ordem de serviço

Com a obra no Cabral, 20 dos 21 terminais de transporte da cidade terão passado por obras de reforma e melhorias ao longo deste ano. Os outros 19 terminais foram reformados pela Urbs e pela Prefeitura num investimento total de mais de R$ 11 milhões, incluindo a ampliação, em 40%, do terminal Pinheirinho, de cerca de R$ 4,1milhões.
Em todas as unidades foram feitas, ou estão em obras, melhoria na acessibilidade com implantação de guias rebaixadas, rampas de passeio, nova pintura de sinalização, faixas elevadas de travessia e elevadores. As instalações sanitárias para deficientes estão sendo reformadas e, em alguns terminais, reconstruídas. Além da limpeza da cobertura, todos os terminais estão passando por reformas na estrutura metálica dos telhados, consertos de calhas e melhorias na parte elétrica.
O único terminal que ainda não entrou em obras é o do Capão da Imbuia que será reconstruído em área perto do local em que está atualmente. Para esta obra a prefeitura vem buscando recursos.A reforma do terminal Cabral é uma contrapartida do Estado ao município de Curitiba pela inclusão, em novembro do ano passado, do terminal Guarituba, de Colombo, na Rede de Transporte Integrado (RIT). O custo da obra será de R$ 3,6 milhões.
O projeto da reforma foi elaborado pela Urbs e pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc). O terminal vai ganhar mais espaço, com mais conforto e segurança para os usuários. A plataforma elevada, onde param os ônibus biarticulados, será ampliada e ficará no mesmo nível do piso da estação tubo. O projeto prevê a construção de sanitários novos, adaptados para pessoas portadoras de deficiência e mais espaço para circulação tanto dos ônibus quanto dos usuários.
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Recife: Passageiros de ônibus revoltados com as mudanças no Terminal da Macaxeira

Longas filas, os ônibus cheios e o tempo que os passageiros estão perdendo nas paradas e nos percursos não são problemas só do novo Terminal Integrado Pelópidas Silveira, em Paulista. Os terminais que fazem integração com ele, como o da Macaxeira (fotos), no Recife, também estão cheios de passageiros que não aguentam mais sofrer todos os dias.No fim de tarde, trabalhadores e estudantes começam a voltar para casa e a enfrentar um longa jornada. Quem precisar parar para ir ao banheiro vai encontrar sujeira, bacias sem assentos e pias quebradas. Também não há sabão, nem papel higiênico.
Do lado de fora, as filas dão volta no Terminal de Integração da Macaxeira. A cada minuto que passa, a disputa por um lugar na fila e nos ônibus fica mais difícil. Fiscais e guardas tentam organizar a entrada nos ônibus, mas os passageiros dizem que nem sempre é assim.“Nós estamos na fila então temos que respeitar o direito de cada um, é preciso fiscalização”, diz a auxiliar de farmácia Ângela Carneiro. “Quando eu vim estava todo mundo sentado, sem fiscal, mas agora que vocês vieram, eles chegaram”.

A dificuldade de quem utiliza o terminal aumentou nas últimas semanas. Por causa da inauguração do Terminal de Integração de Paulista, a linha Abreu e Lima/Macaxeira foi substituída por Paulista/Macaxeira. A mudança desagradou, principalmente, os passageiros que moram em Abreu e Lima, Igarassu e cidades próximas.A linha antiga saía direto da Macaxeira para Abreu e Lima. A nova linha vai para o terminal de Paulista,onde os passageiros pegam outro ônibus para ir para Abreu Lima e Igarassu. “Eu saí de casa de 4h45 e foi chegar atrasado no serviço, é uma humilhação”, reclama o servente Ednaldo Ferreira.“Estou há 20 minutos na fila, passam de dois a três ônibus para a gente poder ir embora. Eu chego em casa estressadíssima”, se queixa a vendedora Maria José Caetano.

O Grande Recife Consórcio de Transporte informou que os banheiros do Terminal da Macaxeira vão ser reformados até o fim de outubro. Sobre a queixa dos moradores quanto à desativação da linha Abreu e Lima/ Macaxeira, o consórcio disse que ela não vai voltar a circular. Para compensar os ônibus lotados e o tempo gasto com espera, a promessa é colocar mais veículos e fazer mais viagens na linha Paulista/Macaxeira.

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Conferência das Cidades discute aumento da frota de veículos

Autoridades, empresários e representantes da sociedade civil se reuniram esta semana para debater a mobilidade urbana brasileira, durante a 10ª Conferência das Cidades, na Câmara dos Deputados. O tema é fundamental para o país, que tem uma frota de 28 milhões de automóveis e 9 milhões de motocicletas.
Na abertura do evento, o ministro das Cidades, Márcio Fortes, reforçou a necessidade de que haja conscientização da sociedade sobre a necessidade de mudanças no modelo de transporte nos centros urbanos. "Temos que pensar num problema muito mais sério do que simplesmente fazer investimento. Temos que pensar na racionalização do que seja transporte urbano", afirmou.
Segundo Fortes, o transporte coletivo precisa "atrair" as pessoas que estão paradas dentro dos carros. Essa também é a idéia defendida pelo pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) Carlos Carvalho.
De acordo com números apresentados por ele na primeira mesa de debates da conferência, só na cidade de São Paulo os congestionamentos geram perdas de R$ 27 bilhões por ano. Enquanto isso, a receita anual dos transportes públicos gira em torno de R$ 35 bilhões e gera 700 mil empregos diretos.
Para Carvalho, o ritmo de aumento da frota de carros, que cresceu 9% ao ano nos últimos dez anos, e de motos, que cresceu 19% ao ano, é uma apropriação indevida do espaço público para interesse individual. "Fica o questionamento: as cidades suportam esse padrão de mobilidade onde o conforto individual supera a coletividade?"
Para o representante da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP), Nazareno Afonso, a injustiça começa nos incentivos governamentais. "No ano passado, o governo injetou R$ 12 bilhões na indústria automobilística para entulhar nossas cidades de carros", afirmou.
De acordo com ele, a expectativa dos empresários do setor é de que o PAC da Mobilidade, que vem sendo prometido há dois anos, saia do papel e permita que os estados tenham acesso a recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para investir em transporte coletivo.
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Bélem: Ônibus ganham pistas exclusivas na Alm. Barroso

A avenida Almirante Barroso está recebendo tachas fixadas no asfalto (conhecidas como tartarugas) para sinalizar a criação de pistas exclusivas para ônibus ao longo da principal via de acesso à capital, tanto no sentido Centro-Entroncamento, quanto no sentido Entroncamento-Centro. Duas das quatro pistas serão reservadas para transporte coletivo regular, o que não envolve, portanto, os problemáticos e irregulares transportes alternativos. O projeto é da prefeitura de Belém, através da Companhia de Transportes de Belém (CTBel).
A previsão é que a obra seja finalizada até o final do mês de setembro. A intenção é implantar o projeto, também, nas avenidas José Malcher, Nazaré, Magalhães Barata, Gentil Bitencourt e Conselheiro Furtado.Segundo o diretor de trânsito de Belém, Joaquim Sousa, essa é uma iniciativa eficaz já utilizada nos grandes centros e capitais do Brasil e do mundo, e que dá preferência para circulação de transporte coletivo de massa. “Temos, aproximadamente, 170 linhas de ônibus circulando na grande Belém, 40 delas trafegam pela Almirante Barroso, isso significa uma circulação de 300.000 pessoas diariamente. Então, há necessidade de implantação desse sistema para que, com mais organização no trânsito, as pessoas tenham redução do fluxo de viagem, sem contar que as faixas permitirão que os ônibus utilizem um espaço específico, sem invadir a faixa dos demais veículos”, afirmou.
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Câmara Legislativa do Distrito Federal derruba vetos do governador e continua a expectativa sobre regulamentação da lei do passe livre estudantil

Continua a apreensão para que a lei do passe livre estudantil entre em vigor. A Câmara Legislativa do Distrito Federal derrubou, nesta terça-feira, três dos oito vetos do projeto de lei 4.371/09, apesar do anúncio do governador José Roberto Arruda de que a lei pudesse não ser regulamentada caso os deputados distritais não mantivessem os vetos que representam aumento de gastos públicos. Um dos itens derrubados pelos parlamentares assegura aos estudantes a gratuidade de duas passagens diárias no sistema de transporte coletivo em qualquer horário e itinerário, dentro do limite comprovado pelo estudante.
Fica garantida ainda a participação de um representante do Movimento do Passe Livre do DF no Comitê do Passe Livre Estudantil, cuja criação tem como objetivo fiscalizar o sistema e realizar audiências públicas com os estudantes periodicamente. A questão mais polêmica foi a manutenção do benefício a pessoas com deficiência. “Os deputados dão gratuidade desnecessária aos portadores de necessidades especiais que já estão com o benefício, já possuem o cartão da Fácil”, alerta o secretário de Transportes, Alberto Fraga. Segundo Fraga, as passagens dos 80 mil deficientes cadastrados hoje são bancadas pelas empresas do sistema coletivo. “Quando se coloca isso no colo do governo, aumentam as despesas”, observa. O secretário destaca que, dessa forma, os gastos do GDF passariam de R$ 3,5 milhões para R$ 11 milhões, o que inviabilizaria o projeto de lei ou poderia gerar um aumento no preço das passagens.
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