No Rio, Prefeito diz que vai exigir a demissão dos maus motoristas

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Alunos, professores e funcionários da rede municipal já podem relatar nas escolas, a partir desta sexta-feira, os problemas ocorridos com o transporte público. Cada unidade escolar terá fichas de reclamação, na qual será possível relatar o ocorrido e informar o número da linha, do ônibus e o horário.
O prefeito Eduardo Paes disse que vai exigir a demissão dos maus motoristas listados em reclamações feitas por alunos e enviadas à Rio Ônibus. Paes já solicitou à Secretaria de Educação a definição do modelo pelo qual os estudantes vão poder denunciar os motoristas de ônibus que desrespeitam as leis de trânsito. Segundo o prefeito, as escolas vão reunir as queixas feitas pelos alunos.
— Eu pedi à Secretaria de Educação que decidisse o modelo. O que acontece hoje é que com a quantidade de ônibus na cidade não dá para a Prefeitura fiscalizar cada motorista e cada ônibus. A ideia é que tenha em cada escola uma concentração de denúncias contra os motoristas para que a gente faça uma espécie de ranking. Vou encaminhar a lista para a Rio Ônibus e exigir a demissão desses motoristas — afirmou o prefeito após participação em seminário, no Centro, sobre a revitalização da Zona Portuária. Paes diz que quer responsabilizar os profissionais:
— Não posso multar. Vamos criar um clima de punição.
A intenção de Paes de criar um ranking com os maus motoristas surgiu a partir de uma carta de colegas de uma estudante que morreu atropelada por um ônibus, na Barra da Tijuca, em julho. Porém, a imprudência registrada na carta enviada ao prefeito não é a única enfrentada pelos alunos que utilizam o transporte. Não parar para pegar passageiros no ponto e dificultar a entrada dos estudantes são as principais reclamações dos estudantes da rede pública.

A estudante Ana Lília da Silva dos Santos, de 15 anos, conta que o motorista evita parar em ponto onde há muitos estudantes uniformizados: — Quando tem vários alunos no ponto os motoristas passam direto porque eles acham que todos vão pegar o mesmo ônibus. As amigas Ágatha Cristina Ramos Vianna, de 13 anos, e Michelle da Silva Hernandes, de 13, afirmam que é comum o motorista avançar com o ônibus para impedir o embarque de estudantes.
— Um dia, o motorista não quis abrir a porta da frente. Então, um monte de alunos correu para a porta de trás. Quando estava na escada, ele arrancou com o carro para ninguém mais entrar, e minha mochila ficou presa na porta — lembra Michelle.

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