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PBH anuncia fim de duas linhas de ônibus que existem há mais de 40 anos

quinta-feira, 10 de julho de 2025

Duas linhas de ônibus que existem há mais de 40 anos em Belo Horizonte, vão ser extintas. A SC02A e SC03A, que atendem a Região Centro-Sul da capital mineira, serão substituídas pela criação da linha 110. As linhas circulares são muito utilizadas por moradores e pessoas que passam por bairros como Santa Efigênia, Barro Preto e Savassi. 

No Diário Oficial do Município do último sábado (5/7), a Prefeitura de BH, junto com a Superintendência de Mobilidade (Sumob) anunciaram a mudança. De acordo com o documento, a extinção das linhas SC02A (Praça Sete/Savassi - Via Praça da Liberdade/Santa Casa) e SC03A (Hospital Felício Rocho/Hospital Militar A.) se justifica a partir da criação da 110, que vai seguir com um itinerário que abrange o trajeto das duas outras linhas. 

Ao Estado de Minas, o estudante Arthur Rodrigues conta que não utiliza frequentemente as linhas circulares, mas convive com pessoas que usam o transporte diariamente para ir ao trabalho. Apaixonado por ônibus desde criança, o jovem usa suas redes sociais para compartilhar notícias e curiosidades sobre o transporte em Belo Horizonte e na Região Metropolitana. 

“Eu acho que é uma mudança muito drástica, porque essas duas linhas existem há mais de 40 anos. Então, vai ser um processo difícil de adaptação do público. Se for aprovado, espero que a linha tenha uma alta quantidade de viagens e que o itinerário não prejudique os passageiros”, explicou. 

De acordo com a última atualização do “Números de Transporte Coletivo”, divulgado pela Prefeitura de BH, a SC02A recebeu mais de 57 mil passageiros em maio de 2025. Já a SC03A, contabilizou pouco mais de 7 mil usuários no mesmo período. O estudante destacou que, caso a medida seja aprovada, torce para que a nova linha 110 consiga dar conta da demanda de passageiros. 

Além disso, algumas ruas e avenidas que atualmente estão no itinerário das linhas, podem não fazer parte do trajeto da 110. No caso da SC02A, a Rua São Paulo, que passa pelo Bairro de Lourdes. Já a SC03A, a R. Manaus e as Avenidas Professor Alfredo Balena e Francisco Sales, no bairro Santa Efigênia.  

Em nota, a PBH informou que a proposta da criação da 110 “surge a partir da reestruturação do SC02A e SC03A atendendo aos atuais polos significativos de demanda dessas linhas.” O Executivo ainda afirmou que a proposta é recente e os cidadãos podem enviar, até terça-feira (8/7), uma impugnação por escrito e fundamentada sobre o assunto, que será analisada antes do início da operação,  junto com questões de sinalização de pontos, programação de quadro de horário e adequação da frota. 

Confira o itinerário da nova linha
Linha 110

Av. do Contorno (entre Praça Floriano Peixoto e Rua Álvares Maciel), Av. Getúlio Vargas, Av. Cristóvão Colombo, Praça da Liberdade, Rua Gonçalves Dias, Av. Álvares Cabral, Av. Olegário Maciel, Rua Santos Barreto, Av. Álvares Cabral, Rua Matias Cardoso, Av. do Contorno, Av. Barbacena, Av. Augusto de Lima, Rua Rio Grande do Sul, Rua dos Guajajaras, Rua Santa Catarina, Av. Amazonas, Rua dos Tamoios, Av. Afonso Pena, Rua da Bahia, Av. Bias Fortes, Praça da Liberdade, Av. Cristóvão Colombo, Av. do Contorno, Rua Professor Moraes, Av. Afonso Pena, Av. Brasil, Rua Grão Pará, Av. do Contorno. 

Informações: Estado de Minas

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Impasse entre prefeitura e estado atrasa integração do cartão Jaé com o metrô no Rio

A partir de 2 de agosto, o uso do cartão Jaé será obrigatório nos transportes municipais do Rio de Janeiro. No entanto, a poucos dias da mudança, o governo do estado e a Prefeitura do Rio ainda não chegaram a um acordo sobre a integração tarifária com os sistemas estaduais, especialmente o metrô.

A indefinição afeta principalmente os usuários que utilizam o metrô apenas dentro dos limites do município e que dependem da integração com os ônibus municipais para reduzir os custos da passagem. Hoje, o passageiro paga R$ 7,50 ao usar os dois modais de forma integrada. Sem essa integração, o custo salta para R$ 12,60 — R$ 7,90 do metrô e R$ 4,70 do ônibus.

Mesmo com o prazo se aproximando, os validadores do cartão Jaé ainda não foram instalados nas estações do MetrôRio. A concessionária informa que ainda aguarda orientações do governo estadual sobre como será feita a integração com o novo sistema municipal de bilhetagem. “Entende que é fundamental que seja previamente desenvolvida, testada e divulgada solução de integração entre os sistemas para evitar qualquer perda de benefícios aos passageiros, sobretudo para aqueles que utilizam a Tarifa Social e o Bilhete Único Intermunicipal”, afirmou o MetrôRio, em nota.

A Prefeitura do Rio, por sua vez, responsabiliza a operadora do metrô pela ausência dos validadores. “O MetrôRio deve instalar os validadores do Jaé para garantir a integração entre os modais. Desde o ano passado a SMTR realiza reuniões e oficia o operador do metrô cobrando esta instalação.”

O imbróglio evidencia a falta de coordenação entre os entes públicos. Embora o metrô opere dentro do município do Rio, ele é gerido pelo governo do estado. Com o fim do Metrô na Superfície em 2023, a ligação entre as estações de Botafogo e Antero de Quental passou a ser feita por seis linhas de ônibus municipais, dificultando ainda mais a logística da integração.

Além da falta de definição quanto ao metrô, não há clareza sobre eventuais integrações tarifárias entre os transportes municipais e os modais estaduais, como trens e barcas. Até o momento, não há sinalização de que o cartão Jaé vá ser aceito nesses serviços.

O Riocard continuará sendo aceito nos ônibus municipais apenas para passageiros que possuem o Bilhete Único Intermunicipal (BUI), benefício estadual voltado a pessoas com renda mensal de até R$ 3.205,20. Para os demais usuários, a partir de agosto, o Jaé será o único meio de pagamento aceito nos ônibus da capital.

O governo do estado afirma que criou um grupo de trabalho, com técnicos da prefeitura, do estado e representantes das operadoras RioCard e Jaé, para discutir alternativas viáveis. A Secretaria de Transporte e Mobilidade Urbana informou que um convênio está em fase final de negociação e passa por análise das duas administrações.

“As discussões seguem com foco na superação de desafios técnicos e jurídicos ainda existentes — especialmente no que se refere à segurança da operação”, destacou o governo estadual. “Os usuários do BUI continuarão a ter acesso ao benefício até que se chegue a um acordo definitivo. A nova modelagem da bilhetagem proposta pelo estado aguarda análise e validação na Justiça”, finalizou.

Enquanto isso, a população segue sem saber como será afetada pela obrigatoriedade do novo cartão — e sem garantia de que continuará tendo acesso às integrações tarifárias fundamentais para a mobilidade urbana na cidade.

Informações: g1

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Os Veículos Leves sobre Trilhos (VLT) estão chegando com força

quarta-feira, 2 de julho de 2025

Uma expansão da malha de trilhos urbanos, metropolitanos e entre cidades no Brasil – que está em gestação e começará a se concretizar em pouco tempo – promete trazer pelo menos uma dúzia de novos sistemas de Veículos Leves sobre Trilhos (VLT). Até onde se podia ver na primeira quinzena de junho de 2025, a implantação desses sistemas, uma vez integralmente efetivada, significará mais 367,58 quilômetros desse tipo de transporte rápido, eficiente, sustentável e estruturante em diferentes cidades do país.

Atualmente, há dez sistemas de VLT, totalizando 281,46 km, que atendem passageiros em mais de 20 grandes e médias cidades. Parte dessa rede corresponde a antigos sistemas de trens criados no fim do século XIX e início do século XX, que chegaram ao século XXI transformados em trens suburbanos, e mais recentemente foram reconfigurados, passando a operar com composições de VLT.

Os sistemas de VLT em operação atendem ao Rio de Janeiro, as cidades paulistas de Santos e São Vicente, na Baixada Santista; os municípios cearenses de Fortaleza, Caucaia, Sobral, Juazeiro do Norte e Crato. Também são atendidas por VLT as cidades de Maceió, Satuba e Rio Largo, em Alagoas; Santa Rita, Bayeux e João Pessoa, na Paraíba; Recife, Jaboatão dos Guararapes e Cabo de Santo Agostinho, em Pernambuco; Natal, Parnamirim, Ceará-Mirim, Extremoz e São Jose Mipibu, no Rio Grande do Norte, e Teresina, capital do Piauí.

Os Futuros Sistemas
No Distrito Federal, se busca a implantação de uma linha de VLT em Brasília, com 22 km. Em Salvador, capital da Bahia, prosseguem as obras de construção do VLT que correrá no espaço deixado pelo subúrbio ferroviário, dividido em três trechos e totalizando 36,38 km. 

No Paraná, o governo avalia um VLT entre Curitiba e São José dos Pinhais (26 km). O governo de Santa Catarina anunciou em fevereiro de 2025 a contratação de estudos sobre um sistema de VLT que ligaria a capital, Florianópolis, a cidades de seu entorno, como Santo Amaro da Imperatriz, Palhoça, Jurerê, Canasvieiras e São José.

No Sudeste
Em 2024, foi inaugurada a Linha 4-Laranja do VLT Carioca (5,1 km e 11 paradas), ligada ao terminal Gentileza. Em operação desde junho de 2016, o VLT Carioca conta com quatro linhas em funcionamento e cerca de 28 km de extensão. Trata-se de um sistema que conecta pontos estratégicos da cidade, promovendo integração com metrô, trens, barcas, ônibus urbanos e intermunicipais, BRT e o aeroporto Santos Dumont. O VLT Carioca opera com uma frota de 32 composições, cada uma com capacidade para até 420 passageiros.

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, disse ter interesse em transformar dois sistemas de BRT (Bus Rapid Transit), operados com ônibus, em VLT. São eles o TransOeste, com 62,5 km, e o TransCarioca, com 43 km. Pensa-se ainda na implantação do VLT da Zona Sul, que teria extensão de 12 km.

Ainda no estado do Rio de Janeiro, está em exame o chamado VLT de Niterói, ligando o bairro do Barreto ao Centro da cidade, com potencial de extensão até Charitas. A extensão total do sistema deverá ser de 11,4 km, sendo que a primeira etapa terá cerca de 5 km e nove estações.

O governo capixaba estuda um sistema de VLT interligando a capital, Vitória, a Vila Velha, com extensão total de 34,8 km; uma das linhas com extensão proposta de 25,5 km, outra com 7,8 km e a terceira com 1,5 km.

Projetos Paulistas
Em território paulista, estuda-se o VLT de Campinas, com 44 km, 18 estações, ligando o centro ao aeroporto de Viracopos e cidades vizinhas; este sistema terá conexão com o Trem Intercidades Eixo Norte, a nova ligação ferroviária com a capital, já licitada. Também está em exame o VLT entre as cidades de Sorocaba e Iperó, com 25 km de extensão, integrado ao Trem Intercidades Eixo Oeste, este, com leilão previsto para acontecer no último trimestre de 2025.

A futura Linha 14 do sistema de trilhos da região metropolitana de São Paulo deverá ter 41 km, 23 estações e 41 carros de VLT com capacidade para 600 passageiros cada um e intervalo médio de cinco minutos.

Há propostas para implantação de dois sistemas de VLT no centro de São Paulo, com 12 km de extensão no total, integrados a projetos de revitalização urbana. Outra ideia é o VLT Barra Funda-Mandaqui, com 8 km – projeto elaborado por diferentes entidades e sugerido às autoridades.

Na Baixada Santista, o sistema de VLT segue em expansão: o primeiro trecho (Barreiros-Porto de Santos), com 11,5 km, foi entregue em 2017. O segundo (Conselheiro Nébias-Valongo, 8 km) está em obras. O terceiro (Barreiros-Samarita, 7,5 km) está previsto para ser iniciado em breve.

Estudo Nacional
A articulação institucional em torno da mobilidade urbana ganhou novo impulso com o Estudo Nacional de Mobilidade Urbana (ENMU), conduzido desde 2024 pelo ministério das cidades e pelo BNDES. A iniciativa visa mapear as demandas e oportunidades de transporte de média e alta capacidade nas 21 maiores regiões metropolitanas do país.

Levantamento preliminar divulgado em março de 2025 apontou cerca de 400 projetos em potencial, abrangendo trens, metrôs, sistemas de VLT e BRTs. Estima-se que, para viabilizar esse conjunto, seriam necessários investimentos superiores a R$ 600 bilhões. Os dados ajudarão a estruturar a Estratégia Nacional de Mobilidade Urbana e devem alimentar a carteira de projetos do Novo PAC.

A ideia é identificar projetos prioritários, de modo que o ministério das cidades possa contribuir com os investimentos necessários, o que inclui tanto o financiamento de obras quanto o apoio à elaboração e estruturação de projetos de mobilidade urbana.

Informações: Canal Technibus

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BNDES aprova R$ 445,2 milhões para a Marcopolo exportar veículos e carrocerias

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento no valor de R$ 445,2 milhões (US$ 80 milhões) para a Marcopolo S.A. produzir veículos de transporte de passageiros e carrocerias que serão exportados.

O financiamento, por meio da linha BNDES Exim Pré-Embarque, permitirá que a empresa com sede em Caxias do Sul (RS) amplie sua participação no mercado internacional. Os veículos e carrocerias serão exportados para diversos países, com destaque para Chile, Peru, Argentina e países da África.

“O apoio às exportações das empresas brasileiras está alinhado com o objetivo estratégico do governo do presidente Lula de garantir competitividade à indústria brasileira no exterior e de promover o ingresso de divisas no país e de modernização da economia. Com essa estratégia, fortalecemos setores de alto valor agregado, que geram empregos de qualidade e renda”, explica o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

“Ao longo dos anos, a parceria BNDES e Marcopolo tem sido fundamental para impulsionar a nossa competitividade no mercado internacional, incentivando o aumento das exportações, a geração de empregos e o nosso desenvolvimento tecnológico no Brasil. Somos uma empresa brasileira líder na produção de carrocerias de ônibus, com forte atuação global e com produtos exportados presentes em mais de 100 países”, reforça o CFO da Marcopolo, Pablo Freitas Motta.

Segundo o diretor de Desenvolvimento Produtivo, Inovação e Comércio Exterior do Banco, José Luís Gordon, a operação aprovada pelo BNDES está alinhada à Nova Indústria Brasil. “A política industrial tem como uma das missões tornar a indústria nacional mais produtiva, mais inovadora e mais exportadora. Neste contexto, instrumentos de apoio às exportações de empresas brasileiras são fundamentais para aumentar a utilização da capacidade instalada das fábricas e manutenção de empregos no Brasil”, afirma Gordon.

A Marcopolo conta com apoio do BNDES há mais de 30 anos na área de comércio exterior. A empresa já contratou cerca de 248 operações correspondentes a um volume de mais de R$ 5 bilhões. Nos últimos dois anos, foram aprovadas cinco operações de financiamento à produção para exportação de ônibus e carrocerias para ônibus, no âmbito do BNDES Exim Pré-embarque, no valor total de cerca de R$ 741 milhões. O Banco também financiou exportações de veículos e carrocerias para diversos clientes e países, no âmbito do BNDES Exim Pós-embarque, no valor aproximado de R$ 75 milhões.

Informações: BNDES

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Especialista vê viabilidade técnica no metrô até São Gonçalo, mas questiona prazo de 7 anos: 'Pouco realista'

quarta-feira, 11 de junho de 2025

O Governo do Estado do Rio de Janeiro detalhou, na última segunda-feira (9), um ambicioso projeto de expansão do metrô que prevê a inauguração de 31 novas estações e mais 44 quilômetros de trilhos até 2032. A iniciativa prevê um túnel sob a Baía de Guanabara e trilhos do Recreio até São Gonçalo em até 7 anos.

Com um investimento estimado em R$ 28,8 bilhões via Parceria Público-Privada (PPP), a iniciativa tem como objetivos integrar o transporte na Região Metropolitana, reduzir o tempo de deslocamento e gerar empregos. A expectativa é que os primeiros trechos sejam inaugurados em 2031, com a conclusão total do projeto até o final de 2032.

O projeto de expansão do metrô é tecnicamente viável, mas enfrenta sérios desafios financeiros e de planejamento. A avaliação é do diretor da FGV Transportes, Marcus Quintella, doutor em Engenharia de Produção pela COPPE/UFRJ e mestre em Transportes pelo IME.

"A viabilidade técnica desse projeto é perfeita. Em termos de engenharia, não há nada que possa ir contra isso. (...) O problema todo é a viabilidade financeira, saber realmente quem vai bancar", comentou o especialista.

Sobre o trecho mais emblemático do projeto — o túnel subaquático sob a Baía de Guanabara —, o especialista afirma que a tecnologia necessária já está disponível.

"A obra por baixo da Baía de Guanabara tem todo o modelo já pronto. É muito semelhante ao que acontece na Turquia e ao projeto do túnel entre Guarujá e Santos. A tecnologia existe para fazer tudo isso", disse o diretor da FGV.

Para Quintella, além das dificuldades econômicas, o mais difícil é obedecer ao prazo de 7 anos para a conclusão da obra. O especialista acredita que o maior problema é político.

"Essa obra é bem exequível. (...) Você pode fechar em 2032? Pode. Mas parece que é pouco realista, diante daquilo tudo que nós já conhecemos. Os riscos são muito mais políticos do que, propriamente, de engenharia", avaliou Marcus Quintella.

Detalhes do projeto
Atualmente, o metrô do Rio conta com 51 km de extensão e 41 estações, transportando cerca de 650 mil passageiros por dia. Com a expansão, o sistema ultrapassará 80 estações.

O secretário estadual de Transportes, Washington Reis, descreveu o projeto como uma "virada de chave na mobilidade" do estado, destacando a conexão de alta capacidade e conforto entre o Rio, São Gonçalo e Niterói como um "sonho antigo que agora começa a sair do papel".

Linha 3 (Praça 15 - Guaxindiba):

Uma das principais frentes é a construção da Linha 3, que ligará a Praça 15, no Centro do Rio, a Guaxindiba, em São Gonçalo, com parada em Niterói. Este será o primeiro trecho metroviário intermunicipal direto, com 22 km de extensão, dos quais 3 km serão debaixo da Baía de Guanabara, conectando a Praça 15 à Cantareira, em Niterói.

A Linha 3 está prevista para ter 28 quilômetros e 15 estações, com estimativa de atender 650 mil usuários por dia e reduzir o tempo de viagem entre Niterói e Rio de Janeiro de 2 horas para 40 minutos. O investimento previsto apenas para esta linha é de R$ 14,6 bilhões. Após o túnel subaquático entre Praça XV e Arariboia, o metrô operará na superfície, com a estação Guaxindiba estrategicamente localizada perto da BR-101 para facilitar a integração com outros modais.

Ligação Estácio - Praça XV:

Este trecho tem previsão de custo de R$ 4,4 bilhões e seguirá pela Rua Frei Caneca, com a Estação Catumbi posicionada atrás da Praça da Apoteose. A proposta busca eliminar os cruzamentos operacionais nas estações Central e Botafogo, o que permitirá aos trens da Linha 2 não precisarem mais acessar os mesmos trilhos da Linha 1, resultando na redução dos intervalos da Linha 2.
Extensão da Linha 4 até o Recreio dos Bandeirantes:

Esta extensão incluirá pelo menos 5 novas paradas e tem um custo estimado de R$ 9,8 bilhões. O projeto prevê que o Terminal Alvorada se torne um ponto estratégico de integração, conectando futuras expansões da malha metroviária e integrando a outros transportes, visando maior eficiência e acessibilidade à mobilidade urbana na região.

Investimento público e privado
Segundo o governo do estado, o investimento será viabilizado através de parcerias público-privadas e com aportes do estado, municípios e o BNDES. As primeiras licitações e contratações para a execução do projeto estão previstas para ocorrer no começo do ano que vem.

Segundo Marcus Quintella, o modelo escolhido é adequado, mas exige uma estrutura robusta, com participação de recursos públicos desde o início e garantias para o setor privado.

"A PPP precisa de três fontes de receita: a tarifária (que geralmente não sustenta o sistema), as receitas extra operacionais (como aluguéis e publicidade) e a contraprestação pública, que é o dinheiro do Estado para complementar a operação e remunerar o investimento privado", comentou Quintella.

Ele também alerta para a necessidade de um fundo garantidor do Estado e uma estrutura jurídica sólida para atrair investidores.

Impactos para a população
Ainda de acordo com o especialista, a conclusão do projeto de expansão do metrô seria uma conquista fundamental no aspecto da mobilidade urbana e da qualidade de vida da população, sem contar nos benefícios econômicos, ambienteis e de saúde.

"Os benefícios são totais. É um sistema de alta capacidade para atender um corredor de alta demanda, como o da população sacrificada de São Gonçalo", avaliou.

Benefícios do projeto

  • Redução do tempo de viagem;
  • menos ônibus nas ruas;
  • economia com manutenção viária;
  • redução de acidentes e mortes;
  • menos poluição e ruído;
  • maior eficiência energética.

"Tudo isso justifica o investimento público. Quando você monetiza esses benefícios, o projeto se paga", explicou Quintella.

Segundo o diretor da FGV Transporte, o projeto já fazia parte do Plano Metroviário do Rio de Janeiro e tem um papel estratégico na integração metropolitana. No entanto, Quintella ressalta que a operação plena da futura Linha 3 depende de uma obra complementar: a extensão da Linha 2 até a Praça XV.

"É fundamental citar a complementação da Linha 2, que sai ali de Estácio, passa pela Praça da Cruz Vermelha, Carioca, e vai até a Praça XV. Isso é essencial para a operação do sistema como um todo", completou.

Ambição futura x desafios do passado
Enquanto o governo anuncia planos grandiosos para o futuro do metrô, a retomada das obras da Estação Gávea, na Linha 4, demonstra os desafios enfrentados por projetos de infraestrutura de longo prazo.

Após, pelo menos, cinco adiamentos e quase 10 anos de paralisação, a obra que já consumiu mais de R$ 10 bilhões teve sua retomada anunciada em abril.

Na ocasião, o governador Cláudio Castro (PL) assinou um novo contrato com a concessionária Metrô Rio, prevendo que a concessionária investirá R$ 600 milhões para escavar os 60 metros de túnel restantes e instalar os elevadores até a plataforma.

Em contrapartida, o Metrô Rio ganha a concessão do serviço até 2048. O Governo do Rio, por sua vez, repassará R$ 97 milhões.

A expectativa é que a estação seja inaugurada em março de 2028, prometendo ser entregue no fim do ano que vem, segundo o secretário Washington Reis. Uma das saídas da futura Estação Gávea/PUC será instalada ao lado da entrada principal da PUC-Rio.

A retomada é resultado de um termo de ajustamento de conduta assinado em outubro do ano passado entre o Ministério Público, o poder executivo, a concessionária e as empresas construtoras.

Informações: g1 Rio

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Prefeitura do Recife entrega novo sistema viário no Ipsep

segunda-feira, 9 de junho de 2025

A Prefeitura do Recife entrega, nesta sexta-feira (6), um novo sistema viário no bairro do Ipsep, com foco na melhoria da mobilidade urbana. As intervenções incluem a implantação de um binário viário, 1,6 km de faixas exclusivas para transporte público e a criação de 11 novos abrigos de ônibus. Com investimento total de R$ 42 milhões, sendo 25% de contrapartida municipal e o restante financiado pela Caixa/FGTS, o projeto visa a requalificação urbana da região do Ipsep. A intervenção vai dar mais fluidez ao trânsito, garantindo prioridade ao transporte coletivo.

As mudanças viárias entram em vigor nesta sexta-feira (6) e a população deve estar atenta às novas rotas e à sinalização. Foi criado um binário que liga as avenidas Recife e Mascarenhas de Moraes através das Ruas Jean Emile Favre, Itacari, Raimundo Diniz, Rio Maranhão e Pampulha. Os condutores que vêm da Avenida Recife e desejam acessar o bairro da Imbiribeira passando pelo Ipsep deverão seguir um novo trajeto: pela Rua Raimundo Diniz, com continuação pela Rua Rio Maranhão. Já a Rua Jean Émile Favre passa a contar com três faixas no sentido Ipsep–Ibura: duas destinadas ao tráfego misto e uma exclusiva para o transporte coletivo. No sentido Ipsep–Imbiribeira, será implantada uma faixa exclusiva para ônibus, válida a partir do cruzamento com a Rua Costa e Silva. Nessa interseção, no sentido Avenida Recife, a circulação passa a ter sentido único. As faixas exclusivas de ônibus funcionarão de segunda a sexta-feira, das 6h às 8h, visando garantir maior eficiência e agilidade ao transporte público nos horários de pico. 

A CTTU reforça a importância de que os condutores observem a nova sinalização e respeitem as regras de circulação. Agentes de trânsito estarão no local durante os primeiros dias para orientar os motoristas e auxiliar na adaptação ao novo sistema. Em caso de dúvidas a população pode entrar em contato com a CTTU pelo teleatendimento gratuito, disponível 24 horas, no número 0800.081.1078.

Informações: Prefeitura do Recife

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Três linhas novas entram em operação na cidade do Rio

terça-feira, 3 de junho de 2025

Três novas linhas de ônibus começaram a operar nesta segunda-feira (02/06) nas zonas Norte e Oeste do Rio. Além das novas opções, sete linhas existentes tiveram seus itinerários ajustados para melhorar o atendimento e reforçar o transporte público em diferentes regiões da cidade.

São cerca de 200 linhas retomadas ou criadas desde junho de 2022, quando entrou em vigor o acordo judicial firmado entre o Município, os consórcios de ônibus e o Ministério Público Estadual. O objetivo é restabelecer gradualmente o serviço de ônibus, ampliando a cobertura e garantindo deslocamento digno para a população.

De acordo com as regras do acordo, além da tarifa de R$ 4,70 paga pelos passageiros, os consórcios recebem um repasse complementar calculado pela quilometragem efetivamente rodada, monitorada via GPS. O modelo busca assegurar que os ônibus estejam, de fato, nas ruas, prestando o serviço contratado.

Plano operacional da linha 780 (Metrô Pavuna – Terminal Madureira)
Itinerário:
Metrô Pavuna
Anchieta
Estrada do Camboatá
Terminal Deodoro
Marechal Hermes
Rua Marina
Rua João Vicente
Oswaldo Cruz
Terminal Madureira

De acordo com o planejamento atual, a linha deve realizar 50 viagens de ida e volta em dias úteis.

Plano operacional da linha 820 (Rio da Prata – Terminal Mato Alto)
Itinerário:
Rio da Prata
Estrada do Cabuçu
Rua Olinda Ellis
Estrada do Cachamorra
Largo do Correia
Fazenda Mdelo
Terminal Mato Alto

De acordo com o planejamento atual, a linha deve realizar 66 viagens de ida e volta em dias úteis.

Plano operacional da linha SP864 (Terminal Campo Grande – Bangu)
Itinerário:
Terminal Campo Grande
Senador Vasconcelos
Santíssimo
Senador Camará
Bangu

De acordo com o planejamento atual, a linha deve realizar 286 viagens de ida e volta em dias úteis.

Linhas com itinerários alterados

•  Linha 791 (Padre Miguel/Terminal Deodoro): teve o itinerário estendido para incluir os bairros Barata e Periquito, entre Padre Miguel e Parque Realengo.
•  Linha 799 (Pavuna/Bangu): passou a seguir além do Terminal Sulacap, atendendo agora o Jardim Novo Realengo, Rua Limites, Estrada de Realengo e Bangu.
•  Linha 845 (Cantagalo/Campo Grande): incluiu em seu trajeto a Rua Alhambra, Estrada da Cachamorra e o Centro Esportivo Miécimo da Silva, antes de chegar ao Terminal Campo Grande.
•  Linha 864 (Campo Grande/Terminal Sulacap): após passar por Bangu, segue por Padre Miguel, Realengo e Avenida Marechal Fontenelle até o Terminal Sulacap.
•  Linha 917 (Padre Miguel/Bonsucesso – via Campo dos Afonsos): agora parte de Padre Miguel e percorre Realengo em direção a Bonsucesso.
•  Linha 946 (Pavuna/Engenho da Rainha): passa a circular pela Avenida dos Italianos e Estrada da Portela, com paradas no Norte Shopping e no PAM Del Castilho, antes de seguir para Madureira.
•  Linha SV917 (Padre Miguel/Bonsucesso – via Rua Marina): teve o percurso prolongado para incluir o bairro de Padre Miguel.

Informações: Prefeitura do Rio

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