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SuperVia deixará a concessão com trens precários e viagens demoradas

segunda-feira, 30 de junho de 2025

A SuperVia assumiu o transporte ferroviário de passageiros na Região Metropolitana do Rio em novembro de 1998. Após quase 27 anos, a concessionária deve entregar o serviço ao governo estadual até o fim de setembro, como foi definido no acordo judicial assinado entre as partes em dezembro de 2024. E vai devolvê-lo mais lento: o usuário hoje gasta mais tempo dentro das composições do que na época em que a empresa venceu a licitação. Em alguns casos, a diferença, para pior, chega a ser de 28 minutos, levando em conta apenas os horários de pico. Não é só. Além de rodar com trens das décadas de 50 e 60 do século passado em trechos não eletrificados, a concessionária não conseguiu atingir a meta de dois milhões de usuários transportados diariamente em cinco anos — estabelecida por Marcello Alencar, que governou o estado entre 1995 e 1999.

Atualmente, são transportados em média 300 mil passageiros por dia — o mesmo número de quase três décadas atrás. O tempo de viagem praticado em 1998 consta nos anexos do contrato de concessão. Segundo o documento, o percurso da Estação Pedro II (Central do Brasil) até Santa Cruz era feito em 75 minutos. Hoje, o mesmo trajeto dura 98 minutos. No ramal Belford Roxo, a distância entre o município da Baixada e a Central era vencida em 53 minutos, contra os 64 da grade atual. Fechada, a antiga Estação Barão de Mauá, na Leopoldina, era ponto de partida do ramal Gramacho, que, em 37 minutos, avançava por trilho até a estação de mesmo nome. A viagem agora sai da Central do Brasil e dura 59 minutos. Quem recorre às composições do ramal Japeri perde ainda mais tempo: no fim da década de 90, o trem fazia o percurso até a Central em 75 minutos, contra os atuais 103. A menor diferença ficou com Deodoro, que passou de 40 minutos para 50.

— Ando de trem há mais de 30 anos. Antigamente era ruim, não tinha ar-condicionado nem nada. Mas o tempo de viagem parecia mesmo ser menor — lembra a cuidadora Celeste Dorneles, de 58, usuária do ramal Japeri.

Valmir de Lemos, presidente do Sindicato dos Maquinistas, observa que o maior tempo de viagem nos trens vem da obrigatoriedade de redução da velocidade, que, por sua vez, se deve ao estado da via permanente — termo técnico para definir instalações e equipamentos que permitem a passagem do trem.

— Há problemas na via permanente e de sinalização. Os trilhos não estão em bom estado, e há dormentes de madeira apodrecidos. Os trens têm de circular entre 40 e 50 quilômetros por hora para que acidentes não ocorram — diz ele.

Opinião parecida tem o engenheiro ferroviário Hélio Suevo Rodrigues, vice-presidente e diretor da Associação dos Engenheiros Ferroviários:

— Os trilhos de modo geral necessitam de substituições em trechos localizados. Agora, a situação mais crítica se refere à substituição de dormentes. Com restrições e dormentes podres, ocorre uma diminuição da velocidade operacional. Não só pela via permanente, mas também pela decadência do sistema de sinais e do furto de cabos. Tem certos trechos em que a velocidade operacional dos trens é de 40 quilômetros por hora. Antes, dependendo do trecho, chegava a 60km/h ou até 70km/h.

Problemas no caminho
A reportagem do GLOBO viajou por três semanas nas composições da SuperVia, entre os últimos dias 6 e 25, por cinco ramais e três extensões. Além do descontentamento dos passageiros, flagrou trens superlotados nos horários de pico, aglomeração nas estações para esperar a abertura das portas, na tentativa de encontrar um lugar para viajar sentado, e defeitos apresentados durante as viagens.

Um deles aconteceu quase no fim do trajeto de uma composição que fazia a ligação entre Central do Brasil e Belford Roxo, na noite do dia 6. Pouco após sair da estação Coelho da Rocha, o trem parou a cerca de 600 metros de distância da última estação do trecho. Quando as portas abriram, os passageiros desceram e caminharam pelos trilhos para completar a viagem.

Outro sufoco foi no início da manhã do dia 17 de junho. Na décima estação do trajeto, em Anchieta, a composição, que estava lotada, apresentou pane em uma das portas dos vagões logo na partida, que seguiu aberta até duas estações depois, em Deodoro. Lá, um funcionário fez a manutenção necessária.

Números da Agência Reguladora de Transportes Públicos do Rio de Janeiro (Agetransp) revelam uma rotina de atrasos sobre trilhos. Em 2024, 4.990 viagens foram canceladas ou interrompidas por motivos não justificados em todos os ramais e extensões. Em média, significa que foram registradas 13 ocorrências por dia no ano passado.

Uma das heranças que a SuperVia deixará será um cemitério ferroviário, onde 79 composições repousam enfileiradas num pátio entre o muro da estação de Japeri, na Baixada Fluminense, e uma passarela. Um relatório feito pelo Departamento Técnico de Patrimônio da Companhia Estadual de Transporte e Logística, empresa pública que substituiu a Companhia Fluminense de Trens Urbanos (Flumitrens), considerou-as inservíveis ou não operacionais. O maquinário teve peças retiradas, como cabos de alta e baixa tensão, tubulações do sistema de freio, componentes elétricos e portas.

As composições são das séries 500, 700 e 900, fabricadas entre os anos 70 e 80. Para os moradores, a presença dos trens parados virou sinônimo de perigo. Uma rápida olhada para o interior dos vagões, em sua maioria sem portas, sugere que o movimento por lá é maior durante a noite — e, no mínimo, suspeito. No interior de uma composição havia restos de utensílios usados no consumo de crack. Do lado externo de outra, a frase “viva a maconha” foi pichada com tinta preta.

Em um pátio próximo da estação Deodoro, 113 vagões de composições antigas, que transportavam passageiros pela extinta Flumitrens, aguardam algum destino. Foram penhorados numa ação judicial de 1997, anterior à gestão da SuperVia, originada por um pedido de indenização de uma mulher que caiu do trem. Procurada, a Central Logística informou que os 79 trens de Japeri serão retirados da lista de bens da SuperVia, e leiloados. Já no caso dos vagões um acordo foi feito para que sejam leiloados e vendidos como sucata. O dinheiro arrecadado vai servir para quitar parte do pagamento da indenização à vítima.

A SuperVia alega que o problema de portas abertas ocorre quando uma válvula de segurança é acionada indevidamente. Quanto a trilhos e dormentes, a empresa informa que a via é inspecionada segundo normas nacionais e internacionais. E que, nos últimos 18 meses, foram substituídos mais de 45 mil dormentes e 402 toneladas de trilhos. A concessionária diz que, após a pandemia da Covid-19, enfrentou desafios por conta da diminuição de passageiros e do aumento do furto de materiais. Por isso, foi obrigada a adaptar intervalos e horários de partida.

Agora, o governo estuda como será a escolha da empresa que vai administrar o sistema de trens e o modelo de gestão.

Informações: Extra Globo

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Prefeitura obtém linha de crédito de R$ 1,4 bilhão no BID para compra de mais ônibus elétricos

quarta-feira, 14 de maio de 2025

Menos de um mês de concretizar uma linha de crédito de US$ 100 milhões com o Banco da China para aquisição de mais ônibus elétricos para o sistema municipal de transporte, a Prefeitura de São Paulo conseguiu nesta segunda-feira (12) a liberação de R$ 1,4 bilhão (US$ 248,3 milhões) do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para a eletrificação da frota de ônibus da capital.

A cidade tem implementado um programa ambicioso de aquisição de ônibus elétricos, com 527 veículos já incorporados e meta de incorporar 2.200 carros movidos a energia limpa entre 2025 e 2028.

“Temos orgulho dos nossos avanços em sustentabilidade, com destaque para a preservação dos mananciais, parques e da qualidade do ar”, afirmou o prefeito Ricardo Nunes, que contabiliza também as vantagens econômicas dos ônibus elétricos a longo prazo, porque o custo de operação dos ônibus a diesel é de R$ 25 mil e, com o elétrico, a manutenção do veículo vai cair para R$ 5 mil. O ganho é de R$ 20 mil de economia por mês com cada ônibus. “Teremos ganho ambiental, ganho na qualidade do transporte, tanto para o passageiro como para os operadores, motorista, cobrador, como também essa questão do ganho financeiro.”

O programa de tornar a frota de ônibus mais limpa beneficia diretamente os 7 milhões de passageiros diários, mas também serão beneficiados de maneira indireta pela melhora na qualidade do ar os 11,5 milhões de habitantes da cidade e os 21,5 milhões de moradores da região metropolitana.

A substituição de veículos a diesel pelos movidos a bateria traz uma significativa redução de emissão de poluentes na atmosfera.

“É parte central da estratégia de apoio do BID para o Brasil impulsionar iniciativas como esta, que permitam avançar em questões ambientais e sociais. Um transporte público mais eficiente, pontual e limpo é também um importante vetor de combate às desigualdades, e é uma honra apoiar a Prefeitura de São Paulo nessa pauta”, afirma Annette Killmer, chefe da Representação do BID no Brasil.  

Além do impacto positivo no meio ambiente, a eletrificação da frota também traz maior conforto e qualidade de vida aos usuários do transporte público, motoristas e cobradores. Isso porque os veículos elétricos são silenciosos, possuem ar-condicionado, entradas USB e conexão de internet por Wi-Fi.

A Prefeitura de São Paulo tem realizado importantes ações no sentido da eletrificação da frota por meio de operações de crédito que superam os R$ 6 bilhões e fazem parte do maior programa de investimentos em ônibus elétricos do país.
 
SECOM - Prefeitura da Cidade de São Paulo

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Prefeitura amplia frota de ônibus elétricos e integra câmeras do Smart Sampa

segunda-feira, 28 de abril de 2025

A Prefeitura de São Paulo traz mais uma inovação nos serviços que oferece à população e integra ao sistema municipal de transporte público os cinco primeiros ônibus equipados com câmeras inteligentes conectadas ao Programa Smart Sampa. Os veículos fazem parte do lote de 115 novos coletivos elétricos apresentados nesta quinta-feira (3) pelo prefeito Ricardo Nunes no Sambódromo do Anhembi, ampliando o compromisso com a sustentabilidade e reforçando as estratégias de segurança urbana.

“São ônibus de muita qualidade e que, evidentemente, por serem elétricos não emitem dióxido de carbono. Cada um desses ônibus representa a não emissão, não utilização de 35.000 litros de óleo diesel por ano”, contou o prefeito Ricardo Nunes. “É um avanço enorme e muito importante. A gente vai melhorando a qualidade do ar, a questão da segurança e o veículo elétrico também dá uma condição de trabalho melhor e com mais conforto para os motoristas”, completou o prefeito ressaltando que a entrega de ônibus só não foi maior pois a companhia que fornece energia na cidade de São Paulo não viabiliza infraestrutura para que as concessionárias possam carregar os veículos nas garagens.

De acordo com o prefeito, as câmeras farão o reconhecimento de foragidos, como as demais câmeras do Smart Sampa, mas também estarão protegendo as mulheres, que por vezes são vítimas de assédio. Também podem evitar ou registrar casos de furto, eventual roubo ou desentendimento entre passageiros.

“Além de ter uma frota descarbonizada, que colabora com o meio ambiente, que é sem dúvida nenhuma a essência, só as câmeras já dariam um evento, prefeito. Se hoje você montasse um evento para falar que os ônibus passarão a ser monitorados e protegidos, já seria um grande evento. Então, são duas grandes entregas que o prefeito Ricardo Nunes faz: ônibus elétrico, mas, acima de tudo, ônibus que protegem as pessoas”, afirmou o secretário municipal da Segurança Urbana, Orlando Morando.

Os ônibus são equipados com duas câmeras cada, instaladas na parte dianteira e na parte traseira dos veículos. Os equipamentos estão integrados à central de monitoramento do Programa Smart Sampa com transmissão de dados em tempo real durante todo o período em que os coletivos estiverem em viagem. Com a nova ferramenta, será possível identificar foragidos da Justiça, além de crimes em flagrante dentro dos coletivos e, também, pessoas desaparecidas.

Com a entrega feita pela Secretaria de Mobilidade Urbana e Transporte (SMT) e SPTrans, a cidade alcança 728 veículos não poluentes, sendo 527 à bateria e 201 trólebus, que atendem aos passageiros em todas as regiões e deixam de emitir anualmente mais de 10 mil toneladas de dióxido de carbono na atmosfera. Todos os coletivos proporcionam mais conforto aos passageiros. Eles já são equipados com ar-condicionado, conexão USB e Wi-Fi. Os veículos foram adquiridos pelo modelo de subvenção, com investimento de R$ 242 milhões.

“Essa entrega de hoje reforça o compromisso do prefeito com a sustentabilidade, o meio ambiente e, principalmente, com a mobilidade limpa da cidade de São Paulo”, destacou o secretário de Transporte e Mobilidade Urbana, Celso Caldeira, apontando que a frota da capital conta com mais de 12 mil ônibus, que percorrem mais de 2 milhões de quilômetros e levam mais de 7 milhões de passageiros por dia. “É fundamental que a frota de veículos movidos a energia limpa seja cada vez maior. E a Prefeitura tem investido cada vez mais no sentido de financiar esse projeto”, completou.

Maior frota de veículos elétricos do país
De acordo com a plataforma E-Bus, que monitora a quantidade de veículos elétricos nas frotas de transporte público no mundo, a cidade de São Paulo tem a maior frota de ônibus não poluentes do país. Colocando a cidade na dianteira de uma importante ação de descarbonização, tornando melhor a qualidade do ar que respiramos e contribuindo para a mitigar o impacto ambiental do transporte urbano.

Os ônibus entregues nesta quinta-feira farão parte da rotina dos passageiros de todas as regiões da cidade. 

“Nós estamos tornando São Paulo uma cidade mais humana, uma cidade mais saudável. Os paulistanos vão viver mais, as nossas crianças vão viver mais por causa disso. Isso coloca São Paulo no pioneirismo, não apenas do Brasil, mas do mundo. Vocês devem ter orgulho por estarem na cidade que leva mais a sério esse desafio, que é o único que a humanidade tem que enfrentar agora”, disse o secretário municipal de Mudanças Climáticas, Renato Nalini.

Quem já recebeu as chaves dos novos elétricos nesta quinta já está prevendo os benefícios com os elétricos. “Dirijo cerca de 9 horas por dia e o ônibus convencional é cansativo, pesado. O ônibus elétrico é mais leve e tranquilo em relação a tudo”, conta Erika Nogueira Oliveira, 37 anos, que atua há 17 anos como motorista. “Acredito que as câmeras do Smart Sampa vão acabar inibindo situações de assédio, furto e, até mesmo, brigas entre passageiros”, contou a motorista, ressaltando a importância da mobilidade sustentável, contribuindo na redução da poluição.

A SPTrans avalia ainda a possibilidade de incluir novas formas de energia limpa na frota, como os ônibus movidos a gás natural e biometano.

Informações: Prefeitura de São Paulo 

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Prefeitura de SP entrega mais 115 novos ônibus elétricos à bateria

domingo, 6 de abril de 2025

A Prefeitura de São Paulo traz mais uma inovação nos serviços que oferece à população e integra ao sistema municipal de transporte público os cinco primeiros ônibus equipados com câmeras inteligentes conectadas ao Programa Smart Sampa. Os veículos fazem parte do lote de 115 novos coletivos elétricos apresentados nesta quinta-feira (3) pelo prefeito Ricardo Nunes no Sambódromo do Anhembi, ampliando o compromisso com a sustentabilidade e reforçando as estratégias de segurança urbana.

“São ônibus de muita qualidade e que, evidentemente, por serem elétricos não emitem dióxido de carbono. Cada um desses ônibus representa a não emissão, não utilização de 35.000 litros de óleo diesel por ano”, contou o prefeito Ricardo Nunes. “É um avanço enorme e muito importante. A gente vai melhorando a qualidade do ar, a questão da segurança e o veículo elétrico também dá uma condição de trabalho melhor e com mais conforto para os motoristas”, completou o prefeito ressaltando que a entrega de ônibus só não foi maior pois a companhia que fornece energia na cidade de São Paulo não viabiliza infraestrutura para que as concessionárias possam carregar os veículos nas garagens.

De acordo com o prefeito, as câmeras farão o reconhecimento de foragidos, como as demais câmeras do Smart Sampa, mas também estarão protegendo as mulheres, que por vezes são vítimas de assédio. Também podem evitar ou registrar casos de furto, eventual roubo ou desentendimento entre passageiros.

“Além de ter uma frota descarbonizada, que colabora com o meio ambiente, que é sem dúvida nenhuma a essência, só as câmeras já dariam um evento, prefeito. Se hoje você montasse um evento para falar que os ônibus passarão a ser monitorados e protegidos, já seria um grande evento. Então, são duas grandes entregas que o prefeito Ricardo Nunes faz: ônibus elétrico, mas, acima de tudo, ônibus que protegem as pessoas”, afirmou o secretário municipal da Segurança Urbana, Orlando Morando.

Os ônibus são equipados com duas câmeras cada, instaladas na parte dianteira e na parte traseira dos veículos. Os equipamentos estão integrados à central de monitoramento do Programa Smart Sampa com transmissão de dados em tempo real durante todo o período em que os coletivos estiverem em viagem. Com a nova ferramenta, será possível identificar foragidos da Justiça, além de crimes em flagrante dentro dos coletivos e, também, pessoas desaparecidas.

Com a entrega feita pela Secretaria de Mobilidade Urbana e Transporte (SMT) e SPTrans, a cidade alcança 728 veículos não poluentes, sendo 527 à bateria e 201 trólebus, que atendem aos passageiros em todas as regiões e deixam de emitir anualmente mais de 10 mil toneladas de dióxido de carbono na atmosfera. Todos os coletivos proporcionam mais conforto aos passageiros. Eles já são equipados com ar-condicionado, conexão USB e Wi-Fi. Os veículos foram adquiridos pelo modelo de subvenção, com investimento de R$ 242 milhões.

Dois dos primeiros ônibus que contam com as câmeras do Smart Sampa são da concessionária Campo Belo, dois da Norte Buss e um da Movebuss. 

“Essa entrega de hoje reforça o compromisso do prefeito com a sustentabilidade, o meio ambiente e, principalmente, com a mobilidade limpa da cidade de São Paulo”, destacou o secretário de Transporte e Mobilidade Urbana, Celso Caldeira, apontando que a frota da capital conta com mais de 12 mil ônibus, que percorrem mais de 2 milhões de quilômetros e levam mais de 7 milhões de passageiros por dia. “É fundamental que a frota de veículos movidos a energia limpa seja cada vez maior. E a Prefeitura tem investido cada vez mais no sentido de financiar esse projeto”, completou.

Maior frota de veículos elétricos do país
De acordo com a plataforma E-Bus, que monitora a quantidade de veículos elétricos nas frotas de transporte público no mundo, a cidade de São Paulo tem a maior frota de ônibus não poluentes do país. Colocando a cidade na dianteira de uma importante ação de descarbonização, tornando melhor a qualidade do ar que respiramos e contribuindo para a mitigar o impacto ambiental do transporte urbano.

Os ônibus entregues nesta quinta-feira farão parte da rotina dos passageiros de todas as regiões da cidade. A operação ficará dividida entre as concessionárias Movebuss, Sambaíba, Express, Transcap e Campo Belo. Os modelos são dos tipos Padron, de 13 e 15 metros, e Básico.

“Nós estamos tornando São Paulo uma cidade mais humana, uma cidade mais saudável. Os paulistanos vão viver mais, as nossas crianças vão viver mais por causa disso. Isso coloca São Paulo no pioneirismo, não apenas do Brasil, mas do mundo. Vocês devem ter orgulho por estarem na cidade que leva mais a sério esse desafio, que é o único que a humanidade tem que enfrentar agora”, disse o secretário municipal de Mudanças Climáticas, Renato Nalini.

Quem já recebeu as chaves dos novos elétricos nesta quinta já está prevendo os benefícios com os elétricos. “Dirijo cerca de 9 horas por dia e o ônibus convencional é cansativo, pesado. O ônibus elétrico é mais leve e tranquilo em relação a tudo”, conta Erika Nogueira Oliveira, 37 anos, que atua há 17 anos como motorista. “Acredito que as câmeras do Smart Sampa vão acabar inibindo situações de assédio, furto e, até mesmo, brigas entre passageiros”, contou a motorista, ressaltando a importância da mobilidade sustentável, contribuindo na redução da poluição.

A SPTrans avalia ainda a possibilidade de incluir novas formas de energia limpa na frota, como os ônibus movidos a gás natural e biometano.

Informações: Prefeitura de São Paulo

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Prefeitura de BH fecha contrato de R$ 20 milhões para estudos e projetos do BRT Amazonas

A Prefeitura de Belo Horizonte divulgou nesta quinta-feira (3 de abril) a assinatura do contrato com um consórcio de empresas que será responsável pelos serviços técnicos especializados de engenharia para elaboração dos estudos e projetos de mobilidade urbana do BRT Amazonas. A empresa, que ficou em segundo lugar na licitação, foi chamada após a vencedora ter o contrato rescindido. 

O consórcio que assume o contrato é composto por quatro empresas com sede em São Paulo: Oficina Engenheiros Consultores Associados LTDA, Instituto de Políticas de Transporte e Desenvolvimento (ITDP Brasil), Pitmen Consultores LTDA. e Gustavo Penna Arquiteto & Associados. O valor do contrato é de R$ 20,5 milhões. Apesar de o prazo do contrato ser de 32 meses, o prazo de execução do serviço é estipulado em 28 meses. 

Os “Estudos e Projetos de Mobilidade Urbana do BRT Amazonas” contemplam a implantação de tratamento prioritário para o sistema de transporte público e coletivo por ônibus que atende ao Vetor Oeste de Belo Horizonte e da Região Metropolitana, as regiões Central, Oeste e Barreiro, tendo por eixo estruturante a Avenida Amazonas. A estimativa é de que o serviço opere em faixas exclusivas à esquerda para o corredor Amazonas e avenida Olegário Maciel na forma de BRT (8,64 km) e à direita para as vias do Barreiro e vias do Município de Contagem (14,69 km).

Em junho de 2024, o prefeito Fuad Noman assinou a ordem de serviço inicial para os estudos e projetos que analisariam, entre outras coisas, viabilidade, anteprojetos, concepções, projetos básicos e executivos urbanísticos e de infraestrutura viária urbana para atender ao projeto. No entanto, houve recentemente a rescisão com essa empresa. 

A ideia da prefeitura é de que os quase 40km de corredores tenha estações de transferência nas avenidas Amazonas e Olegário Maciel similares às existentes nos corredores Antônio Carlos, Cristiano Machado, Paraná e Santos Dumont. Além disso, uma nova estação de integração será implantada na interseção das avenidas Amazonas e Teresa Cristina. 

Informações: Prefeitura de Belo Horizonte

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SuperVia bate recorde de passageiros diários em 2025

quarta-feira, 2 de abril de 2025

A SuperVia registrou, nesta terça-feira (01/04), recorde de passageiros diários neste ano: 344.816. A média foi alcançada no dia em que a concessionária preparou uma operação especial para o show do grupo sul-coreano Stray Kids no estádio do Engenhão. A marca anterior era de 343 mil passageiros no dia 11 de fevereiro, quando a cantora Shakira se apresentou no mesmo lugar. 

A SuperVia comemora mais esse número e vem observando o aumento na curva de clientes diários desde o ano passado, quando saltou da média de 270 mil para mais de 320 mil, reflexo também das melhorias implementadas em 2024. Entre elas, estão o aumento das viagens diretas de Saracuruna para a Central do Brasil e mais viagens expressas nos ramais Santa Cruz e Japeri.

“Realizamos uma série de investimentos na nossa operação e esse novo recorde reflete o nosso compromisso com os passageiros. Vamos seguir nesse propósito de sempre melhorar a nossa operação”, comentou Everton Trindade, diretor presidente da SuperVia.

Informações: Supervia

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Linhas 11, 12 e 13 da CPTM entram em novo modelo de concessão

domingo, 30 de março de 2025

O grupo Comporte superou a CCR e venceu o leilão das Linhas 11-Coral, 12-Safira, 13-Jade e o Expresso Aeroporto, da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), na sexta-feira, 28 de março. O evento público foi realizado na sede da B3, em São Paulo.

Estas três linhas, juntas, transportam diariamente cerca de 783 mil pessoas. O dado é da própria CPTM e reflete o movimento dos passageiros no mês de março de 2025.

Agora, a nova concessionária assinará o segundo contrato com o Estado por 25 anos. O primeiro já assinado e em andamento é o Trem Intercidades (TIC), serviço que interligará a cidade de São Paulo a Campinas.

Comporte e a CCR foram as únicas empresas a participar do certame. A Comporte ofereceu desconto de 2,57% sobre o valor máximo que o Estado pagaria. Ou seja, R$ 1,49 bilhão. Já a CCR (a mesma concessionária que administra as linhas 4-Amarela, 5-Lilás, 8-Diamante e 9-Esmeralda e a futura 17-Ouro) ofertou valor menor: 1,45%.

Desta forma, a diferença entre a melhor proposta e a segunda colocada foi maior que 20%, e impediu uma rodada de lances.

Leilão motivou protestos de funcionários da CPTM
No entanto, o leilão das atuais linhas da CPTM também motivou o protesto do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil (STEFZCB). A entidade ameaçou paralisar as três linhas envolvidas na concessão na última quarta-feira, 26.

Porém, em assembleia realizada com na última terça, 25, os ferroviários optaram pela desistência da greve e decidiram fazer uma ação de protesto chamada de ‘Cláusula de Paz’.

O que vai acontecer com as três linhas?
A parceria público-privada prevê investimentos de R$ 14,3 bilhões para assumir a operação, a modernização e ampliação da infraestrutura ferroviária para 22,4 km. Sendo assim, o processo de transição da CPTM para a nova concessionária começa em 24 meses, após o leilão.

Segundo o governo do Estado de São Paulo, estima-se que em 2040 as três linham atinjam um movimento de 1,3 milhão de passageiros diariamente.

Desta forma, o governo promete construir 10 novas estações, como a do Bom Retiro, no centro da capital paulista, Lajeado, na zona leste de São Paulo, César de Souza, em Mogi das Cruzes, e a estação Gabriela Mistral, conectada à Linha 13-Jade, já em Guarulhos.

Outra parte prevista no contrato é a reforma 24 estações existentes, além da construção de novas passagens de pedestres como passarelas suspensas ou subterrâneas, o que trará mais segurança ao tráfego urbano.

Por fim, o governo também promete a redução de intervalos de viagens nas três linhas. Por exemplo, na ligação entre Palmeiras-Barra Funda e Suzano, o intervalo entre um trem e outro deverá ser de 6 minutos. Já no Expresso Aeroporto esse tempo entre uma composição e outra deve ser de 30 minutos em vez de 1 hora como é atualmente.

Segundo o edital, todas as obras e reformas não podem impactar a operação das linhas. Atualmente, a Linha 11-Coral tem hoje 50,6 km de extensão. O governo promete ampliar 4 km. Já a Linha 12-Safira, que tem 38,8 km de extensão, deve ganhar 2,7 km.

Agora, a Linha 13-Jade tem 8,8 km de extensão. Com a expansão até a região de Bonsucesso, em Guarulhos, aumentará para 15,6 km.

Informações: Estadão

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No Rio, Terminal Gentileza completa um ano de operação com mais de 14 milhões de viagens realizadas

terça-feira, 25 de fevereiro de 2025

Cerca de 152 mil viagens por dia são realizadas no Terminal Intermodal Gentileza (TIG), que completa um ano de operação nesta segunda-feira. O integrador de transporte público da capital carioca alcançou a marca das 14 milhões de viagens realizadas, desde sua inauguração. O Terminal conecta os serviços do BRT Transbrasil, aos da linha 1 e 4 do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) e de 27 linhas de ônibus municipais.

As obras do TIG foram feitas em uma área de 77 mil metros quadrados que a gestão municipal comprou da Caixa por R$ 40,8 milhões. O investimento na construção foi próximo de R$ 300 milhões pela Parceria Público Privada (PPP) do VLT do Centro, sendo R$ 257,8 milhões financiados pelo Banco do Brasil para a reestruturação do sistema do BRT.

A área do Terminal possui dois andares. O térreo é dedicado à chegada de todos os modais. Na parte superior, estão bilheterias, banheiros, cerca de 80 lojas e a sala de espera para o serviço especial Terminal Gentileza/Aeroporto Internacional do Galeão (GIG). São três passarelas (Rodoviária, Rua São Cristóvão e Avenida Brasil) e mais um acesso pela Avenida Francisco Bicalho.

Com a construção do TIG, o VLT foi expandido. A Linha 1, que parte do Aeroporto Santos Dumont, ganhou mais um trecho para chegar ao terminal, além disso foi criada a Linha 4, para fazer a conexão com a Praça XV, onde está localizado o terminal das barcas. O Gentileza também conecta ônibus e o BRT Transbrasil.

O percurso total é de 26 quilômetros, e a estimativa é de que até 250 mil pessoas sejam transportadas diariamente, até 2030. Para o vice-prefeito Eduardo Cavaliere, o terminal otimiza o tempo de viagem dos passageiros:

— O Terminal Gentileza mudou a vida das pessoas, especialmente as que precisam do BRT. Hoje, ele é o coração do transporte público carioca. O TIG dá mais dignidade, porque o cidadão perde menos tempo no transporte público, no caminho entre a casa e o trabalho, e pode passar mais tempo com a sua família, com os amigos. Isso não tem preço. Esse impacto pode ser mensurado com estes 14 milhões de viagens desde a inauguração. Além disso, a região central também foi beneficiada com a revitalização proporcionada pelo terminal. Novos moradores estão chegando ao bairro e com a vasta opção de mobilidade, por meio dos BRT, ônibus e o VLT Carioca. Tudo isso de forma integrada.

Gentileza x Galeão
Para atender à demanda dos passageiros que utilizam o Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão), uma linha expressa de ônibus executivos TIG x GIG, sem paradas nas estações, opera das 6h à meia-noite, com intervalos previstos de 20 minutos. O tempo de deslocamento da linha é de cerca de 25 minutos. O preço da tarifa é de R$15.

O terminal faz parte do legado dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016. Durante a obra, o Gentileza recebeu as estruturas metálicas que foram reaproveitadas do Centro Internacional de Transmissão construído no Parque Olímpico.

Ônibus lotados e falta de ar-condicionado
O GLOBO percorreu o TIG e conversou com alguns passageiros que utilizam o serviço diariamente. A técnica de enfermagem Alexandra Souza, de 50 anos, pega a linha 163 (Copacabana) e relata que, apesar da rapidez com que os ônibus chegam, o transporte costuma estar lotado e sem ar-condicionado.

— O serviço é bom, mas poderia melhorar, contar com mais ônibus, principalmente nos horários de pico. O 163 não tem conforto, falta ar-condicionado e sempre está lotado. Isso deixa a desejar, principalmente nesse calor — alega.

Já a estudante de psicologia Raíssa Trindade, de 26 anos, usa a linha 108 (Ipanema) e relata que geralmente costuma enfrentar longas filas:

— Nesse horário das 11h é até tranquilo, mas quando é mais cedo, por volta das 8h/9h fica lotado. Tem muita fila e às vezes a gente não consegue nem entrar.

Enquanto isso, Fátima Souza, de 67 anos, explica que, uma vez por semana, pega o BRT no Mercado São Sebastião, na Penha, e desce no TIG para pegar o 110 (Leblon) e levar o neto até a escolinha de futebol. A idosa reclama que o transporte demora e fala sobre a falta de acessibilidade no Terminal.

— Esse está demorando muito, mais de 20 minutos. Fora isso, aqui tem muita escada. Acho que não pensaram muito nos idosos — destaca.

Procurada pela reportagem, a Prefeitura, através da Secretaria Municipal de Transportes (SMTR) alegou que vai programar uma fiscalização para verificar a reclamação nas linhas citadas. A pasta ressaltou que realiza ações de fiscalização nas ruas e garagens, e os veículos flagrados com irregularidades são multados. Os consórcios que não cumprem com as regras têm o subsídio cortado e os ônibus podem ser lacrados.

Sobre a falta de acessibilidade, a concessionária VLT Carioca, que administra o TIG, explicou que oferece rampas de acesso que interligam as passarelas 1, 2 e 3 ao mezanino do terminal e às plataformas dos ônibus municipais e BRT, assim como elevadores para o VLT.

"O sentido da escada rolante é determinado de acordo com o fluxo de clientes. No caso das plataformas dos ônibus municipais, durante a manhã a movimentação de pessoas é maior na descida e, à tarde e à noite, na subida. É importante frisar que as equipes de atendimento estão atentas à movimentação e, caso haja mudança neste cenário, as determinações podem alteradas. Assim como é possível mudar o sentido do equipamento, conforme a necessidade dos clientes", diz um trecho do pronunciamento.

A Rio Ônibus declarou que "os veículos serão identificados e recolhidos para manutenção".

Informações: O Globo

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