Modelos de ônibus BRT se inspiram nos trens-bala

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Com os altos custos e a demora da construção de linhas de metrô, a tendência nas grandes cidades brasileiras é a implantação dos BRT – Bus Rapid Transit. O sistema, para transporte rápido de passageiros através de corredores exclusivos para ônibus, já foi escolhido por diversas cidades-sede da Copa do Mundo de 2014 e também pelo Rio de Janeiro para as Olímpiadas de 2016. O primeiro BRT do mundo foi feito em Curitiba, em 1974, e já trazia a essência do serviço: criar uma faixa exclusiva nas ruas para o trânsito de ônibus em alta velocidade e sem grandes congestionamentos. E, para difundir com sucesso esse tipo de tecnologia no Brasil, é preciso que fabricantes de chassi e encarroçadoras desenvolvam ônibus específicos. Caso da Marcopolo, que acaba de lançar o Viale BRT, uma opção articulada já adequada ao sistema.

Segundo a encarroçadora gaúcha, o desenvolvimento do novo modelo urbano consumiu dois anos de pesquisa. Projetado primariamente para o mercado brasileiro, o Viale BRT também está sendo adaptado para o uso em outros países do Mercosul. De acordo com a Marcopolo, o principal diferencial da nova carroceria é o seu design. De fato, o Viale é bastante diferente dos ônibus que circulam nas grandes cidades brasileiras. Com desenho inspirado nos trens-bala, embora sem a mesma aerodinâmica, o modelo é bastante contemporâneo. O para-brisa dianteiro é amplo e único, melhorando a área de visão do motorista. Ainda na parte dianteira, destacam-se os faróis em formato triangular com lanternas e luzes diurnas em leds – é o único ônibus no Brasil a contar com essa tecnologia. Os retrovisores são incorporados à carroceria e recebem também os repetidores de seta. Na lateral, o articulado conta com a área envidraçada com um formato curvo. O sistema de ar-condicionado é incorporado ao teto nas duas seções do ônibus. A traseira conta com lanternas horizontais também em leds.


Em um primeiro momento, o Viale BRT virá apenas na versão articulada. Assim, ele conta com comprimento máximo de 21 metros, largura de 2,6 m, altura externa de 3,56 m e altura interna de 2,3 m e tem capacidade para levar 145 passageiros. A Marcopolo também irá fazer versões do Viale BRT com comprimento de 13,2 metros e outra bi-articulada com até 28 metros.

Como itens tecnológicos, o novo modelo oferece como opcionais GPS, televisão digital, internet sem fio, câmaras de segurança e computador de bordo. A Marcopolo também disponibiliza o Sistema de Gerenciamento de Frota, que permite que o frotista acesse informações em tempo real, via internet, sobre o ônibus. E fique sabendo onde está o veículo e se ele está funcionando corretamente. Com produção prevista para iniciar em novembro, a carroceria Viale BRT, fabricada em Caxias do Sul, na Serra Gaúcha, tem custo estimado entre R$ 300 mil e R$ 320 mil.



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Informações Motor Dream

2 comentários:

Por mais bonito e que sejam e por mais tecnologia que tenham a bordo,os ônibus jamais poderão ser comparados sequer a um VLT muito menos a um Metro.Seus corredores exclusivos (vias segregadas) dividem as cidades,são poluentes (Co2,CO.SO2,NO),consomem pneus periodicamente,degradam o piso rolante,duram no máximo 7,6 anos em operação no sistema, tem capacidade(artc-150pasg/biartc-250pasg) e velocidade de transporte limitada,e os seus custos de operação e manutenção tornão-se mais caros ao longo dos anos,enquanto um sistema sobre trilhos usa energia limpa,os trens duram em media 40 anos.uqe tornam seus custos mais baratos ao longo do tempo(Vejam o expl de São Paulo/trens do metro com 30 anos de uso sendo reformados para durarem mais 20 anos) chegam a transportar 1.200 pasgs.geralmente não interferem no trafico,desenvolvem uma velocidade maior,são mais seguros,confortáveis,eficientes e são os únicos capazes de atrair usuários de automóveis contribuindo para a diminuição da poluição ambiental e dos congestionamentos.Ônibus nunca foram e jamais serão uma Matriz para sistemas de Mobilidade Urbana em qualquer parte do mundo,serão sempre sim bons coadjuvantes,integrados ao sistema com uso complementar e como alimentadores dos sistemas principais sobre trilhos.Vejam a tragédia(Trnasmilenio/Transmicheio) que vive hoje Bogotá por causa da demagógica teoria e teimosia de um Sr.Chamado Enrique Penalosa ex Prefeito da dita cidade de Bogotá.

Wagner disse...

145 passageiros, um trem de 12 carros leva 2400, um de 8(padrão cptm) leva 1600 e um de 6(padrao metrô) leva 1200, isso aí nunca vai ser transporte de massa.
monotrilho é barato e transporta bastante, o monotrilho da cidade tiradentes(zona leste de SP) terá capacidade para 500 mil por dia, esse "treco" ai nunca vai ser uma solução de transporte para grandes cidades, são paulo já tem 23 linhas metropolitanas(metro, trem, monotrilho) planejadas para serem concluidas até 2030, isso sim vai transportar gente, espera-se que o metro leve 9,3 milhoes de passageiros ao trabalho, junto com a cptm esse numero deve superar 13 milhoes (a cidade de são paulo tem 11 milhoes de habitantes).

Onibus serão muito uteis para diversificar o transporte e dar mais conforto, são paulo não pode abrir mão de uma frota de 43000 onibus urbanos, 5000 metropolitanos e + de 200000 utilitarios(peruas, microonibus, fretes, etc)

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