Governo do Espiríto Santo Financiará junto ao BNDES 530 Milhões para a construção dos primeiros 24 quilômetros de corredores exclusivos.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

"O metrô não é projeto para agora, assim como o túnel. Mas são ações que não podem ser descartadas", frisou o atual secretário de Estado de Transporte e Obras Públicas, Fábio Damasceno. Ele assume a pasta depois de alguns anos à frente da Secretaria de Infraestrutura e Transportes de Vitória.
Para Damasceno, o foco principal para a Grande Vitória é melhorar o fluxo de veículos - a chamada mobilidade urbana -, com destaque para os projetos que favoreçam a construção dos corredores exclusivos para ônibus, que o secretário apelidou de "espinha dorsal".

"Esses corredores vão concentrar o transporte coletivo metropolitano e melhor distribuir o fluxo pela cidade. É uma ação de curto a médio prazo, que trará resultado mais rápido", defende Damasceno.

O secretário ainda vê espaço para obras de interferência urbana nos acessos das Segunda e Terceira pontes, além de concluir as demandas, até o final deste ano, com a Avenida Leste-Oeste, a alça da Terceira Ponte (em Vila Velha) e o fim da ampliação da Avenida Fernando Ferrari, na Capital.

"Temos que atuar em ações de curto prazo, mas sem esquecer das obras de médio e longo prazo", avalia o novo secretário. Confira alguns trechos da entrevista.

Corredores Exclusivos
O projeto continua. Queremos tornar os corredores exclusivos, dentro de um projeto maior de integração de transportes, a espinha dorsal da mobilidade urbana da Região Metropolitana. Ela estará ligada a apêndices, como ciclovias, aquaviário, estacionamentos para carros e motos... Mas serão complementos dentro do projeto maior de benefício ao transporte coletivo. Nós (brasileiros) dominamos a tecnologia e a engenharia desse modelo de transporte, o que favorece nos investimentos.

Metrô
Ainda não é o momento. Mas com os corredores exclusivos ficará mais fácil implantar um outro modelo de transporte de massa.

Financiamento
R$ 530 milhões


É o valor pedido ao BNDES, pelo Estado, para a construção dos primeiros 24 quilômetros de corredores exclusivos.

"O Estado não pode esperar por essas obras"

Preocupado em tocar as obras que estão em andamento e em tentar solucionar, a curto prazo, os problemas que hoje emperram o trânsito da Grande Vitória, o secretário Fábio Damasceno mantém o interesse na proposta de construção de um túnel, ligando Vila Velha a Vitória, mas ainda sem muitas perspectivas de quando e como a obra será tocada.

"É uma obra de importância para a mobilidade na Grande Vitória. Mas é mais distante do que outras, como as melhorias nos gargalos das Terceira e Segunda pontes", disse Damasceno.

Segundo ele, o Estado não pode esperar. "Temos que entender que só para o projeto executivo de construção do túnel devemos aguardar um ano. Sem contar os prazos para a licença ambiental, os estudos de impacto urbanos nas duas cidades... Não é uma obra de curto prazo, mas de médio a longo prazo", explica o secretário.

Ele reconhece que o túnel não deve ser descartado, principalmente como solução para a futura demanda no trânsito da Grande Vitória.

"Essa é uma obra que vai suprir as necessidades da Região Metropolitana, com o passar dos anos, principalmente devido ao aumento na frota veicular. A intenção é tocar o projeto em paralelo com outros, na busca, ainda, de recursos federais para nos ajudar", frisa Fábio Damasceno.

 

Fonte: Gazeta Online

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